quarta-feira, 15 de abril de 2026

PRECIOSIDADE

É uma preciosidaderecebida de um bom amigo, um verdadeiro tesourinho sobre Marcelo.

Não é sobre o tagarela, é sobre Marcelo Caetano.

AC

NÃO  ERA  PRECISO

Dizem-me (só tenho este modesto blogue, e quase não tenho feito passagem pelas gordas via NET nem espiolhar blogues) que alguém terá comparado o PM Pedro Sanchez a Churchill, que este Pedrinho seria o novo Churchill.

Como se percebe pelo que acima refiro não faço ideia da notícia nem dos seus contornos.

Mas se foi feita alguma comparação deste caramelo espanhol (respeito sempre a opinião de outrem, mas para mim o mínimo a dizer desta criatura é - caramelo farsolas) com o estadista britânico, então só se confirma que anda tudo doido. 

Noção da realidade, sentido das proporções, . . . . pois . . . .  
Opinião pessoal naturalmente.

Não era preciso mais isto para confirmar que - as latas vazias fazem muito mais barulho que cheias . . . . aplica-se a certos cérebros . . . . obviamente.

Bom dia, tenham uma boa 4ª Feira.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida. 
Boa sorte.

AC

"Nunca foi mal nenhum mor

nem no há i nos amores

qu'a lembrança do favor

no tempo dos desfavores"

(Bernardim Ribeiro)

AC

PORTUGAL,  a  propósito  de  MEMÓRIA 
Como escreveu um dia José Mattoso sobre "Fazer História", e de que repesco várias afirmações suas e que reproduzo, outrora fazer história era contar os feitos gloriosos dos que exerciam poder.

Mais tarde, foi contar o que era importante, contar o que de importante se passara num país ou numa época, considerando-se importante designadamente o que havia provocado maiores transformações, ou envolvido mais gente, ou acções de poder. 

Também se considerou história mostrar-nos o mal praticado por uns e o bem realizado por outros. Exaltar os progressos da Liberdade, da Democracia ou da Ciência.

Mais recentemente a história dos grandes movimentos sociais e económicos, procurando aí  a explicação mais profunda  do dever humano ou a sua compreensão global.

Depois, sucedeu a preocupação com maior rigor, a verdade, iniciou-se a crítica das fontes, chamou-se o auxílio da estatística e de muitas outras ciências, e a história alargou o seu campo de observação. 

Estudar-se a evolução dos factos sociais, os sentimentos, rituais e crenças, família, espaço e tempo, linguagem, escrita etc.
Tudo portanto o que é humano ou ajuda a compreender o homem nos seus mais variados aspectos.

Naturalmente, o alargamento dos campos de pesquisa criou alguma relativização da noção da verdade histórica ou de objectividade do discurso histórico.

Mattoso referia que se a história pretende responder à insaciável curiosidade do homem pelo seu próprio passado como forma privilegiada da compreensão do presente, não pode renunciar à busca da objectividade e do rigor.

Este recurso a algumas considerações históricas e passadas nomeadamente de José Mattoso vem a propósito de certos tiques na sociedade portuguesa das últimas décadas.
E não me refiro aos praticamente 52 anos de regime de direito democrático. Falo de várias décadas da sociedade portuguesa, desde nomeadamente 1940/ 1945.

Na sociedade portuguesa e em particular quanto aos tempos mais recentes, os das "Bolhas" (esquerdalha extrema, esquerda moderada e decente, direita moderada e decente, direitola extrema e retrógrada) persistem as narrativas e o teimarem que a história é como eles dizem que foi e não como aconteceu na realidade, em todas as dimensões.

E refiro sem grandes detalhes mas com clareza por onde quero começar: pelo Estado Novo. 

Antes do 25 de Abril de 1974, não só mas sobretudo através de acções armadas/ terroristas da ARA (braço armado do PCP), da LUAR e dos operacionais de Carlos Antunes e associados, foram executados diversos ataques a instalações, a infra-estruturas, desvio de avião da TAP e assalto ao Sta Maria onde criminosamente assassinaram um dos oficiais. Criminosos que vieram a ser considerados democratas.

Mas além disto acima superficialmente indicado e que assentou essencialmente em luta política contra o regime ditatorial do Estado Novo, a execrável polícia política, mais a GNR e mais a PSP executaram ao longo do tempo diversas pessoas. Não tenho presente se a Legião também teve este deplorável cadastro.

Depois do 25 de Abril de 1974, adquirida felizmente a liberdade e começada a construção do Estado de direito democrático, houve uns primeiros meses de inicial e compreensível e legítima explosão social, a que se seguiu um período em que Spínola e associados não quiseram perceber que tínhamos de largar (e já íamos atrasadíssimos, opinião pessoal naturalmente) os territórios em África e, depois, um lastimável período de alucinação quase geral (PREC) de 11 de Março a 25 de Novembro de 1975.

Em 25 de Abril de 1975 realizaram-se felizmente as eleições para a Assembleia Constituinte, eleições que alguns queriam pelo menos adiar, mas que agora os seus seguidores e defensores dos de então fingem que nada disso foi tentado. 
Os resultados dessas eleições deram a primeira forte derrota à esquerda ortodoxa e extrema esquerda, que nunca o engoliram, e por isso desenvolveram o PREC. É a minha opinião, naturalmente.

Neste período (PREC) ocorreram infelizmente coisas inaceitáveis, designadamente assaltos a sedes de partidos políticos e nomeadamente às do PCP. INACEITÁVEL a todos os títulos.
Assaltaram e incendiaram a embaixada de Espanha. DEPLORÁVEL.
Outros colocaram bombas e mataram pessoas. DEPLORÁVEL.

ELP, MDLP, FP 25 de Abril e outros grupelhos e indivíduos são (opinião pessoal naturalmente) nódoas na nossa história recente.
Como nódoas na nossa história ficaram (opinião pessoal, naturalmente) certas amnistias.

Em 1976 prosseguiram os bombistas, de origens diversas.

No PREC prenderam pessoas sem mandato, etc.

Para uns o 25 de Novembro de 1975 foi redentor. !?!?!?!

No PREC e ainda uns largos tempos depois houve de tudo, bombas, atentados, mortes como em Vila Real e não só.

E a mortandade das FP 25 Abril por anos, incrivelmente, já com o regime mais que estabilizado.

Enfim, um período maravilhoso (opinião pessoal naturalmente) a seguir a 25ABR74, seguido de bastante loucura, seguido de atentados. Nódoas imensas da nossa história.

Mas vivo no regime onde me sinto bem.

O que me incomoda é não esclarecerem de uma vez por todas o que nebuloso continua. Da esquerda à direita. Permitindo demagogia, deturpações.

Ontem ( a isso dedicarei poucas palavras noutro texto) enchi-me de coragem e assisti à "cena" entre o filósofo há décadas dedicado à história (Pacheco Pereira) e o insuportável deputado de extrema direita (Ventura).

O que dali saiu foi . . . . basicamente nada quanto a, esclarecimento, rigor, verdade. É a minha opinião admitindo, COMO SEMPRE, poder estar a ver mal isto tudo.

AC
15 ABRIL 2026
DIA MUNDIAL DO DESENHADOR
> 1452 - Nasce Leonardo da Vinci
> 1581 - Tomar, proclamação régia de Filipe I
> 1865 - Faleceu Abraham Lincoln, depois de alvejado a tiro
> 1878 - Paris, primeira mostra de pintura impressionista, Monet, Renoir, Degas
> 1903 - Fundação do ACP
> 1913 - Nasce Raul Rego
> 1915 - Titanic afunda-se
> 1923 - Insulina disponibilizada para tratamento da diabetes
> 1996 - Faleceu Beatriz Costa
> 2005 - Porto, inaugurada a Casa da Música
> 2019 - Paris, Notre Damme destruída por incêndio
AC

terça-feira, 14 de abril de 2026

"Tudo, em volta de nós,

Tinha um aspecto de alma. 

Tudo era sentimento,

Amor e piedade.

A folha que tombava

Era alma que subia . . .

E, sob os nossos pés, 

A terra era saudade,

A pedra comoção o pó melancolia"

(Teixeira de Pascoaes)

AC

GUERRA  e  PAZ

Lembrou bem o Expresso.

Bom dia, tenham uma boa 3ª Feira.
Saúde e boa sorte.

AC

UM POVO SEM LETRAS NÃO VIVE MUITO TEMPO, E SE VIVE, É UMA EXCEPÇÃO PRIVILEGIADA
(LATINO COELHO) 

A LITERATURA NÃO É ALGO QUE NOS FAÇA FELIZES, MAS AJUDA-NOS A DEFENDERMO-NOS DA INFELICIDADE.
(MARIO VARGAS LLOSA)

AC

 

AC

Depois de uma tarde a tratar do jardim, a nossa vida importa menos .

(Cardeal Tolentino de Mendonça)

AC

14  ABRIL  2026
DIA INTERNACIONAL DO CAFÉ
> 1909 - Nasce Soeiro Pereira Gomes
> 1912 - Pela 2340 horas o Titanic choca com um icebergue; virá a afundar-se em 15 de Abril
> 2010 - Islândia, o vulcão Eyjafjallajokull entra em erupção causando encerramentos no espaço aéreo Europeu
AC

segunda-feira, 13 de abril de 2026

ZAPING

No meu retiro de fim de semana prolongado aqui na aldeia e enquanto preparo o almoço resolvi ligar o televisor e, num zaping pelos canais TV, deparei-me com duas saborosas coisas.

- "Não tenho medo da administração Trump" (Papa Leão XIV)

👏👏👏👏👏👏👏👏👏

- Mário Ferreira a entrar no tribunal para julgamento em que é acusado de burla no âmbito da venda de um navio. 

Estou certo de que não houve moscambilha nenhuma, NENHUMA, até porque vai acompanhado de um muito conhecido advogado especialista neste tipo de casos em que o MP se atreve a difamar certas elites (???).

AC

Ontem, DOMINGO, Final de Tarde

O Sol, visto da aldeia, na sua caminhada para se esconder.

AC

NO  TERRAMOTO  de  1975

Já se passaram vários dias sobre a publicação deste texto do ex-presidente da câmara municipal do Porto, Rui Moreira, onde sublinhei algumas partes a vermelho.

Curiosamente, que me tenha apercebido, da esquerdalhada extrema à extrema direita ninguém comentou o que aqui Rui Moreira recorda.
Curiosamente ou não, que eu tenha reparado, também mudos continuam alguns dos que costumam vir publicamente defender a sua "honra", como há dias vi.

Sem explicar Tim por Tim o Verão de 1975 e o 25 de Novembro, reconhecer que algumas coisas acontecidas dificilmente poderiam ter sido contidas no decurso do processo revolucionário mas, também, assumir que houve desmandos inqualificáveis, que houve atentados da esquerda à direita, que houve detenções sem nenhuma base legal incluindo mandatos estranhos, nunca a sociedade portuguesa estará definitivamente sossegada.

Enquanto à esquerda e à direita se continue com as posições extremadas de donos disto e daquilo, Portugal não recupera.
O texto aqui fica.

Bom dia, bom início de semana, saúde e boa sorte.
AC  

O epicentro de No terramoto de 1975 - a notável obra do meu irmão Tomás que Rui Ramos considerou «o mais importante e interessante livro escrito sobre a revolução por ocasião dos seus 50 anos» - é um episódio que, apesar de noticiado à época, não mereceu atenção. Em resumo - porque tudo está relatado e bem documentado no livro -, em 1975 os trabalhadores metalúrgicos da Molaflex, assistindo à degradação da empresa desde que o seu patrão - o meu Pai, Ruy Höfle de Araújo Moreira - fora preso há mais de cem dias por Eurico Corvacho - o gauleiter do Conselho de Revolução para o Norte - pronunciaram-se pacificamente contra a detenção à porta do Quartel de Santo Ovídio, no Porto.


Convocada pela comissão de trabalhadores da empresa, a manifestação foi violentamente reprimida pelos militares. O meu Pai, que estava em isolamento e não poderia conhecer ou tampouco incentivar o protesto, foi transferido para Lisboa pela calada da noite. Durante dias, a família não soube do seu paradeiro. Os partidos democráticos, que se opunham ao jugo gonçalvista, ficaram em silêncio.

O livro faz justiça aos que desmentiram a ‘luta de classes’, contextualizando as circunstâncias históricas em que se deu a detenção arbitrária do meu Pai e descrevendo as tentativas vãs de o envolverem numa conjura em que nunca participou. Sim, o meu Pai fez parte dos que bem cedo denunciaram que a revolução havia sido capturada por quem tinha como missão oferecer Angola aos soviéticos, coletivizar a economia e controlar os movimentos sociais. Mas essa denúncia não constituía crime

E, quando ficou claro que era inocente, mantiveram-no preso com o objetivo de atingir a sua empresa. À libertação tardia seguir-se-ia um incêndio na Molaflex por fogo posto, que interrompeu a produção por largos meses e coincidiu com um atentado bombista à casa de família.

Cinquenta anos depois, a história oficial só nos fala da rede bombista de direita, só nos narra histórias em que os trabalhadores se revoltaram contra os patrões capitalistas e só nos faz crer que, por seremos livres, temos uma dívida para com militares que traíram e envergonharam a farda. Mas, na verdade, somos livres apesar deles e graças aos que combateram os seus desmandos.

Os piores ‘orientaram-se’: Corvacho e Rosa Coutinho montaram um chorudo negócio de import/export com Angola, cobrando ao MPLA pelos serviços prestados. 
Já o esbirro que ainda hoje se vangloria de ter detido o meu Pai, de seu nome Boaventura Ferreira, acabaria condecorado por Marcelo com a Ordem da Liberdade
Esse ‘herói’ entrou no gabinete do meu Pai para o prender sem mandado de captura e com capangas armados até aos dentes. Encontrou-o a trabalhar, pois recusara-se a fugir mesmo sabendo que a canalha o ia prender.

Os empresários do antigo regime que fugiram, e viram as suas grandes empresas nacionalizadas, refizeram os negócios à custa de indemnizações compensatórias e de novos privilégios corporativos, enquanto o meu Pai e tantos outros tiveram de resgatar as suas empresas intervencionadas ou sabotadas por comunistas e pela soldadesca a soldo. Não beneficiaram de apoios e foram esmagados pela falta de crédito, dada a má vontade e incompetência dos bancários da banca nacionalizada, que depois se converteram ao capitalismo e se transformaram em banqueiros de sucesso.

Ao nosso Pai nem sequer lhe pediram desculpa pelo cativeiro, pelo dano físico e moral, pelo insulto, pelo impacto na família, pela destruição patrimonial. Os trabalhadores, que o acolheram com foguetes no dia em que regressou, mantiveram o seu emprego, mas a empresa nunca recuperou a pujança do passado. E o meu Pai nunca mais voltou a ser o mesmo: perdeu a saúde e o otimismo mas uniu-nos a todos, de dentes cerrados, até ao fim.

Agora, o Tomás faz-lhe justiça, com sobriedade e sem comiseração. Na apresentação do livro revi muitos dos antigos trabalhadores, que encontro quando vou a São João da Madeira ou à nossa quinta em Milheirós, ali ao lado. 
Para eles, serei sempre, e com orgulho, ‘o filho do senhor Ruy’. 
Os netos e bisnetos do meu Pai, que não o conheceram, e os que lerem o livro perceberão por que razão será sempre o nosso querido herói. 
Cinquenta anos depois, quando tudo parece esquecido neste país anestesiado pelos supostos brandos costumes, é importante que haja pessoas como o Tomás para tratar da amnésia
CULTURA
(Mensagem - Fernando Pessoa)

AC

 
AC

CAMINHADA   NOTURNA

O VENDAVAL FEZ ENCURTAR A CAMINHADA, QUE RAIO DE VENTO, VÁ PARA O DIABO QUE O CARREGUE.


AC

E  ENTÃO
Que o Irão não possa ter acesso a um programa de enriquecimento nuclear com a mínima hipótese de vir a ser convertido para finalidades militares é algo indiscutível. 
Já acho mais estranho que ninguém se interrogue sobre as 90 ogivas nucleares que Israel possui. 
Não são um perigo? (Francisco Seixas da Costa)

- Plenamente de acordo. Irão adquirir capacidade nuclear militar NÃO.

- Qualquer ogiva nuclear é um perigo para a humanidade.

- Tenho as maiores dúvidas que Israel tenha 90 ogivas; que tem ogivas nucleares há muito parece certo; agora dizer que são 90, ou SÓ 90, parece-me imprudente; pessoalmente admito que sejam bem mais e não devem estar escondidas num só local. 

- Este senhor embaixador jubilado e ex-secretário de Estado de governos socialistas podia ter acrescentado por exemplo, 
- que Bibi e os ortodoxos com maior influência em Israel não são gente/ flor que se cheire (é a minha opinião),
- que Israel (que eu saiba) não tem na sua estratégia /política externa/ planos militares ANIQUILAR o Irão, ou Iraque, ou Jordânia, ou Líbano, ou Síria, ou Iémen,
- que Israel está farto de ser continuamente bombardeado por exemplo pelo Hamas, pelo Hesbolath, ou Houtis "proxies" alimentados pelo Irão há décadas,
- contrariamente, o Irão tem como objectivo confessado riscar Israel do mapa, coisa que faz toda a diferença.

AC
13  ABRIL  2026
Dia Internacional do Beijo
> 1743 - Nasce Thomas Jefferson
> 1846 - Inauguração do Teatro Nacional D. Maria II
> 1943 - Salazar promulga a Lei de Nacionalização de Capitais
> 1970 - Um tanque de oxigénio da Apolo XIII explode
> 1995 - Vila Nova de Foz Côa, manifestação contra a construção da barragem 
AC