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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Ouvi "doutos" a falar sobre assuntos militares.

Lembrei-me do que o meu melhor amigo militar que é almirante reformado sempre disse e, ao longo da carreira, sempre em conformidade procedeu. Como muitos mais militares.

Bom dia, tenham uma boa 5ª Feira.
Saúde, Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades e boas férias.

António Cabral


O  MILITAR

O militar digno, com coluna vertebral verdadeira (óssea, e não de borracha), está subordinado, sabe o que é subordinação.
O militar digno, com coluna vertebral verdadeira, detesta a submissão, não aceita a submissão.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

POLÍTICOS,  SUBVENÇÕES,  DECÊNCIA
(lido no Sapo Online; sublinhados da minha responsabilidade)

António Guterres continua a receber uma subvenção vitalícia atribuída pela Caixa Geral de Aposentações, no valor bruto de 4.138,77 euros mensais. O antigo primeiro-ministro, atualmente secretário-geral da ONU, tem a prestação ativa e sem redução em 2026, apesar de exercer um cargo internacional.

De acordo com a Sábado, a subvenção foi atribuída a António Guterres em 9 de abril de 2002, pouco depois de ter deixado funções públicas em Portugal. Em termos líquidos, o gabinete do secretário-geral das Nações Unidas confirmou à revista que Guterres recebe 2.925,06 euros por mês, valor que considera ter direito a auferir pelo trabalho desempenhado como primeiro-ministro de Portugal.

O caso contrasta com o de António Costa, que também foi primeiro-ministro e exerce atualmente um cargo internacional, como presidente do Conselho Europeu. Costa tem uma subvenção vitalícia atribuída desde 1 de abril de 2024, no valor de 3.113,71 euros, mas decidiu suspendê-la por iniciativa própria.

A subvenção vitalícia foi criada para antigos titulares de cargos políticos que, até 2005, reuniam mais de oito anos de exercício em funções como Governo, Parlamento, Presidência da República ou Tribunal Constitucional. Em 2005, uma alteração legislativa impediu novos beneficiários de acumularem tempo de serviço para aceder a este regime, mas salvaguardou os direitos de quem já cumpria os requisitos.

Segundo a Sábado, a lei prevê a suspensão da subvenção quando o beneficiário exerce determinados cargos públicos ou políticos remunerados, como deputado, eurodeputado, embaixador, juiz do Tribunal Constitucional ou gestor público. No entanto, os cargos internacionais não surgem abrangidos por essa regra, o que permite que a subvenção de Guterres continue ativa.

Em 2019, quando a lista voltou a ser publicada depois de uma interrupção, o Ministério do Trabalho e da Segurança Social, então tutelado por José António Vieira da Silva, justificou a manutenção da subvenção de Guterres precisamente com o facto de o exercício de cargos internacionais não ser uma das situações previstas para travar o pagamento.

A legislação também passou a limitar, desde 2014, o valor da subvenção quando existem rendimentos de atividades privadas superiores a três vezes o Indexante dos Apoios Sociais. Atualmente, esse patamar corresponde a 1.611,39 euros.

Mas a atividade desempenhada na ONU dificilmente poderá ser enquadrada como setor privado. A Sábado questionou o gabinete do ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, que tutela a Caixa Geral de Aposentações, para perceber se é esse o fundamento jurídico que permite a manutenção da subvenção sem redução, mas não obteve resposta até ao fecho da edição.

O salário base do secretário-geral da ONU é estimado em 238.375 dólares anuais, cerca de 208.299 euros. Com ajustamentos adicionais, o rendimento de António Guterres em 2025 terá atingido 418.348 dólares por ano, equivalentes a 365.565 euros, além de outros benefícios associados ao cargo, como casa de função, segurança e motorista. Estes valores são líquidos, uma vez que os funcionários da ONU, tal como os de outros organismos internacionais, não pagam impostos.

A lista divulgada mensalmente pela Caixa Geral de Aposentações mostra que há atualmente 285 beneficiários de subvenções vitalícias. Destes, 230 recebem a prestação por inteiro e 14 têm redução parcial.

Há ainda 41 beneficiários com subvenção suspensa ou com redução total. Essa situação pode resultar de iniciativa própria, do exercício de funções políticas ou públicas remuneradas, ou de atividade privada remunerada acima do limite legal.

Entre os políticos que decidiram suspender a subvenção por iniciativa própria estão António Costa, Luís Marques Mendes, António Vitorino e Rui Gomes da Silva. Outros beneficiários têm a prestação suspensa por aplicação do regime legal.

Guterres é o quarto nome com valor mais elevado

António Guterres surge como o quarto beneficiário com a subvenção mais elevada na lista conhecida. O valor mais alto pertence a Jorge Rangel, atual presidente do Instituto Internacional de Macau e antigo membro do Governo de Macau, que recebe 6.633 euros mensais.

A seguir surgem José de Sousa e Brito e José Manuel Cardoso da Costa, ambos juízes conselheiros do Tribunal Constitucional. Guterres aparece depois, com os 4.138,77 euros brutos mensais.

Na lista constam ainda nomes como José Sócrates, que recebe 2.372 euros, Bagão Félix, Assunção Esteves, Miguel Relvas e Jerónimo de Sousa, entre outros antigos titulares de cargos políticos.

Menos beneficiários do que em 2005

Apesar dos casos que continuam ativos, há hoje menos beneficiários do que em 2005. Nesse ano, a lista contava com 318 pessoas. Atualmente, são 285, menos 33.

Nos últimos dez anos, apenas 17 beneficiários entraram no regime, devido ao facto de a lei ter deixado de permitir a acumulação de tempo de serviço para novas subvenções, mantendo apenas direitos adquiridos antes da alteração legislativa.

Ficam fora desta lista os antigos presidentes da República e os ex-titulares de cargos políticos da Região Autónoma da Madeira, uma vez que essas subvenções são atribuídas e pagas, respetivamente, pela Presidência da República e pela Região Autónoma
.

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As decisões individuais ficam com cada um, mostram um pouco do que cada um é realmente, para lá das suas proclamações ou das dos seus seguidores/ sequazes.

A diferença entre Costa e Guterres nesta matéria é curiosa! 
O pântano não apareceu por milagre!

Bom dia, tenham uma boa 5ª Feira.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades.

AC

domingo, 10 de maio de 2026

Atribui-se a Confucio esta frase:

Homem de palavra fácil e personalidade agradável raras vezes é homem de bem. 

Lembrei-me disto depois de abrindo uma excepção ter estado um bocado a olhar o televisor e deparar com certos homens de palavra fácil; uns, representantes de partidos políticos, e outros teoricamente nada tendo de militância formal.

AC

quarta-feira, 6 de maio de 2026

REPUBLICO

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

CONTORCIONISMO
É uma actividade magistralmente executada por grande parte de políticos, elites, titulares de órgãos de soberania, jornalistas, magistrados, chefias diversas.

Um dos últimos exemplos parece-me ser o artigo de São José de Almeida, Público, acerca da louvável democrática e humanista (??) organização que foi a LUAR.

Aliás, confere com as condecorações outorgadas a algumas das chefias dessa organização. Para não falar de outra sinistra.

O regime/EstadoNovo antes do 25 de Abril de 1874 era, no mínimo, deplorável e inaceitável em vários domínios. Mas os coloco exactamente em pé de igualdade mas assassínios tanto concretizou a PIDE/ DGS como outros, antes e depois do 25 de Abril. 

O resto é conversa da treta.
AC

segunda-feira, 4 de maio de 2026

sábado, 26 de julho de 2025

OS  POLÍTICOS  E  AS  FRALDAS  DEVEM  SER  MUDADOS FREQUENTEMENTE,  E  PELA  MESMA  RAZÃO.

Eça de Queirós.

AC

quinta-feira, 26 de junho de 2025

ALGUÉM  DUVIDA  DISTO ? 

De  todos  os  animais  da  criação,  os  políticos  são  certamente  os  que  têm  a  memória  mais  curta

Bom dia, tenham uma boa 5ª Feira, saúde, muita paciência e boa sorte.

AC

domingo, 25 de maio de 2025

(lido por aí)

. . . . .
Normalmente, os políticos são muito cuidadosos para não darem sinais de arrogância
. . . . . .

Ahn . . . . Importa-se de repetir?
AC

quinta-feira, 8 de maio de 2025

Cavaco e a falta de memória 
Eduardo Dâmaso, 7MAI2025

Quando Cavaco Silva vem falar, nas vestes de avaliador da idoneidade e ética alheias, não é só de Dias Loureiro, Duarte Lima, Oliveira e Costa, Valentim Loureiro, Isaltino Morais e muitos outros que, automaticamente, nos lembramos. Estes são os símbolos óbvios de um tempo em que a ética e a idoneidade de quem governava não viveu o melhor dos tempos. Incluindo por causa daquele estranho negócio do próprio Cavaco, que estalou em cima das eleições presidenciais de 2006, com ações do BPN e a casa construída na algarvia praia da Coelha.

Todavia, para lá dos ditos símbolos, quando se fala de ética e idoneidade é essencial fazer um exercício de memória simples. Os Governos de Cavaco marimbaram-se para a ética, a integridade e a transparência. Só legislaram sobre o tema na reta final, pelos idos de 1994/95 em cima dos escândalos que quase todas as semanas fustigavam membros do seu Governo. O ambiente na relação com os órgãos de fiscalização do Estado, do Governo e dos titulares de cargos políticos era de guerra. O procurador-geral da República, Cunha Rodrigues, foi apontado como uma força de bloqueio, um inimigo do Governo, portanto.

O mesmo aconteceu com o Tribunal de Contas, então liderado por Sousa Franco. As inspeções-gerais foram desmanteladas ou enfraquecidas. Noutra frente, o ambiente dentro do partido não era só pastoso, era de guerra aberta. Quando foi aberta a porta da sucessão, em finais de 1993 e 94, com o célebre tabu que levou Cavaco a ir embora, farto do baronato laranja, como reconhece nas suas memórias, Fernando Nogueira, que ganhou o congresso do Coliseu, foi duplamente assassinado. Primeiro, pelos sequazes de Dias Loureiro, que mandavam ou tinham influências nas secretas, e que espalharam todo o tipo de veneno contra os homens do aparelho e do Governo que apoiavam Nogueira. 

Depois, em plena campanha eleitoral, quando o deixaram sozinho e Cavaco fez questão de dizer que o seu candidato era outro. Afinal, foi Cavaco quem levou Dias Loureiro para o Conselho de Estado, onde esteve até 2009, quando a sua ação no BPN, com Oliveira e Costa, compadre de Cavaco, era já insuportavelmente sulfurosa. Pela sua experiência, o líder histórico do PSD não tem direito à ingenuidade. E já deveria saber que falar de ética tem as suas exigências. Uma delas é ter legitimidade moral. Outra, é ser exemplar. E, na verdade, Cavaco Silva deixou um pântano político e ético atrás de si, no partido e no País.

Assino por baixo.

AC

terça-feira, 15 de abril de 2025

EXPERIÊNCIA

Quando um líder político, com um sorriso estampado no rosto declara publicamente a uma câmara de televisão - temos a experiência e as soluções para os problemas dos portugueses - será que, no seu íntimo, tem a consciência real de que é capaz de haver imensos portugueses que têm bem presente os resultados do passado recente ditados pela experiência que agora anuncia e reclama para si e para o seu partido?

Ou considera-nos, a todos, tolinhos sem memória e sem pensamento crítico e livre?

AC

sexta-feira, 11 de abril de 2025

SERÁ,  MESMO ?

Será que a vida pública, ainda mais agora nesta fase pré 18 de Maio próximo, cada vez mais se parece com uma reedição das maravilhosas Guerras do Alecrim e da Manjerona?

Será ?

Tenham um bom dia. Bom início de fim de semana, saúde, boa sorte.

AC

quinta-feira, 10 de abril de 2025

ELEIÇÕES . . . . . e . . . SEM  SURPRESA
Nos prometerão Sol na eira e muita chuva no nabal.
Em breve nos anunciarão, por exemplo,
- os dias da semana em que fará Sol e aqueles em que choverá, 
- as lojas do cidadão e farmácias e ervanárias onde se poderão comprar comprimidos com proteína de ética republicana, 
- a redução do tempo de gravidez de 9 para 6 meses,  
- as datas das workshops sobre superioridade moral,
- as datas das workshops para manufactura de cartazes soezes, 
- as datas das workshops para aprender a ser ainda mais mal educado na vida pública e designadamente no parlamento.
AC

sábado, 5 de abril de 2025

A  VIDA  POBRE

Os magros plantios sugerem um mais novo testamento
as matas ao abandono o momento propício
que pode ser um tigre, um grito de alarme
ou uma longa trégua

a vida pobre decalca a linguagem
levada pela poeira
como se fosse uma exigência do seu ofício
o desapego dos que depositam a oferenda

termos apenas para dar
o que não temos

(Teoria da Fronteira, José Tolentino Mendonça)

Este maravilhoso pedaço de vida retratada recorda-me o que em Portugal acontece, estarem a dar o que cá para dentro nem chega para socorrer minimamente os pobres que somos muitíssimo mais do que uma minoria. SOMOS MILHÕES.

Solidariedade SIM, é um valor mas, e se olhassem seriamente para nós? De uma vez por todas ?
Gentalha de todas as cores!

Bom dia, Saúde e boa sorte.
AC

quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

COMO  ISTO  ANDA
Provavelmente, a maioria das pessoas quer em Portugal quer lá por fora, não deve ter ligado muito à sucessão dentro do partido Conservador no Reino Unido.
Ao ricaço de origem Indiana sucedeu uma mulher, negra, Kemi Badenoch, creio que com origens Quenianas.

Também nisto, importa esperar pelos resultados da acção da senhora.

Por falar em senhora, por cá há uma senhora que não tem emenda.

Eu respeito as opiniões dela, discordo de praticamente de tudo o que defende e escreveu ao longo do tempo.

Mas sugerir-se, com ênfase, que Kemi e outras e outros como ela sejam colaboradores de uma suposta supremacia branca é exemplo eloquente de como estão certas cabeças.

Enfim.
AC

domingo, 1 de dezembro de 2024

Marcelo diverge do Governo: 
preferia fim do corte nos salários dos políticos apenas para novos mandatos. Depois dos protestos do Chega, o Presidente da República pediu “respeito” e “bom senso”.

Respeito sempre a opinião de outrem, discordo umas vezes, concordo outras vezes.

Neste caso, concordo absolutamente com Marcelo: a melhoria dos salários devia ser definida para o próximo Presidente, para os próximos deputados, para os próximos autarcas. 

E não só acabar com o corte que existe presentemente, devia ser melhorado, sem ser pornográfico, tendo presente a realidade global da sociedade.

Continuo convencido que isso, e com o cumprimento mais apertado da lei, poderia atrair mais gente decente para a "governança da sociedade", e poderia contribuir para diminuir a corrupção.


PSD, PS andaram muito mal.

E é muito nestas coisas que se vê a falta que fazem em Portugal ESTADISTAS, pessoas decentes a servir a sociedade e não, a servirem-se dos cargos.
A falta que fazem em Portugal, pessoas com coluna vertebral, ÓSSEA, e não cartilagínea, esponjosa, ou de borracha.

Quanto ao pedido de respeito e bom senso, falta imenso, para nossa desgraça; basicamente não existe nas agremiações radicais, quer na extrema esquerda quer na extrema direita. 
Infelizmente, no PCP, PS e PSD escasseiam muitas vezes.

Mas senhor Presidente, quanto a bom senso, há quanto tempo não se vê ao espelho? 
Consulte o dicionário, e veja lá o significado de "bom senso".
Ah, desculpe perguntar, já recebeu a nota da prova prática para calceteiro?

Tenham um bom Domingo. Saúde e ….. muita paciência.
E não digo mais. . . . exactamente, porque pintassilgos não são pardais.
António Cabral (AC)

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

A DESCARADA e DESPUDORADA 
AUSÊNCIA de VERGONHA na CARA
Disto, deste tipo de pouca vergonhas, está Portugal bem cheio nos últimos 40 anos.

Não é exclusivo da IL, mas é deplorável um partido andar a arrogantemente comportar-se com uma insuportável superioridade moral face a outros, para já não falar nos detestáveis cartazes moralistas, e não cuidar de ser mais humilde. DECÊNCIA!

Cada vez percebo melhor porque se pirou o outro para o bem bom do parlamento Europeu.

Agora, naquela típica postura de anjo, anunciam que se distanciam do esterco, repudiam totalmente condutas inaceitáveis e graves, e pelos vistos será aberto processo disciplinar interno/ partidário.
Estou enganado, ou este senhor (??) Mayan esteve num arranjinho político local com Rui Moreira?

Pelo que leio, este senhor (??) Mayan terá comunicado aos seus comparsas na União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde, que é responsável por ter falsificado um documento e duas assinaturas. 
Ah, e declarou que estará também fora da corrida eleitoral interna.
Bonito!

Parafraseando um conhecido artista, será que o senhor (??) Mayan teve um momento menos bom?

Mas tanto ou mais notável é, para mim naturalmente, esta pérola -  “Venho por este meio comunicar-vos que, por considerar não estarem reunidas as condições pessoais para continuar a exercer o meu cargo de presidente da União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde, tomei uma decisão bastante ponderada de dele abdicar“ 

Bastante ponderada? 
Aqui, só várias gargalhadas e bem sonoras.
E bastante ponderação em outros momentos?

Enquanto uns artistas se reclamam de aberturas de novos ciclos, há muito que anseio por um ambiente político decente para o meu país.
Que continua a não existir, como se vê, e este é apenas um dos muitos exemplos. Opinião pessoal, naturalmente.
AC

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

NUNCA TIVE SIMPATIA
Nunca tive simpatia pelo político Ascenso Simões.  Tem um estilo a roçar o trauliteiro.
Mas concordo totalmente com o que parcialmente aqui reproduzo do seu texto no jornal Público.
Sublinhados da minha responsabilidade.
AC

Dizer que o PS fala a linguagem do Chega é um insulto
Ascenso Simões

Ana Sá Lopes publicou nesta segunda-feira um artigo em que, partindo de um texto meu no Facebook, afirma que o Chega está a ganhar na campanha autárquica do PS.
Trata-se de um insulto ao PS e aos seus militantes que não pode passar em claro.
. . . . . . . .
Num Estado de direito, a paz social, a segurança, a ordem pública são centrais. Para isso, temos de fazer duas coisas — encontrar as “penalizações adequadas” para quem põe em causa esses valores e não esquecer os que são vítimas. 
. . . . . . .
 A questão a ponderar é se a nossa ação/inação, na defesa das poucas dezenas que praticaram crimes, não está a fazer com que muitos milhares se sintam desprotegidos, dececionados, desiludidos com o país em que vivem, levando a que abandonem os partidos moderados e sigam nos argumentos da extrema-direita.

Os socialistas sempre foram o equilíbrio entre o humanismo e a integração, de um lado, e a segurança e a ordem pública, do outro. É isso que pacifica as sociedades. O que tem levado a que os partidos socialistas percam o apoio dos povos é o facto de deixarem de falar para as grandes massas anónimas e fecharem-se em agendas impercetíveis, por vezes ultraminoritárias,
. . . . . . . . 
O que está a acontecer no PS é que uma minoria muito reduzida e intemperada está a limitar todos os que não pensam como ela, . . . . . . . . . . . . 
O PS deve estar onde sempre esteve. Deve ser o partido que entende os países que existem dento do país, que fala com linguagem simples, para todos, que não cesse na transformação da sociedade sem arrogância.

sábado, 26 de outubro de 2024

SERIEDADE
Seriedade, é uma qualidade; é qualidade de quem é sério ou seja, de quem é honesto, cumpridor, recto, integro de carácter, honrado.
Que não atropela os outros.

Vem isto a propósito dos defensores de homens sérios na vida política.
Que os há e, na minha opinião, nem são felizmente assim tão poucos como por vezes pode parecer.

Mas sempre me irritou o endeusamento de certas criaturas.

Sempre me incomodou os que, na carreira, tratavam rudemente colaboradores e, depois, numa conferência ou em recepções pomposas queriam com esses colaboradores conviver sorridentes e chocalheiros.

Sempre me irritou a fuga à verdade, o respeitinho serôdio.

Sempre me indignou quem não cumprimenta e não é cortês e educado e respeitador com TODOS, independentemente da posição social, cor da pele, fé, profissão.

E quanto à questão de se ser livre vai muito da formação e dos meios de subsistência.
Quem tem vida miserável e passa fome tem a liberdade do caracol.
Quem nasceu em berço de ouro, e sempre tratou da vidinha, merece reconhecimento pelo seu valor intelectual e formação. É suficiente.

Sempre decidi livremente. 
Sempre me subordinei. 
Nunca me submeti, e parcialmente por isso paguei na carreira.
Não aceitei cunha para não ir para a Guiné e, em vez disso, zarpar para a cómoda Luanda desse tempo.
Não fui pedir a ninguém para ir para Bruxelas em vez dos EUA, que era muito longe.
Não me venham com narrativas e amanhãs.

E mais não digo . . . isso mesmo, pintassilgos não são pardais.

AC

quarta-feira, 18 de setembro de 2024

CONTORCIONISMO

Contorcionismo é uma actividade de grande parte de políticos, elites, titulares de órgãos de soberania, jornalistas, comentadores, etc.

Contorcionismo que, na maioria das vezes, se veste de demagogia, de mentira descarada, de selectiva ausência de memória, de deturpação, de narrativa desavergonhada.

Estou a lembrar-me do tema habitação e, por exemplo, dos pequenos videos onde se relembra a despudorada ausência de vergonha na cara de António Costa e as suas promessas, como já recordei em postal separado, e sucessivamente repetidas ao longo dos seus governos.

Estou a lembrar-me do tema SNS, em que uns quantos berram/ bramam/ gesticulam/ esganiçam-se em defesa do SNS mas, depois, tiveram um rapazote amigalhaço a cortar verbas umas atrás das outras, com as inerentes e funestas consequências para o SNS e, claro, utentes.

Estou a lembrar-me do tema ensino, desde os desavergonhados/as que rasgam as roupas pela escola pública mas metem os filhos na escola Alemã e outras, para lhes abrir horizontes, a Nuno Crato e as suas sucessivas mais que discutíveis posições, a João Costa e a sua inacreditável ausência de vergonha na cara.

Estou a lembrar-me dos incêndios que não se podiam repetir senão . . . .agarrem-me que me vou embora.

Estou a lembrar-me das Forças Armadas (FA), onde sucessivos governos PSD e PS rebentaram com a instituição militar e, 50 anos depois, ainda não conseguiram definir que FA o país deve ter.

Estou a lembrar-me do caos inerente à extinção do SEF, do caos que se vive ao mesmo tempo que os do costume berram irados pela integração e etc.

Estou a lembrar-me, por exemplo também, de um artigo de 2016 em que uma conhecida jornalista referia a louvável democrática e humanista organização que havia sido a LUAR.
Aliás uma coisa interessante, conferindo com condecorações outorgadas a algumas eminências dessa organização. 

A propósito aliás de certas "organizações", o Estado Novo, o regime antes do 25 de Abril era, no mínimo, deplorável em vários aspectos. 

Mas, se não estou enganado, quanto a assassínios sobretudo a PIDE e a sucessora DGS, eram umas "especialistas".

Mas lembro, também, que depois de 25 de Abril e já com o regime felizmente bem consolidado, repito, já com o regime felizmente bem consolidado, aconteceram assassinatos, sendo um dos mais notórios o do então director-geral Castelo Branco.

Enfim, sempre me pareceu e continua a parecer que há muita  gentalha que continua com conversa da treta, quase nada solucionando, esquecendo que a primeira coisa a ter em conta numa casa é tratar das necessidades das pessoas dessa casa. Mas n realidade e não no mundo das proclamações politicamente correctas. Básico!

Na "casa" Portugal, como se continua a tratar das necessidades das pessoas dentro desta "casa"?

Boa sorte, boa semana, saúde.
AC