"Depois de quando deixei de pensar em depois, minha vida tornou-se mais calma"
"O que há em mim é sobretudo cansaço"
(Álvaro de Campos)
António Cabral (AC)
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
CLARINHO como ÁGUA
AC
1. Não sem surpresa, vejo difundir-se como artigo de fé, mesmo na área do PS (que não é propriamente um "partido de protesto"), uma conceção absolutista e latitudinária da liberdade de manifestação, sem limites, de clara filiação anarco-libertária, a qual, a meu ver, carece de fundamento constitucional e assenta em alguns equívocos que importa esclarecer.
Num Estado de direito constitucional, as liberdades não podem ser exercidas à margem da Constituição e da lei, desde que compatível com aquela. Nem as manifestações mais justas — como estas contra a falta e o custo da habitação — estão dispensadas de cumprir as regras constitucionais e legais aplicáveis. Pelo contrário, o confronto ostensivo (e quiçá propositado) com a legalidade pode retirar-lhes credibilidade e impacto político, como está a verificar-se.
2. O primeiro equívoco consiste em considerar como restrição inconstitucional à liberdade de manifestação toda e qualquer limitação do modo de a exercer. Ora, está há muito tempo assente na doutrina e na jurisprudência constitucional a distinção entre restrições substantivas e limitações do modo de exercício de um direito.
As primeiras consistem na redução do âmbito subjetivo do direito (excluir certas pessoas ou entidades do direito de se manifestarem) ou do seu âmbito objetivo (excluindo temas de objeto de manifestações), enquanto as simples limitações ao seu modo de exercício (como a informação prévia, as regras de tempo e de lugar, etc.) visam salvaguardar outros direitos e interesses constitucionalmente protegidos, incluindo, por exemplo, a fruição coletiva do espaço público, que a todos pertence, a tranquilidade e o sossego noturno dos cidadãos, etc. Uma coisa é usar o direito de manifestação, outra coisa é abusar dele.1939 - 1945
Recordando
Relativamente perto de Danzig, Polónia, existiu um dos primeiros campos de concentração do odioso regime nazi, de seu nome Stutthof.
Para além de tudo o mais, deste campo haveria de sair "matéria - prima" a partir de cadáveres humanos para fazer sabão no instituto da academia médica de Danzig.
AC
SUGESTÃO para RAPAZIADA
Arranjem isto é, peçam a alguém, porque desgraçadinhos que são não podem comprar na Decathlon.
Peçam umas boas dezenas de tendas e vão montar as ditas simultaneamente e em locais diferentes, por exemplo :
- nos jardins em frente ao Palácio de Belém
- em vários passeios na Lapa
- no Intendente
- no Largo do Município em frente à CMLisboa
- na Av da Liberdade em frente à sede do PCP
- no Terreiro do Paço
- no Marquês de Pombal (serve para futebol, serve para vocês)
- no Parque das Nações nas zonas perto do Oceanário
- nos jardins que vão até ao Casino do Estoril
- dentro do Jardim Zoológico
- no Jardim da Estrela
- na Praça de Espanha
- em frente ao Palácio de S.Bento mas naquela zona onde estão as fanfarras em dias festivos (malvados polícias que puseram lá grades)
e neste locais sempre sem impossibilitar a passagem de viaturas e deixando alguma zona para passagem de peões.
Os da Lapa, como bons apreciadores de bons restaurantes e bons whiskies se calhar não vão apreciar a coisa, apesar de vários serem de esquerda e detentores de imbatível superioridade moral.
Nos outros locais, como passarão viaturas e pessoas e como não há violência da vossa parte podem estar lá até vos apetecer. Ah não berrem muito e não . . . . coiso. . . . e . . . . coiso.
Assim satisfarão Susana, certos juristas, Carneiro, Fabian, Moreira da Silva, etc.
Ah, e porque não montar umas tendas em frente ás habitações dos dirigentes mais salientes do PS e dos partidos à sua direita?
Eu achava lindo!
AC
TAL PAI TAL FILHO
Disseram-me depois de almoço que o Bolsonaro que concorreu às eleições presidenciais com Lula da Silva e PERDEU, andará já fugido, estará na quinta TRUMPA.
Eu não percebo nada da política brasileira (não são estadias de duas semanas em 1969 no Rio de Janeiro e Santos, ou ter conhecido alguma coisa do Rio de Janeiro, São Paulo, Santos, Recife, Ilhéus, Maceió, São Salvador) que me conferem qualquer competência para me pronunciar com segurança.
Isto dito, algumas coisas me parecem óbvias quanto ao Brasil e certos personagens:
- o magnífico filme que vi há tempos retratando o período da ditadura militar no Brasil é eloquente sobre aquela ditadura mas também mostrou coisas outras do que é o Brasil,
- este Bolsonaro, que parece estar a treinar inglês, confirma a justeza de não ter ganho as eleições, e daí que eu titule este breve texto - tal pai tal filho.
- Lula ganhou as presidenciais. Mas uma pergunta me parece razoável e faz-me lembrar certas coisas que na Tugolândia se passam: Lula é pela 4ª vez Presidente.
- Ora então, como explicar a situação do Brasil há tantos anos em vários domínios? É tudo culpa do execrável Jair (que ficou mais do que evidente nunca devia ter sido Presidente)?
Um país com as potencialidades e recursos e riquezas como as que tem, está como está porquê ?
Continuo como várias vezes aqui escrevi: creio que tirando o presidente Fernando Henrique Cardoso, a decência anda muitas vezes longe de elites e dirigentes brasileiros.
Como sempre, admito poder estar enganado, mas se estiver enganado não há problema, sigo há muito o exemplo do digno cidadão e excelente matemático que foi Bento de Jesus Caraça, reconheço e corrijo-me.
AC
PORTUGAL
OLHEI PARA ESTES BARCOS E, SENDO DIFERENTES, FIQUEI A IMAGINÁ-LOS REPRESENTATIVOS DE PAÍSES DIFERENTES.
PROCUREI IMAGINAR QUAL O QUE REPRESENTARIA PORTUGAL.
DEPOIS DE LENTAMENTE RECORDAR A ACÇÃO DOS VÁRIOS TITULARES DE ÓRGÃOS DE SOBERANIA DESDE 1991 E PARTICULARMENTE DESDE 2015, E FACE AO QUE SE VAI PASSANDO NO PRESENTE, CREIO QUE ENCONTREI A RESPOSTA:
É O QUE ESTÁ EM PRIMEIRO PLANO NA FOTOGRAFIA
CRP, ESTADO, DEMOCRACIA, LIBERDADE, LEI
Telefonaram-me - António, vai ver a TV, o Seguro já proferiu declarações públicas, verbais.
Já fui ver e acabei de ver também uma tola de cabelo loira supostamente jornalista a referir que o PR afirmou que não gostou do que viu mas, é claro, a lastimável jornalista diz que ele não gostou de ver a carga policial.
Vá lá, não se atreveu a dizer que Seguro disse não ter gostado da carga policial.
Do que ouvi ao PR a minha conclusão é a seguinte:
- não gostou do que viu, como eu e certamente muitos, não gostou da violência e da destruição dos ditos manifestantes e do notório estado de provocação e continua desrespeito pela lei, e não gostou de ver que houve carga policial,
- e ficou para mim muito claro que, Seguro não subescreve que partidos (e, digo eu, agremiações políticas ridículas face aos votos que conseguem) usem a rua e não o Parlamento e, opinião pessoal naturalmente, está cheio de razão.
Mas é claro que o fabiano e outros do género querem é berrar na rua; apresentarem propostas legislativas concretas para procurar uma solução para a crise habitacional a, no mínimo, dez anos, e discuti-la no Parlamento, isso é que não.
Nas próximas eleições legislativas ganhem-nas.
Mas é claro, está na massa do sangue de certa gentalha incoerente e inconsequente querer apenas berrar na rua, APENAS, e se adequado (para eles) destruir tudo e mais alguma coisa e o fabiano andar sempre de mãos postas a fazer-se de anjinho.
AC
RACIOCINAR, PENSAR
Tenho a mesma sensação de Miguel Esteves Cardoso, que me parece ter muita razão. Pensarem ?
Basta olhar para a praça pública, basta observar o que é transmitido (que pouco vejo) pelos chamados canais televisivos, basta atentar no que se passa na Assembleia da República, basta atentar em certas declarações de dirigentes de ordens profissionais, partidários, sindicais, etc.
AC
Ups . . . .
Decreto-Lei n.º 406/74
de 29 de Agosto
A fim de dar cumprimento ao disposto no Programa do Movimento das Forças Armadas, B, n.º 5, alínea b);
Usando da faculdade conferida pelo n.º 1, 3.º, do artigo 16.º da Lei Constitucional n.º 3/74, de 14 de Maio, o Governo Provisório decreta e eu promulgo, para valer como lei, o seguinte:
Artigo 1.º - 1. A todos os cidadãos é garantido o livre exercício do direito de se reunirem pacificamente em lugares públicos, abertos ao público e particulares, independentemente de autorizações, para fins não contrários à lei, à moral, aos direitos das pessoas singulares ou colectivas e à ordem e à tranquilidade públicas.
Constituição da República Portuguesa (CRP)