Chapéus há muitos
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
sexta-feira, 10 de julho de 2026
Um dia terrorista, depois um salvador, agora um líder reverenciado, adorado pelo Ocidentais.
10 Julho 2026
> 1654 - Tratado de Westminster, que se traduziu numa mais que lamentável supremacia sobre Portugal, no tocante a comércio, acesso ao Brasil, etc.
> 1859 - Inauguração do Big Ben
> 1871 - Nasce Marcel Proust
> 1900 - No âmbito da Exposição Universal, abre ao público o metropolitano de Paris
> 1902 - Inauguração do elevador de Santa Justa
> 1961 - Angola, operação Viriato
> 1973 - Saem as notícias sobre o massacre de Wiriyamu
AC
quinta-feira, 9 de julho de 2026
E É ISTO, a Tugolândia
Um bom amigo acaba de me enviar esta delícia.
Três notas:
- eu tenho um blogue pessoal, vai para 13 anos, mas não tem nada a ver com o que neste delicioso texto se refere. Como expliquei diversas vezes e mais logo repetirei.
- sublinhados da minha responsabilidade
- este texto recordou-me isto - um político honesto pergunta o que é que recomenda uma dada pessoa; um político corrupto quem.
António Cabral (AC)
*Confissões de um boy" - Pedro Santa ClaraEntrei para a política aos dezassete anos por convicção. A convicção de que não me apetecia trabalhar.
Sei o que estão a pensar, e é injusto. Trabalhei muito, trabalhei sempre — só que nunca trabalhei em nada. A minha carreira é feita de cargos, não de obras; e os cargos, ao contrário das obras, não se avaliam: sucedem-se. O Zagalo escreveu a vida do Conde de Abranhos por devoção ao amo; eu escrevo a minha por vaidade própria. Ao menos nisso sou moderno.
A vocação
Descobri o meu talento na juventude partidária, a que nós chamamos carinhosamente a Jota. Os outros discutiam ideologia; eu montava as cadeiras. Os outros escreviam moções; eu fotocopiava-as, distribuía-as e, sobretudo, sabia em que momento exato do discurso do líder se devia começar a bater palmas. É uma ciência subtil: cedo demais é bajulação, tarde demais é dissidência. Aos dezanove anos já ninguém batia palmas como eu em todo o distrito.
Na Jota aprende-se cedo a lição que sustenta tudo o resto: as ideias dividem, os lugares unem. Aprende-se também a competência nuclear da profissão — farejar quem vai subir e colar-se-lhe como um selo. Enganei-me uma vez, em noventa e tal, e custou-me dois anos numa comissão de revisão de estatutos. Nunca mais me enganei.
A licenciatura
Pelo caminho, licenciei-me em Direito. Regime pós-laboral, numa universidade privada que entretanto já não existe — o que confere ao meu diploma uma raridade de incunábulo. Demorei sete anos a fazer quatro, porque a política não espera, e o direito, pelo contrário, está sempre lá. Advogado nunca fui: a Ordem tem exame, e exames são para quem não tem alternativa. Mas o canudo cumpriu a sua única função, que é constar. Nos currículos oficiais sou jurista. Nos corredores, sou o Zé.
O assessor
Comecei como assessor. De quê, perguntam os ingénuos. De quem, corrijo eu — a preposição é tudo. Fui assessor de um vereador, depois de um deputado, depois de um secretário de Estado, numa progressão que nada devia ao mérito e tudo à fidelidade, que é o mérito verdadeiro. O trabalho era variado: escrever discursos que ninguém ouvia, marcar almoços que eram o verdadeiro trabalho, atender jornalistas para lhes dizer nada e transportar a pasta do chefe com a gravidade de quem transporta o país.
Um gabinete é uma corte em miniatura, e eu nasci cortesão. Para cima, sou veludo; para os lados, sou cimento armado. Vi cair três chefes e sobrevivi aos três, o que na nossa profissão é uma condecoração.
A escada
Depois vieram os degraus, por ordem litúrgica. Secretário de uma junta de freguesia — poder autárquico, dizem os manuais; eu digo: atestados, festas do pimento e a primeira lição de orçamento, que é haver sempre orçamento para quem o executa. Adjunto numa câmara municipal, onde aprendi que uma rotunda inaugura-se duas vezes: uma quando se faz, outra quando se refaz. Vice-presidente de uma CCDR — coordenação e desenvolvimento regional, duas expressões que, juntas, garantem que ninguém pergunte o que faço. E deputado suplente, que é a sala de espera do poder: substituo o titular quando ele é chamado ao Governo, ou seja, sou tecnicamente um efeito colateral. Sentei-me no hemiciclo tempo suficiente para fazer três perguntas ao Governo, escritas por um estagiário, e para aparecer atrás do líder nos planos de televisão, que é a verdadeira função do deputado moderno: cenografia com direito a voto.
O blog e a televisão
Nos anos dois mil tive um blog, como toda a gente que queria vir a ser alguém. Escrevia sobre a reforma do Estado, que era o que se usava, com hiperligações para relatórios que não tinha lido. O blog morreu, mas cumpriu: hoje os jornalistas apresentam-me como «pensador» e eu não os corrijo.
Da blogosfera saltei para os plateaus. Na televisão sou combativo, frontal, independente — os pontos de conversa chegam-me do partido à sexta-feira, mas a indignação é toda minha. Digo coisas como «o país precisa de reformas estruturais» e «é preciso coragem política», frases que o conselheiro Acácio acharia arrojadas. Dentro do partido sou uma carpete; diante das câmaras, um tigre. A carreira faz-se com os dois pelos, e ai de quem os troque: um tigre no congresso e uma carpete na televisão não chega a deputado suplente.
Os biscates e o primo
Convém dizer que o vencimento público, sendo certo, é modesto, e um homem tem despesas. Fui compondo: umas avenças de consultoria estratégica — «estratégica» quer dizer que não se percebe o que é — uns pareceres jurídicos ao abrigo do incunábulo, umas conferências sobre liderança em hotéis de aeroporto. E há o meu primo, empresário de reconhecido dinamismo, cuja firma tem a felicidade de ganhar adjudicações diretas com uma regularidade que só se explica pelo mérito — o mérito de existir no momento exato, com o alvará exato, no concelho exato.
Eu não decido nada, entenda-se. Apenas apresento pessoas: janto com A, telefono a B, digo ao C que o D é «dos nossos». Sou um facilitador. A palavra inglesa é networker; a portuguesa, mais antiga e mais exata, prefiro não usar. E nada disto é ilegal, sublinho. Li a lei com muita atenção. Ajudei a escrevê-la.
Diretor-Geral e Secretário de Estado
Quando o partido voltou ao Governo, fui nomeado Diretor-Geral. Houve concurso, claro, com entrevista e avaliação de competências; concorri contra dois candidatos que nunca ninguém viu e ganhou o melhor, que por coincidência era eu. Na direção-geral conheci o meu velho amigo burocrata — o das confissões anteriores — do outro lado da secretária. Entendemo-nos imediatamente: ele não queria decidir, eu não sabia. O serviço funcionou em perfeita harmonia durante dois anos, isto é, não funcionou, mas em harmonia.
Depois, a apoteose nacional: Secretário de Estado. Adjunto de um Ministro Adjunto — a redundância é a forma mais pura do poder. Durei dezassete meses, cortei nove fitas, anunciei quatro planos estratégicos com horizonte em duas legislaturas de distância e caí numa remodelação sem ter feito rigorosamente nada, o que em política se chama sair de cabeça erguida. No dia seguinte à queda, o telefone tocou. Era o Partido. O Partido nunca abandona quem nunca o abandonou: é uma agência de emprego com hino.
Bruxelas
E assim cheguei aonde tudo conflui: Bruxelas. O meu amigo burocrata sonha com ela como quem sonha com o céu — estuda para o concurso, decora regulamentos, reza. Eu cheguei de avião, em executiva, com o cartão do partido em vez de bilhete: um gabinete, um cargo com nome comprido em inglês, uma agenda de pequenos-almoços de trabalho. Cá estou, a coordenar a articulação de políticas cuja execução acompanho com elevado interesse e nenhuma consequência. O vencimento é europeu, o imposto é simpático, a escola dos miúdos é internacional e Lisboa fica à distância exata: perto para ir aos congressos, longe para não me pedirem nada.
O segredo
Perguntar-me-ão qual é, afinal, o meu talento. Respondo sem falsa modéstia: a disponibilidade. Dizem que a política atrai os piores; é injusto. A política atrai os disponíveis — os melhores estavam ocupados. Enquanto os meus colegas de curso estudavam para a Ordem, eu montava cadeiras; enquanto faziam carreira, eu fazia congressos; e quando o país precisou de gente para os lugares, quem é que lá estava, pronto, testado, leal? A fila era eu. A fila sou eu. A fila, meus caros, somos nós — e não abrimos exceções.
O custo disto não aparece em nenhum orçamento: é toda a gente capaz que olhou para a política, viu a fila, e foi embora. Chamam-lhe seleção adversa; eu chamo-lhe segurança no emprego.
O que me estragaria a carreira
Há quem fale em reformas, e confesso que algumas me tiram o apetite. Reduzir os gabinetes e os cargos de nomeação política a um décimo. Concursos verdadeiramente competitivos para dirigentes, com júris independentes e atas públicas. Transparência total nas adjudicações — cada contrato, cada beneficiário, cada primo, pesquisável em dois cliques. Declaração obrigatória de filiação e de avenças para quem comenta política na televisão. Limites a saltar de um regulador para o setor regulado e de um gabinete para o fornecedor do gabinete. Nada disto exige génio; exige apenas vontade de fechar a agência de emprego.
Felizmente, quem teria de aprovar estas reformas fui eu, os meus, e os que hão de vir a ser eu. Durmo descansado.
Post scriptum
Preparo as minhas memórias, que sairão em breve com o título «Servir Portugal». O prefácio é de um Ministro que eu fiz; a revisão, de um assessor que herdei; a impressão foi adjudicada, por ajuste direto, à gráfica do meu primo. O lançamento será numa fundação pública, com vinho de honra pago por uma câmara.
Entretanto, o meu afilhado político acaba de entrar na Jota. Tem dezassete anos e já sabe exatamente quando bater palmas.
O país está entregue.
De acordo com a Sábado, a subvenção foi atribuída a António Guterres em 9 de abril de 2002, pouco depois de ter deixado funções públicas em Portugal. Em termos líquidos, o gabinete do secretário-geral das Nações Unidas confirmou à revista que Guterres recebe 2.925,06 euros por mês, valor que considera ter direito a auferir pelo trabalho desempenhado como primeiro-ministro de Portugal.
O caso contrasta com o de António Costa, que também foi primeiro-ministro e exerce atualmente um cargo internacional, como presidente do Conselho Europeu. Costa tem uma subvenção vitalícia atribuída desde 1 de abril de 2024, no valor de 3.113,71 euros, mas decidiu suspendê-la por iniciativa própria.
A subvenção vitalícia foi criada para antigos titulares de cargos políticos que, até 2005, reuniam mais de oito anos de exercício em funções como Governo, Parlamento, Presidência da República ou Tribunal Constitucional. Em 2005, uma alteração legislativa impediu novos beneficiários de acumularem tempo de serviço para aceder a este regime, mas salvaguardou os direitos de quem já cumpria os requisitos.
Segundo a Sábado, a lei prevê a suspensão da subvenção quando o beneficiário exerce determinados cargos públicos ou políticos remunerados, como deputado, eurodeputado, embaixador, juiz do Tribunal Constitucional ou gestor público. No entanto, os cargos internacionais não surgem abrangidos por essa regra, o que permite que a subvenção de Guterres continue ativa.
Em 2019, quando a lista voltou a ser publicada depois de uma interrupção, o Ministério do Trabalho e da Segurança Social, então tutelado por José António Vieira da Silva, justificou a manutenção da subvenção de Guterres precisamente com o facto de o exercício de cargos internacionais não ser uma das situações previstas para travar o pagamento.
A legislação também passou a limitar, desde 2014, o valor da subvenção quando existem rendimentos de atividades privadas superiores a três vezes o Indexante dos Apoios Sociais. Atualmente, esse patamar corresponde a 1.611,39 euros.
Mas a atividade desempenhada na ONU dificilmente poderá ser enquadrada como setor privado. A Sábado questionou o gabinete do ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, que tutela a Caixa Geral de Aposentações, para perceber se é esse o fundamento jurídico que permite a manutenção da subvenção sem redução, mas não obteve resposta até ao fecho da edição.
O salário base do secretário-geral da ONU é estimado em 238.375 dólares anuais, cerca de 208.299 euros. Com ajustamentos adicionais, o rendimento de António Guterres em 2025 terá atingido 418.348 dólares por ano, equivalentes a 365.565 euros, além de outros benefícios associados ao cargo, como casa de função, segurança e motorista. Estes valores são líquidos, uma vez que os funcionários da ONU, tal como os de outros organismos internacionais, não pagam impostos.
A lista divulgada mensalmente pela Caixa Geral de Aposentações mostra que há atualmente 285 beneficiários de subvenções vitalícias. Destes, 230 recebem a prestação por inteiro e 14 têm redução parcial.
Há ainda 41 beneficiários com subvenção suspensa ou com redução total. Essa situação pode resultar de iniciativa própria, do exercício de funções políticas ou públicas remuneradas, ou de atividade privada remunerada acima do limite legal.
Entre os políticos que decidiram suspender a subvenção por iniciativa própria estão António Costa, Luís Marques Mendes, António Vitorino e Rui Gomes da Silva. Outros beneficiários têm a prestação suspensa por aplicação do regime legal.
Guterres é o quarto nome com valor mais elevado
António Guterres surge como o quarto beneficiário com a subvenção mais elevada na lista conhecida. O valor mais alto pertence a Jorge Rangel, atual presidente do Instituto Internacional de Macau e antigo membro do Governo de Macau, que recebe 6.633 euros mensais.
A seguir surgem José de Sousa e Brito e José Manuel Cardoso da Costa, ambos juízes conselheiros do Tribunal Constitucional. Guterres aparece depois, com os 4.138,77 euros brutos mensais.
Na lista constam ainda nomes como José Sócrates, que recebe 2.372 euros, Bagão Félix, Assunção Esteves, Miguel Relvas e Jerónimo de Sousa, entre outros antigos titulares de cargos políticos.
Menos beneficiários do que em 2005
Apesar dos casos que continuam ativos, há hoje menos beneficiários do que em 2005. Nesse ano, a lista contava com 318 pessoas. Atualmente, são 285, menos 33.
Nos últimos dez anos, apenas 17 beneficiários entraram no regime, devido ao facto de a lei ter deixado de permitir a acumulação de tempo de serviço para novas subvenções, mantendo apenas direitos adquiridos antes da alteração legislativa.
Ficam fora desta lista os antigos presidentes da República e os ex-titulares de cargos políticos da Região Autónoma da Madeira, uma vez que essas subvenções são atribuídas e pagas, respetivamente, pela Presidência da República e pela Região Autónoma.
A propósito do que depois de 1974 ano após ano nos "assalta" cada vez mais, Henrique Pereira dos Santos (HPS) voltou a dar uma opinião sobre o assunto.
É a coligação entre poder autárquico, associações de bombeiros, protecção civil e jornalismo que tem mantido um conjunto de mitos inúteis sobre a gestão de fogos
Imaginemos que um Ministro da Administração Interna, de qualquer governo ou partido, olhando para as previsões meteorológicas, se estava nas tintas para o esquizofrénico esquema de alertas que usamos e, falando com quem sabe do assunto, resolvia dirigir-se ao país, dizendo qualquer coisa deste tipo:
Dentro de dois dias entra vento forte de Nordeste e Leste que está associado a condições especialmente favoráveis à progressão do fogo, de maneira que nas regiões tal e tal, onde o FWI previsto é tal e tal, qualquer incêndio que ocorra, havendo combustível, rapidamente está para lá da capacidade de extinção.
Pedimos especial cuidado para evitar o uso do fogo, quer intencional, quer resultando do trabalho normal que vai havendo, mas sabemos que não há maneira de eliminar todas as ignições.
Assim sendo, e durante X dias em que se prevê que o vento esteja forte a muito forte e estas condições se mantenham, haverá, inevitavelmente, fogos incontroláveis, provavelmente de grandes dimensões.
Durante esta crise de incêndios, que provavelmente será muito séria, os instrumentos de gestão que temos são muito escassos, exigindo informação, preparação, disciplina e, em muitas circunstâncias, a consciência de que o essencial não é atacar frentes de fogo que estão para lá da capacidade de extinção, mas trabalhar as laterais e oportunidades de redução de combustível no percurso previsível do fogo.
Estas oportunidades podem estar a vários quilómetros das frentes de fogo, para dar tempo para se executarem as operações de redução de combustível que permitam, quando a frente aí chega, reduzir a sua intensidade e permitir o ataque, tentando controlar projecções.
Nem sempre será possível ter êxito e é provável que haja incompreensão das populações afectadas pela progressão da frente de fogo ao verificar a ausência de combate imediato e a concentração dos recursos em áreas que, aparentemente, estão longe dos locais em que parece que seriam necessários, mas este tipo de actuação é o único passível de gerar resultados em condições meteorológicas e de acumulação de combustível como as que se verificam, havendo instruções muito claras de evacuação de todas as pessoas que se prevê que possam ficar em risco com a progressão das frentes de fogo.
O ministro teria dito o que deveria ser dito, mas nas semanas seguintes deixaria de ser ministro, tal seria o clamor que se levantaria contra um ministro que em vez de dizer inanidades sobre ignições nocturnas, comportamentos das populações, posicionamento de meios, reforço de meios aéreos, heroicidade dos bombeiros, esforço altruísta de tantos homens e mulheres, aumento dos milhões alocados aos fogos, resolvesse descrever a realidade com a consciência de que o fogo, em algumas circunstâncias, progride de uma forma que está para lá na nossa capacidade de o controlar, quaisquer que sejam os meios que tenhamos à nossa disposição.
A oposição política, o poder autárquico, as associações de bombeiros e o meio mediático cairiam em cima do ministro com o argumento de que aos ministros não cabe arranjar desculpas para o falhanço do Estado na gestão de incêndios, cabe é resolver os problemas das pessoas.
E é a mesma coligação entre poder autárquico, associações de bombeiros, protecção civil e jornalismo, que tem permitido o crescimento impressionante dos recursos que todos os anos o país dedica ao assunto, sem qualquer evidência de que esse aumento de recursos tenha qualquer relação com os resultados que vão sendo obtidos.
É esta coligação que tem mantido, quase sem alterações, um conjunto de mitos inúteis sobre a gestão de fogos e que se poderia ilustrar com uma história cuja veracidade e rigor não sei aferir, mas que, se for inventada, terá sido por quem conhece bem o meio.
Proporcionou-se uma viagem de troca de experiências com bombeiros canadianos na gestão de fogos, esperando-se que as chefias portuguesas dos bombeiros conseguissem absorver conhecimento e técnica de combate a fogos florestais num dos países com melhores desempenhos nessa matéria, até por ter, incêndios de dimensões inimagináveis em Portugal.
Quando perguntados sobre o seu grau de satisfação com o que teriam aprendido com os canadianos, a resposta foi lapidar: havia uma satisfação muito grande com a quantidade de coisas que tinham ensinado aos canadianos.
Como não avaliamos o suficiente e temos a certeza de ser os melhores do mundo (“nunca um incêndio ficou por apagar”, nas imorredoiras palavras de Jaime Marta Soares), vai mesmo demorar muitos anos antes que seja possível outra doutrina, outro modelo político, de gestão de fogos florestais em Portugal.
DIA MUNDIAL DO DESARMAMENTO
AC
quarta-feira, 8 de julho de 2026
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Para muitas pessoas será, como se vê lá no lar, uma coisa extraordinária.Em grande medida é de facto extraordinário, chegar a esta idade com uma cabeça fantástica atendendo à idade.
Mas há o reverso da medalha, a cabeça tem plena consciência da grande degradação física, mobilidade, quase cegueira, quase surdez.
Imagino que seja terrível, é de certeza terrível, e isso apenas comigo Ela o confessa. Para todos os outros a fachada, disfarça, sorri e conversa, conversa muito, e pergunta, e deseja saber e perceber por exemplo - este mundo em que está tudo maluco - uma das suas clássicas expressões.
Sim, sorrimos, foi o dia o melhor possível, atentas as circunstâncias, muito penosas. É viver sem qualidade, injusto como ela diz.
E de hoje para amanhã dia ainda mais difícil, aniversário (9JUL) do meu irmão (mais novo que eu) falecido em 27 de Agosto de 2009 depois dum sofrimento atroz de 8 meses e 8 dias.
Somar a isso, 9JUL, ser o dia em que o meu pai faleceu (2011). Faleceu no dia em que o 2º filho nascera; a vida tem cada uma.
É a vida, já dizia o pastoso, mas não é fácil.
A saúde é o verdadeiro Euromilhões da vida.
Hoje, aqui, 8 Julho de 2026
AC
A recente greve foi formalmente decretada pela CGTP e denominada geral embora, formalmente, não tenha sido geral pois a associação sindical UGT não acompanhou os seus companheiros de luta.
AC







