quinta-feira, 30 de abril de 2026

R E C O R D A Ç Õ E S














OUTROS. . . . . . . TEMPOS
Bom dia.
Tenham uma boa 5ª Feira.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida. Boa sorte.
AC
"VIVE  A  TUA  VIDA.  
NÃO  SEJAS VIVIDO  POR  ELA." 
(Bernardo Soares)

Bem verdade, e como me ando a lembrar disto.

AC

 TRUMPICES,  OCIDENTALICES . . . . . 

O Ocidente tem dentro de si mesmo os germes da destruição.

O execrável Trump, todos os dias, muitas vezes mais de uma vez no próprio dia, vomita as coisas mais inarráveis e contraditórias.

Na sequência das acções militares por parte dos EUA, Trump vomitou  o cessar-fogo, prolongando as ténues tréguas por dias e dias. 
Prorrogou o prazo ao mesmo tempo que a cabeça oxigenada garantia sucessivas coisas e designadamente que o acordo estava quase, que o Irão estava ansioso pelo acordo, etc.

Uma coisa Trump logo mandou fazer e que prossegue, bloquear o estreito de Ormuz e muito concretamente a passagem de navios para portos do Irão.

Sendo um comum cidadão, sem quase informação alguma, e a anos luz da "competência" (???) do Komentariado (jornalixo, estrelas civis e militares) que passa nas TV e que praticamente não vejo, tenho sensações que passam por muito distintas desse Komentariado.

1º - Estou convencido que uma grande parte do que o Irão tinha quanto a defesa anti-aérea foi destruído.

2º China e Rússia tentaram e tentam abastecer urgentemente o Irão com esse tipo de material com vista a dificultar ao máximo que Israelitas e americanos se passeiem sossegadamente no espaço aéreo Iraniano.

3º Esse problema logístico só pode ser assegurado em quantidade apreciável por via marítima e creio que é isso que está na origem do actual bloqueio aos portos do Irão: içai entrar nada.

4º O reabastecimento por via aérea ou terrestre é detectável e as quantidades são muito inferiores ao transporte marítimo.

5º O Irão deve ter gasto muito dos seus mísseis e drenos.

6º Tenho muitas dúvidas que eles não tenham alguma capacidade de recompletar esses material. Acredito que têm.

7 º Os EUA e Israel devem igualmente ter gasto imenso material pelo que estes tréguas servem basicamente para tratar de restabelecer "munições"

8º Quer Israel quer EUA devem estar a fabricar a ritmo muito elevado  mísseis e etc.

9º Consequências quanto ao abastecimento de petróleo? Creio que não preocupa os EUA.

10º Esta prolongada pausa serve também para mais apurado trabalho de satélites.

Admito, como sempre, estar redondamente enganado. Aguardemos.
AC
30 ABRIL  2026
DIA INTERNACIONAL DO JAZZ
DIA DA RAINHA DA HOLANDA
> 1789 - EUA, George Washington eleito presidente por unanimidade > 1824 - Abrilada de D. Miguel na sequência da qual acabou por perder e ser deportado para a Áustria
> 1845 - Nasce Oliveira Martins
> 1945 - Hitler e mulher suicidam-se
> 1974 - Álvaro Cunhal regressa a Portugal
> 1975 - Forças do Vietname do Norte ocupam Saigão
AC

quarta-feira, 29 de abril de 2026

MUITO  BOM

AC

GREVE

Para variar, um dos meus netos (8 anos, 2º ano) amanhã não tem aulas.

Excepcionalmente não é colada a uma 6ª Feira ou a uma 2ª Feira, para terem um fim de semana mais catita . . . . . . 

Espera . . . . sim de facto amanhã é 5ª Feira mas . . . . . 

Ah, já percebi, não me estava a lembrar que 6ª Feira é feriado.

OK.

Continuem assim . . . . . Portugal do futuro agradece!

Deplorável, lamentável, que gentalha. 

Sim, as questões laborais têm muito que se lhe diga, não tenho dúvida que por exemplo o caso do projecto de nova lei laboral tem muito provavelmente vários contornos lastimáveis, inaceitáveis etc.

Do que li até hoje e certamente por deficiência da minha parte, ainda não consegui perceber com clareza (do governo e das centrais sindicais) quais são os aspectos concretos na legislação ainda em vigor que provocam por exemplo, o mau desempenho da nossa economia, a sempre evidenciada falta de produtividade, etc.

Mas façam o protesto sem o colar a um fim de semana. 

Pensem nos miúdos, pensem no que estão a fazer às crianças que são  os futuros adultos. 

O meu neto fica aborrecidíssimo sem as aulas, já não é a primeira vez que me diz - "oh avô, é outra vez sem aulas." Provavelmente não se vai esquecer disso. Aguardemos.

Mas, independentemente de CGTP e UGT terem quase certamente razão em algumas matérias, fica-me sempre muito a sensação de que gostam sobretudo é de falar e berrar para os da sua cor! Poderei estar a ser injusto, mas muitas vezes esta é uma sensação legítima.

AC

25 ABRIL - PORTUGAL - JUVENTUDE 

O 25 de Abril de 1974 foi designadamente celebrado na Avenida da Liberdade por muitos milhares de portugueses. A descida da Avenida da Liberdade comandada pelos do costume.

Do que vi nos jornais e revistas e em blogues (este ano andei por Setúbal) em vários cartazes se viu "estamos aqui" ou - Não estava lá mas estou aqui" - misturados com muitos outros cartazes com óbvias conotações políticas, conotações a partidos mais à esquerda, à CGTP, etc.

Vi excelentes recordações sobre a memorável data que modificou Portugal para bem melhor, e designadamente por exemplo sobre o saudoso e decente como poucos - Salgueiro Maia.

Apercebi-me também de alguns cartazes que são eloquente demonstração do baixíssimo nível de certa (muita?) gente e que aqui não reproduzo.

Da leitura de jornais e revistas e blogues ressaltam várias coisas, várias opiniões, e designadamente que na Avenida da Liberdade houve forte participação de juventude.

Pessoas jovens, portanto, nascidas muito depois do 25 de Abril.

Será que essas centenas de jovens ouviram ou leram o discurso do PR Seguro na AR e as referência explícitas que ele fez aos jovens?

Pessoalmente estou convencido que uma grande maioria dos jovens não pensa nem reage exactamente como aqueles donos da verdade e do 25 de Abril anunciam que eles pensam e agem e reagem e defendem.

Aguardemos.

Vivo bem no nosso regime, desgostoso por muita coisa que permanece mal e que não é culpa do 25 de Abril mas sim dos que ao longo do tempo se serviram dos cargos que legitimamente ocuparam, em vez de terem servido a comunidade/ sociedade portuguesa.

Viva o 25 de Abril, viva Portugal.

António Cabral (AC)

Transcrevo de novo um interessante (opinião pessoal naturalmenteartigo de opinião de que há mais de um ano tomei conhecimento, da autoria de um Coronel reformado do nosso Exército, David Martelo. 

Tenho-o sempre presente para, em função das características enunciadas pelo autor para ponderar o que sensibilizaria os portugueses face a Gouveia e Melo (sondagens), nos tempos actuais me servir de guia para ponderar os resultados das actuais sondagens que, teoricamente, são indicador da acção dos actuais titulares de órgãos de soberania .

António Cabral (AC) (sublinhados e comentários da minha responsabilidade)

DO CAMINHO MARÍTIMO PARA BELÉM

Assim, em vez dos políticos de profissão, (a República) passará a governar pelo Exército, que é, de espírito, o contrário deles...
FERNANDO PESSOA, Da República
, p. 243.

Apesar de ainda estarmos a pouco mais de um ano das próximas eleições para a Presidência da República, a recente passagem à reserva do almirante Gouveia e Melo e a elevada probabilidade de vir a ser um dos candidatos à suprema magistratura da Nação desencadearam um animado debate sobre a possibilidade de, passados cerca de quatro décadas sobre o final da presidência do general Ramalho Eanes, voltar a perfilar-se uma candidatura de um militar.

Ramalho Eanes – que, apesar da sua atribulada presidência, deixou uma recordação positiva na sociedade portuguesa – vinha sendo visto como um caso excepcional, decorrente do ambiente revolucionário que se vivera entre 1974 e 1976, na transição da ditadura para a democracia. Pela lógica dos costumes políticos europeus, seria expectável que uma candidatura de militar (fora da actividade de serviço) não voltasse a concretizar-se.

Dentro desta benevolente convicção, o caso da possível candidatura do almirante Gouveia e Melo veio abalar alguns espíritos detentores de postos de comentário político, alguns dos quais se precipitaram em alarmantes juízos, com notória escassez de cultura política e capacidade de análise relativamente ao momento actual do mundo em que vivemos.

Provavelmente, o factor mais desestabilizador desses bem-intencionados espíritos tem residido nos resultados das sondagens até agora publicadas, as quais insistem, umas atrás das outras, na colocação do almirante num primeiro lugar, bem destacado dos outros potenciais concorrentes.

É sobre esta assinalável preferência dos portugueses que pretendo adiantar algumas das reflexões que me ocorreram, reflexões essas cujos contornos não tenho vislumbrado nos numerosos textos que até agora me foram dados ler.

Assim, importa formular esta pergunta: que característica, ou características, identificaram os portugueses no almirante Gouveia e Melo para se disponibilizarem a levá-lo até Belém?

Em teoria, essa preferência poderia resultar de um ou mais dos seguintes atributos:

  1. Da sua notoriedade pessoal

  2. Das suas ideias políticas

  3. Da sua não-ligação a partidos políticos

  4. Da recordação de outros militares em cargos políticos, em democracia

  5. Da preparação para liderar, própria dos militares de carreira

Como é amplamente sabido, a notoriedade pessoal do almirante Gouveia e Melo no meio civil foi conquistada pela forma eficaz como reorganizou o sistema de vacinação, aquando da pandemia de Covid-19. Foi um feito importante e com grande impacto mediático, pelo que admito que tenha algum peso na preferência que lhe é dedicada.

Das suas ideias políticas pouco sabemos. Sendo, até há poucos dias, militar no activo, estava-lhe vedada a actividade política. Este aspecto, tem sido exageradamente mencionado pelos comentadores assustados por este fenómeno, como se para ser eleito não tivesse que haver, previamente, uma campanha justamente adequada a esclarecer as dúvidas sobre a provável acção dos candidatos no caso de serem eleitos. De qualquer modo, fica claro que, dado o natural silêncio do almirante, não é no campo das ideias políticas que se deve buscar a explicação para o seu relevante sucesso nas sondagens até agora publicadas.

A sua não-ligação aos partidos políticos também não parece explicar grande coisa. Já tivemos várias eleições presidenciais a que concorreram figuras independentes dos partidos – Fernando Nobre (2011) e Sampaio da Nóvoa (2016) – e não lograram destacar-se das figuras com antecedentes partidários.

Poderia ter algum fundamento na preferência recordação do desempenho de outros militares em cargos políticos, em democracia, nos quais a história nos recorda Winston Churchill, Charles de Gaulle ou Dwight Eisenhower, grandes figuras do século XX, todos eles formados nas Academias Militares dos respectivos países. Assim como Ramalho Eanes. 

Mas, exceptuando este, ainda vivo, não vejo que as restantes figuras pudessem influenciar tantos portugueses. É preciso reconhecer que poucos deles saberão quem foram aquelas ilustres personagens. Mas cabe aqui recordar o que, em 1932, o futuro presidente da República Francesa, Charles de Gaulle, publicou, numa interessante obra de conteúdo ético-militar, na qual, a certo ponto, afirmava:

O político e o militar levam (...) para os empreendimentos comuns caracteres, procedimentos e preocupações diferentes. Aquele atinge os objectivos por caminhos abrigados; este chega a eles em linha recta. Um, que vê à distância de modo enevoado, julga as realidades complexas e dedica-se a apreendê-las pela astúcia e pelo cálculo; o outro, que vê com clareza, mas para o imediato, acha-as simples e acredita que se podem vencer desde que se esteja decidido a tal. Perante um acontecimento grave o primeiro pensa no que os outros irão dizer, enquanto o segundo consulta os princípios (1)

Ficou para o fim a preferência por quem provém de uma carreira que confere preparação para liderar, função para a qual se não exige uma forte inclinação para comentar publicamente tudo o que se passa no país e no mundo

E, se estas características são importantes em tempo de paz, é sensato deduzir que aumentam muito de valor quando sinais inquietantes de guerra se perfilam no horizonte e o ocupante do cargo é, por inerência, o comandante supremo das Forças Armadas.

David Martelo – 16 de Janeiro de 2025

(1) Le Fil de l’épée, Librairie Plon, Paris, 1932, p. 167. 2


Bom dia, tenham uma boa 4ª Feira.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida, boa sorte.
AC

 

AC

Depois de uma tarde a tratar do jardim, a nossa vida importa menos .

(Cardeal Tolentino de Mendonça)

AC

AC

 

AC

 ESTOU  a  CUMPRIR  MAIS  

Recebi esta recomendação de um bom amigo, que é médico. Para a seguir o mais possível. Já não vamos nada para novos, disse-me ele!

Estou a começar conseguir algum domínio sobre o "stress", as preocupações com familiares. A tentar pensar menos no que o horizonte parece anunciar.

Estou a olhar diariamente para estas "normas".

Algumas já o fazia como por exemplo caminhar, caminhadas diurnas e as vezes noturnas, quase nada de TV, pouco sentado, sempre ocupado a ler e fazer coisas, fotografar, cozinhar, etc. 

Também, há muito que não me dou com uma série de criaturas, não estou para os aturar. Tenho polidamente declinado muita coisa, com afazeres e compromissos vários mas também com mentiras piedosas como - os netos - trabalho de avô. Que aliás só me faz bem esta terapia ocupacional.

Tenho que aumentar exercícios físicos, por exemplo regressar ao pedalar na garagem, elásticos, etc.

E vou-me resignando. Estou a aceitar as coisas em Paz.

O espelho mostra-me continuamente uma cara e físico de quase menos 20 anos mas a realidade é que os anos têm passado. Estou decididamente consciente de que já tenho uma certa idade . Talvez mais rigorosamente, uma idade que começa a entrar na classificação - idade avançada.

Cuidado, mais cuidado, um dia de cada vez. O médico hoje ficou mais satisfeito comigo. Eu também.

AC

29  ABRIL  2026
DIA MUNDIAL DA DANÇA
> 1707 - Os parlamentos da Escócia e Inglaterra unem-se e formam a Grã-Bretanha
> 1826 - D. Pedro IV outorga a Carta Constitucional da Monarquia
> 1851 - EUA, Washington, primeiro viagem experimental com uma locomotiva eléctrica
> 1884 - Nasce Jaime Cortesão
> 1901 - Nasce Hirohito
> 1980 - Faleceu Alfred Hitchcock
> 2002 - Faleceu Fernando Pessa 
AC

terça-feira, 28 de abril de 2026

A  ESPERA

A desesperante espera por consulta hospitalar, mesmo em hospital privado, como foi o caso.

AC

 

AC

LAMENTÁVEL


Desde que foi autarca esta criatura vê-se ao espelho?

Igualmente interessante observar os "facies" dos restantes na fotografia.

Bom dia, tenham uma boa 3ª Feira.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Boa sorte.

AC

Ainda os Discursos - 25 Abril 2026
Não segui a cerimónia de Sábado de manhã pela TV. Andei na rua.
Li depois o discurso do PR Seguro, que aqui já publiquei, de que gostei e comentei.

Li rapidamente e já aqui publiquei o discurso do Pr da AR, sem comentários com excepção de um, no final, a vermelho
Quando me apetecer lá irei procurar os discursos dos partidos políticos por ocasião do 52º aniversário da memorável data - 25 Abril 1974.

Este discurso do Pr da AR que na minha opinião refere algumas verdades que muitos políticos fingem não perceber a começar pela pérola rosa Delgado Alves, tenho-o como um texto estranho, e que comentarei agora.

Para isso o republico mas apenas as partes que inicialmente sublinhei a azul e com o meu único comentário na altura, a vermelho, na linha final.
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. . . . . . . . .
. . a esmagadora maioria dos portugueses quer este regime, gosta do regime. Mas isso não significa que ache que tudo está bem!
. . . . . . . .
. . Aparentemente, só não gosta, ou desconfia dos políticos.
. . . . . . . .
. . . deixem-me aproveitar, já que estamos a terminar estas celebrações para dizer estas coisas inconvenientes e pouco populares.
. . . . . . .
. . . É altura de admitirmos a possibilidade do problema português não ser a Constituição, o capitalismo, o regime, as instituições ou funcionamento da democracia.
O problema pode estar também em nós. Os políticos.
. . . . . . . . . .
. . . Sim. Todos nós já cometemos o pecadilho de assumir que lá fora existe um país real, com portugueses verdadeiros e cá dentro temos um país “oficial” com portugueses de outra estirpe, casta ou elite.
. . . . . . . . .
. . . Sim. De facto, temos cada vez mais políticos que começaram nas juventudes partidárias e continuaram a carreira sem nunca, diz-se, conhecer o dito “país real”.
. . . . . . . . . . .
. . . Quero apenas lembrar que os portugueses podem ter mesmo razão para sentir desconfiança.
Ou que, pelo menos, devemos admitir essa possibilidade.
. . . . . . . . . .
. . . É preciso acabar com a pouca-vergonha das mordomias dos políticos.
. . . . . . . . .
. . . que o serviço público, para atrair os melhores e para ser acessível a todos, ricos e pobres, deve remunerar bem.
. . . . . . . . . .
. . . E, de repente, temos outras portas giratórias. Entre gabinetes e Parlamento. Parlamento e governos. Governos e administração pública. Assessorias e órgãos do Estado.
Em Portugal, temos uma alternância quase plena. Nós alternamo-nos a nós próprios!
. . . . . . . . .
. . . Mas, com os anos, passámos a olhar com suspeita quem escolhe trabalhar ao mesmo tempo que é deputado.
. . . . . . . .
. . . . O nosso trabalho, Senhoras e Senhores Deputados, é alargar o clube da política. Alargar tanto, que deixe de ser um clube.
Para reforço da qualidade da nossa democracia!
. . . . . . . . .
O 25 de abril é presente e futuro.
. . . . . . . . .
Porque o serviço público não pode dispensar os melhores.
Talvez este deva ser o foco da nossa sessão de hoje.
Ou, pelo menos, devemos admitir essa possibilidade.
Disse.

E acrescento Eu, viva o 25 de Abril, viva Portugal.


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Também estou convencido que a maioria dos portugueses se sente bem no actual regime mas, tal como eu, tristes e desiludidos pois está mal muita coisa.
Agravaram-se desigualdades por exemplo. 
Portugal continua a escorregar para o fundo da tabela olhando aos países todos da Europa, sejam ou não da UE.

De quem é a culpa?
É do 25 de Abril de 1974?
NÃO, NÃO É!

A culpa é de vários ou mesmo muitos dos que se serviram dos cargos para que foram eleitos e nomeados seja, titulares de órgãos de soberania, autarcas, chefias as mais diversas da pesada máquina do Estado.
E na esfera privada, na banca, em muitas instituições, houve muita gente que também têm ajudado a chegarmos onde desgraçadamente estamos.
Foi quem considerou Portugal a sua quinta, foram e continuam os donos disto e daquilo, os donos disto tudo, o que quiserem.

SERVIRAM-SE, em ver de SERVIREM a comunidade /sociedade portuguesa.

Tenho em péssima conta vários políticos. Presumo que não sou só eu. E não vou perder tempo agora a repetir o que tenho escrito inúmeras vezes (ainda o fiz de novo há poucos dias) sobre a importância da democracia, dos partidos políticos, da comunicação social etc.

Quando Aguiar-Branco afirma - É altura de admitirmos a possibilidade do problema português não ser a Constituição, o capitalismo, o regime, as instituições ou funcionamento da democracia. O problema pode estar também em nós, os políticos  - qualquer pessoa honesta reconhece que muitos políticos têm sido parte dos problemas.

Quando se refere o "país real" parece-me uma evidência que há muita razão nessa ponderação.
Basta olhar para o indignado Delgado Alves e ir verificar como foi até agora a sua vida.

E para não referir apenas políticos, olhemos para o CEJ onde desde há anos se formam magistrados. 
Com que idadezinha ficam magistrados?
Pois . . . . . ficam magistrados quando já angariaram imensa experiência de vida . . . não é verdade ?

Portanto, aos indignados como Delgado Alves em vez de falarem para a Lusa e viraram as costas a quem discursa não faria mal nenhum admitir a possibilidade de muitos políticos serem há décadas parte dos problemas que até hoje se arrastam.

Já agora, porque que é que Delgado Alves não virou as costas também  ao PR Seguro pois falou também do tema ?
É porque é da cor e Aguiar-Branco é da direita?  

Muitos portugueses sabem de pouca-vergonhas e de mordomias de muitos políticos e designadamente de deputados. 

Será que o deputado Delgado Alves não ouviu falar nas viagenszinhas em económica depois de terem trocado o bilhetinho de avião a que tinham direito em Executiva/ 1ª classe? 
E que tal o actual e inarrável governador do Banco de Portugal e as suas acçõeszitas?

O serviço público é mal pago. Sabe-se há muito. 
É por isso que ao longo dos anos têm arranjado disfarçadamente umas atenuantes. Em vez de enfrentarem o problema, com dignidade, com racionalidade, com rigor e decência.

Muito bicho careto tem pópó oficial.
As ajudas de custo e as verbas para despesas de representação são uma ajuda, uma atenuante. E nem falemos na percentagem dos que, tadinhos, têm de receber uma grande ajuda pois vivem muito longe!

E toda a gente sabe que é verdade a existência das diferentes e diversas portas giratórias.

"Nós alternamo-nos a nós próprios" - disse Aguiar-Branco e aqui, Delgado Alves podia ter gritado - eu nunca mais fui "jotinha" e nunca mais voltei para uma junta de freguesia!

O Pr da AR disse outras coisas.
Uma que me parece adequada - O 25 de abril é presente e futuro

Porque o serviço público não pode dispensar os melhores - também afirmou, e concordo absolutamente.

Mas este discurso do nº 2 na hierarquia do Estado é para mim um pouco estranho.
E começo pelo final. Tal como o Presidente Seguro não terminou como creio seria adequado - viva o 25 de Abril, viva Portugal.

Demasiado paleio para referir o tema que decidiu escolher para o 52º aniversário da memorável data - 25 ABRIL 1974.

Mas será que o financiamento dos partidos políticos é o problema maior da nossa democracia, da nossa história recente?

É o financiamento dos partidos políticos a causa maior para,
- a questão da habitação, da saúde, da educação, 
- do emprego, da fuga de muitos para o estrangeiro, 
- do descontrolo da imigração, 
- o estado do sistema de justiça, 
- da continuação de nada se saber da ONU quanto ao nosso pedido de alargamento da plataforma continental feito em 2013, 
- das nossas fragilidades estruturais, da nossa indústria, 
- da nossa economia, 
- do estado das forças de segurança, ou das Forças Armadas, 
- das baixas pensões, do estado de muitas vias rodoviárias, 
- do desordenamento do território, 
- dos problemas da CP ou da TAP, 
- das carências no âmbito da cultura,
- dos problemas no âmbito de creches e lares para os nossos ascendentes,
- dos incêndios e da proteção civil, 
- do estado da comunicação social, ETC. 
- ETC. ETC. ETC. ETC. ETC ?

Obviamente (opinião pessoal, naturalmente) senhor Pr da Assembleia da República que o financiamento dos partidos políticos está longe de ser uma coisa clara. Decente.

E temos ainda muitas telenovelas como no âmbito da "Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP), ou da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA), ou decisões do Tribunal Constitucional, ou as (não) nomeações para diversos órgãos do Estado, ou legislação vária discutível ou até por regulamentar, para não falar no Código do Procedimento Administrativo que em Portugal serve para muita gente no Estado e fora dele limpar o rabo.

Senhor Doutor Aguiar-Branco disse que achei o seu discurso estranho.
Sabe porquê?

Porque sou medianamente educado.
E também por isso lhe digo que se eu tivesse estado no Parlamento quando discursou não me levantava e nem lhe virava as costas. 
Ficava sentado, e não aplaudia.

Depois, enviava-lhe uma carta pessoal a manifestar as minhas discordâncias.
Seria assim, não sou mal educado.

António Cabral (AC)

Ah,  SE  ELE  GARANTE . . . . . . . 


Quem sou eu para dizer o contrário, NÉ . . . ?

AC