quinta-feira, 16 de abril de 2026

PRESUMIA-SE DEBATE,  SAIU UMA CENA

Cada cabeça sua sentença, dito popular inquestionável.

Mas em "cima" dele pode, e deve-se, procurar colocar serenidade, seriedade, rigor, verdade, honestidade intelectual e reconhecer o bom, o sofrível, e o mau de todas as coisas, de todas as pessoas, da história, do passado e do presente.

É minha opinião que o 25 de Abril de 1974 mudou completamente Portugal, e para bem melhor.
É minha opinião que a sociedade portuguesa foi ficando diferente e bem melhor em imensos aspectos, embora no presente haja muita coisa mal, persista muita coisa mal, persistam e até tenham aumentado desigualdades inaceitáveis.

Inteligentemente promoveu-se a adesão à Europa e, aparentemente, continua a manter-se e bem a noção e a importância da nossa posição Atlântica.

Continuo a pensar que é perfeitamente compreensível a alegria, a explosão social dos primeiros meses a seguir ao que os militares promoveram. 
Ao que os militares promoveram, não foi nenhum oposicionista dos vários que, LEGITIMAMENTE, se opunham ao Estado Novo!

Com as felizmente realizadas eleições em 1975 para a Constituinte e depois em 1976 as diferentes eleições começou-se a estabilizar o regime, e entrou-se progressivamente na normalidade democrática.
As revisões Constitucionais de 1982 e 1989 sedimentaram o quadro Constitucional.

Lamentavelmente, durante anos e já com o regime perfeitamente estabelecido, estabilizado, sedimentado, a funcionar normalmente, uns 
sacripantas FP 25 Abril resolveram durante anos fazer atentados e matar pessoas. Lamentável, inqualificável.

A cereja em cima do bolo é que, depois de jogos de bastidores que tenho por deploráveis e urdidos entre as almoçaradas e jantaradas num conhecido hotel e os palácios, as criaturas acabaram depois por ser amnistiadas.
Lamentável, na minha opinião naturalmente.

Mas voltando atrás ao tristemente famoso PREC, depois de 28 de Setembro de 1974 e até aos inícios de 1976 praticaram-se desmandos vários, prisões muitas delas certamente arbitrárias e, creio, terá havido coisas bem piores feitas a vários detidos.

Há dias Rui Moreira ex-presidente da câmara municipal do Porto publicou um artigo relativamente ao qual não detectei que tivesse havido qualquer contraditório, qualquer comentário por parte de alguns que estão sempre a defender a sua honra e da de outros amigalhaços. 

O filósofo Pacheco Pereira que há décadas se dedica a história (li vários dos seus livros e tenho-os por meritórios) desafiou o insuportável deputado e chefe do Chega para um debate essencialmente sobre presos políticos, antes e depois de 25ABR74. Tudo por causa de declarações proferidas por Ventura na Assembleia da República.

Enchi-me de coragem e paciência e abri mais uma excepção e estive na sala sentado a ouvi-los, afastado do televisor para não os ver, enquanto ia arranjando uma coisa cá de casa que se tinha partido. 
Ouvi tudo.

Na minha opinião, pretendeu-se debate mas, esclarecimento, rigor e verdade estiveram muito afastados daquela hora de berraria Venturesca.
Presumia-se debate, saiu uma CENA. Nada será de espantar face aos interlocutores.

Pacheco Pereira, nominalmente militante PSD, usou sempre de tom relativamente sereno mas não deixou de evidenciar claramente o fundo imutável de esquerdalho maoista! Quer sempre ficar de bem com a esquerdalhada extrema e com a esquerda moderada e decente.

André Ventura foi basicamente igual a si próprio, nas interrupções, na voz irada, na agressividade, na pouca documentação apresentada. Insuportável, embora na minha opinião tenha razão em algumas coisas.

Algumas breves observações:

* Caricato para não dizer mais Ventura dizer que nenhum PM no Estado Novo mandou prender, etc. 
Não era preciso, o "sistema" estava bem oleado, a PIDE e depois DGS, com GNR e PSP e governadores civis tratavam bem dos "assuntos".

* Ventura tem obviamente razão quando afirma que os primeiros anos a seguir ao 25ABR75 não foram apenas cravos e rosas, e basta serenamente recordar o PREC e depois os anos deploráveis com as FP 25ABRIL no terreno.
No auge do PREC, no Continente, houve imensos presos políticos, com prisões de duração variável. 

* Pacheco Pereira e Ventura divergiram quanto a comparações, sobre o que é ou não é comparável.
A mim parece-me legítimo comparar quantos presos políticos havia em 24ABR74 no Continente mais os do Tarrafal com os presos todos durante o PREC (11MAR-25NOV75), sendo certo além disso que de 28SET74 a 11MAR75 houve também muita gente que foi presa. 
Os tais muitos mandatos em branco existiram.

* Ainda quanto a comparações, creio difícil categorizar com absoluta  segurança todos os que estiveram e estavam presos em Angola, Moçambique, Guiné, Cabo verde, S.Tomé e Príncipe, Macau e Timor.
Certamente houve presos por se manifestarem contra os poderes de então, coloniais, mas por exemplo também certamente houve ao longo dos anos muitos presos por delitos comuns e criminalidade.

* Não tenho por outro lado dúvidas que deve ter havido imensas arbitrariedades e selvajarias praticadas pelas diferentes hierarquias dos poderes, e muito particularmente pelas mais baixas, para "mostrarem serviço". E deve ter havido execuções, desaparecimentos.

* Tenho dúvidas se no contexto em apreço se pode/ deve ponderar o que aconteceu nas nossas colónias/ províncias ultramarinas entre os cessar fogo acordados ou tácitos e os dias da independência formal. Angola sobretudo é um caso paradigmático. 
E houve imensas situações inqualificáveis. 
E creio que houve por exemplo muitas execuções incluindo dos africanos que lutaram pelo estado português.

* Que a descolonização foi trágica parece-me difícil de contestar. Mas também creio que seria difícil ter sido muito diferente face ao que se herdou e à concreta e unilateral paragem dos nossos militares.

* A corrupção não é um fenómeno exclusivo da democracia. 
Existia/ existiu e muita no Estado Novo.

* Quanto a André Ventura não vale a pena perder mais tempo.
Quando a Pacheco Pereira esperava mais seriedade.
Do que lhe ouvi a minha conclusão é simples, claramente procurou relativizar o que aconteceu designadamente no PREC.
Dizer que houve meia dúzia de casos é no mínimo desprezível.

* Além disso tinha-lhe ficado bem lembrar que Portugal não foi diferente de vários outros Estados Europeus, tinha-lhe ficado bem recordar (já que é "historiador") todo o século XIX e o XX até 1945, e recordar os erros enormes e o meter a cabeça na areia por parte de Salazar quando todos MENOS NÓS começaram a descolonizar.
Tinha-lhe ficado bem mas, lá está, maoista uma vez . . . . 

* Como tenho referido amiúde em textos diversos continuamos mal, pessimamente Ventura embora tenha razão em várias coisas.
Mal Pacheco Pereira e outros da esquerda à direita decentes incluindo alguns militares. Esquerdalhada incoerente e inconsequente mal continua. 
Verdade e rigor e reconhecer o passado TODO dos primeiros anos de vida democrática continuam afastados da realidade política nacional, afastados das "bolhas" e dos donos disto e daquilo. Lamentável.

* 52 anos é mais do que tempo suficiente para sanar feridas, desfazer dúvidas, e ACABAR com OS DONOS DISTO e DAQUILO, sendo certo que em democracia haverá sempre uns quantos pantomineiros que gostariam de regressar a várias coisas do Estado Novo (onde não foi tudo mau)  e outros pantomineiros gostariam de continuar a dar tiros em portões e etc.

* Não, o 25 de Abril de 1974 não foi MAU, mudou Portugal completamente e para bem melhor. É a minha opinião.

* Sim, houve muitos desmandos e coisas inqualificáveis sobretudo depois de 11MAR75 e prosseguiram a espaços tragicamente com as FP 25ABRIL já com o regime mais que estabilizado.

* Infelizmente a esquerda, e é preocupante para mim que isso se passe com a esquerda moderada e decente, continua a não querer perceber  que é falacioso e errado continuar a querer justificar dificuldades e problemas do presente apenas com o Estado Novo.

Infelizmente continuam a defender que a descolonização foi perfeita quando não foi, mas é para mim certo que podia ter sido um pouco diferente embora difícil.

Infelizmente é minha opinião que a esquerda moderada e decente prossegue num caminho de descredibilização. O que se passa por exemplo com a UGT parece-me exemplo eloquente.

E para mim, assistir à progressiva descredibilização da esquerda moderada e decente preocupa-me bastante, e creio que é muito mau para a sociedade portuguesa.

Aguardemos pelos próximos capítulos.

António Cabral (AC)
Caros Jornalistas
por henrique pereira dos santos, em 16.04.26

Acabei de ver agora que Tiago Antunes não conseguiu ser eleito como Provedor de Justiça.

Acho que é uma história a que os senhores jornalistas deveriam prestar atenção.

O CHEGA, acossado por todos os lados, resolveu propor para o Tribunal Constitucional pessoas cuja adequabilidade ao cargo parece ser generalizadamente aceite.

O PS, sabendo de toda esta história sobre a eleição para cargos externos ao parlamento, quando finalmente conseguiu que os outros partidos aceitassem a indicação do PS para Provedor de Justiça, em vez de se precaver, indicando uma pessoa que qualquer pessoa de bem poderia aceitar, resolveu, porque é a isso que está habituado, indicar quem os aparelhistas entenderam, partindo do princípio de que os outros partidos e os jornalistas não chateavam muito com o facto de haver sérias reservas ao nome concreto para o cargo concreto.

E é isto, caros jornalistas, à força de tratarem o PS de maneira tão fofinha, desabituaram o partido (e a esquerda em geral) de serem sujeitos a escrutínio e de assumirem responsabilidades políticas pelas decisões que tomam.

E isso, caros jornalistas, não favorece os vossos favoritos, pelo contrário, fortalece os que se habituam a ser escrutinados e torna irresponsáveis os vossos amigos.

A queda da esquerda também é responsabilidade vossa, de cada vez que num noticiário aparece o senhor secretário geral da ONU ou o senhor presidente do Conselho Europeu, que vós tratais sempre nas palminhas, o PS perde um cento de votos
.

Acabei de chegar a casa depois duma razoável caminhada.
Um bom amigo telefonou-me, divertidíssimo, para me dizer que o PS tinha protagonizado mais um triste episódio.

Fui procurar e ler meia dúzia de coisas.

Refiro-se ao CHUMBO mais que esperado de um Socrático e Costista indicado pelo PS para vir a ser Provedor de Justiça: Tiago Antunes é o nome da criatura.
Tem qualidades e defeitos como todos nós.
Quando até imensos dentro do PS olham para ele de soslaio fica quase tudo dito.

Naturalmente que não posso provar em tribunal, mas creio que esta criatura juntamente com outras criaturas e no tempo lamentável de Sócrates como PM, foram protagonistas de coisas muito discutíveis para não dizer desprezíveis. Como sempre admito poder estar enganado.

Posso estar enganado mas creio que foi esta criatura que ao tempo de Costa PM tinha como principal missão trabalhar pela carreira internacional de Costa.

Por todos estes antecedentes e sempre com o aplauso da comunicação social das bolhas esquerdistas (embora se diga sempre que a direita domina completamente a comunicação social) as cliques do PS creio que sobretudo Costistas decidiram que Tiago era óptimo para o cargo.

Essa gente PS e OCS continuam a não querer perceber.

Salvo melhor opinião, creio que Henrique Pereira dos Santos (texto acima) avalia bem a questão.

AC

Á R V O R E S

Olaia
Freixo

(revista Adufe)

AC

"Que me quereis, perpétuas saudades?

Com que esperança ainda m'enganais?

Que o tempo que se vai não torna mais,

E se torna, não tornam as idades"

(Luís de Camões)

AC

ADUFES


AC

INSUPORTÁVEL
A insuportável (para mim evidentemente) Von der Leyen está toda contentinha com o afastamento de Orban lá na Hungria e está já a lançar as sementes de ataque às soberanias nacionais dos Estados membros.

Na sua agenda que na realidade não esconde, a Leyen quer acabar  com a possibilidade de um Estado membro VETAR planos desta criatura, desta ALEMOA ex-ministra da defesa e que os poderosos na Europa conseguiram colocar como presidente da comissão Europeia.

Ela e por cá igualmente se passa o mesmo, uma série de serventuários contentinhos com o afastamento de Orban, têm a vileza de não dizer que as eleições na Hungria deram uma esmagadora vitória da direita.

Posso estar enganado, mas parecendo um bocado diferente e para melhor não creio que o sucessor de Orban se esqueça do seu país e creio que nada será subserviente face à Leyen e sequazes e aos poderosos na Europa.

Aguardemos.

AC
16  ABRIL  2026
DIA MUNDIAL DA VOZ
> 1889 - Nasce Charlie Chaplin
> 1908 - Nasce António Lopes Ribeiro
> 1936 - As aventuras de Tintin são publicadas em Portugal pela primeira vez
> 1948 - Na sequência do plano Marshall Portugal assina a Convenção de Cooperação Económica Europeia, que mais tarde se tornará na OCDE
> 1975 - Criada a EDP a partir da nacionalização de vários distribuidores de electricidade, e nacionalizadas a CP e a Siderurgia Nacional

Bom dia
Tenham uma boa 5ª Feira.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida
Boa sorte

AC

quarta-feira, 15 de abril de 2026

PRECIOSIDADE

É uma preciosidaderecebida de um bom amigo, um verdadeiro tesourinho sobre Marcelo.

Não é sobre o tagarela, é sobre Marcelo Caetano.

AC

NÃO  ERA  PRECISO

Dizem-me (só tenho este modesto blogue, e quase não tenho feito passagem pelas gordas via NET nem espiolhar blogues) que alguém terá comparado o PM Pedro Sanchez a Churchill, que este Pedrinho seria o novo Churchill.

Como se percebe pelo que acima refiro não faço ideia da notícia nem dos seus contornos.

Mas se foi feita alguma comparação deste caramelo espanhol (respeito sempre a opinião de outrem, mas para mim o mínimo a dizer desta criatura é - caramelo farsolas) com o estadista britânico, então só se confirma que anda tudo doido. 

Noção da realidade, sentido das proporções, . . . . pois . . . .  
Opinião pessoal naturalmente.

Não era preciso mais isto para confirmar que - as latas vazias fazem muito mais barulho que cheias . . . . aplica-se a certos cérebros . . . . obviamente.

Bom dia, tenham uma boa 4ª Feira.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida. 
Boa sorte.

AC

"Nunca foi mal nenhum mor

nem no há i nos amores

qu'a lembrança do favor

no tempo dos desfavores"

(Bernardim Ribeiro)

AC

PORTUGAL,  a  propósito  de  MEMÓRIA 
Como escreveu um dia José Mattoso sobre "Fazer História", e de que repesco várias afirmações suas e que reproduzo, outrora fazer história era contar os feitos gloriosos dos que exerciam poder.

Mais tarde, foi contar o que era importante, contar o que de importante se passara num país ou numa época, considerando-se importante designadamente o que havia provocado maiores transformações, ou envolvido mais gente, ou acções de poder. 

Também se considerou história mostrar-nos o mal praticado por uns e o bem realizado por outros. Exaltar os progressos da Liberdade, da Democracia ou da Ciência.

Mais recentemente a história dos grandes movimentos sociais e económicos, procurando aí  a explicação mais profunda  do dever humano ou a sua compreensão global.

Depois, sucedeu a preocupação com maior rigor, a verdade, iniciou-se a crítica das fontes, chamou-se o auxílio da estatística e de muitas outras ciências, e a história alargou o seu campo de observação. 

Estudar-se a evolução dos factos sociais, os sentimentos, rituais e crenças, família, espaço e tempo, linguagem, escrita etc.
Tudo portanto o que é humano ou ajuda a compreender o homem nos seus mais variados aspectos.

Naturalmente, o alargamento dos campos de pesquisa criou alguma relativização da noção da verdade histórica ou de objectividade do discurso histórico.

Mattoso referia que se a história pretende responder à insaciável curiosidade do homem pelo seu próprio passado como forma privilegiada da compreensão do presente, não pode renunciar à busca da objectividade e do rigor.

Este recurso a algumas considerações históricas e passadas nomeadamente de José Mattoso vem a propósito de certos tiques na sociedade portuguesa das últimas décadas.
E não me refiro aos praticamente 52 anos de regime de direito democrático. Falo de várias décadas da sociedade portuguesa, desde nomeadamente 1940/ 1945.

Na sociedade portuguesa e em particular quanto aos tempos mais recentes, os das "Bolhas" (esquerdalha extrema, esquerda moderada e decente, direita moderada e decente, direitola extrema e retrógrada) persistem as narrativas e o teimarem que a história é como eles dizem que foi e não como aconteceu na realidade, em todas as dimensões.

E refiro sem grandes detalhes mas com clareza por onde quero começar: pelo Estado Novo. 

Antes do 25 de Abril de 1974, não só mas sobretudo através de acções armadas/ terroristas da ARA (braço armado do PCP), da LUAR e dos operacionais de Carlos Antunes e associados, foram executados diversos ataques a instalações, a infra-estruturas, desvio de avião da TAP e assalto ao Sta Maria onde criminosamente assassinaram um dos oficiais. Criminosos que vieram a ser considerados democratas.

Mas além disto acima superficialmente indicado e que assentou essencialmente em luta política contra o regime ditatorial do Estado Novo, a execrável polícia política, mais a GNR e mais a PSP executaram ao longo do tempo diversas pessoas. Não tenho presente se a Legião também teve este deplorável cadastro.

Depois do 25 de Abril de 1974, adquirida felizmente a liberdade e começada a construção do Estado de direito democrático, houve uns primeiros meses de inicial e compreensível e legítima explosão social, a que se seguiu um período em que Spínola e associados não quiseram perceber que tínhamos de largar (e já íamos atrasadíssimos, opinião pessoal naturalmente) os territórios em África e, depois, um lastimável período de alucinação quase geral (PREC) de 11 de Março a 25 de Novembro de 1975.

Em 25 de Abril de 1975 realizaram-se felizmente as eleições para a Assembleia Constituinte, eleições que alguns queriam pelo menos adiar, mas que agora os seus seguidores e defensores dos de então fingem que nada disso foi tentado. 
Os resultados dessas eleições deram a primeira forte derrota à esquerda ortodoxa e extrema esquerda, que nunca o engoliram, e por isso desenvolveram o PREC. É a minha opinião, naturalmente.

Neste período (PREC) ocorreram infelizmente coisas inaceitáveis, designadamente assaltos a sedes de partidos políticos e nomeadamente às do PCP. INACEITÁVEL a todos os títulos.
Assaltaram e incendiaram a embaixada de Espanha. DEPLORÁVEL.
Outros colocaram bombas e mataram pessoas. DEPLORÁVEL.

ELP, MDLP, FP 25 de Abril e outros grupelhos e indivíduos são (opinião pessoal naturalmente) nódoas na nossa história recente.
Como nódoas na nossa história ficaram (opinião pessoal, naturalmente) certas amnistias.

Em 1976 prosseguiram os bombistas, de origens diversas.

No PREC prenderam pessoas sem mandato, etc.

Para uns o 25 de Novembro de 1975 foi redentor. !?!?!?!

No PREC e ainda uns largos tempos depois houve de tudo, bombas, atentados, mortes como em Vila Real e não só.

E a mortandade das FP 25 Abril por anos, incrivelmente, já com o regime mais que estabilizado.

Enfim, um período maravilhoso (opinião pessoal naturalmente) a seguir a 25ABR74, seguido de bastante loucura, seguido de atentados. Nódoas imensas da nossa história.

Mas vivo no regime onde me sinto bem.

O que me incomoda é não esclarecerem de uma vez por todas o que nebuloso continua. Da esquerda à direita. Permitindo demagogia, deturpações.

Ontem ( a isso dedicarei poucas palavras noutro texto) enchi-me de coragem e assisti à "cena" entre o filósofo há décadas dedicado à história (Pacheco Pereira) e o insuportável deputado de extrema direita (Ventura).

O que dali saiu foi . . . . basicamente nada quanto a, esclarecimento, rigor, verdade. É a minha opinião admitindo, COMO SEMPRE, poder estar a ver mal isto tudo.

AC
15 ABRIL 2026
DIA MUNDIAL DO DESENHADOR
> 1452 - Nasce Leonardo da Vinci
> 1581 - Tomar, proclamação régia de Filipe I
> 1865 - Faleceu Abraham Lincoln, depois de alvejado a tiro
> 1878 - Paris, primeira mostra de pintura impressionista, Monet, Renoir, Degas
> 1903 - Fundação do ACP
> 1913 - Nasce Raul Rego
> 1915 - Titanic afunda-se
> 1923 - Insulina disponibilizada para tratamento da diabetes
> 1996 - Faleceu Beatriz Costa
> 2005 - Porto, inaugurada a Casa da Música
> 2019 - Paris, Notre Damme destruída por incêndio
AC

terça-feira, 14 de abril de 2026

"Tudo, em volta de nós,

Tinha um aspecto de alma. 

Tudo era sentimento,

Amor e piedade.

A folha que tombava

Era alma que subia . . .

E, sob os nossos pés, 

A terra era saudade,

A pedra comoção o pó melancolia"

(Teixeira de Pascoaes)

AC

GUERRA  e  PAZ

Lembrou bem o Expresso.

Bom dia, tenham uma boa 3ª Feira.
Saúde e boa sorte.

AC

UM POVO SEM LETRAS NÃO VIVE MUITO TEMPO, E SE VIVE, É UMA EXCEPÇÃO PRIVILEGIADA
(LATINO COELHO) 

A LITERATURA NÃO É ALGO QUE NOS FAÇA FELIZES, MAS AJUDA-NOS A DEFENDERMO-NOS DA INFELICIDADE.
(MARIO VARGAS LLOSA)

AC

 

AC

Depois de uma tarde a tratar do jardim, a nossa vida importa menos .

(Cardeal Tolentino de Mendonça)

AC

14  ABRIL  2026
DIA INTERNACIONAL DO CAFÉ
> 1909 - Nasce Soeiro Pereira Gomes
> 1912 - Pela 2340 horas o Titanic choca com um icebergue; virá a afundar-se em 15 de Abril
> 2010 - Islândia, o vulcão Eyjafjallajokull entra em erupção causando encerramentos no espaço aéreo Europeu
AC

segunda-feira, 13 de abril de 2026

ZAPING

No meu retiro de fim de semana prolongado aqui na aldeia e enquanto preparo o almoço resolvi ligar o televisor e, num zaping pelos canais TV, deparei-me com duas saborosas coisas.

- "Não tenho medo da administração Trump" (Papa Leão XIV)

👏👏👏👏👏👏👏👏👏

- Mário Ferreira a entrar no tribunal para julgamento em que é acusado de burla no âmbito da venda de um navio. 

Estou certo de que não houve moscambilha nenhuma, NENHUMA, até porque vai acompanhado de um muito conhecido advogado especialista neste tipo de casos em que o MP se atreve a difamar certas elites (???).

AC

Ontem, DOMINGO, Final de Tarde

O Sol, visto da aldeia, na sua caminhada para se esconder.

AC