Chapéus há muitos
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
domingo, 8 de fevereiro de 2026
Hoje, como sempre, falo para todos vós.
Mas falo, em especial, para os que perderam familiares e próximos, os que ficaram sem casa ou sem casa com condições para nela viverem, os que perderam culturas agrícolas, lojas, oficinas, fábricas, os que ficaram dias e noites sem água, luz, telefone, os que viram florestas vergarem, os que sofreram e sofrem cheias imprevisíveis, os que desanimaram, tiveram medo, se sentiram isolados, angustiados ou desesperados.
Para essas centenas de milhares, em cidades, vilas, aldeias, lugares, casas perdidas nas serras.
A todos vós e a todos que vos têm dado o que podem e não podem, agradeço a resistência, a coragem, a determinação de não ceder, de não desistir, de não largar um centímetro do que é vosso.
A todos vós agradeço a resposta dada no dia 1, quatro dias apenas depois da calamidade de 28 de janeiro.
A vossa resposta foi votarem. Votarem em massa. E, também, nas áreas devastadas. Também no voto antecipado.
Tal como há cinco anos foi votarem em pandemia, em todo o País, sem vacinas, com hospitais a transbordarem, com mortes a subirem, com contágios a galoparem.
Somos assim há novecentos anos. E por isso somos das Pátrias, das Nações, mais antigas da Europa e do Mundo.
Nascemos para resistirmos e resistirmos até vencermos. Somos um país de lutadores.
Votar amanhã é como votar na pandemia, em estado de emergência, ou, agora, quatro dias depois da tragédia.
Votar amanhã chama-se vencer a calamidade e refazer o nosso futuro.
Votar amanhã chama-se liberdade.
Votar amanhã chama-se Democracia.
Votar amanhã chama-se, acima de tudo, Portugal!"
A PROPÓSITO
Ver o contínuo papaguear de encomendações bizarras as quais nem devem entender, observar anos a fio retóricas indecorosas, leva-me a gritar socorro. Mas não há quem me/ nos valha.
Passam décadas e persiste este anacronismo de martelar as pessoas com mentiras sobre quase tudo o mais em sociedade.
Cada um de nós, conscientemente, devia fazer o possível para se informar como se vive no país, TODO, como e de que vivem as suas classes sociais, quais os objectivos de cada grupo no contexto da sociedade. O que nos foi brutalmente recordado pela natureza devia ser um bom guias, para olhar o nosso mapa e contar as localidades em cada um dos 308 concelhos. E interrogar-se, sobre o que está vazio, em muitos casos de pessoas. Vazio de multibanco, mercearia, talho, papelaria, sapateiro, barbearia, farmácia, lojas, escola, GNR, etc.
Certeiro, António Aleixo por exemplo afirmava,
“Coitado do Mentiroso, mente uma vez, mente sempre. Mesmo que fale verdade todos lhe dizem que mente”,
ou
“prá mentira ser segura e atingir profundidade tem de trazer à mistura qualquer coisa de verdade”.
Como Agostinho da Silva, eu também já - “não corro como corria, nem salto como saltava, mas vejo mais do que via, e sonho mais que sonhava”.
Sonho, tenho esperança, de ainda em vida começar a ver menos pantomineiros nos poderes públicos.
Cada vez mais convicto estou: "Homens de poucas e coerentes palavras são muito provavelmente os melhores homens".
E não mentem.
Nem com reizinhos que por aí vão continuando, se vão substituindo.
AC
Estive a reler coisas de um velho Soarista dos primeiros tempos.
“A estratégia de Mário Soares foi sempre localizar o PS ao centro, ter a noção de que o perigo era a extrema-direita e, por isso, logo no segundo governo chegou ao pé de mim e disse: 'Vou fazer uma aliança com o CDS'”, conta. António Campos lembra que, na altura, chamou maluco a Mário Soares, mas que ele argumentou que precisava de fazer essa aliança porque o perigo em Portugal era a mentalidade de 48 anos de fascismo. Pediu ajuda a António Campos, na altura coordenador do partido, para trazer para o partido pessoas da ala esquerda, entre elas Jorge Sampaio. “Em 15 dias eles inscreveram-se no partido”, recorda.
António Campos é crítico das políticas de António Costa, que considera ser o responsável pelo crescimento do Chega. ”O Costa criou o Chega e este [Pedro Nuno Santos] pôs o Chega como líder da oposição em Portugal”, lamenta.
O histórico socialista, que recusou estar presente nas comemorações dos 50 anos do partido celebradas há dois anos, acusa António Costa, “com quem teve guerras e chegou a cortar relações”, de também ter conseguido destruir a esquerda. “O doutor Cunhal considerava que o PS era o inimigo, mas com ele conseguimos criar o Serviço Nacional de Saúde e Mário Soares foi eleito Presidente da República”, afirma. “O que o Costa fez foi acabar com isso tudo e passar os eleitores do PCP para o Chega”.
Quanto aos cenários de governabilidade, António Campos espera “que o PS se porte bem“ e acredita que quem for eleito secretário-geral do partido será uma questão de tempo até chegar a primeiro-ministro. ”Mas se tiver cabeça, pensar no país e pensar na democracia em Portugal”, adverte.
sábado, 7 de fevereiro de 2026
Centro do Montijo, Sábado, 7 de Fevereiro, cerca das 0930 da manhã.
Há várias rotundas e partes de ruas da cidade e estradas exteriores cheias de água.
Sendo embora resultado de chuva intensa que aqui cai há horas, é coisa ligeiríssima sem importância alguma comparando com as tragédias em tantos locais do país. Por aqui se pode imaginar a catástrofe.
António Cabral (AC)
SAUDADE
Saudades de entes familiares que "descansam" longe!
Saudades de um dia de Sol!
Saudades da decência na vida política.
Saudades do tempo que já se foi!
Saudades das minhas caminhadas na natureza que a natureza tem interrompido!
Aqui está uma manhã horrível, chove imenso, com pouco vento.
Tenham o melhor Sábado possível.
Saúde e boa sorte.
António Cabral (AC)
ESTOU a REFLECTIR para 8 FEVEREIRO, mas estou ansioso, muito…………. . ,
porque não sei quantos destes votaram por antecipação,
porque desconheço o sentido do voto deles ou se ficaram em casa,
porque não sei se os que forem às urnas no Domingo votarão de facto em concordância com os seus múltiplos anúncios sobre a intenção de voto (sublinhadas as pessoas verdadeiramente importantes):
Cristina Ferreira, Rui Vilar, António Costa, o sr António da drogaria, directores de jornais, Ferro Rodrigues, José Sócrates, Mário Centeno, Miguel Sousa Tavares, Ana Sá Lopes, directores de rádios, Passos Coelho, o guarda noturno da minha zona, Catarina Martins, António Guterres, Francisco Louçã, João Jardim, Fernanda Câncio, o Pai Natal, Mariana Mortágua, Marcos Perestrelo, Rodrigo Guedes de Carvalho, chefias das ordens profissionais, Maria de Lurdes Rodrigues, António Guterres, o sr Francisco pintor, directores de revistas, Rui Ramos, Relvas, os 4 chefes militares, o chefe do SEF/AIMA, Nuno Rogeiro, José Mourinho, Maria da Graça Carvalho, Durão Barroso, a Ana cabeleireira, Santana Lopes, o director da PJ, o PGR, os juízes do tribunal Constitucional, António Vitorino, Paulo Raimundo, Azeredo Lopes, as chefias da GNR e da PSP, Rui Moreira, a Etelvina varredoura da câmara municipal, Fernando Medina, o Zé das iscas, Rui Rio, Augusto Santos Silva, Ana Gomes, André Ventura, Seixas da Costa, Edite Estrela, Isabel Moreira, Jerónimo de Sousa, o Zé da papelaria dos jornais, Carlos Carvalhas, Nicolau Santos, José Manuel Pureza, Brilhante Dias, presidentes de sindicatos, Marcelo Rebelo de Sousa, juízes do Tribunal de Contas, Castro Almeida, António Lobo Xavier, Arménio Santos, o carteiro da minha zona, Carlos Daniel, Paulo Baldaia, Pedro Delgado Alves, Clara de Sousa, Mário Zambujal, Bataglia, Francisco César, Paulo Portas, Ricardo Salgado, o meu barbeiro, Duarte Lima, Jorge Jesus, Mariana Vieira da Silva, Vieira da Silva, Pacheco Pereira, Maria Lúcia Amaral, Armando Vara, Ricardo Araújo Pereira, o canalizador José Luís, João Galamba, Mário Centeno, Graça Freitas, Marta Temido, Isaltino de Morais, Armando Vara, João Leão, Pedro Duarte, Pedro Marques, Duarte de Bragança, a senhora Luísa da praça, Marisa Matias, Carlos César, Paulo Campos, Cavaco Silva, Eduardo Catroga, Capoulas Santos, o António dos Petiscos, Vital Moreira, Américo Aguiar, a Aninhas do peixe, Daniel Oliveira, Bagão Felix, Sampaio da Nóvoa, Tino de Rans, Pedro Nuno Santos, Vasco Lourenço, Inês Sousa Real, Vital Moreira, Nuno Vasconcelos, Rui Rangel, António Mexia, Marinho Pinto, Marques Mendes, a D. Fátima modista, o cardeal patriarca, a Sandra da pastelaria, Manuel Alegre, Mourato Nunes, Jorge Lacão, o coveiro lá na aldeia, Cristiano Ronaldo, Ramalho Eanes, Padre Melícias, João Oliveira, Sousa e Castro, João Soares, Eduardo Cabrita, o meu sapateiro, Rui Paula, Pedro Simas, o calceteiro da câmara, Ribau Esteves, Bruno de Carvalho, João Miguel Tavares, Paulo Rangel, Leitão Amaro, Rui Costa, Varandas, Rui Moreira, e tantos mais.
ESTOU A REFLECTIR . . . . . . . . . PROFUNDAMENTE!
ACREDITEM, É MESMO VERDADE.
ESTOU A REFLECTIR COMO MANDA A LEI.
REFLECTIR, REFLECTIR, REFLECTIR, REFLECTIR.
António Cabral (AC)





