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sexta-feira, 30 de agosto de 2019

AS FRASES DEFINEM as REALIDADES?
OU os AUTORES e a SUA DESFAÇATEZ?

O BE factor de estabilidade?
O estado depauperado das redações?
AC

sábado, 10 de agosto de 2019

COMO SE VÃO CONSTRUINDO NOMES,
e muitos deixam-se enganar anos a fio, sobretudo por uns quantos farsolas.
> Uns, ainda que muito novinhos, antes do 25 de Abril, já não comungavam de ingenuidade alguma embora, mais tarde, continuem a falar e a escrever tomando sempre os seus concidadãos por esmagadoramente ingénuos.
> outros, aos 14, também já não eram ingénuos, e eram fervorosos políticos, antifascistas e democratas.
> outros, ganhavam ares de seriedade enquanto alteravam a casa à conta dos contribuintes, ou jogavam por fora da bolsa com coisas lá inexistentes.
> outros, modestos no 25 de Abril, morreram com património exorbitante que os salários do Estado à sombra de que sempre viveram deram obviamente para não poder comprar.
> outros, passaram muito tempo a inventar notícias, ou a não abrir a porta para ajudar.
> outros, tão sérios sempre foram que, não viram nada, não desconfiaram de nada, não souberam de nada, embora sempre estivessem nas mesmas reuniões.
> outros, negociaram anos com certas empresas mas que agora afirmam nunca terem conhecido.

E assim se cimenta a seriedade, sobretudo quando a maioria não tem arquivos nem memória.
Há que respeitar as instituições, há que respeitar o bom nome!!!
AC

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

A PROPÓSITO de FUTEBOL e FUTEBOLÊS
Numa caixa de comentários sobre um post que se revoltava e bem contra esta onda anestesiante de futebol, filmam autocarros dos clubes em andamento para os estádios, etc, um leitor /comentador escreveu - Nenhum povo à face da terra pode ser tão bruto.
Pois digo eu, o senhor que na sua boa fé escreveu isto mostra à evidência que ainda não percebeu o desgraçado estado a que Portugal já desceu.
E sim, há um povo que está a confirmar ser muito bruto.
Olhem para as sondagens, olhem para os canais TV, olhem para a AR, olhem para os palácios de Belém e  S.Bento e concluam.
Gostava muito de estar errado,  mas não estou.
AC

sexta-feira, 26 de julho de 2019

A   IGNORÂNCIA  e  o   PODER
"A ignorância é atrevida; no poder é descarada"
E acrescente-se, a descarada ausência de vergonha na cara a que continuamente se assiste.
AC

domingo, 23 de junho de 2019

PADRÕES de SOBRIEDADE
"O primeiro-ministro afirmou que o modelo de distribuição de prémios na TAP é “incompatível com os padrões de sobriedade” que devem existir em empresas participadas pelo Estado".
Mais uma vez, o desplante, a desfaçatez, a enorme e descarada lata deste fulano.
Mas deste e de muitos mais, do partido dele, e de todos os outros partidos. TODOS.
E por falar em sobriedade, que tal sobriedade nos comportamentos, sobriedade nos procedimentos, sobriedade no debate político, se procedessem com sobriedade mas, sobretudo, com respeito pelos cidadãos comuns, pelos contribuintes ?
AC

quarta-feira, 12 de junho de 2019

POIS É
Há por aí uns rapazes que persistem em afirmar certas coisas,  fingindo que não sabem que há uma coisa bem pior do que caminhar para o fim, e que é, fazer de conta que estamos no princípio. 
AC
COMO OS VIGARISTAS ACTUAM
A esmagadora maioria dos portugueses, aliás, a esmagadora maioria das pessoas no mundo, acreditam que os bebés chegam de Paris no bico da cegonha. 
Nem sequer sabem o que se deve fazer ao bico da cegonha, mas eu explico, sacudir e meter para dentro do pijama!!
A maioria dos seres humanos deixa-se levar com muita pinta.
Por isso os vigaristas proliferam, prosperam. Por isso as sucessivas eleições dão o que dão.
A Tugolândia é, porventura, um dos locais onde existem mais "believers" , onde os trapaceiros e os velhacos sobrevivem mesmo depois de fazer as piores coisas, designadamente aos seus concidadãos, naturalmente sempre vestidos de uma capa de anjos e servidores denodados e entregues de alma coração e carteira à causa pública.

A maioria da maltosa desconhece como as coisas se fazem.
E é tão simples, sobretudo num desgraçado País onde se teceu uma malha jurídica que permite a maior impunidade aos vigaristas de alto coturno.
Já o disse e repito, em breve teremos de começar a indemnizar essa canalha que nos estropia há décadas.

Sabem como se faz?
Com testas de ferro. Usando as facilidades que o mundo contemporâneo construiu no plano tecnológico e financeiro.
Com conversas directas sem testemunhas, seja a tratar de certas negociações de Estado ou mesmo indo directo ao assunto, tipo - quanto me cabe a mim - que ganho com isso - ou mesmo - o meu primo contacta-o.
E, depois, quando existe a necessidade de formalizar algumas coisas, sabe-se do assunto, mas autoriza-se verbalmente a alguém de confiança mas não se participa depois na reunião da decisão.
Se for preciso, dá-se despacho redondo, a lápis sobretudo, para mais tarde, se for necessário, retocar ou alterar.
Ou até, como recurso em desespero, mandar ir buscar um determinado documento comprometedor para o destruir.

Claro que há sempre algum atrevido, como eu, que lixa o esquema.
Claro que mesmo a lápis é perigoso dar despacho, pois há sempre um Cabral que vai logo à fotocopiadora e o lápis passa a tinta.
Ou que tira mesmo cópias do documento, não vá o original ser desencaminhado por chefe subserviente e pressuroso a pensar na promoção futura.
E estamos nisto.

Uns patetas que, tendo servido como escravos embora tenham também engordado, chegam mais tarde a dizer coisas que, evidentemente, devem ter acontecido como explicam mas esquecem que mais valia estarem calados por falta de provas a apresentar.
São apelidados de canalhas maledicentes.

Não, não são, mas são sobretudo uns patetas que se esquecem agora quão instrumentais se calhar foram no passado. 
Parecem esquecer as teias jurídicas que envolvem escritórios e a maltosa que há décadas, roda entre, cargos públicos e privados, entre banca e orgãos de soberania, entre fornecer pareceres jurídicos e construir legislação que levam a assinar pelos eleitos, e havendo sempre ao longo dos anos a cuidada nomeação da pessoa certa para as diversas estruturas, no sistema de justiça, nas forças armadas, nos serviços de informação, nos media, nos reguladores, para os orgãos de soberania. 
Desgraçado País.
AC

terça-feira, 4 de junho de 2019

MEDO
Medo, coisa dos humanos, mas não só. 
De que temos medo?
Vem isto a propósito depois de ver na parede de um hotel o que mostro em baixo na fotografia manhosa do tlm. E das minhas lides desde início de Abril passado.
Temos medo de quê?:
> de muita coisa,
> de falecer, sobretudo de viermos a ficar, primeiro, como vegetais,
> medo, portanto, da falta de saúde e, particularmente, quando se olha para a experiência obtida, em concreto, em hospitais, quando se procura e investiga por necessidade a questão dos lares para idosos,
> mas temos de arranjar forças para tudo enfrentar, incluindo estes aldrabões que nos esmagam e se protegem uns aos outros. 
Então daqueles que nos zurzem os ouvidos com a sua carreira política sem compadrios e favores, quando se conhece muito bem, como eu conheci, por exemplo e sobretudo um, entre 2004 e 2006, e o ambiente em que agora publicamente se glorifica..........que grande alarve.
AC

segunda-feira, 3 de junho de 2019

GUERRILHEIROS  PALAVROSOS
Guerrilheiros palavrosos, depende do entendimento de cada um qualificar certas pessoas, homens e mulheres, com este carimbo.
Na nossa AR por exemplo é um fartar vilanagem, misturando a guerrilha com a falta de educação que, argumentam, é prática de sempre ao abrigo regimental!!! Não é falta de educação, é regimento, dizem!!!!!
Há palavrosos de tipologia variada.
Há os de cabelo grisalho/ branco que sempre beberam do fino e de vez em quando escrevem ou dizem umas coisinhas a parecer que são contra os seus amigos os quais os enchem de tachos e sinecuras controladoras, há os que vão à TSF e entre flechas para todo o lado cantam loas aos mandantes do partido, há o intrujão - mor que tem a lata de se insurgir quanto ao estado dos serviços públicos nomeadamente os transportes ao ponto da sua apoiante Mortágua se insurgir veementemente, e agora o professor Marcelo a esmerar-se cada vez mais.
Enfim, os exemplos são às centenas, e mostram à saciedade o espectáculo triste em que este rectângulo e as suas ilhas se transformou. Até o Centeno já discute política de alto gabarito, no intervalo das ordens para as cativações.
Desgraçado País.
AC

sábado, 18 de maio de 2019

VIGIAR
"Vigiar tem, de certa maneira, algo de inerente a estado policial.
Mas, de facto, se não vigiarmos os políticos, podemos facilmente perder a liberdade".
AC 

quinta-feira, 9 de maio de 2019

É BEM VERDADE
....."Houve um tempo, não muito remoto, em que os broncos disfarçavam. Pelo menos tentavam. Agora os senhores no poder desistiram de mascarar o primitivismo. A brutalidade é servida sem filtros nem vergonha".....
AC

quarta-feira, 8 de maio de 2019

A PROPÓSITO DO MAU CARÁCTER
Há por aí uns senhores que muito se indignam quando lhes demonstram o seu mau carácter. 
Mas há realidades e factos indesmentíveis.
Os professores (não é com eles a questão do mau carácter), muitos afectos ao PCP (estão no seu direito, como estou no meu de o não ser) mas se calhar muitos mais não afectos, protestam há muito tempo quanto ao que lhes aconteceu. Bem, aconteceu-lhes como aconteceu a milhões de portugueses.
Mas estão a borrifar-se para o panorama geral no País, pois através do PCP na rua têm um vozeirão e são muitos, logo, muitos votos.
Ao Pedro Nuno Santos tremerão as perninhas? E aos chefes partidários? O campeão da intrujice política já esclareceu.
A questão do mau carácter vem, por exemplo, a propósito dos professores, mas é para os farsantes que mentem descaradamente
Nesta coisa do tempo de serviço dos professores, onde me parece que os professores têm parte da razão em se indignarem, basta ler a resolução da Assembleia da República nº1/ 2018 para se constatar a cambada de vigaristas políticos que nos azucrinam os ouvidos, nos mentem todos os dias nas TV, mas muito gritam irados na AR porque lhes mostram o mau carácter.
Basta ir ler o decidido pelo PS em 2017.
Mau carácter, fracos em cálculos matemáticos, visceralmente mentirosos, fervorosos aldrabões políticos.
AC

Ps: o dia hoje está chocho, muita chuva, sim, sei que faz falta mas é irritante andar a pé caminhando de guarda chuva. 
E mais choco fica ao saber pelos OCS que o Mário Nogueira estará magoado com o seu partido, o PCP. 
Tadinho.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

NÁUSEAS
Estou a ficar azedo, agora que ando e continuo em maré de visitas hospitalares, já passa de 9 dias.
Como tenho de fazer bastantes km diários, ligo a TSF do carro.
Em parte compensa o não olhar o televisor quando à noite em casa. Hábito a que abro escassas excepções.
A TSF reproduz constantemente, perto dos massacrantes noticiários, cenas várias por exemplo de debates havidos na AR.
Trocas de palavras e gritinhos e exclamações patéticas de uma dessas cenas foi a que ouvi ontem ao fim do dia, uma altercação passada entre António Costa e aquela criatura que tem apelido Negrão. Que ouvi e muita repulsa me causou, quase deu vontade de parar o carro e vomitar. Que nojo de criaturas.
Outra fonte de náuseas e repulsa é a criatura de apelido Centeno.
Está quase há 4 anos como financeiro e a culpa continua a ser de Passos Coelho. 
Que alarve. Que alarves.
Desgraçado País.
AC

sexta-feira, 26 de abril de 2019

LAVAR a CABEÇA a BURROS ??
Lavar a cabeça a burros não vale a pena, perde-se tempo, água e sabão.
AC

domingo, 21 de abril de 2019

CADA VEZ MAIS ACTUAL
Queria que os Portugueses
tivessem senso de humor
e não vissem como génio
todo aquele que é doutor

sobretudo se é o próprio
que se afirma como tal
só porque sabendo ler
o que lê entende mal

(Agostinho da Silva)
AC

sábado, 13 de abril de 2019

PATÉTICO, DESCARAMENTO
Não me lembro.....
Não Sei......
Não tenho memória disso.......
Voltava a fazer o mesmo.........
É preciso insistir, insistir, insistir........
Eu disse,.....está dito....
Eu quero acreditar nas instituições......
Desgraçado País.
AC

sexta-feira, 12 de abril de 2019

K
KISS - Keep It Simple, Stupid.........
KIS...SS...SS - Keep It Simple,..Small Steps...Small Success
AC

quinta-feira, 11 de abril de 2019

PS, MDN, Forças Armadas, o Costume !!
Só se espanta quem não tem estado atento, nomeadamente  desde 1991.
Essencialmente, na minha opinião naturalmente, começou sobretudo com o PM Cavaco Silva e com Fernando Nogueira na pasta da defesa nacional (MDN), sempre com a passividade do então PR Mário Soares, foi aumentando com António Vitorino e com a passividade de Sampaio, continuou com todos os seguintes. O actual MDN, é apenas mais uma "estrela" nesta triste constelação.
Como diz e bem o general Carlos Branco - "apesar das homenagens que lhes têm de prestar, e do frete dos encómios e elogios que lhes têm de fazer".

Vem isto a propósito de um interessante artigo deste general, publicado no Expresso no passado dia 8 de Abril, e intitulado - "O que move o ministro que tutela os militares".
Este artigo recorda-me desabafos de alguns outros (muito poucos) oficiais generais, designadamente desde 2005, desabafos que alguns entenderam como inapropriados, ou  demasiado ásperos, ou ácidos, houve até quem se interrogasse se havia alguma coisa contra A ou B
As coisas não acontecem por acaso, nem surgem de repente, além de que se comprova, mais uma vez, quão complicado na vida é ter razão antes de tempo. Adiante.

Deste interessante artigo realço os seguintes aspectos que Carlos Branco disseca:
a equiparação do estatuto do general actual presidente da Proteção Civil a subsecretário de Estado,
 a referência a um agendamento de uma reunião dos chefes militares com o Comandante Supremo das Forças Armadas,
as sucessivas desconsiderações aos chefes militares e  menorização das Forças Armadas (FA),
 a posse de um Vice-Chefe pelo ministro,
 o estudo sobre a saúde militar.

Antes de ir aos aspectos que acima refiro, na minha opinião naturalmente, a governamentalização das FA é um facto desde há décadas. LAMENTÁVEL
Começou concretamente quando, com Fernando Nogueira em MDN, um dia houve que escolher um novo chefe militar. As normas legais da altura estabeleciam que o ramo das FA em causa apresentaria ao MDN e com a devida antecedência, uma lista com 3 nomes, dos quais o MDN levaria para conselho de ministros um nome e, se aprovado, o PM apresentá-lo-ia ao PR. 
Azar dos azares, o nome que o governo na altura gostava que viesse a ser o novo chefe do ramo não estava na lista. 
E lá tiveram que escolher quem não pensavam. Vingaram-se a seguir.  Alteraram a lei, o MDN passou a chamar todos os generais ou almirantes com 3 estrelas, entrevistando-os isoladamente, e escolhendo então um para novo chefe, nome a apreciar no conselho de ministros para depois o PM o apresentar ao PR.
As desconsiderações, as afrontas, a menorização das FA é uma constante há décadas. No presente, o actual PR e o seu irmão gémeo comandante supremo das FA, periodicamente clama em público - os melhores dos melhores. Deve ser a moderna e democrática concepção de - passar a mão pelo pêlo.

Olhando a legislação em vigor, por exemplo a lei orgânica de bases das FA, verifica-se que a lei consagra o Chefe do Estado-Maior General das FA (CEMGFA) como principal conselheiro militar do MDN (Artº 10º), e é nomeado e exonerado pelo PR sob proposta do governo.
A mesma lei estabelece procedimento semelhante para a exoneração e nomeação dos chefes militares (CEM's) dos ramos (CEMA/ Marinha, CEME/ Exército, CEMFA/ Força Aérea).
A lei em causa estabelece ainda no Artº 24º que, o MDN nomeia e exonera sob proposta do chefe militar do respectivo ramo, quer os vice-chefes dos ramos quer os comandantes dos comandos das componentes, naval, terrestre, aérea, ou seja, os comandantes operacionais dos ramos.

Quanto aos aspectos que do artigo sublinho:
 a equiparação do estatuto do general actual presidente da Proteção Civil a subsecretário de Estado.
Este tipo de coisas nunca acontece sem a anuência do interessado; vale a pena lembrar o historial passado e, por exemplo, lembrar quem António Costa escolheu para comandar a GNR anos trás. Isso pode explicar muita coisa.
 o agendamento de uma reunião dos chefes militares com o Comandante Supremo das Forças Armadas.
Bem podem esperar sentados pelos resultados de tal coisa.
 as sucessivas desconsiderações aos chefes militares e a menorização das Forças Armadas (FA).
São muitas e sucessivas, mas uma boa parte das chefias militares para isso muito foi contribuindo ao longo dos anos. Ninguém que tenha estado atento aos últimos 30 anos pode espantar-se. Nada acontece por acaso.
 posse de um Vice-Chefe pelo MDN.
A lei é clara quanto a quem nomeia e exonera: é o MDN. A lei estabelece a necessidade de uma proposta prévia do chefe militar do ramo em causa, não é o ministro que escolhe o Vice-chefe, sendo certo que pode ou não aceitar a proposta do chefe militar do ramo. Compreendo o que o general Branco escreve sobre este assunto, e as diferenças que aponta são óbvias, e o poder político devia atentar nelas mas, juridicamente, não me parece que o general tenha razão. Presumo que os sempre amigos das FA entendem que, se nomeiam ao abrigo da lei então, devem conferir a posse, como acontece em outros casos. Juridicamente parece-me que nada há a apontar; deixaram a lei assim......

A questão da confiança que Carlos Branco coloca só terá sentido se a proposta do Chefe do ramo for recusada
Seria aliás muito interessante conhecer os depoimentos escritos e análises dos então chefes militares relativamente a estas normas, quando da discussão da lei aprovada em 2014. Seria muito interessante conhecer essas posições.
Uma coisa me parece caricata: sendo o poder político que escolhe exonera e nomeia ( e bem) todos os chefes militares, porque carga de água a estrutura superior de cada um dos ramos das FA é nomeada também pelo MDN/ governos? Não deveria caber só aos chefes sobre os quais já foi exercido um escrutínio político?

 estudo sobre a saúde militar.
O que o general refere neste âmbito é mais uma das várias alarvidades que, com assiduidade, os políticos e concretamente os sucessivos MDN e PM concretizam.
Nem vale a pena perder muito tempo com isto.
Dar a proposta de lei ou um estudo acerca das FA a outrem antes de a colocar ao seu legítimo e legal conselheiro militar, diz bem da qualidade e estatura da criatura que assim procede.
Mas, já agora, talvez seja de recordar que as associações militares foram recebidas por Guterres e Sampaio antes de serem recebidas pelos chefes militares da altura. Creio não estar enganado.
Culpa de quem?
Não das associações militares. 
Creio que culpa dos chefes militares de então, e dos políticos de então e da sua descarada ausência de vergonha na cara, acumulando uma notória ausência de noção de autoridade do Estado, e esquecendo a imperiosa necessidade de preservação da dignidade e respeito por instituições como as FA.

Em síntese, estou certo que a concretizar-se a tal reunião dos chefes militares com o PR e mais o seu irmão gémeo comandante supremo das FA, a reunião começará com grandes abraços, e uma frase  do género - é com muita satisfação e honra que vos recebo, os melhores dos melhores, e desde já vos garanto que os problemas serão resolvidos. Agora, uma selfie, sff.
António Cabral ( AC)

Em baixo o artigo de opinião do general Carlos Branco

Apesar do reduzido tempo no cargo, já é possível discernir o pensamento do atual responsável pela tutela das Forças Armadas sobre o modo como se vai relacionar com os militares.
Foi sintomática a aprovação no Conselho de Ministros – sem a sua oposição conhecida – a nova lei orgânica da Proteção Civil, que equipara o estatuto do seu presidente a subsecretário de Estado. Colocar o responsável da Proteção Civil – por quem nutro a maior estima e consideração pessoal, assim como a todos que integram essa estrutura – acima dos Chefes dos Ramos das Forças Armadas é um péssimo sinal que se dá à sociedade. A localização da cadeira em que se sentam os responsáveis das instituições do Estado reflete a sua importância e prestígio social. A intenção do Governo foi clara e inequívoca, apesar de ter arranjado à última da hora uma solução de recurso, após parecer negativo dos chefes militares, inventando uma equiparação limitada apenas “às iniciativas de proteção civil”, seja o que isso for.
Foi uma decisão infeliz. Não será de surpreender a ausência dos Chefes dos Ramos às agora designadas “iniciativas de proteção civil”. Numa altura em que precisamos de fomentar relações cooperativas e harmoniosas entre instituições, os decisores lançam achas para a fogueira alimentando a discórdia. O decisor político comportou-se como um desestabilizador. Por outras palavras, um troublemaker. A provocação teve como resultado o agendamento de uma reunião dos chefes dos ramos com o Chefe Supremo das Forças Armadas.
Não seria de atribuir grande importância ao facto se fosse um caso isolado. Poderia até ser um descuido. Todos os têm. Mas infelizmente não é. Insere-se num conjunto de sucessivas desconsiderações dos chefes militares e de menorização das Forças Armadas, refletindo uma linha de pensamento preconceituada abraçada por alguns segmentos da elite política e académica nacional, que não nutrem grande consideração pelos militares, apesar das homenagens que lhes têm de prestar, e do frete dos encómios e elogios que lhes têm de fazer.
São demasiados casos insólitos. No final de 2018, a tradicional mensagem de Boas Festas às Forças Armadas começava do seguinte modo: “Caros civis, militares e militarizados da Defesa Nacional”. Sem desprimor para os civis que servem nas Forças Armadas, aos quais muito se deve pela dedicação e profissionalismo, não podemos fingir que não percebemos a sequência escolhida. A ordem dos fatores não é arbitrária. Não foi distração ou ingenuidade, foi uma opção deliberada.
Não há memória do Vice-chefe do Estado-Maior de um Ramo ser empossado pela tutela, e não pelo próprio Chefe do Ramo. É verdade que é a tutela quem nomeia o Vice-chefe dos Ramos. Que isso seja um argumento para o empossar vai uma grande distância. Para além da formalidade, a tomada de posse reveste-se de um simbolismo importante. Quem empossa manifesta confiança em quem está a empossar, e o empossado declara lealdade a quem o empossa. Ao ser um ato presidido pela tutela, a relação de confiança-lealdade fica implicitamente estabelecida entre o Governo e o empossado, e não entre o Chefe do Ramo, sob as ordens de quem vai trabalhar, e o empossado. A isto chama-se governamentalização das Forças Armadas.
A história vai repetir-se com os comandantes operacionais dos Ramos, uma vez que é a tutela quem os nomeia, mais um ato pouco recomendável de governamentalização das Forças Armadas. Convém alguém explicar ao ministro que tutela as Forças Armadas, que controlo democrático das Forças Armadas não significa governamentalização. Não será também de estranhar, que para além do CEME, não tenham comparecido na tomada de posse do Vice-chefe do Exército nenhum chefe militar, em funções ou não.
Recentemente, a tutela encomendou a Ana Jorge, antiga ministra da saúde, um estudo sobre a saúde militar, sem dar conhecimento ao CEMGFA. Este tinha entregue um estudo semelhante à tutela, que não mereceu qualquer despacho. Sublinhe-se que em 2006, tinha sido encomendado a Ana Jorge um estudo semelhante, por sinal recorrendo à mesma equipa, que foi repudiado pelos quatro chefes militares da época.
Em mais um ato de insensatez, a tutela entregou o projeto de decreto-lei sobre progressões remuneratórias às associações profissionais militares antes de dar conhecimento do diploma aos chefes militares. Nada me move contra as associações profissionais, bem pelo contrário. Para além de sócio da AOFA, sou defensor do associativismo militar. Não é uma forma correta de tratar assuntos desta natureza. Será que a tutela quer colocar as chefias contra as associações profissionais? Não é sério pedir comentários sobre um diploma a uma sexta-feira às 19 horas para serem apresentados na segunda-feira seguinte pelas 11:30. São práticas que não abonam a favor desta equipa ministerial.
Um mal nunca vem só. À desconsideração e menorização junta-se o desconhecimento. A referida nova lei orgânica da Proteção Civil transfere os assuntos do Planeamento Civil de Emergência (PCE) do domínio da Defesa para o da Administração Interna. O legislador confunde Planeamento Civil de Emergência com Proteção Civil, dois conceitos distintos, embora com alguma proximidade nalguns aspetos. O PCE trata do apoio civil às operações militares, nomeadamente às operações militares da OTAN, garantindo a prontidão desse apoio por parte das nações Aliadas, e tem como interlocutores principais os ministérios da defesa e dos negócios estrangeiros, independentemente de terem de cooperar com uma ampla gama de atores. Por isso, o ministério da defesa foi sempre o órgão mais adequado para fazer esta coordenação. Não há nenhuma justificação para alterar essa prática.
Começa a ficar insustentável a sucessão de gaffes e casos infelizes, em que a tutela se comporta como o elemento desestabilizador, gerador de entropia. Para além da tentativa de menorização social dos militares, foram dados passos perigosos na governamentalização das Forças Armadas, à sombra de um pretenso controlo democrático. Normalmente a luz que se vê ao fundo do túnel é a de um comboio que vem na nossa direção. Em que direção pretende ir o ministro que tutela os militares?

quarta-feira, 10 de abril de 2019

COISAS DE UM ENTÃO MINISTRO
A demagogia barata é coisa que não é monopólio de nenhum partido, embora o actual PS e os seus amigalhaços apoiantes andem a bater recordes.
Vem isto a propósito de, passados oito anos, ter ainda encontrado documentação antiga relativa à vida do meu falecido pai.
Deliciem-se com a carta do inefável Silva Peneda.
AC