quinta-feira, 19 de março de 2026

Quando aqueles que comandam perderam a vergonha, os que devem obedecer perdem o respeito.
(De Retz)

É como estou há muito tempo, relativamente a vários ex e actuais titulares de órgãos de soberania, várias elites, etc.

Não se dão ao respeito, como querem ser respeitados?

AC
DIA  de  S. JOSÉ  -  DIA  do  PAI
Há muitos décadas que cá por casa todos os dias ao longo de cada ano são:
- dia da família
- dia da mulher, dia da mãe, dia da avó
- dia do marido, dia do pai, dia do avô
- dia dos filhos de sangue e do coração (genro, nora), e dia dos netos.

E assim continuará. E hoje haverá almoço fora.
AC


DIA de S.JOSÉ - DIA do PAI
Na pastelaria, uns entre muitos
AC

GALO  de  MONSANTO (mini representação)

AC 

AGORA que TANTO se FALA de GUERRA . . . 
Apetece-me recordar um texto que encontrei nos meus arquivos. É salvo erro de Dezembro de 2019.
O autor é o Major-General Carlos Branco.
Os sublinhados são da minha responsabilidade
De DEZ 2019 a DEZ 2025 passaram 6 anos. SEIS!
2020, 2021, 2022, 2023 foram rosáceos anos geridos (???) por António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa.
2024 e 2025 foram anos MontesNegros e Marcelo. DOIS.
AC

Um novo Paradigma de Forças Armadas
OS MELHORES dos MELHORES


Apesar de serem os melhores dos melhores (Marcelo Rebelo de Sousa), muitos, assim que podem, "piram-se" da Instituição Militar, "piram-se" por exemplo para a GNR e PSP. Sempre foi assim, mas certos senhores nunca ligaram muito a isto. Agora esperneiam, um bocadinho.
O presidente da CN da AOFA (Associação dos Oficiais das Forças Armadas) diz que assim que passam para a GNR ganham logo mais 250 €.
Quando aumenta agora o alarme, concretamente quanto à carência de praças, a que é que assistimos, no presente? E olhando para trás, décadas atrás?
O actual Comandante Supremo das Forças Armadas, que é irmão gémeo do actual Presidente da República, nada diz em público, o que é uma coisa sempre interessante quando se verifica que comenta quase tudo da vida nacional, desde o importante e ao patético.
E os anteriores Comandantes Supremos e anteriores Presidentes da República?
E os anteriores Primeiro-Ministros, ministros da Defesa Nacional, e os anteriores governos?

A Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) levou recentemente a cabo um inquérito aos oficiais das Forças Armadas (sócios e não sócios da AOFA), uma iniciativa meritória e extremamente bem acolhida pelos oficiais. Responderam 1.105 oficiais (55,41%), de um universo de 1.994.

As respostas deviam merecer a atenção dos sociólogos. Sem a pretensão de fazer uma análise sociológica dos resultados, dada a falta de qualificação na matéria, não posso deixar de sublinhar alguns aspetos extremamente pertinentes. Gostaria de salientar as respostas dadas no capítulo do inquérito dedicado ao “associativismo militar vs. sindicalismo militar”. As respostas foram bastante expressivas. O inquérito vem dar-nos nota da evolução registada no pensamento dos oficiais das Forças Armadas.

Há 30 anos era tabu falar de associativismo militar. Um inquérito feito nessa altura sobre este tema teria seguramente respostas muito diferentes. Ora, 72,85% dos inquiridos considera que as associações profissionais militares deveriam ter direito a participar na negociação coletiva. O inquérito não elabora mais sobre o tema. Mas o resultado a que se chegou não pode ser considerado despiciendo.

Esta e outras respostas sugerem abertura de espírito à transformação das associações profissionais em sindicatos. Essa é, aliás, a tendência verificada num número muito significativo de países europeus, alguns membros da NATO. Como se isso não bastasse, o direito dos militares a constituírem sindicatos encontra-se devidamente consagrado no espaço da União Europeia. 75,1% dos oficiais pronunciaram-se a favor da existência do sindicalismo militar em Portugal, enquanto uma larga maioria (61,65%) refutou o direito à greve.

Houve uma evolução significativa ao longo dos anos sobre o modo como os oficiais passaram a ver o associativismo militar. Não é mais percecionado como uma atividade sediciosa contra os chefes militares, um modo de subverter a ação de comando, uma forma de corroer a disciplina, ou um campo fértil para a luta político-partidária; mas sim, uma atividade exclusivamente associada à defesa de direitos dos militares, que escapam legalmente à intervenção das chefias militares, preenchendo um vazio.

Como já tive oportunidade de argumentar noutras ocasiões, a nomeação das chefias militares pelo poder político tem consequências. Os chefes ficam com a sua ação reduzida, não se podendo jamais arvorar em “chefes do sindicato”, recorrendo à frase do general Soares Carneiro enquanto CEMGFA, que ficou célebre.

Os chefes passaram a ter uma dupla lealdade, e a lealdade a quem os nomeia é muito forte. Sobre isso não há volta a dar. Ao contrário daquilo que muitos defendem, o confronto das chefias militares com a tutela não é a alternativa, sempre que surja matéria “corporativa” geradora de tensões. Num Estado democrático, as chefias e a Instituição militar sairão sempre a perder com o confronto. A convivência tem de ser cordata e pacífica.

É para os assuntos que caem fora do raio de ação das chefias militares que devem existir as associações profissionais. Por perverso que possa parecer, é o controlo democrático das Forças Armadas que justifica a sua existência. O relacionamento entre chefes militares e dirigentes associativos não deve ser visto como antagónico, mas sim cooperativo. A empatia deve prevalecer sobre a animosidade. O chefe militar e o dirigente associativo estão do mesmo lado da barricada. Não são opositores nem competidores, porque os seus domínios de intervenção, apesar de próximos e sinergéticos, não se sobrepõem.

Gostem ou não, os responsáveis políticos têm de se convencer que o controlo das Forças Armadas nas sociedades democráticas implica “checks and balances”. Têm de assumir na plenitude as dinâmicas sociais existentes nas democracias liberais do espaço geográfico onde se encontram, correndo o risco de assumirem posições retrógradas e arcaicas. A legitimidade democrática não lhes confere a prorrogativa do “autoritarismo democrático”. Têm de se adaptar e aprender a viver com isso.

Este inquérito promovido pela AOFA dá-nos conta de algo que, porventura, poucos se terão apercebido. Os oficiais das forças armadas foram de um modo progressivo e silenciosamente interiorizando os valores associados ao modelo ocupacional, acentuado com o fim do serviço militar obrigatório, afastando-se do modelo institucional que prevalecia quando ingressaram nas fileiras, em que por definição a vocação desempenhava um papel crucial.

O que não deixa de ser fantástico é ouvir quem fez a apologia do modelo ocupacional – provavelmente bem – vir agora justificar a falta de soldados nas Forças Armadas com a ausência de vocação, recorrendo aos argumentos que sustentam o modelo institucional para justificar a sua inépcia.

 Na  ALDEIA

Bom dia.
Tenham uma boa 5ª Feira.
Hoje está terrível. Cuidado com a chuva e o vento.
Saúde e boa sorte. 
AC

quarta-feira, 18 de março de 2026

CULTURA, POESIA, LITERATURA

José Régio, Aquilino Ribeiro, Alves Redol, Camilo Castelo Branco, Antero de Quental, Vitorino Nemésio, José Gomes Ferreira, Virgílio Ferreira, Ferreira de Castro, Sophia de Mello-Breyner Andresen, Eugénio de Andrade.

Com textos e versos "destes" me tento esquecer do lamaçal fomentado por gente tão poucochinha!

AC

GUIMARÃES
Muito se anda a falar de Guimarães.
Guimarães foi a cidade escolhida pelo novo Presidente da República para integrar nas suas primeiras acções e visitas.

Mas Guimarães recorda-me uma fase da minha carreira, altura em que uma VIL criatura servindo-se de conotações políticas e familiares conseguiu que a administração fosse compelida a alterar o que para mim tinham projectado, e uma comissão de serviço no estrangeiro me fosse negada e mais, roubada.
Nunca me hei-de esquecer de tais venais ordinárias e asquerosas criaturas. 
Criaturas que foram trepando na vida mas não passam de uns pobres trastes sem dignidade.
Mas cá se fazem cá se hão-de pagar.
AC
A  Propósito  de  SÓCRATES
Esta criatura ficou conhecida,

- pelo seu característico e fino traço em casas diversas no interior do país,
- por ter sido secretário de Estado de uma ministra nortenha, 
- por ter sido secretário-geral do PS
- por ter conseguido a primeira maioria absoluta do PS e assim passando a PM, 
- por governar (ups . . . ) Portugal de 2005 a 2009,
- por voltar a PM com maioria relativa até 2011,
- por retirar-se por força da bancarrota de que foi um dos responsáveis, 
- por ser um remediado do ponto de vista financeiro, 
- por ser muito estudioso e designadamente em Paris, 
- por ser o grande protagonista da operação Marquês, 

e mereceu alguma atenção da parte de Vasco Pulido Valente (VPV) designadamente no jornal Público de 11 de Março de 2007.

Neste artigo de opinião VPV escreveu por exemplo:
- enquanto se fala da "determinação" . . . . e da "persistência" de Sócrates, não se fala do défice, da pressão fiscal, do investimento, da produtividade, da reforma do Estado e por aí fora. Sócrates parece uma daquelas celebridades que ninguém sabe ao certo por que se tornou célebre. Vive de uma imagem com vaguíssima relação com o real.
. . . . . 

- Em 2007, o culto descarado e militante da personalidade de Sócrates não deixa de ser inquietante

- . . . dentro do PS , eliminou a comissão política permanente, dispersou a esquerda "sampaísta" e anulou a influência de Soares com a candidatura à Presidência.

VPV ao referir - por aí fora - sintetizou bem o horror em crescendo que esta criatura ia protagonizando e ainda só tinha basicamente dois anos de PM. 

Um por aí fora que se revelou trágico para Portugal.

E aquelas conhecidas criaturas do PS que sempre foram subindo na máquina do Estado NUNCA repararam em nada.

Nunca repararam no que ele foi fazendo dentro do PS, nunca repararam no que ele fazia no governo, na vida pessoal que levava, etc.
TADINHOS. 

E TADINHO de Pinto de Sousa.

E passam 12 anos que a criatura foi detida e o estado do processo é . . . . . . . . . . . . . pois!

É Portugal, não faz mal.

AC
19  MARÇO  2026
DIA DO PAI
DIA DE SÃO JOSÉ
DIA MUNDIAL DO ARTESÃO
> 1434 - D. Duarte oferece uma "terça anual" a Fernão Lopes para este ser o cronista do reino
> 1604 - Nasce D. João IV
> 1848 - Nasce Wyatt Earp
> 1882 - Barcelona, colocada a primeira pedra na igreja da Sagrada Família, de Gaudi
> 1900 - Descobertas ruínas da cidade de Knossos
> 1918 - Nasce António Champalimaud 
> 1953 - Cerimónia dos Óscares transmitida pela primeira vez pela TV
> 1967 - Naufrágio do petroleiro Torrey Canyon
AC
"Depois de dois anos de Governo, o ministro da Defesa vem acusar o ministro dos Negócios Estrangeiros, a dizer que está à espera há oito meses pelos contributos para que essa revisão possa ficar concluída. Julgo que está tudo dito sobre a incapacidade deste Governo", diz o líder do PS.

E na minha opinião tem razão quanto à apreciação genérica sobre o governo.
 
Carneiro referia-se ao Conceito Estratégico de Defesa Nacional (CEDN).
Mas, para não variar, e como é timbre da esmagadora maioria dos políticos e muito particularmente dos socialistas, deliberadamente optou pela ausência de RIGOR. Memória selectiva.

Podia ter começado por dizer que o CEDN que está em vigor data de 2013. 
Podia ter esmiuçado e dizer aos portugueses que Pedro Passos Coelho apesar de estar desde meados 2011 a tentar salvar Portugal então estrangulado pelos ditames do memorando da Troika assinado pelo (des) governo Sócrates assinou uma resolução de Conselho de Ministros (19/ 2013/ 21 Março) em que o governo de então aprovou o CEDN que vigora ainda, lamentavelmente.

Pelo meio passaram, o governo de Passos Coelho (2011 até ao final de 2015, e aprovou o CEDN em 2013), depois seguiram-se maravilhosos 8 anos e semanas de governação (???) Costa a virar páginas e páginas, e estamos basicamente há dois anos com MontesNegros!

Em resumo:
- Passos em 4 anos tratou do memorando da Troika assinado pelo governo socialista que estoirou com isto, e a que parvamente acrescentou várias coisas estúpidas, e a meio do seu mandato aprovou um CEDN.

- Em fantásticos 8 anos e semanas, António Costa teve tanta página para virar que já não teve tempo para tratar do CEDN mas ainda lhe sobrou um poucochinho de tempo para sempre ir tratando da vidinha como fez toda a vida.

- Em dois anos MontesNegros ainda não teve tempo para pensar no CEDN.

- Quanto a Carneiro, todos os dias pensa - em que tema devo pegar para atacar MontesNegros - esquecendo-se sempre que fez parte dos maravilhosos 8 anos e semanas.
Carneiro já deu provas eloquentes de ter também uma enorme e descarada ausência de vergonha na cara, não precisava de continuar.

Quanto ao CEDN é daquelas coisas que se arrastam desde quase o início do 25ABR1974.

Voltarei ao assunto.

António Cabral (AC)
SERRA  da  ESTRELA  VISTA  da  ALDEIA
Domingo, 15 de Março, 1200 horas
AC 

PORTUGAL é um PAÍS?

PORTUGAL é um COVIL de LADRÕES?

Aumentaram um combustível salvo erro 23 Cêntimos.

Ainda não é combustível que tenham ido buscar, já cá estava!

Estive a ver e se vi bem, na Europa um país aumentou 10 Cêntimos e outros entre 5 e 8 Cêntimos.

PORTUGAL é um PAÍS?

PORTUGAL é um COVIL de LADRÕES?

Eu sei e há muito a resposta.

E os meus estimados amigos e visitantes deste modesto blogue pessoal, a minha única rede social, que acham?

AC

Ao SOL no BALCÃO 
Domingo, 15 Março,
AC

CAMINHADA


AC

QUERIASSSSS . . . . . LABREGO

AC
 

RECORDANDO

- "Grupos diferentes têm de ter tratamento diferente"
(Margareth Tatcher)

- "Um bom pastor deve tosquiar as suas ovelhas, mas não esfolá-las"
(Tiberius Claudius Nero)

Bom dia.
Tenham uma boa 4ªFeira.
Saúde e boa sorte.
E muita paciência para aturar isto tudo, cá e lá fora.

AC

Poema aos homens constipados 

(António Lobo Antunes)

Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.

Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.

Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças
Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo

Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.
Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.

Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sozinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer

AC

PRODUCTIVIDADE

Exame prático de avaliação da produtividade de um trabalhador.

Em Portugal, obviamente.

AC

Recordando ADRIANO MOREIRA em 1987
Este homem lúcido que lá por ter sido ministro de Salazar por algum (pouco) tempo pois ficará para sempre célebre - mudou de política, mudou de ministro - coisa que deve ter irritado o ditador, era tudo menos fascista apesar do que disseram uns quantos patetas.

Adriano Moreira recordou em 1987 um estudioso que em 1949 referiu -  a Rússia estalinista não absorveu apenas as tendências ditatoriais de um socialismo de batalha, de origem ocidental, mas é absolutamente fiel às próprias linhas de força da sua formação histórica isolacionista, orientalista, imperialista e absolutista.

AC