LAMENTÁVEL
Lamentável o modo e a periodicidade como certos artistas dos OCS andam com Ventura ao colo. Em baixo 3 desses artistas que, creio, se têm por muito independentes.
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
LAMENTÁVEL
Lamentável o modo e a periodicidade como certos artistas dos OCS andam com Ventura ao colo. Em baixo 3 desses artistas que, creio, se têm por muito independentes.
P A L H A ÇA D A
Um bom resumo (opinião pessoal naturalmente) da vertente interna.
AC
NA PRAIA
Ontem esteve um bom dia de praia, com ligeiro Levante.
Havia muita gente.
Estavam algumas pessoas em que era possível ver a cor da pele!
Fantástico, pois ainda há umas quantas pessoas assim, consegue-se ver a cor da pele, mais tostada ou menos tostada, mais ou menos escaldada pelo Sol, mas consegue-se ver a cor da pele.
Fantástico, de facto!
AC
Starring . . . . Pinto Luz!
Nesta telenovela NAL -Aeroporto de Lisboa, no passado dia 22 de Julho recordei-me dos filmes antigos onde aparecia a palavra - Starring - que listava depois os actores principais do filme.
Pinto Luz mostra-se como um actor principal mas cada vez me fica mais a convicção de que me parece ser mais um daqueles bonecos pendurados por fios e que alguém, escondido mais acima, vai manobrando.
Verdadeiros actores parecem-me a ANA e Vinci.
Eu fui ver boa parte dessa apresentação e depois fui procurar outros elementos sobre esta telenovela.
Posso ter visto mal mas enquanto Pinto Luz avança acerta datas a Vinci refere datas mais tarde. Diferenças de 3/ 4 anos entre governo/ Pinto Luz e Vinci.
Pinto Luz mostrou-se satisfeito pois todo contentinho fala em avanços e fazer obra.
Este relatório não é o final deste tormentoso processo. Faltará pelo menos avaliação ambiental mais séria.
E sabem uma coisa? Está a passar-me pela cabeça que lá mais para a frente a ANA/ Vinci vai bater o pé, o NAL pode borregar, e salta a solução Montijo que a ANA/ Vinci sempre mostraram preferir.
Nisto tudo a concessão que a ANA tem é determinante.
E quando se referem valores pecuniários fica para mim claro que os tais actualmente estimados cerca de 9 mil milhões (já uma barbaridade) está longe de ser o resultado final, pois falta o preço de nova travessia do Tejo, faltam as centenas de Km de estradas, falta comboio, etc.
Isto não parece uma fantochada? A mim parece-me e pornográfica.
AC
28 JULHO 1973
Foi a 28 de Julho de 1973. Parece que foi há meia dúzia de semanas!
Mas não, não foi há meia dúzia de semanas, fez hoje 53 anos que embarquei em Bissau. Embarquei eu e muitos mais, num dos Boeing 707 que nessa altura a Força Aérea (FAP) tinha.
À conta da ameaça dos mísseis Strella que o PAIGC tinha desde Março de 1973 e em que nesse mês abateu vários dos aviões da FAP, as partidas do aeroporto de Bissau eram precedidas de voos de helicópteros Allouette com helicanhão num perímetro alargado em redor do aeroporto. Ao levantar, os aviões subiam o mais rapidamente possível. Foi uma sensação estranha, o Boeing a estremecer todo com a trepidação devido ao esforço da subida e eu, e certamente muitos outros, a pensar - será que nos safamos ou agora no final é que levamos com um míssil?
Horas depois aterrar em Lisboa, e fim do martírio de 21 meses de guerra, a bordo do navio para onde fora mandado em 29 de Outubro de 1971.
Com um ataque pelo meio da comissão, concretamente às 2340 horas de 19 de Maio de 1973, tendo havido um morto e vários feridos na tropa comando que transportávamos no exterior do navio. Danos vários no navio. Eu e outros podíamos ter morrido, mas não estava destinado que assim fosse. Não era para. ser naquele dia. Será noutro.
Parece que foi ontem.
A minha querida mulher sugere-me periodicamente que escreva uma espécie de memórias. Só à conta dos 21 meses de Guiné tenho pano para muitas mangas!
António Cabral (AC)