segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

ELEIÇÕES
Terminou ontem.
Seguro tomará posse a 9 de Março.

O que não terminou ontem à noite, é o que ressalta da maioria dos jornalistas e concretamente os da TV.
Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem, mas aquilo a que assisti ontem foi mais uma vez um mau serviço à comunidade. 
Um histerismo à volta das percentagens.
É a minha opinião.

O que é mais relevante?
Uma percentagem? 
Ou o número concreto de votantes em A e votantes em B?
Pessoalmente prefiro o nº de votantes.
E gosto de ponderar o nº de votos obtidos em cada eleição.
A percentagem 50,1% essa sim é importante em eleições.

Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem, mas parece-me não fazer grande sentido certas comparações e excitações observadas ontem.

Ai que ele vai ultrapassar a percentagem da 2ª volta de Soares.
Sinceramente duvido que isso seja o mais relevante, a percentagem.

Sempre aprendi que se deve comparar o que é comparável, além de ponderar envolventes, contextos, épocas.
Comparar por exemplo resultados das presidenciais com legislativas ou estas com autárquicas?
Será que estou errado?

O presidente eleito ultrapassou o número de votos obtidos comparativamente aos de Mário Soares na eleição para o 2º mandato.

Os jornalistas, homens e senhoras, bem podiam ter perdido um bocadinho mais de tempo e eles e com comentadores residentes ou convidados dissertarem sobre os resultados de ontem olhando aos do passado. Que foram estes (espero ter copiado bem da CNE):

ANO - ELEITO - ELEITORES - VOTANTES - VOTOS OBTIDOS

1976 - Eanes    - 6467480 - 4881125 - 2967137

1981 - Eanes    - 6920869 - 5840332 - 3262520   + 295383

1986 - Soares    - 7612733 - 5937100 - 3010756

1991 - Soares    - 8202812 - 5098768 - 3459521  + 448765

1996 - Sampaio - 8693636 - 5762978 - 3035056

2001 - Sampaio - 8950905 - 4449800 - 2401015  - 634041

2006 - Cavaco    - 9085339 - 5590132 - 2773431

2011 - Cavaco    - 9543550 - 4431849 - 2209227  - 564204

2016 - Marcelo    - 9751398 - 4744597 - 2413956  

2021 - Marcelo    - 10847434 - 4258356 - 2531692  + 117736

2026 - Seguro    - 11009803 - 5768536 - 3482481 (provisório)

Pois os senhores jornalistas e comentadores além do histerismo e quase gritinhos - ai que ele vai bater a % de Soares na 2ª volta - podiam sobretudo olhar para este quadro.

Podiam tentar explicar porque, da eleição para o primeiro mandato para a eleição para o segundo mandato os eleitos passados obtiveram mais ou menos votos, como se vê no quadro (espero não ter errado as contas):

Eanes  + 295 383 votos obtidos

Soares + 448 765

Sampaio - 634 041

Cavaco - 564 204

Marcelo + 117 736

Explicarem por exemplo as grandes quedas de Sampaio e Cavaco

António Cabral (AC)
QUE  SAUDADES  DISTO

AC
CARRILHO,  NÃO  ESTÁ  SOZINHO !
O meu voto amanhã será, como creio que será o da maioria dos portugueses, um voto óbvio. Mas esta evidência não resulta, como seria desejável, de qualquer entusiasmo, mas de uma resignação conformista – em grego, diria sem thymós. 
Na verdade, Portugal continua – digo-o há anos – um país desvitalizado, rebocado, sem qualquer estratégia
Que vive os seus graves problemas sem uma bússola que lhes dê sentido, e sem qualquer magnetismo que impulsione a sua resolução. Um país que vive atordoado por uma crise cuja natureza e amplitude não quis, ou não soube, prever e compreender – e que, agora, não vislumbra como enfrentar e superar. 
E como se vive a folhetinizar todos os acontecimentos, entre catástrofes e efemérides, escândalos públicos e vidas privadas, escapa­‑lhe tanto o sentido da história que explica, como o pressentimento do futuro que mobiliza. Estamos nisto!
(Manuel Maria Carrilho)
(sublinhados meus)


Assino por baixo.

Bom dia.
Tenham um bom início de semana.
Saúde e boa sorte.

António Cabral (AC)
A economia do pastel de nata

A política da caridadezinha

A proximidade nas lágrimas, na compaixão, e pouco mais

A proximidade aos cidadãos através das selfies

Vai ficar tudo na mesma? Ou mudar um pouco?

AC

R E C O R D A ND O


quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Como o PS olha para a defesa nacional (DN) e para as Forças Armadas (FA)
1. Como sempre acontece em tudo na vida, há quem defenda ""as suas damas"", o que é natural e compreensível. Mas já custa muito aceitar que quem devia ser prudente e racional, ao legitimamente apoiar quem entende, não mantenha ainda assim uma postura de relativa equidistância.
Até porque, a colagem excessiva pode trazer problemas quanto à sua aparente capacidade de influência.
2. Quem conhece bem as posições assumidas ao longo dos últimos 34 anos pelos sucessivos Primeiros -ministros (PM) e ministros da defesa nacional (MDN), em que estes em Portugal são apenas ministros das FA não desconhece que, apesar de algumas aparentes "nuances", a postura CDS, PS e PSD é/ tem sido sempre exactamente a mesma, para a obtenção de resultados que hoje estão cada vez mais à vista. Só desbocados e tontos podem considerar que o quadro triste das FA se deve exclusivamente aos últimos quatro anos e meio. Como se tudo não viesse a ser, desde 1983, por um lado laboriosamente tecido e, por outro, lamentavelmente desprezado.
3. Ministros houve que assentaram arraiais no edifício do Restelo e tudo pareceu indicar que aí trataram (??) do seu ministério mas também dos negócios do partido; outros por lá pouco apareciam.
Das coisas engraçadas (??!!??) de ver é a fama com que alguns ficaram. Mas convém mesmo é olhar ás realidades concretas, aos factos.
4. O ministro do "hífen", a meu ver naturalmente, tratou sobretudo de fazer asneiras em cima de asneiras. Claro que com dossiers encontrados a arrastarem-se anos a fio a tarefa ficou-lhe facilitada. Porventura uma das maiores asneiras, o cancelamento da construção de patrulhas em Viana do Castelo.
5. Com um problema nas FA que é um caldeirão de imensos problemas, de recursos humanos  financeiros e materiais, é interessante ver certos civis e militares cheios de esperanças com a nova governação. Naturalmente, a esperança deve ser a última coisa a perder-se. Mas esquecem-se de um pequeno detalhe: a postura política do actual governo é, DEVOLVER. Ora devolvendo, e não digo que isso seja indevido, essa devolução será um fardo orçamental muito pesado. Adicionalmente, crescendo a economia tanto como eu ser chinês, os recursos financeiros para as FA não irão aumentar.  Ainda por cima com a intenção já manifestada de aumentar as despesas com as forças destacadas no exterior. Coisa que me parece cada vez discutível, quanto à KFOR (creio que é o acrónimo).
6. Do que se conhece, o ministro Azeredo Lopes anuncia dinamização da componente externa da defesa, a valorização do exercício de funções na área da defesa, a consolidação do processo de profissionalização das FA, o estímulo da indústria de defesa. Quando olho para os últimos 34 anos,  a parte mais engraçada para mim é o reforço da ligação do sector aos portugueses. Belas palavras, mas.....aguardemos.
7. Por outro lado, e olhando para o passado, aos presidentes do passado (excepto Eanes) tivemos de tudo. Os presidentes PS (Mário Soares, Jorge Sampaio) ficaram famosos por várias coisas no que à defesa e FA respeita. Soares sempre manifestou um desprezo absoluto pelos militares em geral. Foi o famoso homem do "desapareça".
Sampaio creio que recebeu as então recém criadas associações militares sem que primeiro tivesse convencido as chefias militares de então a fazê-lo igualmente, e porventura antes dele. Do tempo de Sampaio ficou também, para mim, a enorme dúvida quanto ás decisões de envio de certos militares para o estrangeiro.
De Cavaco Silva, no segundo mandato, creio, conseguiu dar visibilidade aos ex-combatentes nas cerimónias de 10 de Junho É um exemplo. Mas da acção explícita dos três PR, melhor, dos três comandantes supremos das FA, o que de concreto resultou de melhoria, de proveitoso, de alteração real para a instituição militar? Na formação, na operacionalidade, na renovação?
8. Regresso ás FA e ao actual governo e actual MDN. As minhas terríveis "" S "" obrigaram-me a não conseguir ver de seguida a audição do ministro Azeredo Lopes na comissão parlamentar de defesa (CPD). Por razões profissionais, lembro bem CPD passadas, lembro e testemunhei presencialmente alguns discursos de MDN's, lembro-me de alguns secretários de estado da defesa.  Quero vincar, que de todas as experiências guardo bem as memórias, e também por essa vivência tenho uma percepção muito diferente de muitos. Nem melhor, nem pior, só DIFERENTE.
9. Da audição do MDN, ontem à CPD, o que concluí?
> que foi escolhido para MDN porque tem algum pensamento inclusive escrito em áreas, da DN, de política externa, e por ter uma bagagem intelectual muito acima da média, e uma soberba oratória;
> Que tentará aumentar as verbas para as FND no exterior;
> que, aparentemente, pouco mudará mas, sobretudo, que não o fará sem critérios, e sem avaliação prévia bem sustentada, e com identificação de consequências/ custos, seja em que área for;
> que está já bem conhecedor do seu "negócio", embora sempre manifestando muita prudência, e nada quanto a orçamento para a DN e para as FA, o que não se pode criticar no plano formal;
> que não me pareceu hostil a privatizações, tanto mais que na área da defesa ela foram definidas em governo PS mas, e registei, em alguns casos como EID, mostrou-se adepto de revisitar o processo;
> falou bastante do IASFA e ADM e, pareceu-me claro, que já está bem ciente que o dossier IASFA deve ser uma embrulhada, referindo explicitamente estranheza por certos aspectos;
> obviamente, nada prometeu de substantivo;
> ah, .....registei que já recebeu um secretário regional dos Açores, por causa das Lajes, mas ainda não conseguiu receber as associações representativas dos militares.
10. Nesta audição falaram alguns deputados. E teceram muitos comentários e teceram muitos elogios e fizeram algumas perguntas. Nada me espantou. Saliento a vacuidade do deputado do PSD que falou em primeiro lugar, de uma elegância e educação de realçar mas, espremido, ZERO. Saliento o deputado do PCP que deixou, a meu ver naturalmente, a confrangedora cassete do costume, mas muito mal preparada. A condução dos trabalhos pelo deputado do BE foi interessante (!!) A tudo o MDN foi de uma superioridade esmagadora.
11. O que espero? Um orçamento escasso para as FA, a mesma demagogia de sempre, as mesmas intenções enaltecendo o papel das FA, e pouco mais. Gerir da melhor forma o explosivo caldeirão. que é explosivo sem rastilho. Para isso o PM tem um assessor militar, um para a PSP, outro para a GNR. Desconheço se vai ter um da PJ, outro do SIS, outro do SIED, outro do SEF.
12. Existe um PR eleito. O que esperar dele? Pouco. Não tenho dúvidas do seu sentido de Estado, que olhará para a instituição militar com a dignidade que se impõe, fará esforços para publicamente enaltecer o inestimável e insuperável papel da FA mas, olhando à CRP que nada de concreto e palpável na vida real reserva para o PR, e sobretudo lendo a legislação que enforma a DN e as FA, fácil é verificar que o PR pouco de efectivo pode fazer para alterar o ""status quo"". Sem dinheiro não há navios a construir em Viana do Castelo, não se melhora operacionalidade, sem dinheiro não há modernização de navios, por muito que o actual MDN tenha evidenciado saber o significado de MLU. Sem dinheiro não há palhaços. O PS, e sobretudo este PS, vai continuar o mesmo. Até porque para BE e PCP, que ainda suportam este governo, as FA não constituem qualquer prioridade. Como ficou na audição mais uma vez muito claro. E o PR terá a constituição da casa militar......como de costume!!!!!!
Depois de aprovado o OE, fico a aguardar pelos vozeirões que tanto se têm insurgido recentemente.
AC

9  FEVEREIRO  2026
> 1895 - EUA, inventado o voleibol
> 1909 - Nasce "Carmen Miranda"
> 1914 - Bernardino Machado eleito Presidente da República
> 1954 - Nasce Ana Gomes
> 1964 - Primeira aparição dos Beatles na televisão americana
> 1969 - Primeiro voo do Boeing 747

AC

domingo, 8 de fevereiro de 2026

PRESIDENCIAIS 2026. MULHERES e HOMENS
António José Seguro é o novo Presidente da República, eleito hoje.
Tomará posse e prestará juramento a 9 de Março próximo na Assembleia da República.

António José Seguro não só mas também várias vezes na sua campanha abordou a questão homens-mulheres, igualdade, acabar com descriminações, etc.

Se percebi bem o que ouvi na TV perguntaram á mulher (Margarida?) de António José Seguro se ela ia assumir a função (????) de primeira dama e ela respondeu, se percebi correctamente, que apoiará sempre o marido mas continuará com a sua vida profissional (farmacêutica creio, creio até que na senda da família).

Durante o período de respostas depois do discurso de vitória Seguro confirmou.

Ora aqui está, para mim um dos melhores momentos da noite.
Uma Mulher, uma Senhora.

Uma coisa é uma mulher acompanhar/ apoiar na medida do possível a carreira (seja ela qual for) do marido.
Uma coisa é o marido acompanhar/ apoiar na medida do possível a carreira (seja ela qual for) da mulher.
Os conjugues não devem ser adereços.

Na Constituição da República Portuguesa não há nem "supremo magistrado da Nação" nem  "primeira dama" ou o "primeiro consorte".

AC

João Cotrim de Figueiredo vai ser comentador da SIC Notícias. Vai ter um programa aos domingos à noite. Isto depois de ter criado um movimento cívico-político.

JCF - Atão, qual a surpresa? "Só tou" a iniciar a caminhada para Belém para substituir o Seguro em 2031. "Tou" a iniciar o mesmo programa que levou o Marcelo a Belém. 
Mas vou fazer diferente, apresentarei livros mas só os que ler, não como o Marcelo que nunca os leu, tinha alguém para lhe fazer uma sinopse.

O Ganda Nóia não é PR porque apesar de ter andado a comentar anos a fio também foi fraco nesta coisa dos livros.

Comigo vai ser diferente.
Como diziam os cartazes na 1ª volta, podem imaginar-me já em Belém, É GARANTIDO.

Ah, e também vou fazer diferente do Eanes. 
O general fez um partido ainda estava em Belém. Errado, viu-se.

Comigo é diferente: antes de chegar a Belém em 31 já terei partido consolidado, com as franjas da IL a renderem-se, e a quererem ser militantes, como aliás muitos do Chega e, CLARO, praticamente todos do PSD.

AC

EXPECTANTE

Estou expectante.

Para ver quantos bebés a partir de amanhã recomeçam a nascer em ambulâncias ou no passeio da rua e quantas urgências fecham!

Desde que começou a questão presidenciais (para a 1ª volta) creio que não ouvi notícias sobre isso.

AC 

NÃO  É  RIDÍCULO ?

Não é ridículo tanta ênfase no facto de que menos de 40 000,00 eleitores só podem exercer o seu direito no próximo Domingo?

Logo à noite não fica evidente que um homem estará eleito Presidente da República? Esta comunicação social esmera-se!

AC

PRESIDENCIAIS  2026  -  2ª  VOLTA

Na minha secção de voto (é numa escola primária) vi escrito no quadro que a votação tinha sido:
- 0900 h - nula
- 1000 h - quase nula
- 1100 h - 7%
- 1200 h - 12%

AC
"Portugueses,

Hoje, como sempre, falo para todos vós.

Mas falo, em especial, para os que perderam familiares e próximos, os que ficaram sem casa ou sem casa com condições para nela viverem, os que perderam culturas agrícolas, lojas, oficinas, fábricas, os que ficaram dias e noites sem água, luz, telefone, os que viram florestas vergarem, os que sofreram e sofrem cheias imprevisíveis, os que desanimaram, tiveram medo, se sentiram isolados, angustiados ou desesperados.

Para essas centenas de milhares, em cidades, vilas, aldeias, lugares, casas perdidas nas serras.

A todos vós e a todos que vos têm dado o que podem e não podem, agradeço a resistência, a coragem, a determinação de não ceder, de não desistir, de não largar um centímetro do que é vosso.

A todos vós agradeço a resposta dada no dia 1, quatro dias apenas depois da calamidade de 28 de janeiro.

A vossa resposta foi votarem. Votarem em massa. E, também, nas áreas devastadas. Também no voto antecipado.

Tal como há cinco anos foi votarem em pandemia, em todo o País, sem vacinas, com hospitais a transbordarem, com mortes a subirem, com contágios a galoparem.

Somos assim há novecentos anos. E por isso somos das Pátrias, das Nações, mais antigas da Europa e do Mundo.

Nascemos para resistirmos e resistirmos até vencermos. Somos um país de lutadores.

Votar amanhã é como votar na pandemia, em estado de emergência, ou, agora, quatro dias depois da tragédia.

Votar amanhã chama-se vencer a calamidade e refazer o nosso futuro.

Votar amanhã chama-se liberdade.

Votar amanhã chama-se Democracia.

Votar amanhã chama-se, acima de tudo, Portugal!"

😞😞😞😞😞😞😞

A   PROPÓSITO

Ver o contínuo papaguear de encomendações bizarras as quais nem devem entender, observar anos a fio retóricas indecorosas, leva-me a gritar socorro. Mas não há quem me/ nos valha.

Passam décadas e persiste este anacronismo de martelar as pessoas com mentiras sobre quase tudo o mais em sociedade.

Cada um de nós, conscientemente, devia fazer o possível para se informar como se vive no país, TODO, como e de que vivem as suas classes sociais, quais os objectivos de cada grupo no contexto da sociedade. O que nos foi brutalmente recordado pela natureza devia ser um bom guias, para olhar o nosso mapa e contar as localidades em cada um dos 308 concelhos. E interrogar-se, sobre o que está vazio, em muitos casos de pessoas. Vazio de multibanco, mercearia, talho, papelaria, sapateiro, barbearia, farmácia, lojas, escola, GNR, etc.

Certeiro, António Aleixo por exemplo afirmava,

Coitado do Mentiroso, mente uma vez, mente sempre. Mesmo que fale verdade todos lhe dizem que mente”,

ou

prá mentira ser segura e atingir profundidade tem de trazer à mistura qualquer coisa de verdade”.

Como Agostinho da Silva
, eu também já - “não corro como corria, nem salto como saltava, mas vejo mais do que via, e sonho mais que sonhava”.

Sonho, tenho esperança, de ainda em vida começar a ver menos pantomineiros nos poderes públicos.

Cada vez mais convicto estou: "Homens de poucas e coerentes palavras são muito provavelmente os melhores homens".

Pois que trabalham em diálogo franco e em equipa, que é a única forma apropriada e útil de trabalho que conheço. 
E não mentem.

Certeiramente se escreveu – “o fraco rei faz fraca a forte gente”.

Não se consegue e mantém - forte gente - com discursozinhos, vacuidades, e comoçõezinhas piegas e inócuas.

Nem com reizinhos que por aí vão continuando, se vão substituindo.
AC

QUE  SAUDADES  DISTO
Tenham um bom Domingo.
Reflectiram bem?
Saúde e boa sorte.

AC
PARTIDO   SOCIALISTA

Estive a reler coisas de um velho Soarista dos primeiros tempos.
Aqui fica. (Sublinhados meus).

AC
. . . . . . 
Um partido político desligado dos problemas reais das pessoas, que se enredou em casos que só deram mais força à extrema-direita. É desta forma que António Campos, em declarações à TSF, lê o atual momento político. Considerado o braço direito de Mário Soares e secretário de Estado Adjunto no IX Governo Constitucional, garante que o fundador do PS “ficaria fulo e atirava-se a isto tudo porque o partido deu uma volta de 180 graus” sobre o que era a sua estratégia.

“A estratégia de Mário Soares foi sempre localizar o PS ao centro, ter a noção de que o perigo era a extrema-direita e, por isso, logo no segundo governo chegou ao pé de mim e disse: 'Vou fazer uma aliança com o CDS'”, conta. António Campos lembra que, na altura, chamou maluco a Mário Soares, mas que ele argumentou que precisava de fazer essa aliança porque o perigo em Portugal era a mentalidade de 48 anos de fascismo. Pediu ajuda a António Campos, na altura coordenador do partido, para trazer para o partido pessoas da ala esquerda, entre elas Jorge Sampaio. “Em 15 dias eles inscreveram-se no partido”, recorda.


António Campos é crítico das políticas de António Costa, que considera ser o responsável pelo crescimento do Chega. ”O Costa criou o Chega e este [Pedro Nuno Santos] pôs o Chega como líder da oposição em Portugal”, lamenta. 
O antigo deputado da Constituinte e Assembleia da República e governante nos I e II Governos constitucionais considera que Pedro Nuno Santos fez a campanha eleitoral do Chega “ligada aos pequenos casos”. ” Não se discutiu o país”, lamenta.

O histórico socialista, que recusou estar presente nas comemorações dos 50 anos do partido celebradas há dois anos, acusa António Costa, “com quem teve guerras e chegou a cortar relações”, de também ter conseguido destruir a esquerda. “O doutor Cunhal considerava que o PS era o inimigo, mas com ele conseguimos criar o Serviço Nacional de Saúde e Mário Soares foi eleito Presidente da República”, afirma. “O que o Costa fez foi acabar com isso tudo e passar os eleitores do PCP para o Chega”.


Quanto aos cenários de governabilidade, António Campos espera “que o PS se porte bem“ e acredita que quem for eleito secretário-geral do partido será uma questão de tempo até chegar a primeiro-ministro. ”Mas se tiver cabeça, pensar no país e pensar na democracia em Portugal”, adverte.


Vale a pena reflectir.
Claro que, como todos nós, também Campos não foge à regra - ninguém tem 100% de culpa ou 100& de razão.
Mas creio que tem muita razão.
O execrável sempre e só tratou da vidinha.
AC
CULTURA

AC
 

AC

8  FEVEREIRO  2026
> 1291 - Isabel de Aragão / Rainha Santa Isabel dá à luz o futuro Afonso IV
> 1587 - Maria Stuart é decapitada
> 1820 - Nasce o futuro general Sherman
> 1904 - Forças Japonesas atacam forças Russas começando no porto Arthur
> 1915 - Estreia do filme "O Nascimento de Uma Nação", de D.W.Griffith
> 1979 - Portugal e a República Popular da China estabelecem relações diplomáticas
> 2026 - Eleições presidenciais, 2ª volta entre António José Seguro e André Ventura; António José Seguro eleito Presidente da República
AC
SÓ  PARA  RECORDAR . . . . 
AC

sábado, 7 de fevereiro de 2026

 

Centro do Montijo, Sábado, 7 de Fevereiro, cerca das 0930 da manhã.

Há várias rotundas e partes de ruas da cidade e estradas exteriores cheias de água.

Sendo embora resultado de chuva intensa que aqui cai há horas, é coisa ligeiríssima sem importância alguma comparando com as tragédias em tantos locais do país. Por aqui se pode imaginar a catástrofe.

António Cabral (AC)