Chapéus há muitos
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
quarta-feira, 22 de julho de 2026
DE APLICAÇÃO EM TUDO NA VIDA
Se eu mostrasse este video à minha mãe (8JUL1925 - ??, está no lar ) certamente sorriria.
Para grande escândalo do meu avô materno que vivia na altura connosco, e se a memória não me falha, a minha mãe pôs-nos a fazer a cama tinha eu quase 13 ou 14 anos; o meu irmão era ligeiramente mais novo.
E como aqui já no passado referi mais se escandalizou o avô quando eu tinha quase 16 anos e fui colocado a fazer ervilhas com ovos escalfados.
E de facto essas lições e outras do género bem me serviram na vida.
E hoje olho para muitos dos que têm sido eleitos . . . .
E hoje observo muitos que entram na pastelaria e reparo em certas diferenças.
Uns como eu e outros - bom dia, se faz favor um café e . . .
Outros, diferentes - quero um café!
ETC.
Bom dia, boa 4ª Feira
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades.
AC
O Presidente faltou ao exame
Se o Presidente da República tivesse usado antes a sua voz para sinalizar a angústia de tantos alunos e pais, talvez o ministro da Educação tivesse abandonado mais cedo a sua pose de arrogância.
Se o Presidente da República tivesse usado antes a sua voz para sinalizar a angústia de tantos alunos e pais, talvez o ministro da Educação tivesse abandonado mais cedo a sua pose de arrogância.
(Público, também conhecido por Perdócio, cognome que aprecio)
Na senda habitual (legítimo, naturalmente) a esquerdalhada vai acossando o seu Presidente, até porque ainda não deitou abaixo o (des) governo.
Saiu no perdócio de 21 de Julho mais uma oração de aperto ao inquilino em Belém, sintetizada no texto supra.
E não é que esta tarde saiu uma mensagem de António José Seguro sobre os exames? Ah, tinha que falar primeiro com o PM! POIS !
Mas indo ao que me interessa, noto com curiosidade o crescente aparecimento de figuras e figurões a comentar esta realmente escabrosa telenovela dos exames.
Nenhum obviamente com responsabilidade passadas!
Obviamente que o PR tem razão (opinião pessoal naturalmente) em apontar as consequências negativas de tudo isto e as repercussões para os examinandos e famílias.
Claro que - o Estado tem o dever de assegurar que os procedimentos decorram com rigor, previsibilidade e confiança.
Obviamente que o PR tem razão (opinião pessoal naturalmente) em apontar as consequências negativas de tudo isto e as repercussões para os examinandos e famílias.
Claro que - o Estado tem o dever de assegurar que os procedimentos decorram com rigor, previsibilidade e confiança.
Mas o que o senhor PR podia ter colocado na sua mensagem e nas suas arengas vocalizadas publicamente em complemento do apontar E MUITO BEM o dedo ao governo, era referir assim - O PR espera que todos os agentes do sistema (professores e demais profissionais da educação) participem em tempo, com rigor e eficácia pois este assunto é sério, tem consequências para os jovens, e não se compadece com questões ideológicas ou de classe.
Não me vou repetir quanto à elevada probabilidade de, em adição às falhas tecnológicas e administrativas e outras, ter havido aqui e ali acções concertadas de certos sectores bem conhecidos.
Mas, como creio que também deixei claro antes e agora repito, a actuação do ministro que ainda tenho como pessoa decente teve uma acção tardia, inconsequente e tinha a obrigação de saber que a pesada estrutura do ME está há décadas minada.
Havia que tomar precauções em tempo útil.
Havia que ser prudente.
Havia que ter sido humilde e mais cedo devia ter apresentado desculpas.
O resultado está á vista.
AC
22 JULHO 2026
DIA MUNDIAL DO CÉREBRO
DIA MUNDIAL DO CÉREBRO
DIA DE SANTA MARIA MADALENA
> 1510 - Nasce Alessandro de Medici
> 1812 - Batalha de Salamanca
> 1812 - Batalha de Salamanca
> 1946 - Revista Time faz capa com Salazar
> 1951 - Portugal, eleições presidenciais, ganha o único candidato, Craveiro Lopes
> 1977 - Reforma agrária pensada por António Barreto
> 2001 - Assinado acordo internacional para redução das emissões de carbono, uma versão um pouco melhorada do protocolo de Kyoto de 1997
AC
AC
terça-feira, 21 de julho de 2026
LONDON, July 20 (Reuters) - Andy Burnham became Britain's seventh prime minister in a decade on Monday, pledging to reshape its politics to deliver a new economic model and revive a nation "fed up" with a revolving door of leaders.
In front of dozens of supporters outside his new office and residence at 10 Downing Street, Burnham said politicians had failed to bring the stability needed to raise living standards, something he said he would change, with both immediate measures and a longer-term plan to be drawn up later this year.
In front of dozens of supporters outside his new office and residence at 10 Downing Street, Burnham said politicians had failed to bring the stability needed to raise living standards, something he said he would change, with both immediate measures and a longer-term plan to be drawn up later this year.
Mais um salvador (sétimo em dez anos) no Reino Unido, a garantir e a prometer.
Mais um na Europa a garantir e a prometer. Como vem sendo hábito.
A garantir e a prometer, finalmente, estabilidade no Reino Unido, afirmando que vai puxar pelo nível de vida das pessoas.
Agora é que vai ser.
Ele por um lado e o Farage pelo outro.
AC
Há semanas que a espaços me tenho posto a pensar na nossa sociedade e nestes "brilhantes" (????) titulares de órgãos de soberania que sucederam a outros igualmente ou ainda "mais brilhantes"!
Na aparência todos muito diferentes, de partidos teoricamente diferentes. Mas . . . . . .
Como de costume passeiam-se muito, cá dentro e lá fora, para almoços e jantares de trabalho (trabalham tanto tadinhos, há até cartazes com a frase - a trabalhar para o vosso futuro), para assistir a festarolas travestidas de inaugurações e entrega de prémios ou outra coisa qualquer. Tudo serve para se mostrarem.
O ridículo (opinião pessoal naturalmente) chega ao ponto dos me(r)dia noticiarem - ele esteve de prontidão !
Ou Montenegro ir a Itália para, se percebi bem, se assinar a encomenda de três novas fragatas para a nossa Marinha de Guerra, perdão, de guerra não que desde 1974 não há guerra, agora é só Marinha.
Como bem se sabe, o mundo vive na paz celestial desde 1945, desde a criação da NATO a que se seguiu a criação do Pacto de Varsóvia, desde 1989, desde 2000. Paz reconfortante e recorfirmada continuamente.
Cá como lá fora, mostram-se muito, palram muito, prometem muito, garantem muito, vangloriam-se muito, e . . . . . . mentem muito.
O ambiente de segurança alterou-se drasticamente.
A instabilidade passou a norma corrente.
Mas, designadamente por cá, persistem com os mesmos modelos, persistem em planear (quando tentam planear) como estavam habituados.
Garantem, garantem tudo e mais alguma coisa.
Já nem se preocupam em arranjar moscas diferentes.
Ontem li que no Reino Unido o novo inquilino do nº 10 de Londres garantiu estabilidade e que o nível de vida das pessoas vai subir.
Como de costume actuou /actuam na sequência daquela norma - diz o que as pessoas anseiam por ouvir.
E como cá, estabilidade, trabalho, resiliência, equidade, justiça . . . .
Bom dia, tenham uma boa 3ª Feira.
Tenham muita paciência para conseguir aturar isto e esta gentalhada.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades.
AC
ELOQUENTE
Eloquente a falta de desportivismo dos argentinos, de costas viradas para os vencedores do campeonato.Já tinham ganho por larga vantagem nas faltas sobre os adversários em campo, mais que violentas, alguns casos de verdadeira animalidade própria de criminosos de bairro.
Com um capitão (Messi) a dar o exemplo contrário, raramente comete falta.
Uns ordinários que precisam de ir para as Pampas pastar.
Comecei a ver o jogo pouco depois do período de refrescamento da 1ª parte. Mereceram perder e deviam ter tido mais gente expulsa.
Gostei que tivessem perdido, e não é por causa de terem um presidente meio louco.
Gostei porque jogaram pouco, passaram imenso tempo a agredir adversários. Uns canalhas, excepção a Messi.
BUCÓLICA
A vida é feita de nadas:
de grandes serras paradas
de grandes serras paradas
à espera de movimento;
de searas onduladas
pelo vento;
de casas de moradia
caídas e com sinais
de ninhos que outrora havia
nos beirais;
de poeira;
de sombra de uma figueira;
de ver esta maravilha:
meu Pai a erguer uma videira
como uma Mãe que faz a trança à filha.
(Miguel Torga)
AC
O REGIME e a CAPTURA do REGIME
No passado 9 de Julho publiquei aqui um post com o título - E É ISTO, a Tugolândia, em que depois de uns breves comentários reproduzi um texto que um bom amigo me enviou (lido no FB), e que tinha por título - "Confissões de um boy".
A equipa conjunta: O que se conclui ?
Uma estrutura que inclui estes três perfis será:
- Altamente coesa operacionalmente, com conhecimento acumulado em saúde, educação, finanças, fiscalização e cultura.
- Orientada para soluções de cima para baixo e tecnocráticas, com baixa tolerância a dissidência ou debate aberto. (arrisco, tolerância ZERO)
- Resistente a autocrítica profunda, porque as carreiras foram construídas dentro do sistema que agora se protege.
- Portadora de risco elevado de conflitos de interesse estruturais e captura institucional.
- Focada em estabilidade e continuidade incremental, não em rutura ou responsabilização real.
Seguro transformou a magistratura de influência num escritório de advocacia para o regime.
Ele protege a casta que negociou contratos opacos, que coagiu a população e que hoje se esconde atrás de burocracias diluentes para não assumir o nexo de causalidade entre as suas decisões e o sofrimento humano.
Ele é o homem que garante que a roda da fortuna política não para, assegurando que, independentemente de quem governa, as mesmas caras, as mesmas ligações e a mesma opacidade continuam a ditar as regras do jogo.
O Presidente abandonou o seu dever de ser o último reduto do cidadão contra o abuso do poder.
Em vez de exigir o apuramento de responsabilidades sobre o crime de coação, sobre a negligência farmacovigilante e sobre a gestão danosa dos dinheiros públicos investidos na solução que se revelou um pesadelo para muitos, ele premiou os seus arquitetos. (não lhe convém . . . ?)
A sua presidência, desta forma, fica marcada pela capitulação moral.
Ao fechar os olhos à realidade das vítimas e ao acolher no seu círculo de confiança quem as ignorou, António José Seguro não está apenas a falhar perante o povo.
Ele está a confirmar que o sistema político português é um círculo fechado, impermeável à justiça e surdo ao grito de quem foi deixado para trás.
António José Seguro, histórico dirigente e antigo secretário-geral do Partido Socialista, ao nomear estas figuras para as chancelarias das ordens honoríficas, reforça o padrão de proteção da elite que atravessou governos do PS e do PSD ao longo de décadas, sem nunca ter visto corrupção… (outro que apesar do paleio nunca notou nada . . . . .)
Quem votou em Seguro à espera de uma rutura encontra agora a consolidação de um regime que se auto-absolve de todas as culpas. Esta é a traição definitiva: usar o selo da República para validar uma elite que, há muito, perdeu o direito à confiança dos governados. (quem votou nele sendo PS, PSD, IL, Chega ou seja do PS incluído para a sua direita está confortável pois tudo se mantém mais ou menos na mesma; para a esquerda do PS estão satisfeitos porque é de esquerda)
A história não perdoa este tipo de silêncios, nem o povo esquece a negligência de quem, tendo o poder de mudar o rumo das coisas, optou por proteger o mecanismo que oprime.
Sob António José Seguro, o regime não se regenerou. Apenas se fechou mais, garantindo que o muro entre o poder e a verdade se torne, cada vez mais, intransponível.
A equipa formada por Graça Freitas, Guilherme d’Oliveira Martins e Nunes Liberato, agora elevada e protegida pela mais alta magistratura da República, não representa renovação.
Representa a continuidade de um sistema que prioriza a blindagem da casta sobre a justiça para os cidadãos.
Os factos estão públicos.
As trajetórias estão documentadas.
As consequências estão e estarão à vista de quem quiser ver.
WHISTLEBLOWER.Pt
No passado 9 de Julho publiquei aqui um post com o título - E É ISTO, a Tugolândia, em que depois de uns breves comentários reproduzi um texto que um bom amigo me enviou (lido no FB), e que tinha por título - "Confissões de um boy".
Nos meus curtos comentários recordei a frase - um político honesto pergunta o que é que recomenda uma dada pessoa; um político corrupto quem.
O mesmo amigo enviou-me agora um outro texto interessante (opinião pessoal, naturalmente) que viu no FB.
E enviou-mo por, de alguma maneira e eu concordo inteiramente, entender que se encaixa lindamente nas questões subjacentes/ por trás do meu texto sobre condecorações e as nomeações de Seguro para chanceleres das ordens portuguesas.
E de facto, opinião pessoal naturalmente, discutível mas a respeitar, estas nomeações para chanceleres das ordens confirmam (como já em certos discursos e comentários se visionava) a linha que Seguro está a seguir e não augura nada de muito bom.
Este post, mais o das condecorações, e o tal do "Boy" abordam alguns dos porquês do estado a que chegámos. Com Seguro segue-se mais ou menos o mesmo, um Marcelo ligeiramente diferente, mas a linha é semelhante. A dita realimentação!
(sublinhados a vermelho, e comentários (vermelho bold) da minha responsabilidade)
António Cabral (AC)
***********************************************
Todos sabem da polémica que foi a eleição de António José Seguro para Presidente da República.
O apoio aberto de figuras de direita e centro-direita, com destaque para Cavaco Silva e outros nomes influentes do espectro político tradicional, criou a perceção generalizada de que o novo inquilino de Belém teria de retribuir a gentileza.
Essa retribuição já começou. (como esperado pelos que olham para as coisas com rigor, isenção, sem ideologia e partidarismos)
Ao nomear Graça Freitas, Guilherme d’Oliveira Martins e Nunes Liberato para as chancelarias das ordens honoríficas, Seguro não realizou um acto administrativo banal.
Executou o primeiro grande gesto de pagamento de dívidas políticas, blindando com o selo da República as figuras que representam a continuidade do poder que o sustentou.
Quando três figuras com décadas de poder nas instituições portuguesas se reúnem numa mesma equipa, uma tecnocrata que coordenou o Programa Nacional de Vacinação durante quase trinta anos e liderou a resposta sanitária à COVID-19, um político de carreira que foi ministro da Educação, Finanças e Presidência, presidiu ao Tribunal de Contas e transitou para fundações de peso, e um ex-secretário-geral do PSD que se posicionou em fundações influentes, o que se pode concluir com base nos factos e nas trajetórias documentadas?
A resposta, sem filtros nem narrativas tranquilizadoras, é esta: esta equipa representa a elite permanente portuguesa.
Uma rede experiente na navegação do poder, coesa na defesa do status quo institucional, habituada a portas giratórias entre governo, fiscalização e fundações, e estruturalmente resistente a rupturas reais ou a responsabilização efetiva. (responsabilização, NUNCA)
António José Seguro chegou à Presidência da República com a aura de um renovador, a promessa de um novo ciclo e a esperança de quem pretendia ver o poder político ao serviço da transparência. (pour épater les bourgeois)
A realidade, é uma desilusão devastadora: Seguro não é o motor da mudança, é o fiel depositário do status quo.
Ao nomear Graça Freitas, Guilherme d’Oliveira Martins e Nunes Liberato para as chancelarias das ordens honoríficas, o Presidente da República não realizou um ato administrativo trivial.
Executou uma operação de blindagem institucional.
O que estamos a assistir é a criação de um escudo humano de figuras ligadas ao passado recente, uma elite de poder que se retroalimenta e se protege, ignorando os danos causados por políticas que, em nome de uma segurança sanitária discutível, atropelaram direitos e dignidades.
Graça Freitas: A tecnocrata da saúde e o legado da autoridade sanitária
Maria da Graça Gregório de Freitas foi, durante décadas, a coordenadora do Programa Nacional de Vacinação e presidente da Comissão Técnica de Vacinação. Como Diretora-Geral da Saúde entre 2018 e 2023, tornou-se o rosto da resposta portuguesa à pandemia, com conferências diárias e coordenação do rollout vacinal massivo.
Embora sem filiação partidária formal conhecida, exerceu as suas funções de topo durante governos do Partido Socialista, nomeadamente sob o executivo de António Costa.
A escolha de Graça Freitas, especificamente, é o golpe final na esperança de justiça das milhares de vítimas das reações adversas da vacinação.
Ao condecorar com relevância institucional a ex-diretora-geral da Saúde, Seguro ignora o rasto de perguntas sem resposta, a subnotificação escandalosa dos efeitos secundários e o silêncio cúmplice perante os protocolos de vigilância que falharam. Ele legitima, com a chancela de Belém, uma gestão que a sociedade ainda aguarda ver julgada, não no tribunal da política, mas no tribunal da verdade.(julgamento que não ocorrerá)
A sua trajetória expõe o modelo tecnocrático que concentra poder decisório, alinha-se com orientações internacionais e tende a marginalizar debate plural sobre negocios obscuros da vacinação, imunidade natural, estratificação de risco e efeitos adversos. Os danos colaterais em confiança pública, saúde mental e coesão social permanecem.
Guilherme d’Oliveira Martins: Portas giratórias e nepotismo familiar
Guilherme d’Oliveira Martins acumulou cargos de topo: Secretário de Estado da Administração Educativa, Ministro da Educação, Ministro da Presidência e das Finanças, Presidente do Tribunal de Contas e do Conselho de Prevenção da Corrupção, e depois administrador da Fundação Calouste Gulbenkian e papéis em cultura. Iniciou o percurso político na Juventude Social Democrata (JSD) e no PSD, mas aproximou-se depois do Partido Socialista, tendo sido deputado eleito pelo PS e ministro no XIV Governo Constitucional liderado por António Guterres (PS).
A sua rede familiar ilustra o mecanismo de reprodução de poder:
- Filho: Guilherme Waldemar d’Oliveira Martins — Secretário de Estado das Infraestruturas no XXI Governo Constitucional.
- Cunhada: Margarida Salema d’Oliveira Martins — ex-presidente da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos.
- Cunhado: António Capucho — ex-Ministro da Qualidade de Vida e ex-Presidente da Câmara de Cascais.
- Irmão: Afonso d’Oliveira Martins — Professor de Direito.
- Antepassado: Joaquim Pedro de Oliveira Martins — ministro histórico. (eloquente equipa)
Esta rede atravessa poder executivo, fiscalização de financiamento político, poder local e instituições culturais. Não é apenas portas giratórias institucionais — é também transmissão familiar de influência e proteção.
José Nunes Liberato: Do partido às fundações
José Nunes Liberato foi Secretário-Geral do PSD entre 1992 e 1995, durante o último governo de Cavaco Silva (PSD).
Posteriormente posicionou-se como figura de influência em fundações. O seu percurso reforça o mesmo circuito: poder partidário direto no PSD seguido de influência em espaços não eleitos que decidem recursos e narrativas com impacto público, mas com menor escrutínio.
(creio não estar enganado, foi chefe da casa civil do PR Cavaco Silva)
O apoio aberto de figuras de direita e centro-direita, com destaque para Cavaco Silva e outros nomes influentes do espectro político tradicional, criou a perceção generalizada de que o novo inquilino de Belém teria de retribuir a gentileza.
Essa retribuição já começou. (como esperado pelos que olham para as coisas com rigor, isenção, sem ideologia e partidarismos)
Ao nomear Graça Freitas, Guilherme d’Oliveira Martins e Nunes Liberato para as chancelarias das ordens honoríficas, Seguro não realizou um acto administrativo banal.
Executou o primeiro grande gesto de pagamento de dívidas políticas, blindando com o selo da República as figuras que representam a continuidade do poder que o sustentou.
Quando três figuras com décadas de poder nas instituições portuguesas se reúnem numa mesma equipa, uma tecnocrata que coordenou o Programa Nacional de Vacinação durante quase trinta anos e liderou a resposta sanitária à COVID-19, um político de carreira que foi ministro da Educação, Finanças e Presidência, presidiu ao Tribunal de Contas e transitou para fundações de peso, e um ex-secretário-geral do PSD que se posicionou em fundações influentes, o que se pode concluir com base nos factos e nas trajetórias documentadas?
A resposta, sem filtros nem narrativas tranquilizadoras, é esta: esta equipa representa a elite permanente portuguesa.
Uma rede experiente na navegação do poder, coesa na defesa do status quo institucional, habituada a portas giratórias entre governo, fiscalização e fundações, e estruturalmente resistente a rupturas reais ou a responsabilização efetiva. (responsabilização, NUNCA)
António José Seguro chegou à Presidência da República com a aura de um renovador, a promessa de um novo ciclo e a esperança de quem pretendia ver o poder político ao serviço da transparência. (pour épater les bourgeois)
A realidade, é uma desilusão devastadora: Seguro não é o motor da mudança, é o fiel depositário do status quo.
Ao nomear Graça Freitas, Guilherme d’Oliveira Martins e Nunes Liberato para as chancelarias das ordens honoríficas, o Presidente da República não realizou um ato administrativo trivial.
Executou uma operação de blindagem institucional.
O que estamos a assistir é a criação de um escudo humano de figuras ligadas ao passado recente, uma elite de poder que se retroalimenta e se protege, ignorando os danos causados por políticas que, em nome de uma segurança sanitária discutível, atropelaram direitos e dignidades.
Graça Freitas: A tecnocrata da saúde e o legado da autoridade sanitária
Maria da Graça Gregório de Freitas foi, durante décadas, a coordenadora do Programa Nacional de Vacinação e presidente da Comissão Técnica de Vacinação. Como Diretora-Geral da Saúde entre 2018 e 2023, tornou-se o rosto da resposta portuguesa à pandemia, com conferências diárias e coordenação do rollout vacinal massivo.
Embora sem filiação partidária formal conhecida, exerceu as suas funções de topo durante governos do Partido Socialista, nomeadamente sob o executivo de António Costa.
A escolha de Graça Freitas, especificamente, é o golpe final na esperança de justiça das milhares de vítimas das reações adversas da vacinação.
Ao condecorar com relevância institucional a ex-diretora-geral da Saúde, Seguro ignora o rasto de perguntas sem resposta, a subnotificação escandalosa dos efeitos secundários e o silêncio cúmplice perante os protocolos de vigilância que falharam. Ele legitima, com a chancela de Belém, uma gestão que a sociedade ainda aguarda ver julgada, não no tribunal da política, mas no tribunal da verdade.(julgamento que não ocorrerá)
A sua trajetória expõe o modelo tecnocrático que concentra poder decisório, alinha-se com orientações internacionais e tende a marginalizar debate plural sobre negocios obscuros da vacinação, imunidade natural, estratificação de risco e efeitos adversos. Os danos colaterais em confiança pública, saúde mental e coesão social permanecem.
Guilherme d’Oliveira Martins: Portas giratórias e nepotismo familiar
Guilherme d’Oliveira Martins acumulou cargos de topo: Secretário de Estado da Administração Educativa, Ministro da Educação, Ministro da Presidência e das Finanças, Presidente do Tribunal de Contas e do Conselho de Prevenção da Corrupção, e depois administrador da Fundação Calouste Gulbenkian e papéis em cultura. Iniciou o percurso político na Juventude Social Democrata (JSD) e no PSD, mas aproximou-se depois do Partido Socialista, tendo sido deputado eleito pelo PS e ministro no XIV Governo Constitucional liderado por António Guterres (PS).
A sua rede familiar ilustra o mecanismo de reprodução de poder:
- Filho: Guilherme Waldemar d’Oliveira Martins — Secretário de Estado das Infraestruturas no XXI Governo Constitucional.
- Cunhada: Margarida Salema d’Oliveira Martins — ex-presidente da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos.
- Cunhado: António Capucho — ex-Ministro da Qualidade de Vida e ex-Presidente da Câmara de Cascais.
- Irmão: Afonso d’Oliveira Martins — Professor de Direito.
- Antepassado: Joaquim Pedro de Oliveira Martins — ministro histórico. (eloquente equipa)
Esta rede atravessa poder executivo, fiscalização de financiamento político, poder local e instituições culturais. Não é apenas portas giratórias institucionais — é também transmissão familiar de influência e proteção.
José Nunes Liberato: Do partido às fundações
José Nunes Liberato foi Secretário-Geral do PSD entre 1992 e 1995, durante o último governo de Cavaco Silva (PSD).
Posteriormente posicionou-se como figura de influência em fundações. O seu percurso reforça o mesmo circuito: poder partidário direto no PSD seguido de influência em espaços não eleitos que decidem recursos e narrativas com impacto público, mas com menor escrutínio.
(creio não estar enganado, foi chefe da casa civil do PR Cavaco Silva)
A equipa conjunta: O que se conclui ?
Uma estrutura que inclui estes três perfis será:
- Altamente coesa operacionalmente, com conhecimento acumulado em saúde, educação, finanças, fiscalização e cultura.
- Orientada para soluções de cima para baixo e tecnocráticas, com baixa tolerância a dissidência ou debate aberto. (arrisco, tolerância ZERO)
- Resistente a autocrítica profunda, porque as carreiras foram construídas dentro do sistema que agora se protege.
- Portadora de risco elevado de conflitos de interesse estruturais e captura institucional.
- Focada em estabilidade e continuidade incremental, não em rutura ou responsabilização real.
Seguro transformou a magistratura de influência num escritório de advocacia para o regime.
Ele protege a casta que negociou contratos opacos, que coagiu a população e que hoje se esconde atrás de burocracias diluentes para não assumir o nexo de causalidade entre as suas decisões e o sofrimento humano.
Ele é o homem que garante que a roda da fortuna política não para, assegurando que, independentemente de quem governa, as mesmas caras, as mesmas ligações e a mesma opacidade continuam a ditar as regras do jogo.
O Presidente abandonou o seu dever de ser o último reduto do cidadão contra o abuso do poder.
Em vez de exigir o apuramento de responsabilidades sobre o crime de coação, sobre a negligência farmacovigilante e sobre a gestão danosa dos dinheiros públicos investidos na solução que se revelou um pesadelo para muitos, ele premiou os seus arquitetos. (não lhe convém . . . ?)
A sua presidência, desta forma, fica marcada pela capitulação moral.
Ao fechar os olhos à realidade das vítimas e ao acolher no seu círculo de confiança quem as ignorou, António José Seguro não está apenas a falhar perante o povo.
Ele está a confirmar que o sistema político português é um círculo fechado, impermeável à justiça e surdo ao grito de quem foi deixado para trás.
António José Seguro, histórico dirigente e antigo secretário-geral do Partido Socialista, ao nomear estas figuras para as chancelarias das ordens honoríficas, reforça o padrão de proteção da elite que atravessou governos do PS e do PSD ao longo de décadas, sem nunca ter visto corrupção… (outro que apesar do paleio nunca notou nada . . . . .)
Quem votou em Seguro à espera de uma rutura encontra agora a consolidação de um regime que se auto-absolve de todas as culpas. Esta é a traição definitiva: usar o selo da República para validar uma elite que, há muito, perdeu o direito à confiança dos governados. (quem votou nele sendo PS, PSD, IL, Chega ou seja do PS incluído para a sua direita está confortável pois tudo se mantém mais ou menos na mesma; para a esquerda do PS estão satisfeitos porque é de esquerda)
A história não perdoa este tipo de silêncios, nem o povo esquece a negligência de quem, tendo o poder de mudar o rumo das coisas, optou por proteger o mecanismo que oprime.
Sob António José Seguro, o regime não se regenerou. Apenas se fechou mais, garantindo que o muro entre o poder e a verdade se torne, cada vez mais, intransponível.
A equipa formada por Graça Freitas, Guilherme d’Oliveira Martins e Nunes Liberato, agora elevada e protegida pela mais alta magistratura da República, não representa renovação.
Representa a continuidade de um sistema que prioriza a blindagem da casta sobre a justiça para os cidadãos.
Os factos estão públicos.
As trajetórias estão documentadas.
As consequências estão e estarão à vista de quem quiser ver.
WHISTLEBLOWER.Pt
21 JULHO 2026
> 1189 - D. Sancho I inicia o cerco a Silves
> 1337 - Batalha do cabo de S. Vicente
> 1742 - Faleceu o Infante D.Francisco de Bragança, terceiro filho de D. Pedro II
> 1759 - Expulsão dos Jesuítas do Brasil
> 1773 - Criação da Companhia Geral das Reais Pescarias do Reino do Algarve
> 1889 - Nasce Ernest Hemingway
> 1954 - Lançamento do primeiro livro da trilogia "O Senhor dos Anéis"
> 1954 - Fim da guerra da Indochina com a derrota das forças Francesas em Dien-Bien-Phu
AC
segunda-feira, 20 de julho de 2026
Presidente da República nomeou os Chanceleres das Ordens Honoríficas Portuguesas
16 de julho de 2026
Nos termos da Lei das Ordens Honoríficas Portuguesas, o Presidente da República nomeou os chanceleres das antigas ordens militares, das ordens nacionais e das ordens de mérito civil, respetivamente, o Professor Doutor Guilherme d'Oliveira Martins, o Dr. José Manuel Nunes Liberato e a Dra. Maria da Graça de Freitas.
A posse dos três chanceleres será no dia 20 de julho, pelas 11 horas, no Palácio de Belém.
Naturalmente, e como estabelece (Artigo 54.º) a já referida lei, aos membros das ordens ou seja todos aqueles a quem são atribuídas e impostas as "caricas" como diz o povo, é exigido defender e prestigiar Portugal em todas as circunstâncias, regular o seu procedimento, público e privado, pelos ditames da virtude e da honra, acatar as determinações e instruções do Conselho da respectiva Ordem, dignificar a sua Ordem por todos os meios e em todas as circunstâncias e nunca prejudicar os interesses de Portugal.
Naturalmente, é da vida, uns quantos a quem foram impostas condecorações tiveram depois comportamentos criticáveis face ao que a lei estabelece.
O Artigo 55.º da dita lei estabelece a Disciplina das Ordens, e define o que se deve fazer face a eventual violação de qualquer dos deveres a que os membros das ordens se obrigam.
16 de julho de 2026
Nos termos da Lei das Ordens Honoríficas Portuguesas, o Presidente da República nomeou os chanceleres das antigas ordens militares, das ordens nacionais e das ordens de mérito civil, respetivamente, o Professor Doutor Guilherme d'Oliveira Martins, o Dr. José Manuel Nunes Liberato e a Dra. Maria da Graça de Freitas.
A posse dos três chanceleres será no dia 20 de julho, pelas 11 horas, no Palácio de Belém.
Esta coisa das Ordens Honoríficas Portuguesas tem muito que se lhe diga.
Para começar, as Ordens Honoríficas Portuguesas são as seguintes:
a) Antigas Ordens Militares:
Da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito;
De Cristo;
De Avis;
De Sant'Iago da Espada;
b) Ordens Nacionais:
Do Infante D. Henrique;
Da Liberdade;
De Camões;
c) Ordens de Mérito Civil:
Do Mérito;
Da Instrução Pública;
Do Mérito Empresarial.
De acordo com o Artigo 3.º da lei das Ordens Honoríficas Portuguesas elas destinam-se a galardoar ou a distinguir, em vida ou a título póstumo, os cidadãos nacionais que se notabilizem por méritos pessoais, por feitos militares ou cívicos, por actos excepcionais ou por serviços relevantes prestados ao País. Não é coisa pouca.
De acordo com a referida lei o Presidente da República é o Grão-Mestre das Ordens Honoríficas Portuguesas (Artigo 4.º) e superintende na organização, orientação e disciplina das Ordens, sendo coadjuvado pelos Chanceleres (3, já nomeados) e pelos Conselhos das Ordens (Artigo 40º).
De acordo com o Artigo 3.º da lei das Ordens Honoríficas Portuguesas elas destinam-se a galardoar ou a distinguir, em vida ou a título póstumo, os cidadãos nacionais que se notabilizem por méritos pessoais, por feitos militares ou cívicos, por actos excepcionais ou por serviços relevantes prestados ao País. Não é coisa pouca.
De acordo com a referida lei o Presidente da República é o Grão-Mestre das Ordens Honoríficas Portuguesas (Artigo 4.º) e superintende na organização, orientação e disciplina das Ordens, sendo coadjuvado pelos Chanceleres (3, já nomeados) e pelos Conselhos das Ordens (Artigo 40º).
Naturalmente, e como estabelece (Artigo 54.º) a já referida lei, aos membros das ordens ou seja todos aqueles a quem são atribuídas e impostas as "caricas" como diz o povo, é exigido defender e prestigiar Portugal em todas as circunstâncias, regular o seu procedimento, público e privado, pelos ditames da virtude e da honra, acatar as determinações e instruções do Conselho da respectiva Ordem, dignificar a sua Ordem por todos os meios e em todas as circunstâncias e nunca prejudicar os interesses de Portugal.
Naturalmente, é da vida, uns quantos a quem foram impostas condecorações tiveram depois comportamentos criticáveis face ao que a lei estabelece.
O Artigo 55.º da dita lei estabelece a Disciplina das Ordens, e define o que se deve fazer face a eventual violação de qualquer dos deveres a que os membros das ordens se obrigam.
E nesse artigo se fala de instauração de processo disciplinar, dos diferentes trâmites do processo, e se a acusação for julgada procedente, será imposta ao arguido, conforme a gravidade da falta e do desprestígio causado à Ordem, a sua admoestação ou irradiação da ordem. A irradiação significa que temeu devolver condecorações e perde tudo o que lhes era inerente.
Se se percorresse o estendal de agraciados desde 25 de Abril de 1974 (é melhor nem olhar lá mais para trás) o cidadão comum interrogar-se-à legitimamente quanto à outorga de certas condecorações.
Aliás, é bom recordar que em tempos andou sorrateiramente pelas notícias uma certa referência à análise de certos condecorados que tudo indicava dever haver lugar à sua irradiação das ordens que lhe tinham sido outorgadas.
Mas, lá está, como vem acontecendo neste Portugalinho, isso era chato, até porque podia questionar-se - o PR X agraciou Y quando era na altura mais que evidente que . . .
É muito interessante consultar estas coisas no "sítio" da Presidência.
E quanto a chanceleres?
Provavelmente alguns se recordarão das peripécias do falecido general António de Spínola entre 25ABR1974 e 11MAR1975.
Provavelmente muito poucos se recordarão que um dia foi trazido para chanceler. Recordem-se lá qual foi o PR.
Bom, mas espera lá, o que é que isto interessa aos portugueses, quando há futebol mundial, estão aí as questões envolvendo o Benfica, Sporting e Porto e a Federação Portuguesa de Futebol, o calor se calhar vai voltar, o tabloide nacional continua com notícias escaldantes, a telenovela com Luís Neves prossegue, o Médio Oriente continua calmo, os incêndios prosseguem até na Noruega, o Ventura escreve cartas e auto-presume-se estadista patriota, etc?
Boa noite!
António Cabral (AC)
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