Chapéus há muitos
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
segunda-feira, 6 de julho de 2026
Obrigado, Senhor, pelos amigos que nos deste.
Cardeal José Tolentino de Mendonça
A GUERRA na UCRÂNIA
A EURÁSIA
URSS, RÚSSIA, CIS, UCRÂNIA, os vários TÃOS, EUA
Estive a reler este livro.
Face ao presente, algumas coisas poderão estar um pouco desfasadas mas creio que o essencial continua a fazer todo o sentido. Posso estar a ver completamente mal as coisas, mas os últimos dez anos da política externa dos EUA creio que não tiveram em conta muito do que aqui se defende. Talvez também por isso os EUA estejam a claudicar e a não perceber que o rumo que seguem vai destrona-los de primeira potência mundial. Falta pouco!
Em 30 de Abril de 1999, a conselho insistente de um quase oficial general das FA americanas com quem me relacionei e muito abordei a geopolítica durante cerca dois anos, comprei este livro, em Norfolk, no estado da Virgínia, EUA. Edição de finais de 1997.
Zbigniew Brzezinski (ZB), político e pensador americano foi um homem importante e, entre outras coisas, foi um conselheiro nacional decisivo na Casa Branca.
Está lá tudo bem explicadinho, como os EUA deviam tratar do mundo e manter a sua posição de super-potência.
Entre muitas perspectivas e orientações ZB junta mapas diversos, muito interessantes na minha opinião, de onde se percebe claramente o que se foi passando desde 1989.
Mas há quem acredite em histórias da carochinha, e do cinema e do entretenimento designadamente nos e sobre os EUA, sendo que sobre a URSS/ Rússia e China também há várias pitorescas.
AC
Dia Mundial da Cooperação
domingo, 5 de julho de 2026
(Tiago Proença)
Moreira da Silva também pagou pelo bilhete de entrada, é a linguagem que o denuncia. Como denuncia Guterres, ao contrário do que ele pensa. É por isso que o seu silêncio não surpreende
O direito romano consagrou a forma do contraditório na fórmula: que seja ouvida a outra parte (audiatur et altera pars). Deu-se mesmo mais um passo e afirmou-se que era necessário ouvir o representante do mal, o diabo, etiam diabolus audiatur. Se o próprio príncipe das trevas deve ser escutado, o passo lógico impõe-se: é preciso dar a palavra ao Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres.
Em 12 de Maio de 2026 foi publicado o relatório independente e exaustivo sobre a violência sexual praticada pelo Hamas no ataque de 7 de Outubro de 2023. As conclusões não deixam margens para dúvidas quando ao carácter deliberado, sistemático da selvajaria. Sempre compungidamente preocupado com a paz no mundo e em especial, muito em especial, no Médio Oriente, António Guterres refugia-se num silêncio de chumbo.
Não se trata de um acaso.
O caso insigne foi o de Eichmann, a propósito de quem Hannah Arendt cunhou o conceito de banalidade do mal. No mesmo texto, Eichmann em Jerusalém – Uma reportagem sobre a banalidade do mal, Arendt chama a atenção para a relação de Eichamann com a linguagem.
Tome-se o caso de Jorge Moreira da Silva, um ratoneiro político que segue o exército de Guterres para arrebanhar o que puder do saque por vil preço.
A minha muito idosa e muito fragilizada mãe (nasceu a 8 JUL 1925, continua com excelente cabeça e memória, 101 no próximo 8 JUL) conversava outro dia comigo sobre a nacionalidade e conexos, nomeadamente a data da fundação da nossa nacionalidade.
A minha mãe avançou dizendo que em 1940 celebraram 8 séculos de história. Ela referia-se à exposição do mundo português.
Repetindo-me, grande ignorante que sou tenho a ideia que Afonso Henriques usava o título de rei desde 1140, atitude que o rei castelhano veio a reconhecer mais tarde também na presença do representante do Papa.
Encerrámos o assunto dizendo eu à mãe - espera aí, vou maçar um amigo e conceituado historiador e havemos de deslindar isto.
Deixo aqui a resposta dele.
António não és nada ignorante.
As referências a acontecimentos que são muitas vezes apresentados como "actos fundadores da Nacionalidade" (Batalha de São Mamede em 1128, Batalha de Ourique em 1139 , Conferência de Zamora em 1143, bula papal Manifestis Probatum em 1179...) são sem dúvida relevantes.
De facto, não há um dia da "inauguração de Portugal".
Mas, mesmo assim, o território português ainda não estava definido, pois a Reconquista portuguesa só terminaria em 1249, com a conquista das últimas praças algarvias, no reinado de Afonso III.
Enfim, podemos considerar que a partir de 1139-1140 há um reino de Portugal como entidade política independente, mas que está e estará ainda muito tempo em construção.
A tua Mãe tem toda a razão, pois 1940 foi oficialmente considerado "Ano dos Centenários".
Espero ter respondido à questão que colocavas e peço desculpa pela extensão deste email.
António Cabral (AC)
Quanto ao primeiro aspecto, creio que o PCP tem alguma razão; todos os governos aproveitam tudo para se vangloriar, para se auto-elogiar
Quanto ao segundo aspecto (Portas) creio que tem razão também quando diz que a escolha não é consensual. Acrescenta que não é adequada.
Aguardemos pelos próximos capítulos.























