segunda-feira, 13 de abril de 2026

ZAPING

No meu retiro de fim de semana prolongado aqui na aldeia e enquanto preparo o almoço resolvi ligar o televisor e, num zaping pelos canais TV, deparei-me com duas saborosas coisas.

- "Não tenho medo da administração Trump" (Papa Leão XIV)

👏👏👏👏👏👏👏👏👏

- Mário Ferreira a entrar no tribunal para julgamento em que é acusado de burla no âmbito da venda de um navio. 

Estou certo de que não houve moscambilha nenhuma, NENHUMA, até porque vai acompanhado de um muito conhecido advogado especialista neste tipo de casos em que o MP se atreve a difamar certas elites (???).

AC

Ontem, DOMINGO, Final de Tarde

O Sol, visto da aldeia, na sua caminhada para se esconder.

AC

NO  TERRAMOTO  de  1975

Já se passaram vários dias sobre a publicação deste texto do ex-presidente da câmara municipal do Porto, Rui Moreira, onde sublinhei algumas partes a vermelho.

Curiosamente, que me tenha apercebido, da esquerdalhada extrema à extrema direita ninguém comentou o que aqui Rui Moreira recorda.
Curiosamente ou não, que eu tenha reparado, também mudos continuam alguns dos que costumam vir publicamente defender a sua "honra", como há dias vi.

Sem explicar Tim por Tim o Verão de 1975 e o 25 de Novembro, reconhecer que algumas coisas acontecidas dificilmente poderiam ter sido contidas no decurso do processo revolucionário mas, também, assumir que houve desmandos inqualificáveis, que houve atentados da esquerda à direita, que houve detenções sem nenhuma base legal incluindo mandatos estranhos, nunca a sociedade portuguesa estará definitivamente sossegada.

Enquanto à esquerda e à direita se continue com as posições extremadas de donos disto e daquilo, Portugal não recupera.
O texto aqui fica.

Bom dia, bom início de semana, saúde e boa sorte.
AC  

O epicentro de No terramoto de 1975 - a notável obra do meu irmão Tomás que Rui Ramos considerou «o mais importante e interessante livro escrito sobre a revolução por ocasião dos seus 50 anos» - é um episódio que, apesar de noticiado à época, não mereceu atenção. Em resumo - porque tudo está relatado e bem documentado no livro -, em 1975 os trabalhadores metalúrgicos da Molaflex, assistindo à degradação da empresa desde que o seu patrão - o meu Pai, Ruy Höfle de Araújo Moreira - fora preso há mais de cem dias por Eurico Corvacho - o gauleiter do Conselho de Revolução para o Norte - pronunciaram-se pacificamente contra a detenção à porta do Quartel de Santo Ovídio, no Porto.


Convocada pela comissão de trabalhadores da empresa, a manifestação foi violentamente reprimida pelos militares. O meu Pai, que estava em isolamento e não poderia conhecer ou tampouco incentivar o protesto, foi transferido para Lisboa pela calada da noite. Durante dias, a família não soube do seu paradeiro. Os partidos democráticos, que se opunham ao jugo gonçalvista, ficaram em silêncio.

O livro faz justiça aos que desmentiram a ‘luta de classes’, contextualizando as circunstâncias históricas em que se deu a detenção arbitrária do meu Pai e descrevendo as tentativas vãs de o envolverem numa conjura em que nunca participou. Sim, o meu Pai fez parte dos que bem cedo denunciaram que a revolução havia sido capturada por quem tinha como missão oferecer Angola aos soviéticos, coletivizar a economia e controlar os movimentos sociais. Mas essa denúncia não constituía crime

E, quando ficou claro que era inocente, mantiveram-no preso com o objetivo de atingir a sua empresa. À libertação tardia seguir-se-ia um incêndio na Molaflex por fogo posto, que interrompeu a produção por largos meses e coincidiu com um atentado bombista à casa de família.

Cinquenta anos depois, a história oficial só nos fala da rede bombista de direita, só nos narra histórias em que os trabalhadores se revoltaram contra os patrões capitalistas e só nos faz crer que, por seremos livres, temos uma dívida para com militares que traíram e envergonharam a farda. Mas, na verdade, somos livres apesar deles e graças aos que combateram os seus desmandos.

Os piores ‘orientaram-se’: Corvacho e Rosa Coutinho montaram um chorudo negócio de import/export com Angola, cobrando ao MPLA pelos serviços prestados. 
Já o esbirro que ainda hoje se vangloria de ter detido o meu Pai, de seu nome Boaventura Ferreira, acabaria condecorado por Marcelo com a Ordem da Liberdade
Esse ‘herói’ entrou no gabinete do meu Pai para o prender sem mandado de captura e com capangas armados até aos dentes. Encontrou-o a trabalhar, pois recusara-se a fugir mesmo sabendo que a canalha o ia prender.

Os empresários do antigo regime que fugiram, e viram as suas grandes empresas nacionalizadas, refizeram os negócios à custa de indemnizações compensatórias e de novos privilégios corporativos, enquanto o meu Pai e tantos outros tiveram de resgatar as suas empresas intervencionadas ou sabotadas por comunistas e pela soldadesca a soldo. Não beneficiaram de apoios e foram esmagados pela falta de crédito, dada a má vontade e incompetência dos bancários da banca nacionalizada, que depois se converteram ao capitalismo e se transformaram em banqueiros de sucesso.

Ao nosso Pai nem sequer lhe pediram desculpa pelo cativeiro, pelo dano físico e moral, pelo insulto, pelo impacto na família, pela destruição patrimonial. Os trabalhadores, que o acolheram com foguetes no dia em que regressou, mantiveram o seu emprego, mas a empresa nunca recuperou a pujança do passado. E o meu Pai nunca mais voltou a ser o mesmo: perdeu a saúde e o otimismo mas uniu-nos a todos, de dentes cerrados, até ao fim.

Agora, o Tomás faz-lhe justiça, com sobriedade e sem comiseração. Na apresentação do livro revi muitos dos antigos trabalhadores, que encontro quando vou a São João da Madeira ou à nossa quinta em Milheirós, ali ao lado. 
Para eles, serei sempre, e com orgulho, ‘o filho do senhor Ruy’. 
Os netos e bisnetos do meu Pai, que não o conheceram, e os que lerem o livro perceberão por que razão será sempre o nosso querido herói. 
Cinquenta anos depois, quando tudo parece esquecido neste país anestesiado pelos supostos brandos costumes, é importante que haja pessoas como o Tomás para tratar da amnésia
CULTURA
(Mensagem - Fernando Pessoa)

AC

 
AC

CAMINHADA   NOTURNA

O VENDAVAL FEZ ENCURTAR A CAMINHADA, QUE RAIO DE VENTO, VÁ PARA O DIABO QUE O CARREGUE.


AC

E  ENTÃO
Que o Irão não possa ter acesso a um programa de enriquecimento nuclear com a mínima hipótese de vir a ser convertido para finalidades militares é algo indiscutível. 
Já acho mais estranho que ninguém se interrogue sobre as 90 ogivas nucleares que Israel possui. 
Não são um perigo? (Francisco Seixas da Costa)

- Plenamente de acordo. Irão adquirir capacidade nuclear militar NÃO.

- Qualquer ogiva nuclear é um perigo para a humanidade.

- Tenho as maiores dúvidas que Israel tenha 90 ogivas; que tem ogivas nucleares há muito parece certo; agora dizer que são 90, ou SÓ 90, parece-me imprudente; pessoalmente admito que sejam bem mais e não devem estar escondidas num só local. 

- Este senhor embaixador jubilado e ex-secretário de Estado de governos socialistas podia ter acrescentado por exemplo, 
- que Bibi e os ortodoxos com maior influência em Israel não são gente/ flor que se cheire (é a minha opinião),
- que Israel (que eu saiba) não tem na sua estratégia /política externa/ planos militares ANIQUILAR o Irão, ou Iraque, ou Jordânia, ou Líbano, ou Síria, ou Iémen,
- que Israel está farto de ser continuamente bombardeado por exemplo pelo Hamas, pelo Hesbolath, ou Houtis "proxies" alimentados pelo Irão há décadas,
- contrariamente, o Irão tem como objectivo confessado riscar Israel do mapa, coisa que faz toda a diferença.

AC
13  ABRIL  2026
Dia Internacional do Beijo
> 1743 - Nasce Thomas Jefferson
> 1846 - Inauguração do Teatro Nacional D. Maria II
> 1943 - Salazar promulga a Lei de Nacionalização de Capitais
> 1970 - Um tanque de oxigénio da Apolo XIII explode
> 1995 - Vila Nova de Foz Côa, manifestação contra a construção da barragem 
AC

domingo, 12 de abril de 2026

NOITE  A  CHEGAR

AC

TAKE . . . . TAKES . . . . 

Creio não estar muito enganado que nestas coisas de filmes, filmagens para cinema há uma sucessão de TAKES . . . . vão-se filmando cenas que no final se juntam e dá filme.

Creio que é mais ou menos isto.

Estou a referir isto porque ontem e neste Domingo houve /há mais uma sucessão de TAKES  ou melhor, não é bem uma sucessão, é tudo em catadupa, quase não dá para acabar de ponderar com calma qual o significado real, concreto, do anteriormente dito para as TV.

Estamos assim numa sucessão rápida de TAKES . . . . ou melhor, Trump 1, Trump 2, Trump 3, Trump 4, Trump 5, Trump 6, Trump 7, Trump 8, Trump 9, Trump 10, Trump 11, Trump 12, Trump 13, Trump 14, Trump 15, . . . . Trump 295 . . . . . Trump 518, . . . . 

Enfim, onde é que vamos parar?

AC

M U S E U 
Parte do espólio do museu dentro do Centro Cultural em Idanha-a-Nova.
AC

" Deixa as vaidades,

que da mão à boca

sabor se troca,

trocam-se as vontades;

essas vãs saudades

armadas no ar

que podem durar?

(Francisco de Sá de Miranda) 

AC

Um PENEDO Que É Um Autêntico ABCESSO

Quando numa das ruelas mais exíguas da aldeia olho para este penedo parcialmente aproveitado para construir uma casa ocorre-me sempre a palavra - abcesso!

E remete-me, também, para a quantidade de - abcessos - que se amontoam na sociedade portuguesa.
Não há dentistas que cheguem para os tratar!
Continuamos desgraçados.

AC
Caso Montepio

Tomás Correia escapa a julgamento pelos crimes de abuso de confiança e branqueamento de capitais.

Tribunal entendeu que não havia indícios de crime nos factos apontados ao ex-líder do Montepio, aos ex-gestores do Finibanco Angola e a dois empresários, num prejuízo de 30,9 milhões de euros.

Oh minhas senhoras e meus senhores, esperavam diferente?

Em Portugal, nestas coisas da banca nunca há indícios de crime.
No nosso clima, com o calor, naturalmente que não só a água se evapora. 
Os milhões evaporam-se, também, é da natureza!

Da natureza das coisas em Portugal, evidentemente!

E nada de fazer maus juízos sobre certas pessoas, porque se forem ver bem, a fundo investigado, todo o património de certas pessoas em Portugal e mesmo em legais e ilegais offshorezinhos vê-se que foi adquirido na exacta medida dos rendimentos legalmente auferidos.

Bom dia, tenham um bom e Santo Domingo.
Saúde, boa sorte e muita paciência para aturar isto.

AC

" Saudade que eu nem sei de onde me vem. . .

Talvez de ti, ó Noite. . . Ou de ninguém!. . . 

Que eu nunca sei quem sou, nem o que tenho!"

(Florbela Espanca)

AC

Oh  PÁ . . . . . que AZAR . . . . .

"Maior flotilha de sempre parte domingo de Barcelona com 70 barcos rumo a Gaza"


Que azar, atrasei-me . . já não consegui lugar . . . . que azar . . . .
AC
PRESIDENTE  da  REPÚBLICA

O Presidente da República entrou no Palácio de Belém em 9 de Março passado e contrariamente aos seus antecessores a sua equipa não está constituída, finalizada.

Presumo que no respeitante à Casa Militar o processo foi rápido, está concluído, pois no dia 9 de Março já de fez acompanhar pelo chefe da Casa militar e ajudante. 
Presumo que tem já todos os ajudantes e que o pessoal administrativo da Casa Militar de Marcelo possa ter transitado para a de Seguro. 

Quanto à Casa Civil creio que falta escolher/ nomear alguns elementos e concreta e nomeadamente o Chefe da Casa Civil.

O tempo (8FEV - 9MAR) terá sido curto, mas creio sobretudo que Seguro estará a tentar não meter dentro de casa gente espião de outrem. Não será fácil.

Quando se olha para o "sítio" de Belém vemos por exemplo isto.
Depois vemos muitas explicações sobre funções e responsabilidades dos vários órgãos de apoio e do próprio Presidente.

Do passado, nunca os antecessores de Seguro publicaram no "sítio" da Presidência o elenco completo das Casas Civil e Militar (que se sabia quem eram os chefes) e dos diferentes assessores/ consultores.

António José Seguro podia acabar com essa nebulosidade.

A bem da transparência que sistematicamente tem invocado, essa lista devia ser pública, para qualquer cidadão saber quem aconselha directamente o Presidente. 
O Presidente podia começar por aqui o seu "modo transparência"!

AC
12  ABRIL  2026
> 1894 - Nasce Francisco Craveiro Lopes
> 1919 - Fundada a Bauhaus
> 1945 - Faleceu Franklin D. Roosevelt
> 1961 - Abrilada de Júlio Botelho Moniz fracassada
> 1961 - Yuri Gagarin entra no espaço e completa a órbita terrestre
> 1979 - A bandeira dos Açores é oficialmente hasteada pela primeira vez
> 1981 - Lançada a Space Shuttle Columbia
> 2011 - A Troika (FMI, BCE e Comissão Europeia) chegam a Portugal
AC

sábado, 11 de abril de 2026

PATRIMÓNIO  IMATERIAL
CULTURA  POPULAR,  MUSICA  POPULAR

Na tarde de 11 de Abril do ano em curso, estiveram/ actuaram separados e em conjunto no Centro Cultural de Idanha-a-Nova  representações, da Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro do Montijo (que celebrará este ano 172 anos de existência), do rancho folclórico da aldeia de Monsanto e as adufeiras de Idanha-a-Nova.
Deixo alguns breves testemunhos de uma bela tarde de cultura popular/ música popular/ património imaterial.
AC

 
AC