Chapéus há muitos
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
É que segundo dizem, parece que andamos perto do Estado excelente mas a mim, chato que sou com a mania de procurar perceber e procurar a verdade / realidade em todas as vertentes e sectores da vida nacional, parece-me que a excelência proclamada se aproxima do Estado num estado (ainda) não desesperado….
É que há limites para tudo (est modus in rebus)….
Um servidor público, com coisas boas e outras menos boas, como acontece com todos nós.
Investimento do Estado na REN começou a ser preparado em 2024 e foi tema central na visita de Montenegro à China no ano passado. Ministra da Energia diz que permitirá influenciar a partir de dentro
Vamos lá preencher “o vazio” do professor Marcelo
Hoje, no Público, dei algumas sugestões sobre onde começar a cortar quatro mil milhões. E propus começar por onde o Estado é ineficiente, como no quase monopólio da Educação:
Segundo o professor Marcelo, estamos a discutir “o vazio”.
Os grandes números são fáceis de entender. Em 2012 o Estado gastará 78 mil milhões de euros (depois de ter gasto mais de 87 mil milhões em 2010) e só terá 70 mil milhões de receitas, ou seja, há um buraco de oito mil milhões. Daí que não surpreenda querer cortar, de “forma permanente”, quatro mil milhões – o que surpreende é só se querer cortar metade do buraco. Sendo assim, que tal trocarmos umas ideias mais sérias e menos “vazias” sobre o assunto?
Quando falamos de despesas do Estado, falamos antes do mais em salários dos funcionários públicos e em despesas sociais: as da Segurança Social e as com a Educação e com a Saúde. É também preciso ter noção que as despesas com Saúde e com Segurança Social tenderão sempre a crescer, mesmo que só queiramos manter os actuais níveis de serviços e prestações.
Face aos desafios colocados pela Saúde e Segurança Social, a Educação até parece simples, e de novo por razões demográficas: os idosos que sobram naqueles dois sistemas correspondem aos jovens que faltam no sistema educativo. A mesma demografia que pesa sobre o sistema assistencial está a aliviar o sistema educativo. Por isso, mas não só, vou começar por ele.
Olhando de novo para os grandes números.
Há muito que defendo que o actual modelo, em que o Estado procura cobrir todas as necessidades da população através de escolas estatais, não é o melhor para a qualidade do sistema de ensino, para a liberdade de educação e para a equidade.
Aquilo que antes era recomendável – mudar o sistema de ensino público, abrindo-o à concorrência entre diferentes operadores, tanto públicos como privados ou cooperativos, dando mais liberdade de escolha às famílias, assim as responsabilizando também mais – é agora imperioso.
Não creio, infelizmente, que o nosso sistema vá mudar de um dia para o outro apenas por sobre ele cair a tesoura dos 4 mil milhões – mas a economia que a mudança de paradigma possibilita tem de permitir que se associe aos “cortes permanentes” uma ruptura também permanente com um sistema estatista, burocrático e centralista que, além de produzir resultados medíocres, é mais caro do que as alternativas.
Os caminhos para a reformar a Saúde e o sistema de pensões também andarão por aqui, isto é, por onde se valoriza a liberdade e a responsabilidade dos cidadãos e se estimula a concorrência entre alternativas diferentes.
Portugal, se quiser voltar a crescer sem voltar a cair na armadilha da dívida, tem de encontrar novos consensos.
quarta-feira, 9 de setembro de 2026
A PROPÓSITO de FORÇAS ARMADAS,
Como referi num texto anterior vi com muita atenção (não na própria noite, mais tarde e voltei a ver uma segunda vez usando a tecnologia) a entrevista que o Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), Almirante Nobre de Sousa, concedeu há tempos à TVI e a que me referi noutro texto. Texto que mantenho integralmente.
Penso ter deixado claro nesse texto que considero que as dúvidas mais que legítimas que todos os concidadãos (como eu) possam ter em relação a este complexo assunto foram grandemente dissipadas nessa entrevista.
O Almirante CEMA dissipou a maioria das dúvidas que possamos ter.
Toda esta má telenovela se tem desenvolvido muito por culpa dos políticos e, concretamente, do governo actual, com ênfase para o MDN como já referi.
é/ foi escassa ou nula.
E estou a falar nisto exactamente a propósito da quase certa compra das fragatas, mas sobretudo a propósito do que, no meu entender naturalmente, deviam ser os apetrechamentos da Marinha e da Força Aérea, num país como o nosso que tem jurisdição e responsabilidades numa massa oceânica descomunal.
terça-feira, 8 de setembro de 2026
ESTE PANTANAL TUGA . . . . .
As chefias partidárias acusam-se de várias coisas.
Há acusações que, para mim naturalmente, têm solo mais ou menos firme. Há bastante realidade.
Outras acusações que ribombam por aí parecem-me excessivamente toscas, gratuitas.
Creio que no PSD certos dirigentes têm feito algumas acusações certeiras e outras que "OhBalhameDeus" ! PS, PCP, idem.
PS e Chega têm tido acções que molestam o PSD e o governo actual, é um facto.
Daí a dizer que Chega e PS são muito semelhantes ou que Carneiro é quase Ventura creio raiar a parvoíce.
Estão a copiar a cretina atitude de António Costa que um esquerdalho encartado recordou há poucos dias - não foi o PSD que inventou a estratégia de que são todos iguais ao Chega. O estratega original dessa legitimação indirecta do partido de direita populista foi António Costa, com o resultado que se conhece: 60 deputados do Chega no Parlamento.
Fazem mal. O desprezível Ventura só se ri, isto é tudo excelente adubo para o terreno dele.
Mas, como sempre, admito poder estar a ver mal estas coisas.
Saúde, o Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades.
AC
Não tenho simpatia nenhuma por António José Seguro nem pela sua família política, menos ainda pela instituição que representa. Mas acho muito bem, e aqui deixo o meu aplauso, a sua contenção e silêncio. O Chefe de Estado deve afirmar-se como reserva do seu povo (todo), e evitar até ao limite a intromissão na disputa política e jogo mediático, por mais acesa e inebriante que seja. Àqueles que reclamam a intervenção de Seguro na actual crise, aconselho que recorram ao colo do vosso pai para chorar as injustiças da vida democrática. Já somos todos crescidinhos ou não? (João Távora)
BRASIL
Outro dia num pequeno texto escrevi meia dúzia de coisas sobre o Brasil e a corrupção da qual, de todos os lados, vão continuando a surgir sintomas.
E dei a minha opinião sobre Lula, Bolsonaro, etc.
Escrevi algo significando que, até ver, continuaria a colocar as minhas mãos sobre as brasas apenas por Fernando Henrique Cardoso.
Continuam a sair notícias sobre o que por lá se vai passando, e descobre-se dia após dia que o tal juiz Moraes até já anda a ser defendido por um ex Pr de nome Temer. Uma preciosidade brasileira!
Será preciso mais para se ter a certeza do calibre da maioria daquela gente no STF, no governo, na Presidência ?
Aguardemos, pois suspeito que o estrume aumentará.
AC








