A PROPÓSITO
Ver o contínuo papaguear de encomendações bizarras as quais nem devem entender, observar anos a fio retóricas indecorosas, leva-me a gritar socorro. Mas não há quem me/ nos valha.
Passam décadas e persiste este anacronismo de martelar as pessoas com mentiras sobre quase tudo o mais em sociedade.
Cada um de nós, conscientemente, devia fazer o possível para se informar como se vive no país, TODO, como e de que vivem as suas classes sociais, quais os objectivos de cada grupo no contexto da sociedade. O que nos foi brutalmente recordado pela natureza devia ser um bom guias, para olhar o nosso mapa e contar as localidades em cada um dos 308 concelhos. E interrogar-se, sobre o que está vazio, em muitos casos de pessoas. Vazio de multibanco, mercearia, talho, papelaria, sapateiro, barbearia, farmácia, lojas, escola, GNR, etc.
Certeiro, António Aleixo por exemplo afirmava,
“Coitado do Mentiroso, mente uma vez, mente sempre. Mesmo que fale verdade todos lhe dizem que mente”,
ou
“prá mentira ser segura e atingir profundidade tem de trazer à mistura qualquer coisa de verdade”.
Como Agostinho da Silva, eu também já - “não corro como corria, nem salto como saltava, mas vejo mais do que via, e sonho mais que sonhava”.
Sonho, tenho esperança, de ainda em vida começar a ver menos pantomineiros nos poderes públicos.
Cada vez mais convicto estou: "Homens de poucas e coerentes palavras são muito provavelmente os melhores homens".
E não mentem.
Nem com reizinhos que por aí vão continuando, se vão substituindo.
AC
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