MAR
Ernâni Lopes defendeu o MAR como poucos.Pensando SEMPRE no futuro de Portugal, no desenvolvimento e progresso de Portugal, no superior interesse do país; um exemplo apenas do que ele nos deixou:
O MAR é o único domínio da economia portuguesa que tem um carácter identitário (…..)
Portugal não se identifica por ter turismo nem por tirar partido do ambiente.
O MAR não é só para tirar, extrair valor, é um elemento que nos define (como portugueses) e que nos dá identidade (num mundo global e multicultural).
(Ernâni Lopes)
Haverá quem aposte em que Portugal se deve dedicar à exploração industrial e extrativa do mar.
Haverá quem aposte em que Portugal deve ter como prioridade máxima a sua proteção e a sua restauração, e designadamente através de grandes áreas marinhas protegidas.
Destes, há quem aposte que com isto Portugal prosperará.
Portugal é um país pobre. Exiguidade do nosso território terrestre, pobreza dos solos, ausência de uma exploração económica sustentável do imenso mar português, e a distribuição desequilibrada da população entre interior e litoral, mas também entre o Norte, com maior concentração de população, e o Sul onde, com a exceção da área metropolitana de Lisboa, a população é muito reduzida.
Temos desafios vários de natureza política, com o sistema político democrático a necessitar de se aperfeiçoar, decorridos que estão praticamente 52 anos de regime democrático.
Teima-se em não olhar seriamente o sistema eleitoral.
Temos nuances na representação parlamentar.
Fala-se em pactos de regime, como a reforma do poder judicial, a saúde, a educação, a reforma administrativa do Estado, onde por exemplo se aponta a regionalização. Ah e o populismo.
E os desafios de natureza económica são crescentes, refere-se sempre a fraca produtividade e o baixo valor acrescentado da economia nacional.
O país enfrenta também os grandes desafios globais.
Digitalização, inteligência artificial, segurança, clima, descarbonizarão, ah o verde, o azul (biotecnologia, etc.) , o sustentável, a natureza, ecossistema, biodiversidade, biomassa, ah o nuclear, energia limpinha, (depois as baterias mandam-se para África, ou Ásia), etc. etc.
Enfim, teorias e teorias, mas proteger e fiscalizar a sério o mar imenso nosso (até às 12 milhas da costa) e as imensas ZEE sobre as quais temos jurisdição . . . . ah . . . . . pois . . . . temos um navio para toda a ZEE Açores e outro na Madeira!
Bom dia, tenham um bom início de fim de semana.
Saúde e boa sorte.
António Cabral (AC)