Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
terça-feira, 22 de setembro de 2026
Este lugar na raia tem (como muitos outros) histórias infindas, e várias "estórias".
E o concelho e a herdade têm uma ligação com a trágica guerra civil de Espanha.
Na Herdade da Coitadinha criou-se nessa época um lugar de acolhimento para quem fugia de lá.
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
A conjugação da Linha da Beira Baixa, da A23, do futuro IC31, da ligação a Espanha, da proximidade do Porto de Sines, da capacidade energética disponível, do aeródromo de Castelo Branco e do território livre para nova indústria abre uma oportunidade de escala pouco comum: transformar a Beira Baixa numa plataforma de ligação entre o interior português, o Atlântico e o mercado ibérico.
Não deve ser lida como mais um parque industrial, nem como um projeto exclusivo de Castelo Branco. A verdadeira oportunidade é um ecossistema logístico, industrial, energético e tecnológico regional, em que diferentes concelhos desempenham funções complementares.
· Não devemos esperar pela GAE
A eventual atribuição da GAE a Castelo Branco pode trazer capacidade financeira, investimento público e velocidade de execução. Mas há uma distinção fundamental: a GAE pode acelerar o Gateway; não deve determinar se a região se prepara para ele. Se a candidatura for aprovada, avançamos mais depressa; se não for, continuamos a avançar — porque a necessidade de melhorar a ferrovia, concluir o IC31, reforçar a energia, captar indústria e aproximar a região dos mercados ibérico e atlântico não desaparece com o resultado de um concurso.
A pergunta certa não é "e se ganharmos a GAE?", mas "o que temos de fazer agora para estarmos preparados se o investimento acontecer?"
· Uma plataforma não pode secar os concelhos vizinhos
Castelo Branco tem dimensão e serviços para atrair boa parte do crescimento — isso é positivo. Mas se todo o emprego novo vier acompanhado da concentração de habitação e serviços só na capital de distrito, corremos o risco de uma região que recebe investimento e continua a perder população nos concelhos em redor. A plataforma não pode ser um aspirador demográfico.
Ródão pode ter um papel ferroviário e industrial; Alcains pode consolidar a ligação logística à ferrovia; Castelo Branco pode concentrar serviços, tecnologia e comando; Fundão, Covilhã e Belmonte podem reforçar os seus sectores próprios; Idanha-a-Nova, Penamacor e os restantes territórios podem desenvolver agricultura, floresta, energia, turismo e acolhimento residencial. Não precisamos de um centro único — precisamos de uma rede.
· Uma segunda porta para a Extremadura espanhola Essa lógica de rede não termina na fronteira do distrito.
A Guarda tem hoje a ligação mais forte a Espanha, pela Linha da Beira Alta e por Vilar Formoso, servindo bem o eixo para Salamanca e o norte peninsular. A Beira Baixa pode desempenhar um papel complementar, não concorrente: servir diretamente o norte da Extremadura — Cáceres, Plasencia, o Vale do Jerte — que hoje só chega ao litoral atlântico através de um desvio de mais de cem quilómetros até Badajoz. Uma ligação direta a Castelo Branco aproxima esse território dos portos portugueses e abre, dos dois lados da fronteira, um mercado de exportação que hoje não tem porta natural. Não se trata de substituir o corredor já consolidado Lisboa-Badajoz-Madrid, mas de completar a rede ibérica: a Guarda como porta norte, a Beira Baixa como porta sul, cada uma a servir uma geografia distinta do interior peninsular.
· Reorganizar os transportes
A chegada de novos investimentos vai alterar profundamente os fluxos de trabalhadores, estudantes e mercadorias. Se mantivermos os transportes pensados para uma população dispersa e envelhecida, não estaremos preparados. Será preciso articular ferrovia, transporte coletivo, serviços a pedido e ligações aos polos industriais, com horários coordenados, paragens junto às zonas industriais e escolas, e bilhética comum entre municípios e operadores.
A Linha da Beira Baixa não deve servir só para mercadorias: deve permitir viver num concelho, trabalhar noutro e usar os serviços de toda a região. A tecnologia por si só não resolve nada sem esta rede pensada com antecedência.
· Quem vai construir tudo isto
Se avançarem em simultâneo o IC31, a plataforma e novas unidades industriais, será previsível uma necessidade significativa de mão-de-obra durante a construção — parte vinda de fora de Portugal, incluindo de países não europeus. Isto não deve ser apresentado como ameaça, mas também não deve ser ignorado: se chegarem centenas ou milhares de trabalhadores sem alojamento, transporte, saúde, formação e mediação linguística preparados, criamos um problema evitável. Se começarmos já a preparar a região, transformamos essa chegada em oportunidade.
Não se trata de construir dormitórios, mas comunidade: reabilitação de habitação devoluta, arrendamento acessível, alojamento próximo das obras com segunda vida planeada desde o início — habitação que passa depois a servir jovens trabalhadores ou famílias —, transportes coletivos, creches, saúde, formação e aprendizagem da língua. O que for construído para a fase de obra deve ficar preparado para a fase seguinte.
Não devemos esperar pela chegada dos primeiros milhares de trabalhadores para procurar casas, nem pela abertura das escolas para descobrir que faltam lugares. O planeamento tem de chegar antes da obra — e isso começa por levantar hoje quantas casas devolutas existem, que terrenos podem receber habitação, e que capacidade têm escolas e serviços de saúde.
· Mais do que logística A energia, a ferrovia, a rodovia, o território e a conectividade da região podem atrair atividades de maior valor acrescentado: baterias e armazenamento energético, hidrogénio verde, data centers, automóvel e mobilidade avançada, aeronáutica e drones, agroindústria e cadeia de frio, floresta e biomassa.
Não significa que tudo isto vá acontecer — significa que devemos criar as condições e perguntar diretamente aos investidores do que precisam, em vez de desenhar sozinhos o que pensamos que eles querem.
· O Estado também deve perceber a oportunidade
A Beira Baixa não está a pedir apenas mais uma estrada ou mais um subsídio — está a propor uma estratégia em que ferrovia, IC31, energia, indústria, logística, habitação, formação e transportes funcionem como um sistema. A GAE pode ser uma ferramenta poderosa para isso, mas mesmo sem ela há razões para avançar: uma ligação ferroviária, uma casa reabilitada ou um trabalhador qualificado não perdem valor por não haver uma determinada sigla ou programa de financiamento.
· A oportunidade é agora Durante décadas, o interior lutou contra a perda de população.
Podemos estar perante uma situação diferente: aprender a gerir crescimento. Mas crescer exige responsabilidade — preparar habitação, escolas, energia, conectividade e integração, e garantir que o crescimento não fica concentrado numa única cidade. A GAE pode ajudar. O Estado pode ajudar.
Os fundos europeus e os investidores privados terão um papel decisivo. Mas há uma coisa que ninguém fará por nós: preparar a região para o futuro que dizemos querer. Não devemos ter medo de crescer.
Devemos ter medo de crescer sem planeamento.
Castelo Branco, 13 de Setembro 2026
cirurgião reformado e ex-diretor clínico do Hospital Amato Lusitano, Castelo Branco; membro fundador (2009) do Núcleo da Beira Baixa da SEDES – Associação para o Desenvolvimento Económico
domingo, 20 de setembro de 2026
Pedro Almeida Vieira|15/09/2026/ Página Um
Há investigações jornalísticas que conseguem o feito de receber prémios de alguns milhares de euros. Mas a investigação da TVI que expôs o caso de benefício ilegítimo com dinheiros públicos das gémeas luso-brasileiras – colocando sob escrutínio a Presidência da República, o Governo e o funcionamento do Serviço Nacional de Saúde – valeu agora à estação televisiva uma coima de 50 mil euros.
A promotora da sanção foi a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), que esmiuçou o trabalho de investigação até encontrar sete contra-ordenações “muito graves” em sete peças jornalísticas.Sandra Felgueiras: TVI condenada a passar um cheque de 50 mil euros à ERC.
Na sua deliberação de 60 páginas, aprovada no início deste mês, o regulador sustenta que o alvo não foi, formalmente, a investigação conduzida pela equipa coordenada por Sandra Felgueiras sobre o tratamento das gémeas luso-brasileiras com o medicamento Zolgensma, mas a protecção da imagem das duas crianças, para além de que, numa das reportagens, a morada da família ficou visível durante alguns instantes.
O regulador andou a pesquisar todas as peças emitidas entre Novembro de 2023 e Janeiro de 2024, e foi aí que encontrou sete motivos para garantir que houve sete infracções. Cada uma justificou uma coima parcelar de 40 mil euros, num total aritmético de 280 mil euros, mas que acabou reduzido, através do cúmulo jurídico previsto para o concurso de infracções, a uma coima única de 50 mil euros.
O contraste entre a dimensão da investigação e o grau de minúcia sancionatória do regulador atravessa toda a decisão. A ERC reconhece que não estava a apreciar a legitimidade do escrutínio jornalístico sobre um eventual favorecimento político, mas foi esmiuçar a parte mais polémica das reportagens: a imagem das crianças.
ALEMANHA
Com os seus estados e cidades /zonas especiais.sábado, 19 de setembro de 2026
PORTUGAL É ISTO, ESTA TRISTEZA . . . .
Toda a tarde, logo a seguir ao almoço temos estado com preparativos diversos para um almoço caseiro familiar, família alargada, Domingo.
São 1720 horas, quando vim à sala e fiz um "zapping" pelos canais TV para ver se diziam alguma coisa sobre a guerra na Ucrânia, pois apercebi-me esta manhã que houve um incidente junto de "uma central nuclear" na Rússia.
Acontece que por exemplo no 9 seguem entusiasmados o autocarro do Benfica que há pouco passou rumo ao Porto pela minha conhecida saída para a A 23 (quando vou para a aldeia).
É isto, um drama nacional prestes a desenrolar-se em cima da hora do jantar, certamente que todos os titulares dos orgãos de soberania vão estar atentos e eu . . . voltei para a cozinha com a minha querida mulher.
Portugal é isto, exactamente isto, futebolês, futebolês, antevisões de jogo, gritos e puxar de cabelos durante o jogo, primeiras impressões à entrada do túnel, mais tarde depois do duche comentários ao jogo por parte dos treinadores.
Claro que haverá muito Komentariado futebolístico aos comentários dos treinadores e ao jogo.
Entretanto, a esta hora, a habitual horda de selvagens deve estar a preparar-se para o costume.
É Portugal!
AC
Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas avisa que não é com pequenas ofertas que se atraem jovens. E defende a necessidade de oferecer uma carreira diferenciada.
- repatriados foram a maioria dos assaltantes; mas quantos ficaram em Ceuta? Agora falam em 10 000 amontoados nas praias e outros locais; está bem de ver que os aspectos sanitários em Ceuta melhoraram substancialmente
- o que aconteceu pode ou não sintetizar-se naquilo que costumo designar por terrorismo soft?
- como vai a "saúde" dentro do governo espanhol, nomeadamente entre os ministros da defesa o da administração interna e o dos negócios estrangeiros?
AC
OUTONO VEM AÍ, depois, INVERNO
Aqui no burgo onde vivo, andam a limpar sarjetas. Vá lá!
E quanto a isto, melhorámos imenso, certo ?
Estávamos no tempo Costiano e, certamente, a par das milhares de casas que no "reinado" dele foram prometidas construir (até aos 50 anos do 25 de Abril não haverá . . . . .)- This is “Grace”
- Coffee?
- Portuguese custard tart.
- Pork sandwich, Lisbon style.
- Portuguese dining concepts.
- Local Grocery Concept Stores.
- Octopus “à lagareiro”.
- Bakery & Brunch Experience.
- Tagus River.
Neste "ambiente" de produtos, de conceitos, de competências, de experiências, de marcas, NÓS os "locals" vamos levando com estas parvoíces (opinião pessoal, naturalmente, mas a respeitar como eu respeito, SEMPRE, as opiniões de outrem, concorde ou discorde delas) tal como levámos e levamos com "unicórnios", "startups", WEB Summit e o Marcelo a deslocar braços e ombros, etc.
Cerca de 10.000 pessoas que entraram ilegalmente em Ceuta em julho permanecem na cidade, segundo um novo cálculo do governo espanhol divulgado esta sexta-feira, 18 de setembro, dia em que foram alojados 1.700 migrantes que estavam a dormir em praias.
19 SETEMBRO 2026
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
Três das armais mais letais que existem.
Temos os diferentes especialistas, temos os especialistas residentes, os especialistas convidados, as diferentes mesas de "Komentariado" aos comentadores e entrevistados.
Uma lancha ligada ao narcotráfico foi apreendida pela Polícia Marítima na barra do Estuário do Tejo na quarta-feira à noite. Há 11 detidos, todos elementos que seguiam na embarcação.
Em comunicado, a Autoridade Marítima Nacional (AMN) explica que, além dos 11 suspeitos detidos -- de nacionalidades espanhola (seis) surinamesa (um) e guianense (quatro) -, foi apreendida a bordo carga destinada ao apoio logístico de embarcações associadas ao tráfico de droga por via marítima.
Entre o material apreendido estava equipamento sobressalente, de comunicações, bem como géneros alimentares e combustível destinado ao reabastecimento de embarcações utilizadas em atividades ligadas ao narcotráfico.
A CNN Portugal diz que este foi o maior número de elementos capturados até agora numa 'narcolancha'. A mesma fonte refere que os 11 suspeitos detidos atracaram em Sesimbra, acompanhados pelas autoridades.
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Seis mortos e 31 feridos em colisão entre autocarro e camião no Brasil
O autocarro vinha de São Paulo e tinha destino à Bahia. Entre os feridos está um bebé de seis meses. Polícia suspeita de falha no sistema de travagem

































