sábado, 7 de março de 2026

SALÁRIOS
Nota prévia: não sou economista, financeiro, sociólogo, ou historiador.

Isto dito, acho sempre interessante observar as posturas e declarações dos que se reclamam de neutros, e isentos. Interessante por verificar muitas vezes que, quanto a neutralidade, isenção e sobretudo rigor, a leitura de certos escritos desses declamadores me suscitar a maior das dúvidas quanto à coerência dos declamadores.

Por exemplo, creio que a questão dos salários nas sociedades e concretamente na nossa foi sempre uma variável de ajustamento na sociedade.

Não estou convencido que não tenha sido sempre uma variável de ajustamento em qualquer das nossas fases históricas desde 1900.   

Como sempre, não deixo de salientar que admito poder estar redondamente enganado, e os salários só terem sido variável de ajustamento nos últimos 40 anos da história mais recente.

AC

AS  CRISES

As crises não caem do céu.

As crises têm responsáveis, directos e indirectos.

Cá dentro. E lá fora. Sempre assim foi.

Crises sociais, crises económicas, crises entre países, crises, crises, crises, crises, crises.

Mas há uns pândegos e umas pêssegas, cá dentro e lá por fora, que se entretêm a apontar para o céu, para o vento, para a chuva, como o hipopótamo - ai a boca do crocodilo, horrenda, tadinho.

Que se entretêm a clamar "no meu quintal NÃO".

Ai o genocídio, (que sempre os houve, há, infelizmente), mas que não é só onde lhe agrada apontar, há por muitos mais locais à superfície da terra, mas como não lhes serve o mantra . . . . 

Que convocam arruadas. Mas só se lhes servir o mantra.

Que se revoltam e gritam contra os constrangimentos visíveis, mas quando os constrangimentos passam a invisíveis por "magia" encapotada com consequências mensuráveis, mas que se repercutem desastrosas apenas anos mais tarde, aí ficam calados porque "os mágicos" são os da cor. É o "nós" como refere um turbo administrador/ consultor arrogante.

Não saímos disto, do facciosismo, da seita, da bolha, do "nós".

AC

RESPEITO SEMPRE A OPINIÃO DE OUTREM (CONCORDANDO OU DISCORDANDO) MAS, SINCERAMENTE, CHEGUEI A UMA FASE DA VIDA, ADIANTADA JÁ, EM QUE, CONFESSO, MUITAS VEZES JÁ NÃO ME APETECE DISCUTIR/ ARGUMENTAR COM CERTAS PESSOAS; PONHO A MINHA CARA DE PAISAGEM E MANDO MENTALMENTE À MERDA.

AC

7  MARÇO  2026
> 321 - Imperador romano Constantino I decreta que o Domingo passa a ser dia de descanso em todo o império
> 1553 - Luís de Camões, que estava preso, recebe um perdão e regressa à liberdade
> 1699 - Nasce Ribeiro Sanches
> 1761 - Fundado o Real Colégio dos Nobres
> 1904 - Portugal, criado o curso de Medicina Sanitária
> 1953 - Descoberta a dupla hélice de ADN
> 1957 - Início das emissões regulares da RTP
AC

sexta-feira, 6 de março de 2026

2003
AC
RECORDANDO

“O resto é silêncio”

Tomei de empréstimo o título deste Curto a William Shakespeare, mais concretamente às derradeiras palavras de Hamlet antes de morrer. O autor de “Muito Barulho por Nada” também escreveu que “é melhor ser rei do teu silêncio do que escravo das tuas palavras”. E estou certa que ao longo da sua extensa obra encontraria muitas mais citações apropriadas à peça de teatro em que tantas vezes se transforma a política nacional. Lembrei-me destas a propósito das últimas da querela institucional (ou será pessoal?) entre Belém e S.Bento e do silêncio bastante ruidoso de António Costa na reunião de terça-feira do Conselho de Estado.

As notícias sobre a reunião davam conta de que o primeiro-ministro se tinha mantido calado porque, sabendo de antemão (por anúncio, aliás público, do próprio) que o Presidente levaria a intervenção escrita “há muito”, entendera que essa era a melhor resposta a dar a Marcelo Rebelo de Sousa, deixando-o “a falar sozinho”, como escreveu o Expresso. Ao início da tarde, um Costa sem o sorriso da véspera (o tal que os portugueses que encontra na rua lhe pedem que nunca perca) mostrou-se bastante agastado com as “fugas seletivas de informação” senão mesmo “mentiras” que saem do Conselho de Estado e garantiu que “não há qualquer diferendo com o Presidente da República”. Não ficou claro se falava desta reunião (descrita nos orgãos de comunicação social como tendo decorrido num clima inicialmente tenso) ou da de julho (detalhadamente descrita nas páginas dos jornais, pelo menos na parte relativa às críticas que vários conselheiros teceram à condução do país pelo Governo). Mas pouco depois veio Marcelo dar a sua interpretação: confessando-se “melindrado” com as versões que lera na imprensa do silêncio do PM, disse ter considerado que este veio "desmentir notícias de hoje segundo as quais o seu silêncio era contra o Presidente da República". Quanto à alegada quebra de sigilo sobre as reuniões do Conselho de Estado remeteu a queixa de Costa para "um problema que lida da consciência dos senhores conselheiros", limitando-se a admitir "que haja quem se sinta ofendido" com os relatos tornados públicos.

A última palavra (do dia) ficou para o primeiro-ministro. Entre “ser ou não ser” morto em combate (figurativamente, claro!) António Costa foi ontem à noite a Évora, abrir a Academia Socialista (a Universidade de Verão do PS, que também serve como rentrée ao partido) e dar a quem o ouviu uma lição sobre “resistência, resiliência e paciência”. Não era suposto, segundo o orador, ser um comício partidário - até porque, e volto a citar o orador, “a política não pode ser um exercício de números mediáticos” - mas pelo rosário de promessas cumpridas e a proclamação de outras tantas a cumprir daqui até ao final da legislatura, foi exatamente isso: o secretário-geral do PS (estava sem gravata) deu uma clara ajuda ao primeiro-ministro (e um “safanão” nas ambições de protagonismo de Luís Montenegro) e anunciou uma descida do IRS em 2 mil milhões até 2027, a isenção do IRS para os jovens no primeiro ano de emprego (e desagravamento de 75% a 25% nos quatro anos seguintes), a devolução das propinas da universidade por cada ano a trabalhar no país, além de passes gratuitos para os sub-23 já a partir de janeiro.

Porque “é com otimistas irritantes que o país anda para a frente”, concluiu o auto-proclamado “fazedor”, dirigindo-se aos “comentadores” - e em primeiro lugar aquele que um dia lhe chamou “otimista irritante”. Como diria Hamlet: “algo está podre no reino da Dinamarca”.


(Expresso Curto - Cristina Figueiredo, Editora de Política da SIC - 07 Setembro 2023) ‌ ‌ ‌ ‌ ‌ ‌
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AC

Ps: Ora, foram sempre felizes!

Bom dia. Tenham uma boa 6ª Feira.
Bom início de fim de semana. Saúde e boa sorte.

. . . ."Je travaille tant que je peux e le mieux que je peux, toute la journée.

Je donne toute ma mesure, tous mes moyens.

Et après, si ce que j'ai fait n'est pas bon, je n'en suis plus responsable; c'est que je ne peux vraiment pas faire mieux". . .

(Henri Matisse)

AC

CULTURA
AC
ESTREITO de ORMUZ.  COMO SE FECHA?
Nesta primeira fotografia podem visualizar-se alguns dos portos do Irão. Um deles (no extremo direito da fotografia) bem perto da fronteira com o Paquistão, já bastante longe do estreito de Ormuz.

A fotografia em baixo, mostra melhor o estreito de Ormuz.
Nesta fotografia um pouco mais ampliada, podem observar-se algumas das bases navais do Irão. Nelas e na outra perto do Paquistão estaria a maioria da frota naval do Irão, sendo quase certo que a maioria dos navios poderiam ser classificados como decrépitos. A amizade com a Rússia e a China não foi suficiente para o Irão ter uma marinha de guerra forte e moderna.

A amizade desses países parece que também não foi suficiente para o Irão estar dotado de uma poderosa e moderna força aérea.
Não é só agora, já se tinha verificado na operação americana-israelita anterior, que basicamente a aviação destes países se passeia pelo céus do Irão.

O que parece indiscutível é que o Irão construiu ao longo de décadas uma poderosa força de mísseis, de diferentes tipos e alcances.
Obviamente para tratar de agricultura!

O que me parece evidente é que o Irão deve ter uma estrutura de túneis subterrâneos onde abriga os mísseis e os seus transportadores/ lançadores móveis. E milhares de drones.

O que para mim é indiscutível é que um país que trata de criar instalações de enriquecimento de urânio a 90 ou mais metros de profundidade não o faz para desenvolver/ enriquecer APENAS material radioactivo para emprego pacífico e industrial.

Mas voltando à questão do estreito de Ormuz as notícias que se conhecem no final desta 5ª Feira 5 de Março do corrente é que a marinha de guerra do Irão estará praticamente toda aniquilada. 
Do lado dos EUA dizem que foi dizimada. Acredito perfeitamente que seja a realidade.
Nem submarinos nem navios de superfície.

Do que é noticiado, os vários comandos (edifícios etc.) da marinha de guerra Iraniana nos diferentes portos estarão já completamente destruídos. Ou a caminho disso.
Tanto quanto parece, uma parte da capacidade Iraniana para lançar mísseis estaria também na sua marinha de guerra.

Mas, correndo o risco (até porque não percebo nada destas coisas, penso só pela minha cabeça) de poder estar enganado, creio que o Irão ainda deve ter uma capacidade muito relevante de mísseis de diferentes tipos e alcances para serem lançados por transportadores móveis terrestres.
O Irão é muito grande. Deve haver muita coisa dispersa pelo país.

Parece-me evidente que muitos dos mísseis do Irão, os de menor alcance seriam óptimos para afundar todo e qualquer petroleiro que tente sair pelo estreito de Ormuz. Que é mesmo estreito.

Parece-me igualmente evidente, que Israel e os EUA conheceriam muitas das localizações de material diverso perto das bases navais e dos portos e provavelmente também muita localização de entradas para os muitos bunkers que o Irão deve ter onde armazena centenas ou milhares de mísseis e milhares de drones.

Parece-me igualmente evidente que EUA e Israel sabem perfeitamente a localização dos bunkers a 90 metros de profundidade onde o Irão trata do nuclear tal como todas as instalações energéticas, de radares, de fábricas, de pistas de aviação, de bases aéreas por mais decrépitos que sejam os aviões existentes, etc.

A destruição da marinha e tudo o que haja nas bases navais tem certamente como grande objectivo eliminar ameaças ao estreito de Ormuz. Por aqui passam/ passavam cerca de um quinto das exportações mundiais de petróleo e uma parte muito importante do  gás natural liquefeito. 

Aqui chegado a situação é a seguinte: o Irão informou toda a gente de que o estreito de Ormuz está fechado. Só deixa passar quem o Irão autorizar.

Aqui chegado um cidadão comum, como eu, pergunta por exemplo, bom, mas se eles têm a marinha de guerra destruída, como fecham Ormuz?
Se o Irão já terá poucos ou nenhuns mísseis para travar os petroleiros que passassem em Ormuz, como fecham Ormuz?

Eu que não percebo nada destas coisas, mas acredito que o Irão tem centenas de doidos dispostos a morrer pelos aiatolás.

Assim, por mais afundado que esteja tudo ou muito do que flutuava nas bases navais e portos, de certeza que devem ter escondidas e prontas um sem número de lanchas rápidas armadas para atacar navios.

De onde partiriam? Da ilha grande que se vé no mapa e de inúmeros ilhéus que por aquelas bandas existem.
Isto para não falar em minas marítimas que de certeza o Irão tem, por mais antigas que sejam e provavelmente serão. Será que as usarão?

Dizia um conhecido futebolista que o prognóstico só no fim do jogo.
Isto dito, a minha convicção é a seguinte:
- por enquanto a passagem por Ormuz vai continuar paralisada para tudo o que não seja navio para a Rússia e para a China,
- não deverá tardar a constituição de armada poderosa Ocidental incluindo navios para dragagem e caça de minas marítimas, com destino a Ormuz e ao Golfo Pérsico,
- o martelar de bombas vai continuar por todo o país até terem a certeza de que o Irão ficará sem qualquer hipótese de reacção militar.

Aguardemos.

António Cabral (AC)
6  MARÇO  2026
> 1475 - Nasce Miguel Angelo
> 1480 - Ratificado o Tratado das Alcáçovas-Toledo
> 1817 - Início da revolução Pernambucana
> 1836 - Tropas mexicanas tomam de assalto o Forte Álamo
> 1871 - Nasce Afonso Costa
> 1890 - Portugal, permitida a abertura de escolas secundárias femininas
> 1899 - Bayer regista a Aspirina
> 1902 - Fundação do Real Madrid Clube de futebol
> 1919 - Início de construção de bairros para operários na margem Sul do Tejo
> 1921 - Fundação do PCP
> 1987 - Bélgica, o ferry Herald of Free Enterprise afunda-se à saída do porto de Zeebrugge
AC

quinta-feira, 5 de março de 2026

A CURA PELAS ÁGUAS

Tu, nas tripas tens mazelas?
Vai às termas de Caldelas.

Tens digestões demoradas?
Frequenta as Pedras Salgadas.

Se nos rins tens avaria
Vai às termas da Curia.

Dói-te o fígado, talvez?
Não deixes de ir ao Gerês.

Nos intestinos tens mal?
Visita Monte Real.

Reumatismo te definha?
Vai às Caldas da Rainha.

No estômago tens estrago?
Aconselho-te Vidago.

Faz-te a bronquite arrepios?
Deves ir para Entre-os-Rios.

De sífilis tens mazela?
Toma banho em Vizela.

Tens diabetes, cansaço?
Vai-te curar a Melgaço.

Os gotosos não malucos
Curam-se todos nos Cucos.

As águas de Portugal
no mundo não têm rival.

O português basofeiro
É que vai para o estrangeiro . . . 

(público como recebi)

Bom dia.
Está um tempo poeirento, chocho, mas tenham uma boa 5ª Feira.
Saúde e boa sorte.

AC
AGORA QUE MACRON PALRA GROSSO . . . .  

Lembrei-me de várias coisas.
Por exemplo, de frases idiomáticas francesas, como estas:

* Mettre la main eau feu - pôr a mão no lume

* Filer um mauvais coton - atravessar uma crise perigosa

* Mettre à pied - pôr em execução

* Se mettre dans de beaux draps - meter-se em maus lençóis

* Tomber des nuées - cair das nuvens

* Faire de l'esbroufe - fazer espalhafato

AC
A  Propósito  do  Presidente  Eleito

Na revista Visão de 30 de Julho de 2014 recordavam-se cenas do embate entre Seguro e Costa pela chefia do PS.
O tal PS acerca do qual agora se ouvem uns balidos a dizer que o PS está outra vez unido. 

Entre essas recordações uma das que sobressaía era a acusação de que a facção que apoiava António Costa era o PS dos interesses e dos negócios coisa que, como bem se sabe, nada corresponde á realidade! Basta ver SIRESP e outras delícias mais recentes.

António José Seguro, depois de 10 ou 11 anos de retiro da vida política activa ou seja, 

* fora da política activa, partidária, 
* passar anos entretido a ensinar e a aprender as dificuldades e as delícias da vida empresarial, 
* mas sempre prosseguindo (LEGITIMAMENTE) no aumento da sua rede preparando o democrático assalto à presidência, 

até que, depois de observar patéticos aspirantes a Belém, decidiu vir unir (palavras suas) os concidadãos portugueses ocupando o topo da pirâmide do Estado. Teve a maior votação de sempre do regime democrático. 
Não igual às votações tipo Coreia do Norte como no tempo da outra senhora!

Não faço ideia se neste momento a mulher já lhe terá dito algo do género - eu bem te disse para só nos dedicamos a tratar das nossas empresas, cuidarmos dos outros ensinando, tratarmos dos filhos e deixar a política activa para os outros, viver a vida.

Mas não me ouviste, e agora vê o vespeiro onde te vais meter, num mundo enlouquecido em que nada controlas. E cá dentro podes controlar pouco.

Vais ser um Tomás moderno como foi o tolo do Marcelo. 
Vais ter de engolir as patetices que se ouvem por aí sobre a nossa política externa.

Vais ter rapidamente berbicachos com o governo e a AR, aquilo vai rebentar depressa, mais depressa do que julgas, e se estás á espera de andar a viajar como o tolo do Marcelo nem penses que vou andar nisso. Se fores ao Papa ainda vou, ou a um banquete em Belém mas só de vez em quando.

Ah, outra coisa, não fico uma noite sequer lá em Belém, e toma cuidado com alguns que se mostram agora tão teus amigos. 
Ah, e outra coisa importante, ficas a saber, evita encontros com o Costa em que eventualmente eu esteja por perto, que não estou para o aturar
António Cabral (AC)
5  MARÇO  2026 
Feriado Municipal Ferreira do Alentejo
> 1421 - Bula Papal Romani Pontifinis
> 1770 - Massacre de Boston
> 1827 - Faleceu Alessandro Volta
> 1871 - Nasce Rosa Luxemburgo
> 1911 - Portugal, lei do recenseamento militar
> 1922 - Nasce Pier Paolo Pasolini
> 1932 - Criada a Academia Nacional de Belas Artes
> 1933 - Partido nazi de Hitler alcança 44 % de votos nas eleições parlamentares
> 1946 - Winston Churchill em discurso nos EUA refere a cortina de ferro que se abate sobre a Europa
> 1953 - Faleceu José Estaline
> 1953 - Faleceu Sergei Prokofiev
> 1990 - Primeira edição do jornal "Público"
> 2008 - Faleceu Joel Serrão
> 2013 - Faleceu Hugo Chavez
> 2026 - Faleceu o escritor António Lobo Antunes
AC
EVORAMONTE

AC

quarta-feira, 4 de março de 2026

MAIS UM
Deputado e porta-voz municipal do Chega em Barcelos cessou funções por incompatibilidades
António Manuel Reis critica "personalização do poder" e "ausência de democracia interna" no Chega. Mantém-se como deputado municipal independente em Barcelos
.

Oh Ventura, pela palavra (???), pelos princípios e valores (????) TÁ VISTO que não está a convence-los.

Experimente colar a sua "malta" com isto.

Felicidades!
AC
ÁRABES, MUÇULMANOS, ISRAEL, HISTÓRIA
É comum dizer-se que o conflito israelo-palestino se arrasta há qualquer coisa como três quartos de século.
Essencialmente, creio eu, assentando numa disputa territorial.
Mas também disputa entre descendentes de imigrantes judeus e os árabes palestinianos.
Todos querem a Palestina.
Mas o conflito tem raízes mais atrás.

O território Palestina é uma faixa entre o Jordão e o Mediterrâneo que muçulmanos árabes conquistaram cerca do século VII.
No século XVI foi uma das imensas partes conquistadas pelo império Otomano (Otomanos-muçulmanos não falando árabe) que, entre muito mais, abocanharam Jerusalém, Meca e Medina, locais sagrados para os muçulmanos.

No Médio Oriente Otomano não havia Palestina; a zona a Sul do Líbano e Oeste do Jordão tinha distritos administrativos.
Sabe-se que nessa área a população aí vivendo era maioritariamente muçulmana havendo cerca de 10% cristã.

Curiosamente, no final do século XIX a maior parte dos judeus vivia nas regiões Europeias do império Russo.
Crescentemente, os judeus foram alvo de anti-semitismo.
Estima-se que entre 1882 e 1914 abandonaram a Rússia cerca de 2,5 milhões de judeus, uns para os EUA outros para outros países Europeus.

Em 1886, Theodor Herzl escreveu o livro " O Estado Judaico" e exortou os judeus a formaram um Estado-Nação.
Em 1897 o mesmo Herzl organizou na Suíça a Organização Sionista Mundial e onde se definiu o Sionismo como crença na criação de um lar para o povo judeu, na Palestina.

O passo seguinte foi a criação em 1901 do Fundo Nacional Judaico, para comprar terras na Palestina. Simultaneamente desenvolveram os conceitos - conquista de terra - e - conquista de mão de obra, ou seja, colonizar e cultivar a terra.

O império Otomano não deteve a imigração. E por exemplo em 1907, em Jafa, foi fundado o Escritório da Palestina da Organização Sionista Mundial.
Em 1914 era já perfeitamente claro o colidir entre duas comunidades emergentes: os árabes procurando manter a sua posição de proprietários enquanto sionistas iam cada vez mais comprando terras.

Em 1914 iniciou-se a IGG no fim da qual o império Otomano foi desfeito.
De salientar que em 1915 a Grã-Bretanha fez vários acordos alguns afectando a Palestina.
Em 1915 com Hussein (considerado na altura como o mais relevante líder muçulmano árabe) guardião de Meca e Medina, prometendo-lhe a independência dos países árabes se lutassem com os britânicos contra o império Otomano. Assim foi, em 1916 foi constituído um exército árabes que teve consequências concretas no decurso da guerra.

Mas em 1916 aconteceu outra coisa decisiva: o acordo Sykes-Picot, dois figurões em representação da Grã-Bretanha e França, distribuindo as terras árabes pelos dois países no pós IGG. Basicamente Síria e Líbano para França, Iraque e área do Sinai à Mesopotâmia para Grã-Bretanha.
Quanto à Palestina acordaram que ficasse sob controlo internacional.
Em 1923 a Sociedade das Nações reconheceu os Mandatos Britânico e Francês.

Um outro acordo surge à luz do dia, consubstanciado na famosa Declaração Balfour de Novembro de 1917:
- "O Governo de Sua Majestade vê como favorável a criação, na Palestina, de uma pátria nacional para o povo judaico. O Governo enviuvara todos os esforços para ajudar a concretizar-la.
Existe um entendimento claro de que nada será feito que possa prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não judaicas existentes  na palestina, ou os direitos  e estatuto político de que os judeus gozem em qualquer outros país".

Como sempre - sabe-se como começa, nunca se sabe como acaba.

O presente é só mais uma etapa das muitas acontecidas em, 1929, 1936-1939, 1942, 1945, 1947, 1948, 1948-1949, 1950, 1956, 1967, 1972, 1973, 1979, 1982, 1987, 1993, 1995, 2000, 2001, 2006, 2008, 2014, 2021, 2023, 2026.

Como acabará?

AC
Deixa ficar a flor, 
a morte na gaveta, 
o tempo no degrau.

Conheces o degrau:
o sétimo degrau
depois do patamar;
o que range ao passares;
o que foi esconderijo
do maço de cigarros
fumado às escondidas . . . 

Deixa ficar a flor.

E nem murmures. Deixa
o tempo no degrau,
a morte na gaveta.
. . . . . 
(David Mourão Ferreira)

António Cabral (AC)
CRP - Art. 133º - Competência quanto a outros órgãos
i) Presidir ao Conselho de Ministros, quando o Primeiro-Ministro lho solicitar.

Na despedida, Marcelo Rebelo de Sousa vai presidir ao Conselho de Ministros.
Porque o Primeiro-Ministro convidou o Presidente da República para presidir à reunião do Governo a 5 de Março, quatro dias antes de Marcelo deixar Belém. E como já foi noticiado serão discutidos assuntos importantíssimos.

Esta "cena" repete-se periodicamente, tem-se repetido, para dar "vento" à norma constitucional supra.

Eu não sou constitucionalista mas em termos práticos isto não passa de uma palhaçada institucional para mostrar ao povão o respeito pela CRP, e para mostrar ao povão - ai que bem que eles se entendem!
Não era preciso, pois todos os concidadãos há muito que se aperceberam disso!

A voz autorizada de Vital Moreira e Gomes Canotilho escreveram/lembraram em devido tempo - ". . . não obstante a latitude dos poderes institucionais, a função presidencial caracteriza-se no regime constitucional português pela atribuição de poderes relativamente modestos no que respeita à função de direcção política ou de governo . . . . . "  e  

". . . a ausência de poderes autónomos de intervenção governamental diferencia o sistema português de outros sistemas políticos de padrão semipresidencialista, como é o caso da França e Finlândia".

Qualquer concidadão comum facilmente se interroga: 
- atenta a separação de poderes e as competências estabelecidas na CRP para AR e para o governo, para quê esta norma i) quando é claro que o Presidente da República não tem funções autónomas de direcção ou superintendência no governo e, portanto, entre PR e governo não existe dependência funcional ?

Enfim!

Tal como na despedida às Forças Armadas em Braga (porquê em Braga?) onde lhe devem ter oferecido como prenda espadas ou coisa do género, no dia 5 de Março próximo qual vai ser a prenda que o governo lhe ofertará?

Por mim dava-lhe um microfone!

Bom dia, tenham uma boa 4ª Feira
Saúde e boa sorte.

AC

A  MINHA  TRISTEZA  É  SOSSEGO  PORQUE  É NATURAL  E  JUSTA

(Alberto Caeiro)

AC