Chapéus há muitos
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
sábado, 9 de maio de 2026
Fossem jornalistas ou outros personagens avençados obviamente que o império com a cabeça BES pretendia, docilidade aqui e ali, "inside information" daqui e dali, influências aqui e ali, engenharia política e de negócios, etc.
Claro que os lesados lesados continuam, claro que a prescrição do Marquês aproxima-se e, claro, muito mais.
Era portanto importante conhecer os avençados.
Estes silêncios, estas ocultações servem propósitos claros.
Sugiro aos meus estimados leitores que leiam o "Estatuto Editorial" do Expresso.
sexta-feira, 8 de maio de 2026
JORNALISTAS
A propósito de jornalistas, quando Marcelo estava em Belém dizia-se que ele tinha preferências por certos jornalistas.
Dizia-se mais (vários factos e textos sempre o foram confirmando), que havia uma criatura que era a principal fornecedora de certos recados de Marcelo, certas preocupações, certas intenções, certos quase desvarios.
Agora que se vai observando que o actual PR segue pisadas do seu antecessor em certos domínios (basta ler com atenção o sítio de Belém) essa criatura continuará a ter acesso privilegiado a informação fidedigna lá no palácio?
Substituída por outra criatura?
Sou estou a perguntar, mais nada!
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida. Boa sorte.
AC
quinta-feira, 7 de maio de 2026
03 de maio de 2026 (do sítio em Belém)
A Liberdade é o fundamento da democracia. E a Liberdade de Imprensa é uma das suas expressões mais exigentes – porque não se limita a existir, tem a obrigação de incomodar.
Uma imprensa livre é, por definição, um contrapoder. Uma voz que questiona, que investiga, que não se dobra ao poder nem se rende ao aplauso fácil. Uma voz fundamentada, independente e, quando necessário, incómoda. É precisamente essa a sua função. É precisamente por isso que é insubstituível.
No entanto, o que os números nos dizem hoje contraria a expectativa de progresso que a consolidação das democracias deveria garantir.
No ano passado, 129 jornalistas e profissionais da comunicação social foram assassinados no mundo. Não é uma estatística. É uma acusação.
A estes mortos somam-se ameaças mais silenciosas, mas igualmente corrosivas: a regressão democrática em várias regiões do globo, a pressão das autocracias sobre os media independentes, a precariedade económica das Redações, a concentração da propriedade (e aqui o sr Presidente bem podia e devia ter intercalado isto - o que contraria o Art 39º da CRP nomeadamente as suas alíneas b) e c) ) e a proliferação de desinformação que contamina o espaço público – por vezes seduzindo os próprios media (quantos e cada vez mais quase copiam certas coisas das redes ditas sociais?) que deveriam ser o seu antídoto.
O resultado é um ecossistema de informação cada vez mais frágil, onde a verdade disputa espaço com o espetáculo e onde o “circo mediático” encontra audiências que a seriedade jornalística nem sempre consegue alcançar.
Defender a Liberdade de Imprensa é, por isso, uma responsabilidade de todos – não apenas dos jornalistas ou das empresas de comunicação social. É uma prioridade de cidadania. Porque quando uma voz jornalística se cala por medo, por impossibilidade económica ou por captura, não é apenas ela que perde. Perdemos todos.
















