sexta-feira, 4 de junho de 2021

VIVER  e  SABER VIVER
É conhecida a frase à volta deste título.
Pela parte que me toca, tenho felizmente conseguido ter uma vida muito equilibrada quer no aspecto mais importante que é a família, e onde sou "muito rico", quer nos restantes aspectos da vida, designadamente a carreira e a vertente financeira da vida onde nunca dei passos maiores que a perna e, por isso, até hoje, nunca tive "problemas musculares" na carteira.
Vem isto a propósito de que desde que deixei a vida activa no final de 2006 incrementei imenso uma das coisas que muito aprecio, e que desde sempre fui fazendo dentro das limitações decorrentes da vida profissional e constrangimentos de miudagem etc. 
Andar por aí.

Aproveitar a aldeia, que considero "minha" desde 1969, nela passando muitos períodos desde essa altura, e dela fazendo muitas vezes base para incursões pelo país Continental. 
Mas fazendo muitas incursões sem contar com a aldeia. 
Há dias deambulei dentro de uma área delimitada por 60 a 70 Km de raio centrada em Coimbra. 
Quer nesta última incursão quer desde sempre em todas as anteriores, procuro coisas diversas, aperceber-me do ambiente, das gentes, do património edificado, da limpeza da aldeia, vila ou cidade, do património cultural, do património imaterial, de vertentes culturais diversas. E caminhadas, e gastronomia, e artesanato, e fotografia, e alojamento. LAZER. Viver. E tenho sabido viver.
Toda esta lenga lenga não tem em vista maçar com aspectos privados quem tem a gentileza de visitar este simples blogue.

Vem a propósito do que atrás cito e concretamente de vertentes diversas no plano cultural.
O passar dos anos tem-me dado uma noção bastante razoável do estado de, conservação / recuperação / manutenção / degradação /  destruição de, museus, sítios arqueológicos, castelos, pelourinhos, casas senhoriais, escolas e faculdades, capelas, igrejas, praças de touros, pavimentos em zonas históricas, toponímia, edifícios militares, praças/ mercados, lotas, portos, estradas municipais, estradas nacionais, auto-estradas, postos de turismo, restaurantes etc.
Muita coisa tem sido recuperada, mas muito está degradado.
E uma coisa me "assalta" sempre quando, nas aldeias, vilas e cidades, observo certas obras e certos mamarrachos, e certo acumular de lixo.
Interrogo-me sempre sobre prioridades de autarcas e governantes.

Agora, neste últimos dias, leio que o Ministério da Cultura já pagou 10 dos 53 milhões do programa Garantir Cultura mas, entretanto, observo também que, salvo erro, o Museu de Arte Antiga em Lisboa tem salas fechadas por falta de pessoal. Observo que o novo Museu dos Coches tem tido salas fechadas por falta de electricidade e etc.
Enfim. Prioridades.
AC

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