quarta-feira, 2 de setembro de 2026

É  PORTUGAL, . . . . não faz mal!

Lê-se isto por aí.

Carro pessoal para ministros era prática normal até Passos Coelho, disse creio eu Miguel Relvas
Ao comentar o caso do carro de Luís Neves, Relvas lembrou que só com Passos Coelho acabaram as viaturas e a segurança pessoais dos membros do Governo
.

Um amigo enviou-me um trecho do que Santana Lopes afirmou na televisão sobre esta telenovela do Golf que era do "Xuxa" e a PJ apreendeu, e que o ex-chefe da PJ e actual MAI continua a utilizar.

Santana referiu entre outras coisas que se lembra de ver ministros a andar de Porsche apreendido.

Eu nunca vi nem Porsche nem outros modelos. 
Mas até por razões profissionais sei de há muito como sempre foi o comportamento de muitos, nas "governanças" laranja e rosa, ou os dos gabinetes dessas "governanças".

Por exemplo:

- Uma secretária de ministro ficava até à hora de jantar (às vezes mais) no gabinete, não por que tivesse muito serviço mas sobretudo porque ela e chefe passavam muitas vezes o dia na conversa da treta ou a visitar uma galeria de arte pois o chefe muito apreciava; depois, tarde, e a más horas, lá havia na imensa frota do ministério um Audi A6 para  levar a "menina" a casa. 

um dia, já há muitos anos, um tipo julgando-se ele mais importante do que era na realidade, irritou-se muito porque a cor das pegas interiores do mercedes eram de cor diferente da cor do cabedal dos estofos. Foi um caso sério e, claro, foi trocado.

- sobre os carros apreendidos, há anos que é assim, são distribuídos por ministérios e instituições várias da máquina do Estado. 
Em Portugal, como sempre foi e é um país rico, há carros a dar e vender em tudo o que é Estado ou agregado a ele.

- naqueles primeiros anos quentes a seguir ao 25 de Abril claro que todos os indícios de "fassismooooo" eram escondidos.
Estou a lembrar-me de uma muito importante instituição do país que, nessa época, a chefia respectiva andou sob alguns olhares críticos  porque arranjou para os chefes uns Volvos, num modelo que nessa altura tinha a grelha acentuadamente inclinada, a começar na zona do pára-choques. Portanto, e para disfarçar foi Volvo, não foi nada de Mercedes ou BMW.

Portanto, à parte esta vergonhosa telenovela com o sr Neves em que, na minha opinião naturalmente, há muito mais do que aquilo que as jornalistas expõem ao público, a realidade é que em Portugal o regabofe tem lugar privilegiado em todo o lado, em tudo o que é sítio. 

E aqui lembro um dos nossos maiores da cultura que bem referia - por cima rendas . . . . . . 

Claro que em países desorganizados, subdesenvolvidos, pobres, como é o caso da Holanda, imensos chefes e funcionários deslocam-se para os empregos em bicicletas. Depois, se o trabalho exige alguma deslocação especial ou protocolar há viaturas condignas consoante os casos. 
Mas não há frotas para todo o pessoal, do chefe ao contínuo.

E mais, só extraordinariamente ficam a trabalhar para lá do horário normal.
Eficácia, pontualidade, competitividade, racionalidade, rigor, nada de perdas de tempo com cafézinho, ou visitinhas, ou vou ali e já venho.
Isso é na Tugolândia. Resultados à vista.

AC

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