quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

SEGURO . . . . . . ELEITO  PRESIDENTE, 
Oh Costa. . . . . Há Que Engolir Um Sapo
AC
ENERGIA e LINHAS de ALTA TENSÃO
Tenho por hábito ler tudo o que alcanço.
Quanto a jornais e revistas nacionais e internacionais tenho por hábito ir reler bastante mais tarde certos textos. 

No Expresso de 2 de Janeiro passado foi publicada uma entrevista a Rodrigo Costa, há mais de dez anos o presidente executivo da REN (Redes Energéticas Nacionais).
Dona portanto das torres de diferentes tamanhos e alturas que sustentam as linhas de alta tensão de distribuição de energia em Portugal.

Interessou-me, e retive, sobretudo o seguinte:
- uma preocupação quanto aos pedidos pendentes de ligação à rede;

- uma previsão de construção de mais 430 Km de linhas de alta tensão, tendo em 2025 sido construídos 250 Km;

- a REN não tem no presente qualquer dificuldade financeira, nem dificuldades em termos de recursos humanos;

- registam-se grandes obstáculos por parte de autarquias relativamente à implantação de torres;

- é acima da REN, governo e regulador, que são definidas as necessárias contrapartidas às autarquias no âmbito do processo de implantação de torres.

Retive ainda a seguinte verdade de La Palisse: "não podemos querer ter electricidade em alguns locais sem que as linhas passem pela propriedade de alguém.

Bem, mas isso é esquecer o que são muitos portugueses e designadamente muitos dos formalmente chamados responsáveis. Querem bons telemóveis por exemplo, mas que a exploração do lítio seja feita fora da sua autarquia, fora do seu quintal.

É esquecer que muitas vezes o fito dos formalmente chamados responsáveis é agradar, é cativar populações, e garantir assim mais mandatos
Racionalidade, fazer o que deve ser feito, impedir ilegalidades, isso é que não.

Bom dia, tenham uma boa 5ª feira
Saúde e boa sorte

AC

 "TENHO UMA INDIGESTÃO NA ALMA"

"GOSTO DE DIZER. DIREI MELHOR: GOSTO DE PALAVRAR"

" NO BAILE DE MÁSCARAS QUE VIVEMOS, BASTA-NOS A INTUIÇÃO DO TRAJE, QUE NO BAILE É TUDO"

(Fernando Pessoa)


AC

12  FEVEREIRO  2026
> 1502 - Vasco da Gama parte para a Índia pela 2ª vez
> 1809 - Nasce Abraham Lincoln
> 1809 - Nasce Charles Darwin
> 1912 - China, deposta a última dinastia imperial
> 1924 - EUA, Nova Iorque, apresentação pública da "Rhapsody in Blue" de George Gershwin que tocou ao piano
> 1974 - Criada a DECO, Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores
> 1999 - EUA, Bill Clinton livrou-se do "Impeachment"
> 2002 - Faleceu José Travassos
> 2021 - Faleceu Joel Pina
AC

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

NÃO  PASSAMOS  DISTO 
O título é a propósito de António José Seguro, Presidente eleito.

Li há dias num jornal de escassa tiragem, um artigo de opinião de alguém que começava a sua opinião por afirmar - conheço António José Seguro desde os 18 anos

Escreveu - o Tozé era já então um líder. . . . distante do radicalismo ideológico com que hoje, no espaço público, alguns insistem em catalogar o "socialismo " do PS . . . . nunca vi em António José Seguro qualquer cedência de carácter ou desvio de princípios . . . . . não creio que que a sua candidatura à Presidência da República seja um ajuste de contas com o passado ou uma resposta a detractores, próximos ou distantes.

Termina o artigo assim - para quem o conhece, será sempre um grande Presidente.

Como sempre, respeito a opinião de outrem.
Esta última frase foi certamente a mesma que ocorreu a muitos em 2016 relativamente a Marcelo Rebelo de Sousa. 

Pessoalmente, lá mais para trás, escrevi aqui no blogue porque votei nele em 2016. Designadamente porque apreciei o que disse antes da eleição, e voltei a apreciar o discurso de vitória.
Também já aqui no blogue escrevi porque me desgostou bastante basicamente a partir do 4º ano do primeiro mandato.

Voltando ao Presidente eleito: será sempre um grande Presidente?
SERÁ
No fim do "jogo" o prognóstico, como dizia um afamado da bola!

Respeito naturalmente a opinião, o vaticínio, a certeza.

Tenha uma posição diferente.
Não seria mais adequado dizer - tem características e qualidades que o creditam para vir a ser um grande Presidente da República.

Tal como em 2016, antevi que a Presidência ajudaria a melhorar Portugal.

Já escrevi com algum detalhe antes, e não vou perder tempo agora, Marcelo teve coisas muito positivas mas, sinceramente, em concreto, nada contribuiu para melhorar Portugal. 
Estamos exactamente como temos estado. E que a catástrofe mostra o país real, não o país das bolhas, dos Falcon, da Vichyssoise, das selfies patetas, e das vacuidades habituais nos discursos nas datas solenes e nas posses de governos, e na abertura solene de ano disto e daquilo.

Agora, compreensivelmente, Marcelo foi a correr a Coimbra. Compreensivelmente, legitimamente, creio que fez bem.

Mas teria sido bem melhor que no primeiro mandato de Costa não tivesse passado o tempo a pactuar com esse arrogante e a ganhar apoio para continuar em Belém, e pouco diferente disso tivesse sido no segundo mandato. 
Nada exigente, permitiu quase tudo, ganhou o  recorde das dissoluções, abusou e extravasou das competência constitucionais.

Voltando ao Presidente eleito, e a palavras suas: eu também pugno pela esperança.

Evidentemente, que se deseja viver e conviver com dignidade, viver em liberdade e segurança, ter acesso atempado a cuidados de saúde, evidentemente que é trágico tanta desigualdade e tanta pobreza em Portugal.

Mas discordo de si, profundamente, e de Marcelo, quando me falam em país moderno, economia competitiva, etc. 

E de Marcelo quando me vem com a treta do melhor país do mundo.

E de Marcelo discordo profundamente por muito mais coisas e recordo quando veio com a parvoíce de pagar indemnizações a outrem.
Não vai haver dinheiro suficiente para recuperar Portugal, agora, desta catástrofe.

Eu também pugno pela esperança, mas sobretudo pela decência na vida pública.

Eu tenho há décadas a secreta esperança de que no meu Portugal se começar a NÃO MENTIR na Vida Pública.

O senhor Presidente eleito fala por exemplo - uma esperança que aposta no conhecimento, na ciência, na inovação, na cultura, e na identidade que nos une como povo. Uma esperança que pensa nas próximas gerações quando decide no presente.

Pois é, é tudo muito bonito, e vá lá que não invocou a aposta na inteligência artificial.

Eu tenho há décadas a secreta esperança de que além de se deixar de mentir em Portugal, os titulares dos órgãos de soberania, os autarcas, os directores-gerais, os CEO, os directores dos jornais canais de televisão rádios e revistas, os presidentes dos clubes desportivos, os presidentes das associações e das fundações e dos observatórios, as chefias das mais diversas instituições, os empresários, etc. SIRVAM a sociedade, Não se SIRVAM dos LUGARES que temporariamente ocupam.

Eu tenho há décadas a secreta esperança de que os PDM comessem a ser aprovados a tempo e horas e não seja autorizada a construção de edificado sem licença e sem respeitar os PDM e as leis. E se começarem, sejam logo demolidas. 

Eu tenho há décadas a secreta esperança que termine o corrupio e promiscuidade entre banca, reguladores, governos, AR, negócios, escritórios.

Eu tenho há décadas a secreta esperança que diminua a corrupção; mas, sem menos burocracia, sem menos regras e normas e regulamentos e regulamentações, e editais, sem o fim de teias maliciosas, sem salários decentes para funcionalismo público, sem salários decentes para servidores do Estado, e a manter-se a legislação que enforma a justiça (códigos super garantísticos, permissão de poucas vergonhas por parte dos agentes na justiça), a corrupção não  diminuirá, AUMENTARÁ, tipicamente como em qualquer país da América Central ou do Sul.
 
Eu tenho há décadas a secreta esperança que passados 51 anos de democracia, FINALMENTE esteja próximo o dia em que se comece a pensar - que Forças Armadas deve Portugal ter, tendo em conta a dimensão das ZEE, a jurisdição que sobre elas temos, os acordos e tratados e a geografia do país.

Eu tenho há décadas a secreta esperança que se promova DE FACTO o bem-estar e a qualidade de vida do povo e a igualdade REAL entre os portugueses e se promova de FACTO o desenvolvimento harmonioso de todo o território  nacional. 
"Pequenos detalhes" consagrados no Art. 9º da nossa Constituição.

O Presidente eleito afirmou - a coesão nacional constrói-se garantindo igualdade em todo o território.

É verdade, mas face a realidade é um bocado balofo.

Terá consciência que, ao contrário das vacuidades de Marcelo Rebelo de Sousa (o melhor país do mundo) Portugal é muito feito, TAMBÉM, do que se vê por exemplo, 
- em Arruda dos Vinhos, estradas, casas (??), quintais, 
- na ponte da Chamusca e noutras pequenas pontes que têm vindo a colapsar, 
- nas inúmeras aldeias completamente vazias (posso indicar-lhe várias), 
- nas casas construídas sem alicerces e etc. e se desmoronam facilmente, 
- nas casas (??) cujo exterior é tijolo não rebocado quanto mais pintado, 
- no mostrado num canal TV, apontando algo que designaram por casa (em Espinho, onde está a segurança social?), 
- em muitas estradas municipais, e algumas nacionais, 
- nos deslocamentos de terras, 
- em tudo aquilo que o presidente da câmara de Loures queria demolir e o PS se indignou, 
- no edificado junto de arribas, junto de ribeiras,
- na imensidão de edificado em certas zonas, abaixo do nível médio do mar, noutras abaixo do leito normal de rios e ribeiras,
- na fragilidade da sustentação de milhares de postes de madeira espalhados pelo país e que transportam linhas de electricidade, linhas de telecomunicações, ETC.  ETC.  ETC. lista sem fim !

Sim senhor Presidente eleito, obviamente que há que apostar em ciência, inovação, cultura, e pensar nas próximas gerações.

Tudo isso é correcto, mas a realidade é que Portugal é, INFELIZMENTE, um país pobre, com provavelmente 2 milhões de pessoas em grande pobreza e que a catástrofe agravará, é um país com tremendas desigualdades sociais, um país algo atrasado apesar do que vomitam constantemente certos arautos.

Pense nisso senhor Presidente eleito, antes de começar a exigir resultados. Lembre-se dos seus amigos Sócrates e Costa.
Lembre-se que PSD e PS são os grandes responsáveis da situação a que Portugal chegou. Particularmente a partir de 1991.

Lembre-se que o dinheiro não está no Banco de Portugal, está nos bancos, e mesmo com o governo a garantir os empréstimos e as moratórias, primeiro que os euros cheguem às pessoas vai demorar dias. 
Para já não falar em dificuldades várias, como pessoas a não conseguir resolver acesso à internet, depois a não conseguir lidar com os formulários, etc.

Tenha alguma calma, sr Presidente eleito, isto está uma catástrofe, causada pela mãe natureza.
Esta catástrofe caiu em cima do que Portugal É DE FACTO e Costa e outros Marcelo incluído, andam há anos a querer convencer o pagode que é ao contrário do que é realmente.  

Tenha calma senhor Presidente eleito
Este PM e este governo reagiram tarde mas está a cair-lhe em cima o resultado do que durante  anos e anos o PSD e o PS não fizeram. Resultados à vista.

Lembre-se da facilidade em subir a um poste, debaixo de chuvadas, e no meio de uns choques elétricos num ápice reparar o que está danificado.

E os diques estão a rebentar!

Passe bem.

António Cabral (AC)
BRINCANDO  COM  COISAS  SÉRIAS


AC

THE  NEW  YORKER

Vale a pena ler.

Começou em 21 de Fevereiro 1925.

AC 

MAIS OUTRA

"Uma estrada em Torres Vedras desabou na manhã desta quarta-feira devido ao mau tempo que se tem feito sentir nas últimas semanas".

Ontem, 10 de Fevereiro, num pequeno "postal" com imagens tiradas da TV mostrando estradas municipais rebentadas/ desmoronadas nos montes na zona de Arruda dos Vinhos escrevi isto:

Quando for possível ter a contabilização rigorosa de todos os estragos em todo o país, estradas municipais, estradas nacionais, ruas nas cidades e vilas, pequenas pontes, edifícios do Estado os mais diversos, linhas férreas, a somar à destruição de casas e empresas e negócios vários, diques, etc. verão que não há dinheiro para tudo.
Estarei enganado
?

A pouco e pouco estradas municipais vão ruindo. Desmoronamentos, desabamentos, enxurradas. 
Arribas na Costa da Caparica cada vez mais em perigo, arribas e encostas em outros locais também. 
Diques na zona do Mondego em perigo.

Oxalá eu esteja enganado.
Mas a minha convicção é a seguinte:
- todos os titulares de órgãos de soberania ( a maioria não o confessará se algum confessar) estão atordoados, aterrados.
- António José Seguro poderá estar a pensar - onde eu me vim meter.
- Montenegro e todo o governo, e se lá estivesse Carneiro, Raimundo ou Ventura seria a mesmíssima coisa, estão completamente perdidos.

Como se justifica que não exista para todo o Continente a declaração imediata de um estado de calamidade, como se justifica que não percebam que estamos num teatro de GUERRA onde, em princípio, não há tiros, AINDA? (Os da PJ discordarão que não há tiros)

Aguardemos que a mãe natureza não rebente com os diques do Mondego.
AC
A  PROPÓSITO  DE  PORTUGAL

A  PESCA . . . . . . . e  À PESCA
Algumas pessoas usam parte do seu tempo na pesca desportiva. Outras para passar o tempo, apenas. Algumas por necessidade de arranjar sustento.

Na sociedade portuguesa estivemos, estamos, e parece estarmos fadados a assim continuar: sempre à pesca!!!!

À pesca de ajudas, à pesca de juízo, à pesca de soberania, à pesca de vida melhor, à pesca de salvadores, à pesca de afectos, à pesca de subsídios Europeus, à pesca que não chova, à pesca para que não haja incêndios, à pesca do favorzinho, à pesca do bom coração do GNR para perdoar a infracção, etc.

O dramático, a meu ver, nem é bem o estarmos à pesca.

O dramático é estarmos sempre no mesmo sítio, é estarmos sempre com o engodo errado, é estarmos à pesca na hora menos favorável, é não acreditar que há mais além de estar à pesca, e é sobretudo, persistir em  que alguém nos segure na cana, vá chamar o peixinho para mais perto do anzol, e lhe grite para comer o anzol e saltar para o cesto. 
E pedir que depois de cheio, nos levem o cesto a casa.
Que nos amanhem o peixe. 

Grelhar ou fritar o peixe, e comer, isso fazemos !

Tenham o melhor dia possível nesta desgraçada 4ª feira. Saúde e boa sorte.
AC

CARICATURA ?


Uma boa caracterização da actual dita comunicação social.
Ou estou a ser injusto ?

AC

COISAS  DESTES  TEMPOS  

A minha muito idosa mãe (100 em 8 JUL passado), muito frágil fisicamente mas com uma cabeça fantástica para a idade, perguntou-me - oh filho, mas agora já não há cozinheiros? só ouço falar em chefes . . . - 

De facto agora é Chef! Cozinheiro? Que horror, isso era antigamente!

Agora, por exemplo, a palavra SENSIBILIDADE está cada vez mais relegada para um canto, inclusive por certos aspirantes ao que sonhavam mas não conseguiram e que escrevem também - EMPATIA. Pantomineiros da política idem. Pés de microfone idem!

Outro exemplo -"breaking news", é mais fino que - "notícia de última hora" - coisa nitidamente do tempo fascista. Portanto:

cozinheiro              > Chef

sensibilidade          > Empatia

breaking news        > Notícias de última hora


Se calhar certo jornalismo está a virar Jornalixo!

AC

António Costa’s legacy: The far right in Portugal

The ultranationalist Chega party is thriving by campaigning on issues the president of the European Council failed to address while prime minister. 

Informal meeting of the members of the European Council in Brussels
European Council President António Costa. When he became prime minister in 2015, Portugal prided itself on being the only country in Europe with no far-right political presence. | Olivier Hoslet/EPA

The biggest loser of this weekend’s presidential election in Portugal was European Council President António Costa.

Not only was Costa’s former rival in the Socialist Party, António José Seguro, elected the new head of state, the results also cemented the far-right Chega party as the country’s second-largest political force.

Seguro — a moderate, center-left former member of the European Parliament and minister who was ousted as Socialist Party leader by Costa in 2014 — originally said his decision to launch a long-shot run for the presidency was motivated by his “perplexion” with the direction the country had taken during Costa’s eight-year stint as prime minister.


👏👏👏👏👏👏👏👏👏

11  FEVEREIRO  2026
DIA MUNDIAL DO DOENTE
> 660 (ac) - considerada a data de fundação do Japão
> 1847 - Nasce Thomas Edison
> 1858 - França, Lourdes, numa gruta, a Virgem Maria aparece a Bernadette Soubirous
> 1865 - Cruz Vermelha Portuguesa inicia a sua actividade
> 1920 - Londres, primeira reunião da Liga das Nações
> 1926 - Itália, assinatura do Pacto de Latrão
> 1929 - Mussolini reconhece a independência política do Vaticano
> 1990 - Libertação de Nelson Mandela após 27 anos preso
> 2007 - Portugal, segundo referendo sobre a descriminalização do aborto, em resultado do qual a interrupção voluntária da gravidez a pedido da mulher  durante as primeiras dez semanas deixar de ser punida
> 2011 - Egipto, Hosni Mubarak resigna
> 2021 - Faleceu Marcelino da Mata
AC

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Coimbra, MOSTEIRO de SANTA CLARA-a-NOVA

Visitei-o em 2019. Fabuloso. Património formidável.

Novamente ALAGADO. Infelizmente. Um simplório diria - são pedras!

De facto, comparado com o que se está a passar nas zonas de Coimbra e Montemor-o-Velho aí sim, dramas horríveis para centenas /milhares de portugueses. Oxalá os diques no Mondego não estoirem

AC

INCOERÊNCIA  e  os  sem VERGONHA
Abateu-se sobre imensas regiões de Portugal Continental uma tragédia desenhada pela mãe Natureza. Começou a 28 de Janeiro p.p., continua no dia de hoje, prosseguirá mais uns dias.
Consequências? Terríveis! 
Consequências que perdurarão não por meses, porventura anos.

Creio que não estou enganado: antes de 25 de Abril de 1974 o caudal do Mondego e do Douro por exemplo não estavam relativamente controlados por barragens e diques como no presente.

Idem para certos diques no Tejo, que minimizam inundações a jusante de Abrantes e Santarém. E barragens.

A realidade é que a situação é tão gravosa que se coloca neste momento o risco sério de diques no Mondego colapsarem. COLAPSO.

Mesmo com barragens e diques, se a mãe Natureza se zanga  anormalmente os resultados são maus apesar de todo o esforço em controlar as águas.
Porque falta muita coisas e a hidrologia.
Porque designadamente o Douro e o Tejo nascem em Espanha, país vizinho com o qual apesar de tudo parece haver protocolos e  procedimentos harmonizados connosco para a operação coordenada das barragens nas épocas em que a natureza fica demasiado zangada.

Mesmo com anos de maior controlo dos caudais, as zangas iradas da natureza não se compadecem com as bacoradas dos humanos e no concreto com as bacoradas de muitos portugueses, responsáveis (formalmente) diversos e nomeadamente titulares de órgãos de soberania e cidadãos comuns.

A começar em alguns concidadãos, ignorantes, arrogantes, e inconscientes, que entendem que - no meu terreno faço o que me apetece, construo onde me apetecer.
"Maria, olha aqui, a poucos metros da água podemos fazer uma casinha, ficamos com uma vista porreira, posso pescar e depois se podermos compramos um barquito à vela!

Licença camarária? PDM? Etc. Era só o que faltava.

"Zé, tá li um fiscal"  . . . . 

A questão dos PDM e do papel das autarquias no edificado português devia ser avaliado no âmbito do que creio vai ser trabalhado face à catástrofe que se abateu sobre Portugal.

Voltando às barragens, a construção de barragens sempre tem sido depois do 25 de Abril um tema "querido" dos "fracturantes" e dos "inconsequentes".
Algumas dessas criaturas chatearam anos a fio. 
Só patetas, burros, ignorantes, insensíveis (deveria escrever sem empatia?) ou gente movida por interesses obscuros defende barragens.
Creio que essa posição é profundamente errada, mas registei essas posições e continuo a delas discordar.

Pessoalmente creio que foi uma medida acertada não construir a barragem que destruiria o vale do Coa.
Mas estou convicto de que o país devia ter mais barragens, nomeadamente para retenção de águas, e concretamente em certas áreas do Alentejo e no Algarve.
Admito, como sempre, estar a ver mal o assunto.

Repugna-me o que tem sido defendido por certa gente.
Mas repugna-me mais ainda o imobilismo de anos dos poderes públicos e nomeadamente do PS sempre pronto a imobilizar-se perante os das fracturas. 

AC

QUEM  PAGA  O  JANTAR, 

É QUE ENCOMENDA A MÚSICA

Anos atrás muita gente, particularmente das esquerdas, atirou-se a Manuela Ferreira Leite por lembrar esta citação.

Mas, o que lhes custa, a todos, é confrontar-se com as realidades da vida, DURAS. 

E, por isso, fracturam, esganiçam-se, ofendem-se, etc., e vivem alegremente à conta do OE mesmo fazendo as figuras tristes que constantemente observamos.

No trágico presente que vivemos como sociedade, no trágico presente de centenas de milhares de pessoas, INFELIZMENTE não há jantar quanto mais orquestra para música.

Lembram-se do que Medina Carreira apontava? 

Pois . . . não tinha razão pois não?

AC

 CATÁSTROFE

Quando for possível ter a contabilização rigorosa de todos os estragos em todo o país, estradas municipais, estradas nacionais, ruas nas cidades e vilas, pequenas pontes, edifícios do Estado os mais diversos, linhas férreas, a somar à destruição de casas e empresas e negócios vários, diques, etc. verão que não há dinheiro para tudo. 

Estarei enganado?


Para variar CHOVE.
Bom dia dentro do possível.
Saúde e boa sorte.

AC

RECORDANDO   FRATERNIDADES
AC

" O  ÊXITO  ESTÁ  EM  TER  ÊXITO,  E  NÃO  EM  TER  CONDIÇÕES  DE ÊXITO " !

(Fernando Pessoa)

AC

EYES   WIDE  . . . .  SHUT !

Falam . . . falam . . . . mas, cheira-me que estão como o título.
AC