segunda-feira, 24 de agosto de 2026

RECORDANDO,
Vasco Pulido Valente, Público, 16SET2011

"Nunca, em quase 50 anos, conheci um político que se aproximasse tanto de não ser nada como António José Seguro. 

Não tem um currículo académico de qualquer distinção. Não tem um currículo profissional. Em 30 anos de PS raramente se deu por ele. Nunca esteve à frente de um grande ministério ou se distinguiu na administração do Estado. 

E o nome dele não está associado a qualquer grande causa. Mesmo se acabou por chegar onde chegou foi depois de uma catástrofe eleitoral sem nome e porque o previsto sucessor de Sócrates preferiu continuar na Câmara de Lisboa. 

Parece que, no meio deste mar de mediocridade, António José Seguro é muito bom a "trabalhar o partido", ou seja, a massajar o ego de "militantes" de segunda ordem e em angariar apoios para a sua própria promoção. Esta faculdade, ao menos, não há a menor dúvida de que o serviu.

Durante o consulado de Sócrates, que (vale a pena lembrar) durou quase sete anos, não se ouviu um protesto ou uma crítica de António José Seguro. Para ele tudo estava pelo melhor no melhor dos mundos. Mesmo quando as coisas se tornaram claras para a maioria dos portugueses, continuou calado. Nem sequer no último momento declarou com clareza e alguma coragem a sua evidente candidatura. 

Preferiu sempre a evasiva e a dilação. E os socialistas votaram por ele, porque não podiam votar num herdeiro de Sócrates (que o eleitorado manifestamente execrava) e não havia uma alternativa decente. Até Mário Soares, pela única vez na sua vida, se absteve. E assim ficámos com um chefe da oposição sem uma ideia na cabeça e com um ar irresistível de seminarista.

O congresso do PS e a intervenção na Assembleia da República de quinta-feira passada mostraram o verdadeiro Seguro. Um homem que repete de cor uma cartilha programática obsoleta; que não pára de garantir a unidade de um partido que ninguém pensa em dividir; que berra e estica o dedo para se fazer importante; e que não convence o mais plástico português. 

Claro que Seguro (e seu PS) se dispensaram de abrir a boca sobre o consulado de Sócrates, que os compromete pessoal e colectivamente. Mas não compreenderam que, se não se aliviarem dessa pesadíssima carga, só lhes fica o vácuo. Era bom que a história recomeçasse segundo as conveniências tácticas de cada um. Sucede que não recomeça e que Seguro foi apanhado entre um passado impossível e um futuro a que obviamente não pertence".

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Como dizia alguém, brilhante como poucos - um esquecimento bem lembrado.

Mas VPV poderia (se estivesse vivo) enaltecer uma coisa:o actual Presidente da República não é tagarela (até agora) como Marcelo, e não comenta tudo e mais alguma coisa e o seu contrário, para grande irritação de jornalismo (que infelizmente se vem transformando em jornalixo) e komentariado.

Em contrapartida os seus discursos constantes estão verdadeiros lençóis (opinião pessoal naturalmente). O último discurso, em VNCerveira, fez-me recordar certo passado, pré 25 de Abril 1974!

VPV registaria que Seguro afirmou estar atento a tudo.

E, provavelmente, recordaria declarações de Seguro de 2022 por exemplo, e olharia ao presente, o que é dito no presente.

A realidade é que Seguro é PR e, nesta medida, o vaticínio de VPV escrito na última linha saiu furado.

Quanto à ética a isso irei em texto separado.

AC

AC

 SAUDADES

Fará em Setembro 6 anos. 
O tempo passa, fotos minhas de belos 4 dias.

Bom dia, bom início de semana.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades e boas férias,  que para muitos devem estar a acabar.

AC

ESTIVE  NESTAS 
(fotografias minhas)

AC

RESPEITOSAMENTE, . . . . mais um Lençol

(do sítio da Presidência) (sublinhados da minha responsabilidade)

Intervenção na XXIV Bienal Internacional de Arte de Cerveira
23 de agosto de 2026

Agradeço o convite que me foi dirigido para estar aqui presente, nesta mesma sala, por ocasião da abertura da Bienal de Cerveira. Infelizmente, por razões de última hora, não me foi possível estar presente.

Mas quero começar por assinalar que esta Bienal abre as portas à arte e, com ela, ao mundo. E abre as portas porque não podia haver expressão mais justa para descrever esta terra.

Porque Vila Nova de Cerveira nasceu há mais de 700 anos precisamente para isso. Para guardar uma porta. A porta de um país que se afirmava. O Rei D. Dinis outorgou foral a este lugar e ordenou a construção do castelo que ainda hoje domina a vila, virado para o rio e para a fronteira.

Hoje terei finalmente a oportunidade de visitar a Bienal, ou uma parte dela, que tem a fronteira como conceito, como ideia, como matéria de arte e de reflexão. Aqui na Câmara Municipal quero falar da fronteira como ela é vivida: para quem nasce, cresce, trabalha e envelhece neste território.

Esta é uma experiência que molda um povo de um modo muito particular. Quem vive na fronteira aprende cedo, desaprende cedo, que o “outro lado” não é uma ameaça, é uma vizinhança. Que a diferença de língua, de sotaque, de bandeira não impede a partilha do mesmo rio, das mesmas cheias, do mesmo trabalho na terra e na água.

Cerveira sempre soube ser fronteira sem se fechar. E esse é também um ensinamento para o país inteiro, num tempo em que o mundo volta a discutir muros e linhas divisórias.

Este concelho soube, ao longo dos séculos, transformar aquilo que poderia ser apenas um posto avançado de defesa numa comunidade viva, com a sua agricultura, com a sua relação com o rio Minho, com os seus artistas, com as suas gentes que emigraram e que regressam, com as suas freguesias que fazem o tecido humano deste território.

E soube, num gesto que só as pequenas comunidades com grande visão conseguem ter, transformar-se também em capital da arte contemporânea em Portugal. Um grupo de sonhadores decidiu que Vila Nova de Cerveira não seria apenas fronteira geográfica, mas fronteira do pensamento e da criação. E a Bienal é a prova de que essa aposta foi ganha.

Provavelmente, este é um dos lugares mais apropriados para falarmos do tema territórios sem fronteira. Que a Bienal de Cerveira elege como problema, como ponto de partida e ponto de chegada da sua 24.ª edição. Talvez o rio Minho seja esse mapa volátil e flutuante em que a palavra fronteira faz mais sentido em duas das suas direções. A fronteira que separa e a fronteira que une.

A fronteira que se atravessa para outro lugar e a fronteira que atravessa dois lugares, unindo e separando, aproximando e distinguindo. A fronteira é uma linha estreita entre dois territórios. E como bem intuiu a Bienal na sua programação para este ano, é também uma espécie de construção que o tempo interroga, dilui, estabiliza, desenha e reconstrói.

Uma das vantagens da existência da palavra fronteira é podermos discuti-la e problematizá-la, não apenas como realidade política e geográfica ou como acidente da história, mas também como uma negociação com o tempo e a sua passagem

Falamos abundantemente de fronteiras que separam dois mundos. Mas num século que faz do virtual o seu emblema e a sua obsessão, talvez isso não faça tanto sentido como há nove séculos, quando Portugal começou a formar-se e a desenhar as suas fronteiras ou como há um século, ou como há 40 anos, quando as fronteiras da Europa passaram a ser um desenho no papel, um risco no mapa, um rio atravessado por uma ponte.

São etapas. A fronteira de água que nos separa de A Guarda deixou de ser física e passou a ser mental. Com o tempo, deixou de ser mental e passou a ser uma recordação para os textos da história, para os romances e para os acordos políticos entre povos vizinhos.

Esta visão idílica, ou apenas cultural, é uma bênção para a humanidade que, ao longo dos últimos 70 anos, teve na Europa, sobretudo, fronteiras estáveis, assentes no desejo de prosperidade comum, partilha de identidades, diálogo entre memórias e experiências. A minha foi a derradeira geração a atravessar a Europa e a cruzar postos de controlo fronteiriço. Foi a derradeira geração que se servia do passaporte para passar de um país ao outro no espaço europeu.

As pessoas com menos de 30 anos não conhecem essa Europa cruzada por linha de fronteira, câmbio de moeda ou comunicações telefónicas caras e atribuladas. Essas fronteiras no papel deixaram de ser cancelas que separam dois países e passaram a ser pórticos de comunicação e passagem entre realidades mentais e passados diferentes, mas não totalmente divergentes.

É por isso que a construção europeia é um edifício precioso para a humanidade da viragem do século. Habituados a elas, julgando que eram um dado adquirido e apenas um pequeno degrau no aperfeiçoamento da humanidade, ignorámos então que os conflitos deste primeiro quartel do novo século iriam obrigar-nos a rediscutir fronteiras, a mencioná-las e, mais do que isso, a acentuá-las.

As guerras atuais atravessam fronteiras e erigem fronteiras. Tal como noutras épocas da história humana, tomam as fronteiras e transformam-nas em muralhas, em fossos, em abismos que julgávamos ter sido eliminados. Pior do que isso, esses conflitos não ocorrem apenas em geografias distantes, incendiando a ordem das coisas humanas, mas ardem nos limites da própria Europa, como sabemos, pela Guerra da Ucrânia. 
Onde pensávamos que os fantasmas da história tinham sido arrumados nos arquivos, tinham sido catalogados como recordações do passado, vemo-los regressarem para estabelecerem uma ordem que ainda desconhecemos e para a qual ainda não sabemos se estamos verdadeiramente preparados.

Quando Jaime Isidoro – e um grupo de sonhadores, que estas coisas nascem geralmente através dos sonhos – pensou na Bienal de Cerveira, que resiste até hoje e que festejamos hoje, a Europa também sonhava com um mapa sem fronteiras, ou onde as fronteiras se atravessam sem cessar até desaparecerem, como se fossem gradualmente apagadas pelo uso. 48 anos depois, as fronteiras voltam a ser discutidas, apesar da internet, da livre circulação, da partilha de informação, da comunicação instantânea, das economias globais e das lições deixadas por dois conflitos mundiais e por uma dezena de guerras em geografias longe de Vila Nova de Cerveira.

A mensagem que a Bienal traz este ano assenta na definição da fronteira como uma construção mental e como ela pode ser interpretada, e é interpretada, na arte de hoje e nas suas formas de existência que ultrapassam as contingências da geopolítica, das guerras da economia e das forças militares na terra e no ar.

Não sendo o meu papel falar-vos da contribuição das exposições, debates e performances que decorrerão nesta Bienal, até porque soaria a solenidade artificial, devo, como Presidente da República, recordar-vos que o seu tema está cheio de problemas. Como esperavam, creio eu, os seus próprios autores. Em particular para mim, que sempre preferi os caminhos às fronteiras.

Esta não é uma mensagem pessimista, apesar de frequentemente confundirmos pessimismo com a simples abordagem dos problemas do presente e do futuro. Talvez o papel da arte seja também o de identificar as linguagens do futuro, não porque o mundo da decisão política tenha a obrigação de seguir os seus passos, mas porque tem a obrigação de identificar os sinais que a arte transporta nos seus caminhos e que podem alertar-nos para os problemas do futuro.

Estou certo de que isso passará também por esta Bienal, que agora entra na sua 24.ª edição. Ela é a prova de que é possível, fora dos circuitos dominantes do território, manter uma instituição tão importante e memorável. A Bienal é uma razão para termos confiança, que é uma das palavras que temos de reinventar na nossa linguagem. Confiança.

A Bienal, como outras obras que permanecem na nossa história, fez-se com trabalho, insistência, também com paixão, dedicação e criatividade. Permitam-me dizer que não se trata de uma construção mental, como as fronteiras podem ser. Trata-se de uma construção deixada por mulheres e homens que acreditaram que a arte pode deixar uma palavra, uma poeira, uma imagem, uma respiração de beleza e de interrogação em Vila Nova de Cerveira, que já é por si só um espelho de beleza, junto de um dos mais belos rios que temos de proteger e continuar a amar.

Minhas Senhoras e meus Senhores,

Quero deixar uma palavra de reconhecimento aos autarcas que, ao longo de décadas, permitiram que este concelho crescesse com identidade própria, sem nunca se deixar diminuir pela sua dimensão. Ser pequeno em população não é ser pequeno em ambição, e Cerveira é disso exemplo.

Sei das dificuldades comuns a tantos territórios do interior e da raia. O despovoamento, o envelhecimento, a distância aos grandes centros de decisão. São desafios que exigem do Estado central mais atenção, mais investimento e mais confiança nas autarquias, que conhecem, melhor do que ninguém, as suas gentes e as suas necessidades.

Um país coeso não se mede pela força das suas capitais, mas pela vitalidade dos seus territórios. E Portugal precisa de Cerveiras, de comunidades que resistam, que se reinventem, que atraiam quem vem de fora e não deixem ir quem quer ficar.

Minhas Senhoras e meus Senhores,

Vila Nova de Cerveira tem uma vantagem que poucos concelhos portugueses possuem: sabe exatamente o que é. Sabe-se castelo e sabe-se arte. Sabe-se raia e sabe-se ponte. E é essa dupla identidade, entre a pedra do castelo de D. Dinis e a liberdade das telas e esculturas da Bienal, que faz deste concelho um lugar singular no mapa de Portugal.

Que este concelho continue a merecer essa dupla vocação, guardiã da fronteira que une, e não da fronteira que separa.

Aos cerveirenses, o meu apreço pela forma hospitaleira como sempre acolhem quem os visita. E, nesta Sessão Solene, o meu agradecimento sincero ao meu amigo e Senhor Presidente da Câmara e a todos os autarcas que aqui estão presentes.

Vila Nova de Cerveira honra a sua História quando continua, todos os dias, a abrir as suas portas ao mundo.

Muito obrigado
!

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É importante falar das realidades e do papel da cultura na sociedade nas suas diferentes formas.
Mas parece-me muito importante não se estar constantemente com discursos repetitivos e proclamações.

Por exemplo nesta frase.
e mais confiança nas autarquias, que conhecem, melhor do que ninguém, as suas gentes e as suas necessidades

Quanto a esta afirmação lamento lembrar os inúmeros casos lamentáveis em certas câmaras municipais e certas autarquias, que muito têm minado a confiança das pessoas.
E não me venham com o número reduzido de perdas de mandato ou resultados dos casos e casinhos.

Se esta frase tem sido complementada com uma indicação que lembrasse esta triste realidade eu senti-me-ia orgulhoso.
Assim, estamos no mais do mesmo.
Não vamos lá com amiguismos.

Como sempre, admito poder estar a ver mal a questão.

AC
CASA de CAMILO

Visitei/visitámos este ano na companhia de amigos e amigas.
Esta Casa Museu é em São Miguel de Seide.
Interessante.
Diz-se que Camilo Castelo Branco nela se instalou e aí escreveu a maior parte das suas obras.
Praticamente cego suicidou-se a 1 de Junho de 1890.
AC
24  AGOSTO  2026
DIA DE SÃO BARTOLOMEU
> 79 - Vesúvio entra em erupção e arrasa Pompeia e Herculano
> 1456 - Gutenberg imprime a sua primeira Bíblia
> 1511 - Afonso de Albuquerque conquista Malaca
> 1794 - Vincenzo Lunardi voa em balão de ar aquecido de Lisboa a Vendas Novas
> 1820 - Revolução Liberal no Porto
> 1835 - Criada a Guarda Municipal do Porto
> 1879 - Início da construção da Avenida da Liberdade
> 1911 - Manuel de Arriaga torna-se o primeiro Presidente da República
> 1954 - Getúlio Vargas suicida-se
> 1958 - Porto, circuito da Boavista, corrida de Fórmula 1, vence Stirling Moss
AC

domingo, 23 de agosto de 2026

RESTAURAÇÃO  CASEIRA
BELÍSSIMA E SABOROSA.

Almoço Domingueiro.
Lá fora Céu escuríssimo, umas bátegas de água e não muito perto alguns trovões.

Cá dentro, sossego, almoço caseiro, banal, simples, uma boa porção de carne para guisar de muito boa qualidade, depois de bem temperada e cozinhada foi misturada com massa "fetucine"

Uma fatia fina de bom queijo da Beira-Baixa, tudo bem acompanhado por este muito razoável vinho tinto da Cooperativa de Pinhel.
Tenham um bom Domingo.

AC

RECORDANDO  BALSEMÃO

VINHA DAR-NOS MANTEIGA - típica expressão, e bem definidora do "alvo"

AC


Se calhar engenheiro de licenciatura ao Domingo!

AC

TRACTOR . . . . . PORSCHE . . . 
Tem mais de 70 anos; mal, mas ainda funcionava
AC
ESTAS   COISAS   LEVAM   TEMPO
Estas coisas levam tempo, têm que levar muito tempo.
Porquê?

Estas coisas levam tempo, são complexas, por razões diversas.

O trágico acidente aconteceu há poucos dias . . . . Ups . . . . parece que não exactamente . . . . 

Compreende-se . . . . . o relatório deverá sair lá para (será?) o final do primeiro trimestre do próximo ano. 
Se não chover, como dizia alguém!

Estas coisas são complexas, desde logo porque o trágico acidente do Elevador da Glória vitimou muitas pessoas, destruiu famílias. 
E, sobretudo por isto, há que apurar responsabilidades.
Apurar responsabilidades pela morte de tantas pessoas, pelos dramas brutalmente impostos a várias famílias.

Estas coisas são complexas, por razões técnicas.
Material muito antigo.
É preciso fazer muitas peritagens.

É preciso ver se todos os intervenientes, se todos os peritos, se todos os assistentes, se todos os mandatários, e se todos os responsáveis formais aos diferentes níveis estão de acordo com as conclusões de cada peritagem. 
E se estão de acordo com o relatório, o final, que finalmente há-de aparecer à luz do dia, e aí se verá que, desta vez, em Portugal, a culpa não morreu solteira. 

Prevejo seja apurado que, sem margem para qualquer dúvida, a culpa foi não só do cabo como sobretudo do elevador, que não tinha nada que ir por ali abaixo desarvorado e muito, também, daqueles horríveis batentes que lá em baixo estancaram brutalmente o elevador.

Peritagens portanto sobre o tal cabo.
Peritagens sobre diferentes cabos: os que eram de aço, os que já não eram completamente de aço, os que eram de outro aço, os que talvez não precisassem de ter tanto aço.
Peritagens para averiguar que o tal cabo (cabo, nada a ver com tropa, com cabo, furriel, sargento, tarata) se portava ou se portou bem ou mal.

Peritagens aos carris, se não estariam demasiado polidos, se não ajudaram à tragédia.

Peritagens às calhas onde corria o cabo, se tinham folhas das árvores e/ ou lixo que prendessem o cabo.

Peritagens aos óleos e outros lubrificantes usados no sistema do elevador para apurar se poderiam ter ajudado a deslizar mais do que o devido.

Peritagens às madeiras e contraplacados de que era feita a cabine do elevador, para apurar se tinham bicho da madeira que pudesse ter contribuído para o desfazer quase completo da cabine.

Peritagens ao cabo e à sua fixação ao elevador.
Peritagens aos freios (nada de freios e contrapesos).
Peritagens à dinâmica do sistema.
Peritagens às condições de aderência dos freios aos carris. 
Peritagens da acção dos freios sobre as rodas.
Peritagens aos circuitos eléctricos do elevador.

Um tal de GPIAAF terá contratado várias entidades especializadas em cabos e similares.
Já houve relatório preliminar. Com dúvidas.
Depois dele, foi definido o âmbito das peritagens, mais peritagens portanto. 
Mais peritagens para apurar factores técnicos.
Mais peritagens porque alguns testes se mostraram destrutivos.

Peritagens, também aos recursos vários.
Peritagens à eficiência na despesa pública!
Peritagens diversas, investigações diversas.

Peritagens comparativas, dadas as especificações originais da Carris.
E muito estudo da pouca documentação técnica existente.
Peritagens e investigações sobre a supervisão dos trabalhos efetuados pela empresa prestadora do serviço, a manutenção etc.

Se percebo bem o que já veio a público, houve "aspectos suscitados" depois de tantas investigações e peritagens, peritagens efectuadas em "sequência".

Finalmente, segundo o tal GPIAAP  - "Paralelamente às peritagens dos sistemas técnicos, a investigação tem procedido também ao aprofundamento da análise dos fatores imateriais pertinentes", como "fatores humanos e organizacionais envolvidos no acidente, procedimentos e práticas de manutenção" e "enquadramento legal da operação, entre outros aspetos".

Portanto, haverá elaboração do esboço do relatório final!

Aguardemos então pelo esboço do relatório final. . . . aguardemos depois pelo relatório final. . . . .algures em . . . . . . 2027 . . . . .

Bom dia e bom Domingo.
Saúde, o Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades, boas férias.

António Cabral (AC)

DELICIOSAS(*)FRASES  LIDAS  POR  AÍ
(*) (opinião pessoal, naturalmente)


O Pravda da SONAE sempre na vanguarda

Agora é Al-Pravda
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Pessoalmente continuo a preferir a palavra - "PERDÓCIO"

AC

DELICIOSO
Delicioso (opinião pessoal naturalmente) texto (parte dele) lido no blogue "DO" que com a devida vénia transcrevo.

António Cabral (AC)

"Na semana passada foi aqui que vi o eclipse solar. Num local que por vezes frequento, aprazível e ainda não devastado pela turistificação lisboeta – é um verdadeiro couto de “irredutíveis lusitanos” mas nada xenófobos. Tem a incomensurável vantagem de manter o nome na nossa língua – é perto, por exemplo, de um famoso Champalimaud Centre for the Unknown (as pessoas têm tanto medo do cancro que aceitam esta vilania afixada), isto para não recorrer a mais dados da disseminada toponímia “globalizada” que polui as cercanias do Tejo lisboeta.

Tem ainda o chamariz de apresentar um cardápio português, mesmo se nada fundamentalista, pois polvilhado com os víveres da “comida do mundo” – como é obrigatório na gastronomia de um povo que sempre se lambuza com o longínquo bacalhau enquanto carrega a honra de ter inventado o sarapatel e de o ter exportado quando galgou os mares em busca de condimentos. Pode-se (pude) petiscar uma meia-desfeita do tal bacalhau com grão (a qual por vezes leva outro nome mais popular). E de explicar a um jovem britânico, que há alguns anos fez por assomar na minha família nisso sendo bem-vindo, o que é um “arroz malandrinho” sem estar preocupado com a epidemia do imperialista e insuportável risoto.

Tudo isto na vizinhança do Padrão – esse que alguns alienados “intelectuais” querem eliminar por ser dedicado aos Descobrimentos e advir do “Estado Novo”. E também do Mosteiro – esse que alguns alienados “intelectuais” se esquecem de querer eliminar, apesar de ser dedicado aos Descobrimentos, àquela viagem de Gama, e de grande parte daquilo ser um muito tardio acrescento, um pastiche digno da “patrimonialização” do tal “Estado Novo”. E ainda da Torre, que também não abjuram mesmo tendo ela sido um enorme e longo investimento para defesa náutica, apesar de agora bramirem contra despesas desse tipo.

Enfim, detalhes desses à parte – que sempre me ocorrem quando por lá ando – ali decorreu o fim de tarde, naquele tão excêntrico, pois, interrupto ocaso (que os grunhos, até políticos empossados, agora chamam sunset).
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  (JPT)

 

Típico trabalho de avô, levar netos ao Oceanário.

AC

Milhares de migrantes sem solução em Ceuta
Centenas concentram-se junto ao centro lotado de Loma Colmenar. O Governo criou novos espaços, mas a pressão sobre as estruturas de acolhimento não abranda
.

Oh pá . . . . . 
Afinal não é o que disseram . . . . . . .
Afinal ficaram lá muitos . . . . . 
Atão, Sanchez, toca de naturalizar de supetão!
AC

 

PORTAS . . . . .não. . . . . Portas não . . . . Porta!

AC

 A  PROPÓSITO  DA  LÍNGUA  PORTUGUESA

Poderia ser por exemplo assim:

"Achas que tens molho?"

"Não te esqueças do molho?"


Não, não era. a mesma coisa, podia ser considerado foleiro

SAUCE, sim, SAUCE !

É como estamos, e cada vez pior!

AC

23 AGOSTO 2026
Dia Internacional de Recordação do Tráfico de Escravos e da sua Abolição
> 1395 - D. João I, por carta régia, promulga a organização do serviço de incêndios de Lisboa
> 1498 - Vasco da Gama sai de Calecute rumo a Lisboa
> 1833 - Não há (formalmente) mais escravatura nas colónias Britânicas
> 1893 - Instalação do primeiro de uma série de cabos telegráficos submarinos entre a cidade da Horta e Lisboa (Carcavelos)
> 1889 - Marconi transmite código Morse sem fios através do Canal da Mancha
> 1926 - Faleceu Rudolfo Valentino
> 1939 - Pacto de não agressão Germano-Soviético
> 1942 - Ataque alemão a Estalinegrado
> 1989 - Tim Berners-Lee coloca on-line a primeira versão da World Wide Web, um sistema de criação, leitura e navegação de documentos de hipertexto ligados através da Internet, uma rede de dados num protocolo designado TCP/ IP
AC

sábado, 22 de agosto de 2026

PORSCHE,  MULHER,  REALIDADE
Eu tenho a minha querida mulher, há décadas, e não troco por nada.
Mas, confesso, um 911 Carrera 4, Targa, ficava muito bem ao meu tom de pele.
Tenho há muito 2000,00€ de parte para o comprar, mas ainda não apareceu benemérito para me oferecer o "bocadinho" que falta!

AC