quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Repetindo-me

DEMOCRACIA, LIBERDADE e LIBERTINAGEM

Não há Democracia sem liberdade, real.

Não há Democracia verdadeira, consolidada, sem liberdade, sem direitos assegurados, sem deveres cumpridos pelo Estado e pelos cidadãos.

A Constituição (CRP) lista vários direitos, desde os fundamentais a outros que uma sociedade de direito democrático desenvolvida e harmoniosa deve ter, deve perseguir e prosseguir. 

A CRP quase não fala de deveres, e onde pouco fala é só para o nebuloso Estado. 

Nunca na CRP se define Estado, o que materializa o Estado que, naturalmente, é fundamentalmente materializado pelos titulares dos órgãos de soberania e pela pesadíssima máquina administrativa que nos sorve o dinheiro. 

E, na minha opinião naturalmente, também por pouca cultura e formação em imensos dos meus concidadãos Estado é o governo que está, e o salvador é o Presidente da República que estiver.
 
E o que muitos dos senhores e senhoras fazem nas suas vidas enquanto estão nos cargos para que foram eleitos e nomeados (e em que muitos, mais se servem dos cargos do que servem a sociedade) é exactamente o que o Estado nos vai fazendo. 
Muito do que o Estado nos vai fazendo é mau, pois deriva do não cumprimento da LEI, deriva dos arrogantes terem a mania de interpretar a LEI a seu modo.

Não é só, mas muito do pernicioso na sociedade deriva da célebre orientação por muitos copiada - para amigos TUDO, para inimigos e adversários NADA, aos outros apliquem a Lei.

E assim ora andam com o que não deviam, ora fingem não ter casa, ora não cumprem o preceituado no Código do Procedimento Administrativo, ora não declaram o que deviam, ora prometem e não cumprem, ora guardam dinheiro entre os livros nas estantes dos gabinetes, etc.

Liberdade não é ter casa como alguns dizem, ou ter carro, ou ter sustento, etc. Casa e muitas outras coisas constituem-se como
 DIREITOS.

Mas a CRP só por si nada garante.

O estar lá escrito não significa, automaticamente, que todos tenham casa, médico de família (como se vê), dinheiro para alimentação e remédios, ou para comprar livros, ou para passear, ou para formar os filhos ou para cuidar dos ascendentes, ou para ter segurança e igualdade no acesso de oportunidades, ou justiça para todos e não para poderosos e amigos, etc. etc. etc. 

A Democracia implica esforço, respeito pelos outros, respeito pelo património que é de todos, respeito pela nossa história e estuda-la, trabalho, organização, cultura, estudo, reconhecimento de erros e sua correcção.

Democracia implica ir melhorando em tudo, implica liberdade de opinião e de expressão, implica existência de partidos políticos e instituições, e sindicatos, e ordens profissionais (sindicatos e ordens que cumpram os estatutos em vez de fazer política, como tantas vezes Vital Moreira refere), e separação de poderes. ETC.

E a Democracia permite até que se digam disparates, e que políticos, titulares de órgãos de soberania, e chefias as mais diversas aldrabem muitos concidadãos. 

Infelizmente muitos continuam a deixar-se aldrabar.
Em Portugal isso continua a ser uma grande tragédia, pois muitos engolem demagogia e mentiras com facilidade.

O contrário do que acima refiro dá uma Democracia formal.
Não uma Democracia verdadeira, consolidada, sadia.

Como se tem visto nos últimos 35 anos. 
Ou estou enganado e a ver mal as coisas?

António Cabral (AC)

G A R A N T I D A

André Ventura vai presidir à comissão de inquérito aos mandatos de Luís Neves na PJ. 

O Chega impôs a comissão de inquérito aos mandatos de Luís Neves na PJ e, por isso, vai presidi-la. 

PSD nomeou Hugo Carneiro e Andreia Neto, e o PS escolheu Marina Gonçalves.

Está assim confirmada e garantida a isenção na CPI.

AC

A  VIDA  POLÍTICA  NACIONAL

A triste realidade (opinião pessoal, naturalmente) da vida política nacional, concretamente desde 1991, recorda-me imensas vezes o velhinho decálogo das fases de um projecto.

Lembrei-me disto outra vez depois de saber que o inarrável ministro das chamadas infra-estruturas anunciou as obras para o TGV e de mais uma barraca no MAI envolvendo, se percebi bem o que me contaram, a putrefacta telenovela chamada SIRESP, ultimamente dirigida por um homem do Exército e em que o tal secretário-geral do MAI irá passar a ser um homem da GNR.

Creio que o SIRESP vem do final daquele governo (???) Santana Lopes e que mais tarde Costa teve intervenções várias e que prosseguiram depois dele.

Decálogo das fases de um projecto:

1. Optimismo total

2. Desorientação geral

3. Granel generalizado

4. Período de excitação incontrolável

5. Salve-se quem puder

6. Procura desenfreada dos culpados

7. Castigo exemplar dos inocentes

8. Recuperação do optimismo perdido

9. Fim inexplicável do projecto

10. Condecoração e louvores aos não participantes

AC

. . . . . . E acrescentou: "O nosso futuro está a ser roubado e, como vemos aqui, as escolas não estão a receber o investimento de que precisam". . . . . . .
"Greta, a sueca"

Tenho quase a certeza de que em França, como por cá, as escolas estão sub-financiadas.

Que não há professores suficientes para substituir os que deixam a vida activa. 

Que existe uma desorganização brutal.

Que é condenável, inaceitável, não cuidar hoje dos homens e mulheres e famílias de amanhã.

Sim, as escolas não estão a receber investimento.

OLHA, JÁ AGORA, ACABEMOS COM O QUE ESTÁ DE PÉ !

Apoias, Greta. . . . Sim ? . . . . . Boa !

AC
14  OUTUBRO  2026
> 1066 - Inglaterra, batalha de Hastings
> 1385 - Batalha de Valverde
> 1918 - Caça-minas Augusto de Castilho afundado pelo submarino Alemão U-139
> 1962 - Início da crise dos mísseis em Cuba
> 1964 - Martin Luther King galardoado com o Prémio Nobel da Paz

Bom dia, tenham uma boa 4ª Feira
Saúde, o Euromilhões da vida
Boa sorte, felicidades

AC

REPETINDO-ME  (texto com algum tempo)

A PROPÓSITO de NACIONALIDADE 

A minha muito idosa e muito fragilizada mãe (nasceu a 8 JUL 1925, continua com excelente cabeça e memória) (*) conversava outro dia comigo sobre a nacionalidade e conexos, nomeadamente a data da fundação da nossa nacionalidade.

Grande ignorante que sou a respeito de quase tudo eu disse-lhe que para mim 1143 continuava a ser a data da fundação da nacionalidade.

A minha mãe avançou dizendo que em 1940 celebraram 8 séculos de história. Ela referia-se à exposição do mundo português.

Repetindo-me, grande ignorante que sou tenho a ideia que Afonso Henriques usava o título de rei desde 1140, atitude que o rei castelhano veio a reconhecer mais tarde também na presença do representante do Papa. 

Aquilo que muitos dizem ser o tratado de Zamora, não é bem assim, eu sabia de fonte segura/ amiga que não houve tratado nenhum, houve  uma conferência.
E, portanto, eu e a mãe andámos com a fundação à baila em pingue-pongue entre 1140 e 1143.

Encerrámos o assunto dizendo eu à mãe - espera aí, vou maçar um grande amigo e conceituado historiador e havemos de deslindar isto.

Tratei de o contactar.  Deixo aqui a resposta dele.

António não és nada ignorante. 
Pelo contrário, colocas até uma questão muito interessante, sobre as origens de Portugal. Vou tentar responder dando a minha interpretação de forma sintética, mas tocando alguns dos pontos que focas.

As referências a acontecimentos que são muitas vezes apresentados como "actos fundadores da Nacionalidade" (Batalha de São Mamede em 1128, Batalha de Ourique em 1139 , Conferência de Zamora em 1143, bula papal Manifestis Probatum em 1179...) são sem dúvida relevantes. 

Já houve até quem chamasse a 24 de Junho de 1128 "A Primeira Tarde Portuguesa", referindo-se à vitória de Afonso Henriques sobre a mãe e o "partido" galego dos Trava na batalha de São Mamede. Mas a questão é, quanto a mim, mais complexa. 

De facto, não há um dia da "inauguração de Portugal". 

Há um processo longo que passa por vários factos e por várias datas. Se o "corte" político com a Galiza foi em 1128 e Afonso Henriques passou a governar o Condado Portucalense, só em 1139-1140 começou a intitular-se rei, no seguimento da vitória em Ourique. 

A partir desta data temos, portanto, um auto-intitulado rei de Portugal, mas que só seria reconhecido como tal em 1143 pelo rei de Leão Afonso VII (o Condado era parte do reino leonês), e o Papa, autoridade religiosa, espiritual e diplomática suprema da cristandade ocidental, só reconheceria o título de rei a Afonso Henriques em 1179. 

Mas, mesmo assim, o território português ainda não estava definido, pois a Reconquista portuguesa só terminaria em 1249, com a conquista das últimas praças algarvias, no reinado de Afonso III. 

Além de que a fixação da fronteira com Castela apenas seria estabelecida em 1297, no tratado de Alcanizes, sendo rei D. Dinis. Foi também com este monarca que o Português substituiu o Latim como língua "oficial" da Chancelaria régia, por volta de 1295-96.

Enfim, podemos considerar que a partir de 1139-1140 há um reino de Portugal como entidade política independente, mas que está e estará ainda muito tempo em construção. 

A questão da nacionalidade é ainda mais complexa, pois enquanto sentimento relativamente generalizado de pertença a uma comunidade própria, distinta de todas as outras, a sua estabilização será ainda mais prolongada no tempo. 
Terá, no final da Idade Média, um ponto alto com a chamada crise ou revolução de 1383-1385, quando se recusa a integração em Castela e se "refunda" o reino com a nova dinastia de Avis.

A tua Mãe tem toda a razão, pois 1940 foi oficialmente considerado "Ano dos Centenários". 

A Grande Exposição do Mundo Português pretendia celebrar 800 anos de "fundação da nacionalidade" e 300 anos de Restauração da Independência. 

Num mundo em plena II Guerra Mundial, a exposição organizada pelo governo celebrava um "Mundo Português" antigo de oito séculos, em paz e capaz de grandes realizações. 
A História foi mobilizada para essa operação de que os contemporâneos ainda hoje têm memória. 

E, apesar dos seus quase 101 anos, a tua Mãe tem, sem dúvida, uma grande memória.

Espero ter respondido à questão que colocavas e peço desculpa pela extensão deste email. 
Mas o problema é mais complexo e multifacetado do que o de uma simples e única data. 
E teremos ocasião de voltar a isto, em amena conversa Monsantina.


António Cabral (AC)

(*) neste momento, infelizmente, a situação é diametralmente oposta, existe corpo quase inerte, cérebro a funcionar talvez a 70 %

ESTES  TEMPOS  CONTEMPORÂNEOS

Antigamente dizia-se, aborto, esquimó . . . . . . 


Não não, nada disso, agora é assim:

- Aborto - interrupção voluntária da gravidez

- Esquimós - inuítes

- Mentira - inverdade

- Eutanásia - morte medicamente assistida

ETC.

AC


QUANDO  SE  ABRE  UMA  LATA  COM  MINHOCAS,  A  ÚNICA FORMA  DE  AS  VOLTAR  A  ENLATAR  É  RECORRENDO  A  UMA  LATA  MAIOR ! 

Lembrei-me disto depois de conversar com um amigo, sobre a lata que grassa por aí na vida política, particularmente na extrema esquerda e na extrema direita nacionais.

Lembrei-me da lata de certas criaturas, que é descomunal, e algumas criaturas estão verdadeiramente alvares!

No governo, e no parlamento vejo "minhocas" inarráveis, não há vasilhame suficiente para acondicionar os vómitos bolsados.

É a vida, já dizia o pastoso !

AC

terça-feira, 13 de outubro de 2026

ESTA  PORTUGUESA  MANIA  DE DIZER  E  GARANTIR  (GARANTEM  SEMPRE  QUALQUER  COISA)  QUE SE  ESTÁ  NO  BOM  CAMINHO,  É  UMA  DAS  MAIORES  TRETAS/ MENTIRAS/ MERDAS  NACIONAIS.

O  QUE  INTERESSA  É  PONDERAR,  DECIDIR  E  CONCRETIZAR,  NÃO É  ADIAR,   EMPURRAR  TUDO  COM  A  BARRIGA,   PASSAR  ANOS  E  ANOS  A DIZER  QUE  SE  VAI  NO  BOM  CAMINHO.   


CHIÇA !   

AC

Trump  insiste que "há um acordo" de tréguas entre Kiev e Moscovo

Pois eu insisto nisto:

- a culpa do estado deplorável a que chegou o mundo não é só deste TRUMPA, longe disso,

- mas para qualificar este insuportável cretino não há adjectivos que cheguem.

AC

LEÃO IV
Soube que o Papa tem que ser submetido a uma intervenção cirúrgica por lhe ter sido detectado algo menos bom num pulmão.

Por lamentável experiência da vida, tenho alguma noção indirecta do que isso é, um dos meus melhores amigos (falecido, fez dois anos no passado dia 22 de Junho) foi operado a um pulmão há pouco mais de sete anos, porque algo de menos bom foi descoberto num pulmão. Parte do pulmão afectado foi extraído.
Passaram alguns anos e o terrível aconteceu.

Oxalá algo diferente aconteça com o Papa.

Mas a propósito de saúde e doença, recordo que há tempos o Papa condenou veementemente a legalização do aborto, e a eutanásia "sob  pretexto de falsa compaixão".

O Papa tem razão (na minha opinião, naturalmente) quando afirma que o que é legal não é necessariamente moral.

Eu quase não tenho certezas nesta vida. 
Mas tenho dúvidas, tenho cada vez mais dúvidas neste mundo tresloucado.

E uma das dúvidas que tenho é exactamente sobre esta questão terrível - a morte medicamente assistida ! 

O Papa defende veementemente que a morte medicamente assistida deve ser firmemente rejeitada, deve ser rejeitada a tentação de tirar a vida sob o pretexto de uma falsa compaixão.

Naturalmente, é minha opinião, que não pode ser considerado normal / trivial o acto de pôr fim a uma vida na forma medicamente assistida.

Mas a realidade da vida mostra que por vezes ocorrem, desenvolvem-se, fragilidades terríveis.
E também aqui se coloca, sem sombra de dúvida, a questão indeclinável - a dignidade da pessoa humana

Não afirmo que o Papa não tenha a noção de que existem quadros terríveis, patologias específicas, dores físicas e muitas vezes dores íntimas quando o corpo deixou de ter dignidade mas o cérebro continua a funcionar em boa parte.

E aí surge o sofrimento horrível, o sofrimento de constactar que o corpo está ali, embrulhado em fraldas, na cama, quase inerte, ausência completa de forças, a designada vida de porco - comer e estar ali - e, portanto, a questão:

- não será legítimo e razoável interrogarmos-nos se, um ser humano, nessas condições, cérebro ainda lúcido, corpo quase inerte, sem forças para nada, sempre na cama, com a probabilidade de assim permanecer meses, fralda mudada periodicamente, é um ser humano ungido de dignidade?

Tenho dúvidas!

Uma lei não deve fazer-nos perder a certeza da dignidade, é evidente para qualquer de nós, pessoas decentes, sensatas, humanistas, fraternas, solidárias.

As pessoas têm o direito de ser apoiadas na velhice e na doença, e uma sociedade organizada e sadia tem que cuidar dos mais debilitados.

Mas tenho a maior das dúvidas se não deve estar em letra de lei, para quem o quiser assumir, em tempo de vida activa, sadia, e de forma juridicamente clara e rigorosa, definir que, se um dia estiver em determinadas condiçoes de saúde muito diminuídas, ao fim de X tempo ao seu sofrimento deve ser posto fim na forma de medicamente assitida.

Aos profissionais de saúde é exigível cuidar dedicadamente de todas as pessoas doentes e em sofrimento.

Tenho portanto dúvidas quando a isto, a morte medicamente assistida.

Mas não tenho dúvidas NENHUMAS de que é TRÁGICO e NADA DIGNO diariamente observar uma pessoa com mais de 101 anos com o cérebro ainda a funcionar a bem mais de 70%, com o corpo já sem dignidade nenhuma, e diariamente implorar - oh meu Deus, que é que eu estou aqui a fazer?

O Papa acha que assim deve permanecer indefinidamente.
Eu tenho muitas dúvidas.  

António Cabral (AC)
FRANÇA, cada vez mais no bom caminho
E, oxalá me engane, vai piorar, vai alastrar, vai transbordar.

AC
GANDA   COSTA

E habituem-se, vou continuar na Europa

AC

 MONSANTO

AC
RECORDAÇÕES
AC 

JURISPRUDÊNCIA

Há muito que sucessivos governos e parlamentos e PR bradam por reformas no sistema de justiça nacional.

Ao longo dos últimos anos têm sido alterados certos pequenos aspectos aqui e ali, e designadamente no Código do Processo Penal.

Nos últimos tempos e a propósito de certa banditagem que usa e abusa de esquemas e buracos que a legislação em vigor permite ainda, tem-se verificado que alguns juízes se insurgem já contra certa banditagem. E ainda bem.

Mas a realidade é que não se encontram grandes melhoras no sistema.

Interrogo-me (ignorante destas coisas, apenas um interessado de sempre em coisas do direito) se para isto não continuam a contribuir duas coisas:

- para além da questão das nomeações para os órgãos superiores do sistema de justiça, o modo displicente com que esses órgãos superiores   olham para tudo isto, 

- e a extensão da jurisprudência.

Que querem, tenho matutado nisto.

AC

13  OUTUBRO  2026
> 54 ad - Roma, imperador Cláudio envenenado com cogumelos por Agripina sua mulher
> 1792 - EUA, Washington, início da construção da Casa Branca
> 1917 - Sexta e última aparição de Nossa Senhora em Fátima
> 1925 - Nasce Margaret Thatcher
> 1961 - Amílcar Cabral escreve uma carta ao governo português exigindo uma solução pacífica para a independência de Cabo Verde e da Guiné Bissau
> 1967 - Criada a American Basketball Association

Bom dia
Saúde, o Euromilhões da vida
Boa sorte, felicidades

AC 

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

SÓCRATES,  CENTENO . . . . . .

Não saímos disto.

O Salvador da pátria desdobra-se em entrevistas e livros e . . . . à procura de empregozito . . . . . que a muito custo lá conseguiu arranjar, um emprego de miséria. . . . . certamente !

O Salvador da pátria parece ter feito (não li, dizem-me) umas comparações da actualidade com os "áureos" tempos Sócretinos.

E o Sócretino não apreciou.
Contra-atacou.

Vejo pelas gordas que Sócrates rejeitou essas comparações.
E mais, como sempre morreu de amores por Costa PIMBA, criticou os baixos níveis de investimento público durante a governação de António Costa.

Lindo, é o que me ocorre!

AC

CIMEIRA

CIMEIRA = Reunião política, financeira, económica, industrial, ambiental, etc, do mais alto nível ou seja, em que participam autoridade máximas.

Também é, por exemplo, o ornamento por cima de um capacete. Mas o que me interessa á a primeira parte supra transcrita.

Temos tido ao longo de décadas/ séculos cimeiras variadas.

Se ficarmos pelo século XX e pelo actual podemos recordar as cimeiras de, Potsdam, Yalta, as diversas entre EUA e URSS que levaram à redução gradual de armamento nuclear, cimeiras sobre o ambiente, as cimeiras G, de número variável. 7, 8, 20, etc.

Podemos talvez considerar cimeiras as que periodicamente se realizam entre Portugal e Espanha para discutirem por exemplo os caudais do Guadiana, do Douro, do Minho, do Tejo, saldando-se essas cimeiras sempre por grandes sucessos isto é, a Espanha a fazer barragens e a mamar água como crescentemente acontece no Alqueva.

Em boa verdade, ao referirmos todos esses acontecimentos em língua portuguesa dizemos "Cimeiras". A correspondente palavra inglesa para a portuguesa "cimeira" é "summit".

Pois na Tugolândia cada vez mais vários artistas escrevem e falam com muitas palavras francesas inglesas ou alemãs. 

Temos tido as "WEB Summit" lembram-se, aquelas em que o Marcelo provocava luxações de ombros e pulsos a vários protagonistas.

Ainda recentemente e bem publicitado tivemos por aí "Summits".

E estou a falar disto porque descobri através de um grande amigo no Porto (ferrenho do FCPorto e dos vinhos verdes) de que em Ponte de Lima se preparam para haver uma "Summit" do Loureiro, a casta famosa daquela região.

Não sei mesmo se a patética entrevista (atrevo-se a classificar antes de acontecer, e não vou ouvir) que acabo de saber "Cris" brindará a Nação (já deu, não deu, não faço ideia), não terá um toque de "cimeira". Dado que "Cris" é tão internacional, creio que haverá uma "Summit" sobre futebolês e sobre validação de documentos!

Enfim, creio que este crescente uso de linguagem estrangeira na nossa vida aqui na Tugolândia não decorre do aborto (opinião pessoal naturalmente) AO90 mas dos índices de provincianismo e parolice tão corriqueiros em tanta comunicação social e certas "elites" (??).

Duas coisas sei: 

- estando há tantos dias sem dormir por causa deste drama nacional - "Cris" - tenho que arranjar com urgência uma "Summit" com um médico!

- não participo em "summits".

AC

FINAL  DE  TARDE
Caminhada, 5,2 km
AC