quinta-feira, 15 de outubro de 2026

"AQUELES  QUE  NÃO  APRENDEM  COM  A  HISTÓRIA,  ESTÃO  CONDENADOS  A  REPETI-LA" 

AC

MANIFESTEM-SE

Manifestem-se, têm toda a razão.

Depois de maravilhosos oito anos e semanas, em que os problemas de habitação FORAM  TODOS  RESOLVIDOS, 

em que as carreiras e os salários dos médicos dos enfermeiros e dos assistentes operacionais foram todas revistas e actualizadas, 

em que nos hospitais e nas muitas outras unidades de saúde foram substituídos todos os equipamentos de disso necessitavam, 

em que foram construídas muitas mais creches, 

em que o problema dos alojamentos locais foi eficazmente ponderado e controlado e regulamentado pelo PS e PSD de mãos dadas, 

em que no ensino foram antecipadamente planeadas as substituições dos professores que dentro de poucos anos iriam passar, à reforma, 

etc. etc. etc. etc.

e agora, o pouquíssimo que havia a fazer, a resolver, e terminar, está por fazer, resolver, terminar.

Manifestem-se como se estão a manifestar, o Ventura agradece-vos enternecido, sigam os exemplos lá de fora, não é isso que querem?

E depois, aparecem criaturas a dizer com aquele ar habitual, que um povo que gerou um Salazar pode vir a gerar outro. Pois pode.

Eu não tenho dúvidas disso, continuem pois como estão a fazer, que o Ventura de certeza que vos agradece.

Objectivamente a extrema esquerda está a fazer tudo para engordar o Chega. TUDO !

AC

UMAS  COISITAS

Ainda há umas coisitas que não são fabricadas na China,

Estava na cozinha quando ocasionalmente reparei: um copo simples do Ikea feito em França ? Uau !

AC

FINAL de TARDE,  CAMINHADA

Caminhada - 4,8 Km

AC

REPETINDO-ME  (de 31/ 12/ 2021)

COMUNICAÇÃO  SOCIAL  ACRÍTICA

ACRÍTICO - que não critica, que não analisa com rigor e profundidade. 

Digo-o, defendo-o, há muito tempo, defendi-o em conversas na vida profissional, na família e com amigos e conhecidos. Escrevo-o aqui no blogue desde há muito.

E o que digo? Que não haverá, NUNCA, uma democracia madura, saudável, um Estado de Direito Democrático real, sem comunicação social livre e independente, uma comunicação social que informe com rigor, factual, uma comunicação social que a par tenha espaços/ colunas de opinião. Uma comunicação social não enfeudada aos poderes financeiros e públicos.

Uma comunicação social onde se suspeita que o Presidente da República tem canais directos para espalhar o que lhe interessa, onde se suspeita que o governo tem nas suas mãos e bem seguros os cordelinhos de várias marionetes, uma comunicação social em que se observa a transferência periódica, calculada, de determinados elementos de agências para outros meios de informação, uma comunicação social em que o escrutínio é o que se observa, uma comunicação social assim talvez não esteja num estado de saúde muito saudável.

Alguns casos. 

Aqui há tempos o "governo geringôncido não formal" espalhou milhões de euros pela comunicação social. 

TODOS os OCS? Claro que não. Chamaram-lhe apoios concedidos pelo Estado à área da comunicação social. E o governo atribuiu às Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, nas respectivas áreas geográficas de actuação, as competências nos regimes de incentivo à leitura de publicações periódicas e de incentivos do Estado à comunicação social. Dizem sempre "Estado" que é para não referir que é o governo. O Estado tem costas largas.

Quem recebeu e o quê? Um balúrdio de dinheiro em grande parte na forma de compra de publicidade, disseram. E disseram que era uma medida excepcional e temporária. O que é certo, segundo se leu em 2020 (resolução do Conselho de Ministro de 19 Maio) é  que os donos da SIC e Expresso e TVI e companhia limitada foram os grandes mamões. Mas também receberam, Cofina, Global Media, Público, Trust in News, Megafin, Newsplex etc. Com esta distribuição é legítimo concluir-se o que se quiser, particularmente tendo presente como são noticiadas certas coisas e como, em relação a certos temas e broncas, se passa de raspão.

Olhe-se ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) e os diferentes e diversos problemas que são noticiados. Faltam médicos em todo o lado, diz-se. Faltam enfermeiros também em todo o lado. Eu que tenho a mãe num lar verifico o que se passa. Olha-se ao que se passa no hospital de Santa Maria (por exemplo os concursos para medicina interna) e ficamos a pensar. Certamente por inépcia minha apenas encontrei um mapa de recursos humanos deste hospital com elementos de DEZ 2010 a DEZ 2013. 

Que investigação fazem os OCS para lá de noticiarem faltam, faltam, faltam? Porque, ou há incompetência do ministério da saúde, ou das administrações hospitalares, e os mapas estão desactualizados. E, claro, decisivo, a montante, o problema de estatutos da profissão, das profissões, das carreiras, dos vencimentos muito abaixo do que os privados pagam. Além disso, os equipamentos (ou falta deles) e as instalações em muitas unidades de saúde.........

Olhe-se a assuntos militares. Não, não quero perder tempo com a escandalosa substituição do Chefe do Estado-Maior da Armada, telenovela que começou a ser engendrada um pouco antes da pandemia ter explodido. Engendrada por quem se sabe. Mas, a comunicação social passa o tempo a periodicamente divulgar coisas relacionadas com a instituição militar. Por exemplo, acaba de ser divulgada uma decisão aprovada em conselho de ministros relativa a efectivos, o montante global de efectivos para a instituição militar, para 2022 a 2024. E escrevem que esta aprovação é já reflexo das alterações que deram poderes vastos ao Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA). Alguém se preocupa em investigar a relação concreta disto com o CEMGFA? Alguém se pergunta e resolve estudar o assunto, que dimensão devem as Forças Armadas ter? 

Em 11 de Dezembro passado, com uma fotografia do sorridente CEMGFA, o Expresso publicou uma notícia referindo que Marinha, Exército e Força Aérea perdiam pessoal para o EMGFA, para o chefão agora donozinho daquilo tudo. Esta notícia é aliás sintomática do que são a maioria dos OCS, e como tão facilmente passam recados.

O mesmo Expresso (cujo dono foi dos que mais recebeu do governo como ajuda excepcional e temporária) divulgava em 23 de Dezembro que o ministério das defesa nacional iria encaixar 105 milhões de euros com a cedência de sete imóveis e, em consequência, garantindo 21 milhões de € anuais para obras nos três ramos das Forças Armadas, e até 2026. Depois, no fim da notícia, escreveram: até 2026, receberão, 22,4 milhões de euros o EMGFA, 29,5 a Marinha, 45 o Exército, 22,6 a Força Aérea. Não vale a pena continuar a explicar o meu ponto, é lerem e fazerem as contas.

Olhe-se a assuntos de justiça. Não quero falar do Rendeiro, do Ricardo, do Duarte Lima, do Vara, do Vieira, do Pinho, dos mais de dez anos de processos, etc. Os OCS quase sem excepção, bombardeiam-nos com coisas bombásticas, mas quanto a rigor.......Entretêm-se a noticiar, por exemplo, o Ivo Rosa isto e aquilo, mas esquecem-se de explicar com profundidade as vergastadas que o senhor recebe da Relação. Esquecem-se de explicar com rigor onde, em que legislação, o juiz  Carlos Alexandre se escuda para as suas decisões. Gostam mais de o colocar como (quase) um doido varrido.

Há OCS que dão guarida a criaturas que vomitam os maiores dislates, sobre a área da justiça, a área militar, a área financeira, e por aí fora. Mas não lhes fazem as perguntas duras, nada de contraditório. Nem lhes perscrutam o historial, nem procuram perceber quem servem.

Um último exemplo, sobre coisas como os jornalistas deixam sempre passar. Cavaco Silva há poucos dias antes do Natal (Sábado, 22DEZ) defendeu um choque reformista. Depois de ler, voltei a ler, pois admiti ter estado distraído. Disse este ex-PM e ex-PR, ..."se formos capazes de fazer reformas profundas, diria um choque reformista".... (2ª coluna na página 14). A notícia diz, umas linhas abaixo, que Cavaco Silva identificou durante a conversa as reformas que é preciso aplicar. Li e reli as restantes três colunas, NADA, nenhuma reforma foi explicitada. Um artigo para encher chouriços.

Também por isto assim estamos. Oxalá em 2022 alguma coisa nesta área se altere para melhor. A Democracia agradecia.

Antonio Cabral (AC)

CADA  UM  TEM  O  QUE  MERECE

MAS  NEM  TODOS  MERECEM  O  QUE  TÊM

AC

"Coisa ridícula": Ventura rejeita que deputadas do Chega tenham invadido a Rádio Universidade de Coimbra

Ridícula ?

Ridícula terá sido a intervenção do grupo, grupo claramente preparado, liderados pelas duas mulheres do Chega, escoltadas por rapazotes seguranças.
Fui ver as imagens que apareceram nas TV, a tecnologia tem esta coisa boa, pode andar-se para trás e visionar.

Se não foram convidadas, se havia uma posição da associação de que não queria receber representantes do partido, se entraram e sentaram-se ainda que não tenham partido nada, se se recusaram sair senão quando a polícia apareceu, como se pode designar essa acção?

Em qualquer sítio civilizado é INVASÃO, invadiram, entraram sem serem convidados.

Mas Ventura e sicários e sicárias, andam cada vez mais fanáticos por criarem "números".

Ilustrativo dos procedimentos vários que teriam se fossem poder ?
É ! É ! É !

Temos caso típico de acção directa, o resto é conversa.
Ainda que pareça que não tenha havido violência física, brutalidade, o que ali se passou em Coimbra é acção directa. Ponto final parágrafo !


AC

DEUS  PERDOA  SEMPRE

O  HOMEM  ÀS  VEZES

A  NATUREZA  NUNCA

Mas há por aí uns artistas que permanentemente se recusam a olhar seriamente para os problemas que a natureza nos coloca.

A 21 de Dezembro começa outro Inverno !

AC

15  OUTUBRO  2026
> 1796 - Imposto da décima eclesiástica
> 1815 - Napoleão entra na ilha de Sta Helena, preso
> 1917 - Mata Hari executada por pelotão de fuzilamento Francês
> 1922 - Nasce Agustina Bessa-Luís
> 1921 - Primeiro número da revista "Seara Nova", fundada por, Aquilino Ribeiro, Azeredo Perdigão, Augusto Casimiro, Câmara Reys, Faria de Vasconcelos, Ferreira de Macedo, Jaime Cortesão, Raul Brandão, Raul Proença e outros, propondo-se quebrar o isolamento intelectual do país
> 1942 - Aeroporto de Lisboa aberto ao tráfego internacional
> 1945 - França, executado o colaboracionista Pierre Laval
> 1946 - Nazi Goehring suicida-se com cápsula de cianeto
> 1947 - O Bell X-1 bate a barreira do som
> 1973 - Israel prossegue o contra-ataque na guerra do Yon Kippur
> 1991 - Juiz afro-americano Clarence Thomas entra para o Supremo Tribunal dos EUA
> 2003 - China coloca um homem no espaço
> 2017 - Portugal, grandes e trágicos incêndios
AC

BOLAS . . . . .


Hoje. . . . . já é 5ª Feira . . . . . outra vez ? 

Isto está a passar muito depressa !

Bom dia
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida
Boa sorte, felicidades

AC

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

CULTURA

AC

QUEM  ESPERA  POR  SAPATOS  DE  DEFUNTO,  É  BEM CAPAZ  DE  VIR  A  MORRER  DESCALÇO.

Anda por aí gente que talvez devesse ponderar esta frase.

AC

FMI só vê mais 30 países no mundo com saldo orçamental superior a Portugal.
Projeções colocam apenas Portugal e mais cinco países com saldo nulo em 2027. 
Fundo valida previsões do Governo para as contas públicas e até se revela mais otimista sobre a dívida no próximo ano.

Olha . . . .

Estão a ver como ficou muito mais fácil a minha vida, e a vida de para aí uns nove milhões de portugueses ?

Já dizia um célebre sujeito . . . . o país está muito melhor 😎😎😎

AC

 ………….

As pessoas têm o direito de ser apoiadas na velhice e na doença, e uma sociedade organizada e sadia tem que cuidar dos mais debilitados.

Mas tenho a maior das dúvidas se não deve estar em letra de lei, para quem o quiser assumir, em tempo de vida activa, sadia, e de forma juridicamente clara e rigorosa, definir que, se um dia estiver em determinadas condiçoes de saúde muito diminuídas, ao fim de X tempo ao seu sofrimento deve ser posto fim na forma de medicamente assitida.

Aos profissionais de saúde é exigível cuidar dedicadamente de todas as pessoas doentes e em sofrimento.

Tenho portanto dúvidas quando a isto, a morte medicamente assistida.

Mas não tenho dúvidas NENHUMAS de que é TRÁGICO e NADA DIGNO diariamente observar uma pessoa com mais de 101 anos com o cérebro ainda a funcionar a bem mais de 70%, com o corpo já sem dignidade nenhuma, e diariamente implorar - oh meu Deus, que é que eu estou aqui a fazer?

O Papa acha que assim deve permanecer indefinidamente.
Eu tenho muitas dúvidas.  
***********************************

O texto supra é a parte final do que salvo erro ontem escrevi a propósito de saúde, doença, o estado de saúde do Papa, o apoio em fim de vida.

Eu sei que neste momento não estou completamente imparcial, por óbvias razões.
Mais um dia a visualizar a mesma trágica situação.

Mas penso que, laicos, ateus, católicos ou de outra fé, no século XXI temos o dever de ponderar as coisas da vida com DECÊNCIA, com ISENÇÃO, com equilíbrio, com RIGOR JURÍDICO, mas também com muito REALISMO.

Até que ponto uma dada situação clínica, permanente, é humanamente digna ?
Até que ponto se deve sofrer continuando consciente ?
Até que ponto se deve sofrer estando o cérebro quase parado ?
Até que ponto uma família deve sofrer ?

Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem, concorde ou discorde.

Mas reitero o que escrevi. 
António Cabral (AC)

Repetindo-me

DEMOCRACIA, LIBERDADE e LIBERTINAGEM

Não há Democracia sem liberdade, real.

Não há Democracia verdadeira, consolidada, sem liberdade, sem direitos assegurados, sem deveres cumpridos pelo Estado e pelos cidadãos.

A Constituição (CRP) lista vários direitos, desde os fundamentais a outros que uma sociedade de direito democrático desenvolvida e harmoniosa deve ter, deve perseguir e prosseguir. 

A CRP quase não fala de deveres, e onde pouco fala é só para o nebuloso Estado. 

Nunca na CRP se define Estado, o que materializa o Estado que, naturalmente, é fundamentalmente materializado pelos titulares dos órgãos de soberania e pela pesadíssima máquina administrativa que nos sorve o dinheiro. 

E, na minha opinião naturalmente, também por pouca cultura e formação em imensos dos meus concidadãos Estado é o governo que está, e o salvador é o Presidente da República que estiver.
 
E o que muitos dos senhores e senhoras fazem nas suas vidas enquanto estão nos cargos para que foram eleitos e nomeados (e em que muitos, mais se servem dos cargos do que servem a sociedade) é exactamente o que o Estado nos vai fazendo. 
Muito do que o Estado nos vai fazendo é mau, pois deriva do não cumprimento da LEI, deriva dos arrogantes terem a mania de interpretar a LEI a seu modo.

Não é só, mas muito do pernicioso na sociedade deriva da célebre orientação por muitos copiada - para amigos TUDO, para inimigos e adversários NADA, aos outros apliquem a Lei.

E assim ora andam com o que não deviam, ora fingem não ter casa, ora não cumprem o preceituado no Código do Procedimento Administrativo, ora não declaram o que deviam, ora prometem e não cumprem, ora guardam dinheiro entre os livros nas estantes dos gabinetes, etc.

Liberdade não é ter casa como alguns dizem, ou ter carro, ou ter sustento, etc. Casa e muitas outras coisas constituem-se como
 DIREITOS.

Mas a CRP só por si nada garante.

O estar lá escrito não significa, automaticamente, que todos tenham casa, médico de família (como se vê), dinheiro para alimentação e remédios, ou para comprar livros, ou para passear, ou para formar os filhos ou para cuidar dos ascendentes, ou para ter segurança e igualdade no acesso de oportunidades, ou justiça para todos e não para poderosos e amigos, etc. etc. etc. 

A Democracia implica esforço, respeito pelos outros, respeito pelo património que é de todos, respeito pela nossa história e estuda-la, trabalho, organização, cultura, estudo, reconhecimento de erros e sua correcção.

Democracia implica ir melhorando em tudo, implica liberdade de opinião e de expressão, implica existência de partidos políticos e instituições, e sindicatos, e ordens profissionais (sindicatos e ordens que cumpram os estatutos em vez de fazer política, como tantas vezes Vital Moreira refere), e separação de poderes. ETC.

E a Democracia permite até que se digam disparates, e que políticos, titulares de órgãos de soberania, e chefias as mais diversas aldrabem muitos concidadãos. 

Infelizmente muitos continuam a deixar-se aldrabar.
Em Portugal isso continua a ser uma grande tragédia, pois muitos engolem demagogia e mentiras com facilidade.

O contrário do que acima refiro dá uma Democracia formal.
Não uma Democracia verdadeira, consolidada, sadia.

Como se tem visto nos últimos 35 anos. 
Ou estou enganado e a ver mal as coisas?

António Cabral (AC)

G A R A N T I D A

André Ventura vai presidir à comissão de inquérito aos mandatos de Luís Neves na PJ. 

O Chega impôs a comissão de inquérito aos mandatos de Luís Neves na PJ e, por isso, vai presidi-la. 

PSD nomeou Hugo Carneiro e Andreia Neto, e o PS escolheu Marina Gonçalves.

Está assim confirmada e garantida a isenção na CPI.

AC

A  VIDA  POLÍTICA  NACIONAL

A triste realidade (opinião pessoal, naturalmente) da vida política nacional, concretamente desde 1991, recorda-me imensas vezes o velhinho decálogo das fases de um projecto.

Lembrei-me disto outra vez depois de saber que o inarrável ministro das chamadas infra-estruturas anunciou as obras para o TGV e de mais uma barraca no MAI envolvendo, se percebi bem o que me contaram, a putrefacta telenovela chamada SIRESP, ultimamente dirigida por um homem do Exército e em que o tal secretário-geral do MAI irá passar a ser um homem da GNR.

Creio que o SIRESP vem do final daquele governo (???) Santana Lopes e que mais tarde Costa teve intervenções várias e que prosseguiram depois dele.

Decálogo das fases de um projecto:

1. Optimismo total

2. Desorientação geral

3. Granel generalizado

4. Período de excitação incontrolável

5. Salve-se quem puder

6. Procura desenfreada dos culpados

7. Castigo exemplar dos inocentes

8. Recuperação do optimismo perdido

9. Fim inexplicável do projecto

10. Condecoração e louvores aos não participantes

AC

. . . . . . E acrescentou: "O nosso futuro está a ser roubado e, como vemos aqui, as escolas não estão a receber o investimento de que precisam". . . . . . .
"Greta, a sueca"

Tenho quase a certeza de que em França, como por cá, as escolas estão sub-financiadas.

Que não há professores suficientes para substituir os que deixam a vida activa. 

Que existe uma desorganização brutal.

Que é condenável, inaceitável, não cuidar hoje dos homens e mulheres e famílias de amanhã.

Sim, as escolas não estão a receber investimento.

OLHA, JÁ AGORA, ACABEMOS COM O QUE ESTÁ DE PÉ !

Apoias, Greta. . . . Sim ? . . . . . Boa !

AC
14  OUTUBRO  2026
> 1066 - Inglaterra, batalha de Hastings
> 1385 - Batalha de Valverde
> 1918 - Caça-minas Augusto de Castilho afundado pelo submarino Alemão U-139
> 1962 - Início da crise dos mísseis em Cuba
> 1964 - Martin Luther King galardoado com o Prémio Nobel da Paz

Bom dia, tenham uma boa 4ª Feira
Saúde, o Euromilhões da vida
Boa sorte, felicidades

AC

REPETINDO-ME  (texto com algum tempo)

A PROPÓSITO de NACIONALIDADE 

A minha muito idosa e muito fragilizada mãe (nasceu a 8 JUL 1925, continua com excelente cabeça e memória) (*) conversava outro dia comigo sobre a nacionalidade e conexos, nomeadamente a data da fundação da nossa nacionalidade.

Grande ignorante que sou a respeito de quase tudo eu disse-lhe que para mim 1143 continuava a ser a data da fundação da nacionalidade.

A minha mãe avançou dizendo que em 1940 celebraram 8 séculos de história. Ela referia-se à exposição do mundo português.

Repetindo-me, grande ignorante que sou tenho a ideia que Afonso Henriques usava o título de rei desde 1140, atitude que o rei castelhano veio a reconhecer mais tarde também na presença do representante do Papa. 

Aquilo que muitos dizem ser o tratado de Zamora, não é bem assim, eu sabia de fonte segura/ amiga que não houve tratado nenhum, houve  uma conferência.
E, portanto, eu e a mãe andámos com a fundação à baila em pingue-pongue entre 1140 e 1143.

Encerrámos o assunto dizendo eu à mãe - espera aí, vou maçar um grande amigo e conceituado historiador e havemos de deslindar isto.

Tratei de o contactar.  Deixo aqui a resposta dele.

António não és nada ignorante. 
Pelo contrário, colocas até uma questão muito interessante, sobre as origens de Portugal. Vou tentar responder dando a minha interpretação de forma sintética, mas tocando alguns dos pontos que focas.

As referências a acontecimentos que são muitas vezes apresentados como "actos fundadores da Nacionalidade" (Batalha de São Mamede em 1128, Batalha de Ourique em 1139 , Conferência de Zamora em 1143, bula papal Manifestis Probatum em 1179...) são sem dúvida relevantes. 

Já houve até quem chamasse a 24 de Junho de 1128 "A Primeira Tarde Portuguesa", referindo-se à vitória de Afonso Henriques sobre a mãe e o "partido" galego dos Trava na batalha de São Mamede. Mas a questão é, quanto a mim, mais complexa. 

De facto, não há um dia da "inauguração de Portugal". 

Há um processo longo que passa por vários factos e por várias datas. Se o "corte" político com a Galiza foi em 1128 e Afonso Henriques passou a governar o Condado Portucalense, só em 1139-1140 começou a intitular-se rei, no seguimento da vitória em Ourique. 

A partir desta data temos, portanto, um auto-intitulado rei de Portugal, mas que só seria reconhecido como tal em 1143 pelo rei de Leão Afonso VII (o Condado era parte do reino leonês), e o Papa, autoridade religiosa, espiritual e diplomática suprema da cristandade ocidental, só reconheceria o título de rei a Afonso Henriques em 1179. 

Mas, mesmo assim, o território português ainda não estava definido, pois a Reconquista portuguesa só terminaria em 1249, com a conquista das últimas praças algarvias, no reinado de Afonso III. 

Além de que a fixação da fronteira com Castela apenas seria estabelecida em 1297, no tratado de Alcanizes, sendo rei D. Dinis. Foi também com este monarca que o Português substituiu o Latim como língua "oficial" da Chancelaria régia, por volta de 1295-96.

Enfim, podemos considerar que a partir de 1139-1140 há um reino de Portugal como entidade política independente, mas que está e estará ainda muito tempo em construção. 

A questão da nacionalidade é ainda mais complexa, pois enquanto sentimento relativamente generalizado de pertença a uma comunidade própria, distinta de todas as outras, a sua estabilização será ainda mais prolongada no tempo. 
Terá, no final da Idade Média, um ponto alto com a chamada crise ou revolução de 1383-1385, quando se recusa a integração em Castela e se "refunda" o reino com a nova dinastia de Avis.

A tua Mãe tem toda a razão, pois 1940 foi oficialmente considerado "Ano dos Centenários". 

A Grande Exposição do Mundo Português pretendia celebrar 800 anos de "fundação da nacionalidade" e 300 anos de Restauração da Independência. 

Num mundo em plena II Guerra Mundial, a exposição organizada pelo governo celebrava um "Mundo Português" antigo de oito séculos, em paz e capaz de grandes realizações. 
A História foi mobilizada para essa operação de que os contemporâneos ainda hoje têm memória. 

E, apesar dos seus quase 101 anos, a tua Mãe tem, sem dúvida, uma grande memória.

Espero ter respondido à questão que colocavas e peço desculpa pela extensão deste email. 
Mas o problema é mais complexo e multifacetado do que o de uma simples e única data. 
E teremos ocasião de voltar a isto, em amena conversa Monsantina.


António Cabral (AC)

(*) neste momento, infelizmente, a situação é diametralmente oposta, existe corpo quase inerte, cérebro a funcionar talvez a 70 %