domingo, 15 de março de 2026

 

No café, antes da missa das 1100 horas.
AC

CELEBRAÇÃO  da  MISSA  na  ALDEIA
Aldeia de Monsanto, Domingo 15 de Março, 1100 horas, celebração da missa

AC
S O L
A cameleira da vizinha
AC
SOL,  SOLLLLLLL 

Está um belíssimo dia de SOL, céu azul.
Aqui ao balcão de casa vê-se o galo a aquecer-se.

Ao Sol está-se bem, há pouco vento, mas está um bocado fresco, são 0923 h, estão 12º C.
Bom Domingo.
AC 

CARNEIRO   AVISA  QUE  QUER  SER  PM

Obrigadinho oh Carneiro, obrigadinho.

AC

O   PODER
Com a caneta assinam as 
nomeações, os despachos, os memorandos, os cheques, os contractos, as cartas, as procurações, as sentenças, os tratados, as receitas, os empréstimos, os divórcios, as compras, os seguros, as contratações, . . . . . . . .
AC
Contra fundos e taxas de execução
por henrique pereira dos santos (sublinhados da minha responsabilidade)


Quando alguém quer fazer alguma coisa, quer fazer essa coisa.
E para a fazer, vai procurar os recursos de que precisa.
Para não falar do investimento financeiro em economia (eu tenho um capital e quero aplicá-lo de maneira a manter esse capital e a gerar rendimento para tratar da minha vidinha, o que inclui querer fazer coisas), falemos de uma casa.

Quando alguém procura casa (fora do investimento financeiro de que tratei acima), o que quer é ter um abrigo todos os dias.
E vai à procura de meios para conseguir ter o abrigo que quer, seja poupando, seja herdando, seja pedindo emprestado, enfim, qualquer coisa que permita ter o capital necessário para ter o abrigo de todos os dias.
O centro do esforço é o que acontece todos os dias.
E deveria ser assim sistematicamente, quem quer executar uma operação, vai à procura de capital para conseguir fazer essa operação nos termos que considera mais razoáveis e favoráveis para atingir os seus objectivos.

O Estado, e consequentemente, a classe política, não age inteiramente assim, e acaba a inverter a lógica do processo: tenho este dinheiro para gastar, agora vamos lá ver o que conseguimos inventar para isso.
Para o político, a operação é ganhar votos para aceder ao poder, o capital são as ideias e os apoios que lhe permitem aceder aos recursos de terceiros (dos contribuintes, para ser mais preciso).
O problema do político é que para ter mais recursos, tem de tirar mais dinheiro aos contribuintes, coisa que, de maneira geral, chateia os contribuintes e, consequentemente, os eleitores.

Excepto se tiver outros contribuintes que não contribuem para o seu acesso ao poder
, e pagam investimentos de que as pessoas gostam, criando o melhor dos mundos para o político: aumentar o capital disponível, sem o custo político de tirar mais dinheiro aos potenciais eleitores.
Só que, nestas circunstâncias, o que é politicamente relevante é o investimento, a operação ser mais eficiente ou menos eficiente é uma questão menor, salvo raras excepções (a partir de certo nível de degradação, a operação na saúde e, mais mitigadamente, na educação, pode ter custo político).

O resultado global de um contínuo fluxo de disponibilidade de capital, sem grande correspondência com a necessidade operacional de coisas úteis, vai incentivando os políticos a maximizar o capital e minimizar a operação, o que acaba, por exemplo, no aumento de construção de estradas ou diques, mas na diminuição da sua manutenção.

Este é o ponto em que estamos e, parece-me, o erro de Passos Coelho: nem os políticos têm qualquer incentivo que os faça desviar da opção de investir, sem racionalidade operacional, nem os eleitores têm grandes incentivos para exigir que o trabalho de dona de casa, que não brilha, seja verdadeiramente eficiente, à custa da diminuição de investimentos que enchem o olho.
Não, não há maioria sociológica nenhuma a favor de reformas e outras perturbações, a esmagadora maioria do eleitorado até pode achar que há coisas que poderiam ser melhoradas, mas não valem o risco de perturbar a sua vidinha.

Aparentemente, o político mais útil, neste momento, não é o político que promete rupturas, como Milei, que só foi eleito porque a situação na Argentina se tinha degradado a um ponto que tornava o dia a dia insuportável, mas o político que consegue ir mudando aqui e ali, evitando rupturas excessivas.

E enquanto o critério político e jornalístico de discussão da coisa pública for a taxa de execução do PRR ou o nível de impostos dos outros países que conseguimos sacar para Portugal, não vejo como este contexto se tornará favorável a reformas que me parecem úteis e necessárias.

Concordo com HPS. 
Não, não há maioria sociológica nenhuma a favor de reformas e outras perturbações

Salvo melhor opinião e respeitosamente para com os meus concidadãos, serão poucos os que quererão pensar a sério sobre o estado da sociedade portuguesa. Sobre o nosso futuro.

Sempre - Nada no meu quintal.

Bom dia.
Está finalmente um espectacular dia de Sol.
Tenham um bom Domingo.

Saúde e boa sorte.

António Cabral (AC)

 CULTURA

AC

Na mão de Deus, na sua mão direita,
Descansou afinal meu coração.
Do palácio encantado da Ilusão
Desci a passo e passo a escada estreita.

Como as flores mortais, com que se enfeita
A ignorância infantil, despojo vão,
Depus do Ideal e da Paixão
A forma transitória e imperfeita.

Como criança, em lôbrega jornada,
Que a mãe leva ao colo agasalhada
E atravessa, sorrindo vagamente,

Selvas, mares, areias do deserto...
Dorme o teu sono, coração liberto,
Dorme na mão de Deus eternamente!


(Antero de Quental)

COMO  COM  TÃO  POUCA  COISA . . . . . 

Como com tão pouca coisa se constrói o mundo.
Escreveu assim António Lobo Antunes logo no início de uma das suas "crónicas". Descanse em paz.

Gosto sempre de ler e reler o meu concidadão e escritor, o homónimo António.
Tal como ele, eu também aprecio Quental, como aprecio os Açores.
Os Açores que no tempo de Quental era uma das várias terras esquecidas de um Portugal ainda mais pobre do que é hoje. 
Era um Portugal miserável, com imensas zonas miseráveis, as serras Algarvias, muitas áreas da Madeira e dos Açores, Trás-os-Montes, áreas do Alentejo e das Beiras, arredores das grandes cidades, etc.

Como com tão pouca coisa se constrói o mundo escreveu António Lobo Antunes.

Aqui em redor (são 14) da minha casa da aldeia (uma das três no casco velho não colada a outra), numa delas (das vazias há anos) a saudosa e muito idosa vizinha contava-me em 2007 como ela e o marido com tão pouca coisa construíram o seu mundo, criando dois filhos com imensa dificuldade - o patrão dava-nos um pouco de azeite e cereais, comíamos umas sopas de couve, pão, umas chouriças, fruta das árvores, uma vez por semana ou às vezes ainda mais espaçado conseguíamos matar uma galinha.

Como com tão pouca coisa se constrói o mundo.

Aqui na aldeia, noite escura, noite ventosa como a de ontem, a caminhada foi curta, o ar desagradável, as paredes nuas das casas, a maioria vazias, os candeeiros e os pirilampos embutidos no pavimento iluminam o caminho, decorado em décadas, subida aqui descida acolá, cactos, gatos, o café da aldeia já fechado. Ruas desertas! Os poucos habitantes permanentes fechados em casa.

Como com tão pouca coisa se constrói o mundo.

O meu mundo aldeão deste fim de semana esteve sossegado, telefonemas video/WhatsApp com a família, excelente restauração caseira, raríssima TV, ler, caminhar, fotografar com a velha Niko D90, tratar das roseiras e das outras plantas nos diversos vasos. 
Ah e toca de limpar a casa de alto abaixo.

Como com tão pouca coisa se constrói o mundo.

Mas o mundo lá fora deve estar na sua crescente loucura.
É o que concluo das notícias lidas no computador durante um rápido passar pelas gordas.

Com que tão pouca coisa se constrói o mundo do presente?

Desprezo por todas as regras.
Desprezo pela vida humana.
Exportação de terrorismo.
Exportação da democracia por via aérea.
E viva os interesses!

Boa noite.
AC

CUSTOS

Creio atribuída a Napoleão Bonaparte a frase:

- Blood costs nothing, wine costs money!

AC

PS - JOSÉ LUÍS CARNEIRO

Continua líder. Teve uma votação basicamente à Coreia do Norte.

Estarei enganado, ou a ser injusto, se disser que o resultado é revelador  da "saúde" do partido Socialista?

AC

15  MARÇO  2026
DIA MUNDIAL DOS DIREITO S DO CONSUMIDOR
> 44 ac - Júlio César assassinado 
> 1147 - D. Afonso Henriques conquista Santarém aos mouros
> 1558 - Faleceu Francisco Sá de Miranda
> 1751 - Decreto real do rei D. José I proibindo colocar cornos pendurados nas portas das casas de maridos enganados
> 1851 - Nasce Carolina Michaelis de Vasconcelos
> 1943 - Estreia do filme O Costa do Castelo
> 1961 - Instigado pela UPA (União das Populações de Angola), perpetrado no Norte de Angola um massacre de centenas de populações brancas e negras
> 1990 - Mikhail Gorbachev eleito presidente executivo da URSS
AC

sábado, 14 de março de 2026

Palavras para quê ?

AC

F L O R E S  na  ALDEIA
AC

 CAMINHADA

AC
 Uma  PANORÂMICA  na  ALDEIA

AC
NO  SOSSEGO  DA  ALDEIA
AC
 

COISAS  da  REALIDADE  da  VIDA

O político honesto/ a pessoa honesta pergunta o que é que recomenda uma dada pessoa.

O político/ a pessoa com tendências nepotistas ou mesmo corruptas pergunta quem recomenda uma dada pessoa.

Bom dia, bom Sábado, saúde e boa sorte.

António Cabral

AC

"A  MAU  ENTENDEDOR  NENHUMA  PALAVRA  CHEGA

AC