terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

VOLTO a REALÇAR
. . . . . a liberdade pode resumir-se à escolha do conteúdo, das normas e dos valores a partir dos quais a nossa natureza essencial, incluindo a nossa liberdade, se expressa. . . .  (Carlos de Matos Gomes).

AC
A PROPÓSITO das ELEIÇÕES,
deixo aqui um interessante (opinião pessoal, naturalmente) artigo de opinião, de 25 de Fevereiro de 2024, da autoria de um Capitão de Abril que infelizmente já nos deixou, o Coronel Carlos de Matos Gomes.
(sublinhados da minha responsabilidade)

Tenham uma boa 3ª Feira.
Saúde e boa sorte.
AC

Liberdade de escolha, razão e demagogia

A liberdade de escolha constituiu o elemento a partir do qual os debates tradicionais sobre a liberdade e a necessidade começaram na Grécia há mais de dois mil e quinhentos anos. O problema da liberdade de escolha reside na contradição resultante do facto de podermos decidir contra o bem essencial, transformando a liberdade em servidão
Isso acontece porque a liberdade pode resumir-se à escolha do conteúdo, das normas e dos valores a partir dos quais a nossa natureza essencial, incluindo a nossa liberdade, se expressa. 
A liberdade pode agir contra a liberdade, entregando-nos à servidão. 

E esse é o projeto das “democracias iliberais”, ou formais que nos está a ser proposto como paradigma da democracia. 
Votais! — o resto está por conta de outrem, de nós, os vossos representantes
Este tipo de “democracia” é o meio ideal de criação e desenvolvimento dos demagogos e da demagogia. 
Dos abutres da liberdade, dos que comem o interior dos corpos, os órgãos vitais que garantem a liberdade e deixam o esqueleto, que continuam a designar por democracia. Não é, como o cavername de um barco não é um barco e não navega.

O que está a ser imposto como “democracia” é a apropriação do direito de voto por uma elite
Essa velha perversão aproveita o que, à falta de melhor, pode ser traduzida pela palavra alemã de Angst — medo, horror, angústia de confrontar possibilidades e desejos com a realidade, de medo de usar a liberdade, por isso os temerosos transferem a responsabilidade para outros que lhe surgem como mágicos realizadores de felicidade. Esta transferência de responsabilidade pelo uso da liberdade contradiz a natureza essencial do ser humano, de ser livre, condu-lo à servidão, mas vendida a liberdade, já não há regresso, o demagogo está aos comandos da nossa vida e não mais nos ouvirá.

A liberdade humana é o risco humano. A possibilidade de ultrapassar uma qualquer situação implica a possibilidade de não o conseguir. 
Mas a delegação da liberdade pode tornar-se servidão se for atribuída a quem corrompa os princípios e os meios “democráticos” para se apropriar dela. 
As campanhas eleitorais servem também e cada vez mais como legitimações desse tipo de corruptos que surgem a par dos que cumprem regras básicas de conquistar o voto. Isso acontece porque o modelo “democrático” imposto pelo poder dominante para ultrapassar a universalização do voto é o de escolher “quem” e não escolher “o quê”. A personalização (fulanização) das campanhas e das candidaturas, o empolamento a “casos” e revelações de intimidades servem o propósito de atrair as atenções para o quem e não para o quê.

Os debates-espetáculo que nos são servidos como ração democrática e integral querem que vejamos lutadores em competição e não os empresários e os que manipulam os resultados. 
Os espetáculos-debate são um falso combate encenado para dar a vitória antecipada aos demagogos, aqueles que melhor dominam a arte de conduzir habilmente as pessoas ao objetivo desejado, utilizando os seus conceitos de bem, mesmo quando lhes são contrários. 
Aos que corrompem a essência da democracia, de o poder ser constitucionalmente detido pelo povo, para se apropriarem dele apelando ao menor denominador comum, propondo ações prontas a servir para enfrentar situações e crises complexas, enquanto acusam oponentes de moderados, de fracos e de corruptos, segundo as conveniências do momento.

O êxito dos demagogos assenta na cobardia. Os demagogos orgulham-se da sua arte de arrastar cobardes. Os grandes meios de manipulação elegem e legitimam a cobardia como um valor cívico. A discussão da pré-campanha tem sido centrada no lugar a dar num futuro governo aos demagogos que têm a arte de arrastar cobardes.

A adesão de grandes massas aos demagogos é antiga, é uma servidão trágica que ao longo da história tem levado a situações de brutais e irracionais ruturas, em que a humanidade se pode reduzir à situação do indivíduo isolado à beira do abismo, insignificante e incapaz de se aperceber da ameaça para ele próprio e da aniquilação ao seu redor. Julgo ter sido essa a situação de muitos alemães durante o nazismo e de ser essa a situação de muitos israelitas perante o genocídio de palestinianos. Duas situações em que foram os cidadãos que elegeram, que votaram os que os governaram e governam, que participaram em comícios, em ações de esclarecimento, que ouviram ou viram debates.

O que podem fazer os que sentem a angústia da servidão para evitar a tragédia que anteveem como inevitável resultado da demagogia nas horríveis das experiências do passado? 
Existe um valor que tem sido esquecido ou muito aviltado: a coragem e não existe nenhum ser mais corajoso do que o ser humano, porque mesmo quando em condição de servidão não perde a liberdade se mantiver a sua dignidade.

A demagogia é um atentado à dignidade humana e o mais reles e eficaz argumento dos demagogos é o aproveitamento do sentimento de insegurança, que eles próprios criam e que prometem resolver a troco da integração no seu bando. 
Exploram a solidão e a fragilidade do “homem só”, do ser só, perante os predadores e rodeado de necrófagos. 
Uma grande parte das criações da civilização humana pode ser compreendida em termos de “busca de segurança”. 
A utilização da insegurança como argumento encontra-se hoje no primeiro plano da panóplia de armas dos demagogos, insegurança física, política, económica e até por falta de sentido na vida.

Outro dos sentimentos explorados pelos demagogos é o do desespero, entendido como o conflito entre a vontade de se manter a si mesmo e o de se perder a si mesmo, o desejo, ou a vontade de obter o mundo completo (a realização), e o desejo ou a vontade de se acolher à servidão, abdicando da da liberdade.

As ações a que assistimos durante uma campanha eleitoral são a repetição do negócio da compra e venda da alma a troco de promessas, as encenações tecnológicas nas televisões não alteram o essencial do logro do mito de Fausto, apenas o embrulham e o disfarçam com luzes faiscantes. 
O demagogo é, no fundo, uma velha máquina de picar carne que transforma em pasta o cérebro de quem acredita que ele lhe vai fornecer uma salsicha.
 CULTURA

" Recomeça . . . se puderes, sem angústia e sem pressa, e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcançares não descanses, de nenhum fruto queiras só metade "
(Miguel Torga)

AC

A  REPÚBLICA

A República está em chamas. 

(Manuel Alegre, Expresso, 27Agosto2005)

Manuel Alegre, como está ela agora?

AC

 O Irão considera as forças armadas europeias "grupos terroristas", declarou este domingo o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, após decisão da União Europeia de classificar a Guarda Revolucionária como uma "organização terrorista"

OK . . . . OK . . . . OK . . . .
já garantiste as tuas 70 virgens!

AC
À  ATENÇÃO  DO  PRÓXIMO  PR:

Lembre-se pelo menos disto, 

- FOI ELEITO PARA  SERVIR

- DURANTE O MANDATO DEIXE-SE DE EXTRAVAGÂNCIAS PRÓPRIAS DE FIDALGUIA ARRUINADA

- LIDERE PELO EXEMPLO E NÃO POR PALHAÇADAS E SELFIES

- UM BOM CÓDIGO DE CONDUTA É MANTER A INDEPENDÊNCIA 

- O SEU PODER É A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA, ASSOCIADA À SUA MENTE E À SUA CANETA; NÃO ABUSE DAS SUAS COMPETÊNCIAS CONSTITUCIONAIS, NÃO FAÇA INTERPRETAÇÕES 

- TENHA SEMPRE PRESENTE QUE A FUNÇÃO DO ESTADO É SERVIR OS CIDADÃOS

- O PODER LEVA À CORRUPÇÃO.

- O PODER ABSOLUTO CORROMPE DEFINITIVAMENTE.

- É PRECISO PRESTAR JUSTIÇA E NÃO CARIDADE.

- TER A NOÇÃO DE QUE PORTUGAL É UM PAÍS POBRE.

- FALAR BAIXO E COM CALMA PARA SER OUVIDO.

- OUVIR OS CIDADÃOS

- SÓ A INTELIGÊNCIA SE EXAMINA A SI PRÓPRIA.

- CONDENAR PRECONCEITOS BASEADOS NA RAÇA, SEXO, FÉ, IDADE.

- QUEM USAR A CABEÇA NÃO VAI CANSAR OS PÉS.

- FALAR COM OS OUTROS EM MANDARIM É A PIOR DAS SOLUÇÕES.

- FOMENTAR A CULTURA DA EXIGÊNCIA.

- FOMENTAR A CULTURA DA TRANSPARÊNCIA.

- FOMETAR A CULTURA DO RIGOR E DA VERDADE.

- O DIÁLOGO É A PONTE QUE LIGA DUAS MARGENS.

- TER PRESENTE QUE PELO VOO SE CONHECE A AVE.

- A ARROGÂNCIA NÃO É RESPOSTA PARA NADA.

- NUNCA TER VERGONHA DE SENTIMENTOS PATRIÓTICOS.

- O SEGREDO DA SABEDORIA, DO PODER, E DO CONHECIMENTO, É A HUMILDADE.

- A PRUDÊNCIA É A VIRTUDE SUPREMA DA ACÇÃO POLÍTICA.

- SERVIR A SOCIEDADE, NÃO SE SERVIR DO CARGO.

António Cabral (AC)
CULTURA

" A literatura não é algo que nos faça felizes, mas ajuda-nos a defendermo-nos da infelicidade "
(Mario Vargas Llosa)

AC
3  FEVEREIRO  2026
DIA de S. BRÁS
> 1480 - Nasce Fernão de Magalhães
> 1488 - Depois de dobrar o cabo das Tormentas/ Cabo da Boa Esperança, Bartolomeu Dias desembarca em Mossel Bay, África do Sul
> 1509 - Batalha de Diu
> 1536 - Faleceu Garcia de Resende
> 1715 - Tratado de paz Portugal-Espanha
> 1830 - Grécia torna-se independente do Império Otomano
> 1870 - EUA, ratificada a 15ª Emenda à Constituição
> 1894 - Nasce Norman Rockwell
> 1913 - EUA, ratificada a 16ª Emenda à Constituição
> 2003 - Faleceu João César Monteiro
AC

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

RESTAURAÇÃO  CASEIRA
Hoje temos cá em casa mais uma refeição fora da rotina do casal, com  três convidados, importantes.
Iremos dar uso a vária da muita e melhor palamenta que temos, talheres, pratos, copos, garrafas de cristal.

E não, não nos atrapalhamos a comer à mesa com algum requinte.
Irei cozinhar com a colaboração da minha mulher que é uma excelente cozinheira. Já lhe faço sombra em várias coisas.

Claro que não somos daqueles predestinados que, só eles e os das suas bolhas, é que conhecem bons whiskies, bons restaurantes cá e lá fora, bons poisos para lazer cá e lá fora, ou as executivas da Delta/ British/ KLM/ Lufthansa, TAP, ou os navios de cruzeiro para o Atlântico Sul ou para os gelos do Alaska, etc.
AC 
António Cabral
 (AC)
CULTURA 

" Um povo sem letras não vive muito tempo, e se vive, é uma excepção privilegiada "
(José Latino Coelho)

AC

RECORDANDO


O  exemplo
A indústria portuguesa produz por ano 35 000 toneladas de resíduos não recicláveis, que precisam de ser incinerados. O Governo deu por isso pela primeira vez no fim de 1985, quando Carlos Pimenta estabeleceu por decreto as bases de uma política nacional de resíduos. Passaram cinco anos até o Governo abrir concurso para a construção de uma incineradora em Sines. O "povo" protestou e o Governo fugiu. Passaram outros cinco anos e, em 1995, Teresa Gouveia lá convenceu Estarreja a engolir a incineradora. Estava o problema resolvido? Não estava. Em 1997, José Sócrates abandonou o projecto de Estarreja e resolveu entregar a incineração dos resíduos a um consórcio de cimenteiras. Em 1998, esse consórcio propôs quatro sítios possíveis para a co-incineração: Outão, Alhandra, Souselas e Maceira. Elisa Ferreira escolheu Souselas e Maceira. O "povo" protestou e o Governo fugiu. Em 1999, Sócrates, já ministro, removeu o sarilho para uma comissão científica independente, a CCI, como se coubesse a uma comissão científica tomar decisões políticas. Este ano - 2000 - a CCI recomendou, em vez de Souselas e Maceira, Outão e Souselas. O "povo" protestou. Com Manuel Alegre à frente, os deputados de Coimbra prometeram fazer coisas terríveis. Vários cientistas arrasaram as conclusões da CCI. A oposição exigiu em coro que o assunto fosse imediatamente revisto. E agora o Governo, como sempre, hesita. Entretanto, os resíduos não deixaram de se acumular ao acaso. Em 15 anos, 15 anos, não se avançou um milímetro. O Estado pede aos portugueses trabalho, eficiência, dinheiro e sacrifícios - em nome da "modernização". Mas sucede que o exemplo do Estado corrompe a sociedade e é sem dúvida o principal obstáculo à "modernização". 
Vasco Pulido Valente assina esta coluna ao sábado e domingo 

Recuperei este artigo de 2000, porquê?
Para lá do caso concreto, não é exemplo lapidar do muito que continua a acontecer neste tão maltratado País onde, em bom rigor, somos nós os maltratados?

Quando não votam estão à espera de quê?

Quando votam em boa parte dos salafrários anteriores estão à espera de quê?

Quando votam já não nos salafrários anteriores mas não ponderaram que estão a votar em seitas, em amigalhaços, em testas de ferro dos anteriores estão à espera de quê?

Deu-se o 25 de Abril de 1974.

Daí para cá e ainda que, FELIZMENTE, se tenha progredido em muitas áreas, o exemplo supra não está acompanhado de outros exemplos sem fim que fazem com que Portugal tenha os bloqueios actuais? Ou estamos quase no fim da cauda da Europa por acaso?

O que se passa no presente não tem nada a ver com, por exemplo, aqueles maravilhosos 8 anos e semanas de governação (??)  Costa, ou com esta governação (??) Montenegrina?

AC

Todo o mês de Janeiro não me foi possível lá ir. Sei por vizinha que apesar de muito vento felizmente não há estragos. Que assim continue se Deus quiser.

AC

CULTURA

Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

Nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

(António Gedeão)

AC
1971 - 1973,  GUINÉ
Na então Guiné portuguesa hoje Guiné Bissau, época da minha vida para onde fui mandado cumprir 21 meses na guerra, vivi como outros as cenas da guerra e as cenas do quotidiano em Bissau. 

De 29OUT1971 a 28JUL1973 estive na guerra, para lá fui mandado cumprir um tempo a bordo de um dos muitos navios que a Marinha (então) de Guerra lá tinha. Hoje como não há guerra é só Marinha. Fui então por 21 meses o chamado oficial imediato, o equiparado a um 2º comandante.

Das cenas da guerra, e tive muitas e bastantes sustos, não me apetece falar agora, mas estou a referir-me a esses já longínquos tempos por me ter recordado de algumas coisas das muitas cenas "curiosas" que vivi, directamente umas, indirectamente outras (as várias que aconteceram, vividas/ testemunhadas por outros).

E recordei-me desses tempos quando estava a consultar velhos arquivos e fotografias dessa altura. Nos arquivos tenho algumas interessantes coisas dos tempos da célebre Operação Mar Verde, apenas parcialmente bem sucedida, e em que participaram imensos dos navios em serviço na Guiné.

Recordei-me de um inarrável arrogante e irascível chefe de Estado-maior do então Comando da Defesa Marítima da Guiné (CDMG), pai de uns igualmente inarráveis e insuportáveis Trotskystas da nossa praça.  

Recordei-me do capitão de mar-e-guerra que era o 2º comandante do dito CDMG e protagonista de cenas hilariantes. Tinha por alcunha "o cabeça silenciosa", pois quem passava por ele e o cumprimentava militarmente ao mesmo tempo que dizia - bom dia sr comandante - recebia invariavelmente apenas um silencioso aceno com o braço levantado, tipo "passe bem".

Uma das cenas hilariantes, que não presenciei mas aconteceu mesmo, tem a ver com uma célebre manhã em que o senhor deu despacho ao oficial que superintendia os recursos humanos do CDMG, e que no essencial foi como descrevo a seguir.

O dito oficial apresentou para sancionamento do dito 2º comandante, uma série de normas do âmbito do seu serviço.
O 2º comandante olhou atentamente, folheou os papéis e depois inquiriu - quem fez isto?

O oficial, de alcunha o "princês", imaginou que o 2º comandante perguntava por quem tinha dactilografado tudo aquilo, e naquele seu ar físico muito peculiar a roçar o ridículo respondeu - "foi a minha secretária".

NÃO, retorquiu o 2º comandante visivelmente irritado. Quem é o cerebrozinho disto?

Ah, fui eu - respondeu o "princês"!

O "cabeça silenciosa" olhou para ele e terá dito - está uma porcaria, arranje isto!

E lá saiu o "princês" com o rabo entre as pernas, sob um sorriso muito  disfarçado da ordenança (negro) do 2º comandante, que era um sabidão, e que informava os oficiais que precisavam de ir a despacho sobre o humor do "cabeça silenciosa" naquele dia, e assim se batia à porta ou se dava meia volta e tentava outro e desejavelmente melhor dia.

António Cabral (AC)

EU  SEI  QUE  SOU  MUITO  DISTRAÍDO . . . 

Sei que sou muito distraído, e só isso justifica que eu tenha perdido as notícias das televisões daquelas meninas que andaram aqui há tempos numa flotilha, e que agora andam pressurosas em botes dos fuzileiros a auxiliarem populações nas várias das zonas alagadas como em Alcácer do Sal, Leiria, etc.

AC

Recuperando graçola antiga

Um frango atravessou a rua. Porque terá sido ?

Eis a Opinião de uma criança e de alguns Ilustres do Passado e do Presente em resposta à professora primária que perguntou:

"Porque é que o frango queria chegar ao outro lado da rua?" 

Criança:
"Porque sim." 

Platão:
"Porque queria alcançar o Bem."

Aristóteles:
"Porque é da natureza do frango atravessar a rua." 

Descartes:
"O frango pensou antes de atravessar a rua, logo, existe." 

Rousseau:
"O frango, por natureza, é bom; a sociedade é que o corrompe e o leva atravessar a rua."

Freud:
"A preocupação com o facto de o frango ter atravessado a rua já é um sintoma de insegurança sexual." 

Darwin:
"Ao longo dos tempos, os frangos vêm sendo seleccionados de forma natural, de modo que, actualmente, a sua evolução genética fê-los dotados da capacidade de cruzar a rua." 

Einstein:
"Se o frango atravessou a rua ou se a rua se moveu em direcção ao frango, depende do ponto de vista... Tudo é relativo."

Martin Luther King:
"Eu tive um sonho. Vi um mundo no qual todos os frangos livres podem cruzar a rua sem que sejam questionados os seus motivos. O frango sonhou." 

George W. Bush:
"Sabemos que o frango atravessou a rua para poder dispor do seu arsenal de armas de destruição massiva. Por isso tivemos de eliminar o frango." 

Cavaco Silva:
"Porque é que o frango atravessou a rua, não é importante. O que o país precisa de saber é que, comigo, o frango vai dispor de uma conjuntura favorável. Não colocarei entraves para o frango atravessar a rua."

José Sócrates:
"O meu governo foi o que construiu mais passadeiras para frangos! Aliás, se não fosse eu e a minha eficiência, não haveria frangos. Quando for reeleito, vou construir galinheiros de cada lado da rua para os frangos não terem de a atravessar." 

Mário Soares:
"O frango atravessou a rua desvairado com um coelho que o anda a lixar! É urgente que o povo me oiça e se movimente para dar-mos caça ao coelho." 

Manuel Alegre:
"O frango é livre, é lindo, é uma coisa assim... com penas! Ele atravessou, atravessa e atravessará a rua, porque o vento cala a desgraça, o vento nada lhe diz!"

Jerónimo de Sousa:
"Se o frango atravessa a rua, a culpa é das elites dominantes, imperialistas e burguesas que pretendem dominar os frangos, usurpar os seus direitos e aniquilar a sua capacidade de atravessar a rua, na conquista de um mundo socialista melhor e mais justo!" 

Francisco Louçã:
"Porque é preciso dizer, olhos nos olhos, que só por uma questão racista o frango necessita de atravessar a rua para o outro lado. É claramente uma mesquinhice obrigar o frango a atravessar a rua!" 

Valentim Loureiro:
"Desafio alguém a provar que o frango atravessou a rua. É mentira! Tudo mentira! Foooo---se!!"

Paulo Bento:
"O frango atravessou a rua tranquilamente... Era isso que esperávamos e foi isso que aconteceu, com muita naturalidade. O frango ainda é muito jovem e estas coisas pagam-se caro, com tranquilidade!!!" 

Zézé Camarinha:
"O frango atravessou a rua porque foi ao engate! É um verdadeiro macho, viu uma franga camone do outro lado da rua e não perdoou! Ganda frango!!!” 

E finalmente Lili Caneças...
"Porque se queria juntar aos outros mamíferos."
AC
2  FEVEREIRO  2026
DIA MUNDIAL DAS ZONAS HÚMIDAS
> 1559 - D. Constantino de Bragança toma posse de Damão
> 1811 - Amaro José e Pedro João Baptista completam a travessia de África, de Cassengue em Angola a Tete em Moçambique 
> 1848 - Termina a guerra entre os EUA e o México
> 1882 - Nasce James Joyce
> 1943 - Soviéticos vencem a batalha de Leninegrado
> 1990 - África do Sul, presidente Klerk levantou a proibição sobre o Congresso nacional Africano, e prometeu libertar Mandela
AC

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Marinha de Guerra / Marinha

A 1 de Fevereiro de 1317, por Carta Régia de D. Dinis, foi criada a Marinha de Guerra de Portugal. Foi iniciado o caminho para criar uma instituição militar que atendesse ao desenvolvimento inerente às  crescentes actividades marítimas.

Nesse documento o genovês Manuel Pessanha é nomeado para o comando da frota real.

Foram-lhe dadas as condições para ele organizar uma armada militarmente eficaz, e a Marinha passou a ser e como gradualmente aconteceu uma instituição com papel determinante desde então.

A decisão de D.Dinis mostrou bem a dinâmica que tinha adquirido o comércio marítimo na vida de Portugal.

AC

Sobretudo com Trump, mas eu não sei se Trump sabe quem é Durão Barroso.
(Seixas da Costa)

Esta é, para mim naturalmente, uma das melhores definições do "Cherne"

AC

BANDEIRA NACIONAL, representações diversas,

incluindo uma modificação que pretende significar o momento doloroso subsequente à catástrofe que atingiu a parte Continental do país com trágicas consequências para centenas de milhares de portugueses e destruição brutal de habitações e infra-estruturas.

António Cabral