quarta-feira, 20 de maio de 2026

 

AC

Quando no presente vejo certas decisões sobre meios para as Forças Armadas, 

quando me recordo que Portugal com os "sabichões" (??) de então (civis e militares) redigiu em 2013 um chamado Conceito Estratégico de Defesa Nacional, 

quando verifico um mundo completamente às avessas e que praticamente nada tem a ver com 2013, 

quando vejo ideias (???difíceis de adjectivar para colmatar questões de efectivos, 

ah, apetece-me muita coisa e muito por exemplo olhar ao que Eça considerava da nossa Marinha em 1900.

E o que diria hoje Eça sobre o oferecer a carta de condução, ou convidar juventude para ver noites estreladas dentro de um
quartel como uns tontos propuseram não há muitos anos?

António Cabral (AC)

A Marinha, segundo Eça de Queirós:

(...)

Mas, meus senhores, antes de tudo, nós não temos marinha! Singular coisa! Nós só temos marinha pelo motivo de termos colónias — e justamente as nossas colónias não prosperam porque não temos marinha! Todavia a nossa marinha, ausente dos mares, sulca profundamente o orçamento. Gasta 1159 000$000!

Que realidade corresponde a esta fantasmagoria das cifras? uns poucos de navios defeituosos, velhos, decrépitos, quase inúteis, sem artilharia, sem condições de navegabilidade, com cordame podre, a mastreação carunchosa, a história obscura. E uma marinha inválida. A D. João tem 50 anos, o breu cobre-lhe as cãs: o seu maior desejo seria aposentar-se como barca de banhos.

A Pedro Nunes está em tal estado, que, vendida, dá uma soma que o pudor nos impede de escrever. O Estado pode comprar um chapéu no Roxo com a Pedro Nunes — mas não pode pedir troco.

A Mindelo tem um jeito: deita-se. No mar alto, todas as suas tendências, todos os seus esforços são para se deitar. Os oficiais de marinha que embarcam neste vaso fazem disposições finais. A Mindelo é um esquife — a hélice.

A Napier saiu um dia para uma possessão. Conseguiu lá chegar; mas exausta, não quis, não pôde voltar. Pediu-se-lhe, lembrou-se-lhe a honra nacional, citou-se-lhe Camões, o Sr. Melício, todas as nossas glórias. A Napier insensível, como morta, não se mexeu.

Das 8 corvetas que possuímos são inúteis para combate ou para transporte — todas as 8. Nem construção para entrar em fogo, nem capacidade para conduzir tropa. Não têm aplicação. Há ideia de as alugar como hotéis. A nossa esquadra é uma colecção de jangadas disfarçadas! E este grande povo de navegadores acha-se reduzido a admirar o vapor de Cacilhas!

Têm um único mérito estes navios perante uma agressão estrangeira: impor pelo respeito da idade. Quem ousaria atacar as cãs destes velhos?

Já se quis muitas vezes introduzir nas fileiras destes vasos caducos — alguns navios novos, ágeis, robustos. Tentou-se primeiro comprá-los.

Sucedeu o caso da corveta Hawks. Era esta corveta uma carcaça britânica, que o Almirantado mandava vender pela madeira — como se vende um livro pelo peso. Por esse tempo o Governo português — morgado de província ingénuo e generoso — travou conhecimento com a Hawks, e comprou a Hawks. E quando mais tarde, para glória da monarquia, quis usar dela, a Hawks, com um impudor abjecto — desfez-se-lhe nas mãos!

Estava podre! Nem fingir soube! Tinha custado muitas mil libras.

Tentou-se então construir em Portugal. Sabia-se que o Arsenal é uma instituição verdadeiramente informe: nem oficinas, nem instrumentos, nem engenheiros, nem organização, nem direcção. Tentou-se todavia — e fez-se nos estaleiros a Duque da Terceira. Foi meter máquina a Inglaterra. E aí se descobre que a tenra Duque da Terceira, da idade de meses, tinha o fundo podre! Foi necessário gastar com ela mais cento e tantos contos.

Nova tentativa. Entra nos estaleiros a Infante D. João. 87 contos de despesa. Vai meter máquina a Inglaterra. Fundo podre! O Arsenal perdia a cabeça! Aquela podridão começava a apresentar-se com um carácter de insistência verdadeiramente antipatriótica! Os engenheiros em Inglaterra já se não aproximavam dos navios portugueses senão em bicos de pés — e com o lenço no nariz. As construções saídas do Arsenal sucumbiam de podridão fulminante. A Infante D. João custou em Inglaterra, mais cento e tantos contos!

O Arsenal, humilhado no género navio, começou a tentar a especialidade lancha.

Fez uma a vapor. Lança-se ao Tejo, alegria nacional, colchas, foguetes, bandeirolas... E a lancha não anda! Dá-se-lhe toda a força, geme a máquina, range o costado — e a lancha imóvel! Mas de repente faz um movimento... Alegria inesperada, desilusão imediata! A lancha recuava. Era uma brisa que a repelia. Em todas as experiências a lancha recuava com extrema condescendência: brisa ou corrente tudo a levava, mas para trás. Para diante, não ia. Pegava-se! O Arsenal tinha feito uma lancha a vapor que só podia avançar — puxada a bois. O País riu durante um mês. O Arsenal roeu a humilhação, encetou a espécie caíque. Ainda o havemos de ver, no género construção em madeira, cultivar — o palito!

A nossa glória, inquestionavelmente, é a Estefânia. Parece que poucas nações possuem um vaso de guerra tão bem tapetado! O orgulho daquele navio é rivalizar com os quartos do Hotel Central. E um salão de Verão surto no Tejo. E no Tejo realmente dá-se bem. No mar alto, não! Aí tem tonturas. Não nasceu para aquilo: um navio é um organismo, e como tal pode ter vocações: a vocação da Estefânia era ser gabinete de toilette. E pacata como um conselheiro. E uma fragata do Tribunal de Contas! Por isso quando a quiseram levar a Suez, quantos desgostos deu à sua Pátria! quantas brancas fez à honra nacional! É verdade que os cabos novos, da Cordoaria Nacional (sempre tu, ó terra do nosso berço!) quebraram como linhas, e ninguém lhes pode contestar que tivessem esse direito. A marinhagem também não quis subir às vergas (opinião respeitável, porque a noite estava fria). Alguns aspirantes choraram de entusiasmo pela Pátria. O capelão quis confessar os navegadores.

O caso foi muito falado nesse tempo. Mais celebrado que a descoberta da Índia.

Essa só teve Camões que naufragou; — a viagem da Estefânia teve o Sr. O. Vasconcelos que arribou! Tanto é semelhante o destino dos que cultivam o ideal! O facto é que desde então brilha no Tejo, tranquila, reluzente e vaidosa — a Estefânia, corveta mobilada pelos Srs. Gardé e Raul de Carvalho.

(…)

Eça de Queirós, «A Marinha e as Colónias», em Uma campanha alegre (1890-1891)
20  MAIO  2026

DIA da MARINHA

Marinha nacional celebra o seu dia nesta data, dia que, em 1498, a esquadra de Vasco da Gama chegou a Calecute, na Índia.
Estava descoberto o caminho marítimo para a Índia.

A esquadra de Vasco da Gama era composta por: nau S.Gabriel que ele próprio comandava, nau S. Rafael comandada por seu irmão Paulo da Gama, caravela S. Miguel alcunhada de "Bérrio", e uma nau de grande tonelagem basicamente depósito de muitos mantimentos.

Marinha nacional celebra o seu dia nesta data, para vincar a importância do cumprimento de uma missão. 
Neste dia, naquele ano, Vasco da Gama cumpriu a missão que lhe tinha sido confiada. 
Cumpriu, com êxito, a missão iniciada em 8 de Julho de 1497, quando a esquadra partiu da zona em frente à praia do Restelo.

As comemorações principais decorrem em Setúbal de 20 a 24 deste mês.

António Cabral (AC)
CADA VEZ MAIS LONGOS DISCURSOS
. . . . . 
“A regra da unanimidade em domínios estratégicos é um luxo que não podemos continuar a pagar” . . . . 
(PR António José Seguro)

Mal que pergunte sr Presidente, para si quais são os domínios estratégicos que têm de ficar para decisão apenas da Alemanha, França, Holanda, Espanha, Itália?

E já agora, Portugal e os outros países Europeus mais fracos, com essa medida não vão passar a ser ainda mais menorizados no seio da UE?

Bom dia, tenham uma boa 4ª Feira
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida. Boa sorte.

AC

"Sou um evadido,

Logo que nasci

Fecharam-me em mim, 

Ah, mas eu fugi"

(Fernando Pessoa)

AC

 

EXPLORADORES

AC 

PODIAM FALAR TAMBÉM DESTA BANDEIRA?

BANDEIRA   NACIONAL

O cromatismo verde-rubro, tal como veio a ser adoptado pelo governo republicano em 1910, remonta ao movimento do 31 de Janeiro de 1891.

O verde significa o solo Pátrio e a esperança no futuro.

O vermelho alude ao sangue derramado pelos portugueses na defesa da Pátria, da sua liberdade e independência, é a cor da luta, da vitória e da coragem.

A esfera armilar representa o mundo unificado pelos portugueses na epopeia da expansão.

No coração da bandeira vemos o escudo ancestral da nossa Pátria, com os sete castelos conquistados aos mouros, as cinco quinas de Ourique, os cinco besantes de prata em cada quina, representando as chagas de Cristo e o poder de cunhar moeda.

A Bandeira Nacional, símbolo da soberania da República, da independência e integridade de Portugal é, como estabelece o Art. 11º da CRP, um dos dois símbolos nacionais, sendo o Hino Nacional o 2º símbolo.

Outras representações:

Pavilhão Presidencial, semelhante à Bandeira Nacional, excepto por ter o pano todo verde escuro, e o escudo ao centro.


Assembleia da República


Ministro


António Cabral (AC)

APARENTEMENTE,  90  A  95 %  DOS  MEUS CONCIDADÃOS  NÃO  SÃO  PONTUAIS.

Isto não se resolve com legislação laboral, a CRP nada recomenda, e o ensino em Portugal também não ajuda nada.

Não saímos disto. Pontuais lá fora!

Ou estou  ser injusto ?

AC

20  MAIO  2026
DIA da MARINHA
DIA EUROPEU do MAR
> 1277 - Faleceu o primeiro Papa português, João XXI, Pedro Hispano de baptismo
> 1498 - Vasco da Gama chega à Índia, concretamente, a Calecute, cumprindo a sua missão de descobrir o caminho marítimo para a Índia
> 1801 - Forças espanholas tomam Olivença sem resistência
> 1925 - Criada em São Jacinto no Centro Aero-Naval de Aveiro, a Escola de Aviação Naval Gago Coutinho
> 1930 - Estreia de "Maria do Mar" de Leitão de Barros
> 1954 - Forças da Índia invadem os enclaves de Dadrá e Nagar-Aveli
> 1954 - Estatuto dos Indígenas Portugueses, da Guiné, Angola e Moçambique, dividindo-os em, indígenas, assimilados e brancos 
> 1987 - Otelo Saraiva de Carvalho condenado a 15 anos de prisão por terrorismo, no caso relacionado com as FP 25 Abril
> 1988 - Início da publicação do jornal "Independente"
> 2002 - Independência de Timor
AC

terça-feira, 19 de maio de 2026

"Pouco sabemos do que há ou somos"

(Fernando Pessoa)

AC

19  MAIO  1973,  2340 HORAS

Hoje, 19 de Maio de 2026, pelas 2340 horas, fará 53 anos que, quando o meu navio (para onde em 29OUT1971 fui mandado para cumprir 21 meses na guerra de então, exercendo o cargo de oficial imediato, que é  equivalente a 2º comandante no Exército) navegava em ocultação total de luzes e em postos de combate/bordadas, fui/ fomos atacámos por bombordo no rio Cacheu, no Norte da Guiné, hoje Guiné-Bissau. 

Como outros, que estávamos no exterior do navio (eu na asa da ponte), tive muita sorte. Muitos estilhaços passaram perto de mim e cravaram-se acima da minha cabeça na armação metálica de suporte da lona cobrindo o exterior da ponte.
Estava uma noite de espectacular luar.

Morreu um comando africano das dezenas que transportávamos, junto a quem rebentou o primeiro e único projéctil/ granada lançado pelos então guerrilheiros do PAIGC. 
Houve feridos, um incêndio, várias explosões de munições da peça da proa, e o navio teve danos vários, inclusive dois pequenos rombos abaixo da linha de água que depois de algum tempo a limitação de avarias de bordo estancou a entrada de água..

Passadas semanas, um relatório da DGS (sucessora da PIDE), confirmou a morte de todo o grupo de guerrilheiros atacantes.
Não era de esperar o contrário, pois tinham que infiltrar-se pelas densas árvores junto ao rio, e ainda que sem serem vistos de bordo, a reação de fogo do navio (as peças de 40 m/m, bazuca, e metralhadoras pesadas) e de todo o armamento ligeiro do pessoal que estava no exterior (comandos africanos, fuzileiros) e que terá durado para aí um minuto e pouco no máximo, varreu com aço literalmente toda a zona. 

Como se viu no local na manhã seguinte ao ataque, uma zona enorme quase circular (diâmetro de talvez 6 a 7 metros) de árvores zurzidas, sem folhagem, sem ramos pequenos, sem casca. Tudo branco. O tempo voa, passaram 53 anos!

Eu não esqueço. 
E recordo, com emoção, todos os que estavam comigo, e que não vejo há muitos anos. 
Recordo, também, todos os que connosco conviveram naquelas paragens Africanas, de 29 de Outubro de 1971 a 28 de Julho de 1973.
Andam para aí muitos que não esquecem nada, porque quase nada ou mesmo nada sabem. Mas sobretudo não sabem respeitar.

Não respeitam os que como eu andaram na guerra e que felizmente regressaram quase sem sequelas. 
Mas acima de tudo não respeitam nem os milhares de portugueses que regressaram de África com sequelas nem os familiares dos muitos que tombaram pela Pátria. E vergonhosamente, ainda há mortos que jazem em África.

Esquecem muitos além disso, o que a CRP estabelece, e o que está em letra de lei na legislação que enquadra a Defesa Nacional e a sua componente militar.
Dever de tutela, respeito pela lei, verticalidade, honestidade intelectual, respeito pela história do País, estes e outros valores são lixo para a “gentinha” de todas as cores que sucessivamente desgraça o País.

Os tempos são outros, a realidade do País é diferente, as missões, os meios designadamente os recursos humanos tem que se conformar ás realidades do presente, e a instituição militar que é o pilar militar da defesa nacional (NÃO É A DFESA NACIONAL) deve estar SEMPRE subordinada aos poderes democráticos legitimamente eleitos.
Poderes democráticos que devem olhar e acautelar o nosso futuro.

Creio deplorável muitas posturas observadas em relação ás Forças Armadas. 

António Cabral (AC)

ROSAS  NA  ALDEIA


AC 

 

AC

SERÁ ?
. . . . . . 
Quanto mais força tiver a CGTP, maiores serão as hipóteses de desenvolvimento económico nacional. . . . . 
. . . . . . 

Naturalmente que posso estar a ver mal as coisas mas tenho a maior das dúvidas que seja assim.

A representatividade da UGT deve andar por metade da CGTP.

A representatividade da CGTP anda por que ordem de grandeza?
4% ? 5 % ? 
E quanto em eleições tem valido o PCP ? que ainda deve andar a pensar porque teve a votação que teve na eleição para a Assembleia Constituinte em 1975?

Isto quanto ao partido, o PCP, pois nem vale a pena falar nas agremiações estridentes incoerentes e inconsequentes.

Comprem dicionário, vão por exemplo às letras A, C, D, L, R, T e vejam o significado de, alteração, coerência, correia de transmissão, crítica, definhamento, decência, liberdade, realidade, transformação.

AC 
A PROPÓSITO de ALGO que POR AÍ VAI . . .

Que tal recordar que, salvo erro em 2023, o Tribunal Constitucional reforçou a tese de não prescrição de corrupção.

Constitucional uniformiza interpretação sobre a contagem da prescrição do crime de corrupção e descarta definitivamente acórdão usado pelo juiz Ivo Rosa no caso Marquês. Decisão tomada por unanimidade

Seria já perseguição do TC?

Bom dia.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida. Boa sorte.
AC

ESBOÇO   da   ALDEIA 

AC

"TENHO  EM  MIM  TODOS  OS  SONHOS  DO MUNDO"

(Fernando Pessoa)

AC

À  ESCALA  PLANETÁRIA ?

Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem. 
Depois, concordo, ou discordo, e se me apetecer comento.

Nesta peculiar escala considero-o:

PATÉTICO

LASTIMÁVEL

RIDÍCULO

HISTÉRICO

DESPROVIDO DE NOÇÃO DE ESTADO

AC

COINCIDÊNCIAS, APENAS ?

A fazer fé no que leio por aí José Pedro Aguiar-Branco terá 34 cargos extra às suas actuais funções, sendo que 31 desses cargos estarão sem informação acessível no registo de interesses entregue à Entidade para a Transparência (EpT) porque os dados estarão protegidos por sigilo profissional. 

Aguiar-Branco já terá justificado tudo e que estará tudo dentro das regras e da legislação em vigor, quase tudo funções de advogado.

A legislação em causa, nomeadamente o artigo 17.º da Lei n.º 52/2019, estabelece que não são objeto de acesso público “a discriminação dos serviços prestados no exercício de atividades sujeitas a sigilo profissional”. 

Pessoalmente estou-me borrifando para tudo isto, nem vou perder tempo a tentar perceber se está tudo legal ou não, etc.

O que registo é que sucedem-se coisas destas sobre o actual nº 2 na hierarquia do Estado.

Será por acaso, apenas coincidências?

Ou alguém a pretender mostrar-lhe algumas outras partes do "reality show" que ele elencou há semanas num discutível discurso por ocasião do 52º aniversário sobre o 25ABR74 ?

Temos aqui o ditado popular - com ferro . . . 

AC

REALITY  SHOW

Como aqui referi por diversas vezes e nomeadamente quanto a discursos, notícias, eventos, muitas vezes passo os olhos rápida e superficialmente pelas gordas e arquivo, vindo mais tarde a reler, e comentar ou não.

É o que tenho vindo a fazer por exemplo com discursos de António José Seguro, Marcelo Rebelo de Sousa e outros.

Estas linhas para voltar a Aguiar-Branco, o homem do hífen no nome e que antes de ser deputado e agora Presidente da Assembleia da República além de muitos cargos e tarefas e empregos pela advocacia eventualmente Pro Bono em dezenas de cargos sociais, foi por exemplo ministro da chamada Defesa Nacional, coisa que nem ele foi nem nenhum dos seus antecessores. E foi mau ministro.

Com a ligeira excepção de Eurico de Melo, que tinha uma postura pessoal e política e um peso político bem diferentes dos seus antecessores e sucessores, Eurico de Melo foi muito menos ministro da tropa do que na realidade é/ têm sido os sucessivos ocupantes do 7º andar do edifício ao Restelo.

Mas não me interessa o Aguiar-Branco ex ministro da Defesa Nacional. Interessa-me de novo o seu discurso no 52º aniversário do 25ABR74, as suas abordagens a políticos e o "reality show" que prolixamente referiu.

Será que se referia por exemplo a isto?

Ou seria a isto?
Ou seria a isto?
Ou seria a isto?


Seria às manobras dilatórias de certo sacripanta?

Ou entendeu como "reality show" crescerem milhares de Euros em livros ou pastas de arquivo ou prateleiras de estantes ?

É melhor dedicar-se (legitimamente) às dezenas de cargos em órgãos sociais mas ter talvez mais cuidado com as palavras.

Agora, desde os que lhe viram costas a outros que o não fazem mas vociferam, a jornalistas e etc., tem muitos a espiolharem a sua vida e a descobrir, provavelmente, algumas peças de "reality show".

AC