segunda-feira, 27 de abril de 2026

REALIDADES ou IMAGINAÇÃO ?

De vez em quando noticia-se que a GNR e a PSP fizeram uma mega operação aqui ou acolá e apanharam muitas armas brancas e armas de fogo e munições e armas de caça e granadas e etc. muitos etc. 

De cada vez que isso acontece remete-me para várias coisas como, bandos, criminalidade, candonga, negócios debaixo da mesa e também resquícios do passado.

Desse passado podemos lembrar as FP 25 de Abril, ELP, MDLP, e outros à extrema esquerda e à extrema direita, podemos lembrar o PREC e aqueles que de um lado e de outro hoje fazem por esquecer o que fizeram, o arranjar armamento para arranjar "fundos", depois talvez pensar em assaltar o poder com recurso a violência. 

Pouco/ nenhum recurso a urnas de voto pois os resultados então já obtidos para um e outro lado estavam longe do desejado!

E por isso ainda hoje continuo a imaginar se os esconderijos de armamento enterrado pelos de um extremo e pelos do outro extremo  terão sido passados a quem de confiança ou se algum deles eventualmente ficou na cabeça de quem escondeu porque entretanto morreu sem passar testemunho.

Continuo a imaginar quanto locais em Portugal Continental, ou nos Açores e Madeira continuam a ter armas lá enterradas. Enterradas por seguidores e fanáticos de todos os tipos, de uma ponta a outra.

E quantos sacos com armas foram por exemplo deitados ao Tejo designadamente junto dos pilares da ponte 25 de Abril, para assim salvar um pouco a pele a certos personagens? 

Pois, é só imaginação, nada disto se passou. Imaginação!

Os assaltos, as mortes infligidas, os atentados a sedes de partidos nada disso ocorreu. Nem a ninguém passou pele cabeça o assalto ao poder, ou entreter-se a andar a dar tiros a portões e casas, e etc.

Imaginação fértil, NÉ ?

Bom dia.
Bom início de semana.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida
Boa sorte

AC

CULTURA

. . . . .
Às vezes parece música
vai-se a ouvir : é o M.

Às vezes parece o M
vai-se a ver : é o mar.

(Manuel Alegre, "Letras")
. . . . . 

AC 
NÃO SEGUI A CERIMÓNIA. 
JÁ LI O DISCURSO DO PR, ACABO AGORA DE LER O DE AGUIAR-BRANCO

Sublinhados meus a AZUL, comentários a VERMELHO
AC

Discurso do Presidente da Assembleia da República na
Sessão Solene Comemorativa do 52.º Aniversário do 25 de Abril de 1974 

​Palácio S.Bento, 25ABR2026


​Senhor Presidente da República,
Senhor Primeiro‑Ministro e demais Membros do Governo,
Senhoras e Senhores Presidentes dos Tribunais Superiores,
Senhor Presidente Marcelo Rebelo de Sousa,
Senhora Presidente Assunção Esteves,
Senhora Dra. Manuela Ramalho Eanes,
Autoridades Civis, Militares e Religiosas,
Senhoras e Senhores Embaixadores,
Caros Capitães de Abril,
Ilustres Convidadas e Convidados,
Senhoras e Senhores Deputados,
Portuguesas e Portugueses,

Estamos quase a encerrar um ciclo de celebrações. Meio século do 25 de abril, do 25 de novembro e da Constituição.
50 anos de democracia, que têm sido assinalados nesta Casa.

E não só nesta Casa. Nas redes sociais, na televisão, na rádio e mesmo à mesa das refeições, os portugueses discutiram as efemérides históricas com uma estranha atualidade.

O que assistimos nestes meses não foi só um debate sobre passado.
Foi, também, uma reflexão sobre o presente e o futuro da nossa democracia. E isso é, a todos os títulos, extraordinário.

Mais revisão constitucional, menos revisão constitucional. Mais palavras inflamadas, menos palavras inflamadas, a verdade é que, 50 anos depois, a esmagadora maioria dos portugueses quer este regime, gosta do regime. Mas isso não significa que ache que tudo está bem!

Se analisarmos os números da participação eleitoral e os estudos de opinião, até conseguimos concluir que a maioria dos portugueses gosta de política. Aparentemente, só não gosta, ou desconfia dos políticos.

Dito assim, pode parecer estranho! Mas deixem-me aproveitar, já que estamos a terminar estas celebrações para dizer estas coisas inconvenientes e pouco populares.

Há um discurso fácil, contra a política e contra o sistema, que pode pendurar-se na desconfiança e fazê-la crescer.

Senhoras e Senhores Deputados,

É altura de admitirmos a possibilidade do problema português não ser a Constituição, o capitalismo, o regime, as instituições ou funcionamento da democracia.
O problema pode estar também em nós. Os políticos.


A começar por esta ideia… de que há eleitos e eleitores. Governantes e governados. Gente que manda e gente que é mandada.

Esta ideia, tão propagada e generalizada em discursos mais populistas (ou populares), de que há uma casta. Às vezes chamada de elite.
E que nós, aqui hoje sentados, somos essa casta ou elite.

Nada de novo. A ideia atravessou diferentes séculos, diferentes contextos políticos, países e ideologias. Mas aqui está, bem viva.

E materializa-se naquela malfadada expressão que, num momento ou noutro, todos aqui já utilizámos: o país real.

Sim. Todos nós já cometemos o pecadilho de assumir que lá fora existe um país real, com portugueses verdadeiros e cá dentro temos um país “oficial” com portugueses de outra estirpe, casta ou elite.

Hoje está mais na moda dizer que vivemos numa bolha. Mas o princípio é o mesmo.
Com a franqueza de quem já utilizou, várias vezes, a expressão “país real”, permitam-me que faça de advogado do diabo:

Sim. De facto, temos políticos que dedicaram a vida inteira ao serviço público.
Temos ministros que passaram a deputados. Deputados que passaram a ministros. Às vezes, com uma paragem como gestores públicos.
Sim. De facto, cinquenta anos depois, já temos os filhos dos políticos a fazer política.
Sim. De facto, temos políticos cada vez mais profissionais.

E um regime de incompatibilidades que obriga à profissionalização dos políticos.

Sim. De facto, temos cada vez mais políticos que começaram nas juventudes partidárias e continuaram a carreira sem nunca, diz-se, conhecer o dito “país real”.

Sim. De facto, temos cada vez mais dificuldades em atrair talento para a política.
Não quero com isto provocar ninguém em particular, mas todos em geral.

Quero lembrar que estes factos, ou padrões, correspondem à definição exata de casta. E de bolha.
Quero apenas lembrar que os portugueses podem ter mesmo razão para sentir desconfiança.
Ou que, pelo menos, devemos admitir essa possibilidade.


Nos últimos anos, para combater os problemas reputacionais da política, fomos repetindo chavões:

É preciso combater os conflitos de interesses;
É preciso acabar com as portas giratórias;
É preciso exigir transparência;
É preciso acabar com a pouca-vergonha das mordomias dos políticos.

Repetimos os chavões e fomos tomando medidas. Medidas dos políticos contra os próprios políticos são sempre muito populares.

Ou populistas, como hoje se diz!

E, de repente, discutir o aumento da remuneração dos políticos passou a ser um assunto proibido. Um tema de que não falamos, porque não é popular.

Esquecemos um velho princípio democrático, que vem desde os tempos de Péricles: que o serviço público, para atrair os melhores e para ser acessível a todos, ricos e pobres, deve remunerar bem.

Quisemos acabar com as portas giratórias. Porque, imagine-se, era inadmissível que alguém fosse trabalhar para o setor privado depois de ter estado no serviço público!

E, de repente, temos outras portas giratórias. Entre gabinetes e Parlamento. Parlamento e governos. Governos e administração pública. Assessorias e órgãos do estado.

Em Portugal, temos uma alternância quase plena. Nós alternamo-nos a nós próprios!

Quisemos acabar com os conflitos de interesse, e criámos um regime de incompatibilidades que, na prática, impossibilita alguém de tutelar a área que conhece e em que trabalhou toda a vida.

Desconfiamos de empresários a tutelar a Economia, de polícias na Administração Interna, de médicos na pasta da Saúde, de professores na Educação.

Quisemos, e bem, dar condições aos portugueses para desempenharem as funções de deputados com dedicação plena.

Mas, com os anos, passámos a olhar com suspeita quem escolhe trabalhar ao mesmo tempo que é deputado.

É claro que um deputado médico ainda pode dar consultas, claro que um advogado ainda pode advogar e um quadro intermédio de uma empresa ainda pode ir ao escritório.

O estatuto dos deputados permite-o. A lei permite-o. Mas deixou de ser “politicamente correto”.

Como se um deputado, por trabalhar numa empresa ou num setor de atividade, contraísse automaticamente um conflito de interesses.

Pode votar um louvor a um rancho folclórico de Vilar de Perdizes, mas é automaticamente suspeito de tráfico de influências, se participar num debate sobre a área que domina.

Como se o facto de conhecer um setor lhe retirasse autoridade, em vez de a acrescentar.

Quisemos transparência. E fizemos por isso.

Não bastava declarar os rendimentos. Era preciso declarar publicamente se a mulher ou marido é rico, se o primo é pobre, se o enteado é empresário.

Se a casa tem elevador, quantas casas de banho, se tem empréstimo, se o empréstimo é com taxa fixa, se é bonificado.

​Se o filho anda no colégio, se é o sogro que paga o colégio, se vai ao hospital privado ou ao público e, indo ao hospital, que tipo de pulseira lhe dão.

Tornámos, tantas vezes, a vida política num reality show. E fomos aceitando a ideia de que os políticos estão sempre a esconder qualquer coisa.

Senhoras e Senhores Deputados,

Os políticos que defenderam e advogaram a presunção de inocência para os cidadãos do dito país real, são os mesmos que defendem e advogam a presunção de culpabilidade para todos os políticos.

Somos culpados até prova em contrário.

O resultado de tudo isto não é uma política mais aberta à sociedade. É o entrincheiramento da política.

A política fechada sobre si mesma. A política, a conversar consigo mesma.
Os remédios populistas não abrem a política. Fecham-na.
Os remédios populistas não popularizam a política. Fazem-na mais elitista.

Conhecerão, certamente, a frase de Groucho Marx. Que não queria pertencer a um clube que aceitasse como membros pessoas como ele.

O nosso trabalho, Senhoras e Senhores Deputados, é alargar o clube da política. Alargar tanto, que deixe de ser um clube. Para reforço da qualidade da nossa democracia!

Temos a responsabilidade de trazer para esta sala, e outras de representação democrática, mais pessoas talentosas, competentes e motivadas para servir o país.

Pessoas de áreas diferentes. Com experiências, percursos e origens diferentes. Porque a nossa democracia sempre foi interclassista!

O que me leva a uma história final.

Há dias, fui contactado por um grupo de professoras da Escola Secundária das Palmeiras, na Covilhã.
Queriam obter, da Assembleia da República, um reconhecimento à aluna Lua Afonso. E explicavam, no seu texto, as razões do pedido.
A Lua Afonso tem 18 anos. É uma aluna brilhante, com 20 valores a todas as disciplinas e exames nacionais.
É também pianista e atleta de competição. Integra a Seleção Nacional de Skyrunning e venceu o Concurso Nacional de Leitura.
Além de tudo isto, estará, no próximo verão, nos Estados Unidos, a representar a Europa na final mundial da International Space Design Competition, uma iniciativa da NASA.

A Lua Afonso não pôde estar nesta Sessão Solene. Está em Ponte de Sor, num projeto da Agência Espacial Portuguesa.
Mas escreveu-me, a falar de tudo isto. Do seu percurso, desde a serra da Estrela à descoberta do Espaço.

Do valor que dá à liberdade, ao trabalho e à responsabilidade. E do desejo que tem, de contribuir para a participação pública dos jovens.

Acredito que o 25 de abril, a data maior da nossa democracia, não deve perder-se em debates sobre o passado. Em balanços e comparações, juízos e opiniões.

O 25 de abril é presente e futuro. Cumpre-se, quando jovens como a Lua Afonso, que terá um futuro e uma carreira brilhante pela frente, encontram espaço para participar na política.

Porque o serviço público não pode dispensar os melhores.
Talvez este deva ser o foco da nossa sessão de hoje.
Ou, pelo menos, devemos admitir essa possibilidade.
Disse.

E acrescento Eu, viva o 25 de Abril, viva Portugal
27  ABRIL  2026
Dia Mundial do Design Gráfico
> 1791 - Nasce Samuel Morse
> 1911 - Um piloto francês pilotou um avião a 50 metros acima das  águas perto da Torre de Belém
> 1990 - Hospital de Santa Maria, Lisboa, realizado o primeiro transplante de medula óssea em Portugal
> 1994 - Nelson Mandela torna-se presidente da África do Sul
> 2003 - Jorge Sampaio nas Selvagens
> 2006 - Lisboa, Chiado, Livraria Bertrand distinguida com o World Guiness Record para livraria mais antiga do mundo em funcionamento
AC

domingo, 26 de abril de 2026

GOSTEI  DESTE  DISCURSO.
NÃO O VI EM DIRECTO, LI-O AGORA, DOMINGO, NO SÍTIO DA PRESIDÊNCIA.

Sublinho a azul o que pessoalmente considero mais importante. Os meus comentários a vermelho.

António Cabral (AC)


Intervenção do Presidente da República na Sessão Solene Comemorativa do 52.º aniversário do 25 de Abril de 1974
25 de abril de 2026

A Liberdade é tão natural como a nossa vida.
A Democracia, a Justiça Social, a Igualdade são valores que fazem parte da nossa identidade coletiva
.

São os elos que dão coesão à nossa sociedade, como se fossem uma segunda Terra Mãe, o nosso chão comum.

O ponto de partida, o 25 de Abril de 1974, é de valor inquestionável.
Reúne um apoio esmagador, intergeracional e, de tão virtuoso, que o assumimos como natural.
Tão natural como o ar que respiramos.

É o caso desta sessão solene.
O que ouvimos hoje nesta Assembleia, é Abril.

Todas e todos podem manifestar as suas opiniões devido à liberdade de pensamento e de expressão conquistadas em Abril.

Todos podem escolher livremente os seus representantes na Assembleia da República, como sucedeu há exatamente 50 anos com as primeiras eleições Legislativas.

Somos iguais e livres, no pensar, agir, criar, no ser e no amar.
Esta é a liberdade que o 25 de Abril nos deu.


Cito José Gil, quando diz que “o discurso que pretende fundar a igualdade refere-se a um acontecimento universal, o nascimento”, com o princípio de que ‘todos os homens nascem livres e iguais’.

Ou, nas palavras de Eugénio de Andrade, poeta e voz de uma geração que nunca desistiu da liberdade: “Não nascemos para ser servos. Nascemos para ser cidadãos”.
De certa forma, o 25 de Abril, em termos coletivos, foi isso: um nascimento, o “dia inicial inteiro e limpo” de Sophia.
Onde todos nos sentimos livres e iguais. Infelizmente há imensos portugueses que não estão assim. Não é culpa de Abril, é culpa de donos disto e daquilo, de demagogia e mentira e de vários terem (e continuam a servir-se dos cargos para que foram eleitos e nomeados em vez de servirem a comunidade, a sociedade portuguesa

Na história portuguesa não há muitos momentos assim.

Por isso, nunca é demais a evocação e o agradecimento aos Capitães de Abril, a quem dirijo hoje uma saudação emocionada e um reconhecimento que nunca poderá ser suficiente: deram-nos mais do que o fim da ditadura. Deram-nos a liberdade de sermos nós próprios, de escolhermos o nosso caminho.

Senhor Presidente,
Senhoras e Senhores Deputados,

Isaiah Berlin lembrava-nos que a liberdade tem pelo menos duas dimensões: a liberdade “de” – a ausência de coerção – e a liberdade “para” – a capacidade de cada um realizar o seu potencial.
John Stuart Mill ensinava que “sobre si mesmo, sobre o seu próprio corpo e mente, o indivíduo é soberano”. E Hannah Arendt via na liberdade não apenas uma condição individual, mas uma prática coletiva: a capacidade de agir em conjunto no espaço público.

A liberdade é, assim, mais do que um conceito abstrato.
É a possibilidade concreta de escolher, de falar, de criar, de discordar – sem medo.
É a dignidade de cada pessoa reconhecida e protegida.


Numa democracia, a liberdade não é um acessório: é o seu fundamento. Sem liberdade de expressão, não há debate; sem liberdade de imprensa, não há escrutínio; sem liberdade de associação, não há participação.
E, na vida de cada pessoa, a liberdade traduz-se em oportunidades reais: estudar, trabalhar, amar, pensar, acreditar ou não acreditar, sonhar e construir.


Mas a liberdade não vive isolada. Está profundamente ligada à paz.
Num tempo em que assistimos, com inquietação, a guerras que devastam países e destroem vidas, compreendemos melhor esta ligação.

A liberdade é também inseparável da cultura.
Uma sociedade livre é uma sociedade que cria. A cultura floresce onde há liberdade de pensamento e de expressão. Sem liberdade, a cultura empobrece; com liberdade, ela torna-se um espaço de encontro, de diversidade e de imaginação.

A liberdade é igualmente condição indispensável para o progresso científico. Onde não há liberdade académica, o conhecimento estagna e a inovação esmorece. Sociedades livres são aquelas que permitem aos seus investigadores pensar sem medo, errar, testar e descobrir, e é assim que se constrói o futuro de um país.

Vivemos também numa era em que algoritmos e sistemas de inteligência artificial influenciam cada vez mais as nossas escolhas. A liberdade, neste contexto, exige transparência, responsabilidade e escrutínio democrático sobre estas tecnologias. Não podemos aceitar que decisões com impacto na vida das pessoas sejam opacas ou incompreensíveis. A liberdade implica garantir que a tecnologia serve o ser humano – e não o contrário.

A liberdade também exige responsabilidade e instituições íntegras. Não há verdadeira liberdade sem transparência no exercício dos cargos públicos. Os cidadãos têm o direito de saber como são tomadas as decisões que afetam as suas vidas.

A transparência nos donativos políticos é essencial
para garantir uma democracia saudável e justa. Quando o financiamento é claro e acessível, os cidadãos conseguem compreender quem apoia quem e com que interesses.
Tornar públicos os donativos não é uma questão administrativa, é um compromisso com a ética e respeito pelos portugueses.
Porque onde há opacidade, cresce a suspeita; onde há clareza, fortalece-se a legitimidade.

A liberdade exige justiça a tempo e horas.
Quando os processos e os julgamentos se arrastam indefinidamente, a confiança dos cidadãos é corroída e a própria liberdade fica comprometida.

O combate à corrupção é outra prioridade inadiável.
A corrupção distorce a vontade democrática, desvia recursos que pertencem a todos e mina os alicerces do Estado de direito.
Combater a corrupção é defender a igualdade, a justiça e, em última análise, a liberdade.

E não podemos esquecer: a liberdade é inseparável da dignidade material das pessoas. A pobreza limita escolhas, condiciona oportunidades e, muitas vezes, silencia vozes. Quem vive na precariedade extrema não é plenamente livre para decidir o seu caminho. Combater a pobreza, reduzir desigualdades e garantir condições de vida dignas não são apenas objetivos sociais – são exigências fundamentais de uma sociedade verdadeiramente livre.

Livre e justa. E confesso, mais uma vez, a este propósito: que tenho muita dificuldade, tenho mesmo muita dificuldade, em compreender que mulheres ganhem menos do que os homens no desempenho da mesma atividade, pelo facto de serem mulheres.

Senhor Presidente,
Senhoras e Senhores Deputados,

Dirijo-me agora, em particular, aos jovens portugueses.
Sei que vários dos desafios que enfrentam são duros.

É verdade que é a geração com mais instrumentos, mais conhecimento (???) e mais conexões do que qualquer outra na história deste país.

No entanto, o presente está a hipotecar o futuro dos mais jovens.

Não é justo, não é aceitável que continuemos a tratar as alterações climáticas como um problema de amanhã. Com as intempéries que atingiram várias regiões de Portugal, recebemos o alerta de que o amanhã já chegou.

O clima não espera pelo calendário político, pela conveniência egoísta de algumas gerações ou pelos interesses de alguns sectores económicos.

E os jovens de hoje são os que melhor compreendem esta urgência e os que estão mais capacitados para a enfrentar.

Todos nós temos a obrigação de deixar um legado de qualidade de vida aos nossos filhos e o Estado tem a obrigação de corresponder ao desejo das novas gerações de combater o desafio das alterações climáticas.

Também não podemos esquecer ou deixar no silêncio outros fenómenos que surgem com maior incidência nas gerações mais novas, como é o caso da saúde mental.

Um sofrimento de silêncios
: nas estatísticas, nas salas de aula, no emprego, nas famílias.
O sofrimento de uma geração que está a crescer nas incertezas de uma pandemia, do clima, das guerras ou do trabalho precário.

Os governos não podem desprezar novas valências no Serviço Nacional de Saúde e é imperativo reforçar a formação e o investimento na saúde mental.

A liberdade de hoje, em particular dos mais jovens, é também a liberdade de ter uma habitação digna, sem a qual o projeto de vida das novas gerações fica suspenso.

Temos hoje jovens que trabalham e aos 30 anos ainda vivem na casa dos pais por impossibilidade de adquirirem ou arredarem uma habitação. Isto não é apenas um problema de mercado. É um direito que o Estado tem de salvaguardar (CRP Art. 65º ). É uma exigência de liberdade.

Temos hoje jovens licenciados, com mestrados e doutoramentos, cujas competências são valorizadas no mundo inteiro e em Portugal ganham salários que não chegam para terem uma vida minimamente confortável.

Quando o talento não é recompensado em Portugal, não é só uma injustiça económica, é uma perda irreparável para o país.

Nenhum país se constrói assim.
E nenhum Presidente pode aceitar isso em silêncio. Eu não o aceito.

Tudo devemos fazer para que os jovens encontrem em Portugal o lugar onde querem construir as suas vidas.

Se Portugal deu novos mundos ao mundo, hoje temos a obrigação de dar novos mundos aos portugueses – aqui em Portugal.

Caros jovens,

Eu não venho pedir-vos que amem o 25 de Abril.
Não tenho esse direito.
Ninguém ama por decreto ou procuração aquilo que não viveu.

Quero apenas dizer-vos de um modo simples:
Quando deixaste de ser obrigado a combater, ir para a guerra – foi Abril.

Quando conduzes um carro e não precisaste de autorização do teu marido ou da família – foi Abril.

Quando és mulher e viajas sem ter de pedir autorização ao teu companheiro – foi Abril.

Quando optas por uma carreira de magistrada ou diplomata e és mulher – foi Abril.

Quando a tua mãe e o teu pai foram à urgência e não lhes pediram que pagasse antes de ser tratada – foi Abril.

Quando a tua liberdade apela a propor, participar ou assinar uma petição – foi Abril.

Quando leste ou partilhaste uma notícia crítica do poder e ninguém bateu à tua porta – foi Abril.

Quando votaste, ou decidiste não votar, sem medo de represálias – foi Abril.

Abril está nos gestos. Faz parte da tua vida, porque tens liberdade.

Mas há uma coisa que a minha geração aprendeu: a liberdade não desaparece de uma só vez.

Desaparece aos poucos.
Primeiro é uma lei que parece razoável.
Depois uma instituição que se esvazia por dentro.
Depois uma voz que deixa de se ouvir.
Depois outra.


O perigo para a democracia raramente chega como nos filmes.
É mais frequente afirmar-se com argumentos que parecem inofensivos e, nos dias de hoje, também com algoritmos.

Sei que muitos de vós desconfiam da política.
Percebo as razões.

Sim, a democracia tem falhas, às vezes desilude. Mas ainda é o único lugar onde a nossa voz conta de verdade.
Fora dela não há mais justiça nem mais liberdade.
Há silêncio, há medo e imposição.

E se queremos uma política melhor, não é afastando-nos da política que a mudamos – é participando, tendo coragem para a transformar por dentro. ( mas os partidos políticos pouco permitem )

Por isso, o meu apelo: estejam atentos.

Quando virem um direito fundamental a ser anulado, denunciem alto o que viram.

Quando a intolerância esmaga a cidadania, espalhem o alerta – porque rapidamente a noite se apodera do dia.

Quando ouvirem a palavra liberdade a ser usada para a restringir – defendam-na.

Quando sentirem que o insulto substitui o diálogo – continuem a dialogar.

Quando sentirem que a vossa voz não conta, não se calem – falem mais alto.

Abril não precisa de guardiões solenes.(nem donos disto e daquilo)
Precisa de cidadãos atentos, livres e com capacidade crítica.

Senhor Presidente,
Senhoras e Senhores Deputados,

A liberdade sente-se quando podem falar sem medo – quando os nossos jovens podem falar sem medo – mas perde-se quando o silêncio se instala por conveniência ou indiferença.

A liberdade vive quando participam – mas enfraquece quando se afastam.

A liberdade constrói-se quando escolhem – mas desaparece quando outros passam a escolher por vós.

Está nas vossas mãos defendê-la nos gestos concretos do dia a dia: quando recusam a desinformação e procuram a verdade; quando enfrentam o discurso de ódio com coragem; quando participam na vida democrática, votando, debatendo, exigindo; quando não aceitam a corrupção como inevitável; quando lutam por igualdade de oportunidades – para vós e para os outros.

Não sejam espectadores da democracia. Sejam protagonistas. Não se resignem. Não se calem. Não desistam.

Cada geração tem o seu teste. Este é o vosso: garantir que a liberdade não enfraquece, não recua, não se perde.

Cuidar da liberdade é exercê-la com coragem. É defendê-la com determinação. É transmiti-la inteira – e mais forte – à geração seguinte.

A liberdade que hoje vivem foi conquistada com coragem, sacrifício e, em muitos casos, com vidas interrompidas. Não a tratem como garantida. Não a aceitem como algo que “sempre existiu” e, por isso, sempre existirá. A história ensina-nos o contrário – e o presente, em tantas partes do mundo, confirma-o todos os dias.

Hoje, quando vemos a democracia ser testada dentro e fora das nossas fronteiras, não podemos hesitar: ou a defendemos com coragem, ou arriscamo-nos a perdê-la em silêncio.

Senhor Presidente da Assembleia da República,
Senhoras e Senhores Deputados,

Tenho 64 anos. Tinha 12 quando o 25 de Abril aconteceu.
Não o compreendi nesse dia. Fui compreendendo ao longo da minha vida – nas utopias onde me envolvi, nos direitos que conquistei, nas batalhas que ganhei e que perdi, nas pessoas que vi sofrer quando as promessas de Abril não chegaram a tempo.

Sou Presidente porque esse dia existiu.
Exercerei os meus poderes e tudo farei de forma que valha a pena ter acontecido.
É tudo isso o que vos posso prometer. E é tudo o que Abril pede.
Muito obrigado.

E acrescento Eu - Viva o 25 de Abril, viva Portugal

 "RAIOS PARTAM A VIDA E QUEM LÁ ANDE!" 

(Álvaro de Campos) 

AC


PORTOS.  COMÉRCIO  MUNDIAL.

A União Europeia cai no ridículo cada vez mais.

Já repararam quanto tempo (aparentemente) levou a descobrir que vários portos na Europa já são propriedade ou pelo menos são controlados por não Europeus, e nomeadamente chineses?

Tenham um bom Domingo.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida. Boa sorte.

AC

Neste artigo de opinião Clara Ferreira Alves aborda a guerra EUA/ Irão/ Israel e interroga-se quanto a várias questões e nomeadamente quanto ao designado Ocidente.
 

Creio pertinente esta ponderação de Clara Ferreira Alves, que vai muito para lá do que é o crápula e fdp conhecido por Trump.
AC
26  ABRIL  2026
Dia Mundial da Propriedade Intelectual
> 1500 - Brasil, celebrada a primeira missa no litoral da Bahia 
> 1607 - John Smith chega a Cabo Henry e estabelece o colonato Jamestown
> 1854 - Faleceu Honório Barreto
> 1916 - Paris, Mário de Sá-Carneiro suicida-se
> 1928 - Oliveira Salazar aceita ser ministro das Finanças
> 1937 - Guernica é bombardeada pela força aérea alemã
> 1965 - Rio de Janeiro, inaugurada a TV Globo
> 1974 - Américo Tomás e Marcelo Caetano ficam na Madeira
> 1975 - Resultados eleições, PS-116, PPD-81, PCP-30, CDS-16
> 1986 - Ucrânia, explosão no reactor em Chernobyl
> 1994 - África do Sul, eleições presidenciais vencidas por Nelson Mandela, ficando F.W. Klerk como vice-presidente
> 2009 - Nuno Álvares Pereira canonizado pelo Papa Bento XVI
AC

sábado, 25 de abril de 2026

E  ELE  VIROU-LHE  as  COSTAS"
Já não chegava Ventura e quejandos, temos afinal mais . . . . . 
como hei-de dizer . . . . . . mais . . . . . 

Lembrei-me de Miguel Sousa Tavares que um dia chamou "palhaço" creio que a Cavaco Silva.

Olhando à AR começo a convencer-me que por ali crescem palhaços, mas de péssima qualidade, pois não conseguem fazer sorrir seja quem for. Sobretudo nos extremos.
Mas nos centros começam a germinar!
Patéticos.
AC

OS  DEPUTADOS

Um dos valores essenciais que o 25 de Abril de 1974 nos trouxe foi o valor da Liberdade. A Liberdade!

Liberdade em diferentes aspectos da sociedade, na nossa vida colectiva e familiar.

Designadamente liberdade de opinião, liberdade de expressão.

Mas Liberdade não é sinónimo de má educação, falta de educação, arrogância, pesporrência, ordinarice!

Isto dito repito o que aqui escrevo há muito tempo: respeito, SEMPRE, a opinião de outrem.

Depois, concordo ou discordo, e se me apetecer comento.

Pelo que li há pouco muito a correr, houve um deputado do PS que virou as costas ao Presidente da Assembleia da República quando este discursava na cerimónia desta manhã em S. Bento.


Não li ainda nada sobre esse discurso.

Uma coisa já eu tinha há tempos como certa: PS e Chega têm sido aliados em muitas coisas, em muitas votações. Legitimamente, claro. 

Fico agora com uma certeza: as posturas abjectas de vários deputados do Chega (HOJE LEVARAM CRAVOS VERDES!) na AR já contagiaram claramente deputados PS

Neste caso que depois irei tentar perceber, contagiaram uma das pérolas rosa, Delgado Alves, que fala como uma metralhadora, e que agora mostrou o seu lado boçal. Arrogante e pesporrente já me parecia há muito. Creio que se confirma.

AC 

25 de ABRIL - LIBERDADE

AC

 O MEU DIA 25 de ABRIL

Este ano não estive de tarde na avenida da Liberdade onde muitas vezes fui e fotografei. 

A manhã foi em família.

O almoço, com amigos, meteu muitos grelhados de peixe. Óptimos.

À tarde fui ter com o meu filho mais novo e mulher e pimpolhos.

Fomos a Setúbal ver o navio da nossa Marinha que estava aberto a visitas. Estava uma multidão para ver o NRP Setúbal.

Aparentemente, o número de visitas ultrapassou as 1500 pessoas. 

À nossa conta SEIS.

Agora chegado a casa irei entreter-me a ler e depois, mais logo, mas mais provável amanhã, tentar perceber os discursos de hoje.

AC 

ORA  BEM . . . . 
Governo vai garantir isenção de impostos nas indemnizações às vítimas de abusos na Igreja Católica.

Ora bem, aqui está uma medida de aplaudir.
Até comprova que ninguém faz tudo bem ou faz tudo mal.

Neste caso, deste governo, uma coisa bem feita!

AC

REPUBLICO 


LONGUS  MANUS . . . 

Tratou ELE de tentar apanhar senão todos os editados pelo menos a esmagadora maioria. Não teve sorte completa, muita gente tinha já o livrinho. Além de "soft" "copy".

Há muita gente que tem esta pérola do socialismo democrático, nos últimos tempos muito anunciado como social-democracia.

Isto que se está a passar no presente que antecede a 2ª volta das presidenciais marcada para 8 de Fevereiro faz recordar-me os meses e poucos anos seguintes ao 25 de Abril de 1974.

Depois do 25 de Abril de 1974 quase só existiam várias agremiações de extrema esquerda, mais esquerda ortodoxa, mais esquerda moderada, esquerdas, e uns quantos cidadãos que se atreviam a dizer que eram moderados. 

Ninguém arriscava dizer-se de direita decente e moderada, pois eram logo  obviamente carimbados de fascistas e nazis. E os que, encolhidos, se confessavam moderados e de centro eram obviamente neo-fascistas. 

Agora, alguns, contêm a muito custo o impulso primário de chamar fascista a quem, 

- sempre se pautou por decência e ponderação, e que vive feliz no nosso regime, 

- ao longo da vida profissional imensas vezes chamou à colação diversas normas constitucionais perante o estúpido desprezo de uns parvalhões e espanto de outros parvalhões, 

- há anos se não conforma com inações e indecências do PSD e PS, que podiam e deviam servir a sociedade, e foram eles que deixaram muita coisa chegar onde infelizmente estamos, 

- sempre votou (todas as eleições) ao centro (nesses dois) e apenas salvo erro duas vezes protestou BRANCO, 

- se preocupa com o estado da nossa sociedade,

é apelidado de atrasado mental por ter dúvidas em votar em Seguro ou protestar BRANCO.  Ventura não, já o escrevi antes. 

Pois estes sapientes e doutores de trazer por casa, talvez devessem ser menos arrogantes e mais prudentes na avaliação que fazem sobre os seus concidadãos. 

E talvez seja mais do que tempo para meterem na cabecinha que todos temos cabeça e imensos por ela pensam. E que ser democrata também acarreta divergência, questionar, ponderar, pensar pela própria cabeça, e detestar que se lhe diga que tem de pensar e agir como outrem acha que deve pensar e agir.

Estou farto da superioridade moral destas criaturas benzocas e betinhas conluíadas com certos jornalismos e jornalixo e komentariado fofinho esquerdalho caviar, como fartíssimo estou de Ventura e quejandos. 

AC
25 de ABRIL 1974

O 25 de ABRIL cumpre-se, disse um dia Salgueiro Maia.
Os festivaleiros do regime podre estão-se borrifando para a pureza de Salgueiro Maia.

Haja cravos, haja muitos Falcon para passear os senhores, haja fundos Europeus de que se desviam uns quantos Euros para comprar os carrões e as casas ou as propriedades no Alentejo ou no Minho.

Haja muita demagogia, mentira e corrupção, mas festa!
25 de Abril SEMPRE, mas acabem com a malandragem.
António Cabral

25 ABRIL 1974 - MUSEU

Não sei a data e/ ou momento em que nasceu a ideia de construir um Museu que registasse para memória futura esta inesquecível data que mudou a história de Portugal, que mudou para bem melhor a sociedade portuguesa.

Do que tenho lido, e não sei nem me interessa saber de quem partiu a ideia, parece ter havido uma pré decisão de localizar o futuro Museu no Terreiro do Paço e concretamente nas instalações que estão actualmente ocupadas pelo ministério da administração interna (MAI).

Por razões eventualmente pertinentes, o governo terá manifestado a impossibilidade de retirar o MAI das actuais instalações, pelo que não haverá ali Museu.

Pessoalmente não se me colocam os pelos eriçados por esta decisão recente do governo.

Mas já fico irritadíssimo com outras coisas.

Um governo (este, como os anteriores de esquerda, pródigos em coisas similares) que esbanja dinheiro para a Ucrânia, que esbanja dinheiro para apoios diversos mais que discutíveis em países diversos como recentemente noticiado pelo sr Rangel, NÃO TEM DINHEIRO PARA MANDAR CONSTRUIR UM MUSEU DO 25 DE ABRIL?

NÃO TEM DINHEIRO PARA ADAPTAR ADEQUADAMENTE UM QUALQUER PALÁCIO OU EDIFÍCIO DO ESTADO MAIS OU MENOS AO ABANDONO COMO ESTÃO QUASE TODOS?

CAMBADA DE MALANDROS, ESTES E OS ANTERIORES IDOLATRADOS PELA ESQUERDA MAS QUE TAMBÉM NADA FIZERAM.

A propósito, é recordar as acções de Soares (PM e depois PR) e sucessores para com os militares.

António Cabral (AC)

AC

PASSARAM  52 ANOS

Salgueiro Maia (á esquerda na fotografia) sempre preferiu cumprir Abril, e não grandes festas, que se cumprisse o que na Revolução dos Cravos se prometeu aos portugueses.

Muito se cumpriu.
Muito se melhorou.
Hoje, andam todos calçados.
Hoje há acesso à instrução.
Hoje à mais acesso aos cuidados de saúde.
Hoje há mais cuidado com as crianças e com os idosos.
Hoje não temos colónias.
ETC.

Mas hoje, também, cada vez mais se assiste à festa pela festa, aos discursos gongóricos, aplaudidos pelos do costume.

E saltam os donos de tudo e mais alguma coisa.
E saltam os saudosistas patéticos. Insuportáveis.

Mas hoje, também, se assiste ao aumento de desigualdades, ao crescimento dos sentados à mesa do Orçamento do Estado, ao crescimento da mentira, ao destroçar da cultura e tradições portuguesas.

Hoje está a haver demasiada festa enquanto, na realidade terrena, na realidade da economia, na realidade das famílias, crescem os problemas e Portugal, teoricamente integrado num pelotão desenvolvido, ocupa um dos últimos lugares. Muitos dos países da esfera Soviética nos ultrapassaram já.

Mas Tavares, Montenegro, Pedrinho, Carneiro, Leitão, Raimundo, Mortágua, Costa, André, Real, Seguro, Aguiar, Brilhante e tantos andam eufóricos e contentes, cada um à sua maneira.
Mas muitos problemas continuam a agravar-se.

Não é culpa do 25 de Abril
É culpa dos muitos que e se servem dos cargos para que foram eleitos em vez de servirem a sociedade

Bom dia.
Tenham um bom feriado.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Boa sorte.
AC

"E as saudades que nasciam da presença,

os corpos que um ao outro se davam,

o amor em que a cura se chama doença,

dividindo tudo o que para si desejavam"

(Nuno Júdice)

AC