quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Marcelo pirou-se para o Vaticano e fez muito bem - está quase livre disto. (Ângela Silva)

E eu quase livre dele.

Infelizmente, não estou livre do Ventura, Leitão Amaro, da extraordinária jurista Lúcia Amaral, Ana Sá Popes, Francisco Louçã e Mortáguas, Ferro Rodrigues, António Guterres, Durão Barroso, Castro Almeida, Augusto Santos Silva, Carlos César, Brilhante Dias, etc. etc. e do Komentariado residente nas TV e jornais e revistas.

AC

É  MELHOR  UM  FIM  COM  HORROR  DO QUE  UM  HORROR  SEM  FIM !

OU NÃO ? 

Mas por cá, INFELIZMENTE, continuamos com vários horrores sem fim.

AC

O  CIDADÃO

Um cidadão verdadeiro, integro, cumpridor, decente, tem:

- dignitas - dignidade,

- gravitas - seriedade

- honestas - honestidade

- simplicitas - simplicidade


E não digo mais . . . isso mesmo, pintassilgos não são pardais!

Está um dia horrível
Votos para que tenham uma boa 4º Feira.
Saúde e boa sorte. 

António Cabral (AC)

CULTURA

. . . . .
Às vezes parece música
vai-se a ouvir : é o M.

Às vezes parece o M
vai-se a ver : é o mar.

(Manuel Alegre, "Letras")
. . . . . 

AC 
No  MEU  CANTINHO
Neste meu cantinho (um deles), rodeado de livros, de quadros desenhados pelo pai (em 1940), do iMac (o portátil está noutro local /outro cantinho junto de estantes e armários com muitooooosss livros), canetas particularmente as minhas Montblanc, mata-borrão com punho de prata, vários outros adereços de secretária, alguns muito antigos e herdados de antepassados longínquos, etc. penso no que por aí vai.

Apercebi-me que houve um inarrável a recomendar a uns milhares de portugueses gastarem o ordenado do mês passado e assim se aguentarem até chegarem certos apoios! Creio que foi isto!
Esbugalhei os olhos com semelhante alarvidade! Enfim.

Aqui neste cantinho gasto quase uma hora (às vezes uns minutos mais) a escrever ou a pensar escrever no computador.

Aqui leio e medito, outras vezes leio na sala, ou na outra divisão com as estantes e armários onde estão muito mais livros.

Os meus cantinhos, que rivalizam com os cantinhos na casa da aldeia, que rivalizam com as saídas e as caminhadas com e sem fotografia (normalmente com a Nikon por companhia), e a família, particularmente os vários netos (dos universitários aos mais pequenos), são os grandes "vitamínicos" para aturar Guterres, César, Cavaco, Castro Almeida, Lúcia Amaral, Leitão Amaro, André Ventura, Ferro Rodrigues, Augusto trauliteiro, e todo o restante exército de imensas personagens que há décadas infernizam a vida dos cidadãos comuns.
António Cabral (AC)

COISAS  da  HISTÓRIA - 1450 

Portugal, 1450, Gomes Eanes de Zurara sucede a Fernão Lopes como cronista real.

AC 

Por expressões como esta . . . . .

Parabéns, António! Esta vitória é só sua. E muito merecida.

Por expressões como esta se percebe bem o sapo engolido por várias esquerdas moderadas, várias esquerdas finas e viajadas, várias esquerdas turbo-comentadoras.

Preferiam outro nome, por exemplo António Vitorino, mas este não quer largar a vidinha que tem.

AC
O  TEMPO
O tempo, não, não me refiro agora ao "tempo" horrível que faz.

O tempo, a questão "tempo", é crucial, quer na vida individual quer na sociedade.

E, também, a consistência, os valores, os princípios, a coluna vertebral óssea, não cartilagínea.

Porque me terei lembrado disto?

AC


4  FEVEREIRO  2026
DIA MUNDIAL DA LUTA CONTRA O CANCRO
> 1799 - Nasce Almeida Garrett
> 1861 - EUA, chefe Apache Cochise é preso
> 1902 - Nasce Charles Lindbergh
> 1945 - II GG, início da Conferência de Yalta (4 -11 Fev), Churchill, Roosevelt e Estaline juntam-se para decidir o mundo do pós-guerra, como por exemplo a divisão da Alemanha
> 1953 - São Tomé e Príncipe, repressão em Batepá
> 1961 - Angola, acções de guerrilha em Luanda
> 1969 - Arafat passa a liderar a OLP
> 1985 - 20 países na ONU assinam um documento intitulado "Convenção contra tortura e outros degradantes castigos"
> 2004 - Surge o Facebook
AC 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

LEMBREI-ME . . . . 

Lembrei-me desta tirada de Alberto Caeiro/ Fernando Pessoa (em baixo) depois de ouvir mais umas bacoradas ministeriais.

". . . que nenhum filho da puta se me atravesse no caminho!

AC

VOLTO a REALÇAR
. . . . . a liberdade pode resumir-se à escolha do conteúdo, das normas e dos valores a partir dos quais a nossa natureza essencial, incluindo a nossa liberdade, se expressa. . . .  (Carlos de Matos Gomes).

AC
A PROPÓSITO das ELEIÇÕES,
deixo aqui um interessante (opinião pessoal, naturalmente) artigo de opinião, de 25 de Fevereiro de 2024, da autoria de um Capitão de Abril que infelizmente já nos deixou, o Coronel Carlos de Matos Gomes.
(sublinhados da minha responsabilidade)

Tenham uma boa 3ª Feira.
Saúde e boa sorte.
AC

Liberdade de escolha, razão e demagogia

A liberdade de escolha constituiu o elemento a partir do qual os debates tradicionais sobre a liberdade e a necessidade começaram na Grécia há mais de dois mil e quinhentos anos. O problema da liberdade de escolha reside na contradição resultante do facto de podermos decidir contra o bem essencial, transformando a liberdade em servidão
Isso acontece porque a liberdade pode resumir-se à escolha do conteúdo, das normas e dos valores a partir dos quais a nossa natureza essencial, incluindo a nossa liberdade, se expressa. 
A liberdade pode agir contra a liberdade, entregando-nos à servidão. 

E esse é o projeto das “democracias iliberais”, ou formais que nos está a ser proposto como paradigma da democracia. 
Votais! — o resto está por conta de outrem, de nós, os vossos representantes
Este tipo de “democracia” é o meio ideal de criação e desenvolvimento dos demagogos e da demagogia. 
Dos abutres da liberdade, dos que comem o interior dos corpos, os órgãos vitais que garantem a liberdade e deixam o esqueleto, que continuam a designar por democracia. Não é, como o cavername de um barco não é um barco e não navega.

O que está a ser imposto como “democracia” é a apropriação do direito de voto por uma elite
Essa velha perversão aproveita o que, à falta de melhor, pode ser traduzida pela palavra alemã de Angst — medo, horror, angústia de confrontar possibilidades e desejos com a realidade, de medo de usar a liberdade, por isso os temerosos transferem a responsabilidade para outros que lhe surgem como mágicos realizadores de felicidade. Esta transferência de responsabilidade pelo uso da liberdade contradiz a natureza essencial do ser humano, de ser livre, condu-lo à servidão, mas vendida a liberdade, já não há regresso, o demagogo está aos comandos da nossa vida e não mais nos ouvirá.

A liberdade humana é o risco humano. A possibilidade de ultrapassar uma qualquer situação implica a possibilidade de não o conseguir. 
Mas a delegação da liberdade pode tornar-se servidão se for atribuída a quem corrompa os princípios e os meios “democráticos” para se apropriar dela. 
As campanhas eleitorais servem também e cada vez mais como legitimações desse tipo de corruptos que surgem a par dos que cumprem regras básicas de conquistar o voto. Isso acontece porque o modelo “democrático” imposto pelo poder dominante para ultrapassar a universalização do voto é o de escolher “quem” e não escolher “o quê”. A personalização (fulanização) das campanhas e das candidaturas, o empolamento a “casos” e revelações de intimidades servem o propósito de atrair as atenções para o quem e não para o quê.

Os debates-espetáculo que nos são servidos como ração democrática e integral querem que vejamos lutadores em competição e não os empresários e os que manipulam os resultados. 
Os espetáculos-debate são um falso combate encenado para dar a vitória antecipada aos demagogos, aqueles que melhor dominam a arte de conduzir habilmente as pessoas ao objetivo desejado, utilizando os seus conceitos de bem, mesmo quando lhes são contrários. 
Aos que corrompem a essência da democracia, de o poder ser constitucionalmente detido pelo povo, para se apropriarem dele apelando ao menor denominador comum, propondo ações prontas a servir para enfrentar situações e crises complexas, enquanto acusam oponentes de moderados, de fracos e de corruptos, segundo as conveniências do momento.

O êxito dos demagogos assenta na cobardia. Os demagogos orgulham-se da sua arte de arrastar cobardes. Os grandes meios de manipulação elegem e legitimam a cobardia como um valor cívico. A discussão da pré-campanha tem sido centrada no lugar a dar num futuro governo aos demagogos que têm a arte de arrastar cobardes.

A adesão de grandes massas aos demagogos é antiga, é uma servidão trágica que ao longo da história tem levado a situações de brutais e irracionais ruturas, em que a humanidade se pode reduzir à situação do indivíduo isolado à beira do abismo, insignificante e incapaz de se aperceber da ameaça para ele próprio e da aniquilação ao seu redor. Julgo ter sido essa a situação de muitos alemães durante o nazismo e de ser essa a situação de muitos israelitas perante o genocídio de palestinianos. Duas situações em que foram os cidadãos que elegeram, que votaram os que os governaram e governam, que participaram em comícios, em ações de esclarecimento, que ouviram ou viram debates.

O que podem fazer os que sentem a angústia da servidão para evitar a tragédia que anteveem como inevitável resultado da demagogia nas horríveis das experiências do passado? 
Existe um valor que tem sido esquecido ou muito aviltado: a coragem e não existe nenhum ser mais corajoso do que o ser humano, porque mesmo quando em condição de servidão não perde a liberdade se mantiver a sua dignidade.

A demagogia é um atentado à dignidade humana e o mais reles e eficaz argumento dos demagogos é o aproveitamento do sentimento de insegurança, que eles próprios criam e que prometem resolver a troco da integração no seu bando. 
Exploram a solidão e a fragilidade do “homem só”, do ser só, perante os predadores e rodeado de necrófagos. 
Uma grande parte das criações da civilização humana pode ser compreendida em termos de “busca de segurança”. 
A utilização da insegurança como argumento encontra-se hoje no primeiro plano da panóplia de armas dos demagogos, insegurança física, política, económica e até por falta de sentido na vida.

Outro dos sentimentos explorados pelos demagogos é o do desespero, entendido como o conflito entre a vontade de se manter a si mesmo e o de se perder a si mesmo, o desejo, ou a vontade de obter o mundo completo (a realização), e o desejo ou a vontade de se acolher à servidão, abdicando da da liberdade.

As ações a que assistimos durante uma campanha eleitoral são a repetição do negócio da compra e venda da alma a troco de promessas, as encenações tecnológicas nas televisões não alteram o essencial do logro do mito de Fausto, apenas o embrulham e o disfarçam com luzes faiscantes. 
O demagogo é, no fundo, uma velha máquina de picar carne que transforma em pasta o cérebro de quem acredita que ele lhe vai fornecer uma salsicha.
 CULTURA

" Recomeça . . . se puderes, sem angústia e sem pressa, e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcançares não descanses, de nenhum fruto queiras só metade "
(Miguel Torga)

AC

A  REPÚBLICA

A República está em chamas. 

(Manuel Alegre, Expresso, 27Agosto2005)

Manuel Alegre, como está ela agora?

AC

 O Irão considera as forças armadas europeias "grupos terroristas", declarou este domingo o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, após decisão da União Europeia de classificar a Guarda Revolucionária como uma "organização terrorista"

OK . . . . OK . . . . OK . . . .
já garantiste as tuas 70 virgens!

AC
À  ATENÇÃO  DO  PRÓXIMO  PR:

Lembre-se pelo menos disto, 

- FOI ELEITO PARA  SERVIR

- DURANTE O MANDATO DEIXE-SE DE EXTRAVAGÂNCIAS PRÓPRIAS DE FIDALGUIA ARRUINADA

- LIDERE PELO EXEMPLO E NÃO POR PALHAÇADAS E SELFIES

- UM BOM CÓDIGO DE CONDUTA É MANTER A INDEPENDÊNCIA 

- O SEU PODER É A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA, ASSOCIADA À SUA MENTE E À SUA CANETA; NÃO ABUSE DAS SUAS COMPETÊNCIAS CONSTITUCIONAIS, NÃO FAÇA INTERPRETAÇÕES 

- TENHA SEMPRE PRESENTE QUE A FUNÇÃO DO ESTADO É SERVIR OS CIDADÃOS

- O PODER LEVA À CORRUPÇÃO.

- O PODER ABSOLUTO CORROMPE DEFINITIVAMENTE.

- É PRECISO PRESTAR JUSTIÇA E NÃO CARIDADE.

- TER A NOÇÃO DE QUE PORTUGAL É UM PAÍS POBRE.

- FALAR BAIXO E COM CALMA PARA SER OUVIDO.

- OUVIR OS CIDADÃOS

- SÓ A INTELIGÊNCIA SE EXAMINA A SI PRÓPRIA.

- CONDENAR PRECONCEITOS BASEADOS NA RAÇA, SEXO, FÉ, IDADE.

- QUEM USAR A CABEÇA NÃO VAI CANSAR OS PÉS.

- FALAR COM OS OUTROS EM MANDARIM É A PIOR DAS SOLUÇÕES.

- FOMENTAR A CULTURA DA EXIGÊNCIA.

- FOMENTAR A CULTURA DA TRANSPARÊNCIA.

- FOMETAR A CULTURA DO RIGOR E DA VERDADE.

- O DIÁLOGO É A PONTE QUE LIGA DUAS MARGENS.

- TER PRESENTE QUE PELO VOO SE CONHECE A AVE.

- A ARROGÂNCIA NÃO É RESPOSTA PARA NADA.

- NUNCA TER VERGONHA DE SENTIMENTOS PATRIÓTICOS.

- O SEGREDO DA SABEDORIA, DO PODER, E DO CONHECIMENTO, É A HUMILDADE.

- A PRUDÊNCIA É A VIRTUDE SUPREMA DA ACÇÃO POLÍTICA.

- SERVIR A SOCIEDADE, NÃO SE SERVIR DO CARGO.

António Cabral (AC)
CULTURA

" A literatura não é algo que nos faça felizes, mas ajuda-nos a defendermo-nos da infelicidade "
(Mario Vargas Llosa)

AC
3  FEVEREIRO  2026
DIA de S. BRÁS
> 1480 - Nasce Fernão de Magalhães
> 1488 - Depois de dobrar o cabo das Tormentas/ Cabo da Boa Esperança, Bartolomeu Dias desembarca em Mossel Bay, África do Sul
> 1509 - Batalha de Diu
> 1536 - Faleceu Garcia de Resende
> 1715 - Tratado de paz Portugal-Espanha
> 1830 - Grécia torna-se independente do Império Otomano
> 1870 - EUA, ratificada a 15ª Emenda à Constituição
> 1894 - Nasce Norman Rockwell
> 1913 - EUA, ratificada a 16ª Emenda à Constituição
> 2003 - Faleceu João César Monteiro
AC

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

RESTAURAÇÃO  CASEIRA
Hoje temos cá em casa mais uma refeição fora da rotina do casal, com  três convidados, importantes.
Iremos dar uso a vária da muita e melhor palamenta que temos, talheres, pratos, copos, garrafas de cristal.

E não, não nos atrapalhamos a comer à mesa com algum requinte.
Irei cozinhar com a colaboração da minha mulher que é uma excelente cozinheira. Já lhe faço sombra em várias coisas.

Claro que não somos daqueles predestinados que, só eles e os das suas bolhas, é que conhecem bons whiskies, bons restaurantes cá e lá fora, bons poisos para lazer cá e lá fora, ou as executivas da Delta/ British/ KLM/ Lufthansa, TAP, ou os navios de cruzeiro para o Atlântico Sul ou para os gelos do Alaska, etc.
AC 
António Cabral
 (AC)
CULTURA 

" Um povo sem letras não vive muito tempo, e se vive, é uma excepção privilegiada "
(José Latino Coelho)

AC