AC
Chapéus há muitos
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
Em jeito de nota prévia, convém começar por fazer uma singela declaração de interesses: não conheço o Sr. Ministro da educação de parte alguma e não sou militante de qualquer partido político!
Neste contexto, coloco-me ao nível de qualquer cidadão nacional que assiste há décadas à degradação constante e progressiva do nosso sistema de ensino e ao queixume, sem tréguas, dos sindicatos dos professores sobre as condições salariais da classe e sobre a sua desqualificação permanente.
Em Abril de 2024 o novo Governo da AD faz de Fernando Alexandre Ministro da Educação e, contrariamente àquilo que era habitual neste sector, o Ministro da pasta assume a empreitada e põe mãos à obra.
Ainda se lembram do slogan glosado até à náusea pelo inefável Secretário-Geral da Fenprof, Mário Nogueira, e seus seguidores de serviço, que perseguiam qualquer Ministro da Educação por onde quer que passasse? “6 anos, 6 meses e 23 dias”, sendo que no dia seguinte aumentava, inexoravelmente, mais um dia! E andámos nisto anos a fio, muitos meses e muitos dias, demasiados, acrescentaria eu!
Pois é, veio um Ministro com uma ideia para a educação, com um propósito e metas bem definidas e, de uma assentada, deu aos professores aquilo que lhes era devido por direito, acabando com uma injustiça de muitos anos para mais de 84000 professores!
A verdade é que o Ministro da Educação, pouco tempo depois de empossado no cargo, resolveu um problema que as palavras doces, redondas e politicamente correctas do Governo PS de António Costa, não conseguiu resolver durante os seus nove anos e um mês de vigência, apesar de ter contado com o suporte generoso e amaciado dos outros partidos da Geringonça, leia-se PCP e Bloco de esquerda, e com a surpreendente quietude reivindicativa da Fenprof, o que levaria ao aparecimento do STOP, por manifesta falta de comparência de Mário Nogueira e dos seus rapazes na arena sindical, totalmente disciplinados e manietados pelas orientações de silêncio do PCP.
Mas Fernando Alexandre não só não ficou por aqui, como desenvolveu um intenso programa de medidas, que passamos a sumariar:
- Entrada de mais de 10 mil novos professores na escola pública desde o início do seu mandato.
- Dois concursos extraordinários, colocando mais de 3 000 docentes em zonas críticas (Grande Lisboa, Setúbal, Alentejo, Algarve).
- Criação de um apoio à deslocação, que varia entre os 150 e os 450 euros mensais, reivindicado há anos pelos sindicatos e nunca concedido pelos governos da geringonça, e que actualmente já beneficia mais de 6700 professores, procurando atraí-los para zonas mais carenciadas.
- Reforma orgânica e administrativa profunda do Ministério da Educação, nunca antes realizada, nem sequer tentada, com os seguintes impactos:
• Redução para menos de metade dos recursos humanos afectos ao Ministério, permitindo devolver às escolas cerca de 1000 professores;
• Diminuição de 16 para 6 Direções-Gerais (só para Recursos humanos havia 3 Direções gerais, era uma festa!), reduzindo em cerca de 40% os cargos dirigentes.
Acresce que esta profunda reforma foi igualmente acompanhada pela digitalização integral dos processos; pela criação de um sistema centralizado de dados sobre professores e alunos e pela gestão integrada de recursos humanos, que será acompanhada pela OCDE, o que é inédito.
- Revisão das Aprendizagens Essenciais, em consulta pública, para:
o reforçar pensamento crítico e capacidade de questionar,
o integrar competências digitais e pensamento computacional,
o preparar alunos para a inteligência artificial e abundância de informação.
- Reforço do estudo de autores da CPLP nos ensinos básico e secundário.
Sendo certo que as medidas acima enunciadas não esgotam a intensa actividade desenvolvida por Fernando Alexandre, temos por último o tema candente do momento: o famoso sistema de avaliação dos exames nacionais com digitalização prévia das provas realizadas.
Este sistema, constituindo um passo intermédio até a uma digitalização total do processo, anunciava as seguintes vantagens essenciais:
• Maior transparência no processo, permitindo aos alunos e encarregados de educação terem acesso à própria prova de cada aluno, com as cotações consideradas, algo totalmente inacessível no anterior sistema;
• Atribuição a cada professor/classificador de itens específicos da prova, permitindo maior facilidade, rapidez e padronização do processo avaliativo, com vantagens para todas as partes;
• Evitar a responsabilização indevida dos professores ao transportarem e guardarem nas suas próprias casas exames nacionais, incorrendo em responsabilidades de cuja dimensão nunca tiveram verdadeira noção;
• Uma maior celeridade no processo de correção e de eventuais recursos.
Em suma, um conjunto vasto e valorativo de vantagens que qualquer ser humano, minimamente sensato, validaria sem hesitações!
Todavia, e porque na vida nada é perfeito nem tão pouco oferecido, seria suposto que este sistema tivesse as suas versões beta mais testadas e que o processo fosse rodado num número inferior de exames e de impacto menor na população estudantil!
A verdade é que, sabemos agora, esta fase de hard-tests não foi devidamente valorizada pelos serviços do Ministério e, ao que parece, terão apanhado o Ministro de surpresa já com a máquina em andamento e sem possibilidades de recuo!
Por excesso de confiança na equipa do Ministério, por falta de escrutínio mais selectivo nos pontos críticos do processo, ou por mera crença na bondade das soluções trazidas à mesa de despacho, vimos um Ministro a braços com um problema de difícil solução, compensando com um ranger de dentes e um arregaçar de mangas, aquilo que a razão decisória das fases prévias não conseguiu acautelar.
Todavia, ainda o Ministro esboçava as primeiras medidas paliativas para remediar a situação, e já se ouvia o ruidoso e lancinante afiar das facas e das adagas nos salões do poder de Sindicatos; Partidos da oposição, onde não se excluiu o Chega - a sofrer de tonturas, desorientação e cefaleias ideológicas de difícil recuperação -, à mistura com as redações de televisões, rádios e jornais famintas de sangue, onde abundam, salvo honrosas excepções, um rol de comentadores e jornalistas que há muito abandonaram as regras deontológicas do jornalismo, trocando-o por mero activismo político-partidário!
A avidez e a fome eram insaciáveis e a presa prometia um laudo banquete mediático, garantindo o sacrifício em praça pública do melhor Ministro do Governo da AD, ao mesmo tempo que seria possível mostrar serviço aos donos do poder do Largo do Rato, da Gomes Freire e de outras paragens politicamente correctas.
Em suma, entre os dias 14 e 17 de Julho, período de adiamento de saída das classificações, foi um fartote, em que as apostas na queda do Ministro atingiram valores absolutamente estratosféricos.
Para fechar com chave de ouro este julgamento sumário, em que a sentença já estava previamente escrita desde o dia 14, o Parlamento chamaria o Ministro para o pretérito dia 17, basicamente para o defenestrar e erguê-lo de pernas para o ar, e poder mostrá-lo ao povo nas varandas dos Passos perdidos, anunciando a sua culpa sem direito a redenção.
No meio de toda esta algazarra político-mediática, ainda conseguimos assistir com muita ternura e caridade cristã, às lágrimas de crocodilo dos sindicatos, em particular da Fenprof, sobre as terríveis consequências dos atrasos ocorridos, reclamando de imediato a demissão do Ministro.
A este propósito importa indagar a mesma Fenprof sobre os atrasos e os transtornos causados às famílias, nos seguintes anos:
-Junho de 2013: greve aos exames em que cerca de 23 mil alunos não conseguiram realizar o exame nacional de Português, tendo sido chamados a fazer provas a 2 de Julho.
-Junho de 2018: mais uma greve às avaliações. Dos cerca de 160 mil alunos que realizavam exames do 11.º e do 12.º anos, cerca de 36 700 foram às provas sem conhecer as classificações internas.
Pois é, nessa altura também havia alunos, famílias, vidas e compromissos assumidos!
-Em 2023, mais uma vez, nove estruturas sindicais voltaram a anunciar greves às avaliações finais de provas e exames.
É curioso que nessa altura a Fenprof e outras estruturas sindicais não manifestaram qualquer preocupação com os dramas que resultavam destes adiamentos para as famílias e alunos, sendo que estes últimos iam à segunda fase sem saber os resultados da primeira!
Em suma, tudo foi preparado para executarem politicamente o Ministro Fernando Alexandre no cadafalso, onde seria enforcado por sentença prévia e sem direito a defesa, por carrascos provenientes de sindicatos e partidos políticos da oposição, que vão da extrema-esquerda à direita radical!
Para azar dos carrascos de serviço, o Ministro terminaria a sessão de debate na Assembleia da República do passado dia 17 com o anúncio à comunicação social de que, afinal, as provas estavam integralmente corrigidas e que caberia agora às escolas publicarem as ditas!
Consta entretanto que, impedidos de executarem o Ministro no cadafalso que ficou vazio à espera de melhor oportunidade ou de substituto de igual importância, os carrascos do regime têm vindo a reclamar dia após dia que, afinal, ainda há erros nas correções, ainda há umas centenas de falhas em mais de 290 000 exames realizados e que, imagine-se, é motivo para se voltar a repensar na retoma do auto de fé interrompido, em virtude da heresia do Ministro em propor o pagamento das correções por quantias alegadamente indignas, quando nos tempos de António Costa, do PS e da Geringonça eram, orgulhosamente, zero, e não foram objecto de qualquer contestação!
Convenhamos, qualquer coisa está muito mal na política portuguesa, para termos atingido um estado de tão grande insanidade como aquele que estamos a viver!
É voz corrente que o País está mal e que é preciso realizar grandes mudanças, mas assim que alguém tem a coragem e se atreve a propor e a levar à prática qualquer empreendimento neste sentido, aqui-D´el-Rei que se acaba o mundo e a paz dos nossos dias!
Valha-nos a proximidade das férias, da praia, do sol e de alguma folia que sempre sobeja nos nossos arraiais, para que possamos recuperar algum equilíbrio mental e suplemento de alma!"
29 de Julho de 2026
António Ribeiro
Repetindo-me
12 ANOS
Este modesto blogue completou 12 anos no passado 11 de Dezembro de 2025.
Dizem por aí que a blogosfera está moribunda, que o que interessa é Instagram, Facebook, Twitter, etc.
Como tudo na vida, qualquer das redes sociais terá coisas interessantes e outras más.
Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem. Depois, concordo ou discordo, e se me apetecer comento.
Tenho a maior das dúvidas sobre a morte anunciada da blogosfera.
P O R Q U Ê ?
Porquê um blogue, perguntava-me um dos meus bons amigos.

Escrevo para mim, é a minha única rede social.
Falo comigo, também pela escrita, aqui, e nos meus papéis e cadernos e agendas e livros.
Escrevo para mim, mais tarde, releio o que escrevi.
Foi o início do meu blogue.
domingo, 2 de agosto de 2026
CAMINHADAS
A caminhada matinal foi razoável, 4,7 Km. Vento, e aparecimento crescente de algas. Ao chegar à Praia Verde percebe-se perfeitamente o porquê do nome. E ainda está longe do tapete que no final de Agosto o areal costuma evidenciar.
A tarde foi uma porcaria, isso mesmo. Começou o céu a ficar nublado, ventoso, a água a continuar fria. Que maçadas, não é?
Não, não me esqueço dos milhares/ milhões que não têm quase nada. Mas, a temperatura da água, as algas, a escassez de lamejinhas/ cadelinhas (os habituais apanhadores desses bivalves bem se queixam) são exemplos da alteração do mundo em que vivemos.
A caminhada da tarde foi, portanto escassa, 0,9 Km!
Agora de pois de um magnífico jantar foram 3,8 Km.
AC
FRUTAS
Ao passar os olhos pelas gordas via NET percebi que houve uma reunião urgente em Tomar entre um antigo árbitro e agora tido por muito importante e actuais árbitros do futebolês. Percebi que afinal são do melhor "que há" e não nada do que apareceu por aí em gravações colhidas à sucapa.
Naturalmente, o que foi dito há uns anos nunca poderia ser usado em tribunal pois colhido às escondidas. Mas, que aconteceu aconteceu, não foi IA.
É como nos casos em julgamentos em que fulano e beltrano saem ilibados. Significa que não ficou provado do que eram acusados, embora isso não signifique que não cometeram de facto aquilo de que eram acusados.
A minha dúvida pois a noticia não o refere é, se além do que os árbitros reclamavam e foi aceite pelo tido como mais importante, a sempre premente questão da fruta foi debatida.
Com casca ou já descascada e arranjada como estas da fotografia.
AC
ORABAMOSLÁVER
Um bom amigo confidenciou-me que Portugal está basicamente como o penso higiénico - num sítio maravilhoso para se estar, mas com períodos complicados!Por exemplo, talvez à conta de vários períodos complicados, dizem por aí nos me(r)dia que andam vários personagens muito preocupados.
Estando de férias, areal no Sotavento Algarvio, quase que ligo ainda menos a TV e jornais e revistas.
Pois o seu antecessor na PJ, nomeado pelo governo Sócrates, referiu as cumplicidades de Luís Neves na gestão superior da PJ, além de que foi um dos braços direitos de Almeida Rodrigues e nomeadamente diretor da Unidade Nacional Contra Terrorismo (UNCT), com comissões de serviço "sucessivamente renovadas".
Almeida Rodrigues deixou claro que Luís Neves integrou a equipa diretiva da Polícia Judiciária, que participou na gestão global da instituição, e sempre demonstrou um total alinhamento com as decisões tomadas, sem registo de qualquer discordância.
sábado, 1 de agosto de 2026
TODAS as NOITES
Todas as noites ando nos passadiços.Às vezes ando mesmo muitos km, à noite nunca menos de 2 Km.
Desde que para esta zona venho (desde 2012) alturas houve que as caminhadas noturnas foram mesmo longas. O recorde está em quase 14 km.
Esta noite, por razões diversas, a caminhada noturna foi curta - apenas 2, 7 Km.
AC
ENERGÚMENOS
Abundam os energúmenos de várias espécies.
Abundam carros riscados, paredes e muros riscados, caixas e postes eléctricos riscados, etc.
Esta manhã no caminho para a praia, perto do início do passadiço, dei com isto.
Uma caixa de distribuição elétrica com riscos vários, e alguém se encarregou de colar por cima uma "mensagem".
AC
REPUBLICANDO
Quarta-feira, 20 de abril de 2016
O Presidente da República visitou a Marinha.
Aliás, na mesma senda em que atira “ao vento que passa” - "o moral nas Forças Armadas (FA) é excelente". Fantástico.
Ele sabe bem, como outros, que a maioria dos cidadãos não quer saber deste importante pilar do Estado.
De mansinho, e para grande satisfação, imagino eu, por parte do Exército, vai aparecendo quem comece com cautela a falar no desaparecido Serviço Militar Obrigatório (SMO).
AC
Só para recordar o que um homem sério e decente disse um dia, e que o maior vigarista que tivemos até agora e que suplantou o execrável professor, fingiu nunca ter ouvido.
AC










