domingo, 16 de agosto de 2026

É  MUITO  TEMPO

Cem anos é muito tempo. Sem dúvida que é.

E os discursos dele prosseguem, enormes, longos, lençóis fastidiosos, coitados dos que tem de escutar.

Quem lhe escreve os esboços para cada intervenção pública é prolixo, e ele deve acrescentar a baba de cegonha.

AC

Oh  ELVAS . . . . Oh  ELVAS . . . . .

AC

TRAGÉDIA e  JURIDIQUÊS
Adolescente de 15 anos suspeito de matar a mãe em Algés entrega-se às autoridades.

Isto é o lido nos OCS. Mais uma tragédia social.

Lê-se, também, que o rapaz brasileiro de 15 anos confessou ás autoridades que aplicou à mãe o golpe fatal.

Mas os OCS afirmam que é suspeito.
É o juridiquês a funcionar.

Seria diferente noticiar por exemplo assim - um rapaz brasileiro de 15 anos confessou ás autoridades ter morto a mãe com o golpe mata-leão mas, naturalmente, que se seguirá agora o processo de investigação e judicial que confirmará formalmente o que aconteceu.

Mas não era politicamente correcto, pois não?
Admito, como sempre, estar a ver mal o assunto.

Bom dia, bom Domingo.
Saúde, o Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades, boas férias.

AC
S U B O R D I N A Ç Ã O

Subordinação - muito sinteticamente, é dependência.
Submissão - muito sinteticamente, é sujeição, é acto de se submeter.

Ao longo dos anos periodicamente "visitando" a nossa história recente, particularmente desde 1987, um dos temas sempre defeituosamente tratados por muitos políticos e sobretudo por muitos jornalistas, premeditadamente ou apenas por descarada e lastimável ignorância, é a defesa nacional (DN), como aliás também a instituição militar (FA).

Estou a voltar a falar destes temas agora que por estes dias tanto andam na boca de vários "doutores".

Para a esmagadora maioria dos ignorantes e de vários malfeitores que por aí se pavonearam e pavoneiam a DN = FA !!!!! Errado
Mas incutiram isto na população portuguesa.

Aprendi isto (DN não é FA) há muito tempo com o meu melhor amigo militar, almirante reformado.

Por intermédio do meu amigo conheço várias coisas sobre a Marinha do passado recente. 
Conheço, por exemplo, algumas coisas do tempo em que a Marinha foi chefiada pelo Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), Almirante  Nuno Gonçalo Vieira Matias.

Uma das suas acções, elogiada por muitos olhada de viés por outros,  consistiu em dirigir-se periódica e directamente aos militares e civis em serviço na Marinha, através de umas designadas "Cartas do CEMA".

De uma a que tive acesso, a "Carta do CEMA", nº 5, de Março de 1998, aqui deixo a última parte da 1ª página dessa carta.

..........
Tem sido propalado, por alguns orgãos de comunicação social, o conceito da subordinação do chamado "poder militar" ao poder político.

Com a única intenção de contribuir, a nível interno, para alguma consonância na interpretação de tal expressão, entendi por bem tecer as seguintes considerações:

- O "poder militar", na acepção que habitualmente se lhe pretende dar nos meios de comunicação social, não existe. 
O que existe, isso sim, é uma componente militar do poder nacional, representada pelas suas Forças Armadas, essencial à defesa do País ou dos seus interesses vitais quando estes se encontrem ameaçados.

- No que respeita à subordinação do aparelho militar ao poder político, ela é inquestionável e constitui uma condição fundamental num Estado de direito democrático tal como, no nosso caso, está consagrado na Constituição.
....................

Claro, simples, inquestionável, mas continua a ver-se na sociedade particularmente "nos de cima", aqui e ali, que não percebem. 
Melhor, querem lá saber.

António Cabral (AC)

A  VIDA

A vida dá muitas voltas!

As mais das vezes as voltas fazem doer!

AC 

16  AGOSTO  2026
> 1648 - Holandeses são expulsos de Luanda e Angola
> 1862 - Portugal, tumultos vários por causa da subida de impostos, particularmente em Aveiro e Braga
> 1867 - Nasce António Nobre
> 1896 - Banco Comercial de Viana e Banco do Porto insolventes
> 1900 - Paris, faleceu Eça de Queirós
> 1925 - Longa metragem de Charles Chaplin, "Em busca do ouro"
> 1977 - Faleceu Elvis Presley
> 1995 - Aparece o Internet Explorer da Microsoft
> 2008 - Michael Phelps ganha 7 medalhas de ouro nos jogos olímpicos de Pequim
> 2018 - Faleceu Aretha Franklin
AC

sábado, 15 de agosto de 2026

ECLIPSE

Aqui, na manhã de Sábado, esteve um tempo de caca.

Ontem ao deitar planeava ir esta manhã caminhar no areal. Não fui! 

Nem ponta de Sol, completamente nublado, escuro. Eclipsou-se!

A propósito do eclipse que tanto excitou a populaça, não estive aqui para o observar, local onde parece ter sido excelente de testemunhar.

Tenciono lá voltar. 
As fotografias são dos primeiros dias de Outubro de 2012.

Quando lá voltar será a "primeira vez desde a última vez" . . . . eh . . . eh . . . . eh . . . . (abóbora dixit).

AC

TARDE  CULTURAL

Entre outras divagações neste Sábado tempo bastante na Gulbenkian.

Concretamente, no Museu inaugurado ainda não passou um mês.

Respeitosamente, visitem, recomendo vivamente.


AC  

 

AC

TRAGÉDIA

Na volta a Portugal em bicicleta. 

Um carro apareceu de um acesso secundário e seguiu em sentido contrário ao da prova, e não em contramão como alguns noticiaram e apanhou um jovem ciclista britânico, tragicamente ceifando jovens 19 anos.

Espero que se apurem as causas e responsáveis por ter ocorrido tão trágico incidente.

Igualmente trágica continua parte da nossa comunicação social, mais precisamente certas criaturas dessa comunicação social.

Uma das que anda por aí e que alguns reputam como de referência, tratou de logo declarar que a culpa era da polícia.

Será, porventura, mas há que esperar pelas conclusões das averiguações antes de fazer acusações levianas. LEVIANAS.
Que parece ser o que acham se deve fazer! Repetidamente.

Mais uma vez, neste caso, se aplica a frase - quem sai aos seus . . . . 

AC

 A T Ã O . . . 

ATÃO, Churchill, como estamos de liderança hoje, face à expectável nova vaga de visitantes que poderás sempre naturalizar de supetão ?
Por agora uns pequenos blindados . . . . .
Aguardemos.

AC

CAMINHADAS

Ontem à noite, 2,9 Km.

AC

COISAS  da  HISTÓRIA

5 Julho 1932 - Salazar toma posse como presidente do governo 

E por lá esteve eternidades. INFELIZMENTE.

AC

SACA-ROLHAS
Por razões da vida tenho vários saca-rolhas antigos, alguns mesmo muito antigos; seriam pelo menos dos pais do avô da minha mulher, que faleceu em 1972 com 84 anos. Vieram da casa do avô.

Vem isto a propósito de andar ao re-arrumar armários e aparadores  lembrar-me que, talvez com saca-rolhas, se conseguisse arrancar algum módico de decência e honestidade intelectual e política aos gabirus de todas as cores que por aí azucrinam os ouvidos dos cidadãos. 

Deixo apenas 3 exemplos.

Bom dia, bom Sábado.
Saúde, o Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades, e boas férias.

António Cabral

 

AC

apetece-me republicar

EXACTAMENTE

. . . . . . . . 

Em suma, deixou alguma obra, nisso se distinguindo da lambisgoia Guterres e da serpente Costa, exemplos esses mais óbvios de uma verdade axiomática: socialistas a governarem para progresso assinalável do país é como meter uma pedra dentro de uma gaiola e ter a esperança de que ela comece a cantar.
. . . . . . . .
(José Meireles Graça)

AC
MAIS um LENÇOL . . . 
(tirado do sítio da Presidência)
(sublinhados da minha responsabilidade)

Mais um lençol de que sublinho/ retiro o que para mim é mais relevante.
AC

Intervenção na sessão comemorativa do 30.º aniversário do Parque Arqueológico do Vale do Côa
10 de agosto de 2026


Começo por dizer-vos que as causas em que acreditamos valem a pena.
. . . . . . . . . 
Por isso, olhar para este vale não é um pormenor – é um exercício de contemplação da Humanidade, como o é toda a cultura e todo o nosso trabalho com o património, seja imaterial ou edificado.
. . . . . . . . . . .
É necessário que as nossas profissões de fé na cultura e no papel do Património sejam acompanhadas por investimentos razoáveis e pela solidariedade que faz do território uma rede de circulação, mobilidade, conhecimento, troca e partilha de valores.
. . . . . .  se não tivermos uma visão integrada do território e da coesão territorial.
. . . . . . . . . . . E só poderá ser prolongado com investimento, planeamento e aposta na educação e no talento e visão empresarial de quem vive no interior de Portugal.
. . . . . . . . . . 
Este investimento tem sentido e terá resultados. Faz parte de um desígnio nacional de combate ao isolamento e ao envelhecimento do território e das populações. Faz parte de uma missão de que estamos investidos: a de respeitar um monumento milenar e de o legar às gerações futuras. E faz parte, finalmente, desse futuro. Um futuro que não existe sem memória, sem lugares que a preservem e sem pessoas.
. . . . . . . 
. . . . . . .
O Côa lembra-nos que o interior de Portugal não é um território do passado. É um território de memória, de identidade de conhecimento e de oportunidade.

Deixo um apelo: deem uma oportunidade ao interior.
Há 30 anos, preservámos o Côa. Agora temos de preservar e criar futuro para as pessoas que fazem do interior de Portugal a sua casa.

Não pode haver um país do litoral e um país do interior.
Há só um Portugal.
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Concordo com praticamente tudo neste (mais uma vez) longo discurso presidencial.

A minha única questão é a seguinte: quantas vezes nos últimos 40 anos, publicamente, António José Seguro incluindo os seus anos de juventude socialista (como muitos outros em todos os partidos),  se eriçou contra o abandono do interior de Portugal Continental, ou de certas regiões na Madeira e Açores?

É que passam os anos e, só mais tarde, umas décadas mais tarde depois dos seus "carreirismos" e de já estarem consolidados na "vidinha", uma grande parte dos "artistas" começa a pugnar pelo país interior e a palrar sobre um tal de desígnio nacional de combate ao isolamento e ao envelhecimento do território e das populações.

Que, décadas passadas, continua por se concretizar. 
Mas ficam sempre bem as discursatas inflamadas. 
Que impressionarão muitos.  Não a mim.
AC

NO  MELHOR  PANO . . . . .

No melhor pano cai a nódoa é um conhecido dito popular.

Vem isto a propósito do jornalista Eduardo Dâmaso por quem nutro consideração porque o tenho por moderado e procurar ser isento, particularmente em relação a casos de justiça.

Vem isto a propósito de esta tarde de 6ª Feira ter entrado na sala e escutar durante alguns minutos um painel de jornalistas/ comentadores (entre eles Dâmaso) a perorar sobre (se percebi bem) o que Montenegro hoje à noite poderá vir a dizer no tal de Pontal.

Vem isto a propósito de Dâmaso ter caracterizado o ministro da educação como arrogante.

Já tive ocasião de escrever umas linhas sobre o ministro, sobre os exames, sobre os professores, sobre a esquisita máquina daquele ministério, sobre a imprudência do ministro, etc.

Respeito, como sempre, a opinião de outrem e, neste caso, de Dâmaso.

Mas, olhando para todo o governo e para lá dos erros que cometeu, parece-me sinceramente um exagero classificar este ministro de arrogante. Mas, lá está, se calhar estou a ver mal o assunto.

AC

15  AGOSTO  2026
FERIADO N. SRA DA ASSUNÇÃO
> 1498 - Rainha D. Leonor, viúva de D. João II, funda a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
> 1515 - Armada portuguesa chega ao rio das Pérolas, na China, iniciando contactos com os chineses
> 1769 - Nasce Napoleão Bonaparte
> 1939 - EUA, Los Angeles, estreia do filme "O Feiticeiro de Oz"
> 1945 - II GG, Japão, discurso de capitulação de Hirohito
> 1947 - Independência da Índia
> 1969 - Primeiro dia do festival de Woodstock
> 1994 - Carlos o Chacal, é preso
> 1999 - Díli, início de campanha a favor da independência de Timor Leste
AC

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

NEM  SEI  BEM  PORQUE  VIM
Começo por recordar esta frase que ouvi na TV há uns dias quando da primeira horda que desembocou em Ceuta.
Um dos milhares que afirmou não saber bem porque estava ali.

Agora esta notícia espanhola já com vários dias.

Informes de inteligencia alertaron al Gobierno de una crisis en Ceuta los días previos al asalto 
Los servicios secretos lamentan que el Gobierno no activase al Ejército en la frontera desde un primer momento

Informes de inteligencia alertaron al Gobierno de una posible avalancha migratoria en las ciudades autónomas de Ceuta y Melilla en fechas próximas a la fiesta del Trono de Marruecos. Según revelan a THE OBJECTIVE diversas fuentes de la inteligencia militar y civil, el Ejecutivo ignoró sistemáticamente los avisos. Incluso días antes de la oleada masiva, cuando se advirtió de la llegada inusual de un gran número de autobuses a la localidad marroquí de Castillejos, la más próxima a la frontera ceutí, a donde se habían desplazado miles de ciudadanos. Poco después cruzaron en masa a Ceuta, según la previsión. Las estimaciones de la Policía y de la Guardia Civil cifran en 60.000 las personas que cruzaron el paso fronterizo a pie y a nado en menos de 24 horas, desencadenando la mayor crisis migratoria en la ciudad autónoma. Casi la totalidad (53.000) ya ha regresado a su país de origen, según los cálculos de Interior.

Estas mismas fuentes explican que, coincidiendo con la festividad de la monarquía, los servicios de inteligencia advirtieron de la «probabilidad» de un «gesto de magnanimidad» por parte del rey Mohamed VI. A estos primeros avisos, no obstante, se sumaron poco después todos los cruces a nado que se estaban realizando previamente desde Castillejos y la llegada masiva de autocares procedentes de distintos puntos del país vecino. En cuestión de diez días, alrededor de 1.000 inmigrantes habían logrado llegar a la ciudad autónoma tras una travesía por el mar. La inteligencia interpretó esos flujos como «tanteos» por parte de Marruecos y volvió a advertir al Ejecutivo.

La oleada de inmigrantes desbordó en cuestión de segundos a las fuerzas de seguridad desplegadas en la frontera del Tarajal. La Guardia Civil y la Policía Nacional no pudieron hacer nada para frenar el avance de estos ciudadanos, solo atender a los heridos. Fuentes de la inteligencia militar y civil lamentan que el Gobierno no activase al Ejército en la frontera desde un primer momento, habida cuenta de que había varias guarniciones preparadas para actuar tanto en Ceuta como en Melilla. «Se podría haber movilizado sin reuniones previas, simplemente tras la decisión política y la orden del mando de operaciones», explican.

Estas fuentes advierten características muy similares entre esta crisis y la que se desató en mayo de 2021, cuando Marruecos relajó la vigilancia en la frontera y 8.000 personas cruzaron a España, como respuesta al Gobierno por atender al líder del Frente Polisario, Brahim Ghali, en un hospital de Logroño. «Está claro que esta operación no se prepara en cuatro días», advierten a este periódico.

En la misma línea, fuentes de la Guardia Civil advierten de que la situación es mucho peor que hace cinco años. No solo por las cifras. La crisis de 2021, explican, fue repentina y puntual. Sin embargo, prosiguen, lo que ocurrió este jueves solo fue el resultado final de un fenómeno del que el instituto armado viene advirtiendo desde hace tiempo. El goteo de nadadores, como se conoce a este fenómeno migratorio, es constante en Ceuta y en los últimos días había alcanzado nuevos picos por una reciente sentencia del Tribunal Supremo que prohíbe las devoluciones en caliente de los inmigrantes que llegan nadando. La llegada masiva de inmigrantes no se explica solo por ese fallo judicial, sino también por la «inacción total» por parte de Marruecos en la frontera terrestre
.

Agora, a notícia desta tarde de 6ª Feira 14 de Agosto, com a indicação de continuarem em Ceuta 5 a 8 mil dos invasores de outro dia.
Afinal não tinham sido devolvidos quase todos, apenas restavam cerca de mil. POIS!

Depois,
- há quem refira que o que se passou em Ceuta há dias pode ter três tipos de razões, circunstanciais, estruturais e geopolíticas.

Ah, e que terá pesado uma questão jurídica, uma decisão do Supremo Tribunal espanhol, mas que não é de há duas semanas, tem muito mais tempo.

As redes sociais e as máfias terão trabalhado como de costume sendo certo que a miséria abunda em Marrocos, Sudão (são dois), Argélia, Líbia, e os vários países abaixo do Saara e Sahel. A miséria abunda mas não entre as monarquias e os senhores da guerra.

Depois há quem defenda que se fossem diferentes, para bem melhor, as condições sociais nesses Estados que basicamente são Estados falhados (opinião pessoal, naturalmente),  não haveria migrações, travessias a nado etc. RESPEITO. Mas tenho opinião contrária.

Por duas razões fundamentais:
- as oportunidades na Europa Continental são bem diferentes e serão sempre superiores ás do Norte de África e não só, por mais progresso que lá se verificasse.

- porque existem questões de geopolítica e há uma guerra de fé, que não parará. 
Turquia, Norte de África, Leste Europeu, Ásia. 
Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem, mas a minha é esta que refiro, não me iludo.

Todos esses países continuarão a fazer a sua pressão expulsando ou facilitando turbas e turbas e turbas.

Parece-me claro que Marrocos nunca invadirá militarmente Ceuta e Melila. 
Não precisa. 
Basta-lhe fazer o que vem fazendo e que aumentará.
Um bom facilitador! 
E, provavelmente, vai usar a ira do inarrável Trump contra o igualmente inarrável Sanchez.

Demorará, mas um dia Melila e Ceuta deverão regressar a Marrocos. 
E o Sahara Ocidental será mesmo independente, gostem Marrocos e Espanha ou não.

Por agora, talvez amanhã dia 15 surja nova invasão a Ceuta.
O Churchill da Ana Sá Lopes tratará do assunto!

AC