(Henry Kissinger, The Economist, 17-05-2023).
Chapéus há muitos
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
sexta-feira, 27 de março de 2026
(Henry Kissinger, The Economist, 17-05-2023).
Pobre Carneiro leva o apressado congresso ao Cavaquistão para ver se consegue mais poder.
E as vacuidades que debitaram?
Será que Carneiro e seu Brilhante imaginaram assinar acordos com o governo Venezuelano (que continua com descendentes de Maduro) para fornecimento de petróleo a Portugal a preço da chuva?
Uma das cerejas em cima desta patética viagem é Carneiro ter sido considerado chefe do PCP.
quinta-feira, 26 de março de 2026
AC
Apercebi-me que o Presidente da AR falou à comunicação social sobre a questão da eleição para preenchimento de vacaturas no Tribunal Constitucional, no Conselho de Estado e outros.
Acho que os partidos da Assembleia da República deviam ter a responsabilidade de fazer uma indicação sem [esta] ser por partidos.
Classificou esta segunda-feira de "extremamente nocivo" partidarizar a escolha dos juízes a nomear pela Assembleia da República para o Tribunal Constitucional (TC), principalmente quando se trata de juízes de carreira.
Os juízes de carreira não têm filiação partidária. Esta vinculação ou uma indicação partidária, é extremamente inibidora para os juízes, ninguém gosta de ser [apontado como] "eu sou o juiz do Chega, ou o juiz do PS, os juízes não são de nenhum partido".
A maneira como é tratada a indicação de juízes para o Constitucional por parte do parlamento devia ser completamente diferente.
Ou seja, seria uma indicação genérica de juízes eleitos pela Assembleia da República e não juízes indicados por cada um dos partidos.
Esta discussão pública e indicação pública é extremamente inibidora de pessoas que querem ser juízes do Tribunal Constitucional.
DIA DO LIVRO PORTUGUÊS
AC
quarta-feira, 25 de março de 2026
José Pedro Aguiar-Branco diz esperar "maturidade democrática" dos partidos e afastou novos adiamentos num processo em que o PS recusa não indicar um dos três novos juízes do Tribunal Constitucional.
CULTURA
BOM DIA.
No decorrer de mais uma grande volta por prateleiras de livros, dossiers e arquivos diversos, mais gavetas e gavetões e caixas, dei com este muito velhinho exemplar, que estava mal acondicionado, em boa verdade escondido atrás de outros, caído. Se a memória não me falha li-o em Monsanto, logo das primeiras vezes que lá fui, em 1969.ORMUZ
O Irão está a controlar a passagem da navegação pelo estreito de Ormuz. Deixa passar muito poucos navios e ameaça fechar o estreito de vez.
Se percebo o que por ali vai, o Irão já terá deixado passar alguns navios "amigos".
O meu melhor amigo militar que é um almirante reformado dizia-me esta tarde que gostava de perceber como as coisas se andarão a passar por lá.
Por uma razão simples, que tem a ver com questões jurídicas no âmbito do comércio internacional por via marítima.
Se tivermos em conta que, por exemplo, em 1960 apenas um terço da frota comercial originariamente grega navegava com bandeira do país.
Se, por exemplo em 1971, as bandeiras de conveniência (esta é uma das questões a ter em conta no presente) serviam de cobertura a quase 30 % do transporte marítimo de mercadorias.
No âmbito das "bandeiras de conveniência" cabe uma variedade de realidades diversificadas.
E o certo é que cada navio tem uma nacionalidade.
Temos em cima da mesa a identidade do navio e a personalidade no plano jurídico. E existem critérios que definem - os navios têm a nacionalidade do Estado cuja bandeira estejam autorizados a arvorar.
Uma coisa é certa: a prova da nacionalidade de um navio é fornecida pelos papéis de bordo. E creio que a questão - para onde vais levar o petróleo - é determinante.
Deve ser engraçado de assistir.
Além de que, escondidas em várias das muitas ilhotas que existem na zona do estreito devem estar muitas lanchas do Irão e vedetas rápidas com mísseis de médio alcance. Bons para danificar gravemente qualquer navio. O cretino do Trump parece ainda não ter percebido onde se meteu.
António Cabral (AC)











