"BENDITOS OS QUE NÃO CONFIAM A VIDA A NINGUÉM"
(Bernardo Soares)
AC
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
A PROPÓSITO DE QUESTÕES SOCIAIS
Em Portugal (como lá fora em muitos países, mas o que me interessa é sobretudo cá dentro) persiste (se não é que se está a agravar) esta mania de esconder problemas, de não ponderar, avaliar com rigor e verdade e decência e dignidade, muitos dos problemas sociais que nos afligem.
E desta forma, crescentemente, se foi alimentando as ideias extremistas, se foi criando e alimentando e engrossando por exemplo o Chega, no que teve papel determinante o político que conseguiu ser ainda pior que Sócrates.
Político que, como sempre fez na vida, olha para o lado e assobia com aquele sorriso alvar como se nada tivesse a ver com o que mais desgraçadamente foi acontecendo a Portugal nos últimos anos.
Há quem defenda que a imigração é absolutamente necessária, por razões várias, desde laboral, cultural, e até para salvar o dinheirinho da segurança social.
Seres humanos viverem (???) apinhados em contentores, ou em quartos, isso não interessa para nada.
Somos uma sociedade aberta, cosmopolita, inclusiva, multicultural etc e, portanto, que importa:
- seres humanos amontoados aqui e ali, desde Lisboa e outras cidades aos campos por todo o país
- certos empreendedores (???) na agricultura ou na construção civil abusarem de tudo e mais alguma coisa
- haver tráfico de seres humanos
- haver gente a conduzir (???) centenas de TVDE (desde carros de gama alta a Fiat Panda, de onde vem dinheiro para isso tudo?) que nem respeitam por exemplo as regras de circulação nas rotundas
- haver centenas na apanha das amêijoas do Tejo nas barbas da Polícia Marítima ou da GNR, sendo irrelevante para os nosso poderes públicos as inerentes questões de saúde pública, ou fuga aos impostos
- e uma longa fila de ETC.
A vida não é preto e branco, nem é tudo igual em todo o lado ao mesmo tempo.
REPUBLICANDO
Os AMIGOS, a AMIZADE
Os amigos revelam-se
Pode ser esclarecedor recordar que o termo latino para a amizade, amicitia, deriva da raiz am, que no latim popular designa "mãe" (amma).
A etimologia da amizade reenvia-nos, assim, não para uma qualquer experiência casual, mas para a memória daquela afeição primeira que estrutura silenciosamente a existência.
Por isso, na sua espantosa leveza e sem alardes, a amizade dialoga com coisas muito fundas dentro de nós: faz-nos reviver o primeiro amor com que fomos (ou não fomos) amados; toca as nossas feridas, mesmo as que não conseguimos verbalizar; transmite-nos confiança para sermos o que somos e como somos; estimula-nos a progredir vida fora.
Nem todas as nossas amizades chegam a tomar consciência da extraordinária viagem interior que as mobiliza.
Porém, mesmo quando a amizade parece simplesmente prosaica, é este programa que realiza, pois há sempre um instante em que os verdadeiros amigos se revelam como aqueles que estão dispostos a acompanhar-nos aconteça o que acontecer.
Não esperamos nada dos nossos amigos, e essa franqueza é fundamental. Mas, não esperando nada, esperamos tudo, na medida em que a sua existência nos permite existir.
A doçura da amizade é equivalente a esse seu rigor mais infrangível: o meu amigo é este próximo que não deixa de ser distante.
Mas é também o distante que sabe tornar-se próximo e intimo. Por isso, não é a posse que conta na amizade, mas a feição, a dádiva atuada no desprendimento.
(José Tolentino de Mendonça)
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Ao olhar a realidade da vida este texto dá que pensar.
Olho o presente, contabilizo o passado no que a amizades diz respeito.
Pessoas conhecidas tenho imensas.
No plano profissional conheço dezenas e dezenas dos acima do curso de formação, e tenho também presente muitos dos 3 cursos abaixo do meu. É muita gente melhor, já menos pois a lei da vida tem ceifado muita gente, ainda que resistam uns quantos acima dos 90 anos.
No plano social conheço gente que nunca mais acaba. Só no âmbito da medicina e da enfermagem e como aqui por mais de uma vez referi conheço directamente muita gente e superficialmente uns quantos por intermédio daqueles.
Natal de quê? De quem?