Chapéus há muitos
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
domingo, 5 de julho de 2026
Um bom amigo enviou-me este artigo de opinião.
Sublinhados são da minha responsabilidade.
AC
Negócio fechado
(Tiago Proença)
(Tiago Proença)
Moreira da Silva também pagou pelo bilhete de entrada, é a linguagem que o denuncia. Como denuncia Guterres, ao contrário do que ele pensa. É por isso que o seu silêncio não surpreende
O direito romano consagrou a forma do contraditório na fórmula: que seja ouvida a outra parte (audiatur et altera pars). Deu-se mesmo mais um passo e afirmou-se que era necessário ouvir o representante do mal, o diabo, etiam diabolus audiatur. Se o próprio príncipe das trevas deve ser escutado, o passo lógico impõe-se: é preciso dar a palavra ao Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres.
E que diz ele? Nada.
Em 12 de Maio de 2026 foi publicado o relatório independente e exaustivo sobre a violência sexual praticada pelo Hamas no ataque de 7 de Outubro de 2023. As conclusões não deixam margens para dúvidas quando ao carácter deliberado, sistemático da selvajaria. Sempre compungidamente preocupado com a paz no mundo e em especial, muito em especial, no Médio Oriente, António Guterres refugia-se num silêncio de chumbo.
Em 12 de Maio de 2026 foi publicado o relatório independente e exaustivo sobre a violência sexual praticada pelo Hamas no ataque de 7 de Outubro de 2023. As conclusões não deixam margens para dúvidas quando ao carácter deliberado, sistemático da selvajaria. Sempre compungidamente preocupado com a paz no mundo e em especial, muito em especial, no Médio Oriente, António Guterres refugia-se num silêncio de chumbo.
Desde de 12 de Maio até 30 de Junho, o Secretário-Geral das Nações Unidas pronunciou-se em 109 ocasiões.
Não há nelas uma palavra de condenação, uma expressão de repúdio ou um leve sussurro de compaixão pelas vítimas.
Nem sequer há uma breve referência ao relatório, que, por mera tramitação burocrática, reconhecesse a sua existência. Nada. Numa agenda que se advinha febril, não faltou, porém, tempo para uma declaração do Secretário-Geral a assinalar o Dia Mundial do Ioga.
Não se trata de um acaso.
Não se trata de um acaso.
As prioridades de António Guterres são claras.
Já há muito tempo que o anti-semitismo das Nações Unidas – quanto a isso, basta lembrar a Resolução 3379 de 10 de Novembro de 1975 que equiparava o sionismo ao racismo – se rendeu à eficácia do silêncio e da comunicação indirecta.
O primeiro controla a agenda noticiosa, impondo as ausências pretendidas; a segunda manipula pela sugestão, recorrendo a todas as formas insidiosas de informação – das falsas equivalências à adjectivação, passando em larga medida pela descontextualização, dados sonegados, etc.
Naturalmente, põe-se a questão de saber se António Guterres é um anti-semita convicto, indignado, capaz de explodir em violências várias, ou se é um anti-semita frio, cerebral, que tem como finalidade última da sua acção a destruição do Estado de Israel ou enforcar o último judeu com as tripas do último rabino. Provavelmente, nem uma coisa nem outra.
António Guterres terá talvez absorvido algum anti-semitismo cristão na sua infância e juventude. Talvez, mas nunca um anti-semitismo virulento pelo qual conduzisse a sua vida. As Nações Unidas, o hortus conclusus do antiocidentalismo, cobram bilhete de entrada para os seus lugares de topo.
O preço é alto: decidir sistematicamente contra o ocidente e, em especial, contra Israel, para tantos em tantas paragens a súmula do ocidente; o bilhete, claro está, inclui também a omertà. Quem não estiver disposto a pagar não entra. Quem fechar o negócio pode subir.
Não se trata de anti-semitismo pessoal, a esse nível trata-se antes de carreirismo. Claro que quando se fizer a pergunta: cui bono? a resposta já será outra.
À primeira vista, poder-se-ia pensar que o carreirismo é inofensivo em comparação com o ódio visceral, arraigado, ancestral ao judeu. Pelo contrário, o ódio reconhece o outro, negativamente mas reconhece, não vive sem ele; o carreirismo obsequeia todos os senhores, sem escrúpulos específicos – para ele tudo é matéria indiferente.
E é por isso que presta tão bons serviços ao anti-semitismo e ao antiocidentalismo: a sua acção é avaliada exclusivamente de um ponto de vista técnico e neutro. Os fins nunca entram na equação. Por uma boa razão, o único fim do carreirista é o seu ego, que dissolve numa estrutura exterior, objectiva; desresponsabilizando-se em absoluto, vê-se como a cog in the machine.
O caso insigne foi o de Eichmann, a propósito de quem Hannah Arendt cunhou o conceito de banalidade do mal. No mesmo texto, Eichmann em Jerusalém – Uma reportagem sobre a banalidade do mal, Arendt chama a atenção para a relação de Eichamann com a linguagem.
O caso insigne foi o de Eichmann, a propósito de quem Hannah Arendt cunhou o conceito de banalidade do mal. No mesmo texto, Eichmann em Jerusalém – Uma reportagem sobre a banalidade do mal, Arendt chama a atenção para a relação de Eichamann com a linguagem.
A despersonalização consuma-se quando os meios de expressão abolem a interioridade. O chavão, a palavra de ordem, a frase feita são os meios a que Eichmann deita mão para se despersonalizar e, dessa forma, subtrair-se ao juízo de outrem e também ao seu próprio juízo. A linguagem estereotipada é o opiáceo da consciência.
E, no entanto, o estereótipo não apresenta uma faceta meramente objectiva, funcional. Há nele uma vertente subjectiva. Tal como no caso de Eichmann, há na linguagem dos altos funcionários das Nações Unidas uma euforia associada ao lugar-comum, mas sobretudo, ao estilo empolado, pocho, postiça e programaticamente lamechas da sua linguagem.
No caso de Guterres exibe-se infalivelmente, seja qual for o assunto. No tema das alterações climáticas, o Secretário-Geral porfia no tremendismo. E no caso de Israel também. Quanto maior a mentira, mais a linguagem é falsa, de uma parolice poética a toda a prova. Que se trata de uma lógica da instituição, pode-se ver noutro exemplo.
Tome-se o caso de Jorge Moreira da Silva, um ratoneiro político que segue o exército de Guterres para arrebanhar o que puder do saque por vil preço.
Tome-se o caso de Jorge Moreira da Silva, um ratoneiro político que segue o exército de Guterres para arrebanhar o que puder do saque por vil preço.
Entrevistado num podcast "O que fazer quando tudo arde" de 27 de Abril – era uma questão de tempo até surgir a frase bombástica, o estilo de poetastro, o catastrofismo irrealista imposto pela selectividade anti-semita – o actual subsecretário-geral das Nações Unidas e director da agência da ONU UNOPS, não hesita: «Vamos ser todos julgados pelo que fizemos ou não fizemos em Gaza. Gaza é um conflito que não tem paralelo.» À imagem e semelhança de Guterres e da ONU, Moreira da Silva consegue debitar mentiras e alarvidades uma atrás das outras.
Sobretudo e sempre em hipérboles morais.
Ninguém será julgado pelos outros conflitos?
Não tem paralelo, como assim?
Em comparação com o número de mortos da guerra da Rússia contra a Ucrânia?
Em comparação com o número de mortos do genocídio no Ruanda?
Por aí fora e por aí adiante ao longo da história.
Moreira da Silva também pagou pelo bilhete de entrada, é a linguagem que o denuncia.
Como denuncia Guterres, ao contrário do que ele pensa.
É por isso que o seu silêncio não surpreende – é um silêncio que já tinha sido dito em todas as palavras que disse.
PORTUGAL
Quanto ao primeiro aspecto, creio que o PCP tem alguma razão; todos os governos aproveitam tudo para se vangloriar, para se auto-elogiar
Quanto ao segundo aspecto (Portas) creio que tem razão também quando diz que a escolha não é consensual. Acrescenta que não é adequada.
Ao passar os olhos pelas gordas via NET apercebi-me que o governo iniciou o processo para as comemorações dos 900 anos da fundação de Portugal, centrando a data na batalha de S. Mamede, ocorrida em 24 de Junho de 1128.
A tal pancadaria basicamente o filho a bater na mãe!
Eis o país resultante 😎😎😎😎
Aparentemente, parece que não esquecerão duas datas igualmente importantes do início da nossa história, e evocarão ao que agora se diz por aí a Batalha de Ourique acontecida em 1139 e o que designam por Tratado de Zamora de 1143.
A este propósito vou a seguir reproduzir um texto com algum tempo e já aqui publicado.
Depois escreverei umas palavras breves acerca da posição do PCP sobre o assunto e sobre a nomeação governamental de Paulo Portas para coordenador da dita comissão das comemorações dos 900 anos.
O meu texto sobre datas históricas.
A PROPÓSITO de NACIONALIDADE
A minha muito idosa e muito fragilizada mãe (nasceu a 8 JUL 1925, continua com excelente cabeça e memória, 101 no próximo 8 JUL) conversava outro dia comigo sobre a nacionalidade e conexos, nomeadamente a data da fundação da nossa nacionalidade.
A minha muito idosa e muito fragilizada mãe (nasceu a 8 JUL 1925, continua com excelente cabeça e memória, 101 no próximo 8 JUL) conversava outro dia comigo sobre a nacionalidade e conexos, nomeadamente a data da fundação da nossa nacionalidade.
Grande ignorante que sou a respeito de quase tudo eu disse-lhe que para mim 1143 continuava a ser a data da fundação da nacionalidade.
A minha mãe avançou dizendo que em 1940 celebraram 8 séculos de história. Ela referia-se à exposição do mundo português.
Repetindo-me, grande ignorante que sou tenho a ideia que Afonso Henriques usava o título de rei desde 1140, atitude que o rei castelhano veio a reconhecer mais tarde também na presença do representante do Papa.
A minha mãe avançou dizendo que em 1940 celebraram 8 séculos de história. Ela referia-se à exposição do mundo português.
Repetindo-me, grande ignorante que sou tenho a ideia que Afonso Henriques usava o título de rei desde 1140, atitude que o rei castelhano veio a reconhecer mais tarde também na presença do representante do Papa.
Aquilo que muitos dizem ser o tratado de Zamora, mas eu sabia de fonte segura/ amiga que não houve tratado nenhum, foi uma conferência, importante.
E portanto eu e a mãe andámos com a fundação à baila em pingue-pongue entre 1140 e 1143.
Encerrámos o assunto dizendo eu à mãe - espera aí, vou maçar um amigo e conceituado historiador e havemos de deslindar isto.
Deixo aqui a resposta dele.
António não és nada ignorante.
Encerrámos o assunto dizendo eu à mãe - espera aí, vou maçar um amigo e conceituado historiador e havemos de deslindar isto.
Deixo aqui a resposta dele.
António não és nada ignorante.
Pelo contrário, colocas até uma questão muito interessante, sobre as origens de Portugal. Vou tentar responder dando a minha interpretação de forma sintética, mas tocando alguns dos pontos que focas.
As referências a acontecimentos que são muitas vezes apresentados como "actos fundadores da Nacionalidade" (Batalha de São Mamede em 1128, Batalha de Ourique em 1139 , Conferência de Zamora em 1143, bula papal Manifestis Probatum em 1179...) são sem dúvida relevantes.
As referências a acontecimentos que são muitas vezes apresentados como "actos fundadores da Nacionalidade" (Batalha de São Mamede em 1128, Batalha de Ourique em 1139 , Conferência de Zamora em 1143, bula papal Manifestis Probatum em 1179...) são sem dúvida relevantes.
Já houve até quem chamasse a 24 de Junho de 1128 "A Primeira Tarde Portuguesa", referindo-se à vitória de Afonso Henriques sobre a mãe e o "partido" galego dos Trava na batalha de São Mamede. Mas a questão é, quanto a mim, mais complexa.
De facto, não há um dia da "inauguração de Portugal".
De facto, não há um dia da "inauguração de Portugal".
Há um processo longo que passa por vários factos e por várias datas. Se o "corte" político com a Galiza foi em 1128 e Afonso Henriques passou a governar o Condado Portucalense, só em 1139-1140 começou a intitular-se rei, no seguimento da vitória em Ourique.
A partir desta data temos, portanto, um auto-intitulado rei de Portugal, mas que só seria reconhecido como tal em 1143 pelo rei de Leão Afonso VII (o Condado era parte do reino leonês), e o Papa, autoridade religiosa, espiritual e diplomática suprema da cristandade ocidental, só reconheceria o título de rei a Afonso Henriques em 1179.
Mas, mesmo assim, o território português ainda não estava definido, pois a Reconquista portuguesa só terminaria em 1249, com a conquista das últimas praças algarvias, no reinado de Afonso III.
Mas, mesmo assim, o território português ainda não estava definido, pois a Reconquista portuguesa só terminaria em 1249, com a conquista das últimas praças algarvias, no reinado de Afonso III.
Além de que a fixação da fronteira com Castela apenas seria estabelecida em 1297, no tratado de Alcanizes, sendo rei D. Dinis. Foi também com este monarca que o Português substituiu o Latim como língua "oficial" da Chancelaria régia, por volta de 1295-96.
Enfim, podemos considerar que a partir de 1139-1140 há um reino de Portugal como entidade política independente, mas que está e estará ainda muito tempo em construção.
Enfim, podemos considerar que a partir de 1139-1140 há um reino de Portugal como entidade política independente, mas que está e estará ainda muito tempo em construção.
A questão da nacionalidade é ainda mais complexa, pois enquanto sentimento relativamente generalizado de pertença a uma comunidade própria, distinta de todas as outras, a sua estabilização será ainda mais prolongada no tempo.
Terá, no final da Idade Média, um ponto alto com a chamada crise ou revolução de 1383-1385, quando se recusa a integração em Castela e se "refunda" o reino com a nova dinastia de Avis.
A tua Mãe tem toda a razão, pois 1940 foi oficialmente considerado "Ano dos Centenários".
A tua Mãe tem toda a razão, pois 1940 foi oficialmente considerado "Ano dos Centenários".
A Grande Exposição do Mundo Português pretendia celebrar 800 anos de "fundação da nacionalidade" e 300 anos de Restauração da Independência.
Num mundo em plena II Guerra Mundial, a exposição organizada pelo governo celebrava um "Mundo Português" antigo de oito séculos, em paz e capaz de grandes realizações.
A História foi mobilizada para essa operação de que os contemporâneos ainda hoje têm memória.
E, apesar dos seus quase 101 anos, a tua Mãe tem, sem dúvida, uma grande memória.
Espero ter respondido à questão que colocavas e peço desculpa pela extensão deste email.
Espero ter respondido à questão que colocavas e peço desculpa pela extensão deste email.
Mas o problema é mais complexo e multifacetado do que o de uma simples e única data.
E teremos ocasião de voltar a isto, em amena conversa Monsantina.
António Cabral (AC)
António Cabral (AC)
Voltando ao assunto.
Parece-me legítimo haver interpretações diversas.
Parece-me legítimo os historiadores terem divergências, convicções.
O que me custa a compreender é alguns falarem em Tratado de Zamora quando não existe nenhum tratado escrito, assinado pelas partes; mas existe sim uma referência á conferência acontecida em Zamora, que foi importante, e onde a presença do representante do Papa acrescentou importância.
O actual governo também entende que 11 de Junho de 1128 é a primeira tarde portuguesa. Legitimamente, não perco tempo com isso.
Indo à posição do PCP sobre a decisão governamental, entendo que se centra em dois aspectos:
1º - que o governo / a AD se aproveitarão do assunto para créditos políticos (palavras minhas),
2º - a escolha de Paulo Portas
Quanto ao primeiro aspecto, creio que o PCP tem alguma razão; todos os governos aproveitam tudo para se vangloriar, para se auto-elogiar
Quanto ao segundo aspecto (Portas) creio que tem razão também quando diz que a escolha não é consensual. Acrescenta que não é adequada.
Muitos outros possíveis nomes seriam considerados da mesma forma pelo PCP e não só - não consensual.
Se é adequado ou não não tenho competências para me pronunciar.
Pessoalmente nunca gostei de Portas. Não invalida que lhe reconheça cultura, e qualidades a par de imensos defeitos.
Já o PCP referir que as comemorações poderão - ocultar o posicionamento de quem executa uma política que põe em causa a soberania e independência nacionais”- já me cheira a "cassete".
Aguardemos pelos próximos capítulos.
Aguardemos pelos próximos capítulos.
AC
5 JULHO 2026
DIA DO BIQUINI
> 1416 - Concílio de Constança recebe delegação portuguesa
> 1687 - Publicação de "Princípios Matemáticos de Filosofia Natural", de Isaac Newton
> 1792 - Rei da Prússia declara guerra à França
> 1833 - Batalha naval do Cabo de S. Vicente
> 1852 - Portugal, abolida a pena de morte para crimes políticos
> 1852 - Aprovado o Acto Adicional à Carta Constitucional
> 1853 - Nasce Cecil J. Rhodes
> 1911 - Nasce Georges Pompidou
> 1932 - Salazar toma posse como presidente do concelho
> 1946 - Paris, exibido pela primeira vez o biquini
> 1979 - Fundação da AD (PSD, CDS, PPM)
> 1993 - Faleceu Maria Teresa de Noronha
AC
sábado, 4 de julho de 2026
CENTENAS
Além das casas e prédios e fábricas e outras infra-estruturas desgraçadas por sucessivos temporais e incêndios e cheias, são centenas as situações em aldeias, vilas e cidades à vista de toda a gente e em particular dos autarcas como o da fotografia.
Situações que se arrastam anos e anos, em alguns casos por décadas.
E há legislação que possibilita minimizar esta deplorável situação.
Em cima disto e para lá de certas propagandas de certos autarcas e incompetência de certos autarcas (de todas as cores) ainda vem o demagogo Carneiro apontar casas de refúgio acabando com o anonimato de que precisam.
Como diria o outro - Nã abia nexexidade! Digo eu, um TOLINHO!
AC
ESCOLHAS, ESCOLHAS REVELADORAS
No nosso começo não escolhemos, nem pais, nem local de nascimento, nem cor dos olhos, nem sexo, nem pigmentação da pele, etc.
A nossa vida tem diversas fases e em todas elas temos de fazer escolhas.
Escolhemos de mútuo acordo parceiro para casar (no meu caso parceira, a minha querida mulher).
Escolhemos de mútuo acordo parceiro para casar (no meu caso parceira, a minha querida mulher).
Antes disso, escolhemos mais ou menos a meio do ensino secundário a área de ensino que queremos prosseguir e daí futura licenciatura, e para esta escolhe-se estabelecimento de ensino público ou privado.
Ou não se escolhe e vai-se trabalhar.
Com alguma sorte escolhe-se emprego.
Escolhem-se amigos, escolhem-se lugares no comboio, autocarro, avião, no cinema, no pavilhão desportivo.
Escolhe-se restaurante e mesa onde sentar, supermercado, farmácia, pastelaria, papelaria, oficina para reparar carro, loja de electrodomésticos, sapataria, sapateiro, biblioteca, padaria, relojoeiro, lugar da praça, peixeiro, fornecedor de energia, telefones, etc.
Nas férias escolhe-se sair ou ficar em casa, onde ir, onde ficar, o que ver, o que ler, o que gastar, as estradas a percorrer, etc.
Na vida profissional escolhem-se ou não colaboradores, assessores, subordinados, chefias intermédias, etc.
Na vida política o mesmo se passa.
No nosso caso temos políticos que arrotam constantemente postas de pescada quanto à necessidade de transparência na vida pública, no serviço à República, mas depois . . . . .
Por exemplo, o actual inquilino em Belém batalhou imenso nesta tecla da transparência bem antes de ganhar a eleição e depois tomar posse como Presidente da República.
Quanto a transparência eu gostava que o Presidente da República fosse bem transparente quanto à sua casa militar e casa civil.
Não me refiro ao quadro de pessoal que existe no Palácio de Belém, e em que a esmagadora maioria transita de PR para PR, como os funcionários administrativos, informáticos, jardineiros, condutores, pessoal de segurança, pessoal de manutenção do palácio, etc.
Não, refiro-me ao pessoal que é determinante.
Salvo melhor opinião, tal como sabemos quem são todos os deputados, todos os membros dos governos, e depois podemos perceber melhor certas coisas, devia estar no sítio da Presidência a identificação de quem é o chefe da Casa Civil (parece que finalmente é uma senhora), e quem são os diversos assessores.
Chefe de protocolo de Estado e secretária geral da Presidência parece manterem-se.
Quanto à Casa Militar devia estar identificado o chefe da Casa Militar (sim já apareceu na TV) e quem são os assessores militares e outros e a sua origem.
E tal como para a Presidência da República, devia estar claro e listado quem integra o Conselho de Estado, e quem integra o Conselho Superior de Defesa Nacional. E não me venham com a treta de que a lei já define a maior parte das personalidades integrantes.
Pode parecer uma chinesice.
Mas, por exemplo, se o assessor económico do Presidente for um conhecido economista que escreva periodicamente em jornais ou comente nas TV, eu posso formar uma opinião sobre o que Belém possa provavelmente vir a defender em termos de políticas económicas, etc.
Por exemplo quem é o assessor para a defesa nacional? Presumo que não se fique pelo general que actualmente chefia a Casa Militar.
Quanto a defesa nacional, e como creio que o PR escolheu por exemplo Nuno Severiano Teixeira para o Conselho de Estado, bom, pela minha parte não tenho ilusões sobre o que por aí virá.
Muito provavelmente virá mais do mesmo das últimas décadas, apesar de certas e muito longas discursatas e, claro, envolvo no linguajar da moda!
Mudam, mudarão a conversa mas o sumo sempre o mesmo.
Só que o mundo é outro.
E o assessor para a comunicação social?
E para a cultura?
E para as relações internacionais?
E para pensar no ordenamento do território?
E . . . . .
E . . . . .
Bom dia, tenham um bom Sábado.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Cuidado com o Sol, apesar de hoje estar muito mais fresco (menos 1º C ?)
Boa sorte, felicidades-
António Cabral (AC)
LIDO por AÍ
Luís Pato não quer o espumante da Bairrada à sombra do champanhe
O produtor de Anadia defende que a região tem identidade bastante para andar pelo seu próprio pé e que é composta pelas castas locais, noites frias, influência do mar, solos argilo-calcários e acidez natural.
Luís Pato reage quase antes de a pergunta acabar. Quando ouve chamar champanhe ao espumante da Bairrada, fica "com os cabelos em pé". Não é embirração de produtor, ou talvez seja também, mas daquelas embirrações boas, nascidas de quem passou a vida a defender uma identidade.
A Bairrada não precisa de ser cópia de Champagne. "Nós somos nós próprios", diz o viticultor, e a frase fica no ar como uma rolha que salta sem fazer barulho.
O produtor de Anadia, um dos nomes maiores da viticultura portuguesa, começa pelas castas. As castas locais, "as tradicionais", e vê na Baga uma das grandes expressões da região.
A Baga, no seu vocabulário, é "superplástica". Dá tinto, rosé, espumante, o que lhe pedirem, desde que a saibam tratar. E, sobretudo, é "boa amiga da comida". A acidez ajuda a domar o sal, os taninos "cortam a gordura", e a mesa agradece. O vinho, como a comida, tem "aromas, sabores e texturas".
O espumante da Bairrada continua, para Luís Pato, abaixo do reconhecimento que merece. A proximidade ao mar ajuda a construir a personalidade do vinho. As noites frias conservam a acidez das uvas, e no espumante a acidez é quase destino. "O segredo do espumante e dos brancos é uma boa acidez natural", lembra, com a desconfiança de quem prefere o que vem da vinha ao que se corrige depois na adega.
A segunda razão está no solo argilo-calcário, capaz de dar profundidade, textura e essa nota que, noutros lugares, se descreve como "brioche, pão torrado, manteiga boa, vegetal, nascida do tempo sobre as borras". Luís Pato fala disto sem complicar, como quem transforma ciência em conversa de mesa.
Para ele, o espumante não pertence apenas aos brindes solenes, aos casamentos, às passagens de ano ou às fotografias com copos erguidos. É "o vinho do encanto", "o vinho do amor","o vinho do tête-à-tête".
O produtor de Anadia defende que a região tem identidade bastante para andar pelo seu próprio pé e que é composta pelas castas locais, noites frias, influência do mar, solos argilo-calcários e acidez natural.
Luís Pato reage quase antes de a pergunta acabar. Quando ouve chamar champanhe ao espumante da Bairrada, fica "com os cabelos em pé". Não é embirração de produtor, ou talvez seja também, mas daquelas embirrações boas, nascidas de quem passou a vida a defender uma identidade.
A Bairrada não precisa de ser cópia de Champagne. "Nós somos nós próprios", diz o viticultor, e a frase fica no ar como uma rolha que salta sem fazer barulho.
O produtor de Anadia, um dos nomes maiores da viticultura portuguesa, começa pelas castas. As castas locais, "as tradicionais", e vê na Baga uma das grandes expressões da região.
A Baga, no seu vocabulário, é "superplástica". Dá tinto, rosé, espumante, o que lhe pedirem, desde que a saibam tratar. E, sobretudo, é "boa amiga da comida". A acidez ajuda a domar o sal, os taninos "cortam a gordura", e a mesa agradece. O vinho, como a comida, tem "aromas, sabores e texturas".
O espumante da Bairrada continua, para Luís Pato, abaixo do reconhecimento que merece. A proximidade ao mar ajuda a construir a personalidade do vinho. As noites frias conservam a acidez das uvas, e no espumante a acidez é quase destino. "O segredo do espumante e dos brancos é uma boa acidez natural", lembra, com a desconfiança de quem prefere o que vem da vinha ao que se corrige depois na adega.
A segunda razão está no solo argilo-calcário, capaz de dar profundidade, textura e essa nota que, noutros lugares, se descreve como "brioche, pão torrado, manteiga boa, vegetal, nascida do tempo sobre as borras". Luís Pato fala disto sem complicar, como quem transforma ciência em conversa de mesa.
Para ele, o espumante não pertence apenas aos brindes solenes, aos casamentos, às passagens de ano ou às fotografias com copos erguidos. É "o vinho do encanto", "o vinho do amor","o vinho do tête-à-tête".
Um vinho para tornar as pessoas mais sociáveis, para acompanhar as coisas grandes da vida, que às vezes são apenas estar bem à mesa com alguém.
Há, ainda, a questão dos jovens. Como pô-los a beber vinho, sobretudo espumante, mais fresco, mais leve, talvez mais próximo das novas formas de consumo.
Há, ainda, a questão dos jovens. Como pô-los a beber vinho, sobretudo espumante, mais fresco, mais leve, talvez mais próximo das novas formas de consumo.
Luís Pato acredita que é preciso desafiá-los através de experiências e admite vinhos com menos álcool, desde que a lei, "essa senhora tantas vezes lenta e desconfiada, permita alguma liberdade para experimentar".
Mas a novidade, para ele, não pode destruir a origem.
Mas a novidade, para ele, não pode destruir a origem.
A tradição está nas castas e no carácter do local.
E, se fosse possível, até as leveduras da segunda fermentação deviam ser da região.
Luís Pato chama-se a si próprio "um fundamentalista da natureza", não como quem pede desculpa, mas como quem encontrou uma regra para trabalhar.
Diz que a natureza "é muito mais sábia" do que se imagina. O segredo talvez esteja em escutá-la antes de a corrigir.
Diz que a natureza "é muito mais sábia" do que se imagina. O segredo talvez esteja em escutá-la antes de a corrigir.
Estou Muito Enganado ?
A história de Portugal teve sempre mais traidores que homens de bem. Os segundos foram sempre desprezados por quem faz da mediocridade e inveja o seu lema de vida.
Vivemos há décadas governados por tiranos oriundos de uma sociedade rural essa que sempre detestaram.
O solo português é propício mais a ervas daninhas que a frutos de qualidade.
Vivemos num país de invejas e água turva.
Mistura mortal essa com a qual vamos alimentando o ego de quem vai a votos. . . . . .
Estou muito enganado ?
AC
4 JULHO 2026
DIA do VINHO
Feriado Municipal COIMBRA
> 1137 - D.Afonso Henriques assina o acordo de Tui
> 1776 - Declaração de Independência dos EUA
> 1821 - D. João VI regressa a Portugal
> 1865 - Publicada a primeira edição de "Alice no País das Maravilhas", de Lewis Carroll
> 1937 - Atentado falhado a Oliveira Salazar
> 1942 - Japão ataca as ilhas Midway
> 1992 - Faleceu Astor Piazzolla
AC
sexta-feira, 3 de julho de 2026
LIDO no SAPO, esta "OPINIÃO" de Joana Petiz -A grande mentira de Costa.
Sublinhados da minha responsabilidade
AC
Os números do INE revelaram enfim a realidade ignorada ou deliberadamente escondida, mas afinal bem percebida: em três anos, os imigrantes duplicaram e todos empobrecemos. Imigrantes incluídos.E agora, já se pode falar da grande mentira de António Costa? Não é fácil escolher uma só, claro. A herança é gorda, entre os repetidos anúncios de "médicos de família a chegar a todos os agregados", o milagre do hidrogénio verde e do canal ibérico que atravessaria os Pirenéus para levar energia limpa e nova a toda a Europa, a ferrovia que ligaria o país por dentro e para fora, a "habitação digna para todos" em meia dúzia de anos... é à escolha do freguês.
É reconhecida a capacidade desse ex-primeiro-ministro, promovido a presidente do Conselho Europeu depois de abandonar um governo entalado num vergonhoso caso de corrupção, de anunciar o que nunca fez por cumprir e escapar ileso à revolta dos carecas a quem o elixir cabeludo falhou, enquanto o seu séquito lhe alisa os incumprimentos pela medida da narrativa que melhor serve a ocasião.
Há porém um vencedor destacado nesse rol de engodos: a negação do efeito de chamada, mais vezes do que Pedro negou Jesus, e as consequências trágicas de uma lei que escancarou as portas do país, fazendo o total de imigrantes duplicar para os atuais 1,6 milhões e levando até a União Europeia a castigar Portugal por pôr em risco a segurança do Espaço Schengen.
Nos anos em que vigorou, a manifestação de interesse trouxe a Portugal mais de 1 milhão de estrangeiros, a maioria deles a chegar entre 2021 e 2024. Precisamente, enquanto se rebentava com um Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) que era caso de estudo internacional, com o único objetivo de salvar a pele a António Costa e a um ministro que, no seu governo, colecionou casos e casinhos, do familygate às golas antifumo —agradeçamos aos céus que já não nos governassem quando se descobriu o caso da esquadra do Rato, ou teriam decerto acabado com a Polícia no seu todo.
Em três aninhos apenas, entraram e ficaram por cá mais de 700 mil estrangeiros — o único critério, terem a passagem de avião (quantos a conseguiram à boleia de máfias ainda estamos para saber...). Muitos chegaram do Brasil, de Angola, de Cabo Verde,países que partilham connosco a língua, as raízes culturais e em muitos casos até são família. Mas nestes três anos houve uma mudança fundamental nos fluxos: os que vieram da Índia, meros 35 mil em 2022, são agora tantos quantos os angolanos com quem partilhamos séculos de história; os nepaleses tornaram-se no quinto povo mais representado. Se alargarmos ao Indostão (juntando a estes dois países os cidadãos que chegaram do Bangladesh e do Paquistão), esta tornou-se, em três anos, na segunda maior comunidade imigrante. Reino Unido, Itália ou França deixaram de figurar no top 5.
Como agora confirma o INE, nesse período chegaram a Portugal 334 mil brasileiros (mais que duplicando a presença, para os atuais 574 mil) e os nem 90 mil indostânicos registados triplicaram para os atuais quase 250 mil, sendo maioritariamente homens (cerca de 60%) e a viver sobretudo na Grande Lisboa.
Não é um desvio, não são perceções. É a prova cabal de que a legislação apadrinhada por António Costa foi um absoluto desastre, responsável por sobrecarregar infraestruturas sem apelo nem agravo, estilhaçar a coesão social, agravar sarilhos que já eram grandes com a habitação à cabeça. São estes imigrantes (quantas vezes a viver em condições sub-humanas) que competem com os jovens e a classe média por casas na cidade; porque quem as tem disponíveis demasiadas vezes cede à tentação pouco escrupulosa de quadruplicar a renda, cobrando não pelo apartamento mas por cama.
Os números da imigração que resultam do consulado de Costa & companhia — deliberadamente escondidos ou desconhecidos por absoluto desinteresse — põem finalmente a nu a total irresponsabilidade de quem nos governava e a absoluta indiferença quanto ao estado em que deixou o país e quanto aos imigrantes que aqui chegaram de rajada, à procura de uma vida melhor. Nunca houve a menor preocupação com a capacidade de receber e integrar estas mais de 700 mil pessoas; todos os avisos foram descartados como "alarmismo" e "xenofobia", todos os sinais atirados para o cesto das "perceções sem ligação à realidade".
Agora que a verdade se tornou inegável, os discípulos de Costa encetaram as manobras de circo habituais, entre o esgotado argumento de que sem estas pessoas não tínhamos quem trabalhasse e contribuísse para o Estado Social e o vergonhoso desprezo pela necessidade de ensinar-lhes língua, costumes, hábitos e regras. Uma integração impossível de fazer de sopetão, que compromete, desde logo, as possibilidades de melhores perspetivas de vida dos próprios imigrantes.
Nesta fuga para a frente de que o PS fez modalidade olímpica, tirando bom partido da falta de memória e da contaminação ideológica da bolha comentadeira, há um campeão destacado: Miguel Prata Roque, que conseguiu dizer e repetir, sem nunca se rir, que foi o governo de Passos Coelho que acabou com o SEF.
Mas voltemos à vaca fria (sem ofensa a animalistas e wokes) e aos argumentos com que ainda tentam vender-nos que é normal e até desejável esta transformação social. Dizem-nos que se não tivessemos recebido estas pessoas, não teríamos quem trabalhasse os nossos campos, fizesse as obras de que o país precisa e nos entregasse a comida em casa — mas quantas colheitas ficaram por fazer em 2021, quando tínhamos metade dos imigrantes? E quantas entregas ficaram por fazer. Há assim tanta gente que não pode levantar o rabo da cadeira e ir fazer as compras ou buscar o seu jantar... Mais, quem pode garantir que se não houvesse tantos imigrantes a agarrar estes serviços nao haveria tantos jovens estudantes a agarrá-los como forma de ganhar uns trocos? E por que razão, com este boost de trabalhadores, se fala em escassez de mão-de-obra na construção, a ponto de o custo desse fator subir a uma média de 8% ao ano desde 2022?
O país precisa de imigrantes, claro que sim. Mas não a qualquer custo. E certamente não para perpetuar o trabalho pouco qualificado e pior remunerado que só quem está desesperado aceita fazer.
Depois vem o inevitável grito das contribuições: se não fossem estes imigrantes. os nossos velhinhos não tinham reforma! É verdade que os estrangeiros que aqui chegaram ajudaram a Segurança Social a pagar as despesas sociais com os 4 mil milhões a mais que entregaram à Previdência no último ano (numa receita total de 46 mil milhões); mas também é bastante óbvio que não resolvem o mais que anunciado colapso das contas de um país em que já há menos de dois trabalhadores a sustentar cada pensionista e a curva demográfica continua vergada ao envelhecimento, com 30% dos poucos jovens que temos a desistir de viver em Portugal (e não, a culpa não é do Passos, a troika já foi há mais de uma década!). Nada resolverá senão a diversificação de formas de garantir rendimentos futuros em convivência com o depauperado sistema de pensões.
Quanto ao IRS, bem, por alguma razão nunca é trazido à baila neste tema. Com baixas qualificações ou impossibilitados de fazer valer as suas competências porque nada conhecem do país e da língua, nove em cada dez imigrantes não chegam a receber mil euros por mês, uma miséria que os isenta de imposto mas também contribui para manter a média salarial esmagada sob a necessidade de subir os salários mais baixos, em nome da dignidade mínima do cada vez maior número de pessoas que vive nesta fasquia de rendimentos. E se fizermos bem as contas, agora que temos números reais, em breve vamos perceber que o se somou à riqueza do país, depois de dividido por todos, se traduz num PIB per capita mais baixo do que tínhamos antes de duplicar a imigração. Estamos todos pior, imigrantes incluídos.
À boleia das políticas ditas socialistas de António Costa, vendidas como baluarte da bonomia e da evolução europeia, promoveu-se os baixos salários e os trabalhos de pouco valor acrescentado, comprometeu-se o desenvolvimento económico e a atração de investimento diferenciado, desprezou-se o talento e empurrou-se os jovens para paragens mais florescentes, deitou-se gasolina sobre a fogueira da radicalização (que Costa sempre alimentou por a saber garantia da sua sobrevivência), desprezou-se a fundamental integração e gerou-se na sociedade uma hostilidade que nunca tivemos para com os nossos imigrantes.
A grande mentira está a nu. O preço que iremos pagar por ela, ainda mal começámos a descobri-lo.
EDP
Num dos seus últimos textos para a revista do Expresso Clara Ferreira Alves "destilou amor" pela EDP.Pessoalmente creio que com imensa razão.
Já não é a primeira vez que falo nisto mas volto à carga, ciente de que na EDP e nas câmaras municipais e nas juntas de freguesia se estão a borrifar para mim e milhões de outros portugueses, mas sempre a favor da EDP.
E desfeitear fachadas.
Claro que enterrar cablagens saía muito caro.
É Portugal.
Mas, concedo, às vezes na EDP são mesmo uns queridos.
Notem o desvelo evidenciado na fotografia de cima, em contornarem as bases da varanda.
Puro, notável e enternecido desvelo.
AC
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