Chapéus há muitos
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
segunda-feira, 13 de julho de 2026
Republico
Os AMIGOS, a AMIZADE
Os amigos revelam-se
Pode ser esclarecedor recordar que o termo latino para a amizade, amicitia, deriva da raiz am, que no latim popular designa "mãe" (amma).
A etimologia da amizade reenvia-nos, assim, não para uma qualquer experiência casual, mas para a memória daquela afeição primeira que estrutura silenciosamente a existência.
Por isso, na sua espantosa leveza e sem alardes, a amizade dialoga com coisas muito fundas dentro de nós: faz-nos reviver o primeiro amor com que fomos (ou não fomos) amados; toca as nossas feridas, mesmo as que não conseguimos verbalizar; transmite-nos confiança para sermos o que somos e como somos; estimula-nos a progredir vida fora.
Nem todas as nossas amizades chegam a tomar consciência da extraordinária viagem interior que as mobiliza.
Porém, mesmo quando a amizade parece simplesmente prosaica, é este programa que realiza, pois há sempre um instante em que os verdadeiros amigos se revelam como aqueles que estão dispostos a acompanhar-nos aconteça o que acontecer.
Não esperamos nada dos nossos amigos, e essa franqueza é fundamental. Mas, não esperando nada, esperamos tudo, na medida em que a sua existência nos permite existir.
A doçura da amizade é equivalente a esse seu rigor mais infrangível: o meu amigo é este próximo que não deixa de ser distante.
Mas é também o distante que sabe tornar-se próximo e intimo. Por isso, não é a posse que conta na amizade, mas a feição, a dádiva atuada no desprendimento.
(José Tolentino de Mendonça)
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Ao olhar a realidade da vida este texto dá que pensar.
Olho o presente, contabilizo o passado no que a amizades diz respeito.
Pessoas conhecidas tenho imensas.
No plano profissional conheço dezenas e dezenas, dos acima do curso de formação, e tenho também presente muitos dos 3 cursos abaixo do meu. É muita gente ou melhor, já menos pois a lei da vida tem ceifado muita gente, ainda que resistam uns quantos acima dos 90 anos.
No plano social conheço gente que nunca mais acaba. Só no âmbito da medicina e da enfermagem e como aqui por mais de uma vez referi conheço directamente muita gente e superficialmente uns quantos por intermédio daqueles.
Amigos amigos militares terei também 4 ou cinco.
FRANCISCO de SÁ de MIRANDA (1485-1558)
....."O seu carácter, eminentemente honesto mas frio, faz dele mais um crítico social do que um verdadeiro poeta. A sua crítica dos costumes e da sociedade incide principalmente nos seguintes pontos (nas várias cartas que endereçou designadamente a D.João III: o absentismo (a fuga dos campos para a cidade), a corrupção da administração, a injustiça, a mentira e lisonja, o gosto excessivo do luxo e da riqueza.
Como definiu Sá de Miranda o verdadeiro homem? Assim:
Homem dum só parecer
Dum só rosto, duma só fé,
De antes quebrar que torcer,
Ele tudo pode ser,
Mas da corte homem não é.
Isto no Século XVI,.........parecenças com a actualidade ?
António Cabral (AC)
(textos a azul retirados dos "Apontamentos de Literatura Portuguesa", Maria Leonor Carvalhão Buescu)
Como a pressão da comunicação social subiu muito lá veio a socialista presidente da câmara debitar umas coisas.
O colapso no abastecimento de água numa zona altamente urbanizada não acontece por acaso. Não é assim de certeza.
Ná, sou eu que estou a ver tudo mal, e a culpa disto tudo em Almada deve ser dos capitães de Abril, ou do Passos Coelho, ou do Trump, ou do Putin, ou do Xi, se calhar de todos, mas de certeza pelo menos do D. Sebastião e das alterações climáticas!
13 JULHO 2026
domingo, 12 de julho de 2026
ELITES
Em todas as sociedades existem elites.
Elites, o que se costuma designar por - o que há de melhor numa sociedade - ou - membros da sociedade que detém poder e influência.
Na comunicação social indígena muitas loas se evocam constantemente sobre várias das nossas elites.
Ele é fotografias, entrevistas, fóruns, encontros, conferências, recepções, condecorações, jantares em casa de, entregar e receber prémios, ou assistir à entrega de prémios, etc.
Algumas elites quase não tem tempo para se coçar. Mesmo jubilados não param as conferências, as confraternizações, as entrevistas concedidas, as apresentações, as deslocações. Uma lufa lufa quase não têm tempo para escrever nas suas redes sociais tal o turbo-conferencismo, o turbo administradorismo pro bono, o apoio ao seu partido (mas sem ter cartão de militante).
E jornalistas, que vão jantar a casa deles, que jogam golfe com eles, que passam férias com eles, pertencem também ás elites?
Jornalistas que colocam inverdades nos jornais porque, CONFESSAM, acreditaram na informação de fonte de governo, pertencem ás elites?
Pelo que se vai vendo (desde 1700? 1900? 2000?) será de facto o que de melhor temos por cá?
No meu entendimento, e de leituras retroactivas que vou fazendo à nossa história, incluindo algumas obras estrangeiras, a sensação que me fica é de que, basicamente, as elites sempre trataram de se governar.
Mas, tal como no direito, haverá muita gente que discordará disto. A doutrina diverge. Respeito.
Anoto apenas o estado miserável do País, agora, antes, e muito antes.
É ver, só por exemplo, a história das bancarrotas, as dívidas, incluindo a "mansa" e os pedidos de empréstimo nos séculos XVIII, e XIX.
Será por isto, que periodicamente em certos OCS aparecem classificações acerca de "poderosos"? PODEROSOS? Salvo melhor opinião raia o obsceno.
Olhando por exemplo aos poderes havidos e casos e polémicas desde 1945, o que encontramos como nomes sonantes, sem discriminar seja o que ou quem for, sem qualquer especial intenção, e sem ordem alfabética ou cronológica, e sem imputação de ideologia?
Apenas alguns exemplos de uma lista sem fim (hoje só civis; militares também dão uma linda lista, começando por Ribeiros e indo lá muito atrás):
> Oliveira Salazar, Duarte Pacheco, Américo Thomaz, António Costa, Quintanilha Mendonça Dias, Vitor Constâncio, Cupertino de Miranda, António Ferro, Narciso de Miranda, Adriano Moreira, Franco Nogueira, Diogo Freitas do Amaral, António de Spínola, Jorge Sampaio, Marçal Grilo, Norton de Matos, Zeinal Bava, Ângelo Correia, Ricardo Espírito Santo, Pinto Monteiro, Alberto João Jardim, António Champalimaud, Duarte Lima, Correia de Oliveira, Vasco Gonçalves, José Manuel de Melo, Silva Pereira, António Arnaut (o pai do SNS e o advogado), Paulo Portas, Costa Gomes, Valentim Loureiro, Francisco Louçã, Manuel Alegre, José Sócrates, Ilídio Pinho, Mário Soares, Durão Barroso, António Guterres, Cavaco Silva, Mesquita Machado, Eurico de Melo, Vitor Alves, Marcelo Rebelo de Sousa, Melo Antunes, Proença de Carvalho, Sá Carneiro, Adelino Amaro da Costa, Pinto Balsemão, Jorge Coelho, Inês Medeiros, Miguel Horta e Costa, Pedro Mexia, Adelino Palma Carlos, Sanches Osório, Vasco Vieira de Almeida, Rui Vilar, Valente de Oliveira, Vitor Crespo, Miguel Cadilhe, Almeida Santos, Salgado Zenha, Álvaro Cunhal, Oliveira e Costa, João Cravinho, Pereira de Moura, António Costa (governador BdP), Diogo Lacerda Machado, António Sousa,......um rosário extenso.
(Medina Carreira)
ESPANHA - PORTUGAL
Todas as sociedades têm coisas boas e coisas más. Todas as sociedades têm problemas. Todas as sociedades são diferentes, tendo como coisa comum o ser humano de igual dignidade independentemente da epiderme, do cabelo, da fé, do sexo.
Esta palavras a propósito de Espanha e Portugal (de Espanha nem bom vento nem bom casamento etc.) mas quero referir concretamente os supermercados.
Conheci vários mini mercados espalhados pelo país (Continente e ilhas), conheci Pão de Açúcar e outros antigos. Estou a lembrar-me por exemplo de umas enxovias degradantes em VilaMoura, anos 80 e 90 do século passado.
Conheço supermercados Pingo Doce, Continente, Continente/ Modelo, Auchan, Intermarché, Lidl, Aldi, Minipreço, El Corte Inglês, Mercadona.
Refiro-me designadamente a supermercados em Lisboa, de Lisboa a Cascais, Porto, Setúbal, Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Fundão, Covilhã, Viseu, Montijo, Alcochete, Santarém, Fátima, Altura, Loulé, Évora, Coimbra.
Tenho décadas de vida e particularmente nos últimos 20 anos vou mais vezes eu aos supermercados e praças que a minha mulher. Várias vezes vamos juntos.
O meu ponto é este: não vou discutir a qualidade dos produtos, a apresentação, as remodelações nas infra-estruturas, vantagens e desvantagens, preços.
sábado, 11 de julho de 2026
EM ALCOBAÇA . . . .
Agora, ao chegar a casa depois de caminhada matinal de pouco mais de 5 Km vejo num zaping rápido pelos canais TV que houve um trágico atropelamento.
Mais que trágico, um homem jovem foi atropelado e morreu.
Aparentemente, segundo noticiado, a alcolémia detectado no condutor era astronómica.
Um morreu, outro vai enfrentar a justiça à portuguesa.
Admito estar a ver mal as coisas, mas uma situação destas - alcolémia brutal - com resultado de morte que creio é homicídio eventualmente involuntário, mereceria a máxima pena de cadeia.
Os 25 anos não restituem o falecido à família e à sociedade, mas o FDP não voltaria a matar.
AC
António José Seguro foi convidado, discursou, apontou ao futuro, recordou que quando a EDP começou a electricidade não era um bem existente em muitas partes do país. País atrasado.
Lembrou que a empresa está a crescer internacionalmente.
Claro que Seguro podia ter referido que é frequente a EDP apresentar aos consumidores facturas estranhas a roçar a ilegalidade.
Dia Mundial da População










