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segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Oh  MINHA  SENHORA . . . . . 
Primeira-ministra dinamarquesa diz que anexação da Gronelândia pelos EUA "não faz absolutamente nenhum sentido"

Oh minha senhora, mas em que mundo vive a senhora?

A anexação do seu bloco de gelo/ formalmente a sua/ vossa região autónoma (a que por acaso estou convencido que ao longo dos tempos os seus antecessores pouco têm ligado) não faz efectivamente sentido nenhum (era também até há uns anos a minha opinião) nos planos, da decência, do respeito pela soberania dos Estados, do respeito pelo direito internacional e do respeito pela carta das Nações Unidas. NENHUM!

Mas, oh minha senhora, as nações serem unidas é coisa que desapareceu há muitas décadas, para não dizer muito mais. 
Nações unidas . . . . onde?, desde quando?

O edifício paralelepipédico em NY onde estão escarrapachadas umas letras a significar United Nations, está lá desde que foi construído mas, nas últimas décadas, recheado de gente basicamente incompetente, inábil e imbecil.
De que o "mole" é apenas um deplorável exemplo. 

E o poder de VETO é um brinquedo giríssimo que foi pensado EXACTAMENTE para o que ELES sabiam que viria depois, EXACTAMENTE para o que ELES sabiam como se iriam comportar.

É para mim muito claro mas, como sempre, admito estar a ver mal as coisas, que sobretudo desde a década de 70 do século passado a decência, o respeito pela soberania dos Estados, o respeito pelo direito internacional e o respeito pela carta das Nações Unidas são coisas sempre muito bonitas nos discursos de TODOS (SG da ONU, EUA, CHINA, URSS/ Rússia, Índia, Turquia, Brasil, México, UE, etc.).

No mundo em que me parece a senhora não vive, a anexação do seu bloco de gelo que, estou convencidíssimo, se virá a concretizar informalmente, faz todo o sentido no mundo actual, em que a decência é muito menos que um bem muito escasso, em que o respeito pela soberania dos Estados tem dias conforme os interesses, o respeito pelo direito internacional e o respeito pela carta das Nações Unidas são coisas sempre muito bonitas para continuarem a figurar nos discursos de TODOS, democratas, democratas teóricos, ditadores, comunistas, ortodoxos, esquerdalhadas incoerentes e inconsequentes e extremas direitas.

Pergunta-me porque digo - a anexação se virá a concretizar informalmente ? Ah, não percebe, não tem ideia. Pois é!

Aqui vai a minha opinião, ainda que um pouco superficialmente pois é assunto para muitas horas de conversa ou texto sem fim.

Olhe a senhora para o mapa do nosso globo.
Olhou bem? Reparou bem? 
De certeza, está mesmo atenta a certos aspectos?
Como lhe disse, tenho forçosamente que ser parco nas palavras, mas cá vão alguns detalhes.

Se olhar para um globo representativo da superfície terrestre, como se a senhora pairasse a grande altitude, estando num ponto observando uma área enorme, um círculo imenso apanhando a Gronelândia, o Ártico, o Norte do Canadá, o Norte da Rússia, reparará que há muito gelo, e muita água, em muitos locais mais gelo que água. E algum degelo aqui e ali.

Agora, peça a alguém que lhe fale sobre os seguintes aspectos:
- mísseis balísticos,
- recentes panóplias de mísseis balísticos,
- trajectórias possíveis de mísseis de um lado para outro.
- necessidades de novos meios de detecção, face aos novos e bastante mais curtos tempos de voo de mísseis balísticos,
- as explorações contínuas levadas a cabo por submarinos nucleares americanos e russos nomeadamente por baixo da calote polar e quanto aos fundos,
- a exploração e ocupação de várias ilhas do Ártico nomeadamente por parte da Rússia, 
- a frota de poderosos navios quebra-gelos de que dispõe a Rússia e que, creio, os EUA estão também a olhar para esta questão mandando construir navios deste tipo, 
- a crescente facilidade de atravessar zonas do Ártico face a algum degelo, coisa que vem sendo gradualmente feita pelas superpotências incluindo China,
- algum degelo também que vem propiciando navegação por algumas passagens ao Norte da Gronelândia e Canadá,  

bem, fico por aqui.

Se não lhe chegar para perceber a importância do Ártico e da Gronelândia nos planos da, geopolítica, da segurança nas perspectivas americana e russa, e já agora na vertente económica, META EXPLICADOR.

Parece-me óbvio que o que virá a acontecer é a elaboração de acordos por baixo da mesa, ou pouco divulgados, entre a Dinamarca e os EUA, para pelo menos mais instalações de meios de detecção de mísseis (já lá tem alguma coisa ou não sabe?). Provavelmente também ampliação de infra-estruturas para atracação de submarinos e pequenas bases militares.

A via económica e financeira fará alguma informal anexação.

Como sempre, admito estar a ver tudo mal. Aguardemos.

AC

sábado, 3 de janeiro de 2026

"Não há dúvida nenhuma." Ataques dos EUA na Venezuela "violam todas as regras da lei internacional"
Em declarações à TSF, Victor Ângelo, antigo secretário-geral adjunto das Nações Unidas, refere que a comunidade internacional deve "denunciar este tipo de comportamento e condenar tudo o que possa ser considerado uma violação da lei internacional
"

Obrigadinho oh Victor, se não fosse você e outros tão sapientes e conhecedores como você eu nunca teria percebido que o que os EUA executaram é uma violação monstruosa do direito internacional.
Obrigadinho.
AC
Venezuela
03 de janeiro de 2026
O Presidente da República está a acompanhar a situação na Venezuela em articulação com o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros.

Oh professor Marcelo, não seria de marcar um Conselho de Estado para 12 de Janeiro para analisar isto antes de telefonar ao seu amigo Guterres para o aconselhar?

AC

segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

Donald Trump quer comprar a Gronelândia
Sigo com curiosidade esta inarrável telenovela.
O meu velhinho dicionário tem muitas palavras que, tenho a certeza, se aplicam limpinho limpinho a este cabelo oxigenado.
Começo aliás por aqui, pelo cabelo: será que os produtos que coloca nos capilares do bestunto há vários anos são os causadores da verborreia que constantemente vomita?

Será que a mulher não partilha o leite deste balofo oxigenado e isso o leva dizer coisas sobre amor como - a invasão do Capitólio foi um acto de amor?

Vamos à galhofa e ao dislate. 
Que me dizem os meus dicionários? 
Vamos por letras:
Aldrabão de alto coturno, Besta, Cabrão, Doido, Energúmeno, Facínora, Gabiru, Hiperbólico, Imbecil, Jactancioso, Kepleriano (porque se calhar quer alterar as leis da atracção universal), Labrego, Maníaco, Negacionista, Oscitante, Parvalhão, Quadrúmano, Rancoroso, Safardana, Tarado, Untuoso, Vigarista, Xenófobo, Whisky drinker, Zouvineiro.

Vê-se que, aparentemente, o tipo está numa de compras.

Pois peço-lhe que me compre o terreno na aldeia de Monsanto, tem 0,782 Ha de área, pequenino mas mais do que suficiente para instalar uma boa parabólica de seguimento de satélites e mísseis e ainda os contentores de comando e sofisticada electrónica. E está junto da estrada.
Só tenho uma condição: tem que ser em Euros, nada de criptomoedas!

Mas falando agora com menos galhofa, estas sucessivas cenas de Trump e dos seus extremistas detractores (que, na minha opinião, têm razão em muitos aspectos), leva a recordar-me de outros presidentes americanos.
Concretamente de Carter e Reagan.

Quando da subida de Carter a presidente creio que por cá na altura falaram sobre o homem dos amendoins. 
Foi há muito tempo, não vou perder tempo a procurar coisas de décadas passadas mas, tenho quase a certeza, houve alguma ênfase no facto do produtor de amendoins ter chegado a presidente. 
Admito que posso estar enganado, mas na altura fiquei com a sensação de haver algum escárnio sobre isso.

Quanto a Reagan, coisa idêntica, um fraco actor de cinema de segunda ou terceira categoria chegar a presidente. Quanto à categoria de actor creio que era justa a classificação.

Mas tal como hoje acerca de Trump, por cá escreve-se muito sobretudo acerca do folclore à volta das criaturas. Muitas ideias feitas.
Mas, sendo na minha opinião três homens completamente distintos e diferentes e de origens sociais diferentes, estou certo que nenhum deles era/é burro, completamente desqualificado para a função presidencial.

Salvo melhor opinião, creio que o cerne da questão estava/ esteve /estará nos governos respectivos.
Estava/ esteve/ estará na qualidade dos assessores, dos homens e mulheres nos, NSA, FBI, CIA, Reserva Federal, Câmara de Representantes, Senado, representantes na ONU, embaixadores nas principais capitais mundiais, etc.

E, claro, na minha opinião, há que ter em conta o complexo militar-industrial, a alta finança americana, etc. 

Parece-me legítimo eu e muitos outros olharmos com cautela e apreensão para muitas das escolhas anunciadas por Trump.

Sobretudo à esquerda e particularmente a mais acirrada, classificam quase como fascista o oxigenado Trump. Parece-me muito precipitado e folclórico.

Como cidadão comum, com uma pequena experiência internacional isto é, com algum ligeiro conhecimento das sociedades, Francesa, Belga, Holandesa, Britânica, Espanhola, Americana, Islandesa e Norueguesa, que me advém de anos no estrangeiro, sempre interessado e curioso pelas relações internacionais e pela geopolítica e pela história, creio que estamos a entrar ou entrámos mesmo há tempos num novo mundo. 

Esta é uma verdade "de La Palisse", naturalmente, mas creio que aferir este recente novo mundo com as mesmas "ferramentas" de análise com que se foram observando os conflitos e os ciclos mundiais até há cerca de dois anos parece-me muito imprudente. 
Posso estar enganado, naturalmente.

Haverá viragem dramática na América doNorte, designadamente nos EUA e no Canadá?

Trump tentará tornar os EUA mais nacionalistas, mais fechados?
Como olhará ele para a Rússia, China, Europa, NATO, Ucrânia? 
E os acordos presentes envolvendo Austrália, Japão, Nova Zelândia etc.?

Como enfrentará a crise económica?
E a imigração ilegal?
E a questão nuclear?
E o Médio Oriente?
Ele e conselheiros vão continuar a estar firmes quanto à Coreia do Sul, Formosa/ Taiwan, Filipinas?
Vai/ vão continuar a manter as linhas definidas há anos quanto ao "tabuleiro" da EuroÁsia (Zbigniew Brzezinski)?

O Outro queria um cavalo para se safar e por ele dava o reino.
Este quer a Gronelândia e outras coisas parvas. 
Eu só quero ter sossego, saúde, e que me comprem o terreno em Monsanto! 
Ah, e quero um Porsche.
António Cabral (AC)

domingo, 28 de agosto de 2022

quarta-feira, 25 de maio de 2022

JUSTIÇA.  DIREITO INTERNACIONAL.
Mesmo na guerra existem regras, internacionais. 
Parece mais que evidente que da parte do invasor/ agressor Russo muitas das regras foram logo quebradas. Parece não existirem quaisquer dúvidas sobre enormidades, atrocidades, crimes, praticados pelas forças invasoras. Mas devem ser analisados, julgados e daí tirar consequências, condenações à luz da lei internacional.

Em teatro de guerra, e sobretudo com forças de países que me dispenso de identificar, os militares têm um determinado enquadramento, uma determinada cadeia de comando. Não estou a ver possível um cabo não disparar sobre alguém em desobediência a ordem superior. Enfim, é assunto que, como se usa dizer, dará pano para mangas ou mais.

Em teatro de guerra, com os horrores que diariamente passam nas cadeias de TV ocidentais, qualquer militar obedece em princípio a ordem superior. Quem não o fizer, ou deserta sorrateiramente ou creio que ficará em muito maus lençóis.

A acrescentar aos horrores que me parecem indesmentíveis e atribuíveis maioritariamente aos Russos, estão a somar-se outros aspectos para mim preocupantes. Quando vejo uma espécie de recrutamento de jovens  em escolas Ucranianas ensinando-os a manejar armamento, quando vejo um simulacro de julgamento e de justiça condenando num ápice um Russo de 21 anos, vejo que o que está há três meses mal e já mesmo mais que péssimo, parece tender  ainda mais para o execrável.

Não me admirará nada que dentro de poucos dias os Russos iniciem palhaçadas similares ao que Zelensky e seguidores concretizaram agora.
Para mim, é fundamental haver muitas mais equipas internacionais  a colher provas no terreno (Bucha, etc) que habilitem sem margem para dúvidas julgamentos pelos crimes que certamente já foram cometidos e que infelizmente mais haverá.
Agora, palhaçadas é coisa caricata, inaceitável, próprio de cantor de opereta. A demagogia e manipulação resultará com os milhões que se guiam e/ ou deixam enganar por emoções e comoções. É provável, mas não é caminho correcto.

Será inaceitável que, eventualmente, não se trate de obter todas as provas que possam vir a demonstrar mais tarde os crimes que quase de certeza têm sido praticados. Juntar as peças todas, agir a seguir, julgar, concluir, decidir, punir, à sombra das leis internacionais.

Em Nuremberga, foram julgados 
os responsáveis maiores da Alemanha nazi, e vários foram condenados. 
Ficaram centenas ou milhares de Alemães sem serem punidos pelo seu papel hediondo nos campos de concentração, ou pelo terror em cidades como Paris, pelos assassínios que cometeram, etc., etc.? 
Certamente que sim. 
Mas o culpado dessas atrocidades, mortes, terror, violação de todos os mais elementares direitos humanos não foi nenhum Alemão imberbe de 18 ou 21 anos, mesmo que esse imberbe tenha morto civis (que os houve, e muitos com certeza)! 
Hitler vê-se em filme umas horas antes de desaparecer, no exterior do seu "bunker", acarinhando jovens imberbes. 
Esses jovens deviam ter sido presos, punidos?

AC 

segunda-feira, 24 de maio de 2021

O MUNDO ESTÁ PERIGOSO

Esta frase foi já certamente dita por muitas pessoas por esse mundo fora. Não me interessa isso. Foi-me "disparada" pela minha idosa mãe de 96 anos em Julho próximo, com uma saúde mental extraordinária que me faz uma inveja enorme.

Nas últimas duas semanas, depois de muita chatice e muita irritação, começou a sair do lar, de manhã e regressa após o jantar. Já saiu 4 vezes. Fica para outra vez falar sobre o ensurdecedor ruído do silêncio sepulcral das entidades a quem se dirigem perguntas. O magnífico Portugal da transparência, do serviço e apoio ao cidadão. Balelas vergonhosas.

Mas voltando à frase, no 2º contacto telefónico do dia, sempre depois de jantar - oh filho o mundo está perigoso, viste a notícia de que desviaram um avião? Foram os russos?

Lá lhe expliquei de forma simples o que tem sido relatado e, aparentemente, está a subir a efervescência diplomática na sequência do desvio do avião da Ryanair.

Pessoalmente vejo isto com moderada apreensão. Nem a China, nem os EUA, nem a Rússia em o Reino Unido vão colocar em prontidão máxima o respectivo armamento nuclear. Da UE não vale a pena falar no respeitante a poder militar pois não passa de um anãozito.

Mas isto que aconteceu configura uma escalada relevante do que vem acontecendo quer pela banda das ex-parcelas da URSS quer da própria Rússia.

Assassinar no estrangeiro através de pós radioactivos tem sido uma prática do democrata Putin, com quem a UE e a Alemanha em particular tem imensos negócios.

Invasões é coisa corriqueira por parte do czar Putin desde que assumiu o poder.

Lukachenko vai ficar em piores lençóis depois disto? Fico sentado a observar.

Como sentado continuarei a escutar o ensurdecedor ruído do silêncio da rapaziada do tio Jerónimo.

O mundo vai estando mais perigoso e incerto. Aguardemos.

AC