terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

 ÁS  0800 H Estava um CAPACETE  TERRÍVEL

Depois levantou, mas não passou disto.
As minhas chaminés (chapéus metálicos verde, telhado ao meio) bem perscrutavam o horizonte, mas foi o dia todo assim.

Há coisas incomensuravelmente bem piores, portanto esteve excelente.

AC

"BREVE  O  DIA,  BREVE  O  ANO,  BREVE  TUDO"

(Fernando Pessoa)

AC 

FIM . . . PRINCÍPIO . . . REORIENTAÇÃO . . . O  COSTUME !

1. Com o fim da guerra colonial/ do ultramar/ em África e o fim do sistema político então vigente/ regime do Estado Novo, seria de esperar o princípio de uma nova era e, nomeadamente, uma compreensível reorientação designadamente da política de defesa nacional com inerentes reflexos na defesa militar.

Desses reflexos sobre a defesa militar deveriam resultar consequências  diversas na organização militar, no seu funcionamento, nos sistemas de forças, no equipamento, na instrução, no ensino, no treino, na preparação para novas missões.
Curiosamente, a primeira lei que foi designada de "Lei de Defesa Nacional e das Forças Armadas" é de 29 de Dezembro 1982. 
Repito, 29 de Dezembro de 1982

1982 - 1974 = 8 anos !

2. Com o fim da chamada guerra fria e da base ideológica em que assentava, e o sucessivo desenvolvimento na Europa Ocidental (CEE /UE) seria de esperar uma nova definição da política de defesa nacional com inerentes reflexos na defesa militar.
Portanto, um repensar profundo sobre a defesa nacional e sobre um dos seus pilares, o pilar militar - Forças Armadas. 
Portanto, um repensar enorme e uma enorme reorganização.

E, em consequência, o decorrer dos anos viu passar: revisões do Conceito Estratégico de Defesa Nacional (por acaso o que vigora creio que é de 2013 !?!?!?), do conceito estratégico militar, a definição de novas missões para as Forças Armadas, novos sistemas de forças, e novo dispositivo militar.

Claro que, como sempre, a descolonização, o fim da guerra fria, a CEE primeiro a UE depois criaram como de costume a noção de um mundo idílico, e uma nova ordem internacional. Vê-se!

A defesa nacional é um direito e um dever fundamental.
De 1982 até ao presente tivemos várias produções legislativas.  
Mais recentemente, a Lei de Defesa Nacional /Lei Orgânica nº 3/2021 e a Lei Orgânica de Bases da Organização das Forças Amadas / Leu Orgânica nº2 de 2021, respeitantes à defesa militar do país, creio que são as que vigoram.

3. A realidade é que passaram 51 anos e o que no essencial os sucessivos governos têm feito é asfixiar financeiramente as Forças Armadas, e criar condições péssimas de atractividade para a vida militar, além de reduções de recursos humanos que muitos consideram ter atingido níveis críticos. Objectivo: sempre o que ter menos despesa.

Adicionalmente, trataram de politizar a nomeação das chefias militares. Foi em 1994. E o PS tratou de aperfeiçoar a coisa.

Sim pode dizer-se que vieram há poucos anos 2 novos submarinos etc.
Mas a realidade é que continua a não se enfrentar a questão para mim fulcral: QUE FORÇAS ARMADAS deve Portugal ter, tendo presente a geografia do país, tratados e acordos, as ZEE e a jurisdição que sobre elas temos. E já agora tendo presente a realidade observada nos "vários sítios calmos" à superfície da Terra.

4. Temos então,
FIM . . . PRINCÍPIO . . . REORIENTAÇÃO . . . O  COSTUME !

Método replicável em outros sectores. Voltarei ao "método"
AC

Um canto da minha Secretária

Com adereços muito mas muito antigos, do avô da minha mulher, excepto a minha Montblanc Meisterstuck 149, e o mata-borrão com punho de prata que era do meu pai.

Bom dia.
Tenham uma boa 3ª Feira. Saúde e boa sorte
AC

DEPOIS DE OUVIR CERTAS PERSONAGENS
AC 
APENAS,  Nada   de  Abuso . . . .
AC

AC

 "NADA  É  POSSÍVEL  SEM  PESSOAS,  MAS  NADA  PERDURA  SEM  INSTITUIÇÕES"

(atribuído a Jean Monnet)

AC

17  FEVEREIRO  2026
> 1843 - Porto, inauguração da ponte D. Maria II
> 1909 - Faleceu o chefe índio Jerónimo
> 1986 - Acto Único Europeu (17, 18 Fevereiro)
> 1989 - Início do julgamento de Maria Branca dos Santos, a banqueira do povo
AC
CATÁSTROFE
PACOTE de APOIOS,  RESULTADOS
Onde estão os Resultados?

A 28 de Janeiro passado começou a desabar sobre Portugal uma catástrofe das piores até hoje.
Começou a desabar sobre centenas de milhar de portugueses uma TRAGÉDIA incalculável.

Creio que a 26 de Janeiro se estimava já com segurança a chegada de horríveis tempestades, comboios de chuva, e outras coisas com nomes estranhos.
Explicações científicas várias, que pouco ou nada dizem a 99,5 % dos portugueses.

A partir dessa data desabaram realidades brutais, como inundações brutais, cheias brutais, destruições brutais, desabamentos e desmoronamentos vários por todo o lado, mortes trágicas de vários portugueses, telhados desaparecidos, telhados parcialmente destruídos, casas arrasadas, empresas/ fábricas/ armazéns/ edifícios diversos arrasados ou parcialmente destruídos, animais mortos, estradas parcial ou completamente destruídas, bens das pessoas totalmente destruídos, etc. etc. etc. etc.

A 2 de Fevereiro passado ou seja 7 dias depois, o governo formalmente em exercício de funções anunciou um pacote de apoios para pessoas e empresas no valor de 2,5 mil milhões de Euros.
O governo anunciou também a criação da uma Estrutura de Missão liderada pelo autarca Paulo Fernandes. 
Uma estrutura a juntar às anteriores, a juntar a estudos, a juntar a grupos de trabalho, a juntar a comissões, a juntar a "task forces", a juntar ao esterco habitual. O costume!

No dia 8 de Fevereiro António José Seguro passou de cidadão candidato a Presidente da República eleito.
Na noite vencedora, no seu discurso de vitória, que globalmente me pareceu um discurso equilibrado, o Presidente eleito declarou que logo que empossado irá ver se os apoios começaram de facto a chegar às pessoas.

Nas vésperas de 8 de Fevereiro, Luís Montenegro anunciou o número de empresas que já tinha acedido / que já se tinham inscrito para os apoios.

Em 11 de Fevereiro o Presidente eleito começou a trabalhar em Queluz certamente com pelo menos dois objectivos: 
- fazer convites, construir/ estruturar as suas casas civil e militar,
- ir anotando tudo o que se está a passar no país, com o governo, com os partidos de oposição, com as instituições, e delinear as suas acções designadamente para as primeiras semanas como Presidente, e lá para 6 de Março começar a esboçar o discurso de posse.

Em 11 de Fevereiro, todos os políticos excepto os do PSD, começaram a clamar - onde estão os apoios passados que estão 9 dias sobre o anúncio do pacote de apoios?

Em 11 de Fevereiro, todos os políticos excepto os do PSD se regozijaram com o pedido de demissão da inarrável ministra da administração interna. 
Todos eles se regozijaram com a evidência por eles detectada de que o governo falhou, está a falhar. 
Quanto a alguns quase me fica a sensação que se regozijaram com as desgraças alheias e o falhanço do Estado/ governo/ proteção civil.

Em 11 de Fevereiro, começaram a ser mais verbalizados na praça pública as iras as zangas e as perguntas como, onde estão os resultados? 
Quem é que já recebeu os apoios prometidos, qual o valor pago e executado? 
Quantas casas já foram reconstruídas? 
Ou quantas empresas já aderiram ao lay off simplificado? 
Quantos empregos foram preservados? 

Estas respostas são necessárias, dizem alguns. Serão.
Perguntas certamente legítimas vindas até de pessoas usualmente moderadas (incluindo jornalistas como Luís Rosa) na apreciação das coisas, pondo de lado ideologias e sectarismos.

Esta é a cronologia até 11 de Fevereiro, dia em que um dique no Mondego colapsou.

De 11 de Fevereiro até ao presente houve a angústia em Coimbra e para jusante, que não se concretizou, começou a chover menos, as populações angustiadas a confirmar as enormes perdas.

Agora alguma observações.

Já o escrevi aqui antes, creio que o governo reagiu tarde, e presumo que sobretudo por responsabilidade directa da senhora ex-MAI, mas Luís Montenegro devia ter tido mais "olho". É formalmente o primeiro responsável. Parece que se esquece muito disso.

Outras observações:
* Marcelo e governo nitidamente atarantados com a dimensão da tragédia a que os acontecimentos em Alcácer do Sal Leiria Coimbra e Montemor-o-Velho deram acrescida dimensão; daí, também, distribuir garrafas de vinho com "obrigado".

* a presidente da Câmara de Coimbra mostrou-se nesses momentos  avassaladores uma competente dirigente, sem papas na língua,  moderada, assertiva, pragmática.

* os seus camaradas de partido, Carneiro, Delgado Alves, Brilhante, e outros devem ter ficado irritadíssimos com o que ela disse, com frontalidade, acerca da acção e colaboração do governo.

* os seus camaradas de partido como um certo Pinto ainda mais irritados devem ter ficado quando ela disse que o Exército e os fuzileiros a contactaram directamente logo de início.

* a fazer fé em dois ex-bastonários da ordem dos engenheiros em que um deles foi até dirigente máximo do importante mas esvaziado LNEC, e se não me engano em reproduzir o que ouvi da boca deles, em 2001 a extinção do Instituto da Água é capaz de ter sido errada.

* mais errado ainda outra coisa, que a "obra" do Mondego (dezenas e dezenas de Km de diques e outras infra-estruturas), não tenha uma gestão idêntica à existente por exemplo em Alqueva; pior ainda, que rupturas de 2021 não tenham originado uma avaliação séria de todo esse sistema.

* eloquente que no "sistema" muitos dos ditos sifões estejam basicamente inoperacionais porque entupidos!

* pelas notícias, há já uma lista imensa de pedidos de ajuda no âmbito dos apoios para já definidos; mas a realidade é que as coisas demoram tempo. As seguradoras a fazer a análise da activação dos seguros, demora desesperante mas creio que não deve ser fácil fazer esses relatórios, pois por exemplo, um telhado destruído porque era antigo suportado em vigas de madeira, é razoável que seja recuperado com  estrutura de metal leve como actualmente se faz em muitos casos e, portanto, é necessário quantificar custos e verificar se a casa aguenta a nova estrutura.

* O que quero dizer com o exemplo acima é que é forçosamente  demorado fazer a avaliação técnica para recuperar com os materiais  actuais casas, armazéns, estufas, fábricas, muros etc.

* A destruição (nada comparável com as tragédias que são triste notícia há mais de 15 dias nas TV) que tenho observado em partes dos concelhos de Castelo Branco e Idanha-a-Nova é elevada, em muros, postes, sinalética diversa, cablagens de comunicações, linhas de transporte de energia, danos e buracos em ruas e estradas, arvoredo, propriedades agrícolas. 

* A contabilização final/ total dos prejuízos do Minho ao Algarve será certamente monstruosa.

Finalmente e por agora, a burocracia no Estado é de facto coisa terrível, tremenda mas, por outro lado tem ensinamentos curiosos: houve quem estivesse em calamidade há pouco mais de 15 dias, mas a calamidade já passou.

Não levem a mal, mas não por ser Carnaval, não levem a mal porque é Portugal

António Cabral (AC)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

 

AC

A PROPÓSITO de QUESTÕES AMBIENTAIS . . .
AC
Vista de Longe

AC
A  PROPÓSITO . . . . . 
A propósito de coisas da vida e de sempre.

Na vida, em todas as sociedades à superfície terrestre, há muita coisa que acontece no recato dos escritórios, no recato dos hotéis, no recato dos salões reservados, no recato das propriedades privadas, no recato de certas associações reservadas, no recato dos palácios, no recato das sumptuosas habitações de certos senhores, no recato das alcovas, etc.

Por isso é difícil provar que ocorreu isto e aquilo.
Por isso se passam anos e séculos e as coisas sucedem-se.
Por isso alguns, hoje, quando acusados de algo, não explicam o que sempre foram fazendo, por exemplo como facilitadores.

E a propósito do que sempre se passou, temos por exemplo o assédio. O assédio praticado por uns quantos mas, no presente, também, o assédio praticado por umas quantas. Deixemo-nos de fantasias, de exclusivos.
O assédio sexual.

Indo até ao início dos anos 50 do século passado, por exemplo na Beira-Baixa, praticou-se até aí, de vez em quando, sem ser a norma mas casos, o direito de pernada?

Vem nos livros que isso terá sido um costume particularmente em voga na idade média, porventura praticado durante muito mais tempo, porventura até tempos contemporâneos.
Terá sido praticado muitas vezes no âmbito da escravatura.
Supostas tradições.

O "direito de pernada" concederia ao senhor feudal o direito de ter relações sexuais com a noiva de um servo na véspera noite de núpcias.
É norma isso ser considerado mito, sem provas históricas, e certamente que não terá havido norma legal em país nenhum.

O que não invalida que fosse frequentemente praticado. UM ABUSO!

Claro que não se consegue provar que na Beira-Baixa (ou em qualquer outra área do mundo) como insinuo acima, até muito tarde, tenha havido casos de recurso ao direito de pernada: um "senhor" poderoso ter relações sexuais com uma jovem humilde na noite anterior ao seu casamento.  

Certamente casuístico, e obviamente um ABUSO repugnante, nunca um direito.

Mas lá está, recorrendo aos espanhóis - não acredito em bruxas mas que há . . . há - e a realidade é que havendo como havia grandes senhoriais, proprietários de quase toda a região (Beira-Baixa), portanto os empregadores maiores na altura, não custa a crer que por vezes o mito possa ter sido ocasionalmente convertido em realidade.

Lembrei-me disto não propriamente pelo que décadas atrás ouvi de anciãos, mas particularmente por causa de um artigo de João Miguel Tavares (JMT) publicado em 7 de Fevereiro do corrente no jornal Público.
Sobre assédio sexual e o partido Iniciativa Liberal (IL).

JMT começa o artigo com a pergunta; "porque é que a IL admitiu agora que teve queixas por assédio sexual, nenhuma contra Cotrim de Figueiredo, não fez essa declaração/ confissão antes da primeira volta da eleições presidenciais?"

JMT não dá a explicação para o atraso de quase 3 anos da confissão da IL mas não é preciso ter mais que o 4º ano de escolaridade para tirar a conclusão óbvia.

JMT termina o artigo afirmando - Uma omissão mentirosa, acompanhada de ameaça judicial. É muito feio

É uma educada e ligeira conclusão que acompanhou com - então a IL serve para quê?

Estamos no campo do costume: assédio sexual, mentira, opacidade, descarada ausência de vergonha na cara sempre da parte de quem mais pode.

Há dias, Margarida Davim escrevia na Visão - . . . "ele a mim nunca me fez nada", como se fosse preciso que o fizesse a todas para ser verdade que o fez a alguém" . . . 

Direito de pernada
Nunca houve, muito menos em Portugal, muito menos na Beira-Baixa.

Bom dia, bom início de semana.
Saúde e boa sorte

António Cabral (AC)

 AC

A  PROPÓSITO  de  QUEM  VAI   PAGAR . . . . . 

A propósito de ruptura da A1 na zona de Coimbra mas sobretudo a propósito de quem vai pagar as obras de reposição da normalidade na A1 dei-me ao trabalho de passar os olhos por alguma legislação e até li com algum detalhe a Resolução do Conselho de Ministros (socialista) n.º 39/99, de 6 de Maio.

Não sou jurista nem nada que se pareça, mas a conclusão que tiro é que a BRISA foi alienada por governos socialistas.
Não estou a dizer que foi bem ou mal decidido vender/ privatizar a BRISA, não tenho competências rigorosas para me pronunciar, estou apenas a referir um facto.

Se vi bem a alienação da BRISA começou em 1997.
Se me apercebi bem há contractos de concessão desde 1997 até pelo menos 2009. Certamente por inépcia minha não dei com actualizações recentes: será que houve?

O meu ponto é este: não demorarão a aparecer certas personagens a insurgir-se contra o que creio virá a ocorrer: o governo assumir uma grande parte dos custos de reposição da normalidade naquele troço da A1.

Esta questão mete muito "juridiquês, e não me vou maçar mais.
Aguardemos.
AC
NÃO  DESISTO
NÃO  DESISTO,  NÃO  ME  CALO
AC 
16  FEVEREIRO  2026
> 1267 - Assinatura da Convenção de Badajoz, fixando fronteiras entre Portugal e Espanha, definindo o Algarve como parte de Portugal
> 1279 - Faleceu D. Afonso III
> 1773 - Abolida a distinção entre cristãos velhos e novos
> 1906 - Vários jornais apreendidos por críticas ao governo da Monarquia
> 1925 - Nasce Carlos Paredes
> 1935 - Nasce Sony Bono
> 1957 - Isabel II inicia visita a Portugal
> 1986 - Mário Soares torna-se Presidente da República
> 2021 - Faleceu Carmen Dolores
AC