Mostrar mensagens com a etiqueta património. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta património. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 16 de julho de 2025

terça-feira, 13 de setembro de 2022

OLHANDO  a  COISAS  ANTIGAS
A VIDA CONTINUA, É FRASE DITA MUITAS VEZES, E ASSIM TEM DE SER.
MAS, FAZ PENA ÁS VEZES VERIFICAR QUE ALGO PODIA E DEVIA SER PRESERVADO, E NEM SEMPRE É.
VÊM ESTAS PALAVRAS A PROPÓSITO DE "FARMÁCIA", DE "ANALFABETISMO",  DE "VIDA" EM CERTAS REGIÕES, HÁ SEIS, SETE, OITO, NOVE DÉCADAS.  A VIDA,  COMO ERA EM PORTUGAL.
EM MEIOS PEQUENOS QUASE TODOS SE CONHECIAM. 
EM MEIOS NÃO TÃO PEQUENOS COMO ISSO, QUASE TODOS SE CONHECIAM.

NUMA FARMÁCIA, MERCEARIA, PASTELARIA, PAPELARIA, LUGAR DE PRAÇA, ERA MUITO COMUM HAVER UM RELACIONAMENTO MAIS PRÓXIMO, ENTRE QUEM VENDIA E QUEM COMPRAVA, FOSSE EM BAIRROS DE CIDADES OU EM VILAS E ALDEIAS.

ESTE PEQUENO LIVRO CONTA A HISTÓRIA DE UMA GRANDE PARTE DA VIDA DE UMA FARMÁCIA, NO MONTIJO.

O SR ZÉ (NASCIDO EM 1925) DA FARMÁCIA, NÃO ERA FARMACÊUTICO. 
NESTE LIVRO, O SEU AUTOR RECORDA E MOSTRA UMA PRECIOSA SELECÇÃO DOS RECADOS QUE IMENSAS PESSOAS DEIXAVAM AO SR ZÉ.

ALGUNS DOS RECADOS/ PEDIDOS DE GENTE DOS ANOS 40 A 60 DO SÉCULO PASSADO E PARA SEREM RECOLHIDOS MAIS TARDE, IAM DESDE 10 TOSTÕES DE CÂNFORA, A 10 TOSTÕES DE CHÁ DE TÍLIA, A HÓSTIAS DE ATOFAN PARA O REUMÁTICO, A ÁCIDO BÓRICO EM PALHETAS PARA UM LITRO DE ÁGUA, OU POMADA RIVANOL PARA FERIDAS, OU UM TUBO DE PENICILINA. 

SÃO DEZENAS DE PÁGINAS COM FOTOCÓPIAS DESTES RECADOS DE GENTE MUITO HUMILDE E ILETRADA DO PASSADO.
NUMA 2ª PARTE O LIVRO TEM A DISCRIÇÃO DE FORMULÁRIOS DIVERSOS COMO POR EXEMPLO O SOLUTO DE VIOLETA DE GENCIANA, POMADAS, CALICIDA, DIADERMINA, DESPARASITANTES, POMADA CADUM.

DEIXO UM EXEMPLO:
PARA GARGAREJOS - 10 GR DE CLORETO DE POTÁSSIO, 500 GR DE ÁGUA FERVIDA, 20 GR DE XAPORE DE DIACÓDIO, E 10 GOTAS DE ESSÊNCIA DE MENTA.

AC

terça-feira, 9 de agosto de 2022

   PATRIMÓNIO   
Quando se fala em património há que considerar o património material, edificado (bem conservado, em restauro, em ruínas), e o património imaterial igualmente importante.
No património edificado temos quer público, porventura a maioria, e património privado.

Cabem, portanto, no património material, por exemplo: estátuas, palácios, castelos, conventos, pelourinhos, mosteiros, baterias de artilharia de costa, salinas, cais palafíticos, fábricas antigas as mais diversas, moinhos, pontes, aquedutos, lagares de azeite, arribas na costa, fornos para fabrico de tijolos, fontanários, fontes, azulejos, igrejas, capelas, santuários, material circulante ferroviário, ilhas barreira, carruagens e outros puxados a cavalos, carros, camionetas, material dos bombeiros, antigas infra-estruturas militares, miradouros, etc. Aqui, 7 exemplos.
Uma sociedade com orgulho no seu passado, sem deixar de reconhecer o que de lamentável aos olhos de hoje se passou séculos atrás mas sem se colocar como se no mundo tivéssemos sido os facínoras e todos os outros povos o primor da decência, seria uma sociedade organizada, a procurar com perseverança diminuir as desigualdades e a fomentar o gradual bem-estar dos seus cidadãos.

Na minha opinião, tem-se melhorado muito em diferentes aspectos da sociedade. Mas, ainda opinião pessoal, estamos longe de ter reduzido drasticamente as desigualdades e as diversas pouca vergonhas que se arrastam.

Por razões diversas, mas muito por incúria, incompetência, os sucessivos governos, os sucessivos titulares de órgãos de soberania, não têm ligado ao património como deviam. 
Tem havido recuperação, é bem verdade. 
Mas persistem verdadeiras vergonhas. 
Património público em ruínas ajuda a bem definir os nossos políticos, e dá uma péssima imagem do país. 

Por exemplo, uma das últimas notícias sobre intenção de aproveitamento de infra-estruturas militares fechadas/ abandonadas, é o plano para dar uso novo à bataria do Outão, porventura para hotel ou pousada. Veremos o que acontece.

Também neste capítulo o desavergonhado em S.Bento promete o máximo e faz o mínimo.
Voltarei ao assunto.
AC

sexta-feira, 16 de julho de 2021

PATRIMÓNIO
Nas minhas andanças pelo país, particularmente na parte Continental e  com ainda mais intensidade (na perspectiva de passagem mas principalmente estadia, e observação/ visita) desde 2006, uma área que me preocupa de há muitos anos e tem a minha atenção é a do património cultural. Património edificado, património em recuperação, património degradado, património completamente abandonado e em alguns casos em ruína confrangedora. Portanto, refiro-me aqui e apenas ao "palpável", visível, "pedras" e etc. 
Não abordo aqui o fantástico património imaterial que temos no país. 

Do abandonado dou apenas quatro exemplos: 
* Visitem Idanha - a -Velha, onde existe muita coisa bem recuperada mas outra ao abandono.
* Vagueiem pelos arredores da Golegã.
* No concelho do Sabugal vão até à localidade Alfaiates.
* Dirijam-se à freguesia Paião, no concelho da Figueira da Foz.

Há muita coisa que foi bem recuperada, muita que está em andamento de reabilitação. Do que mais recente e demoradamente visitei e portanto bem conheço (até Fevereiro 2020), aponto alguns dos vários exemplos: Salzedas, Ucanha, Tibães, Castelo Novo, Estói, Óbidos, Piódão, Rendufe, Amares, Alcobaça, Conímbriga.

Quanto a castelos, conheço vários, na realidade quase todos os do Continente, e vários estão em bom estado e recuperados. Dos últimos revisitados estou a lembrar-me, por exemplo: Sabugal, Arraiolos e  Belver.
Naturalmente que o dinheiro é pouco, mas ainda assim muito se tem feito nos últimos 30 anos, opinião minha, naturalmente. Mas creio que com juízo e melhor planeamento, mesmo com um pouco mais de gastos, melhor se podia estar a fazer, mais se podia já ter feito, se houvesse menos arrogância, menos demagogia, se houvesse mais ligação governos - autarquias.

Sou católico, de baptismo, sou crente, vou muito pouco à igreja no sentido da habitual missa Dominical, por exemplo. Mas vou com muita frequência a igrejas e capelas. E Portugal tem um património religioso edificado fantástico, que deve ser preservado, independentemente, E BEM, da Constituição estabelecer a laicidade do Estado. Mosteiros, conventos, igrejas, capelas. Dois exemplos: Mafra e Portalegre.
Mas voltando à problemática sempre discutível "do que fazer", "a que atender", haverá sempre quem defenda mais as "pedras", outros defenderão mais as pessoas, os "eventualmente" designados por produtores de cultura.

A esquerda e não só (Cavaco Silva teve Santana a olhar para a "Cultura" se a memória não me falha) tem a persistente mania de ministério da cultura ou similar.

Alguns castelos estão ao abandono. Há conventos numa lástima. Etc.

Quando se fala de cultura lembro-me sempre de uma cena célebre, no tempo de Jorge Sampaio em Belém, em que um dia apareceram filas intermináveis de "cultos" em número incrivelmente superior ao que tinham estimado, pelo que os croquetes para que haviam convidado  cultos………….faltaram!

De facto, do teatro, desde o fantástico (opinião minha) de João Lourenço a muitos outros com qualidade e muitos outros que me suscitam neste campo muitas dúvidas, ao cinema, à música de todo o tipo, à criação literária, à pintura, etc., há um mundo enorme a que eventualmente acorrer. O que me custa é ver acorrer a muitos porque são correligionários, porque são da "seita" que está!

Há um mundo infindável no "envelope cultura". Das "pedras" do nosso passado, a bolsas e subsídios para pessoas. Critérios? Em muitos casos ao longo dos anos fica ás vezes a sensação da politiquice. E uma coisa me parece que é esquecida, o Estado não tem de definir a cultura.

Naturalmente ninguém gosta ou aceita ver concidadãos em dificuldades. Mas tem de haver critérios e não me parece que pelourinhos, castelos, igrejas, museus (o que se passa com alguns é vergonhoso), bibliotecas, palácios, conventos devam deixar-se apodrecer. Pela minha parte conheço, por exemplo, várias interessantíssimas pontes algumas do tempo dos Romanos. Por terem essa idade devem deixar-se desmoronar?
Depois, no dia a dia dos nossos tempos, qualquer obra que esbarre por exemplo com um poço indiciando ter centenas de anos é imediatamente parada. Investigação. Parece-me adequado. Mas não é adequado levar uma eternidade para ponderar e decidir.
Mas, por outro lado, e por exemplo, pelo Continente descuram-se minas antigas, ou arrasam-se extensões para gáudio do ministro dito do ambiente e da dita ministra da agricultura. 

Enfim um mundo! E muita soberba, muita demagogia, bastante desprezo aqui e acolá, caciques nos governos e nas autarquias, uns quantos que se consideram donos da cultura e que se entregam aos cargos internacionais etc. Continuemos a observar.
António Cabral (AC)

sexta-feira, 4 de junho de 2021

VIVER  e  SABER VIVER
É conhecida a frase à volta deste título.
Pela parte que me toca, tenho felizmente conseguido ter uma vida muito equilibrada quer no aspecto mais importante que é a família, e onde sou "muito rico", quer nos restantes aspectos da vida, designadamente a carreira e a vertente financeira da vida onde nunca dei passos maiores que a perna e, por isso, até hoje, nunca tive "problemas musculares" na carteira.
Vem isto a propósito de que desde que deixei a vida activa no final de 2006 incrementei imenso uma das coisas que muito aprecio, e que desde sempre fui fazendo dentro das limitações decorrentes da vida profissional e constrangimentos de miudagem etc. 
Andar por aí.

Aproveitar a aldeia, que considero "minha" desde 1969, nela passando muitos períodos desde essa altura, e dela fazendo muitas vezes base para incursões pelo país Continental. 
Mas fazendo muitas incursões sem contar com a aldeia. 
Há dias deambulei dentro de uma área delimitada por 60 a 70 Km de raio centrada em Coimbra. 
Quer nesta última incursão quer desde sempre em todas as anteriores, procuro coisas diversas, aperceber-me do ambiente, das gentes, do património edificado, da limpeza da aldeia, vila ou cidade, do património cultural, do património imaterial, de vertentes culturais diversas. E caminhadas, e gastronomia, e artesanato, e fotografia, e alojamento. LAZER. Viver. E tenho sabido viver.
Toda esta lenga lenga não tem em vista maçar com aspectos privados quem tem a gentileza de visitar este simples blogue.

Vem a propósito do que atrás cito e concretamente de vertentes diversas no plano cultural.
O passar dos anos tem-me dado uma noção bastante razoável do estado de, conservação / recuperação / manutenção / degradação /  destruição de, museus, sítios arqueológicos, castelos, pelourinhos, casas senhoriais, escolas e faculdades, capelas, igrejas, praças de touros, pavimentos em zonas históricas, toponímia, edifícios militares, praças/ mercados, lotas, portos, estradas municipais, estradas nacionais, auto-estradas, postos de turismo, restaurantes etc.
Muita coisa tem sido recuperada, mas muito está degradado.
E uma coisa me "assalta" sempre quando, nas aldeias, vilas e cidades, observo certas obras e certos mamarrachos, e certo acumular de lixo.
Interrogo-me sempre sobre prioridades de autarcas e governantes.

Agora, neste últimos dias, leio que o Ministério da Cultura já pagou 10 dos 53 milhões do programa Garantir Cultura mas, entretanto, observo também que, salvo erro, o Museu de Arte Antiga em Lisboa tem salas fechadas por falta de pessoal. Observo que o novo Museu dos Coches tem tido salas fechadas por falta de electricidade e etc.
Enfim. Prioridades.
AC

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

PATRIMÓNIO
Edificado, reconstruído, em ruínas, abandonado

Antes de mais, não tenho formação nesta área. 
Não sou historiador, arqueólogo, conservador, investigador, etc.
Mas, como cidadão, há décadas que olho e fotografo, castelos, igrejas, solares, pórticos, edifícios marcantes de certas épocas, pousadas, campanários, sanatórios, moinhos, moinhos de marés, lojas, quartéis, escolas e liceus (como se designavam antigamente), museus, hospitais, pontes, palácios, estátuas, postos antigos da GNR e Brigada Fiscal, pelourinhos, arqueologia industrial, conventos, ermidas, capelas, monumentos, torres, câmaras municipais, etc. etc. etc. etc.
Sobretudo na parte Continental do nosso País.

Como confessei aqui no blogue muitas vezes, as minhas andanças ficam bem marcadas nos carros. O actual (4 anos e pouco), caminha rapidamente para os 150 mil Km. Os dois anteriores passaram os 250 mil um e os 310 mil o outro!!!! 
E máquinas fotográficas
Do presente para trás, Nikon D-90, Nikon F 801 S, Fuji S 5000, Yashica FR I, Canon Canonet 17, Canon Canonet 19.

Creio que se pode dizer que há património muito bem conservado, património que tem sido bem recuperado, património em mau estado de conservação, e património em ruínas, abandonado, esquecido.
E o que é o património?
Património é propriedade nas suas mais diferentes formas.
É herança do nosso passado comum. É testemunho de tempos passados.

Mais formalmente, é constituído por todos os bens que, sendo testemunhos com valor de civilização ou de cultura portadores de interesse cultural relevante, devam ser objecto de especial protecção e valorização. PROTEÇÃO e VALORIZAÇÃO.
A nossa língua é um elemento essencial do património cultural português.
E, depois, como explicado em lei, o interesse cultural relevante, designadamente histórico, paleontológico, arqueológico, arquitectónico, linguístico, documental, artístico, etnográfico, científico, social, industrial ou técnico, dos bens que integram o património cultural reflectirá valores da nossa memória, antiguidade, autenticidade, originalidade, raridade, singularidade ou exemplaridade.
E temos os bens imateriais que constituam parcelas estruturantes da identidade e da memória colectiva portuguesas.
Integram o património cultural todo o conjunto de bens materiais e imateriais de interesse cultural relevante.

Temos portanto património imóvel, móvel e imaterial e neste incluído muito da nossa cultura popular. Ao falar de património temos de considerar até itinerários especiais, temos de considerar interesses históricos, ambientais e patrimoniais. Até arquivos. Em suma, no nosso património diverso temos autênticos tesouros nacionais.

Não tendo formação na área, mas como cidadão há muito interessado no nosso passado, e insurgindo-me cada vez mais contra a péssima preparação do nosso futuro por parte das elites dirigentes nacionais regionais e autárquicas, do que conheço tenho a convicção de que se anda já há alguns anos a proceder a recuperação de muito património imóvel, e no plano do património imaterial se tem igualmente progredido.

 Mas que proteção e valorização é dada por muitos autarcas, por exemplo, em relação a edifícios que nas cidades e vilas e aldeias marcaram determinadas épocas da nossa história colectiva?

Porque tem tanta gente o entendimento (para mim errado) de que tem de ser o poder central a tratar de tudo?

Tal como se tem verificado que em certos concelhos alguns autarcas desconhecem quantos lares existem no território sobre o qual têm jurisdição, não existem concelhos em que certo património está desgraçado há décadas nas barbas dos autarcas?
E não me refiro apenas a edifícios públicos.

Como digo acima, creio que bastante se vem fazendo nos últimos anos.
Mas subsistem muitas mazelas e, pessoalmente, se vejo zonas do país com inequívocos sinais de PROTEÇÃO e VALORIZAÇÃO com restauro e recuperação de património, continuo com dúvidas quanto às políticas desta área. 

Só num país a dar pouco valor à sua história, ao seu passado, independentemente de algum desse passado poder ser discutível aos nosso olhos de hoje, é que se pode compreender como se deixou degradar tanta coisa.

Para não maçar os meus leitores fico-me por agora nos castelos, numa comparação entre castelos. 
Sabugal, Lisboa, Bragança, Belver, Penedono, Alandroal, estão em condições decentes. 
Mas Noudar, Moura, Mourão, Montemor-o-Novo, Juromenha, Alfaiates, Idanha-a-Velha?

Apesar do muito que já está feito, só num país como acima caracterizo é que é possível nos dias de hoje não haver inventário final/ completo, em todas as cidades vilas e aldeias de, todos os castelos, torres, pontes, edifícios públicos, imóveis de todos os tipos da administração central e regional, sítios arqueológicos, itinerários e circuitos turísticos, monumentos, sítios, estátuas, igrejas, capelas, santuários, conventos, edifícios marcantes de certas épocas, pousadas, campanários, sanatórios, moinhos, moinhos de marés, quartéis, escolas e liceus, museus, hospitais, palácios, postos antigos da GNR e Brigada Fiscal, pelourinhos, arqueologia industrial.
Há muito já feito mas..........

Quando olho para certos municípios verifico que avançam para zonas de novas edificações e os cascos velhos das localidades estão muitas vezes ao abandono, quando se podia pressionar e ao mesmo tempo ajudar nas recuperações. Claro que quando tudo está em ruína ao fim de 30 a 40 anos........é complicado, e os proprietários..........ou não têm capacidade para recuperações ou esperam que o município deixe construir torres de andares!
Mas há sempre uns cromos que pintam ruas ou que julgam que dinamizam artérias a morrer lentamente por fechar o comercio e pastelarias colocando lonas coloridas de prédio a prédio! 

Fico por aqui.
Continuarei a publicar fotografias várias muito também sobre património edificado ou em ruína.
António Cabral (AC)

domingo, 16 de agosto de 2020

MOSTEIRO de Santo André de RENDUFE
Nas minhas andanças pelo País, de entre os muitos temas que me levam a calcorrear o Continente, um é o do património, nas suas diferentes vertentes.
Vem isto a propósito de há pouco me terem chamado à atenção que na SIC falaram do mosteiro supra. Estive lá há pouco tempo, aliás cheguei pouco antes da celebração de uma missa, muito degradado.
Anunciam que vai a concurso, se percebi bem no âmbito do programa REVIVE.
Deixo algumas fotos das muitas que tirei.
AC

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

País, CULTURA, HISTÓRIA, PATRIMÓNIO
Patrimónios: edificado, religioso, imaterial
A propósito de cultura e de património, património ou degradado, ou esquecido, ou recuperado, e o muito que se vem fazendo mais o muito que falta fazer, volto outra vez à recente decisão da ministra da cultura sobre a substituição da directora da DGPC por outro senhor, de seu nome Bernardo Alabaça.
Não conheço pessoalmente a de há anos fiel seguidora de António Costa, observei-a uma vez na aldeia numa cerimónia pública, quando ali se deslocou em trabalho político. Desconheço quem ainda é a DGPC, e desconheço o sr Alabaça que, fugazmente, cumprimentei há cerca de 14 anos em Ponta Delgada em cerimónia pública para que fui convidado por inerência de funções e de que já nem me lembro bem. Interessante mesmo, parece que não encontraram nada mais recente para mostrar o rosto do sr Alabaça que uma fotografia dessa cerimónia. 
Interessante e muito elucidativo.
Como sempre acontece, o sr foi escolhido pelos méritos que a ministra da cultura ou alguém que o recomendou (porventura um cacique conhecido lá do meio do Atlântico) entendeu que ele tinha para o cargo. 
Desconheço, não faço ideia, não tenho aptidões para avaliar a coisa, não tenho que me pronunciar. Como cidadão comum observo.
Mas, tentando raciocinar, parece óbvio que o sr Alabaça não deve andar distante do PS, parece também que tem experiência em avaliar imóveis, dizem até que no seu cargo no ministério chamado da defesa nacional o seu currículo terá sido importante, ou mesmo determinante.
Confesso que não sei se isto corresponde à realidade, e estou-me borrifando para tal.
Se o sr é mestre em finanças, se além de cargos em Ponta Delgada e no MDN andou também pelo Tesouro e Finanças, haverá certamente quem o ache qualificado para a DGPC, e haverá quem o ache desprezível para tal cargo. 
Apareceram já nos jornais críticas violentas à decisão da ministra, uma das quais da parte de um dos que se considera um dos pais da cultura e dos museus, um dos tais que existem em todas as profissões que só se interessam por altos voos e que os outros tratem das minudências práticas da vida inerentes ao funcionamento de empresas, de instituições. 
Essa reação, afinal, é capaz de ser abonatória para Alabaça, digo eu que não percebo nada destas coisas!!
Desconheço se será o dirigente ideal para a DGPC, o futuro mostrará. 
Duas hipóteses me parecem possíveis: 
> a primeira, é se para o imenso e muito rico património nacional vai prosseguir o mais possível o restauro e a recuperação e se muito do imaterial vai continuar a não ser esquecido, 
> e a outra, é o seu contrário e a alienação de património edificado para negócios.
Aguardemos, enquanto alguns donos dos museus, da cultura, e do património se revoltam (talvez também porque não existem cargos para todos, apetece-me dizer).
AC 

Ps: lembrei-me agora de uma criatura do âmbito da cultura/ património que conheci em 2008, e me entregou um cartão de visita que, em ambos os lados, tinha inscrito uma quantidade de cursilhos, especializações, workshops, pós-graduações e etc. 
Imaginava a criatura nessa altura e assim o anunciava, ir ter grandes voos políticos a curto prazo. Coitada.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

DO  PORTUGAL QUE VAI DESAPARECENDO
Aqui deixo um exemplo, bem ilustrativo.
António Cabral (AC)

sexta-feira, 23 de junho de 2017

POR  AÍ
Apesar de magníficos candeeiros por toda a cidade, ruas e avenidas muito bem iluminadas, a "luz" misturada com juízo não entra nas cabacinhas de certa gentinha. Entretêm-se a partilhar bicicletas; isto deve vir na senda dos "outdoors" da  cidade partilhada.
AC

terça-feira, 9 de maio de 2017

AUTÁRQUICAS,  MEDINA, Moreira e outros que tais
A figura abaixo é de Alcochete.
Mas é eloquente e exemplar da postura de muitos autarcas.
No caso concreto passaram já 3 anos desde a obra concretizada e inaugurada.  Boa obra, aliás.
Nem uma única vez desde então os bancos com ripas de madeira foram beneficiados com um pouco de verniz. 
A intempérie fez o seu trabalho, naturalmente. 
Começaram há 4 dias a remendar / substituir partes partidas, degradadas, em estado calamitoso, e passar verniz.
Coisa idêntica se passa com as árvores que foram então plantadas, andam agora a substituir os destroços que jaziam há pelo menos dois anos.
É um exemplo. MAU.
Em Lisboa e por aí fora existem coisas equivalentes.
O poder local tem levado a efeito muitas melhorias, mas está muito longe de estar uma coisa como deve ser, como dizem os humildes ao olhar estas tardias renovações.
É o que temos mas não merecemos, pelo menos nem todos.
E nem era preciso olhar a outros tristes exemplos no Porto, Idanha-a-Nova, Montijo, ou o magnífico piso em Lisboa desde o largo de Camões ao Principe Real, e por aí fora, nem os lamentáveis casos de, faz desfaz, contactou não contactou, apoia já não apoia.
AC

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

A RIQUEZA DO NOSSO PATRIMÓNIO
Portugal tem um património riquíssimo. 
No edificado, no imaterial.
Nas minhas andanças, de carro daqui para ali e, depois, muito a pé máquina fotográfica em punho, nas últimas quase três décadas mas sobretudo nos últimos 14 anos tenho calcorreado muito o nosso território.
No plano do património edificado tenho descoberto coisas fantásticas. Só para aguçar o apetite, um dos momentos do Verão passado que mais gozo me deu foi andar dentro e também muito à volta do chamado Vale da Varosa.
Entre muitas das fotografias que vou partilhando, quase sempre sem dizer os locais (quem quiser saber pergunte s.f.f.) aparecem igrejas, campanários, catedrais. 
Mas entre algumas das fotografias que creio são muito razoáveis, tenho imensas das catedrais do nosso País. 
As catedrais constituem um património único. 
Existe literatura extraordinária sobre esta temática.
Muitos não saberão, mas consideram-se 27 catedrais em que, algumas, perderam em determinada época esse estatuto.
Muitos não saberão, também, que a primeira catedral foi a de Idanha-a-Velha, que hoje é uma aldeia histórica com muito escassa população residente (diz-se que menos de 60), com um palácio fabuloso muito abandonado o qual, aparentemente, será uma das 30 preciosidades que se pretendem recuperar no Continente.
A Sé Catedral de IDV foi construída  por partes se assim se pode dizer. O que hoje existe, tem de certa forma a ver com a criação do bispado da famosa Egitânia, algures por 559. Já no século VII terá sido recomeçado o que antes parcialmente existia. 
Enfim, não sou historiador, mas tenho lido muito sobre isto, não só porque a "coisa" me interessa mas, em especial, por estar muito perto da minha aldeia favorita, a "crismada" em 1938 como a aldeia mais portuguesa. 
Se recuarem uns posts mais atrás, encontrarão um com duas fotografias: a primeira com 2 eléctricos encarnados de passear os turistas e, a segunda, fotografia noturna, a de uma igreja iluminada. 
É a ex-catedral de IDV. Perdeu o estatuto de catedral algures em 1199, porque a sede episcopal passou para a Guarda, sobretudo por razões de segurança física. 
Mais tarde, entre muitas coisas, houve mão dos templários, mais obras, e anos mais tarde ainda mais obras. Hoje chama-se Igreja de Sta Maria, mas os locais continuam a considerá-la a Sé Catedral.
Não é para fazer inveja a ninguém mas, sem nenhuma explicação especial para isso, a realidade é que conheço todas as catedrais menos, a de Silves, Leiria e Beja. Lá irei.
As 27 catedrais são: Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Bragança (Sé Velha, Sé Nova), Miranda do Douro, Porto, Lamego, Aveiro, Viseu, Guarda, Coimbra (Sé Velha, Sé Nova), Castelo Branco, Idanha-a-Velha, Leiria, Santarém, Portalegre, Lisboa, Setúbal, Elvas, Évora, Beja, Silves, Faro, Angra do Heroísmo, Funchal.
António Cabral

sábado, 17 de setembro de 2016

A PROPÓSITO de PATRIMÓNIO
Território, herança cultural, património, a história de um povo, a Nação.
Leva anos, e ainda me falta muito.
Sobretudo desde 2007, tenho calcorreado bastante mais o País. Antes, além do Continente, houve Madeira e Açores. Ao que aqui trago, cinjo-se hoje ao Continente. Nas ilhas há igualmente um património riquíssimo.
Olhando aos meus arquivos e sobretudo fotográficos, recordo a título de mero exemplo: Brufe, Soajo, Arcos, Cubalhão, Pitães das Júnias, Pedras Salgadas, Granjal, Remondes, Juncal, Salzedas, Ucanha, S.João de Tarouca, Lorvão, Remoães, Friestas, Ganfei, Fiães, Aguiã, Rubiães,Tourém, Rio de Onor, Rendufe, Navió, Terras de Bouro, Boticas, Lamas de Olo, Boticas, Marialva, Angeja, Linhares, Lavacolhos, Candal, Gondramaz, Sortelha, Monsanto, Oledo, Monfortinho, Alfaiates, Penamacor, Idanha-a-Velha, Capinha, Ínsua, Alcongosta, Paul, Castelo Novo, Tinalhas, Pedrogão de SPedro, Alvega, Amieira do Tejo, Soalheira, Salvaterra do Extremo, Vinhais, Calhandriz, Couço, Montargil, Crato, Cabo Espichel, Lavre, Tomar, Corval, Juromenha, Mourão, Moura, Redondo, Alandroal, Torrão, Barrancos, Garvão, Mértola, Alcoutim, Vila do Bispo, Aljezur, Alte, Salir, Paderne, Cachopo, Odeleite, Castro Marim, S.Bras de Alportel, Estói, Alcobaça, Batalha, Mafra.
Estes nomes dirão alguma coisa aos dirigentes partidários de todos os partidos? Em quais pararam umas horas, discursaram, ponderaram o despovoamento acelerado, o modo de vida, o sustento das gentes?
Em quais pararam e observaram os monumentos, as igrejas, os fontanários, os conventos, os mosteiros, os museus, as estátuas, as casas outrora senhoriais muitas hoje dedicadas a turismo, as casas de arquitectura mais relevante recuperadas?
E a mesma pergunta aplica-se aos de antes do 25 de Abril.
E passaram décadas e décadas, e os anos passam.
Deixo-vos uma sugestão. 
Peguem no Mapa de Portugal Continental. 
Depois de aberto, e só por exemplo, alguns exemplos, tracem a lápis uma linha entre Boticas e Chaves e gastem dias a calcorrear o território acima dessa linha. Idem nos territórios dentro dos parques e designadamente o PNVGuadiana, PNMontezinho e o PNPGerês. Idem nos territórios acima da linha Viana do Castelo- Ponte de Lima- Melgaço. Idem nos territórios laterais da linha Lamego- Sernacelhe. Idem para os territórios dentro do quadrilátero Trancoso- Almeida- Mogadouro- SJoão da Pesqueira. Idem para os territórios dentro das linhas ligando Beja- Portel- Mourão- Barrancos- Serpa- Beja.
Estes e muitos outros territórios, por exemplo aldeias com menos de 80 habitantes outras com menos de 10 e até só com três pessoas, vilas, cidades do interior, mostram um Portugal que é real, e pouco e ás vezes mesmo nada se encontra nas gritarias e discursatas e manifestações e greves em Lisboa, Porto, Coimbra, Braga, Setúbal, Almada.
País que não cuida da sua história, do seu legado, do seu património, das suas gentes e do seu sustento e formação, está condenado.
No que ao património respeita, particularmente ao património edificado, muito se pode dizer. Os recursos que faltam, pessoal, recuperação, manutenção. Um dos últimos exemplos a vir ser denunciado a público, uma infra-estrutura abandonada há décadas, nas Caldas da Rainha.
Mas há muito mais, em estado lastimável. Um exemplo, ao nível dos castelos, Alfaiates ou Noudar.
Mas outros têm sido olhados. Sabugal é um exemplo. Há museus que o deviam ser já, mas têm tesouros “arrumados" numa sala. Mas há museus a funcionar muito bem. Não vou discutir as despesas e as receitas, a sustentabilidade, haverá quem o saiba fazer. Estou a lembrar-me dos esforços que registei na zona patrimonial do Vale da Varosa, por exemplo.
Há queixas amargas, várias certamente com muita razão. Digo isto pelo que vou vendo pelo país. Mas creio que algumas queixas também derivam de clubismos, de despeito, e de outras coisas.
Discutem-se prioridades.
Naturalmente que é muito discutível, por exemplo, terem-se construído duas autoestradas basicamente paralelas à A1. Esses rios de dinheiro e as criminosas rendas daí resultantes dariam para muita coisa.
E quantos submarinos foram enterrados no túnel do Metro na zona da Baixa Lisboeta? E etc. Dinheiro que podia ser canalizado para a saúde e para a cultura/ património, por exemplo.
Mas claro que, ao longo do tempo, os PM Mário Soares, Cavaco Silva, António Guterres, Durão Barroso, o Sebastião Santana Lopes, José Sócrates, Passos Coelho e agora António Costa, sempre arranjaram as suas prioridades. Ficaram por terra a cultura, o património, a saúde, a formação, etc.
Porque tudo era sempre mais urgente.
Sobretudo olhar ás clientelas e ao amiguismo.
António Cabral (AC)

terça-feira, 21 de junho de 2016

ARTE PALEOLÍTICA
Normalmente os estudiosos dividem-na em três grupos, a saber:
1. Arte móvel - são por exemplo, zagaias, bastões, arpões, varetas, objectos de adorno, placas, pedaços de marfim.
2. Arte Parietal - todas as manifestações dentro de paredes de grutas, normalmente pinturas, gravuras, mesmo pequenas esculturas em baixo-relevo.
3. Arte Rupestre - as manifestações que se encontram em superfícies rochosas ao ar livre, normalmente sob a forma de gravuras.
Porque me lembrei eu disto?
Porque nas "bolandas" nos arquivos na garagem dei com coisas que me fizeram lembrar a excelente visita que o ano passado fizemos com os netos ao museu do Côa.
Mas não só.
Agora que o novo messias no seu papel de PM acusa de arqueólogos os seus adversários políticos, é sempre bom rever estes conceitos. Desgraçadamente, chega-se à conclusão que António Lobo Antunes tem uma certa razão ao recomendar, entre outras coisas, que o dia de Camões se passe a designar por dia "Armando Vara".
Temo até que a divisao clássica supra recordada tenha que ser actualizada. Por exemplo, com os seguintes grupos:
- antes de Berardo, depois de Berardo
- antes de Vara, depois de Vara
- antes de Sócrates, depois de Sócrates
- antes de António Costa, depois de António Costa
- antes de Santos Ferreira depois de Santos Ferreira
- antes de Santos Silva, depois de Santos Silva
- antes de Teixeira dos Santos, depois de Teixeira dos Santos
- antes de Mário Soares, depois de Mario Soares
- Antes de Cavaco Silva, depois de Cavaco Silva
- antes de Arménio depois de Arménio, antes de Nogueira, depois de Nogueira
- antes de Durão Barroso, depois de Durão Barroso
- antes de Paulo Portas, depois de Paulo Portas
- antes de Pinto Monteiro, depois de Pinto Monteiro
E por aí fora............

AC


segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

A pouca vergonha que grassa.
A seguir ao jantar tive que ir aos "mandados" no supermercado, como diziam os mais antigos. Liguei o rádio do carro e, entre outras preciosidades, ouvi parte de declarações do advogado de José Sócrates, creio que de hoje. Perguntado por um jornalista em que se baseava para considerar ilegal a proibição do detido 44 dar entrevistas respondeu - "em muita coisa"!
Para o comum cidadão isto é de facto esclarecedor. Por que raio, a criatura não identifica ao menos uma razão concreta, de direito, para se basear na indignação?
A menos que de facto não exista, não faço ideia. O que estou convicto é que, entre o que escorre para jornais, entre o que certas comentadeiras escrevem, e com criaturas como este advogado, o comum cidadão fica certamente cada vez mais elucidado.
Porque será tão difícil falar com rigor, e com clareza? Ou existe mesmo muita porcaria, e estão a ver como dar a volta?
Na fotografia abaixo, mostro uma parte de um castelo, construído séculos atrás, está em razoáveis condições, tem muralhas construídas com blocos de granito enormes, e aproveitaram imensos penedos na zona colocados pela mãe natureza. Alguém têm dúvidas?
AC


sábado, 1 de novembro de 2014

Por aí.
Aos que têm a gentileza de me visitar, desejo um bom fim de semana. Aos restantes concidadãos também.


AC