AC
Chapéus há muitos
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terça-feira, 21 de julho de 2026
ELOQUENTE
Eloquente a falta de desportivismo dos argentinos, de costas viradas para os vencedores do campeonato.BUCÓLICA
de grandes serras paradas
No passado 9 de Julho publiquei aqui um post com o título - E É ISTO, a Tugolândia, em que depois de uns breves comentários reproduzi um texto que um bom amigo me enviou (lido no FB), e que tinha por título - "Confissões de um boy".
O apoio aberto de figuras de direita e centro-direita, com destaque para Cavaco Silva e outros nomes influentes do espectro político tradicional, criou a perceção generalizada de que o novo inquilino de Belém teria de retribuir a gentileza.
Essa retribuição já começou. (como esperado pelos que olham para as coisas com rigor, isenção, sem ideologia e partidarismos)
Ao nomear Graça Freitas, Guilherme d’Oliveira Martins e Nunes Liberato para as chancelarias das ordens honoríficas, Seguro não realizou um acto administrativo banal.
Executou o primeiro grande gesto de pagamento de dívidas políticas, blindando com o selo da República as figuras que representam a continuidade do poder que o sustentou.
Quando três figuras com décadas de poder nas instituições portuguesas se reúnem numa mesma equipa, uma tecnocrata que coordenou o Programa Nacional de Vacinação durante quase trinta anos e liderou a resposta sanitária à COVID-19, um político de carreira que foi ministro da Educação, Finanças e Presidência, presidiu ao Tribunal de Contas e transitou para fundações de peso, e um ex-secretário-geral do PSD que se posicionou em fundações influentes, o que se pode concluir com base nos factos e nas trajetórias documentadas?
A resposta, sem filtros nem narrativas tranquilizadoras, é esta: esta equipa representa a elite permanente portuguesa.
Uma rede experiente na navegação do poder, coesa na defesa do status quo institucional, habituada a portas giratórias entre governo, fiscalização e fundações, e estruturalmente resistente a rupturas reais ou a responsabilização efetiva. (responsabilização, NUNCA)
António José Seguro chegou à Presidência da República com a aura de um renovador, a promessa de um novo ciclo e a esperança de quem pretendia ver o poder político ao serviço da transparência. (pour épater les bourgeois)
A realidade, é uma desilusão devastadora: Seguro não é o motor da mudança, é o fiel depositário do status quo.
Ao nomear Graça Freitas, Guilherme d’Oliveira Martins e Nunes Liberato para as chancelarias das ordens honoríficas, o Presidente da República não realizou um ato administrativo trivial.
Executou uma operação de blindagem institucional.
O que estamos a assistir é a criação de um escudo humano de figuras ligadas ao passado recente, uma elite de poder que se retroalimenta e se protege, ignorando os danos causados por políticas que, em nome de uma segurança sanitária discutível, atropelaram direitos e dignidades.
Graça Freitas: A tecnocrata da saúde e o legado da autoridade sanitária
Maria da Graça Gregório de Freitas foi, durante décadas, a coordenadora do Programa Nacional de Vacinação e presidente da Comissão Técnica de Vacinação. Como Diretora-Geral da Saúde entre 2018 e 2023, tornou-se o rosto da resposta portuguesa à pandemia, com conferências diárias e coordenação do rollout vacinal massivo.
Embora sem filiação partidária formal conhecida, exerceu as suas funções de topo durante governos do Partido Socialista, nomeadamente sob o executivo de António Costa.
A escolha de Graça Freitas, especificamente, é o golpe final na esperança de justiça das milhares de vítimas das reações adversas da vacinação.
Ao condecorar com relevância institucional a ex-diretora-geral da Saúde, Seguro ignora o rasto de perguntas sem resposta, a subnotificação escandalosa dos efeitos secundários e o silêncio cúmplice perante os protocolos de vigilância que falharam. Ele legitima, com a chancela de Belém, uma gestão que a sociedade ainda aguarda ver julgada, não no tribunal da política, mas no tribunal da verdade.(julgamento que não ocorrerá)
A sua trajetória expõe o modelo tecnocrático que concentra poder decisório, alinha-se com orientações internacionais e tende a marginalizar debate plural sobre negocios obscuros da vacinação, imunidade natural, estratificação de risco e efeitos adversos. Os danos colaterais em confiança pública, saúde mental e coesão social permanecem.
Guilherme d’Oliveira Martins: Portas giratórias e nepotismo familiar
Guilherme d’Oliveira Martins acumulou cargos de topo: Secretário de Estado da Administração Educativa, Ministro da Educação, Ministro da Presidência e das Finanças, Presidente do Tribunal de Contas e do Conselho de Prevenção da Corrupção, e depois administrador da Fundação Calouste Gulbenkian e papéis em cultura. Iniciou o percurso político na Juventude Social Democrata (JSD) e no PSD, mas aproximou-se depois do Partido Socialista, tendo sido deputado eleito pelo PS e ministro no XIV Governo Constitucional liderado por António Guterres (PS).
A sua rede familiar ilustra o mecanismo de reprodução de poder:
- Filho: Guilherme Waldemar d’Oliveira Martins — Secretário de Estado das Infraestruturas no XXI Governo Constitucional.
- Cunhada: Margarida Salema d’Oliveira Martins — ex-presidente da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos.
- Cunhado: António Capucho — ex-Ministro da Qualidade de Vida e ex-Presidente da Câmara de Cascais.
- Irmão: Afonso d’Oliveira Martins — Professor de Direito.
- Antepassado: Joaquim Pedro de Oliveira Martins — ministro histórico. (eloquente equipa)
Esta rede atravessa poder executivo, fiscalização de financiamento político, poder local e instituições culturais. Não é apenas portas giratórias institucionais — é também transmissão familiar de influência e proteção.
José Nunes Liberato: Do partido às fundações
José Nunes Liberato foi Secretário-Geral do PSD entre 1992 e 1995, durante o último governo de Cavaco Silva (PSD).
Posteriormente posicionou-se como figura de influência em fundações. O seu percurso reforça o mesmo circuito: poder partidário direto no PSD seguido de influência em espaços não eleitos que decidem recursos e narrativas com impacto público, mas com menor escrutínio.
(creio não estar enganado, foi chefe da casa civil do PR Cavaco Silva)
A equipa conjunta: O que se conclui ?
Uma estrutura que inclui estes três perfis será:
- Altamente coesa operacionalmente, com conhecimento acumulado em saúde, educação, finanças, fiscalização e cultura.
- Orientada para soluções de cima para baixo e tecnocráticas, com baixa tolerância a dissidência ou debate aberto. (arrisco, tolerância ZERO)
- Resistente a autocrítica profunda, porque as carreiras foram construídas dentro do sistema que agora se protege.
- Portadora de risco elevado de conflitos de interesse estruturais e captura institucional.
- Focada em estabilidade e continuidade incremental, não em rutura ou responsabilização real.
Seguro transformou a magistratura de influência num escritório de advocacia para o regime.
Ele protege a casta que negociou contratos opacos, que coagiu a população e que hoje se esconde atrás de burocracias diluentes para não assumir o nexo de causalidade entre as suas decisões e o sofrimento humano.
Ele é o homem que garante que a roda da fortuna política não para, assegurando que, independentemente de quem governa, as mesmas caras, as mesmas ligações e a mesma opacidade continuam a ditar as regras do jogo.
O Presidente abandonou o seu dever de ser o último reduto do cidadão contra o abuso do poder.
Em vez de exigir o apuramento de responsabilidades sobre o crime de coação, sobre a negligência farmacovigilante e sobre a gestão danosa dos dinheiros públicos investidos na solução que se revelou um pesadelo para muitos, ele premiou os seus arquitetos. (não lhe convém . . . ?)
A sua presidência, desta forma, fica marcada pela capitulação moral.
Ao fechar os olhos à realidade das vítimas e ao acolher no seu círculo de confiança quem as ignorou, António José Seguro não está apenas a falhar perante o povo.
Ele está a confirmar que o sistema político português é um círculo fechado, impermeável à justiça e surdo ao grito de quem foi deixado para trás.
António José Seguro, histórico dirigente e antigo secretário-geral do Partido Socialista, ao nomear estas figuras para as chancelarias das ordens honoríficas, reforça o padrão de proteção da elite que atravessou governos do PS e do PSD ao longo de décadas, sem nunca ter visto corrupção… (outro que apesar do paleio nunca notou nada . . . . .)
Quem votou em Seguro à espera de uma rutura encontra agora a consolidação de um regime que se auto-absolve de todas as culpas. Esta é a traição definitiva: usar o selo da República para validar uma elite que, há muito, perdeu o direito à confiança dos governados. (quem votou nele sendo PS, PSD, IL, Chega ou seja do PS incluído para a sua direita está confortável pois tudo se mantém mais ou menos na mesma; para a esquerda do PS estão satisfeitos porque é de esquerda)
A história não perdoa este tipo de silêncios, nem o povo esquece a negligência de quem, tendo o poder de mudar o rumo das coisas, optou por proteger o mecanismo que oprime.
Sob António José Seguro, o regime não se regenerou. Apenas se fechou mais, garantindo que o muro entre o poder e a verdade se torne, cada vez mais, intransponível.
A equipa formada por Graça Freitas, Guilherme d’Oliveira Martins e Nunes Liberato, agora elevada e protegida pela mais alta magistratura da República, não representa renovação.
Representa a continuidade de um sistema que prioriza a blindagem da casta sobre a justiça para os cidadãos.
Os factos estão públicos.
As trajetórias estão documentadas.
As consequências estão e estarão à vista de quem quiser ver.
WHISTLEBLOWER.Pt
segunda-feira, 20 de julho de 2026
16 de julho de 2026
Nos termos da Lei das Ordens Honoríficas Portuguesas, o Presidente da República nomeou os chanceleres das antigas ordens militares, das ordens nacionais e das ordens de mérito civil, respetivamente, o Professor Doutor Guilherme d'Oliveira Martins, o Dr. José Manuel Nunes Liberato e a Dra. Maria da Graça de Freitas.
A posse dos três chanceleres será no dia 20 de julho, pelas 11 horas, no Palácio de Belém.
De acordo com o Artigo 3.º da lei das Ordens Honoríficas Portuguesas elas destinam-se a galardoar ou a distinguir, em vida ou a título póstumo, os cidadãos nacionais que se notabilizem por méritos pessoais, por feitos militares ou cívicos, por actos excepcionais ou por serviços relevantes prestados ao País. Não é coisa pouca.
De acordo com a referida lei o Presidente da República é o Grão-Mestre das Ordens Honoríficas Portuguesas (Artigo 4.º) e superintende na organização, orientação e disciplina das Ordens, sendo coadjuvado pelos Chanceleres (3, já nomeados) e pelos Conselhos das Ordens (Artigo 40º).
Naturalmente, e como estabelece (Artigo 54.º) a já referida lei, aos membros das ordens ou seja todos aqueles a quem são atribuídas e impostas as "caricas" como diz o povo, é exigido defender e prestigiar Portugal em todas as circunstâncias, regular o seu procedimento, público e privado, pelos ditames da virtude e da honra, acatar as determinações e instruções do Conselho da respectiva Ordem, dignificar a sua Ordem por todos os meios e em todas as circunstâncias e nunca prejudicar os interesses de Portugal.
Naturalmente, é da vida, uns quantos a quem foram impostas condecorações tiveram depois comportamentos criticáveis face ao que a lei estabelece.
O Artigo 55.º da dita lei estabelece a Disciplina das Ordens, e define o que se deve fazer face a eventual violação de qualquer dos deveres a que os membros das ordens se obrigam.
domingo, 19 de julho de 2026
POLÍTICA - Últimos 35 Anos - TUGOLÂNDIA
Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem; registo, concordo, discordo, comento se me apetecer, respeito.
Isto para dizer que continuo absolutamente convencido que de 1991 para cá a política nacional se tornou crescentemente miserável, rasca, deplorável. E uma grande maioria dos agentes na política nem de meia tigela são.
O estado a que chegámos não surge do acaso. Os últimos dez anos aí estão para exemplo eloquente. Os últimos meses são esclarecedores.Agora andam atrás de Luís Neves por causa sobretudo de obras nos seus domínios alentejanos; se percebi bem, porque pode haver desconfianças quanto ao relacionamento com o construtor que lhe fez as obras, pois esse senhor teve muitos concursos ganhos para obras na PJ. Há algo esquisito.
A minha presunção é de que, apesar das ordens emitidas de Bruxelas pelo patrão para não haver falatório sobre o assunto, olhos de Carneiro mal morto












