Chapéus há muitos
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
sábado, 20 de junho de 2026
Como sempre acontece na vida e particularmente em Portugal, por quase tudo e para quase tudo aparece sempre quem se esganice num sentido e quem se esganice em sentido contrário. Moderação, procura do rigor aparece pouco.
Como disparate me parece o afirmar-se que Luís Neves deseje no seu íntimo encher as prisões o mais possível.
Pessoalmente, como cidadão comum, não é do meu agrado o estilo discursivo a roçar o tempestuoso que até agora Luís Neves vem empregando.
Um dos muitos problemas que o MAI tem (que nós como sociedade temos) é a segurança dos cidadãos e das infra-estruturas críticas (aqui devem entrar também as FA), e é inerentemente o nível /qualidade dos efectivos das forças de segurança. Com problemas graves!
FOI . . . . . .
Foi . . . . . . há muito que deixou de ser.
Era parte da rede de artilharia de costa. Esta velhíssima peça de artilharia é na zona do Outão, perto de Setúbal.
Sobranceira ao mar, boas vistas, e zona óptima para instalar um hotel de luxo, ou um hotel "charme" como agora por vezes se caracteriza certo tipo de alojamento de luxo.
Que há intenções/ projecto para isso há. Aguardemos.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades.
AC
FRAGMENTOS do QUOTIDIANO
Hoje, casualmente, testemunhei duas "cenas", como dizem muito jovens hoje em dia.
1ª - De manhã, enquanto a minha querida mulher ia a pé para o cabeleireiro (a menos de 70/80 metros do local onde tomámos o cafe matinal, peguei no carro e logo pouco depois parei pois o da frente também estacou, junto à saída para o Centro de Saúde, e porquê?
Porque o carro em frente ao dele tinha parado e a condutora saiu do carro e veio abrir a porta do outro lado para sair (com muita dificuldade) um senhor de muita idade, e encaminha-lo para as escadas do centro de saúde, onde deixou o senhor amparado ao gradeamento da escada. Regressou ao carro.
Não é que o animal buzinou pois a senhora estava a demorar um pouco?
Imagino que terá a Bandeira Nacional pendurada na janela.
2ª - De tarde, cerca das 1900 horas, na caminhada da tarde com passo menos acelerado do que habitualmente pois ainda estavam 27º C, testemunhei um animal na avenida D. Manuel em Alcochete a conduzir um Renault em velocidade excessiva e ia atropelando uma pessoa na passadeira; essa pessoa também não foi muito prudente pois prepara-se para entrar na passadeira sem ter tido a certeza que o bólide parava, e via-se bem que ele vinha muito depressa e borrifando-se para as lombas na avenida.
Mais outro que deve ter a Bandeira Nacional pendurada na janela e que em casa deve berrar - traz-me uma Super Bock!
AC
10 de junho de 2026
O Presidente da República devolveu à Assembleia da República, sem promulgação, o Decreto que estabelece regras de utilização de bandeiras em edifícios públicos.
A devolução foi acompanhada da respetiva mensagem fundamentada, que será divulgada após a sua leitura pelo Parlamento.
Mensagem enviada ao Presidente da Assembleia da República:
(sublinhados da minha responsabilidade)
“Palácio de Belém, 10 de junho de 2026
A Sua Excelência o Presidente da Assembleia da República,
Assunto: Decreto da Assembleia da República n.º 70/XVII - Regras de utilização de bandeiras em edifícios públicos
Nos termos do artigo 136.º da Constituição da República Portuguesa, devolvo à Assembleia da República, sem promulgação, o diploma que estabelece regras de utilização de bandeiras em edifícios públicos, o qual suscita questões que convidam à sua reponderação.
Ao exercer este direito de veto não desconheço nem desvalorizo as preocupações legítimas que terão presidido à iniciativa legislativa, nomeadamente a de preservar a dignidade e a neutralidade dos espaços institucionais do Estado.
Não obstante, não se pode ignorar que as causas humanitárias com reconhecimento constitucional e convencional expresso se colocam numa posição distinta das posições político-partidárias, na medida em que o Estado assumiu já compromissos normativos relativamente a elas.
O direito interno incorpora os instrumentos de direito internacional que vinculam Portugal, entre os quais a Carta das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos e o Acordo de Paris. Quando um titular de cargo político hasteia uma bandeira que simboliza a paz, os direitos humanos ou a proteção do clima, não está a imprimir ao Estado uma orientação que lhe seja estranha: está a expressar compromissos que a própria Constituição e o direito internacional vinculativo já incorporaram como valores da República.
Não existe, portanto, impedimento ao hastear de bandeiras que simbolizem causas humanitárias, desde que tal se faça em contexto adequado, com proporcionalidade e sem desvio dos fins próprios do cargo.
O hastear destas bandeiras encontra enraizamento nos nossos valores e princípios constitucionais e nos compromissos internacionais do Estado português, afastando qualquer leitura de instrumentalização político-eleitoral.
Aliás, é a própria Constituição que enquadra, no seu artigo 46.º, a liberdade de associação como uma manifestação de direitos, liberdades e garantias pessoais de que as bandeiras associativas são mera expressão.
Ademais, o Decreto da Assembleia da República n.º 70/XVII suscita ainda questões de outra ordem.
A primeira prende-se com a utilização de conceitos indeterminados, que nada contribuem para a clareza da lei, bem como para a sua correta aplicação. Os conceitos de «bandeira ideológica» e de «bandeira associativa» não se encontram definidos, permitindo especulação e incerteza sobre o seu preenchimento e, naturalmente, sobre a aplicação, ou não, das disposições legais que se pretendem efetivar no ordenamento jurídico.
A segunda tem a ver com a confusão jurídica entre entidade aplicadora e entidade fiscalizadora da lei. A redação do artigo 5.º do Decreto atribui a fiscalização do cumprimento das normas à mesma entidade que tem o poder de determinar que bandeiras são hasteadas, sem prever qualquer mecanismo externo de controlo, ou seja, coloca o potencial infrator na posição de fiscal de si mesmo.
Finalmente, a terceira respeita ao n.º 4 do artigo 6.º, que comete ao juiz da comarca, em processo instruído pelo Ministério Público, a função de aplicação de coimas.
Trata-se de uma solução juridicamente atípica, porquanto o Decreto-Lei n.º 433/82, de 27 de outubro, que institui o regime geral dos ilícitos de mera ordenação social, e para o qual o n.º 5 do mesmo artigo remete subsidiariamente, prevê que o processamento das contraordenações e a aplicação das coimas competem às autoridades administrativas, com recurso posterior aos tribunais. Aliás, este diploma apenas admite o processamento da contraordenação pelas autoridades competentes para o processo criminal e a aplicação da coima por um juiz em caso de concurso de contraordenação e crime.
Devolvo, por conseguinte, sem promulgação o Decreto n.º 70/XVII, sobre “Regras de utilização de bandeiras em edifícios públicos”, para que a Assembleia da República possa, sendo esse o seu entendimento, proceder à sua reapreciação atendendo às objeções formuladas.
Apresento a Vossa Excelência os meus respeitosos cumprimentos,
António José Martins Seguro
*Nota alterada em 11 de junho de 2026, com a inclusão da mensagem enviada ao Presidente da Assembleia da República, após a leitura da mesma no Plenário
sexta-feira, 19 de junho de 2026
PALÁCIO DE SANTA RITA
Na freguesia da Fajã de Cima, Ponta Delgada, S. Miguel, Açores.
Este e outros e outras propriedades terão pertencido à família Jácome Correia.
Disse-me alguém há anos em Ponta Delgada que neste pacato palácio, nos alojamentos térreos, havia nas paredes inscrições e versos de escritor famoso que por lá em tempos terá habitado com alguém de quem gostava. Vendo como comprei!
Desse vasto património o palácio mais imponente é o de Santana, sede do governo regional.
Esta 4ª fotografia é do portão de entrada de viaturas, vendo-se à esquerda a porta de entrada para casa, encimada por proteção para chuva em ferro e vidro.Repito-me:
NADA DEFINE MAIS O TERCEIROMUNDISMO DO PAÍS DO QUE A SOBREVALORIZAÇÃO DO FUTEBOL NO CONTEXTO GERAL DOS IMENSOS PROBLEMAS DA SOCIEDADE PORTUGUESA.
É A MINHA OPINIÃO, DISCUTÍVEL CERTAMENTE, MAS A RESPEITAR COMO RESPEITO AS DE OUTREM.
Um bom amigo a coberto de uma maroteira com bastante piada enviou-me a frase seguinte:" Azar de um homem é assistir a um miserável empate da selecção com o Congo. Tudo o resto é ultrapassável"
Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem, ainda por cima no caso de um bom amigo e homem da minha profissão.
Mas lá está, aparentemente deixou-se ir na onda e sentou-se à frente do televisor.
Eu não, andei entre o escritório (a minha mulher na sala, recusa ver futebol) e a cozinha e um dos quartos (onde também tenho muitos livros e muitos arquivos em papel) onde de vez em quando dormem os netos mais pequenos. Sobretudo cozinha, para ir andando com o jantar. De vez em quando fui espreitar o televisor do escritório.
Calhou estar a entrar no escritório tinha sido marcado o nosso golo, vi calmamente a repetição. Não percebo nada de bola mas creio ter sido uma jogada simples, eficaz, um bom centro, e um excelente e bem executado cabeceamento.
Ligo muito pouco ao futebol. Nisto de selecção raramente vejo os jogos de apuramento para os campeonatos, e também os da primeira fase. Quando passamos a primeira fase costumo tomar atenção.
Ligo pouco ao futebol, e considero insuportável as campanhas sobre ele, o massacre televisivo sobre futebolês com os variados filósofos da bola, sobretudo olhando à situação da nossa sociedade.
E enquanto não me explicarem como é que as quotas pagas aos clubes pelos sócios dão para pagar os pornográficos vencimentos de treinadores e sobretudo jogadores, continuarei a considerar tudo isto vergonhoso, para não dizer coisas mais violentas mas que creio bem verdadeiras.
No Estado Novo, anestesiavam a populaça com os FFF. Fátima mantém-se, futebol muito mais que no passado, quanto a família . . . fica para outra altura.
Mais duas coisas ainda sobre o futebolês, uma é historieta familiar verdadeira, outra é a minha previsão já que a asneira anda em roda livre.
Historieta
Há mais de 12 anos o mais velho (a aproximar-se dos 23, quase jurista) dos meus vários netos e o irmão perguntaram-me:
- avô, é do Benfica ou do Sporting ?
- meus queridos netos, já vos disse uma vez, não ligo ao futebol.
- vá, diga lá, sabe que nós e o pai somos Sporting e a mãe diz como o avô que nada liga ao futebol, de certeza que o avô é de um deles.
- repito, não sou de nenhum.
- ahhhhhh, já percebemos, é do Porto! (Putos!)
Prognóstico
(os meus netos disseram-me que é esta a ordem dos jogos)
Portugal empatará com os UzBeques
Portugal perderá com a Colômbia
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
António Cabral (AC)
quinta-feira, 18 de junho de 2026
Foram acompanhadas por salada e cerejas da zona do Fundão (Alcongosta) compradas hoje, aqui na praça, e ainda este bem simpático vinho da Adega de Pinhel.
Atenção, não caiam no pecado da inveja 😎😎😎😎
AC
10 JUNHO - LUXEMBURGO
Se percebi correctamente, o actual Presidente da República durante a sua visita ao Luxemburgo no âmbito do programa das comemorações do 10 de Junho, falou sobre a questão da imigração e creio que, se percebi bem, equiparou os portugueses que nos anos 50 e 60 do século passado sairam do país para França, Alemanha, Suíça, etc. á imigração que tem inundado Portugal.
Eu creio perceber o espírito, mas também creio que o PR está a ver as coisas de forma simplista para não dizer bem pior.
Fazia-lhe bem e era bom para a República, deixar-me de patetices, vacuidades, platitudes, e olhar a fundo a realidade, e ouvir por exemplo algumas coisas que o seu antecessor Jorge Sampaio foi dizendo, pessoa que tinha defeitos e qualidades como todos nós, pessoa de quem discordei em várias áreas, mas um concidadão DECENTE. Atento.
AC
INDÍCIOS
Por todo o lado, e não é de agora, já era assim na monarquia, na I República, na II República/ Estado Novo, e continua no regime em que felizmente vivo, por todo o lado há indícios de desleixo, do deixa andar, do quero lá saber, do quem vier atrás que feche a porta, etc.
Indícios da degradação, da falta de zelo, de degradação, de desinteresse, do tratar apenas do politicamente correcto e do que for necessário para parecer bem, que está tudo bem.
É no cais de Alcochete, e que se não erro é da responsabilidade da Administração do Porto de Lisboa.
A degradação prossegue, e é a câmara municipal de Alcochete que vai colocando umas defesas para . . . . que as pessoas não caiam à água.
O interessante disto, entre outras coisas, é que se os meus estimados amigos e os meus estimados visitantes e leitores tentassem descobrir a estrutura do pessoal dirigente na APL provavelmente não conseguiam saber muita coisa.
Mas acreditem numa coisa, é bem capaz de haver pelo menos um personagem que tem cargo na APL e na Administração do Porto de Setúbal.
Ai é bem capaz é!
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades.
AC






















