Chapéus há muitos
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
quarta-feira, 18 de março de 2026
Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças
Choros de coruja, risos de grilo
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.
Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Não te levantes que fico só,
Aqui sozinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer
AC
terça-feira, 17 de março de 2026
A L D E I A
Mas sempre posso dizer que sou FELIZMENTE um sortudo com a família que tenho.
E em mais alguns aspectos da vida tenho tido felizmente muita sorte.
Comprei a casa em DEZ 1991 isto é, dei um cheque de sinal, e assinámos num papel branco escrito por mim a promessa de compra-venda, selando a coisa assinada com um aperto de mão. Foi o suficiente para mim e para o idoso dono.
Este "apêndice" de madeira tem uma certa piada pois está feito de tal maneira que aguenta uma garrafa na horizontal como se observa na fotografia.
AC
Provavelmente a maioria dos meus concidadãos não estará recordado que PP (Pacheco Pereira) nos seus tempos de deputado protagonizou cenas muito "interessantes" nos corredores da Assembleia da República no seu "embate" com os jornalistas.
Será impressão minha ou, devagarinho, a "coisa" vai fazendo o seu caminho. . . . . . . . neste ou naquele assunto mais melindroso . . . . . NADA de COMUNICAÇÃO SOCIAL.
AC
P O E S I A
(cada vez com maior actualidade; faço minhas as palavras de Aleixo)
Sem que discurso eu pedisse,
Ele falou e eu escutei.
Gostei do que ele não disse;
Do que disse não gostei.
P'ra mentira ser segura
E atingir profundidade,
Tem de trazer à mistura
Qualquer coisa de verdade.
Mentiu com habilidade,
Fez quantas mentiras quis,
Agora fala verdade,
Ninguém crê no que ele diz.
Julgando um dever cumprir,
Sem descer no meu critério,
Digo verdades a rir
Aos que me mentem a sério
António Aleixo
António Cabral
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Texto da lavra de um português que prefere ficar incógnito.
E aqui se recorda um curioso e oportuno
Apontamento Histórico...
Em 2026 o mundo parou devido ao controlo de algo que Portugal controlou por mais de 100 anos.
O Estreito de Ormuz foi de Portugal desde 1515 a 1622.
O domínio sobre esta passagem foi um dos pilares da estratégia de Afonso de Albuquerque para estabelecer o Império Português no Oriente.
Afonso de Albuquerque compreendeu que, para controlar o comércio de especiarias no Oceano Índico, era necessário dominar três pontos-chave: Áden, Malaca e Ormuz. Primeira tentativa (1507): Albuquerque atacou a Ilha de Ormuz e começou a construção do Forte de Nossa Senhora da Vitória. No entanto, devido a uma revolta dos seus próprios capitães, teve de abandonar a posição temporariamente. Consolidação (1515): Albuquerque regressou com uma força maior e consolidou o domínio português, transformando o Reino de Ormuz num estado vassalo da Coroa Portuguesa.
Os portugueses construíram o imponente Forte de Nossa Senhora da Conceição de Ormuz. A partir dali, controlavam quem entrava e saía do Golfo Pérsico:
* Sistema de Cartazes: Qualquer navio que quisesse navegar na região precisava de uma licença paga aos portugueses (o cartaz).
* Alfândega: Ormuz tornou-se uma das fontes de rendimento mais lucrativas para o império, devido às taxas alfandegárias cobradas sobre cavalos, seda e especiarias.
O domínio português durou cerca de 107 anos, mas terminou devido à ascensão de novas potências e alianças locais:
* Aliança Anglo-Persa: O xá persa Abbas I desejava expulsar os portugueses, mas não tinha frota. Ele aliou-se à Companhia Inglesa das Índias Orientais, que forneceu o apoio naval necessário.
* A Queda: Após um cerco intenso em 1622, a guarnição portuguesa rendeu-se. A cidade de Ormuz foi praticamente destruída e o centro de comércio foi transferido para o continente (Bandar Abbas).









