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segunda-feira, 28 de setembro de 2026

PERNAS

Nesta fotografia (que roubei) de outros tempos descortinam-se coisas diversas.

Pode escolher-se o que se quiser de cada um (Soares, Gama, Guterres, Seguro, Seixas) e deles recordar por exemplo, origens, trajectos, personalidades, posturas/ modo de encarar quer a vida quer a política.

Pode escolher-se os ombros e, curiosamente, os da fila de trás com eles simétricos, nem inclinados para a esquerda nem para a direita, enquanto nos dois da frente inclinados para a direita.

Pode escolher-se as pernas, Gama de pernas abertas, simétricas, Seixas e Soares perna direita cruzada, Seguro e Guterres perna esquerda.

Pode recordar-se as ligações políticas, todos socialistas, um ufano de não ter cartão do partido.

Pode escolher-se o rosto de cada um e eu, olhando-os, respeitosamente apetece-me dizer :

Soares - imperador, dono disto,  bonomia, 
Gama - atento, a tudo, sem transparecer o que lhe vai na alma
Guterres - sorrisinho plástico, sonso, atento, mas não está ali
Seguro - atento, calculista, planeando
Seixas - atento, distante, planeando, calculista.

É a vida, dizia o pastoso!

AC

domingo, 27 de setembro de 2026

. . . . . 
E como há coisas seguras, o Dr. António José Seguro veio agora solidarizar-se com António Guterres, cujos confrangedores mandatos à frente da ONU justificou por coincidirem com alguma coisa como «os piores tempos de sempre». A adiposidade intelectual do Dr. António José Seguro dá a mão à adiposidade última do Eng.º Guterres, que desta vez ele expressou através do secretariado-geral.
. . . . . . 

Lido por aí, na blogosfera, uma opinião.

É uma opinião.

Eu, como sempre realço e PRATICO, respeito, SEMPRE, as opiniões de outrem. Discorde ou concorde.

A minha, sobre estes dois meus concidadãos, é igual quanto a Guterres, e muito parecida quanto ao actual inquilino em Belém.

Quanto a Guterres deve ficar "contentinho da Silva" ao ler vacuidades como esta - “António Guterres foi sempre uma voz forte e determinada na defesa da paz, do direito internacional e do multilateralismo. Ao longo dos últimos dez anos foi também um defensor constante da dignidade humana.

Presente o que acima digo quanto a respeito pelas opiniões de outrem, a minha é que só a descarada ausência de vergonha na cara faz debitar estas inverdades que roçam . . . . . .

Claro que Guterres tem uma notável preparação, e grande capacidade intelectual. 
Inteligente, entre outras qualidades, onde também se misturam graves defeitos como ficou provado na sua governação em Portugal.

Só a desfaçatez de alguns e as suas inerentes pesporrência e descarada superioridade moral (só eles a têm) é que os leva a dizer que para  Guterres ir para SG da ONU bastaram os seus imbatíveis predicados.

Estes senhores da bolha continuam a olhar para os cidadãos comuns como totós! 
Desprezam-nos. Mas acreditando que muitos serão parecidos comigo, nós retribuímos.

Como se alguns de nós ou mesmo muitos não soubéssemos algumas coisas da vida, do mundo, dos clubes mundiais, ou de como se jogam e combinam coisas nas internacionais escolhendo o menor denominador comum, como se fossemos uns completos iletrados, incultos.

Haja paciência democrática para aturar estas criaturas.

António Cabral (AC)

domingo, 20 de setembro de 2026

Ainda  a  ONU  e  GUTERRES
Em complemento do pequeno texto que já escrevi sobre o tal "melhor (olha se não era, ….ui!) de nós todos" (Marcelo dixit) as candidaturas a SG da ONU já conhecidas terão de ser apreciadas e votadas pelos  membros do Conselho de Segurança e, como é sabido, pode surgir um veto de um ou mais dos 5 membros permanentes (EUA, Rússia, Reino Unido, França, China). 
Depois o assunto passa para a Assembleia Geral da ONU.

As opiniões sobre o desempenho deAntónio Guterres em dez anos como SG da ONU são / serão certamente diferentes e divergentes.
A minha, como cidadão do mundo, é muito negativa e condiz com o desastre que foi como PM. 

Dizem alguns com parcial razão que Guterres nunca teve um apoio entusiástico da UE, que foi hostilizado por alguns dirigentes mundiais importantes.

Quando se olha a resultados obtidos pela ONU neste 10 anos espreme-se o limão e. . . . . sai apenas uma gota pequenina!

Pela minha parte, e na sequência de antecessores (mas podia ter tentado alterar) nunca que eu saiba houve uma posição firme em relação ao desperdício de milhões da ONU por esse mundo fora.
E nem um pio sobre a ineficácia de algumas forças da ONU, como por exemplo as destacadas no Líbano.

Sim, Guterres está colado à imagem degradante e decadente da ONU contemporânea.

É provavelmente o que os grandes querem que seja, mas tivesse Guterres batido o pé e quase certamente perdido o 2º mandato e eu agora olhava para ele com outros olhos.

Face aos resultados, respeitosa mas sinceramente, pastoso como sempre foi, é só mais um que sempre andou e continuou a tratar da vidinha.

AC

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

ESTOU  MUITO  PREOCUPADO

Dizia hoje isto a um amigo que me perguntou se eram os problemas com a mãe, ou outras questões.
E expliquei-lhe.

Estou muito preocupado com a sucessão de António Guterres.

Pelo que se sabe há oito candidatos identificados:  Michelle Bachelet, Rafael Mariano Grossi, Rebeca Grynspan, Macky Sall, María Espinosa Garcés, Carolyn Rodrigues Birkett, Olara Otunnu e Ivonne A-Baki.

Há quem se esforce para que, finalmente, o cargo de SG na ONU seja ocupado por uma mulher.

Há quem se esforce para que o cargo seja preenchido por alguém das Américas (Central, Sul).

De one vem a minha preocupação?

Do facto de me parecer que TRUMP anda distraído a mandar gente dele falar com os Houthis e está a esquecer-se de avançar com a candidatura de Infantino.

Já no passado falei nisto, e como Guterres confessou que não sabe o que irá fazer depois de deixar a ONU, só alguém muito desatento é que  vê a maravilha para o mundo de Infantino ser SG da ONU e Guterres o patrão da FIFA.

Daqui a minha profunda preocupação, ver que está instalado um certo marasmo.

Não tenho qualquer dúvida, dois excelentes candidatos. Como Guterres disse hoje, bastaria que ambos nesses lugares fossem eles mesmos, genuínos!

Os resultados seriam brilhantes e um mundo novo!

AC

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

ONU e  GUTERRES

António Guterres está a poucas semanas de terminar o mandato como SG da ONU.
Hoje deixou pelo menos um conselho a quem se suceder : 
"Seja você mesmo, seja independente"

Pois é de presumir que o seu antecessor lhe disse exactamente a mesma coisa há cerca de dez anos.

Como se foi vendo ao longo destes dois mandatos foi um PÉSSIMO conselho.

AC

domingo, 30 de agosto de 2026

ANTÓNIO   GUTERRES
Todas as pessoas têm qualidades e defeitos.

Depois, de ser humano para ser humano, tudo depende da proporção entre defeitos e qualidades. Uns têm mais defeitos que qualidades, outros mais qualidades que defeitos.

António Guterres não foge a isto.

Foi um excelente aluno no Instituto Superior Técnico.
Dizem que foi um fervoroso católico com Marcelo.
Dizem que foi um grande conspirador de sótãos.

O que sei é que acabou a chefiar o PS, foi PM a seguir a Cavaco Silva, foi um trágico PM (opinião pessoal naturalmente), ajudou a crescer o pântano e, depois, fruto das suas ligações na internacional socialista e outras, foi mas é tratar da vidinha, os tugas que se lixassem. E andou anos por África e regiões desgraçadas como agente da ONU. 
Foi preparando o caminho para ver se conseguia ser SG na ONU.

Conseguiu.
Está perto de acabar o segundo mandato.

Não tenho competências para o avaliar nem no plano cultural nem científico onde tenho a certeza que está muito acima da média.
Não tenho competências para o avaliar no respeitante ao seu desempenho na ONU.

Mas a noção que tenho é que, como SG da ONU, tem sido basicamente um desastre.

Nos últimos dias fez umas declarações sobre as grandes potências.
Porque não o fez logo a meio do primeiro mandato?
Pois!

Agora foi visitar e cumprimentar o "Jolani" lá na Síria!
Com que intuito?
Apenas para conhecer um bocadinho da famosa Damasco?

Que resultados positivos desta jornada a Damasco, em que basicamente deu apoio internacional a Ahmed al-Sharaa/  na realidade Abu Mohammed Jolani, enquanto vomitava desejos de paz e estabilidade para “o povo sírio” e segurança para a soberania e integridade Sírias. Vacuidades diplomáticas de meia tigela partida!

O católico Guterres não se importou portanto de sancionar Jolani, que tem elevados créditos nos morticínios e massacres vários sobre, por exemplo mas não só, cristãos. É apenas uma pergunta! 

Guterres, nas suas periódicas e as mais das vezes destemperadas arengas, foi lembrando os direitos humanos mais a liberdade e a democracia.  Enfim.

Já o tínhamos visto por cá.
Os que o elegeram há basicamente 10 anos não investigaram bem este dito (creio que por Marcelo) o melhor de nós todos.
Olha se não era o melhor!
Patético, trágico, inarrável.
AC

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

PS em busca de mais cinco pontos antes de arriscar eleições
Três rotas pelo país, comícios no interior e um BMW com 30 mil km no primeiro ano como líder. José Luís Carneiro constrói a alternativa ao Governo com Guterres como bússola e sondagens no cronómetro
.

Li isto e fiquei calado.
Este homem, que há um dia esteve num concelho que ajudou a minguar e despovoar quando era MAI e foi lá agora para se inteirar de problemas do concelho, tem Guterres como bússola?

Terá ouvido falar em pântano?
Terá esquecido que Guterres se pirou e foi tratar da vidinha andando anos a cimentar os degraus para subir a SG na ONU?

Se com o governo actual não estamos bem duvido muito que Carneiro venha a fazer diferente.

Mas aguardemos.
AC

É esta criatura (que ao visitá-lo cauciona Jolani) que é a bússola de Carneiro?

Com Guterres ficámos como sabemos.

Com Guterres a ONU está como está.

Ande lá Carneiro, continue com esta bússola que vamos certamente bem longe! Longe dos primeiros lugares de qualquer "ranking", obviamente!

AC

quinta-feira, 23 de julho de 2026

INADMISSÍVEL

A corrida à sucessão de António Guterres como secretário-geral das Nações Unidas entra esta quinta-feira numa das fases mais importantes do processo de escolha do próximo líder da organização, com a realização de um debate público entre os candidatos já oficialmente apresentados ao cargo.

O encontro, promovido pelo Gabinete do Presidente da Assembleia-Geral das Nações Unidas, com o apoio da Bloomberg, decorrerá na sede da ONU, em Nova Iorque, sob o título “UN Town Hall: The Next Secretary-General”, reunindo representantes dos Estados-membros, observadores, funcionários das Nações Unidas e organizações da sociedade civil.

O debate constitui um dos momentos centrais do processo de seleção do sucessor de António Guterres, cujo segundo mandato termina a 31 de dezembro de 2026. O próximo secretário-geral iniciará funções em 1 de janeiro de 2027.

Quatro candidatos já estão oficialmente na corrida
Até ao momento, foram oficialmente indicados quatro candidatos para suceder ao atual secretário-geral português:Michelle Bachelet, antiga Presidente do Chile e ex-alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos;
Rafael Grossi, diplomata argentino e diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA);
Rebeca Grynspan, economista costa-riquenha, atual secretária-geral da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e
Desenvolvimento (UNCTAD) e antiga vice-presidente da Costa Rica;
Macky Sall, antigo Presidente do Senegal e ex-presidente da União Africana.

Durante o debate, os candidatos responderão a perguntas colocadas por jornalistas moderadores, representantes dos Estados-membros, organizações da sociedade civil e funcionários da ONU, apresentando igualmente as suas prioridades para a liderança da organização.

Li esta notícia sobre a sucessão do pastoso Guterres e confesso que fiquei siderado.

É inadmissível apresentarem uma lista apenas com quatro oficialmente declarados candidatos ao cargo na ONU quando, obviamente, esta lista é tendenciosa e além disso está incompleta.

É inadmissível não estar mencionado o melhor, indiscutivelmente o melhor candidato ao cargo, INFANTINO, como aliás Trump já o havia mencionado.

É inadmissível tanto jogo por baixo da mesa, quererem torpedear INFANTINO. O homem certo para o lugar.

Aliás, e como referiu um bom amigo, se fossem isentos e justos, INFANTINO seria obviamente o escolhido, e empossado como secretário geral da ONU, enquanto GUTERRES iria para presidente da FIFA.

Espero que o "democrata" Trump lute por estas nomeações, só aceite estas!

AC

sexta-feira, 17 de julho de 2026

ABOLUTAMENTE  DE  ACORDO
. . . . . . .
Falhar é mau, mas ficar aprendendo com o que falhou é um capital que se deveria valorizar muito mais do que se valoriza num país que acha que Guterres ou Costa fizeram muito bem em fugir das consequências dos seus falhanços. (H.P. dos Santos)

(sublinhados da minha responsabilidade)

AC

domingo, 5 de julho de 2026

Um bom amigo enviou-me este artigo de opinião.
Sublinhados são da minha responsabilidade.
AC

Negócio fechado
(Tiago Proença)

Moreira da Silva também pagou pelo bilhete de entrada, é a linguagem que o denuncia. Como denuncia Guterres, ao contrário do que ele pensa. É por isso que o seu silêncio não surpreende

O direito romano consagrou a forma do contraditório na fórmula: que seja ouvida a outra parte (audiatur et altera pars). Deu-se mesmo mais um passo e afirmou-se que era necessário ouvir o representante do mal, o diabo, etiam diabolus audiatur. Se o próprio príncipe das trevas deve ser escutado, o passo lógico impõe-se: é preciso dar a palavra ao Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres. 
E que diz ele? Nada.

Em 12 de Maio de 2026 foi publicado o relatório independente e exaustivo sobre a violência sexual praticada pelo Hamas no ataque de 7 de Outubro de 2023. As conclusões não deixam margens para dúvidas quando ao carácter deliberado, sistemático da selvajaria. Sempre compungidamente preocupado com a paz no mundo e em especial, muito em especial, no Médio Oriente, António Guterres refugia-se num silêncio de chumbo. 

Desde de 12 de Maio até 30 de Junho, o Secretário-Geral das Nações Unidas pronunciou-se em 109 ocasiões. 
Não há nelas uma palavra de condenação, uma expressão de repúdio ou um leve sussurro de compaixão pelas vítimas. 
Nem sequer há uma breve referência ao relatório, que, por mera tramitação burocrática, reconhecesse a sua existência. Nada. Numa agenda que se advinha febril, não faltou, porém, tempo para uma declaração do Secretário-Geral a assinalar o Dia Mundial do Ioga.

Não se trata de um acaso. 
As prioridades de António Guterres são claras. 
Já há muito tempo que o anti-semitismo das Nações Unidas – quanto a isso, basta lembrar a Resolução 3379 de 10 de Novembro de 1975 que equiparava o sionismo ao racismo – se rendeu à eficácia do silêncio e da comunicação indirecta. 

O primeiro controla a agenda noticiosa, impondo as ausências pretendidas; a segunda manipula pela sugestão, recorrendo a todas as formas insidiosas de informação – das falsas equivalências à adjectivação, passando em larga medida pela descontextualização, dados sonegados, etc. 

Naturalmente, põe-se a questão de saber se António Guterres é um anti-semita convicto, indignado, capaz de explodir em violências várias, ou se é um anti-semita frio, cerebral, que tem como finalidade última da sua acção a destruição do Estado de Israel ou enforcar o último judeu com as tripas do último rabino. Provavelmente, nem uma coisa nem outra. 

António Guterres terá talvez absorvido algum anti-semitismo cristão na sua infância e juventude. Talvez, mas nunca um anti-semitismo virulento pelo qual conduzisse a sua vida. As Nações Unidas, o hortus conclusus do antiocidentalismo, cobram bilhete de entrada para os seus lugares de topo. 
O preço é alto: decidir sistematicamente contra o ocidente e, em especial, contra Israel, para tantos em tantas paragens a súmula do ocidente; o bilhete, claro está, inclui também a omertà. Quem não estiver disposto a pagar não entra. Quem fechar o negócio pode subir. 

Não se trata de anti-semitismo pessoal, a esse nível trata-se antes de carreirismo. Claro que quando se fizer a pergunta: cui bono? a resposta já será outra. 
À primeira vista, poder-se-ia pensar que o carreirismo é inofensivo em comparação com o ódio visceral, arraigado, ancestral ao judeu. Pelo contrário, o ódio reconhece o outro, negativamente mas reconhece, não vive sem ele; o carreirismo obsequeia todos os senhores, sem escrúpulos específicos – para ele tudo é matéria indiferente. 

E é por isso que presta tão bons serviços ao anti-semitismo e ao antiocidentalismo: a sua acção é avaliada exclusivamente de um ponto de vista técnico e neutro. Os fins nunca entram na equação. Por uma boa razão, o único fim do carreirista é o seu ego, que dissolve numa estrutura exterior, objectiva; desresponsabilizando-se em absoluto, vê-se como a cog in the machine.

O caso insigne foi o de Eichmann, a propósito de quem Hannah Arendt cunhou o conceito de banalidade do mal. No mesmo texto, Eichmann em Jerusalém – Uma reportagem sobre a banalidade do mal, Arendt chama a atenção para a relação de Eichamann com a linguagem. 
A despersonalização consuma-se quando os meios de expressão abolem a interioridade. O chavão, a palavra de ordem, a frase feita são os meios a que Eichmann deita mão para se despersonalizar e, dessa forma, subtrair-se ao juízo de outrem e também ao seu próprio juízo. A linguagem estereotipada é o opiáceo da consciência. 

E, no entanto, o estereótipo não apresenta uma faceta meramente objectiva, funcional. Há nele uma vertente subjectiva. Tal como no caso de Eichmann, há na linguagem dos altos funcionários das Nações Unidas uma euforia associada ao lugar-comum, mas sobretudo, ao estilo empolado, pocho, postiça e programaticamente lamechas da sua linguagem. 

No caso de Guterres exibe-se infalivelmente, seja qual for o assunto. No tema das alterações climáticas, o Secretário-Geral porfia no tremendismo. E no caso de Israel também. Quanto maior a mentira, mais a linguagem é falsa, de uma parolice poética a toda a prova. Que se trata de uma lógica da instituição, pode-se ver noutro exemplo.

Tome-se o caso de Jorge Moreira da Silva, um ratoneiro político que segue o exército de Guterres para arrebanhar o que puder do saque por vil preço. 
Entrevistado num podcast "O que fazer quando tudo arde"  de 27 de Abril – era uma questão de tempo até surgir a frase bombástica, o estilo de poetastro, o catastrofismo irrealista imposto pela selectividade anti-semita – o actual subsecretário-geral das Nações Unidas e director da agência da ONU UNOPS, não hesita: «Vamos ser todos julgados pelo que fizemos ou não fizemos em Gaza. Gaza é um conflito que não tem paralelo.» À imagem e semelhança de Guterres e da ONU, Moreira da Silva consegue debitar mentiras e alarvidades uma atrás das outras. 

Sobretudo e sempre em hipérboles morais. 
Ninguém será julgado pelos outros conflitos? 
Não tem paralelo, como assim? 
Em comparação com o número de mortos da guerra da Rússia contra a Ucrânia? 
Em comparação com o número de mortos do genocídio no Ruanda? 

Por aí fora e por aí adiante ao longo da história. 
Moreira da Silva também pagou pelo bilhete de entrada, é a linguagem que o denuncia. 
Como denuncia Guterres, ao contrário do que ele pensa. 
É por isso que o seu silêncio não surpreende – é um silêncio que já tinha sido dito em todas as palavras que disse.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

O  SISTEMA  GUTERRES
Mais uma das recordações: 

O Sistema Guterres, por Pacheco Pereira, Público, 6JAN2000 - ...."uma das cenas mais ridículas e elucidativas da política portuguesa passou-se na noite de ano novo e, como é costume, passou despercebida pela falta de espírito crítico e pelo conformismo que domina hoje os "media" face ao poder. 

Trata-se da decisão do nosso primeiro-ministro de ir passar a noite do milénio a caçar o inexistente "bug" do ano 2000 com grande aparato. Por singular coincidência em vez do "bug"  estavam ali por acaso umas câmaras de televisão.......que bom primeiro-ministro temos, que, em vez de ir festejar com a família e amigos, zela por nós………

Tudo foi ridículo......O poder hoje não controla os "media" dando ordens do gabinete, mas escolhendo as pessoas certas para os lugares certos no "serviço público" e tratando os patrões como "empresários" no sector privado........com a regra dos "media", uma das quais é produzir irrelevâncias........mostrando o irrelevante oculta-se o essencial…………

Pina Moura destrói o Estado e o último pacote de fundos comunitários..........perdendo a última grande oportunidade de fazer as reformas estruturais de que a nossa economia precisava............alguém fala disto?...........Ninguém, tão distraídos que estamos com o "bug"..........o engenheiro, aliás, agradecia que houvesse mais desses grandes "problemas" todos os dias. 

Pensam que não é assim? Mas todos os que sabem, sabem que é assim, daí este enorme afã para que não saibamos, nem nos preocupemos. 

Este é o sistema Guterres e já é uma rotina. 

Verdadeiramente, isto eles fazem bem.


ACTUALÍSSIMO!!

Até porque o sistema Guterres foi copiado e muito melhorado e assim tivemos depois, o sistema Barroso, o sistema Sócrates e muitíssimo melhorado tivemos a seguir o fantástico sistema Costa, e temos agora o sistema Montenegro.

Perfilam-se no horizonte outros sistemas?

Sistema Coelho, sistema Ventura, sistema Carneiro, sistema Pedrinho Santos ?

Portugal sempre no bom caminho
António Cabral (AC)

quinta-feira, 14 de maio de 2026

RECORDAÇÕES

Ao andar a vasculhar nos meus arquivos dei com várias fotografias saídas nos OCS ao longo dos anos.

AC

terça-feira, 12 de maio de 2026

RECORDAÇÕES

Ao andar a vasculhar nos meus arquivos dei com várias fotografias saídas nos OCS ao longo dos anos.

DEBATES   PARLAMENTARES
AC

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

"Isto" ajuda a explicar muita coisa do Portugal dos últimos 35 anos.

Dizem-se estadistas 😳😳😳😳😳

AC

sábado, 3 de janeiro de 2026

Venezuela
03 de janeiro de 2026
O Presidente da República está a acompanhar a situação na Venezuela em articulação com o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros.

Oh professor Marcelo, não seria de marcar um Conselho de Estado para 12 de Janeiro para analisar isto antes de telefonar ao seu amigo Guterres para o aconselhar?

AC

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

"Isto" ajuda a explicar muita coisa do Portugal dos últimos 30/ 35 anos.

Dizem-se estadistas 😳😳😳😳😳

AC

JÁ o ESCREVI MAIS de UMA VEZ, e REPITO,
O que se passa no Médio Oriente, Gaza, é inqualificável.

Isto dito, será preciso sugerir que por trás das atrocidades na Nigéria está Israel, para que Marcelo, Mortágua, Guterres e tantos mais idiotas úteis, comecem a gritar bem alto, que o que se lá passa há anos é igualmente inqualificável?

A mortandade sem parar de cristãos, as violências sobre mulheres e crianças, não incomodam os do costume?

A mim incomoda-me, igualmente. Sudão idem, etc.
AC

segunda-feira, 14 de abril de 2025

Keith Kellogg
@generalkellogg
The Times article misrepresents what I said. I was speaking of a post-cease fire resiliency force in support of Ukraine’s sovereignty. In discussions of partitioning, I was referencing areas or zones of responsibility for an allied force (without US troops). I was NOT referring to a partitioning of Ukraine
.

Resiliency force! Estamos sempre a aprender!

Porque digo isto? Porque não percebendo nada destas coisas, procuro, informo-me, leio, penso pela minha cabeça.

Fontes: Artigos vários da Carta das Nações Unidas
Ora é ao abrigo do Artigo 33º que até hoje e relativamente a vários conflitos pelo mundo fora se formaram forças de manutenção da paz/ peacekeeping forces / reglement pacifique des diferences.
Ora, tanto quanto me parece, cessar fogo temporário que fosse é coisa que na Ucrânia não existe, quanto mais paz.
Esta expressão de Kellogg é o quê?

É ao abrigo do Capítulo VII que se podem constituir forças internacionais para, sob autorização/ mandato da ONU, IMPOR a PAZ.

Quem o fará, nas presentes circunstâncias?
Algum dos membros do Conselho de Segurança propôs que se falasse na hipótese de preparar o terreno para autorização do uso da força, coisa que se pode planear e decidir ao abrigo do artigo 53º?
Salvo melhor opinião, tudo isto me parece uma fantochada.
Não passa de turismo de ministros dos negócios estrangeiros de muitos países e de enviados especiais, e de Macron e de Starmer em biquinhos de pés! E boas jantaradas.

Posso estar enganado, mas imagino o inqualificável velhaco em Moscovo a rir-se várias vezes com os resultados fantásticos das reuniões do Macron e Starmer.  

Forças FR/ UK interpostas entre quê/ quem? Hummm . . . . 

Esta história das conversações por baixo da mesa entre EUA e Rússia não passa de outra palhaçada.
Como SEMPRE, admito estar completamente enganado e a ver mal estas coisas.

E o pastoso e bem falante na ONU, já se atreveu a propor no Conselho de Segurança  alguma coisa ao abrigo do que a Carta dispõe?
Enfim.
António Cabral (AC)