ESCOLHAS, ESCOLHAS REVELADORASNo nosso começo não escolhemos, nem pais, nem local de nascimento, nem cor dos olhos, nem sexo, nem pigmentação da pele, etc.
A nossa vida tem diversas fases e em todas elas temos de fazer escolhas.
Escolhemos de mútuo acordo parceiro para casar (no meu caso parceira, a minha querida mulher).
Antes disso, escolhemos mais ou menos a meio do ensino secundário a área de ensino que queremos prosseguir e daí futura licenciatura, e para esta escolhe-se estabelecimento de ensino público ou privado.
Ou não se escolhe e vai-se trabalhar.
Com alguma sorte escolhe-se emprego.
Escolhem-se amigos, escolhem-se lugares no comboio, autocarro, avião, no cinema, no pavilhão desportivo.
Escolhe-se restaurante e mesa onde sentar, supermercado, farmácia, pastelaria, papelaria, oficina para reparar carro, loja de electrodomésticos, sapataria, sapateiro, biblioteca, padaria, relojoeiro, lugar da praça, peixeiro, fornecedor de energia, telefones, etc.
Nas férias escolhe-se sair ou ficar em casa, onde ir, onde ficar, o que ver, o que ler, o que gastar, as estradas a percorrer, etc.
Na vida profissional escolhem-se ou não colaboradores, assessores, subordinados, chefias intermédias, etc.
Na vida política o mesmo se passa.
No nosso caso temos políticos que arrotam constantemente postas de pescada quanto à necessidade de transparência na vida pública, no serviço à República, mas depois . . . . .
Por exemplo, o actual inquilino em Belém batalhou imenso nesta tecla da transparência bem antes de ganhar a eleição e depois tomar posse como Presidente da República.
Quanto a transparência eu gostava que o Presidente da República fosse bem transparente quanto à sua casa militar e casa civil.
Não me refiro ao quadro de pessoal que existe no Palácio de Belém, e em que a esmagadora maioria transita de PR para PR, como os funcionários administrativos, informáticos, jardineiros, condutores, pessoal de segurança, pessoal de manutenção do palácio, etc.
Não, refiro-me ao pessoal que é determinante.
Salvo melhor opinião, tal como sabemos quem são todos os deputados, todos os membros dos governos, e depois podemos perceber melhor certas coisas, devia estar no sítio da Presidência a identificação de quem é o chefe da Casa Civil (parece que finalmente é uma senhora), e quem são os diversos assessores.
Chefe de protocolo de Estado e secretária geral da Presidência parece manterem-se.
Quanto à Casa Militar devia estar identificado o chefe da Casa Militar (sim já apareceu na TV) e quem são os assessores militares e outros e a sua origem.
E tal como para a Presidência da República, devia estar claro e listado quem integra o Conselho de Estado, e quem integra o Conselho Superior de Defesa Nacional. E não me venham com a treta de que a lei já define a maior parte das personalidades integrantes.
Pode parecer uma chinesice.
Mas, por exemplo, se o assessor económico do Presidente for um conhecido economista que escreva periodicamente em jornais ou comente nas TV, eu posso formar uma opinião sobre o que Belém possa provavelmente vir a defender em termos de políticas económicas, etc.
Por exemplo quem é o assessor para a defesa nacional? Presumo que não se fique pelo general que actualmente chefia a Casa Militar.
Quanto a defesa nacional, e como creio que o PR escolheu por exemplo Nuno Severiano Teixeira para o Conselho de Estado, bom, pela minha parte não tenho ilusões sobre o que por aí virá.
Muito provavelmente virá mais do mesmo das últimas décadas, apesar de certas e muito longas discursatas e, claro, envolvo no linguajar da moda!
Mudam, mudarão a conversa mas o sumo sempre o mesmo.
Só que o mundo é outro.
E o assessor para a comunicação social?
E para a cultura?
E para as relações internacionais?
E para pensar no ordenamento do território?
E . . . . .
E . . . . .
Bom dia, tenham um bom Sábado.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Cuidado com o Sol, apesar de hoje estar muito mais fresco (menos 1º C ?)
Boa sorte, felicidades-
António Cabral (AC)