terça-feira, 4 de agosto de 2026

 PRAIA

Hoje, Céu decente. Indecente continua o vento, chatíssimo.

Caminhada matinal pelo areal teve que ser menos demorada, 4,0 Km.

AC

P E D R A     B O L I D E I R A

Saudades da Aldeia

AC

A  PROPÓSITO  de  CEUTA

Oh Ana Sá Lopes então, não sai um artigozinho a saudar e elogiar o seu Churchill?

AC

EXACTAMENTE

. . . . . . . . "lamento as putas intelectuais que proliferam na vida pública. Eu sempre li as putas e os patrões dessas putas, tentando não ficar tão provinciano como eles". . . . . 

(Jorge de Sena)

É o que me apetece citar depois de passar os olhos pelas gordas via NET e depois de um amigo me ter referido certas coisas.

Vou caminhar no areal, mais interessante do que confirmar que isto não tem emenda.

Bom dia, boa 3ª Feira.
Saúde, o Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades e boas férias.

AC

 

AC

Um bom amigo militar enviou-me este texto escrito por um oficial da Marinha reformado.

Dá conta de mais um episódio da nossa vida política (que não vi nem li), dá conta da leviandade com que muitos políticos tratam dos assuntos do Estado. 
Neste caso, o actual ministro da chamada defesa nacional, que mais uma vez abriu a boca certamente convencido que estava a fazer uma boa figura mas que, de facto, não passou de uma "triste  figura"
Pronunciou verdadeiras barbaridades, neste texto realçadas com extrema elegância. 
Barbaridades que se confundem com alarvidades.
AC

O CICLO DE VIDA

Há mais de cinquenta anos, desde que me iniciei nas artes da engenharia naval, que me comecei a preocupar com o ciclo de vida. Não, em particular, com o meu, mas com o dos navios e dos seus equipamentos.

Primeiro, foram os professores na Escola Naval a explicarem-me o que era, a sua importância e, em especial, como se calculava o seu custo. “Atenção ao custo do ciclo de vida dos equipamentos!”, diziam-me eles. “Não é só o custo de aquisição; há muitos outros, cuja soma é igual ou superior a esse”, avisavam-me. “Podes comprar um excelente carro, mas, se não tiveres dinheiro para a carta de condução, a gasolina e as revisões, o carro não te serve para nada.”

Depois vieram os embarques e aprendi que nem sempre havia dinheiro para sobressalentes ou reparações. Cedo percebi que as verbas para cobrir o custo desse tal ciclo de vida eram uma manta curta, que deixava muita coisa a descoberto. E, claro, culpava os que deviam ter calculado e assegurado essas verbas e não o tinham feito.

Só que, algum tempo depois, passei a ser um dos que tinham de calcular e assegurar que tais verbas existiam, e percebi que a coisa não era fácil. Havia os malandros dos ministros que não davam essas verbas e, muitas vezes, ainda cortavam as poucas que havia. A manta era cada vez mais curta e, muitas vezes, nem para as emergências chegava. Mesmo para os navios que eram as jóias da nossa Marinha.

Até que fui nomeado responsável pela manta que devia cobrir a manutenção de toda a esquadra. Nós bem nos reuníamos todas as manhãs para tentar remendar uma manta cada vez mais curta e esburacada, mas havia sempre qualquer coisa que nos contrariava. Ou era um incêndio numa corveta nos Açores, ou era a avaria grave de um patrulha no Alfeite, ou era uma fragata que tinha de ir para a Guiné. Havia sempre um imprevisto que piorava a situação. E lá perdia eu mais umas noites de insónia, preocupado por não ser capaz de cumprir a missão.

Eu bem ia todos os meses explicar a situação desastrosa ao Almirante CEMA, mas acabávamos sempre por concluir que, sem dinheiro, não se faziam milagres. E o drama era que os malandros dos ministros que podiam dar esse dinheiro queixavam-se de que também não o tinham. Por isso, decidi ir-me embora e deixar para outros a preocupação com o ciclo de vida dos navios. Decidi, finalmente, preocupar-me apenas com o meu ciclo de vida.

Até que, há uns meses, ouvi o actual ministro da Defesa Nacional, numa audição na Assembleia da República, falar do ciclo de vida das fragatas que estava a adquirir através do programa SAFE da União Europeia. A audição tinha sido requerida por uns deputados muito zangados com outro, que terá dito num jornal que os navios estavam a ser adquiridos em segredo.

Claro que não me vou meter nessa discussão política, mas confesso que fiquei impressionado com o que o ministro disse sobre o temido custo do ciclo de vida das novas fragatas. O ministro falou pelo menos onze vezes do ciclo de vida durante a audiência. Começou por afirmar categoricamente: “Nós estamos a comprar ciclos de vida!”. E depois explicou: “Nós estamos a aproveitar a oportunidade e não queremos fazer, como no passado, comprar fragatas muito boas, certamente, mas porque não se pensava no ciclo de vida, não havendo dinheiro para combustível, ficavam paradas no Arsenal do Alfeite. Pronto. Isso não vai acontecer mais, porque nós estamos a comprar um ciclo de vida!”

Estremeci ao ouvir o senhor ministro. Eu, que andei tantos anos preocupado com o ciclo de vida dos navios, que estive na aquisição de fragatas a pensar no seu ciclo de vida e, principalmente, no seu custo, e que tinha sempre visto a manta para o cobrir reduzida por vários ministros, estava agora a ouvir um deles assegurar-me que ia comprar o ciclo de vida das novas fragatas por 30 anos! Durante 30 anos, nenhuma das três fragatas que o ministro estava a adquirir ficará parada por falta de sobressalentes, de reparações, de modernizações, e até de combustível!

Que inveja tenho dos camaradas que ocuparão o meu lugar! Que inveja tenho das noites descansadas que passarão, sem estarem preocupados com a impossibilidade de manter os navios como desejariam! Finalmente, alguém resolveu o problema do ciclo de vida, comprando-o!

Jorge Bettencourt
O  COSTUME
O "outro" falava em "CHOLDRA.

Já Jorge de Sena - . . . . . . . . "lamento as putas intelectuais que proliferam na vida pública. Eu sempre li as putas e os patrões dessas putas, tentando não ficar tão provinciano como eles". . . . . 

O que me parece quase sempre, e por este Algarve venho de novo  confirmando, é que existe muita soberba e alguma presunção idiota em muitas daquelas coisas entre ombros.
À mistura deixam escapar a realidade, pouca educação, falta de discrição. Bimbos em muitos casos, alguns com aparência de endinheirados.

Por exemplo, na praia (e estavam afastados duas palhotas), termos de ouvir bem alto que estiveram uns dias no Brasil, ou como foi o fim de semana em Londres.

O falar alto, mais alguns meninos pessimamente educados, ou a  minúscula tanga pelo rabo (que devia era estar bem mais tapado dada a celulite evidente) dentro, e outros detalhes, dão bem a medida de alguma parolice.

Mas acho mesmo piada a certas coisas, por exemplo como ontem à noite no parque de estacionamento do excelente restaurante (estupidamente caro nos vinhos), o olhar de alto abaixo que me deitaram e à minha mulher, que trajávamos com simplicidade.
Talvez espantados por termos saído de uma simples carrinha Seat Leon com dez anos.
O parque automóvel não tinha mais carros banais.
Mas fui eu que paguei o jantar.
Que passem bem!
AC
4  AGOSTO  2026
> 1578 - Desastre de Alcácer-Quibir
> 1789 - França, fim do Antigo Regime, fim do sistema feudal
> 1849 - Colonos portugueses vindos do Brasil chegam a Moçamedes, Angola
> 1935 - Emissora Nacional inicia emissões
> 1956 - Primeira emissão experimental da RTP
> 1962 - África do Sul, Nelson Mandela é preso
> 2004 - António Segadães Tavares premiado com o Nobel da Engenharia pela ampliação do aeroporto do Funchal
> 2008 - Faleceu A. Soljenitsin
AC

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

ISTO  TAMBÉM  É  ALGARVE
Isto também é Algarve, e tipicamente português. 
Um arraial de caixas de distribuição, cablagens várias, e daqui tudo sai pendurado à "trouxa e mocha".
AC

PRAIA


No início (0845 horas) da caminhada matinal (5,1 Km) o aspecto era este que se vê na fotografia. Vento, chato.

Depois de almoço, vento brutal, o céu limpou bastante.

Reunião familiar na praia a partir das 1100 horas até às 2245 horas e, portanto, não mais caminhadas houve hoje.

AC

 

AC

Publico como recebi de um bom amigo, médico, há décadas "Ilhéu". Sublinhados da minha responsabilidade
AC

"O CADAFALSO, os CARRASCOS e o JULGAMENTO PÚBLICO do MINISTRO da EDUCAÇÃO: BREVE ESTÓRIA de uma  EXECUÇÃO CANCELADA!

Em jeito de nota prévia, convém começar por fazer uma singela declaração de interesses: não conheço o Sr. Ministro da educação de parte alguma e não sou militante de qualquer partido político!

Neste contexto, coloco-me ao nível de qualquer cidadão nacional que assiste há décadas à degradação constante e progressiva do nosso sistema de ensino e ao queixume, sem tréguas, dos sindicatos dos professores sobre as condições salariais da classe e sobre a sua desqualificação permanente.

Em Abril de 2024 o novo Governo da AD faz de Fernando Alexandre Ministro da Educação e, contrariamente àquilo que era habitual neste sector, o Ministro da pasta assume a empreitada e põe mãos à obra.

Ainda se lembram do slogan glosado até à náusea pelo inefável Secretário-Geral da Fenprof, Mário Nogueira, e seus seguidores de serviço, que perseguiam qualquer Ministro da Educação por onde quer que passasse? “6 anos, 6 meses e 23 dias”, sendo que no dia seguinte aumentava, inexoravelmente, mais um dia! E andámos nisto anos a fio, muitos meses e muitos dias, demasiados, acrescentaria eu!

Pois é, veio um Ministro com uma ideia para a educação, com um propósito e metas bem definidas e, de uma assentada, deu aos professores aquilo que lhes era devido por direito, acabando com uma injustiça de muitos anos para mais de 84000 professores!

A verdade é que o Ministro da Educação, pouco tempo depois de empossado no cargo, resolveu um problema que as palavras doces, redondas e politicamente correctas do Governo PS de António Costa, não conseguiu resolver durante os seus nove anos e um mês de vigência, apesar de ter contado com o suporte generoso e amaciado dos outros partidos da Geringonça, leia-se PCP e Bloco de esquerda, e com a surpreendente quietude reivindicativa da Fenprof, o que levaria ao aparecimento do STOP, por manifesta falta de comparência de Mário Nogueira e dos seus rapazes na arena sindical, totalmente disciplinados e manietados pelas orientações de silêncio do PCP.

Mas Fernando Alexandre não só não ficou por aqui, como desenvolveu um intenso programa de medidas, que passamos a sumariar:

- Entrada de mais de 10 mil novos professores na escola pública desde o início do seu mandato.

- Dois concursos extraordinários, colocando mais de 3 000 docentes em zonas críticas (Grande Lisboa, Setúbal, Alentejo, Algarve).

- Criação de um apoio à deslocação, que varia entre os 150 e os 450 euros mensais, reivindicado há anos pelos sindicatos e nunca concedido pelos governos da geringonça, e que actualmente já beneficia mais de 6700 professores, procurando atraí-los para zonas mais carenciadas.

- Reforma orgânica e administrativa profunda do Ministério da Educação, nunca antes realizada, nem sequer tentada, com os seguintes impactos:

• Redução para menos de metade dos recursos humanos afectos ao Ministério, permitindo devolver às escolas cerca de 1000 professores;

• Diminuição de 16 para 6 Direções-Gerais (só para Recursos humanos havia 3 Direções gerais, era uma festa!), reduzindo em cerca de 40% os cargos dirigentes.

Acresce que esta profunda reforma foi igualmente acompanhada pela digitalização integral dos processos; pela criação de um sistema centralizado de dados sobre professores e alunos e pela gestão integrada de recursos humanos, que será acompanhada pela OCDE, o que é inédito.

- Revisão das Aprendizagens Essenciais, em consulta pública, para:
o reforçar pensamento crítico e capacidade de questionar,
o integrar competências digitais e pensamento computacional,
o preparar alunos para a inteligência artificial e abundância de informação.

- Reforço do estudo de autores da CPLP nos ensinos básico e secundário.

Sendo certo que as medidas acima enunciadas não esgotam a intensa actividade desenvolvida por Fernando Alexandre, temos por último o tema candente do momento: o famoso sistema de avaliação dos exames nacionais com digitalização prévia das provas realizadas.

Este sistema, constituindo um passo intermédio até a uma digitalização total do processo, anunciava as seguintes vantagens essenciais:

Maior transparência no processo, permitindo aos alunos e encarregados de educação terem acesso à própria prova de cada aluno, com as cotações consideradas, algo totalmente inacessível no anterior sistema;

• Atribuição a cada professor/classificador de itens específicos da prova, permitindo maior facilidade, rapidez e padronização do processo avaliativo, com vantagens para todas as partes;

• Evitar a responsabilização indevida dos professores ao transportarem e guardarem nas suas próprias casas exames nacionais, incorrendo em responsabilidades de cuja dimensão nunca tiveram verdadeira noção;

• Uma maior celeridade no processo de correção e de eventuais recursos.

Em suma, um conjunto vasto e valorativo de vantagens que qualquer ser humano, minimamente sensato, validaria sem hesitações!

Todavia, e porque na vida nada é perfeito nem tão pouco oferecido, seria suposto que este sistema tivesse as suas versões beta mais testadas e que o processo fosse rodado num número inferior de exames e de impacto menor na população estudantil!

A verdade é que, sabemos agora, esta fase de hard-tests não foi devidamente valorizada pelos serviços do Ministério e, ao que parece, terão apanhado o Ministro de surpresa já com a máquina em andamento e sem possibilidades de recuo!

Por excesso de confiança na equipa do Ministério, por falta de escrutínio mais selectivo nos pontos críticos do processo, ou por mera crença na bondade das soluções trazidas à mesa de despacho, vimos um Ministro a braços com um problema de difícil solução, compensando com um ranger de dentes e um arregaçar de mangas, aquilo que a razão decisória das fases prévias não conseguiu acautelar.

Todavia, ainda o Ministro esboçava as primeiras medidas paliativas para remediar a situação, e já se ouvia o ruidoso e lancinante afiar das facas e das adagas nos salões do poder de Sindicatos; Partidos da oposição, onde não se excluiu o Chega - a sofrer de tonturas, desorientação e cefaleias ideológicas de difícil recuperação -, à mistura com as redações de televisões, rádios e jornais famintas de sangue, onde abundam, salvo honrosas excepções, um rol de comentadores e jornalistas que há muito abandonaram as regras deontológicas do jornalismo, trocando-o por mero activismo político-partidário!

A avidez e a fome eram insaciáveis e a presa prometia um laudo banquete mediático, garantindo o sacrifício em praça pública do melhor Ministro do Governo da AD, ao mesmo tempo que seria possível mostrar serviço aos donos do poder do Largo do Rato, da Gomes Freire e de outras paragens politicamente correctas.

Em suma, entre os dias 14 e 17 de Julho, período de adiamento de saída das classificações, foi um fartote, em que as apostas na queda do Ministro atingiram valores absolutamente estratosféricos.

Para fechar com chave de ouro este julgamento sumário, em que a sentença já estava previamente escrita desde o dia 14, o Parlamento chamaria o Ministro para o pretérito dia 17, basicamente para o defenestrar e erguê-lo de pernas para o ar, e poder mostrá-lo ao povo nas varandas dos Passos perdidos, anunciando a sua culpa sem direito a redenção.

No meio de toda esta algazarra político-mediática, ainda conseguimos assistir com muita ternura e caridade cristã, às lágrimas de crocodilo dos sindicatos, em particular da Fenprof, sobre as terríveis consequências dos atrasos ocorridos, reclamando de imediato a demissão do Ministro.

A este propósito importa indagar a mesma Fenprof sobre os atrasos e os transtornos causados às famílias, nos seguintes anos:

-Junho de 2013: greve aos exames em que cerca de 23 mil alunos não conseguiram realizar o exame nacional de Português, tendo sido chamados a fazer provas a 2 de Julho.

-Junho de 2018: mais uma greve às avaliações. Dos cerca de 160 mil alunos que realizavam exames do 11.º e do 12.º anos, cerca de 36 700 foram às provas sem conhecer as classificações internas.
Pois é, nessa altura também havia alunos, famílias, vidas e compromissos assumidos!

-Em 2023, mais uma vez, nove estruturas sindicais voltaram a anunciar greves às avaliações finais de provas e exames.

É curioso que nessa altura a Fenprof e outras estruturas sindicais não manifestaram qualquer preocupação com os dramas que resultavam destes adiamentos para as famílias e alunos, sendo que estes últimos iam à segunda fase sem saber os resultados da primeira!

Em suma, tudo foi preparado para executarem politicamente o Ministro Fernando Alexandre no cadafalso, onde seria enforcado por sentença prévia e sem direito a defesa, por carrascos provenientes de sindicatos e partidos políticos da oposição, que vão da extrema-esquerda à direita radical!

Para azar dos carrascos de serviço, o Ministro terminaria a sessão de debate na Assembleia da República do passado dia 17 com o anúncio à comunicação social de que, afinal, as provas estavam integralmente corrigidas e que caberia agora às escolas publicarem as ditas!

Consta entretanto que, impedidos de executarem o Ministro no cadafalso que ficou vazio à espera de melhor oportunidade ou de substituto de igual importância, os carrascos do regime têm vindo a reclamar dia após dia que, afinal, ainda há erros nas correções, ainda há umas centenas de falhas em mais de 290 000 exames realizados e que, imagine-se, é motivo para se voltar a repensar na retoma do auto de fé interrompido, em virtude da heresia do Ministro em propor o pagamento das correções por quantias alegadamente indignas, quando nos tempos de António Costa, do PS e da Geringonça eram, orgulhosamente, zero, e não foram objecto de qualquer contestação!

Convenhamos, qualquer coisa está muito mal na política portuguesa, para termos atingido um estado de tão grande insanidade como aquele que estamos a viver!

É voz corrente que o País está mal e que é preciso realizar grandes mudanças, mas assim que alguém tem a coragem e se atreve a propor e a levar à prática qualquer empreendimento neste sentido, aqui-D´el-Rei que se acaba o mundo e a paz dos nossos dias!


Valha-nos a proximidade das férias, da praia, do sol e de alguma folia que sempre sobeja nos nossos arraiais, para que possamos recuperar algum equilíbrio mental e suplemento de alma!"

29 de Julho de 2026
António Ribeiro

Bom dia, boa 2ª Feira, tenham uma boa semana.
Saúde, Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades, boas férias.
António Cabral (AC)

Só para recordar
AC

Repetindo-me


12  ANOS 

Este modesto blogue completou 12 anos no passado 11 de Dezembro de 2025.

Dizem por aí que a blogosfera está moribunda, que o que interessa é  Instagram, Facebook, Twitter, etc.

Como tudo na vida, qualquer das redes sociais terá coisas interessantes e outras más.

Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem. Depois, concordo ou discordo, e se me apetecer comento.

Tenho a maior das dúvidas sobre a morte anunciada da blogosfera.

P O R Q U Ê ?

Porquê um blogue, perguntava-me um dos meus bons amigos.

PORQUÊ  o  BLOGUE ?
Porque não tens FB, Instagram, etc.?
Porquê o nome "Chapéus há muitos" ?

A vida activa profissional terminou em Dezembro de 2006.
Podia ter terminado três anos mais tarde mas foi óptimo assim, e financeiramente bem melhor do que se a tivesse terminado em 2009.

Mas começando pela pergunta - o nome - inspirei-me em Vasco Santana e no chapéu brasileiro que mostro na fotografia acima.
Chapéu e brasileiro que fotografei em Ilhéus, Brasil, terra dos "coronéis", em Novembro de 2011.

Contrariamente ao que julgo saber acontecer a uma esmagadora maioria e particularmente em profissões mais semelhantes à minha, o fim da vida activa, a inerente passagem para uma fase com horários diferentes e teoricamente mais calmos, a passagem para uma fase da vida em que muitos afirmam - "estás sempre de férias e sem fazer nada" - não teve para mim qualquer drama, ansiedade, alteração de saúde ou humor.

"estás sempre de férias e sem fazer nada
Sem fazer nada?

Nada mais errado.
Não é por acaso nem por milagre que vendi um carro de 11 anos em 2016 com mais de 350 000 Km! É só um exemplo. O actual está com quilometragem a subir bem, já passou os 240 000,00 Km. Além do constante e fantástico trabalho de "avô" !

A criação do blogue não foi uma salvação para me ocupar, longe disso.
Interessei-me pela "blogosfera" pouco tempo depois de Pacheco Pereira (JPP) começar a andar por aí com o seu "Abrupto". Longínquos tempos. Pacheco Pereira deixou-o um  dia.

Durante um certo tempo além de escassas considerações e comentários que lhe enderecei, enviei-lhe (a JPP) periodicamente fotografias, algumas das quais ele publicou.

Fotografia (uma das minhas ocupações) e durante algum tempo ele publicou uma fotografia sua de um banco de jardim (na Estrela, salvo erro). Era sempre a mesma, e quase sem variar de legenda. Eu aproveitei, ele acedeu algumas vezes. Durou pouco.

A dada altura, há já bastante tempo, por convite, passei a modestamente contribuir para um blogue pessoal de um homem da minha profissão, que muito considero.
Mas essa colaboração terminou pois o blogue foi descontinuado.
O "Chapéus há muitos" iniciou-se assim em 11 de Dezembro de 2013. Fará se Deus quiser 13 anos em Dezembro próximo.

Não escrevo aqui para ninguém.
Escrevo para mim, é a minha única rede social. 
Falo comigo, também pela escrita, aqui, e nos meus papéis e cadernos e agendas e livros.
Escrevo para mim, mais tarde, releio o que escrevi.

Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás bem melhor se tentaste nada fazer e conseguiste. 
Sempre me dei bem com esta postura.
Foi o início do meu blogue. 

Até hoje, estive na "blogosfera" como leitor atento de muitas opiniões, assim como usando também a disponibilidade de um outro blogue criado por homens da minha profissão. 
Mas desde há tempos que passei a dedicar-me apenas ao meu.
E chega, . . . . chega? . . . . chega não, Basta!

A pouco e pouco fui preenchendo este meu espaço, e procurando ser o menos maçador possível para quem tenha a gentileza de o visitar e ler.
Acompanho de perto os acontecimentos nacionais e internacionais.

De vez em quando partilho algumas das minhas fotografias.
Fotografia, de que sou entusiasta e crescentemente desde 1985; a espaços consigo tirar algumas já mais decentes do ponto de vista da técnica.

Sou um muito modesto/ manhoso fotógrafo amador, mas doido por fotografia; ando sempre com a minha amante de há vários anos, a Nikon D 90, que sucedeu a uma série de outras máquinas mais antigas, marcas diferentes e de menor capacidade.
Dito de outra maneira, antes, depois de uns amores menos duradouros, a minha amante passou a ser a Nikon F 801 S.
Amor de anos mas . . . . um dia troquei-a pela D 90 !

Mantenho aqui no blogue um ritmo regular, normalmente diário.
Tento modestamente combater o monolitismo de opiniões.
Vario de temas. Procuro ser original, olhar a questões diversas, temas diferentes, à cultura.

Procuro ser o mais rigoroso possível e, quando falho, reconheço-o. 
Se erro, se falho, se disso me apercebo ou quando educadamente alguém me chama à atenção, reconheço, emendo, sigo o exemplo do grande cidadão e matemático Bento de Jesus Caraça.
Oxalá consiga a espaços surpreender quem me visita.

Tenho as minhas opiniões. Respeito sempre a dos outros, discordando ou concordando. Argumento se me apetecer.

Se a opinião sobre nós a outrem sempre pertence, creio que não sou nem fanático, nem incoerente, tenho-me na conta de sensato, procuro ser sempre decente como desde pequeno me ensinaram em casa.
Procuro melhorar.

Em média gasto pouco mais de uma hora por dia (com intervalos)  com o meu modesto blogue.
Pois há família, netos, passeios, muitos livros, lazer, cozinhar, etc. 

E tratar da saúde pois o espelho, esse maroto, sorri para mim todos os dias e murmura - continuas com cabelo e rosto e pescoço de 55/58. Pois, a encadernação é bem razoável mas a realidade . . . 

Então, não vais mesmo no FB, Instagram, etc.? Mas porquê?

Não quero. 
Tenho amigos que me remetem artigos de opinião, que me dizem para ir ver um dado programa ou acontecimento na TV, me telefonam.
 
É isto.

António Cabral (AC)

ISTO  PASSA  DEMASIADO  RÁPIDO

JULHO JÁ SE FOI. 

CINCO MESES E ESTAREMOS NO FINAL DO ANO. SAFA!

AC

3  AGOSTO  2026
> 1914 - I GG, Alemanha declara guerra à França, invade a Bélgica. Grã-Bretanha declara guerra à Alemanha
> 1958 - Submarino americano Nautilus realiza a primeira navegação sob a calote do Polo Norte
> 1959 - Bissau, repressão violenta no porto do Pigiguiti
> 1968 - Suposta data em que Salazar dá uma queda 
> 1996 - Fernanda Ribeiro vence os 10000 metros nos jogos Olímpicos de Atlanta
AC

domingo, 2 de agosto de 2026

EXCELENTE  JANTAR  de  DOMINGO
AC

CAMINHADAS 

A caminhada matinal foi razoável, 4,7 Km. Vento, e aparecimento crescente de algas. Ao chegar à Praia Verde percebe-se perfeitamente o porquê do nome. E ainda está longe do tapete que no final de Agosto o areal costuma evidenciar.

A tarde foi uma porcaria, isso mesmo. Começou o céu a ficar nublado, ventoso, a água a continuar fria. Que maçadas, não é?

Não, não me esqueço dos milhares/ milhões que não têm quase nada. Mas, a temperatura da água, as algas, a escassez de lamejinhas/ cadelinhas (os habituais apanhadores desses bivalves bem se queixam) são exemplos da alteração do mundo em que vivemos. 

A caminhada da tarde foi, portanto escassa, 0,9 Km!

Agora de pois de um magnífico jantar foram 3,8 Km.

AC

 

AC

FRUTAS

Ao passar os olhos pelas gordas via NET percebi que houve uma reunião urgente em Tomar entre um antigo árbitro e agora tido por muito importante e actuais árbitros do futebolês. Percebi que afinal são do melhor "que há" e não nada do que apareceu por aí em gravações colhidas à sucapa.

Naturalmente, o que foi dito há uns anos nunca poderia ser usado em tribunal pois colhido às escondidas. Mas, que aconteceu aconteceu, não foi IA.

É como nos casos em julgamentos em que fulano e beltrano saem ilibados. Significa que não ficou provado do que eram acusados,  embora isso não signifique que não cometeram de facto aquilo de que eram acusados.

A minha dúvida pois a noticia não o refere é, se além do que os árbitros reclamavam e foi aceite pelo tido como mais importante, a sempre premente questão da fruta foi debatida.

Com casca ou já descascada e arranjada como estas da fotografia.


Bom dia, bom Domingo
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades, boas férias

AC