segunda-feira, 30 de junho de 2014

Por aí


AC

A gula é pecado!!
Mas pecar com estes, na boca, só poderá fazer mal ao próprio guloso.

Quando a gula tem consequências para os outros concidadãos, aí é que está um grande problema.
AC

O que se vê andando pelos "interiores"...!!!!
Andando por aí, como se vai dizendo, encontram-se coisas diversas. Aos meus olhos, muitas, são bem curiosas. E nas minhas manhas de fotógrafo muito amador, ao ver o que encontrei pendurado de uma janelita, numa cidade bem conhecida, pareceu-me que, de certa maneira, retratava o estado em que nos encontramos.
E se a desfocasse ligeiramente, ainda melhor. E ficou assim. Só a propositada desfocagem é da minha responsabilidade. O resto estava lá.
AC

Para um bom início de semana. Boa noite.
AC


quarta-feira, 25 de junho de 2014

Fim de tarde

AC
As pouca vergonhas nas cidades, nas vilas e aldeias.
Dir-me-ão, a tecnologia hoje em dia tudo permite e salvaguarda.
O projecto "salgado / costa" de construir mais um parque de automóveis subterrâneo no Principe Real poderá eventualmente ser construído com todas as seguranças técnicas contemporâneas de modo a salvaguardar a "Patriarcal". Certo.
Mas para isso ser uma realidade, não irá custar muito mais, do que um exactamente igual parque construído noutro local longe de património?
Além disso, de todos os parques já construídos em Lisboa, não será fácil demonstrar que uns terão resolvido os problemas essenciais de trânsito e estacionamento, e outros bem pelo contrário? E daqui retirar mais um parâmetro para a decisão final?
Eu já assinei a petição que corre por aí sobre este assunto, 2026 é o número, porque continuo convicto que se vai por mau caminho.
E, por falar em elevador, que parece estar contemplado nesse modernista projecto, veio-me à memória um horrível elevador que na aldeia de Monsanto, na Beira Baixa, foi construído na antiga pousada, infra-estrutura que já tem sido designada de várias maneiras ao longo dos anos mas que, independentemente dos nomes, pelo que vi/vejo, cada vez se lhe aplica melhor o título de "mamarracho abortivo". Está encavalitado no topo do telhado.
Uma obra prima. Que condiz, aliás, com os imaginativos da obra, e de toda a porcaria que lhe está por trás, entre o que se vai sabendo e o muito que deve estar por descobrir.
Desgraçado País, o que me remete para a culinária, em particular para os temperos.
Abusando do sal, não há volta a dar, a comida vai para a mesa salgada, salgada e, portanto, intragável. Se estiver ensonsa, pode sempre corrigir-se.
AC

terça-feira, 24 de junho de 2014

"FALAR BAIXO, PARA SE SER OUVIDO"
Tal qual se vê na Assembleia da República, e nas oratórias dos políticos, quer na forma clássica, quer na de sindicalistas.
AC

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Temperati. Prudentia. Fortitudo. Justitia.
Estes e outros valores, vêm à minha memória cada vez mais sempre que ouço ou leio declarações de senadores (??), para quem os insultos estão bem só para os outros incluindo titulares de órgãos de soberania e instituições da República.
Nunca Portugal se endireitará, designadamente com a persistência dos incitamentos à desordem que chovem de todo o lado.
Um dos últimos resultados noticiados, foi as escaramuças e afrontamento a António Costa, inaceitáveis, a meu ver.
A velha questão de muitos, incluindo os campeões das superioridades morais e outras, - tudo está bem desde que não à minha porta. Esquecem que os vírus se espalham e não param à porta de quem os lança.
O velho teorema sempre presente- para os amigos tudo, para os inimigos nada, para os outros todos a lei! Cuidem-se, como descaradamente andam a avisar.
Mas, sim, meus caros concidadãos, cuidem-se, cuidemo-nos, porque a desgovernação habitual de há décadas promete continuar, variando apenas as cores. A cor actual é o desastre que se conhece. As anteriores deviam estar bem na memória de todos.
E essa é a minha enorme dúvida, que muitos dos concidadãos estejam esquecidos.
Continuar o País das moscas, é de uma altíssima probabilidade!!!!
AC

PS: percebo pouco de futebol, como já referi. Vejo alguma irritação em muitos sobre as escolhas do selecionador nacional. Sempre os mesmos, coxos que estejam, é a acusação (que me parece com alguma consistência).
Mas porque haveria de ser diferente no âmbito da FPF, quando na vida nacional se faz exactamente a mesma coisa, sempre os mesmos?
Por exemplo, e não não estou a insinuar/pensar em nada relacionado com a banca, mas com o fisco. Vi há pouco que estarão selecionados 3 candidatos para certo cargo. Um dos nomes diz-me qualquer coisa.........ah, .........já me lembro, ....num edifício conhecido, grande com 9 andares salvo erro,.....,em 1991,............pois!
Espectáculo. Aonde chega a rede tentacular.
PORTUGAL.
A economia, as secretas, o futebol, o sistema político, a coerência dos políticos, a crendice, a banca, os buracos nas ruas, o desrespeito habitual pelo contribuinte, a injustiça fiscal, etc. É só dizer!
Desculparão, por favor, mas creio que a fotografia retrata razoavelmente o que por cá vai. Décadas!!
AC

domingo, 22 de junho de 2014

TOPONÍMIA CURIOSA
AC
Lisboa e os buracos, e os estacionamentos paralelos. Infelizmente não é caso único.
Lisboa não é caso único nas cidades do nosso País. Mas creio bem que, em certas zonas, é uma das piores. Contrariamente a muita gente, que por causa dos buracos se atiram ao messiânico edil de Lisboa, e salvo melhor opinião, para mim vários dos buracos com que lutamos hoje já vêm de muito atrás. Vários com e sem remendos periódicos.
Ontem dediquei a manhã e a tarde para me passear a pé e deliciar em vários sítios da Baixa Lisboeta. Naturalmente que tive, primeiro e depois, de dar umas voltas de carro.
Existem exemplos cada vez mais deploráveis de se passar, e para não maçar muito quem me ler, sugiro apenas que desça do Rato ao Cais do Sodré passando pelo Príncipe Real, ou que passe pelas ruas por dentro de Sta Apolónia por exemplo até ao Campo das Cebolas. Mas há dezenas de ruas em deplorável estado.
Muitos buracos já tinham nascido antes do actual D.Sebastião. Mas creio que podia fazer muito melhor do que tem feito (???).
O que pessoalmente me desgosta, é a propaganda, que me parece de todo despropositada.
Outro vector é a recuperação do edificado. Obra a obra dizem que melhora!!
Desculpem a linguagem, mas chateia-me mesmo os excessos. E abomino a propaganda, e as superioridades morais e intelectuais, venham de onde vierem.
Creio bem que existem algumas dificuldades legais para obrigar a que não se deixe degradar o edificado ao ponto que se vê. Claro, diz-se sempre, senhorios sem dinheiro, o PDM que,.....já propus,..........pois.
Maça-me a propaganda. Vê-se vária recuperação, mesmo em certas zonas de bairros históricos, mas................
Mas, voltando ao bom Sábado de ontem, na Baixa e zonas envolventes, e nas zonas junto ao rio, é inegável que muito se melhorou. Onde os cidadãos, nacionais e estrangeiros, se podem deslocar a pé e permanecer, e conviver, e comer, e divertir-se. Prazenteiramente, civilizadamente.
E isso é bom, e de aplaudir.
O que custa saber, e ver, é o que está mais longe da vista, sobre o que se assobia para o lado. É só andar de carro por certas zonas da cidade.
Deixo um exemplo entre os sem fim que detectei.
Mas uma das coisas que mais considero inacreditável, é o fechar de olhos por parte do edil de Lisboa aos estacionamentos paralelos. Basta vir do Areeiro até à Praça de Espanha passando pela CGD e Campo Pequeno. Lindo de se ver!!!!
Enfim, ontem passei belas horas em Lisboa, como consigo fruir também no Porto,  mas nestas e em outras cidades, muito do desrespeito e desconsideração para com os cidadãos permanece. É a minha opinião. Quanto a buracos nas ruas e degradação do edificado, também se podem "deliciar" em Ponta Delgada".
Mas a propaganda,.............engana quem gosta!!!
Claro que as afinadas listas protocolares para todos os eventos, e beberetes, e festas, e inaugurações simbólicas, e visitas não programadas em que casualmente estavam lá os OCS, e os convites para "papar" à borla à conta dos cartões de chefes de gabinete, .......isso ajuda muito à imagem.
Técnica conhecida, usada pelos edis de todas as cores, sem excepção, no Continente, e Ilhas Atlânticas. E o contribuinte a pagar!!!!!!!!!!!!!
AC

sábado, 21 de junho de 2014

Portugueses, deixem de acreditar em balelas e milagreiros
Meus caros concidadãos, façam contas, olhem para o que se passa em vossas casas.
É com o vosso dinheiro, e não com o do vizinho, que podem colocar a comida na mesa. Para os milhares que sofrem e pouco,  quase nada ou mesmo nada já têm nesta dificilima fase da vida, recordo que as vossas angústias não se remedeiam com balelas de criação de riqueza que não pode surgir com o estalar de dedos, ou com as balelas de - "temos de continuar a apertar o cinto". O nosso, claro!!!!!!!!!!!
São décadas de pouca vergonha, com milhares de concidadãos a deixar-se enganar, eleição após eleição. Corrupção passiva, corrupção activa. Houve, inegavelmente, muito progresso, muita recuperação, muita melhoria. Mas aí está, também, os retrocessos, e as contas para pagar.
Bem sei que são juros de usura inqualificável, mas a promiscuidade entre a alta finança e os sucessivos governos, antecedida pela destruição do que não devia ter sido destruído, dá o resultado que está à vista.
Para os milhões de cidadãos que pagam os seus impostos, a porcaria que vem vindo à tona de água, pelo menos desde 1991, devia ser mais que suficiente para abrir os olhos.
Plantar uma nota de 10 euros num quintal não dá, garanto, mais riqueza.
Todos os partidos, sem excepção, têm muita culpa no estado actual em que nos encontramos. Com honrosas excepções, em todos os partidos, em algumas autarquias, em alguns deputados, a esmagadora maioria dos políticos só fez......................!! Uns mais do que outros, e com excepções, trataram sempre da vidinha. Vão agora aparecendo uns esquecidos do que fizeram antes.
A cor ilustrada na fotografia é apenas um exemplo. A cor tem variado, mas o cheiro é idêntico.
Não existe verdadeira democracia sem partidos e sem comunicação social sem mordaças.
Meus caros concidadãos, promessas ocas só porque melhor "vestidas" não alteram nada na nossa vida, a  manterem-se os mesmos defeitos do presente, com a vida do País aprisionada pela promiscuidade da política com os negócios, com a blindagem dos partidos aos cidadãos, com a manipulação do Parlamento por interesses exteriores, com a continuada desresponsabilização dos decisores políticos financeiros e gestores.
AC


A propósito do Campeonato Mundial de futebol no Brasil



AC


quinta-feira, 19 de junho de 2014

SAI!! 
PORQUÊ? 
PORQUE SOU MAIOR E MELHOR QUE TU!!!!

Conversa entre a garça real, ou cinzenta, depois de ter poisado num velho barco, de casco muito sujo, onde estavam várias gaivotas, a chefe das quais teima em não levantar vôo.

Finalmente, demorou muito tempo, mas a gaivota voou. Não se vê na fotografia, mas poisou noutro barco logo ao lado!!!!!!!

Há sempre barcos, chalupas, batéis, cais, candeeiros de iluminação pública,.....há muitos poisos para as imensas gaivotas que andam por aí.
AC

quarta-feira, 18 de junho de 2014

LUGARES ESPECIAIS
Existem muitos. Sob várias perspectivas. Mas este é mesmo especial.
AC



terça-feira, 17 de junho de 2014

FUTEBOL
Já o referi, percebo muito pouco de futebol. No que por aí leio, mais ou menos inflamado, de bestas a bestiais ou vice-versa, etc, etc, creio que vai ser de facto muito difícil a nossa estadia em terras Brasileiras. Dizem que o selecionador é isto e mais aquilo. Provavelmente não andam longe da realidade. Isto dito, vou atrever-me a dar duas sugestões:
1. contratem já para o próximo jogo o guarda-redes mexicano,
2. recorram com urgência a esta empresa para os restantes remendos; digo onde é, se de facto estiverem interessados.
AC

....."LA SEXUALITÉ EST BONNE POUR LA SANTÉ".....

SCIENCE ET VIE, Feb 1987, pag 80 ( se não estou a errar)

AC

A época incendiária.
Tempos atrás coloquei um post sobre o que aí viria no fim da Primavera, Verão e início de Outono. Não me enganei. Pelo que me vieram dizer há pouco, parece que comparativamente com o mesmo período do ano transacto já estamos à frente. Que rico progresso!!!!!!
Mais incêndios e ainda agora isto começou. Não é para admirar.
Aviõezinhos incendiários, os muitos ininputáveis do costume, os pirómanos por vocação e os que são pagos para isso, os revoltados contra o governo, os revoltados com as oposições, os revoltados com os tribunais todos, os revoltados porque sim, ah......e os revoltados com a selecção nacional (??) de futebol, todos vão dar uma ajudinha para a época incendiária ser este ano memorável. Não cresce o PIB, não cresce a economia, mas alguma coisa terá de crescer!
Naturalmente, os Kamov alugados, e mais as outras aeronaves alugadas ou pedidas lá fora, as conversas do costume no âmbito das corporações de bombeiros, as imagens nas TV, as bombásticas de governantes e outros responsáveis (....!...), tudo junto dará um belo cocktail, e as habituais manápulas nos bolsos de todos nós. Sim, porque, contrariamente ao que imaginam muitos dos meus concidadãos, as despesas não são suportados senão pelos mesmos do costume. NÓS.
E, como de costume, grande parte do incêndio nacional será devido a causas naturais, porque as estruturas estavam no lugar e tempo certos, estava tudo preparado. Foi só azar!!!!! A não limpeza de campos e terrenos, incluindo muitos de autarquias e instituições várias, etc, etc, nah...., isso não é nada.
O costume!!!!
AC
PS: a depois da volta de quinze dias pelo interior acima do Tejo, garanto que há muito para queimar.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

FUTEBOL.
Alemanha com azar 4 - Portugal com sorte 0
Percebo pouco de futebol. Não gosto de perder.
Mas creio-me realista, e nada como a maioria dos meus concidadãos adeptos da bola, ou dos comentadores e ainda menos dos meninos excitados que relatam os jogos.
Ronaldo é um jogador fabuloso mas precisa, de estar em forma e, sobretudo, mais dez coesos e lutadores e de sangue frio. É por isso que ele é/foi o que se sabe no Manchester United e no Real Madrid.
Houve as arruaças do costume, as cabeçadas e outras parvoíces, e as asneiradas do guarda-redes. Aliás não levámos logo um mais cedo porque o Khedira não quis ser o primeiro a castigar o guarda-redes português.
Os alemães encontraram pela frente as portas de segurança que se vê em baixo.
AC


Um bom refúgio para a mente, o espirito, o corpo.
AC



FLORA NA ALDEIA




AC

Património Cultural Imaterial
Fases da manufactura artesanal de caixa / bombo.
AC







QUEM ESTUDA - - - PASSA

QUEM NÃO ESTUDA - - - X

X = QUEM NÃO ESTUDA X  PASSA / QUEM ESTUDA  

X = (QUEM) NÃO (ESTUDA) X  PASSA / (QUEM(ESTUDA) 

corta em cima, corta em baixo,

X = NÃO  PASSA  

O esquematizado acima foi-me mostrado tempos atrás por uma excelente aluna do 11º ano.

Lembrei-me disto a propósito dos exames dos 4º e 6º anos. Tenho um neto que fez os do 4º. O gaiato não teve nenhuma dificuldade. Teve notas excelentes. Claro que uma árvore não é a floresta, mas interrogo-me seriamente sobre as posições que me pareceram díspares entre os matemáticos e os de português. Creio bem, temo, que os maus resultados não evidenciem tanto o que são os alunos mas o que poderão ser os "professores".
AC 

O estado disto tudo
Uma quinzena deambulando pelo interior, acima do Tejo. 
Observar, conversar, ouvir, fotografar, meditar. Caramba, que diferenças se registam. 
Os desconsolos, os desenvolvimentos, o que falta melhorar, as esperanças, as pouca vergonhas locais, o esquecimento, o despovoamento, as alegrias, o património construído/edificado, o património cultural imaterial, as gentes, os desmoronamentos, o mosteiro que tem seta a indicar mas já só há silvas, as simplicidades, as desconfianças, a vida diferente e mais em conta, o inconformismo, as rotundas, as estradas secundárias em muito bom estado sem os buracos do edil Costa e seus antecessores, os burros dos séculos XX e XXI (os triciclos e carritos eléctricos), os sossegos, a observação das zonas queimadas por fogos, os vinhos, os queijos, os pães, o artesanato, os bombos, os imensos terrenos que estão muito menos abandonados que há 10 a 15 anos atrás (opinião pessoal). Lisboa não é nada disto. Sempre soube (desde 1970), mas cada ano confirmo mais, vários países cá dentro, várias velocidades, as mesmas inacreditáveis coisas como de há séculos.
O mosaico mostrado acima cada vez mais faz sentido para mim, depois de, vivendo na grande cidade,   poder periodicamente observar  o interior. E ir meditar para o meu poiso / porto de abrigo na aldeia.
E aí, sentado, depois de jantar, ainda com o resto do excepcional vinho, pensar em certas coisas que acontecem neste meu desgraçado país. Como por exemplo, um espólio extraordinário, um património de valor que presumo incalculável, continuar amontoado/ apertado, num espaço onde está colocado, ao que parece, transitoriamente desde 1960. E depois venham-me falar  nos problemas Miró, ou nos subsídios para certas culturas.
AC

domingo, 8 de junho de 2014

Porque a gente merece ser feliz!

Final da noite de 7 para 8 de Junho do ano em curso, ao vivo, Ivan Lins, recordou a frase supra. Frase da letra da última canção do excelente concerto.
A gente merece ser feliz.
Eu sou feliz, familiarmente falando. Fui feliz, profissionalmente. Sinto-me bem, como reformado, ocupo bem o meu tempo. Mas............
Porque a gente merece ser feliz, temos o desgoverno que se sabe.
Porque a gente merece ser feliz, temos óptimos comentadores que resolveriam vários dos problemas do País em 10 ou menos minutos.
Porque a gente merece ser feliz temos as oposições conhecidas.
Porque a gente merece ser feliz, temos a nossa querida classe política.
Porque a gente merece ser feliz, temos os titulares dos órgãos de soberania que muitos povos invejam.
Porque a gente merece ser feliz, prometem e garantem mesmo, melhorar a minha pensão.
Porque a gente merece ser feliz, continuam as mentiras descaradas, as narrativas, o agora comigo é que vai ser.
Porque a gente merece ser feliz, escondem o pior que ainda está para vir.
Porque a gente merece ser feliz, temos os adoradores de boas pinturas e de caviar a preparar-se para outros voos.
Porque a gente merece ser feliz, quando faltar dinheiro para salários e pensões o TC resolverá esse pequenino detalhe.
Porque a gente merece ser feliz, vários mandam contratar pessoal, outros compram caritos novos, outros gostavam de mandar erigir escola nova na sua terrenha.
Porque a gente merece ser feliz, nada de nós preocuparmos com o perder-se o rasto a créditos indecorosos.
Porque a gente merece ser feliz, venham muitos messias, muitos predestinados, muitos salvadores, muitas e sucessivas reportagens e análises sobre futebol nacional e internacional.
Porque a gente merece ser feliz, por favor, presidente da república, presidente da assembleia da república, 1° ministro, todos os ministros, todos os juízes do TC e de todos os outros tribunais, todos os dirigentes partidários com e sem assento parlamentar, todos os magistrados do ministério público, TODOS, POR FAVOR, façam um vídeo como fez o querido ministro das forças armadas (defesa nacional é mais que componente militar), a propagandear as vossas habilidades, as vossas inações perdão acções. A propagandear os vossos encómios quanto ás asneiras das últimas décadas, em particular desde 1977.
Porque a gente merece ser feliz.
AC


domingo, 1 de junho de 2014

"Qual é a pressa?".
1. Tinha pensado na 6ª feira escrever umas palavras sobre o que grassa no País político, e no que resulta para o cidadão comum. Felizmente, óptimos e preenchidos dias só agora o permitem.
A pressa de alguns foi considerada inoportuna no passado recente. Contudo, agora mais que nunca, alguns estão com imensa pressa. Temos aí o pelotão da pressa! O pelotão que sabe interpretar, o único, verdadeiramente, o sentir dos portugueses. Só um tolo não percebe que, o que aqui está em questão, é a ambição pessoal desmedida de uns quantos e dos seus séquitos.

2. Creio que a pressa está no facto de que surgiu um "pequeno problema". Um dos maiores calculistas do "reino" (sim, porque por cá há um rei soberano sempre atento, soberano e dono do País) subitamente, viu surgir nos OCS uma declaração mole e melancólica que aparentemente lhe complica ou mesmo bloqueia o passeio triunfal que tinha idealizado para si. Mas eis uma dádiva dos céus, a noite de Domingo passado!

3. Como já dado à estampa, por alguém com a maior das autoridades para falar de certo passado, pode assim entender-se melhor a inquietude dos que, a seguir à faculdade, nada fizeram senão viver décadas a fio na e da política caseira, do calculismo, da rasteira, das tricas e conspirações, em sótãos ou nas caves. Quando surgem anúncios devastadores para os planos milimetricamente traçados, há que apressadamente procurar saída e, portanto, cavalgar oportunidades súbitas, indecorosas que sejam. Claro que a maioria dos meus concidadãos não tem registo dos ódiozinhos de há mais de três décadas, que existe entre certos protagonistas na vida pública. No PS e demais partidos.

4. Certo palavreado que se usa na política (??) caseira é matraqueado à exaustão pelos OCS. Contam sempre com a ignorância da generalidade da população, e com a anestesia que lhe enfiam com telenovelas, futebol, etc. O que condeno não são os exemplos apontados, mas apenas a dosagem maciça, esmagadora. Mas creio bem que a pouco e pouco, ainda assim, não será possível enganar sempre toda a gente.

5. Vejo escritos e ouço afirmações que acho cada vez mais patéticos. Será que, parcialmente, o enfado de muitos cidadãos como demonstrado no Domingo, não tem também a ver com isso? Fulano é um ganhador. Fulano gere o seu percurso ao milímetro. Com fulano não vamos lá (ao pote, digo eu). Sicrano é um barómetro da política. Sicrano sabe fazer pontes, ETC.
Mas também muito interessante para mim, e que não é novidade, outra expressão - "sicrano tem boa imprensa". O que, só por si atesta bem sobre a qualidade do nos oferecem para ler, ver e ouvir. Porque, de certos senhores (??), essa boa imprensa nunca traz à colação, por exemplo, as asneiradas feitas num determinado ministério anos atrás. Essa boa imprensa não investiga a sério. Como esses senhores trataram de arranjar normas que torna difícil dizer publicamente muitas verdades, fico por aqui, apesar da lista de enormidades não ter fim. Ah, dizem-me sempre, os tribunais estão aí para isso! Pois!

6. Depois, em relação à esmagadora maioria dos políticos cá do burgo, lembro-me sempre - "não digas tudo o que sabes, porque quem diz tudo o que sabe, muitas vezes diz o que não convém". E passam a vida a viver destas tricas. Na 6ª Feira, numa das deslocações, pus-me a ouvir no rádio do carro parte do debate da moção de censura apresentada pelo PCP na AR. Não comento os actores ouvidos, de nenhum dos lados. Para mim foi confrangedor, e fiquei com a noção exacta do significado - "coerência". Cantam bem, uns e outros, mas nada me alegram. E cada vez estou mais convencido da veracidade da frase - "quanto mais pequeno o país, mais complexo o seu sistema político".

7. Cheguei a uma fase da vida em que, quando já não me apetece discutir com alguém que insiste pouco educadamente em prosseguir com argumentos sem fundamentos, ponho a minha cara de paisagem e mando à m**** mentalmente.
Tenha poucas certezas na vida. Mas creio que é absolutamente correcto dizer-se que a ética deve comandar a política, esta o direito, e este a economia. Continua a não ser assim por cá. Por outro lado, e estou-me borrifando para os gurus das economias e das finanças, a gestão de um país é óbvia e completamente diferente da gestão familiar e caseira, MAS....!!

8. Qual é para mim o mas? É que a primeira coisa a ter em conta na gestão caseira, são as necessidades de quem está lá em casa! Ou não será? Deduzo portanto, como cidadão ignorante, que é preciso definir prioridades, contar os tostões, atender ao que for definido na família, etc, etc. Até porque me lembro - "não gastes tudo o que tens porque, quem gasta tudo o que tem, gasta o que não pode". Talvez uma gestão mais familiar para Portugal não fosse asneira completa!
Além do mais, e aprendi com os meus pais, demos sempre muito valor ao pouquíssimo que sempre tivemos/ tive, e aprendi que estando alguma vez num buraco, não valia a pena cavar mais. Havia que ponderar a situação. E por isso não fiquei nunca à espera que viessem tratar de mim. Sempre me defendi, dentro das regras conhecidas e que me balizavam na profissão. Creio que sempre tive em mente e na prática a subordinação, mas nunca a submissão. Alguns não gostaram, e por isso as consequências que sobrevieram. Pobres coitados, que se calhar se convenceram que me fizeram mossa. Ainda por cima, parecem procurar que nos esqueçamos do que são responsáveis, e de que agora se queixam.

9. Do que antecede, um arrazoado motivado sobretudo pelos resultados de Domingo e pelo maremoto que vai pelo PS, sorrio e lembro o bom Eça. Uma prova concreta da crise que ainda vivemos é que falta nas drogarias e supermercados a benzina. Tanta falta faz!!! Não se veja por favor, nestas palavras e em outros textos, lamentos ou algum gozo supremo por me parecer que me assiste um bom bocado de razão nisto ou naquilo. Apenas porque, a par da fotografia, me apetece dizer umas palavras, que presumo razoáveis.

10. Os calculistas mor, e os seus séquitos, de todas as cores partidárias, não se comovem com o que se vai dizendo e escrevendo. Dominam o que importa, o que de facto e infelizmente influencia com a superficialidade habitual, grande número dos meus concidadãos. É uma realidade. Não é novidade. Mas não vão poder continuar a enganar sempre toda a gente.

11. Com a experiência de vida adquirida, e as "costelas holandesa e americana", tenho a mania que um cidadão importa, e lembro sempre o ratinho - "qualquer bocadinho acrescenta, disse o ratinho, e mijou no mar"!! Por outro lado, consigo-me ver ao espelho todos os dias, não encontro razões de peso para não dar eco ao que me vai no espírito, que procuro seja de forma decente.

12. Voltando portanto ao PS, mas interessa-me sobretudo o reflexo para a sociedade, verifico que continuo a viver neste caos do "para os amigos tudo, para os inimigos nada, para os restantes a lei". Mas também há  o caos "das amplas liberdades" ou o caos "da actual e insuportável governação". A coerência dos acossados e dos que acossam é notável. Mas como existe por aí muito boa imprensa, provavelmente vai haver o tal congresso do PS e ETC. E os cidadãos ficam quase com os problemas resolvidos!!
O meu problema está no ETC. Qual?

13. O ETC está no que escorrega para os cidadãos. O que sobra para nós, de um político que não consegue definir 3 ou 4 metas globais para o País, de um político que só gosta do social e das inaugurações e se preocupa que ninguém falte na lista protocolar das festas, no político que sonega documentação, no político que promete não aumentar impostos e depois aumenta, no político enfatuado que chega sempre atrasado a menos que presida o Presidente da República, no político que ás 1545 horas ainda está com mais três do seu grupo em trabalho político no restaurante na zona de Belém, nos políticos que nos põem de gatas, no político que se atreve a dar como exemplo o Reino Unido (fora do euro) para sugerir que saiamos do euro, ou no político que faz vídeos tolos para gáudio da clientela. Enfim, o que sobra para nós da pouca vergonha que não acaba. Muito grasnar, mas muito ocos.

14. O que continua a sobrar para o cidadão comum é a mistificação, o messianismo, o sebastianismo, a mentira descarada ou disfarçada com retórica politicamente correcta, a luta pelos poleiros. Infelizmente, a maioria dos cidadãos ainda não se apercebeu da imensidão dos poleiros.
É para mim lastimável que a maioria dos meus concidadãos se continue a deixar enganar. Vejo até nos exemplos familiares, quais cata-ventos, sempre a correr e a aplaudir o novo Messias.

15. Umas frases colhidas por aí - "há que encontrar alternativas à austeridade", "uma política de esquerda e patriótica", "seria mau para a democracia que as pessoas, mais uma vez enganadas, fossem votar no PS". Há frases da dita direita que são a continuação do intolerável.
De uma ponta a outra do espectro partidário, promessas, e depois, sempre o mesmo incumprimento, justificado com retórica difícil de engolir! (inconseguimento??) Para os que nunca exerceram poder em Portugal, como me querem convencer?
Não querem explicar em concreto, detalhadamente, como fariam, para pagar o que importamos? Como modificariam as questões do crédito para as PME? Como se ultrapassam tratados e acordos assinados? Tratado orçamental, não faz soar campaínhas?
Mandam-se ás urtigas as regras do sistema democrático? Apelos ordinários à insurreição militar? Só porque o rei e uns duques estão incomodados? As regras só para os outros?

16. Eu estou muito incomodado e não é de agora. Tive ocasião de dizer a alguém com alguma influência, em Dezembro de 1991, o que pensava e previa. Pela minha parte, desde 1991 que me considero violentado como cidadão. Porque em 1991 era/ foi (minha opinião) a altura limite para colocar Portugal a caminhar numa direcção consistente. Sucederam-se, em crescendo, as asneiras.
Mas alterar seu o que for.....Exemplo: A Constituição da República define o limite mínimo de deputados. Mas, alto, não pode ser, isso tem que ser estudado, tem que se alterar várias leis, não é fácil, (pois,.....o pote diminuia...).

17. Pois bem, falta-me, falta-nos em geral creio, a confiança em quase todos vós. Nos políticos, que há alguns poucos com alguma costela de estadista, mas sobretudo nos politiqueiros, que são quase todos. As conclusões que os partidos estão a retirar dos resultados das europeias, parecem-me indecorosas. Conclusões, quase todas, com muita pouca vergonha no que dizem. A culpa dos resultados, bons ou maus, é só de Seguro, só de Jerónimo, só de Coelho, só de Portas, só de Catarina, só de Marinho? Tenham vergonha.
Além do mais, e falo por mim, mas imaginando que outros pensem o mesmo, quando voto para as europeias é uma coisa, para as autárquicas penso no que sei e vejo em Lisboa e nas outras 9 autarquias que bem conheço. Para as legislativas, penso em governabilidade do País. Creio que faz toda a diferença. Há muito tempo que percebo os pantomineiros.
Por isso, nas eleições desde meados da década de 90 do século passado, o meu voto tem sido, sempre, muito CLARO!

18. Relevem por favor, este longo desabafo, porventura com pouco equilíbrio. Motivado pela eleições recentes, pela telenovela no PS, pela pouca vergonha do lado governamental, pela continuada pouca vergonha dos propósitos anunciados de todos os lados. Estou tão farto de malandragem e de aldrabões. Tão farto dos que fazem vídeos, dos que usam os meios do Estado sem critério (aviões e etc). Acham que os credores vão em cantigas? Quem paga? O que pode acontecer aos meus poucos euros no banco? Com que etapas se reconfigura o projecto Europeu, não querem explicar? Ah, já sei, - eu sei como vamos fazer, o que vamos exigir (gosto muito desta palavra), temos equipa e tarimba políticamas não posso explicar aos portugueses porque fica para as negociações!! Secretas!!!
Ah, - saímos do euro, porque o reino Unido também está fora e.......
Ah, - não podemos sair do Euro, seria a catástrofe. 
De nenhum lado se dizem as verdades, cruas e duras.

19. O terrível, para mim, é que os meus concidadãos não reparam que os tentam iludir, outra vez, e sempre!! E não reparam, nem os politiqueiros, que a situação actual já nada tem a ver com o passado muito recente. Em nenhum aspecto. Eu lamento, mas nisto acho que tenho razão.

AC