terça-feira, 30 de junho de 2026

CURIOSO . . . 

Alemanha e Japão derrotados (futebolês) quase ao mesmo tempo.

Como me lembraram, não acontecia desde 1945.

Ainda que pouco ligue ao futebolês, ao olhar para esta curiosidade estou a recordar que no passado nós (Portugal) fomos neutrais.

Será que no próximo jogo iremos acompanhar os agora desgostosos Japão e Alemanha ? Sim, recordem-se, neutrais, mas estivemos dos dois lados 😳😳😳😳😳

AC

"  BE   YOURSELF   NO   MATHER   WHAT   THEY   SAY  "


António Cabral (AC)

O L H A . . . . .  

Olha, ao passar os olhos pelas gordas, concretamente começando pelo "Público", dei de caras com notícias curiosas, uma nada  surpreendente como é o caso da linha ferroviária no Alentejo que aguarda certificação e outras um pouco surpreendentes.

Destas chamou-me à atenção que na área do "futebolês" na América a Alemanha e a Holanda já foram mandadas para casa, com o carinho do Paraguai e Marrocos.

Faz-lhes bem. Quanto à Alemanha há que alterar o ditado, deve passar a ser assim: jogam onze contra onze e no fim a Alemanha não ganha como esteve habituada.

Bem faço eu não ver a bola nos poucos jogos que deram nos canais comuns (não tenho os outros). Claro que fiquei satisfeito por ainda lá estarmos e satisfeito ficarei se continuarem. Aguardemos.

AC

SÓ  PARA  RECORDAR . . . . 
Que a par de muitas coisas boas algumas houve lamentáveis.
E isto não é nenhum ataque.

Vivo e sinto-me muito bem neste regime de direito democrático.

Mas lamento muito as crescentes desigualdades sociais, e ver muitos a servirem-se dos cargos, em vez de servirem a sociedade, pois para isso foram/ são eleitos.

AC
Carneiro promete revisão dos estatutos para "muito breve" e vê PS "unido e coeso"
"Queria deixar-vos ficar, ao fim deste ano de liderança do PS, uma palavra de gratidão porque, pese embora uma ou outra divergência, eu tenho contado com o PS unido e coeso", disse José Luís Carneiro

A realidade presente, no PS, será exactamente assim como se lê nesta notícia?

Por exemplo, dizer agora que promete para breve a revisão dos estatutos quererá dizer que - eu já tinha começado mas encontrei algumas divergências por exemplo quanto ao canal de denúncias e às incompatibilidades !

Quanto a unido e coeso será que é bem assim ? Aguardemos!

AC
JUSTIÇA  à  PORTUGUESA

Há os casos mediáticos. 
Há os milhares e milhares de outros casos de que pouco ou nadinha se sabe publicamente.

Há os crimes de colarinho branco, corrupção nas mais diversas formas, branqueamento de capitais, fuga a impostos, roubos, homicídios, violação da propriedade privada, violência doméstica, tráfico de seres humanos, destruição de bens públicos, processos administrativos os mais diversos, etc.

Há o Supremo Tribunal de Justiça, os vários tribunais, e a maravilhosa pirâmide dos tribunais administrativos que é verdadeiramente uma coisa inacreditável, albergando processos por 10 ou mais anos.

Conheço um caso concreto do foro administrativo, em que eu e outros pusemos o Estado em tribunal em 2019, e até agora é como se nada tivéssemos feito.
Uma pouca-vergonha.

Com escassas excepções, a pouca-vergonha é basicamente a mesma em todo o lado do sistema de justiça nacional, pouca-vergonha de todos os profissionais do sistema de justiça: juízes, magistrados do MP, advogados, funcionários dos tribunais, polícias de investigação, Conselho Superior da Magistratura, etc.

A magistrada Maria José Fernandes apontou recentemente o caso BES para criticar o reduzido número de inquéritos e os prazos legais que a maioria considera meramente indicativos, um ridículo detalhe. 
Atreveu-se a senhora a dizer que dos processos mais simples há montanhas inacabados por todos os cantos do sistema.

Eu creio que era mais bem dito assim: uma descarada ausência de vergonha na cara, para não dizer uma descarada ausência de tudo.

A procuradora-geral jubilada Maria José Fernandes criticou a falta de cumprimento dos prazos dos inquéritos por juízes e procuradores.
Lá está, no mínimo, uma descarada ausência de vergonha na cara.  

Em tempos a senhora criticou o andamento do processo Operação Influencer em que Costa esteve ou está embrulhado e foi a sua tábua de salvação para se pirar. 
Só malvados como ela eu e outros é que olhamos para o recente exemplo vindo de Espanha. 
O que se passa com Sócrates e Salgado e os outros é que está certo, não o que se passa em Espanha. Nada de pressas.

A senhora referiu a questão de prazos legais aplicáveis aos juízes e  aos procuradores do MP e, DIGO EU, os tribunais e o MP borrifam-se para o cumprimento disso. Ninguém lhes vai à mão.

Lembro-me de ver em tempos nos jornais notícias sobre as classificações dos juízes. Praticamente tudo muito bom.
O caso de Ivo Rosa é curioso, com várias decisões suas sobre Sócrates chumbadas no Tribunal da Relação e vejam lá onde já vai na carreira.

A dita procuradora insistiu e insiste em coisas que não lembra o diabo: análises criteriosas, rapidez processual, método no trabalho de investigação, formação profissional, métodos adequados, gestão de tempos, treinar disciplina.

A procuradora está doida, só pode!

Bom dia, tenham uma boa 3ª Feira.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida. 
Cuidado com o calor que está a começar a apertar.
Boa sorte, felicidades.

António Cabral (AC)

 AC

VINHO  DO  PORTO
Sou pouco dado a bebidas alcoólicas.
Não bebo Gin, vermutes, licores, aguardentes, etc.
Mas bebo ás vezes um copo de vinho sobretudo ao almoço, quase sempre tinto.

No Sábado passado fui menos cuidadoso, pois houve almoço em casa melhorado, com a presença do filho mais novo + filha do coração (nora) e netos, pelo que deu para evento mais reforçado em todos os aspectos.
Tendo em conta o menu e o calor foi um bom branco fresco.

Às vezes bebo aquilo que chamo refresco de whisky (muita água da torneira um bocadinho de whisky de boa qualidade).

Mas vem isto a propósito do assunto em título.
Raramente bebo vinho do Porto.
Aqui em casa não tenho uma única garrafa.

Na casa da aldeia tenho uma que me foi oferecida por um grande amigo (e sei que é muito cara), está por abrir há talvez 4 ou 5 anos, é daquelas de se lhe tirar o chapéu. 
Presumo que lhe custou pouco pois ele tem grandes conhecimentos no meio.
Tenho outra que abri há talvez 5 meses e nunca mais lhe toquei até ao dia em que me lembrei (há pouco mais de duas semanas e fui ver: claro, boa para bolos.

Com o intuito de outrem não cair nos mesmos erros deixo aqui o essencial (disponível nos sítios adequados) sobre o tema. 
De que eu devia ter tido presente sobretudo no respeitante a conservação.

AC
 
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As categorias especiais do vinho do Porto são o resultado de uma seleção rigorosa de uvas, vinificação criteriosa, envelhecimentos diversificados e - acima de tudo - da arte do "Blend".

Criar um lote equilibrado, com identidade, consistência e capacidade de envelhecimento é um trabalho que exige experiência e precisão. É este domínio técnico - o Blend - que permite ao vinho do Porto manter um estilo próprio e reconhecível em qualquer parte do mundo.

Late Bottled Vintage (LBV)

Designado por LBV, este tipo de vinho do Porto provém de uma única vindima, sendo engarrafado mais tarde do que o Vintage. É fruto de uma seleção de cuidadosa de uvas e representa uma alternativa acessível, pronta a consumir, mas com elevada complexidade.

Origem: Vinho de uma só colheita.

Estágio: A certificação no IVDP, IP, ocorre entre 01 de março a 31 dezembro do 4º ano após a vindima, mas pode ser engarrafado até 31 de Dezembro do 6º ano após a vindima. 
O envelhecimento ocorre em madeira (normalmente de grandes dimensões) ou recipiente inerte.

Perfil: Cor intensa, aromas de frutos maduros e especiarias, corpo estruturado.

Classificação qualitativa mínima exigida na Câmara de Provadores: Elevada (Nota 8 em 10)

Estilos possíveis:
Filtrado: Pronto a consumir, não foi elaborado para envelhecer em garrafa, embora possa acontecer.
Não filtrado: Pode evoluir em garrafa; forma depósito. Poderá aparecer no rótulo “Unfiltered”.

Menções tradicionais associadas: "Bottle Matured", "Envelhecido em Garrafa" (facultativas, mas possíveis se estiverem cumpridos os requisitos).

Crusted

Uma das categorias menos conhecidas, mas com características únicas. Representa uma alternativa mais acessível ao Vintage, com estilo semelhante.Origem: Blend de diferentes colheitas, de elevada qualidade.

Estágio: Envelhecimento obrigatório em garrafa durante um mínimo de 3 anos.

Perfil: Vinho retinto, encorpado, com formação de depósito (“crosta”) característica.

Classificação qualitativa mínima exigida na Câmara de Provadores: Elevada (Nota 8 em 10)

Menções tradicionais associadas: "Bottle Matured", "Envelhecido em Garrafa".

Vintage

O Vintage é considerado o expoente máximo da qualidade num vinho do Porto. Resulta da escolha de uvas de excecional qualidade oriundas de uma só vindima.Origem: Proveniente de uma única colheita.

Estágio: A certificação no IVDP, IP, ocorre entre Janeiro e Junho do 2º ano após a vindima, mas pode ser engarrafado até 30 de Julho do 3º ano após a vindima. O envelhecimento prévio ao engarrafamento ocorre em madeira (normalmente de grandes dimensões) ou recipiente inerte. Após o engarrafamento estes vinhos podem evoluir lentamente durante décadas.

Perfil: Vinho retinto, encorpado, de estrutura sólida, com potencial de envelhecimento notável. Apresenta aromas intensos de fruta preta, notas florais, taninos robustos e grande concentração

Estilo de envelhecimento: Redutivo, em garrafa.

Classificação qualitativa mínima exigida na Câmara de Provadores: Excecional (Nota 9 em 10)Outras particularidades: Indicação obrigatória do ano da colheita; apenas pode ser comercializado a partir de 1 de maio do 2.º ano a contar da respetiva vindima.

Indicação de Idade (10, 20, 30, 40, 50, 80 anos e VVO)

São vinhos obtidos por lotação de vinhos de diversos anos que estagiaram em madeira, de forma a conseguir -se complementaridade de características organoléticas referentes à idade constate nos rótulos. Quanto maior a idade, maior a complexidade.Origem: Blend criterioso de vários vinhos envelhecidos em madeira (normalmente pipas)
Estágio: Prolongado em madeira (pipas), sob rigoroso controlo
Perfil: A complexidade e a profundidade aromática aumentam com a idade. Vinhos com 10 anos são mais vibrantes; vinhos com 30 ou 40 anos exibem notas intensas de nozes, café, toffee e figos secos.
Classificação qualitativa mínima exigida na Câmara de Provadores:

Elevada (Nota 8 em 10) para vinhos entre 10 e 50 Anos

Excecional (Nota 9 em 10) para 80 anos e VVO (Very Very Old).Designação VVO: Usada para vinhos com mais de 80 anos de envelhecimento em madeira (sem indicação da idade no rótulo).

Colheita

O Porto Colheita resulta igualmente de uma só vindima, envelhecendo durante longos anos em madeira, adquirindo assim características organoléticas semelhantes aos vinhos com indicação de idade.Origem: Única colheita.
Estágio: Mínimo de 7 anos em madeira (a partir de 1 de setembro do segundo ano após a vindima).
Perfil: Notas de frutos secos, casca de laranja, especiarias.
Classificação qualitativa mínima exigida na Câmara de Provadores: Elevada (Nota 8 em 10)
Menções tradicionais associadas:Para vinhos com mais de 30 anos de envelhecimento.
Rotulagem: Indicação obrigatória do ano da colheita e do ano de engarrafamento.

Garrafeira

Uma das categorias mais raras e singulares do Vinho do Porto. Este pode ser Tinto ou Branco.Origem: Proveniente de uma só colheita, de elevada qualidade.

Estágio:Em madeira: entre 4 a 8 anos.
Posteriormente em vidro: mínimo 15 anos.

Perfil: Notas oxidativas delicadas, complexidade aromática, taninos polidos, evolução singular.

Classificação qualitativa mínima exigida na Câmara de Provadores: Elevada (Nota 8 em 10)

Menções adicionais:"Velho"/"Old": se tiver mais de 20 anos.
"Muito Velho"/"Very Old": se tiver mais de 30 anos.
Rotulagem: Deve indicar o ano da colheita e o ano de engarrafamento fina
l.

Reserva Ruby, Reserva Tawny e Reserva Branco

Categoria aplicável aos estilos Ruby, Tawny e Branco, que apresentem qualidade superior.

Origem: Blend de vinhos de diferentes colheitas.

Estágio: Mínimo de 6 anos em madeira para as designações Reserva Tawny ou Reserva Branco.
Sem obrigatoriedade mínima para Reserva Ruby, mas sujeito a aprovação qualitativa por parte do IVDP.

Perfil:Ruby Reserva: cor intensa, fruta madura, taninos presentes.
Tawny Reserva: notas oxidativas suaves, frutos secos, compotas e especiarias.
Branco Reserva: complexidade aromática, equilíbrio entre frescura e doçura.

Classificação qualitativa mínima exigida na Câmara de Provadores: Muito Boa (Nota 7 em 10)
Menções adicionais permitidas: "Special", "Finest" (uma apenas, e se aplicável)



No que respeita a beber, estas são as indicações profissionais.

Antes da refeição

As amêndoas torradas, o salmão fumado, ameixas ou tâmaras secas servidas antes de uma refeição, combinam na perfeição com Porto Branco, servido fresco. 
O Porto Branco Seco, quando servido com água tónica, gelo e uma rodela de limão num copo alto, o “PORTONIC”, é um fantástico aperitivo! 

Se a opção for servir um paté, os Tawnies 10 anos, são uma excelente escolha! Estes também, assim como os Tawnies Reserva podem ser servidos frescos ou com uma pedra de gelo, em convívio com amigos ou durante o verão.

Durante a refeição

Enquanto saboreamos pratos magníficos, podemos acompanhá-los com uma variedade de estilos de Vinho do Porto. 
Se as refeições forem leves, à base de saladas ou peixes gordos grelhados como o salmão, o Porto Branco continua a ser uma excelente escolha. Este vinho combina ainda com sopas à base de natas. 

Se as entradas incluírem queijos fortes ou patés, os Tawnies 10 anos refrescados devem ser escolhidos, assim como se os frutos secos, como as nozes também fizerem parte do prato. 

Nos assados e bifes com molhos intensos com pimentas ou algumas especiarias, o LVB é opção ideal para o acompanhamento, equilibrando a intensidade de sabores.

No final da refeição


À sobremesa, momento de excelência para saborear Vinho do Porto, sucedem-se as oportunidades de harmonia com frutas, doces e queijos. Os bolos e mousses de chocolate ligam harmoniosamente com LBV ou Vintages jovens e frutados. 

Os sabores intensos da doçaria conventual (com açúcar e ovos na sua base) são realçados pelos sabores delicados dos Tawnies 10 e 20 anos. 

Escolher uma salada de frutas, leite creme ou uma tarte de amêndoas, sobremesas menos intensas, requer uma harmonização com um Tawny mais jovem como o Reserva Tawny ou o Tawny 10 anos, assim como gelados de baunilha ou frutos secos. Neste caso os vinhos devem servir-se frios, para acompanhar as temperaturas dos gelados. 

Se a opção na sobremesa for um cheesecake, ou queijos de pasta mole e intensidade média, então a escolha deve recair sobre um Ruby Reserva ou um LBV. 

Se os queijos forem mais intensos ou de pasta mais dura, então a opção deve recair em vinhos do estilo Tawny mais velhos como o 20 anos.

Depois da refeição

Prova que os vinhos do Porto acompanham todos os momentos de uma refeição, quando se concentrar no seu charuto acompanhe-o com um Vintage velho. 
Estes vinhos também são excelentes para se apreciarem sozinhos, após uma decantação cuidadosa. 

Para o café, um Tawny 20 anos ou mais velho é a harmonia perfeita. Estes vinhos de lote, como os 30 anos e mais de 40 anos, proporcionam, por si sós, experiências intensas quando servidos ligeiramente frescos, para que possa apreciar os aromas plenamente. 

Os Colheita, embora possam ser apreciados sós, podem combinar com as sobremesas recomendadas para os Tawnies, dependendo da sua idade.

Conservação

Depois de aberta a garrafa de Vinho do Porto, a sua conservação dependerá da categoria de Vinho do Porto e do local onde será guardada. 
Os tempos abaixo sugeridos servem como orientação, pelo que não se pretende afirmar que o vinho se deteriora completamente, mas que vai havendo uma lenta evolução que leva à perda das características sensoriais originais.

Vintage - 1 a 2 dias
LBV -  4 a 5 dias
Crusted -  4 a 5 dias
Ruby / Ruby Reserva -  8 a 10 dias
Tawny / Tawny Reserva - 3 a 4 semanas

Tawny com Indicação de Idade (10/20/30/40) - Entre 1 a 4 meses (os mais novos menos tempo, os mais velhos mais tempo)

Brancos com indicação de idade (10/20/30/40) - Entre 1 a 4 meses (os mais novos menos tempo, os mais velhos mais tempo)

Colheita - Entre 1 a 4 meses (os mais novos menos tempo, os mais velhos mais tempo)

Brancos “standard” dependente do estilo: 
Moderno (frescos e frutados) - 8/10 dias; 
Tradicionais (estilo oxidativo) - 15/20 dias

Temperaturas de serviço
Porto Rosé 4ºC
Porto Branco 6-10ºC
Porto estilo Ruby 12-16ºC
Porto estilo Tawny 10-14ºC

FESTAS  de  S. PEDRO - Procissão  Noturna
Procissão, noite de 29 Junho 2026
AC
Livre admite ter Tavares como candidato a primeiro-ministro
Partido não exclui ter Tavares como representante nas próximas legislativas. Oposição acredita que continuará a ser o "porta-voz informal" do Livre e questiona a popularidade de Jorge Pinto
.

Respeito, SEMPRE, as opiniões de outrem.
Depois, concordo, discordo, comento se me apetecer.

Esta notícia sugere-me dizer o seguinte - É mesmo do que Portugal mais precisa. 
LIVRE ? Livra!

AC
30  JUNHO  2026
> 1487 - Primeira vez que se imprime um livro em Portugal
> 1669 - Tratado de Aliança e Comércio com a Holanda
> 1793 - Inaugurado o Teatro Nacional de S. Carlos
> 1871 - Nasce Alfredo da Silva
> 1972 - Banquete do século, no grémio Literário, por ocasião do seu 125º aniversário
> 1997 - Último dia do Reino Unido em Hong Kong
> 2024 - Faleceu o pintor e escultor Manuel Gargaleiro
AC

segunda-feira, 29 de junho de 2026

 FESTAS  SÃO  PEDRO 

AC

FOTOGRAFIA

Gostava de ter sido o fotógrafo

AC 
Acidentes  Marítimos
Diz habitualmente o ser humano: "não devia acontecer". 

MAS ACONTECE, como infelizmente acontecem muitas coisas, no País e no estrangeiro, INDESEJÁVEIS, mas acontecem !
AC

Com a devida vénia, partilho um texto que me chegou ao conhecimento e com o qual concordo.
E atrevo-me a sublinhar o que me lembra o descambar completo da sociedade muito por culpa dos sucessivos governantes sobretudo a partir de meados dos anos 80 do século passado e com especial ênfase para o Guterrismo, Socretismo e Costismo.

Bom dia, bom início de semana.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades.

António Cabral (AC)


OS ERROS DO ACORDO ORTOGRÁFICO ENTRE UNIFICAÇÃO E EMPOBRECIMENTO


Pluricentrismo significa respeitar e cultivar cada variante sem as apagar

Preservar o «tu» e o «vós» não é saudosismo;
é o último dique contra a proletarização da língua,
que a quer arrastar para o pântano dos incultos.

O Acordo Ortográfico (AO) de 1990 apresenta problemas sérios, pois corresponde a um apagamento de distinções semânticas e, como tal, a um empobrecimento da língua portuguesa que possui grande riqueza de diversificações e especificações...

Assim ao eliminar o “c” mudo em “facto” (que no Brasil passaria a “fato”), o AO não resolve a ambiguidade! Pelo contrário, cria-a onde ela não existia em Portugal. E, para quê? Para poupar uma letra que não se pronuncia? Isso não é simplificação, é achatamento. Por que razão há de Portugal aceitar um empobrecimento semântico...

O AO90, a exemplo das seguintes palavras (receção, recepcção e ressecção), ao eliminar as consoantes mudas (neste caso, o "p" e o "c") torna-se num Busílis para o próprio AO...

Antes do acordo tínhamos em Portugal e no brasil a mesma palavra recepção para designar o acto de receber e recessão para designar crise económica. Recessão passou a ler-se e a ouvir-se exatamente igual a receção em Portugal...

Também introduziu profundas incongruências e assimetrias no uso do hífen e na queda de acentos...

Agora, usa-se a palavra “para” tanto para a preposição (vou para casa) como para o verbo (ele para o carro). Também aqui se revela a incongruência do acordo que eliminou o acento em para (verbo), mas decidiu manter o acento diferencial no verbo pôr (para distinguir da preposição por) e em pôde (passado, para distinguir de pode no presente).

Na poesia e na literatura em geral o leitor vive da polissemia (múltiplos sentidos), do duplo sentido, do subentendido e do ritmo. Ao retirar acentos diferenciais e mudar grafias, o acordo mutilou intencionalmente a capacidade de o autor criar ambiguidades artísticas controladas...

O AO deveria ter sido facultativo ou, pelo menos, ter preservado grafias duplas (como o “c” e “p” mudos) como variantes aceites. A imposição de uma única grafia em nome da “unidade” sacrificou a riqueza interna da língua e o que mais entristece, professores como eu, é que o acordo revela ter sido mais fruto de ideologia do que de ciência.

A questão mais grave é a erosão das pessoas verbais

O problema não reside apenas no Acordo Ortográfico, que regula apenas a escrita e não a oralidade, mas numa tendência sociolinguística mais ampla. Em Portugal, essa tendência tem sido acelerada pelo próprio AO e pela exposição mediática ao português do Brasil (telenovelas, YouTube, redes sociais), favorecendo a grafia brasileira em detrimento da europeia. Este enviesamento é reforçado no dia a dia pelos corretores automáticos, que, ao seguirem a norma brasileira, nos impõem sugestões abrasileiradas e a poder de tanta insistência até os mais cautelosos acabam por seguir.

O desaparecimento do “vós”

O “vós” já estava em declínio em Portugal do centro sul, mas mantinha-se na língua culta do norte, em registos formais, na liturgia, na literatura, na jurisprudência e em algumas regiões como Trás-os-Montes.

Hoje, muitas crianças portuguesas nunca aprendem a conjugar o “vós”. Os manuais escolares ainda o ensinam, mas na prática usam-se estruturas como “vocês” + verbo na 3ª pessoa do plural. Isto revela também descuido na formação dos professores que confundem língua viva com espírito do tempo.

E porque é empobrecedor? O “vós” é a 2ª pessoa do plural que é simétrica ao “ihr” do alemão, ao “vos” do latim, ao “vous” do francês. Perdê-lo significa perder uma distinção gramatical útil (diferenciar um grupo de interlocutores de um grupo de terceiros).

A substituição do “tu” por “você” (ou pelo “tu” com verbo na 3ª pessoa)

Em Portugal, o “tu” ainda é muito usado no Norte e em contextos informais. Mas, por influência brasileira (onde “você” domina, e o “tu” aparece muitas vezes com verbo errado do tipo “tu faz”), já se ouve em Lisboa jovens a usar “você” ou mesmo “tu” com o verbo na 3ª pessoa (“tu fez”, “tu comeu”). Isso é uma perda de clareza morfológica. Interessante seria também um estudo sobre reimportação do “você” dos emigrantes do norte de Portugal para o Brasil e que agora é reimportado de maneira a diminuir a riqueza da língua.

O argumento do alemão e do latim contra o empobrecimento da riqueza verbal

O alemão mantém as seis pessoas (ich, du, er/sie/es; wir, ihr, sie). O latim idem. O português europeu tradicional (antes do acordo) também: eu, tu, ele/ela/você, nós, vós, eles/elas/vocês.

Quando se elimina o “vós” e se reduz o “tu” a uma forma ambígua (que muitas vezes é substituída por “você”, que é 3ª pessoa), o sistema fica assim:

1ª sing: eu

2ª sing: (desaparece ou funde-se com a 3ª)

3ª sing: ele/ela/você

1ª plur: nós

2ª plur: (desaparece, usa-se “vocês” = 3ª plur)

3ª plur: eles/elas/vocês

Isto significa que perdemos a simetria entre as pessoas do singular e do plural. Um aluno alemão que aprende “du” e “ihr” fica confuso: em português de Portugal abrasileirado, passa a não haver correspondente claro para “ihr” (seria “vós”… mas quase ninguém usa) nem para “du” (se o “tu” está a ser substituído por “você” que gramaticalmente é 3ª pessoa).

A tendência não só empobrece a língua como dificulta o seu ensino a estrangeiros cuja língua materna preserva a riqueza da distinção paradigmática.

O que pode ser feito?

Além das razões óbvias apresentadas e no sentido de não transpor emoções de um lado e do outro importaria ter ainda em conta algumas nuances:

De facto, o Acordo Ortográfico não obriga ninguém a abandonar o “vós” ou o “tu”, que é um fenómeno social, mas as autoridades não são inocentes ao descuidarem a qualidade da língua e até em promover o seu empobrecimento...

Também a influência brasileira não é unilateral porque também no Brasil há movimentos de valorização do “tu” (no Sul e no Norte do Brasil usa-se “tu” com conjugação certa: “tu fazes”)...

Revela-se absolutamente necessário manter o ensino explícito do «tu» e do «vós» com as respetivas conjugações corretas, em vez de ceder a uma ideologia que procura proletarizar a linguagem, rebaixando-a ao nível dos que estão alheios à cultura…….

Portugal não tem de falar como o Brasil. O pluricentrismo significa respeitar e cultivar cada variante, mas não as apagar...

António da Cunha Duarte Justo
FESTAS  de  SÃO  PEDRO
AC 
Não recordo onde vi a frase que se segue:
"The smaller the country, the more complicated its political system"
Cada vez mais me parece assentar como uma luva sobre este trucidado País.
AC

PORTUGAL  -  EUA  -  PORTUGAL

Portugal e os EUA nas duas guerras mundiais:
a procura do plano bi-lateral
Socorrendo-me sobretudo de um estudo de José Medeiros Ferreira (JMF, Doutor em História Institucional e Política, infelizmente já não entre nós) de que acima mostro o início, voltei a debruçar-me sobre aspectos das relações entre o nosso país e os EUA, particularmente quanto à questão dos Açores / base das Lajes.

De algum modo conexo com isso há a questão/ criação da Fundação Luso-Americana sediada em Lisboa, cuja criação creio não assentar exactamente na narrativa habitualmente divulgada, nem quanto aos créditos de que alguns importantes se reclamavam. 
Dos dois ou três que assistiram à conversa inicial num certo gabinete, poucos são os vivos que (como é muito costume) não falam e deixam que continue a narrativa que, tanto quanto saber, não é completamente exacta.

Mas vamos ao que antecede o presente
E o presente a que me refiro é o conjunto de episódios e declarações anteriores e subsequentes aos aviões americanos que recentemente estacionaram nas Lajes para os bombardeamentos sobre o Irão.

O que antecede é exactamente o que o estudo de JMF aborda e explica e é muito interessante.
E que devia ser tido em conta no tempo contemporâneo.
Mas que, de uma ponta a outra, creio que ou desconhecem ou. . . 

No decreto referido na página da segunda fotografia havia um 4º artigo sobre o direito ao comércio (sobretudo comércio marítimo) lícito da potência declarada como neutral, direito sobretudo consagrado na Conferência de Paris de 1856 que terminou com a guerra da Crimeia.
Portugal usou largamente este direito.

Um aspecto interessante /curioso é o do reconhecimento imediato da I República por parte dos EUA.
O reconhecimento aconteceu mal a Constituinte proclamou o regime como Republicano. Aliás, havia uma instrução do Departamento de Estado dos EUA para tal acontecer logo que a Constituinte confirmasse o regime.
A 3 de Agosto de 1911 o representante dos EUA apresentou credenciais ao nosso Presidente da República.

O Reino Unido demorou mais tempo a reconhecer a I República.

Em 25 de Julho de 1917 chegaram 5 navios de guerra americanos à ilha de S. Miguel.
A este acontecimento seguiram-se depois outros, e outros pedidos americanos.
Mas o governo nacional de então antes de dar respostas aos EUA envolveu nos assuntos o Reino Unido.
É um aspecto interessante da diplomacia nacional.

Data portanto da I GG o início de concessão de facilidades nos Açores aos EUA.
A diplomacia nacional ao tempo de Salazar geriu as respostas às pretensões americanas da mesma maneira que décadas atrás, envolvendo sempre o Reino Unido nos assuntos.

JMF explica que com a chegada da II GG os Açores vão ser encarados pelas potências marítimas de duas formas:
- como fronteira entre o "perturbador continental" e as potências marítimas,
- ou, mais tarde, como zona de articulação entre as margens do Atlântico.

Neste âmbito, JMF recorda as memórias de Churchill e as suas várias descrições sobre o esforço de guerra, e concretamente sobre os comboios marítimos e as rotas diferentes tomadas em função designadamente da cobertura aérea disponível ou não.
Os americanos foram os primeiros a apreciar a importância dos Açores para a sua aviação.

JMF recorda também o papel de Humberto Delgado em apoio aos estudos americanos e ingleses para escolha/ definição da localização das diferentes facilidades, por exemplo pistas / aeroportos.

JMF explica um certo atraso verificado na implementação das facilidades nos Açores. 
Isso deveu-se ao facto das potências marítimas quererem primeiro assegurar-se da impossibilidade da Alemanha nazi invadir a Península Ibérica. 
Daí a guerra no Norte de África, e as vitórias dos aliados. 
Com derrota nazi ficou claro um certo enfraquecimento do poderio nazi.
Ocorrem por outro lado intensas negociações com Lisboa em 1943.

As facilidade concedidas na ilha de Sta Maria ficaram ligadas ao problema de Timor-Leste ocupada pelos japoneses.
A negociação diplomática para a cedência da Base das Lajes foi sobretudo feita com Londres mas veio a ser Washington a mais decisivamente utilizar as facilidades na ilha.

Em 28 de Novembro de 1944 foi assinado um acordo Portugal-EUA para a construção de um aeroporto na ilha de Sta Maria. 
Conexo com isto, acordado que os EUA garantiria que Timor -Leste regressaria à posse de Portugal.

Durante a II GG os Açores foram encarados também como um "teatro de refúgio".
As facilidades nos Açores tiveram características que se mantiveram depois da guerra.

Os Açores sempre foram encarados pelos EUA depois da II GG como importante base. 
Um estudo militar americano de 19 de Outubro de 1945 incluiu os Açores no conjunto das "Primary Base Áreas" a estabelecer em várias partes do planeta.

Em 2 de Junho de 1946 o aeroporto de Sta Maria regressou ao controlo português.
Em 3 de Julho de 1947 iniciaram-se conversações oficiais para a continuação de facilidades na base das Lajes.
Em 5 de Janeiro de 1951 foi assinado um novo acordo.
Daí para cá sabe-se o fundamental do que se passou antes e depois de 1974.

Os presidentes americanos sucederam-se. 
O Congresso (Senado + Câmara de Representantes) teve maiorias diferentes ao longo do tempo.
A tecnologia aumentou e continua a aumentar a permanência no ar sem reabastecimento de aeronaves e "veículos não tripulados/ drones".

Os interesses americanos variaram alguma coisa ao longo dos últimos 80 anos.
A localização geográfica dos Açores é a mesma.

António Cabral (AC)
29  JUNHO  2026
DIA DE SÃO PEDRO
Feriado Municipal Évora, Montijo, Alfândega da Fé
> 1641 - Tratado de aliança com a Suécia
> 1847 - Assinada a Convenção do Gramido, pondo fim à guerra da Patuleia entre Setembristas e Cartistas
> 1900 - Nasce Antoine de Saint - Exupéry
> 1939 - Primeiro voo comercial entre os EUA e Europa
> 1974 - Bailarino russo Mikhail Baryshinikov deserta
> 1986 - Campeonato do Mundo de Futebol, Argentina vence Alemanha por 3-2
> 2007 - Apple lança o seu primeiro telemóvel, o iPhone
> 2018 - António Vitorino eleito para chefiar a Organização Internacional das Migrações
AC

domingo, 28 de junho de 2026

"  BE   YOURSELF   NO   MATHER   WHAT   THEY   SAY  "

António Cabral (AC)