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quinta-feira, 8 de outubro de 2026

A C P N

Portugal está cada vez mais prenhe de ACPN 's (*)

Isto não está como está por puro acaso. 

AC


(*) - ACPN - autoridade competente de porra nenhuma

terça-feira, 6 de outubro de 2026

VENDAVAL

O comboio de tempestades do Inverno passado deixou um rasto de destruição brutal por todo o país.

Destruiu pequenas e médias empresas. 

Destruiu lares, destroçou famílias.

Destruiu casas, estradas e caminhos.

Deixou muitos portugueses sem energia, sem comunicações, alguns ficaram isolados vários dias. Na zona de Coimbra a A 1 colapsou pois o Mondego "irritou-se"! Isto foi logo arranjado, era a BRISA.

A fotografia supra pretende significar a destruição. Uma coisa é certa, no presente, caminha-se por muitos locais, junto de estradas várias e vilas e aldeias, e coisas com a da fotografia continuam por corrigir, arranjar.

Mais grave, preocupante, vi vários locais à beira de estradas e caminhos que, APOSTO, nas próximas chuvadas vai dar enxurradas outras vez e colapsos vários. Muita coisa por corrigir.

Oxalá eu esteja enganado.

AC

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

ÉRAMOS FELIZES E NÃO SABÍAMOS

ÉRAMOS FELIZES E SABÍAMOS

Estimados amigos, estimados visitantes / leitores deste modesto blogue e minha única rede social, escolham a frase que quiserem.

Por mim não tenho dúvidas.

ESTIVEMOS MAL.

ESTÁVAMOS MAL.

CONTINUAMOS MAL.

(opinião pessoal, naturalmente)

AC

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

PORTUGAL,  o Costume !
A propósito de interioridade, de abandono, de desenvolvimento, de litoralidade, de projectos, de ordenamento do território, de repovoamento, ETC., os sucessivos governos e os sucessivos deputados e muito em particular a partir de 1991, passaram/ passam o tempo com vacuidades, inações, inanidades, grandiloquência, e tiradas patéticas enquanto quase tudo empurram com a barriga.

Mas a realidade é o que é, olhe-se para PIB, dívida externa, PISA, agência de notação, falso excedente, vacas a voar, deixem-me trabalhar, virar as páginas, o que quiserem,

A realidade é que a sociedade portuguesa está esfrangalhada. A realidade é que Portugal está quase na cauda da Europa.
O resto é conversa da treta, conversa fiada, seja na tonalidade dos inarráveis Costa ou Guterres, na de Cavaco ou Montenegro ou Carneiro ou Brilhante, ou na ordinarice de Ventura e quejandos.

Estou a falar nisto sobretudo agora a propósito de um texto de um amigo, médico reformado, da Beira-Baixa, texto que com a devida vénia abaixo reproduzo e que aborda aspectos que reputo de muito importantes e sensíveis. 
Temo que se continue como de costume, mau grado este e outros alertas.

Portugal . . . . o costume!

Bom dia e bom início de semana.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades.

António Cabral (AC)


Atlântico, Centro-Ibérico Gateway pode transformar a região — mas só se começarmos hoje a preparar o território para o que queremos que aconteça amanhã.

A conjugação da Linha da Beira Baixa, da A23, do futuro IC31, da ligação a Espanha, da proximidade do Porto de Sines, da capacidade energética disponível, do aeródromo de Castelo Branco e do território livre para nova indústria abre uma oportunidade de escala pouco comum: transformar a Beira Baixa numa plataforma de ligação entre o interior português, o Atlântico e o mercado ibérico.

Não deve ser lida como mais um parque industrial, nem como um projeto exclusivo de Castelo Branco. A verdadeira oportunidade é um ecossistema logístico, industrial, energético e tecnológico regional, em que diferentes concelhos desempenham funções complementares.

· Não devemos esperar pela GAE

A eventual atribuição da GAE a Castelo Branco pode trazer capacidade financeira, investimento público e velocidade de execução. Mas há uma distinção fundamental: a GAE pode acelerar o Gateway; não deve determinar se a região se prepara para ele. Se a candidatura for aprovada, avançamos mais depressa; se não for, continuamos a avançar — porque a necessidade de melhorar a ferrovia, concluir o IC31, reforçar a energia, captar indústria e aproximar a região dos mercados ibérico e atlântico não desaparece com o resultado de um concurso.

A pergunta certa não é "e se ganharmos a GAE?", mas "o que temos de fazer agora para estarmos preparados se o investimento acontecer?"

· Uma plataforma não pode secar os concelhos vizinhos

Castelo Branco tem dimensão e serviços para atrair boa parte do crescimento — isso é positivo. Mas se todo o emprego novo vier acompanhado da concentração de habitação e serviços só na capital de distrito, corremos o risco de uma região que recebe investimento e continua a perder população nos concelhos em redor. A plataforma não pode ser um aspirador demográfico.

Ródão pode ter um papel ferroviário e industrial; Alcains pode consolidar a ligação logística à ferrovia; Castelo Branco pode concentrar serviços, tecnologia e comando; Fundão, Covilhã e Belmonte podem reforçar os seus sectores próprios; Idanha-a-Nova, Penamacor e os restantes territórios podem desenvolver agricultura, floresta, energia, turismo e acolhimento residencial. Não precisamos de um centro único — precisamos de uma rede.

· Uma segunda porta para a Extremadura espanhola Essa lógica de rede não termina na fronteira do distrito.

A Guarda tem hoje a ligação mais forte a Espanha, pela Linha da Beira Alta e por Vilar Formoso, servindo bem o eixo para Salamanca e o norte peninsular. A Beira Baixa pode desempenhar um papel complementar, não concorrente: servir diretamente o norte da Extremadura — Cáceres, Plasencia, o Vale do Jerte — que hoje só chega ao litoral atlântico através de um desvio de mais de cem quilómetros até Badajoz. Uma ligação direta a Castelo Branco aproxima esse território dos portos portugueses e abre, dos dois lados da fronteira, um mercado de exportação que hoje não tem porta natural. Não se trata de substituir o corredor já consolidado Lisboa-Badajoz-Madrid, mas de completar a rede ibérica: a Guarda como porta norte, a Beira Baixa como porta sul, cada uma a servir uma geografia distinta do interior peninsular.

· Reorganizar os transportes

A chegada de novos investimentos vai alterar profundamente os fluxos de trabalhadores, estudantes e mercadorias. Se mantivermos os transportes pensados para uma população dispersa e envelhecida, não estaremos preparados. Será preciso articular ferrovia, transporte coletivo, serviços a pedido e ligações aos polos industriais, com horários coordenados, paragens junto às zonas industriais e escolas, e bilhética comum entre municípios e operadores.

A Linha da Beira Baixa não deve servir só para mercadorias: deve permitir viver num concelho, trabalhar noutro e usar os serviços de toda a região. A tecnologia por si só não resolve nada sem esta rede pensada com antecedência.

· Quem vai construir tudo isto

Se avançarem em simultâneo o IC31, a plataforma e novas unidades industriais, será previsível uma necessidade significativa de mão-de-obra durante a construção — parte vinda de fora de Portugal, incluindo de países não europeus. Isto não deve ser apresentado como ameaça, mas também não deve ser ignorado: se chegarem centenas ou milhares de trabalhadores sem alojamento, transporte, saúde, formação e mediação linguística preparados, criamos um problema evitável. Se começarmos já a preparar a região, transformamos essa chegada em oportunidade.

Não se trata de construir dormitórios, mas comunidade: reabilitação de habitação devoluta, arrendamento acessível, alojamento próximo das obras com segunda vida planeada desde o início — habitação que passa depois a servir jovens trabalhadores ou famílias —, transportes coletivos, creches, saúde, formação e aprendizagem da língua. O que for construído para a fase de obra deve ficar preparado para a fase seguinte.

Não devemos esperar pela chegada dos primeiros milhares de trabalhadores para procurar casas, nem pela abertura das escolas para descobrir que faltam lugares. O planeamento tem de chegar antes da obra — e isso começa por levantar hoje quantas casas devolutas existem, que terrenos podem receber habitação, e que capacidade têm escolas e serviços de saúde.

· Mais do que logística A energia, a ferrovia, a rodovia, o território e a conectividade da região podem atrair atividades de maior valor acrescentado: baterias e armazenamento energético, hidrogénio verde, data centers, automóvel e mobilidade avançada, aeronáutica e drones, agroindústria e cadeia de frio, floresta e biomassa.

Não significa que tudo isto vá acontecer — significa que devemos criar as condições e perguntar diretamente aos investidores do que precisam, em vez de desenhar sozinhos o que pensamos que eles querem.

· O Estado também deve perceber a oportunidade

A Beira Baixa não está a pedir apenas mais uma estrada ou mais um subsídio — está a propor uma estratégia em que ferrovia, IC31, energia, indústria, logística, habitação, formação e transportes funcionem como um sistema. A GAE pode ser uma ferramenta poderosa para isso, mas mesmo sem ela há razões para avançar: uma ligação ferroviária, uma casa reabilitada ou um trabalhador qualificado não perdem valor por não haver uma determinada sigla ou programa de financiamento.

· A oportunidade é agora Durante décadas, o interior lutou contra a perda de população.

Podemos estar perante uma situação diferente: aprender a gerir crescimento. Mas crescer exige responsabilidade — preparar habitação, escolas, energia, conectividade e integração, e garantir que o crescimento não fica concentrado numa única cidade. A GAE pode ajudar. O Estado pode ajudar.

Os fundos europeus e os investidores privados terão um papel decisivo. Mas há uma coisa que ninguém fará por nós: preparar a região para o futuro que dizemos querer. Não devemos ter medo de crescer.

Devemos ter medo de crescer sem planeamento.

Castelo Branco, 13 de Setembro 2026 

João Manuel Próspero dos Santos

cirurgião reformado e ex-diretor clínico do Hospital Amato Lusitano, Castelo Branco; membro fundador (2009) do Núcleo da Beira Baixa da SEDES – Associação para o Desenvolvimento Económico

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

“…Acima da pobre gente

Subiu quem tem bons padrinhos

De colarinhos gomados

Perfumando os ministérios

É dono dos homens sérios

Ninguém lhe vai aos costados.”


AC

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

OLHANDO  à  VERTENTE   INTERNA

Não podiam, pelo menos, dizer umas partes da verdade…

É que segundo dizem, parece que andamos perto do Estado excelente mas a mim, chato que sou com a mania de procurar perceber e procurar a verdade / realidade em todas as vertentes e sectores da vida nacional, parece-me que a excelência proclamada se aproxima do Estado num estado (ainda) não desesperado….

É que há limites para tudo (est modus in rebus)….


AC

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

COMO  CONTINUA  PORTUGAL ?
Na minha opinião, naturalmente, continua um país económica e financeiramente rico, cheio de recursos vários, onde nos negócios do que habitualmente se designa "o Estado" impera a transparência e um rumo claro ao desenvolvimento e progresso e generalizado bem-estar dos cidadãos todos.
Um país eficazmente organizado nos planos territorial administrativo e cultural, e onde a curiosidade de qualquer cidadão é sempre satisfeita sem nunca lhe ocultarem seja o que for por mais incómodo que o tema possa ser.
Em Portugal, e nomeadamente desde 1991, não há fronteiras do incómodo. 
PAZ social celestial.

AC

terça-feira, 1 de setembro de 2026

"EU  CONHEÇO  o  meu  PAÍS..... "

Mais bem dito, eu conheço muito do meu país, conheço mais profundamente a parte Continental do País, e menos as ilhas, Açores, Madeira e Porto Santo. 

Nunca estive nas Selvagens nem nas Desertas. 
Conheço mal a Graciosa e as Flores. 
A Porto Santo não vou desde 1980. Não vou ás Berlengas desde 1967.

Desde principalmente 1992 que os meus carros fizeram sempre imensos Km, havendo um recorde de um deles que passou os 300 000,00, percorridos em vias diversas e diferentes deste rectângulo à beira mar plantado, a saber, AE, IPs, ICs, nacionais, municipais, caminhos de terra batida. 

Conheço, portanto, um pouco mais que poucachinho (Costa dixit) disto e das suas gentes, pois procuro falar nas aldeias, nas vilas pequenas, onde paro, caminho, observo, e fotografo.

Aprendi há muitas décadas, na minha profissão, que na avaliação de recursos humanos quando semestralmente ou anualmente analisamos subordinados, a boa regra geral é enunciar e listar as características positivas e valorizá-las e, em segundo lugar, chamar à atenção para o que possa não ter corrido bem no período da avaliação, salientar o que é necessário corrigir. Não escorraçar, incentivar.

Esta regra deve aplicar-se, considero eu, a tudo na vida, puxar pelo bom do País, das famílias, da sociedade, das instituições, mas não esquecer de salientar o que não corre bem, o que precisa de ser alterado, sob pena da sociedade se degradar se isso não for apontado e, com isso, a vida das pessoas gradualmente piorar.

Vem isto a propósito, naturalmente, do presente que vivemos.
Para mim o presente é tudo a seguir a 1991, fim do primeiro Cavaquistão.

Naturalmente, como em todo o lado, existem e existirão sempre, pessoas que só sabem salientar o bom e o lindo (Sol, praias, generosidade, dieta mediterrânea). 

Existem e existirão também certas pessoas que não têm o cartão partidário mas estão sempre na órbita partidária, até ás vezes em governos, e porque usufruem de muitas sinecuras à conta da sua cor preferida periodicamente exaltam ou a ministra da saúde ou o da educação, ou o PM, ou, ou, ou, esquecendo-se de salientar o que se lhes pode também apontar de menos bom ou mesmo mau. 
E existem pessoas que se entretêm apenas a dizer mal de tudo sobretudo se não for do agrado à sua cor. A dizer só mal ano após ano.

Mas também existem muitas pessoas que sabem reconhecer o que é bom e está bem independentemente de cores e ideologias e de governos, mas não se esquecem de salientar o que precisa de ser melhorado. 

Incluo-me nesta última lista, e não me coíbo de criticar sempre que me parece justo, apontando o que me parece errado, mau; nem me coíbo de aplaudir o que deve ser aplaudido, independentemente de cores e ideologias e poderes instalados.

E tenho sempre presente que ninguém deve estar acima da lei nem do escrutínio público, do escrutínio democrático.

E tenho sempre presente que somos todos da mesma massa.
Mas não somos todos iguais. 
Pois não saímos todos da mesma fôrma. 

O que é imprescindível é sermos iguais perante a Lei, iguais no acesso a oportunidades, iguais nos deveres para com os nossos e para com a sociedade, e iguais nos direitos, direitos que devem vir sempre depois dos deveres.
Que mais não fosse até por ordem alfabética.
Mas neste desgraçado Portugal, como já antes do 25 de Abril, grita-se sempre por direitos, como se tudo caísse do Céu.

Um dos maiores exemplos de melhoria verificada na sociedade portuguesa depois do 25ABR74, como é sabido, e a que aqui no blogue por várias vezes fiz referência, é a evolução positiva na taxa de mortalidade infantil. Era trágica, agora estamos entre os melhores do mundo.

É sabido que temos vários nichos de excelência, na tecnologia, nos texteis, na indústria dos moldes, no calçado, no software, na energia, na engenharia, na área da saúde e estamos a ter nos drones. 

Temos teoricamente excelência nas eólicas mas, parece, o custo desta energia versus proveito é muito discutível e, parece, a energia produzida para a rede está imensamente longe daquilo que teoricamente anunciavam. 
O que parece certo é a engorda financeira dos do costume. 
Quanto às barragens........ao plano Sócrates............

E aqui está um exemplo acerca do qual os comentadores encartados com ou sem laço sempre se esquecem de referir com minúcia e denunciando os escândalos associados, o escandaloso das rendas e toda a tramóia engendrada no tempo de Sócrates por gentinha bem conhecida.

E, portanto, em Portugal há muita coisa que me enche o coração, a alma, que me orgulha enquanto português. 

Mas referir só isto não chega. 
E a sociedade portuguesa está muito enferma, e nada tem a ver com a COVID. Vem muito lá de trás.

Eu conheço razoavelmente o meu país. 
Estou a lembrar-me por exemplo da fantástica e enorme empresa de moldes que visitei em 2003 exportando para Mercedes, Audi, BMW, etc. 
E continua a laborar e bem. Um exemplo entre outras coisas boas.

Mas estou a lembrar-me também das aldeias desertas na Beira Baixa, no topo Norte do Minho e Trás-os-Montes.

Estou a lembrar-me por exemplo da pensão de sobrevivência de uma idosa fixada na quantia de 361,92 € em 2011 na sequência do falecimento do marido.

Estou a lembrar-se da mulher que passado mais de dois anos foi finalmente operada ás amígdalas evitando assim ter de apanhar ás vezes injecções de penicilina.
Estou a lembrar-de por exemplo de decisões e mescambilhas em Castelo Branco, em Setúbal, e etc.

Podia continuar por muitas páginas, com coisas boas, várias, e outras que não o são e existem, e persistem. Várias.

Eu conheço alguma coisa do meu País e não é nada poucachinho. 

Conheço alguma coisa da máquina do Estado, uma parte decorrente da profissão, e uma parte pelas relações pessoais e familiares.

Conheço alguma coisa de certos agentes do Estado, de várias autarquias, e como foram sendo feitas algumas coisas. 
E como continuam a ser feitas algumas coisas, com o maior descaramento e na maior impunidade. 
Fico por aqui.
AC

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

ALMOCINHO

O actual inquilino em Belém convidou para almoçar o seu antecessor.

Não antevejo nada de relevante ou mesmo bom para o país.

Mas, como sempre, admito poder estar completamente enganado, e deste almocinho e conversinha saírem boas orientações para a sociedade portuguesa e daqui em diante é que vai ser.

Com eles todos a falar, com Montenegro a trabalhar para nós, com Carneiro acicatado pelo Instituto Progresso, com a renovada energia do Livre agora que um emissário esteve em Kiev, PAN, BE, Chega, PCP, CDS e IL, com o esforçado trabalho dos deputados, agora é que vamos entrar definitivamente na senda do progresso, do desenvolvimento, no acabar com os dois Portugal - interior litoral - que Seguro descobriu agora. 

Agora é que finalmente vamos em frente.

AC

 RECORDANDO

AC

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

 L I X O

Não sei que já estaria assim há mais tempo.

Mas está assim há 11 dias.

É bem no centro de Altura, concelho de Castro Marim, bem pertinho da chamada rua das lojas.

É Castro Marim, é Alcochete, é Almada, é Montijo, é Lisboa, é Costa da Caparica, é . . . . . não é preciso continuar, pois não?

Bom dia, tenham uma boa 6ª Feira.
Saúde, o Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades, e boas férias.

AC

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

COITADO
Coitado, este, aqui em cima, parece que gostava de se parecer com 

este 
 


ou  com  este


diz ele até que está quase tão bonito e fulgurante como este


quando,  na  realidade,  coitado,  está  quase  como  este

Se pensam que estou a fazer alguma comparação . . . . . 

Bom dia, boa 5ª Feira.
Por aqui tempo instável, melhor que noutros locais do rectângulo.
Saúde, o Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades e boas férias.

António Cabral (AC)

PODER  LOCAL
A nossa Constituição (CRP) tem no seu Título VIII as normas sobre o poder local/ autarquias locais, cuja existência dá também corpo à organização democrática do Estado, existência que visa a prossecução de interesses próprios das populações respectivas.

A CRP define em V Capítulos os princípios gerais e o respeitante a, freguesias, municípios, regiões administrativas e organizações de moradores. 
As autarquias locais são as freguesias e os municípios sendo que no Continente estão também consideradas regiões administrativas.

Parece-me indiscutível que o poder local muito contribuiu para a consolidação do regime democrático, e para o nosso desenvolvimento.
Como de costume haverá quem só reconheça aspectos positivos do poder local como haverá quem tenha sérias reservas.

No meu modesto entendimento não deve haver reservas ao poder local. Deve sim haver rigor na apreciação do poder local. 

Como deve haver rigor na apreciação de tudo o mais, reconhecendo-se o excelente, o bom, o sofrível, o criticável, o péssimo. E melhorar o que disso precisa.

Assim deve ser para os titulares de qualquer órgão de soberania, Presidente da República, Assembleia da República, Governo, Tribunais.

Assim deve ser para qualquer instituição, empresa, clube desportivo, associação, sindicato, ordem profissional, força de segurança, órgão de comunicação social, hospital ou outra unidade de saúde do Estado ou privada, fornecedor de serviços, agências, aeroportos, organizações turísticas, etc. etc. etc. etc.

Concordo que - os municípios e as juntas de freguesias e sobretudo estas, devem promover a proximidade, valorizar os eleitos locais e ajustar os meios à responsabilidade e potencial de resposta que as juntas têm junto das populações - como defende o actual presidente da ANAFRE (Associação Nacional de Freguesias), eleito com o apoio do PS, PSD e CDU.

É sabido que, por norma e com raras excepções, as juntas de freguesia  estão /continuam a estar muito limitadas pelos municípios nomeadamente no que respeita à capacidade financeira.

O actual representante das freguesias quer mais acesso a financiamento, inclusive europeu, e quer capacidade de decisão. 
Curiosamente, em declarações recentes e creio que fez bem, alertou para que se não houver mudanças é previsível ser cada vez mais difícil quem queira assumir cargos políticos locais. 

Este autarca defende ainda a criação de consórcios de freguesias para ganhar escala, e defende também que as freguesias recebam bastante mais das receitas dos impostos, por forma a dar mais capacidade de execução a quem está mais perto das populações. Mais que razoável. 

Como referi no início, em vez de reservas às autarquias locais deve é haver escrutínio rigoroso e ISENTO. Ideologicamente ISENTO.

Haverá municípios onde se fez/ faz obra, onde se gastou/ gasta adequadamente a capacidade financeira, e outros onde existam eventuais vigarices de monta, e outros onde os PDM estão como estão, e os governos nada façam por clubite ideológica.

Basta olhar, por exemplo, para a gestão dos últimos 16 anos de Idanha-a-Nova. 
Não estou a dizer nem BEM nem MAL dessa gestão. 
Estou apenas a dizer, vão ver.

E a questão como acontece por todo o lado, é que normalmente não vão ver. VER a SÉRIO.

E quando vão ver a sério lá se descobrem de vez em quando umas broncas em certas autarquias. Câmaras municipais e freguesias.
Às vezes vai-se ver, e depois lá correm com uns presidentes de câmara municipal, ou uns presidentes de junta de freguesia, como recentemente ocorreu lá mais para Norte.
Mas é pouco.

Poder local? SIM. 
Mas olho neles. Olho neles!

E olho nos deputados da AR, nos governantes, nos vários agentes do sistema de justiça, nos Presidentes da República, nas fundações, nas elites, nas hierarquias etc. etc. etc. etc.

Olho nos de cima.

Quanto aos debaixo, olho neles também, e se não cumprirem a LEI, RIGOR, sem desculpas.

Se não for assim, sociedade pantanosa, doente, podre.
É olhar para o eloquente presente. 

AC

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

ISTO  TAMBÉM  É  ALGARVE
Isto também é Algarve, e tipicamente português. 
Um arraial de caixas de distribuição, cablagens várias, e daqui tudo sai pendurado à "trouxa e mocha".
AC
Publico como recebi de um bom amigo, médico, há décadas "Ilhéu". Sublinhados da minha responsabilidade
AC

"O CADAFALSO, os CARRASCOS e o JULGAMENTO PÚBLICO do MINISTRO da EDUCAÇÃO: BREVE ESTÓRIA de uma  EXECUÇÃO CANCELADA!

Em jeito de nota prévia, convém começar por fazer uma singela declaração de interesses: não conheço o Sr. Ministro da educação de parte alguma e não sou militante de qualquer partido político!

Neste contexto, coloco-me ao nível de qualquer cidadão nacional que assiste há décadas à degradação constante e progressiva do nosso sistema de ensino e ao queixume, sem tréguas, dos sindicatos dos professores sobre as condições salariais da classe e sobre a sua desqualificação permanente.

Em Abril de 2024 o novo Governo da AD faz de Fernando Alexandre Ministro da Educação e, contrariamente àquilo que era habitual neste sector, o Ministro da pasta assume a empreitada e põe mãos à obra.

Ainda se lembram do slogan glosado até à náusea pelo inefável Secretário-Geral da Fenprof, Mário Nogueira, e seus seguidores de serviço, que perseguiam qualquer Ministro da Educação por onde quer que passasse? “6 anos, 6 meses e 23 dias”, sendo que no dia seguinte aumentava, inexoravelmente, mais um dia! E andámos nisto anos a fio, muitos meses e muitos dias, demasiados, acrescentaria eu!

Pois é, veio um Ministro com uma ideia para a educação, com um propósito e metas bem definidas e, de uma assentada, deu aos professores aquilo que lhes era devido por direito, acabando com uma injustiça de muitos anos para mais de 84000 professores!

A verdade é que o Ministro da Educação, pouco tempo depois de empossado no cargo, resolveu um problema que as palavras doces, redondas e politicamente correctas do Governo PS de António Costa, não conseguiu resolver durante os seus nove anos e um mês de vigência, apesar de ter contado com o suporte generoso e amaciado dos outros partidos da Geringonça, leia-se PCP e Bloco de esquerda, e com a surpreendente quietude reivindicativa da Fenprof, o que levaria ao aparecimento do STOP, por manifesta falta de comparência de Mário Nogueira e dos seus rapazes na arena sindical, totalmente disciplinados e manietados pelas orientações de silêncio do PCP.

Mas Fernando Alexandre não só não ficou por aqui, como desenvolveu um intenso programa de medidas, que passamos a sumariar:

- Entrada de mais de 10 mil novos professores na escola pública desde o início do seu mandato.

- Dois concursos extraordinários, colocando mais de 3 000 docentes em zonas críticas (Grande Lisboa, Setúbal, Alentejo, Algarve).

- Criação de um apoio à deslocação, que varia entre os 150 e os 450 euros mensais, reivindicado há anos pelos sindicatos e nunca concedido pelos governos da geringonça, e que actualmente já beneficia mais de 6700 professores, procurando atraí-los para zonas mais carenciadas.

- Reforma orgânica e administrativa profunda do Ministério da Educação, nunca antes realizada, nem sequer tentada, com os seguintes impactos:

• Redução para menos de metade dos recursos humanos afectos ao Ministério, permitindo devolver às escolas cerca de 1000 professores;

• Diminuição de 16 para 6 Direções-Gerais (só para Recursos humanos havia 3 Direções gerais, era uma festa!), reduzindo em cerca de 40% os cargos dirigentes.

Acresce que esta profunda reforma foi igualmente acompanhada pela digitalização integral dos processos; pela criação de um sistema centralizado de dados sobre professores e alunos e pela gestão integrada de recursos humanos, que será acompanhada pela OCDE, o que é inédito.

- Revisão das Aprendizagens Essenciais, em consulta pública, para:
o reforçar pensamento crítico e capacidade de questionar,
o integrar competências digitais e pensamento computacional,
o preparar alunos para a inteligência artificial e abundância de informação.

- Reforço do estudo de autores da CPLP nos ensinos básico e secundário.

Sendo certo que as medidas acima enunciadas não esgotam a intensa actividade desenvolvida por Fernando Alexandre, temos por último o tema candente do momento: o famoso sistema de avaliação dos exames nacionais com digitalização prévia das provas realizadas.

Este sistema, constituindo um passo intermédio até a uma digitalização total do processo, anunciava as seguintes vantagens essenciais:

• Maior transparência no processo, permitindo aos alunos e encarregados de educação terem acesso à própria prova de cada aluno, com as cotações consideradas, algo totalmente inacessível no anterior sistema;

• Atribuição a cada professor/classificador de itens específicos da prova, permitindo maior facilidade, rapidez e padronização do processo avaliativo, com vantagens para todas as partes;

• Evitar a responsabilização indevida dos professores ao transportarem e guardarem nas suas próprias casas exames nacionais, incorrendo em responsabilidades de cuja dimensão nunca tiveram verdadeira noção;

• Uma maior celeridade no processo de correção e de eventuais recursos.

Em suma, um conjunto vasto e valorativo de vantagens que qualquer ser humano, minimamente sensato, validaria sem hesitações!

Todavia, e porque na vida nada é perfeito nem tão pouco oferecido, seria suposto que este sistema tivesse as suas versões beta mais testadas e que o processo fosse rodado num número inferior de exames e de impacto menor na população estudantil!

A verdade é que, sabemos agora, esta fase de hard-tests não foi devidamente valorizada pelos serviços do Ministério e, ao que parece, terão apanhado o Ministro de surpresa já com a máquina em andamento e sem possibilidades de recuo!

Por excesso de confiança na equipa do Ministério, por falta de escrutínio mais selectivo nos pontos críticos do processo, ou por mera crença na bondade das soluções trazidas à mesa de despacho, vimos um Ministro a braços com um problema de difícil solução, compensando com um ranger de dentes e um arregaçar de mangas, aquilo que a razão decisória das fases prévias não conseguiu acautelar.

Todavia, ainda o Ministro esboçava as primeiras medidas paliativas para remediar a situação, e já se ouvia o ruidoso e lancinante afiar das facas e das adagas nos salões do poder de Sindicatos; Partidos da oposição, onde não se excluiu o Chega - a sofrer de tonturas, desorientação e cefaleias ideológicas de difícil recuperação -, à mistura com as redações de televisões, rádios e jornais famintas de sangue, onde abundam, salvo honrosas excepções, um rol de comentadores e jornalistas que há muito abandonaram as regras deontológicas do jornalismo, trocando-o por mero activismo político-partidário!

A avidez e a fome eram insaciáveis e a presa prometia um laudo banquete mediático, garantindo o sacrifício em praça pública do melhor Ministro do Governo da AD, ao mesmo tempo que seria possível mostrar serviço aos donos do poder do Largo do Rato, da Gomes Freire e de outras paragens politicamente correctas.

Em suma, entre os dias 14 e 17 de Julho, período de adiamento de saída das classificações, foi um fartote, em que as apostas na queda do Ministro atingiram valores absolutamente estratosféricos.

Para fechar com chave de ouro este julgamento sumário, em que a sentença já estava previamente escrita desde o dia 14, o Parlamento chamaria o Ministro para o pretérito dia 17, basicamente para o defenestrar e erguê-lo de pernas para o ar, e poder mostrá-lo ao povo nas varandas dos Passos perdidos, anunciando a sua culpa sem direito a redenção.

No meio de toda esta algazarra político-mediática, ainda conseguimos assistir com muita ternura e caridade cristã, às lágrimas de crocodilo dos sindicatos, em particular da Fenprof, sobre as terríveis consequências dos atrasos ocorridos, reclamando de imediato a demissão do Ministro.

A este propósito importa indagar a mesma Fenprof sobre os atrasos e os transtornos causados às famílias, nos seguintes anos:

-Junho de 2013: greve aos exames em que cerca de 23 mil alunos não conseguiram realizar o exame nacional de Português, tendo sido chamados a fazer provas a 2 de Julho.

-Junho de 2018: mais uma greve às avaliações. Dos cerca de 160 mil alunos que realizavam exames do 11.º e do 12.º anos, cerca de 36 700 foram às provas sem conhecer as classificações internas.
Pois é, nessa altura também havia alunos, famílias, vidas e compromissos assumidos!

-Em 2023, mais uma vez, nove estruturas sindicais voltaram a anunciar greves às avaliações finais de provas e exames.

É curioso que nessa altura a Fenprof e outras estruturas sindicais não manifestaram qualquer preocupação com os dramas que resultavam destes adiamentos para as famílias e alunos, sendo que estes últimos iam à segunda fase sem saber os resultados da primeira!

Em suma, tudo foi preparado para executarem politicamente o Ministro Fernando Alexandre no cadafalso, onde seria enforcado por sentença prévia e sem direito a defesa, por carrascos provenientes de sindicatos e partidos políticos da oposição, que vão da extrema-esquerda à direita radical!

Para azar dos carrascos de serviço, o Ministro terminaria a sessão de debate na Assembleia da República do passado dia 17 com o anúncio à comunicação social de que, afinal, as provas estavam integralmente corrigidas e que caberia agora às escolas publicarem as ditas!

Consta entretanto que, impedidos de executarem o Ministro no cadafalso que ficou vazio à espera de melhor oportunidade ou de substituto de igual importância, os carrascos do regime têm vindo a reclamar dia após dia que, afinal, ainda há erros nas correções, ainda há umas centenas de falhas em mais de 290 000 exames realizados e que, imagine-se, é motivo para se voltar a repensar na retoma do auto de fé interrompido, em virtude da heresia do Ministro em propor o pagamento das correções por quantias alegadamente indignas, quando nos tempos de António Costa, do PS e da Geringonça eram, orgulhosamente, zero, e não foram objecto de qualquer contestação!

Convenhamos, qualquer coisa está muito mal na política portuguesa, para termos atingido um estado de tão grande insanidade como aquele que estamos a viver!

É voz corrente que o País está mal e que é preciso realizar grandes mudanças, mas assim que alguém tem a coragem e se atreve a propor e a levar à prática qualquer empreendimento neste sentido, aqui-D´el-Rei que se acaba o mundo e a paz dos nossos dias!


Valha-nos a proximidade das férias, da praia, do sol e de alguma folia que sempre sobeja nos nossos arraiais, para que possamos recuperar algum equilíbrio mental e suplemento de alma!"

29 de Julho de 2026
António Ribeiro

Bom dia, boa 2ª Feira, tenham uma boa semana.
Saúde, Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades, boas férias.
António Cabral (AC)

sábado, 1 de agosto de 2026

Leio por aí que Nuno Palma e o Nobel James Robinson vieram a Portugal perorar sobre o estado disto e como modificar isto.

Se percebi bem, o resumo do que esses dois homens disseram/ recomendaram é que a grande prioridade, mesmo a prioridade única, é pôr o Estado a trabalhar como devia fazer.

Ora isso é coisa que já antes de 25 de Abril de 1974 não acontecia e que, como a nossa história democrática eloquentemente demonstra, há décadas que continua a não fazer.

E o Estado está principalmente materializado nos titulares dos órgãos de soberania e  na pesada máquina administrativa que nos consome e não ajuda.

O Estado a cumprir prazos em todas as áreas, justiça incluída? 😱

Actuar de acordo com o Código do Procedimento Administrativo?

E que dizer de muitas outras coisas que, não sendo propriamente Estado, contribuem para a organização da sociedade, como por exemplo autarquias, ordens profissionais, etc?

A ordem dos médicos é um caso paradigmático.

Há mais de um ano fiz-lhe uma pergunta sobre as equipas nas urgências hospitalares. Vou colocar a seguir a primeira resposta recebida, daquelas automáticas.


Exmo.(a) Sr.(a)

Acusamos a receção do e-mail de V. Exa. que merecerá da nossa parte a melhor atenção.

Encontramo-nos ao dispor.

Com os melhores Cumprimentos


Claro que não me ligaram nenhuma.

Há poucos dias enviei-lhes este mail, e lá veio a mesma resposta automática. Vai passar mais um ano e silêncio certamente. Responder a um idiota cidadão comum? Não estamos cá para isso!

À
Ordem dos Médicos
Muito boa noite.
Passado mais de um ano de ensurdecedor silêncio cumpre-me agradecer a gentileza e o não esclarecimento.
Cumprimentos

António Cabral

Cumprir prazos?

Respeitar as leis? Respeitar os cidadãos? Na tugolândia?

Pois

AC

domingo, 26 de julho de 2026

A  PROPÓSITO  DE  ALUNOS

A propósito de alunos do ensino superior li que das 18758 camas previstas para seu alojamento apenas 5014 estão efectivamente prontas.

Diz bem do que se vem fazendo nos últimos. . . . 2 , 3 , 4 , 5, 6 , anos ?

AC

quarta-feira, 15 de julho de 2026

PORTUGAL, 
PS, PSD, CAVACO, MONTENEGRO, CHEGA, etc.

O "tal de referência" publicado na 6ª Feira 27 de Março do corrente traz um artigo do ex - funcionário do BdP/ ex-ministro das finanças/ ex-condutor de Citroen/ ex-chefe do PSD/ ex-Primeiro Ministro/ ex-Presidente da República,  em que faz alertas, recomenda reformas, lembra que Portugal é pobre, que o dinheiro não cai do Céu, e considera que o Chega não é confiável.

Começando pelo fim, o Chega não só não é confiável, como não tem quadros decentes, como é execrável pois juntou muito do que há de mau por todo o lado, por todos os partidos, por toda a sociedade.
Esta é a minha opinião, naturalmente. 

Mas há uma realidade que me entristece, é real mesmo, e tem de ser democraticamente respeitada, pois imensos concidadãos colocaram-no no Parlamento. 
Como escrevi antes noutros textos, respeito a decisão dos meus concidadãos mas também respeitosamente entendo que fizeram má escolha. O futuro dirá.
Agora, reformas? Aguardemos
AC

domingo, 12 de julho de 2026

ELITES
Em todas as sociedades existem elites. 
Elites, o que se costuma designar por - o que há de melhor numa sociedade - ou - membros da sociedade que detém poder e influência.
Na comunicação social indígena muitas loas se evocam constantemente sobre várias das nossas elites. 

Ele é fotografias, entrevistas, fóruns, encontros, conferências, recepções, condecorações, jantares em casa de, entregar e receber prémios, ou assistir à entrega de prémios, etc. 

Algumas elites quase não tem tempo para se coçar. Mesmo jubilados não param as conferências, as confraternizações, as entrevistas concedidas, as apresentações, as deslocações. Uma lufa lufa quase não têm tempo para escrever nas suas redes sociais tal o turbo-conferencismo, o turbo administradorismo pro bono, o apoio ao seu partido (mas sem ter cartão de militante).

E jornalistas, que vão jantar a casa deles, que jogam golfe com eles, que passam férias com eles, pertencem também ás elites?
Jornalistas que colocam inverdades nos jornais porque, CONFESSAM, acreditaram na informação de fonte de governo, pertencem ás elites? 

Pelo que se vai vendo (desde 1700? 1900? 2000?) será de facto o que de melhor temos por cá?

No meu entendimento, e de leituras retroactivas que vou fazendo à nossa história, incluindo algumas obras estrangeiras, a sensação que me fica é de que, basicamente, as elites sempre trataram de se governar. 

Mas, tal como no direito, haverá muita gente que discordará disto. A doutrina diverge. Respeito.
Anoto apenas o estado miserável do País, agora, antes, e muito antes.

É ver, só por exemplo, a história das bancarrotas, as dívidas, incluindo a "mansa" e os pedidos de empréstimo nos séculos XVIII, e XIX.

Será por isto, que periodicamente em certos OCS aparecem classificações acerca de "poderosos"? PODEROSOS? Salvo melhor opinião raia o obsceno.

Olhando por exemplo aos poderes havidos e casos e polémicas desde 1945, o que encontramos como nomes sonantes, sem discriminar seja o que ou quem for, sem qualquer especial intenção, e sem ordem alfabética ou cronológica, e sem imputação de ideologia?

Apenas alguns exemplos de uma lista sem fim (hoje só civis; militares também dão uma linda lista, começando por Ribeiros e indo lá muito atrás):
> Oliveira Salazar, Duarte Pacheco, Américo Thomaz, António Costa, Quintanilha Mendonça Dias, Vitor Constâncio, Cupertino de Miranda, António Ferro, Narciso de Miranda, Adriano Moreira, Franco Nogueira, Diogo Freitas do Amaral, António de Spínola, Jorge Sampaio, Marçal Grilo, Norton de Matos, Zeinal Bava, Ângelo Correia, Ricardo Espírito Santo, Pinto Monteiro, Alberto João Jardim, António Champalimaud, Duarte Lima, Correia de Oliveira, Vasco Gonçalves, José Manuel de Melo, Silva Pereira, António Arnaut (o pai do SNS e o advogado), Paulo Portas, Costa Gomes, Valentim Loureiro, Francisco Louçã, Manuel Alegre, José Sócrates, Ilídio Pinho, Mário Soares, Durão Barroso, António Guterres, Cavaco Silva, Mesquita Machado, Eurico de Melo, Vitor Alves, Marcelo Rebelo de Sousa, Melo Antunes, Proença de Carvalho, Sá Carneiro, Adelino Amaro da Costa, Pinto Balsemão, Jorge Coelho, Inês Medeiros, Miguel Horta e Costa, Pedro Mexia, Adelino Palma Carlos, Sanches Osório, Vasco Vieira de Almeida, Rui Vilar, Valente de Oliveira, Vitor Crespo, Miguel Cadilhe, Almeida Santos, Salgado Zenha, Álvaro Cunhal, Oliveira e Costa, João Cravinho, Pereira de Moura, António Costa (governador BdP), Diogo Lacerda Machado, António Sousa,......um rosário extenso.

Segundo vi uma vez, do ex-PR salvo erro - "O povo sempre a lutar por Portugal mesmo que algumas elites, ou melhor, as que como tal se julgavam, nos falhara. Em troca de prebendas vantajosas, de título pomposos, altas contemplações deslumbradas, ou simplesmente tiveram medo de ver a realidade e decidir com visão e sem preconceitos".

As elites são, por norma e formalmente, o motor do mundo.
Pelo que a Portugal respeita e na minha opinião naturalmente, desde 1700 sempre a piorarmos.

Andamos no mundo dos acessíveis, dos fazedores, dos consultores estratégicos, dos convívios em jantares, festas, viagens à conta de alguém, de comissões por serviços, de cumplicidades. Com e sem contratos. E depois temos vários concidadãos que daqui se piraram e piram e lá fora se notabilizam.

Quem quiser que se dê ao trabalho de ver por onde passaram alguns senhores e senhoras e aonde chegaram hoje. 
A maioria terá começado nas jotas, por assessor ou chefe de gabinete. 
Releiam o postal - E é isto a Tugolândia.

Conheço um caso em que foi para secretário de um senhor amigo do papá, creio que ainda não tinha 19 anos. 
Entre outras coisas, deu em comentador! 
Elites!!!!!!!!!!!!!

Bom dia e bom Domingo.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades.

António Cabral (AC)