Domingo, no início da caminhada matinal, para ir ao café.
AC
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
NÃO SE INCOMODE, porque de verdade,
HÁ DUAS COISAS SÓ QUE PODEM INCOMODAR:
Republico texto com algum tempo
HABILIDADES NA COZINHA
Por razões várias mas, desde logo, porque a minha mãe me colocou a cozinhar aos 15 anos* (a poucas semanas de fazer 16 e para grande escândalo do meu avô materno, já antes escandalizado por fazermos nós a cama) e ao meu irmão como manhoso ajudante, desde cedo que me familiarizei com a cozinha, com os utensílios de cozinha, com receitas, com o preparar e confecionar refeições, pratos de peixe, de carne, entradas, doces, saladas variadas. E nas sopas não me saio nada mal mas é sector onde a minha mulher me bate sem sombra de dúvidas.
Temos em casa excelentes livros de cozinha, alguns bem antigos e sobretudo muitas receitas muito antigas. Daquelas onde aparece - uma chávena disto, meia chávena daquilo - ou então e pior - um poucochinho de, mais um poucochinho de, etc.
Para além de há décadas o casal se ajeitar muito bem neste ambiente da casa, tivemos a felicidade de usufruir da experiência da velhinha Cecília que, infelizmente, há muito nos deixou.
E vem isto a propósito dela e de um utensílio de cozinha. A Cecília entre as inúmeras excelentes refeições que preparava, os seus pastéis de massa tenra recheados com carne variada eram das coisas mais fabulosas que comi na vida. E comi muitas vezes, e é receita a que periodicamente recorremos.
E aqui entra o tal utensílio, o rolo da massa. A Cecília usava em casa da minha sogra um muito antigo rolo de madeira. Nós também temos o clássico. Mas nos últimos anos tenho recorrido mais a este, pesadote, de boa marca, e muito prático e eficaz. Rolo da massa moderno, de que certamente a Cecília se riria e, provavelmente, se recusaria usar. Mas consigo estender a massa para os pasteis de forma fantástica, fica finíssima.
António Cabral (AC)
* Foi há muitas décadas que isso se passou. No tempo em que os vegetais e concretamente as ervilhas eram tenras, não precisavam de ser cozinhadas na panela de pressão como hoje fazemos.
E a refeição foi ervilhas guisadas, cozinhadas num velhinho fogão a gás, num tacho banal, com a cebolada e o alho e o azeite e o sal e os coentros e a salsa, como a mãe indicara, e depois de cozinhadas e provadas, dois ovos inteiros lá para dentro. E foi o que almoçámos, enquanto os pais sairam depois de verificado que tínhamos almoço de facto.
GRANDES COMANDANTES
O estudo de grandes génios, cientistas, artistas, militares, políticos, suscita sempre grande curiosidade pelas suas realizações, pelas suas personalidades.
De certa maneira a história mundial repousa sobre os ombros e cabeças de muitos tidos como génios, e muitos foram-no mesmo.
Às voltas com a minha livralhada, espalhada por estantes e armários e pela garagem, ás vezes dou com livros de que já nem me lembrava.
O autor do livro é norte-americano, nascido em Berlim, ingressou no exército da União em 1861, combateu na guerra civil americana. Aborda seis génios militares do passado mais ou menos longínquo.
O autor aborda sobretudo a confrontação na cena internacional de personalidades e o uso de ferramentas estratégicas. Vencedores e vencidos.
Anibal, Alexandre, Júlio César, Gustavo Adolfo, Frederico, Napoleão.
Da história antiga, os povos tidos como os maiores ou até os mais inteligentes eram, em regra, os vitoriosos, e de certa maneira por isso a marcha da civilização foi durante séculos sempre na senda da guerra.
Refere o autor que a arte da guerra deve a sua origem à acção de uns quantos grandes comandantes, particularmente às suas concepções intelectuais, às forças morais do seu carácter.
Depois de reencontrar este livro e de superficialmente reler algumas passagens dei comigo a pensar que esses e outros grandes comandantes e génios são pouco mais que sofríveis quando olho para os últimos anos e os compara com, Trump, Guterres, Macron, Suarez o grande salvador do Ocidente, Putin, António Costa, Ursula, Bibi, os aiatolas, Lula, Rutte, Zelensky, Fabien, Núncio, Ventura, Brilhante, Metz, Paulo Portas, etc.
AC
GREVE, DIREITO CONSTITUCIONAL
Sim, a greve é um direito constitucionalmente protegido.
E assim deve permanecer.
O que não deve permanecer é a pouca vergonha, a desfaçatez e impunidade de associações sindicais e de vários sindicatos.
Marcaram greve geral para 3 de Junho, uma 4ª Feira. Apenas por uma infeliz distração, a CGTP (UGT não aderiu formalmente à greve geral) não tinha reparado que 4 de Junho era feriado.
Como também, por exemplo em Setúbal, os professores do ensino primário não tinham reparado que o plenário marcado para 2 de Junho, 3ª feira (não ás aulas) era exactamente antes da greve geral.
E os funcionários das escolas não repararam também que a greve convocada para hoje 5 de Junho, 6ª feira, calhava a seguir ao feriado, e fazendo eles greve as escolas não podiam abrir e, portanto, mais um dia sem aulas. Linda semana!
Como dizia o Guterres, é fazer as contas ao extenssíssimo fim de semana para a rapaziada.
Desde o início das aulas em Setembro passado têm sido vários os dias sem aulas. Se não é do "cu" é das "calças".
Estamos a construir um excelente futuro. Mas a CGTP e sicários continuam arrogantemente satisfeitos.
Nas escolas defendem-se coisas interessantes, algumas de facto importantes, mas aulas é que não. Folclore muito, aulas vamos tendo q.b.
ACSendo claro que, passadas quase duas semanas do início da invasão, ela só vai terminar com a derrota e ocupação da Ucrânia e que, quanto mais durar a guerra, mais destruído ficará o país, não será altura de a União Europeia, sem prejuízo da condenação da invasão e da solidariedade com Kiev, reponderar a sua atitude passional e de alinhamento acrítico com Washington, atirando gasolina para a fogueira, e encarar a possibilidade de se tornar num fator ativo de moderação, em prol de um cessar-fogo e do início de negociações para a paz?
Não parece já evidente que, embora não sendo beligerante, a UE vai ter de suportar enormes custos da guerra (refugiados, preços da energia, inflação, travagem dos crescimento económico, nova guerra-fria duradoura com a Rússia) e que a China e os Estados Unidos vão ser os seus principais beneficiários? Não será altura de a UE (e em especial os governos social-democratas) introduzir um módico de racionalidade e de self-interest na avaliação da guerra?
5 JUNHO 2011
Neste dia a agência de notação financeira Moody's colocou Portugal como lixo Baa2.
No meio de muita coisa bem feita em que infelizmente misturou discursos e tiradas que verdadeiramente caem na definição de bacoradas insuportáveis, e de aqui e ali ter ido estupidamente (opinião pessoal, naturalmente) além do que a Troika estabelecera, e ainda por cima deixando coisas importantes por fazer (i.e. juntou por exemplo freguesias mas deixou por fazer uma reforma de fundo subsistindo freguesias de várias cidades mais populosas que muitas das chamadas cidades) o governo liderado por Passos Coelho fez basicamente o que tinha de ser feito.
Globalmente bem, mas com várias lamentáveis situações.
Se a memória não me falha no início de 2015 tínhamos cumprido.
Daí para cá até Costa e sequazes terão interiorizado que as contas certas tinham de ser um objectivo a cumprir.
Daí para cá é conhecido o que se passou, oito maravilhosos anos e umas semanas de extraordinária governação (???) com virar de páginas e cativações brutais com os resultados a virem depois, a que se seguiu uma governação igualmente extraordinária (???), e que vigora.
Em termos de mercados e agências de notação financeira Portugal não tem já classificações horrorosas como teve durante anos.
Mas a sério, mesmo a sério, a pergunta para 1 milhão de Euros é esta: estamos mesmo longe de voltar a ser considerados LIXO ?
Que sustentabilidade ?
AC