domingo, 24 de maio de 2026

RECORDAÇÕES

Ao andar a vasculhar nos meus arquivos dei com várias fotografias saídas nos OCS ao longo dos anos.

AC
CURIOSIDADES  DO  MEU  PORTUGAL
Uma coisa a que acho imensa piada é observar certa gente dentro dos partidos e particularmente no PSD e no PS.

E em ambos (como nos outros partidos) existem alguns que se esganiçam tanto ao ponto de se esquecerem que, no seu partido, existiu  e existe e ás vezes até pior, muito daquilo que apontam/ acusam aos/ nos outros.

Regressado das minhas tarefas em casa alheia, concretamente manhas de electricista, fiz um "zapping" nos meus arquivos por notícias escaldantes. TANTAS ARQUIVADAS! 

Por exemplo sobre a banca nacional.

Gente curiosa, do meu ponto de vista naturalmente.

Por exemplo, em coisas mais antigas, uns quantos a lembrar que o PS nunca teve bancos.
O que vale é que a minha memória ainda é boa, e ainda vou mantendo alguns bons arquivos.

Mas é claro que, admito, muito pacato cidadão já se tenha esquecido da rapaziada formada em Macau (em décadas, e diziam na altura que vinha de lá muita pataca!!!), do "assalto" ao BCP e à CGD, dos romances à volta da Lusomundo, do BES-PT, da TVI, do BPN (banco quase todo PSD) banco este em que, se bem recordo, uns trutas nacionalizaram perdas e deixaram o tutano que passou a Galileu.

Ora se a acusação de que o BPN era ninho de gentinha ligada ao PSD tinha base sólida, a verdade é que as decisões posteriores já não foram só PSD, ou estou enganado?

Além disso, e recordar o Montepio, com nebulosidades e mamões nunca esclarecido? 
E também nunca percebi porque não se foi às massas dos que lucraram à grande com o BPN.

É tudo um bocado estranho não é, ou sou eu que estou "tan-tan?

Certo é que ao longo dos anos os milhões (com ou sem liberalidades) evaporaram-se por todo o lado, BPN, EFISA, BES/ BESA/ Banco Mau/ Banco Bom/ Novo Banco, Lone Star, Montepio, CGD (o madeirense continua a rir).

Depois têm passado anos a dizer-se - ah é malta ligada ao PSD. . . .  ah é malta ligada ao PS, . . . . ah é malta . . . . . processos, processos, processos, poucas decisões judiciais, lesados . . . . . etc. . . . mas certos bolsos sempre bem recheados, e continuam incólumes!

Valha-me a família, os livros, as caminhadas, a aldeia, a fotografia e os amigos.

Bom Domingo.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida. Boa sorte.
António Cabral (AC)

 N. Sra Rainha da Palestina - Igreja Alcochete

Achei curioso ter visto esta imagem na Igreja de Alcochete. Padroeira do Patriarcado Latino de Jerusalém (Palestina, Jordânia, Chipre, Israel)

AC

REPUBLICANDO

(comentário actual a vermelho)

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018


O  GRANDE  DIÁCONO  LOUÇÃ
O ex-líder do BE diz que o governo devia estar "muito mais atento" ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Com aquele seu arzinho do costume, o diácono Louçã vai dando as suas prédicas e arenga que o governo tem de agir, intervir no SNS.
Ah, e que tem de haver avanços significativos. 
Não disse se a actriz Catarina se zangará se não for feita a sua vontade, mas imagina-se.

Numa coisa concordo com o diácono, faltam recursos, humanos, materiais, financeiros e, provavelmente, muita coisa no plano da gestão.

O pequenino ministro da saúde (agora mandatado por Seguro para fazer um pacto para a saúde), tornou-se um grande político no pior sentido. Não deve é saber dançar.

Abertura de concursos e outras coisas.........encanando sempre a perna à rã..........................................
Esta coisa da saúde tem muito que se lhe diga.
No âmbito privado, naturalmente que existe uma componente de negócio.
Mas existem outras componentes, muitas outras.

Imaginam por varinha mágica num mês eliminar todas as contribuições dos diferentes sub-sistemas de saúde? 
Aumentariam os preços na privada, e daí, quantos funcionários públicos deixariam de poder ir à privada? 
Consequente "atafulhanço" nas estruturas públicas de saúde? Maior caos?

Imaginam por varinha mágica, vários hospitais privados fecharem?
Ponderação subsequente dos "numerus clausus" em cursos de medicina?
Imaginem tudo o que quiserem.

Uma coisa é certa, a criação do SNS foi uma belíssima ideia. 
(SNS assentou durante "N" anos no que havia em 24 ABRIL 1974, hospitais, centros de saúde, médicos, enfermeiros, assistentes operacionais)

O que se passou a seguir tem culpados, que são os deputados todos até hoje, e os políticos todos, que trataram e continuam a tratar de tudo tipo navegação à vista de costa, para tratarem da vidinha. 

O SNS é um dos vários molhos de brócolos da nossa sociedade, a que se juntam todos os subsistemas de saúde. Alguns estão já na falência.
Ninguém quer olhar com seriedade para os vários problemas da saúde. E não é capitalismo versus comunismo.

Vai ser um dos estoiros da nossa sociedade.
AC 
PELO  CAMPO

AC
FERRAMENTAS  ANTIGAS

AC
24  MAIO  2026
DIA EUROPEU DOS PARQUES NATURAIS
> 1337 - Suposta data do início da Guerra dos Cem Anos
> 1473 - Faleceu Nicolau Copérnico
> 1898 - Nasce Ferreira de Castro
> 1941 - Nasce Bob Dylan
> 1970 - Concerto do Modern Jazz Quartet
AC

sábado, 23 de maio de 2026

A PROPÓSITO de NACIONALIDADE 

A minha muito idosa e muito fragilizada mãe (nasceu a 8 JUL 1925, continua com excelente cabeça e memória) conversava outro dia comigo sobre a nacionalidade e conexos, nomeadamente a data da fundação da nossa nacionalidade.

Grande ignorante que sou a respeito de quase tudo eu disse-lhe que para mim 1143 continuava a ser a data da fundação da nacionalidade.

A minha mãe avançou dizendo que em 1940 celebraram 8 séculos de história. Ela referia-se à exposição do mundo português.

Repetindo-me, grande ignorante que sou tenho a ideia que Afonso Henriques usava o título de rei desde 1140, atitude que o rei castelhano veio a reconhecer mais tarde também na presença do representante do Papa. 
Aquilo que muitos dizem ser o tratado de Zamora, mas eu sabia de fonte segura/ amiga que não houve tratado nenhum, foi uma conferência.
E portanto eu e a mãe andámos com a fundação à baila em pingue-pongue entre 1140 e 1143.

Encerrámos o assunto dizendo eu à mãe - espera aí, vou maçar um amigo e conceituado historiador e havemos de deslindar isto.

Deixo aqui a resposta dele.

António não és nada ignorante. 
Pelo contrário, colocas até uma questão muito interessante, sobre as origens de Portugal. Vou tentar responder dando a minha interpretação de forma sintética, mas tocando alguns dos pontos que focas.

As referências a acontecimentos que são muitas vezes apresentados como "actos fundadores da Nacionalidade" (Batalha de São Mamede em 1128, Batalha de Ourique em 1139 , Conferência de Zamora em 1143, bula papal Manifestis Probatum em 1179...) são sem dúvida relevantes. 

Já houve até quem chamasse a 24 de Junho de 1128 "A Primeira Tarde Portuguesa", referindo-se à vitória de Afonso Henriques sobre a mãe e o "partido" galego dos Trava na batalha de São Mamede. Mas a questão é, quanto a mim, mais complexa.

De facto, não há um dia da "inauguração de Portugal". 

Há um processo longo que passa por vários factos e por várias datas. Se o "corte" político com a Galiza foi em 1128 e Afonso Henriques passou a governar o Condado Portucalense, só em 1139-1140 começou a intitular-se rei, no seguimento da vitória em Ourique. 

A partir desta data temos, portanto, um auto-intitulado rei de Portugal, mas que só seria reconhecido como tal em 1143 pelo rei de Leão Afonso VII (o Condado era parte do reino leonês), e o Papa, autoridade religiosa, espiritual e diplomática suprema da cristandade ocidental, só reconheceria o título de rei a Afonso Henriques em 1179.

Mas, mesmo assim, o território português ainda não estava definido, pois a Reconquista portuguesa só terminaria em 1249, com a conquista das últimas praças algarvias, no reinado de Afonso III. 

Além de que a fixação da fronteira com Castela apenas seria estabelecida em 1297, no tratado de Alcanizes, sendo rei D. Dinis. Foi também com este monarca que o Português substituiu o Latim como língua "oficial" da Chancelaria régia, por volta de 1295-96.

Enfim, podemos considerar que a partir de 1139-1140 há um reino de Portugal como entidade política independente, mas que está e estará ainda muito tempo em construção. 

A questão da nacionalidade é ainda mais complexa, pois enquanto sentimento relativamente generalizado de pertença a uma comunidade própria, distinta de todas as outras, a sua estabilização será ainda mais prolongada no tempo. 
Terá, no final da Idade Média, um ponto alto com a chamada crise ou revolução de 1383-1385, quando se recusa a integração em Castela e se "refunda" o reino com a nova dinastia de Avis.

A tua Mãe tem toda a razão, pois 1940 foi oficialmente considerado "Ano dos Centenários". 

A Grande Exposição do Mundo Português pretendia celebrar 800 anos de "fundação da nacionalidade" e 300 anos de Restauração da Independência. 

Num mundo em plena II Guerra Mundial, a exposição organizada pelo governo celebrava um "Mundo Português" antigo de oito séculos, em paz e capaz de grandes realizações. 
A História foi mobilizada para essa operação de que os contemporâneos ainda hoje têm memória. 

E, apesar dos seus quase 101 anos, a tua Mãe tem, sem dúvida, uma grande memória.

Espero ter respondido à questão que colocavas e peço desculpa pela extensão deste email. 
Mas o problema é mais complexo e multifacetado do que o de uma simples e única data. 
E teremos ocasião de voltar a isto, em amena conversa Monsantina.


António Cabral (AC)

 

AC

T. de CONTAS. VISTO PRÉVIO. CORRUPÇÃO 

Até hoje tem existido aviso prévio.

O que tem acontecido quanto a corrupção ? Muita!

Parece pretenderem acabar com o visto prévio.

E mal que pergunte, e quanto ao reforço substancial de muitos meios humanos e tecnológicos para o MP mas mais ainda para o Tribunal de Contas para este fazer fiscalizações à posteriori À SÉRIA ?

Fiscalizações duras, à SÉRIA e depois MP em cima deles e depois julgamentos e sentenças rápidas . . . . . . 

Hum . . . . . .

O que irá acontecer quanto à corrupção?

. . . . . . . . . . . POIS !

Olha, recordei-me desta piadola!

AC

POIS  É!

Nas Ilhas Canárias não há . . . . . Canários !

Acontece o mesmo nas Ilhas Virgens. . . . . . 

Também não há Canários !


AC

 PERSPECTIVAS

Uns olham para o barco, ficam com ar preocupado, asseguram que o momento é um pouco difícil mas que as decisões tomadas e as planeadas assegurarão boa recuperação.


Já sem água exclamam - vêem, estamos no bom caminho


Querem basicamente fazer de nós uns tontos - parvos, que não percebamos que sem um conserto profundo nunca irá flutuar, navegar.

É isto, não passamos disto.

Bom dia
Tenham um bom Sábado.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida. Boa sorte.

AC

"Ó sino da minha aldeia,

Dolente na tarde calma,

Cada tua badalada

Soa dentro da minha alma" 

(Fernando Pessoa)


Este pedaço da poesia Pessoana faz recordar-me a Torre de Lucano ou do Relógio na minha aldeia favorita (Monsanto)


AC
FLORES  DA  ALDEIA
AC 
LIDO  no  SAPO
(meus comentários no final)

O Chega levou ao Parlamento uma proposta para desclassificar dados sobre FP-25. Livre e BE alargaram a conversa à violência da extrema-direita, com o PCP, PAN e JPP a acompanharem as iniciativas.

PS e PSD, durante o plenário de quarta-feira, 20 de maio, concordaram na ideia de que não se pode desclassificar os documentos relativos às Forças Populares 25 de Abril (FP-25) e à rede bombista de extrema-direita. O tema foi levado ao Parlamento pelo Chega, com uma iniciativa que recomendava a desclassificação de “todos os registos, documentos, dossiers e arquivos dos serviços de informações relativos à organização terrorista de extrema-esquerda FP-25”. No entanto, o debate foi alargado – com um projeto de lei do BE e com um projeto de resolução do Livre – a movimentos de extrema-direita, como o Exército de Libertação de Portugal (ELP), Movimento Maria da Fonte e Movimento Democrático de Libertação de Portugal (MDLP).

Em desacordo com a desclassificação destes documentos, o deputado socialista Pedro Delgado Alves, depois de atribuir ao debate um intuito "provocatório" por parte do Chega, assinalou um dever que todas as bancadas devem ter "perante todas as vítimas da violência política, da extrema-esquerda, da extrema-direita, de onde quer que ela venha, dos seus familiares e de todos aqueles que investigaram os crimes cometidos em vários momentos, e que foram, todos eles, objeto de repúdio e de condenação", de não instrumentalizar este debate "para abrir guerras culturais e para dividir aquilo que a democracia portuguesa teve a sabedoria de ser capaz de construir".

"A pergunta que devemos fazer é: 50 anos é tempo suficiente para não recearmos abrir os documentos?", perguntou, de forma retórica, o deputado do PS, respondendo: "Não sei. E na dúvida, perante as intenções declaradas de querer abrir uma guerra cultural, perante o momento de radicalização e de extremismo e de vontade de voltar a cavalgar estes temas, eu acho que não devemos fazer este exercício de viajar no tempo para fazer mal agora, em 2026, o que fizemos bem em 76, nos anos 80, nos anos 90. E, portanto, a razão, a primeira, pelas quais não acompanhamos os projetos é esta mesma: eles não são úteis à democracia em 2026. Mas mais do que isto, elas também oferecem problemas jurídicos", concluiu.

Com a justificação de que esta "desclassificação é muito mais complexa, muito mais grave e exige muito maior atenção que a própria classificação", o deputado do PSD António Rodrigues lançou dúvidas sobre a pertinência de se fazer este debate agora sugerindo que "alguns querem fazer contas com a história porque não estão satisfeitos com aquilo que aconteceu".

"Nós não estamos satisfeitos, mas temos a noção daquilo que aconteceu. Mas aquilo que está em discussão é verdadeiramente uma questão de Estado. Estamos disponíveis para pôr em causa o Estado naquilo que é mais sagrado, naquilo que é o segredo de Estado, naquilo que nós nos importamos no Parlamento, naquilo que é feito por órgãos próprios que foram escolhidos para esta Assembleia, ou queremos tornar isto uma chicana política, uns contra os outros, a reviver a história que está à volta, que está à revista e que está a tratada?", interrogou o deputado social-democrata, vincando que "o que se quer com estas propostas, com estes projetos de resolução ou com este projeto de lei é voltar a criar a confusão e o caos político em Portugal".

A premissa do documento do Chega, apresentado por Diogo Pacheco de Amorim, assenta numa notícia com um ano, do Expresso, que dá conta de que o Serviço de Informações de Segurança (SIS) "está a considerar a desclassificação de centenas de documentos do seu espólio de entre 1985 e 1990, contanto que não seja colocada em causa a Segurança Nacional", explicou o deputado.

De acordo com Pacheco de Amorim, o Chega entende que "não é apenas o período final das FP-25" que "importa conhecer, mas, isso sim, todo o período decorrido entre abril de 1980, data da sua fundação, e 1 de março de 1996, data da aprovação parlamentar da amnistia dos condenados da FP-25".

"Pelo que o acesso a todos os documentos e a todos os factos compreendidos dentro desse espaço de tempo se torna essencial. Quanto à Segurança Nacional, não se vislumbra qualquer interesse superior nesse campo a salvaguardar", afirmou, observando que BE e Livre "estão certos" nas inicitivas que apresentam para "tornar extensivo este pedido a todos os movimentos acusados de utilização de violência desde o 25 de Abril de 1974 até à aprovação da amnistia parlamentar".

Por seu turno, o deputado único do BE, Fabian Figueiredo, alertou para um "silêncio que dura há meio século" em Portugal "sobre quem pôs a bomba que matou o padre Max e a jovem de 19 anos, na Cumieira, sobre quem armou as Forças Populares 25 de Abril. Sobre a contabilidade do terror que, dos anos 70 aos anos 80, fez mais de duas dezenas de mortos, da extrema-direita bombista à extrema-esquerda armada".

Argumentando que "os documentos existem", mas "estão guardados", sem que ninguém possa consultá-los – como aconteceu , observou, com o jornalista Miguel Carvalho, quando escreveu o livro Quando Portugal Ardeu –, Fabian Figueiredo considerou que "as melhores obras sobre estes anos foram escritas por quem teve de procurar a verdade fora dos canais oficiais e há famílias que enterraram os seus sem nunca saberem por ordem de quem".

Tendo em conta que o projeto de lei do BE propõe uma comissão multidisciplinar afeta ao Parlamento para desclassificar os documentos em causa, o deputado bloquista explicou que "este projeto faz uma coisa simples e uma coisa difícil. A simples: cria uma comissão independente que abre tudo, as FP25 e a rede bombista, sem exceção, sem escolher metades. A difícil: pede a esta câmara a coragem que meio século de democracia nos exige, com toda a disponibilidade de melhorar a proposta na especialidade".

Para o líder do Livre Rui Tavares, "ser contra a violência política e que todos os partidos sejam é importante".

Com uma mensagem para o Chega, por só contemplar no projeto de resolução a desclassificação dos documentos relativos às FP-25, Rui Tavares considerou que "querer apenas dirigir os esforços da transparência para um lado é apenas utilizar a condenação da violência política para caricaturar adversários ou para fazer, digamos, gincanas políticas convenientes".

A líder parlamentar do PCP, Paula Santos, confirmou que a bancada comunista está "de acordo com a desclassificação dos documentos, quer quanto ao terrorismo bombista das forças reacionárias contra o 25 de Abril, quer quanto às FP-25", argumentando que "haverá certamente muitas informações que ajudarão a compreender quem é quem e que poderão surpreender os mais incautos, mas também deixará cair a máscara a muitos que compactuaram, direta ou indiretamente, com as ações bombistas e terroristas".

Para a deputada comunista, o Chega, com esta iniciativa de desclassificar os documentos, apresenta-se com o único propósito de "ocultar a ação terrorista bombista entre 1975 e 1977, desencadeada contra o processo de institucionalização do regime democrático".

"Sobre isto, nem uma palavra do Chega, mas já agora, também, nem uma palavra do CDS. O terrorismo bombista das organizações de extrema direita, que não se conformavam com Abril e que ambicionavam o regresso à ditadura, o MDLP, o ELP, o Movimento Maria da Fonte, a FLA [Frente de Libertação dos Açores], a FLAMA [Frente de Libertação do Arquipélago da Madeira], elegeram o PCP como alvo político principal a liquidar", sustentou Paula Santos numa nota dirigida ao líder parlamentar do CDS, Paulo Núncio, que criticara numa intervenção PS e PCP por terem votado favoravelmente a amnistia às FP-25, afirmando que foi algo que "contribuiu para o branqueamento político e moral do terrorismo de extrema-esquerda".

Sobre a rede bombista, Paula Santos lembrou que "estas organizações terroristas foram responsáveis por 566 ações, de entre as quais 310 atentados bombistas, 136 assaltos, 58 incêndios, 36 espancamentos, 16 atentados a tiro, mais de 10 pessoas foram assassinadas".

Comentários:

1º - Segundo se lê por aí PS e PSD estão contra a desclassificação dos documentos. E há certamente muitos documentos, relativos à criminalidade das FP 25 de Abril, relativos aos personagens que integraram esse tumor da democracia, relativos à criminalidade do ELP, MDLP, Maria da Fonte e outros, verdadeiros tumores da democracia.

2º - É legítimo eu ponderar: porquê esta recusa destes dois partidos?

3º - É legítimo concluir que não querem que se venha a saber certas coisas. Certas ligações a personagens do passado desses dois partidos. É por demais evidente que sabem que existem coisas muito incómodas e muito provavelmente desmentiriam muitas narrativas.

4º - Fica para mim claro que não querem que se venha a saber muito do que tragicamente aconteceu, muitos dos apoios que tiveram e que nunca assumiram.

Era bom por exemplo desmascarar as vergonhosas negociações por baixo da mesa que levaram à amnistia concedida aos dirigentes das  FP 25 de Abril.

Era muito importante desmascarar o que a extrema direita fez incluindo a bombista.

E as pouca vergonhas acontecidas nas ilhas?

Há muito para esclarecer, explicar, mas não querem que se saiba. O Chega gostaria que se soubesse apenas sobre  extrema esquerda.

- Não, há muito por explicar, esclarecer, de uma ponta a outra ponta. Existiram bombas, sedes partidárias destruídas, assassinatos, roubo de dinheiro, assaltos, e houve muita cumplicidade e a todos os níveis, institucional, político (todos os quadrantes) militar (aqui então ficava-se a perceber muita coisa) religioso e quase certo com o envolvimento de certas embaixadas em Lisboa.

Não querem trazer a podridão à luz do dia. Não me venham com a treta de que era a revolução. 
Já bem basta o que não está registado, escrito, gravado, como certas fugas para Norte, ou o que veio buscar um célebre "importante", etc.

António Cabral (AC)
23  MAIO  2026
> 1179 - Com a Bula "Manifestis probatum", o Papa Alexandre III reconhece D. Afonso Henriques como rei e Portugal como um reino
> 1535 - Brasil, Vasco Fernandes Coutinho funda Vila Velha e dedica-se à indústria do açúcar
> 1881 - Nasce Sacadura Cabral
> 1911 - Lisboa, criado o Instituto Superior Técnico
> 1915 - Itália declara guerra à Áustria-Hungria
> 1947 - Portugal é campeão mundial de hóquei patins
AC

sexta-feira, 22 de maio de 2026

ÁRVORE


AC

PRR: Plano vai ser 100% executado se "não houver anormalidades"
O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, defendeu hoje, em Lisboa, que o Plano de Recuperação e Resiliência vai ser 100% executado se, até ao final do ano, "não houver anormalidades"
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AC
JÁ  CONSEGUIRAM  ALUGAR?

AC

 TRABALHOS   ESCOLARES

APRESENTADOS EM CIMA DE UM MÓVEL ESPECTACULAR

AC