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quarta-feira, 6 de agosto de 2025

O  QUE  SERIA  DE  NÓS ?

Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem. Depois concordo ou discordo. Recordo isto para, antes do que me leva a escrever esta breves linhas, referir:

- O que seria de nós portugueses sem as diatribes diárias de Marcelo Rebelo de Sousa, formalmente o Presidente da República ?

- O que seria de nós portugueses sem os comentários rotineiros e criadores deste "húmus" nacional de, por exemplo, Ferro Rodrigues, Pacheco Pereira, Agostinho Mota, Durão Barroso, Joana Mortágua e irmã, Rui Tavares, André Ventura, Inês Corte Real, Nuno Melo, Marques Mendes, Augusto Santos Silva, Rui Moreira, e tantos mais e tanta outra gente ?

Mas o que me leva a a escrever esta linhas é a ex-MRPP comentadora frequente de um  canal de TV tido por referência. 

Já o referi e refiro constantemente, gasto pouquíssimo tempo a olhar para o televisor. Já indiquei por mais de uma vez que acontece com alguma frequência utilizar a tecnologia para andar para trás e ir ver determinada coisa passada, por sugestão da minha querida mulher ou de um dos meus bons amigos.

E como escrevi no início, o que me traz aqui deve-se a um bom amigo que me indicou mais um excelente número da tal comentadora ex-MRPP. Quem também seja paciente vá ver sff. É fácil descobrir, já dei duas decisivas pistas: ex-MRPP, e canal TV de referência.

Ok, concedo, são todos de referência!

Tenham uma boa 4ª Feira. Saúde, boa sorte e cuidado com o calor e com o SOL. Hoje, aqui onde estou, perto de Lisboa, está com ar de quase chover. Alterações climáticas é também isto.

Ah, e tenham muita paciência, e mais vale tentar sorrir para aguentar isto tudo.

António Cabral (AC)

quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

COMO  ISTO  ANDA
Provavelmente, a maioria das pessoas quer em Portugal quer lá por fora, não deve ter ligado muito à sucessão dentro do partido Conservador no Reino Unido.
Ao ricaço de origem Indiana sucedeu uma mulher, negra, Kemi Badenoch, creio que com origens Quenianas.

Também nisto, importa esperar pelos resultados da acção da senhora.

Por falar em senhora, por cá há uma senhora que não tem emenda.

Eu respeito as opiniões dela, discordo de praticamente de tudo o que defende e escreveu ao longo do tempo.

Mas sugerir-se, com ênfase, que Kemi e outras e outros como ela sejam colaboradores de uma suposta supremacia branca é exemplo eloquente de como estão certas cabeças.

Enfim.
AC

quarta-feira, 18 de setembro de 2024

CONTORCIONISMO

Contorcionismo é uma actividade de grande parte de políticos, elites, titulares de órgãos de soberania, jornalistas, comentadores, etc.

Contorcionismo que, na maioria das vezes, se veste de demagogia, de mentira descarada, de selectiva ausência de memória, de deturpação, de narrativa desavergonhada.

Estou a lembrar-me do tema habitação e, por exemplo, dos pequenos videos onde se relembra a despudorada ausência de vergonha na cara de António Costa e as suas promessas, como já recordei em postal separado, e sucessivamente repetidas ao longo dos seus governos.

Estou a lembrar-me do tema SNS, em que uns quantos berram/ bramam/ gesticulam/ esganiçam-se em defesa do SNS mas, depois, tiveram um rapazote amigalhaço a cortar verbas umas atrás das outras, com as inerentes e funestas consequências para o SNS e, claro, utentes.

Estou a lembrar-me do tema ensino, desde os desavergonhados/as que rasgam as roupas pela escola pública mas metem os filhos na escola Alemã e outras, para lhes abrir horizontes, a Nuno Crato e as suas sucessivas mais que discutíveis posições, a João Costa e a sua inacreditável ausência de vergonha na cara.

Estou a lembrar-me dos incêndios que não se podiam repetir senão . . . .agarrem-me que me vou embora.

Estou a lembrar-me das Forças Armadas (FA), onde sucessivos governos PSD e PS rebentaram com a instituição militar e, 50 anos depois, ainda não conseguiram definir que FA o país deve ter.

Estou a lembrar-me do caos inerente à extinção do SEF, do caos que se vive ao mesmo tempo que os do costume berram irados pela integração e etc.

Estou a lembrar-me, por exemplo também, de um artigo de 2016 em que uma conhecida jornalista referia a louvável democrática e humanista organização que havia sido a LUAR.
Aliás uma coisa interessante, conferindo com condecorações outorgadas a algumas eminências dessa organização. 

A propósito aliás de certas "organizações", o Estado Novo, o regime antes do 25 de Abril era, no mínimo, deplorável em vários aspectos. 

Mas, se não estou enganado, quanto a assassínios sobretudo a PIDE e a sucessora DGS, eram umas "especialistas".

Mas lembro, também, que depois de 25 de Abril e já com o regime felizmente bem consolidado, repito, já com o regime felizmente bem consolidado, aconteceram assassinatos, sendo um dos mais notórios o do então director-geral Castelo Branco.

Enfim, sempre me pareceu e continua a parecer que há muita  gentalha que continua com conversa da treta, quase nada solucionando, esquecendo que a primeira coisa a ter em conta numa casa é tratar das necessidades das pessoas dessa casa. Mas n realidade e não no mundo das proclamações politicamente correctas. Básico!

Na "casa" Portugal, como se continua a tratar das necessidades das pessoas dentro desta "casa"?

Boa sorte, boa semana, saúde.
AC

terça-feira, 27 de agosto de 2024

Mário Amorim Lopes e Rodrigo Falcão Moreira
Professor universitário e deputado pela Iniciativa Liberal; Professor no ISEP e especialista em estruturas e segurança sísmica.
Não, não estamos preparados
O país não está preparado e sobretudo a área metropolitana de Lisboa não está preparada para reagir a um sismo de elevada magnitude
.

Obviamente que os Srs. Mário Amorim Lopes e Rodrigo Falcão Moreira não percebem nada do assunto e só estão a dizer asneiras.

Não ouviram os ares professorais com que vários se pronunciaram ontem e onde sobressaíram alguns do costume, como o comentador mor do reino, contente e orgulhoso porque funcionou o que tinha de funcionar e a começar por ele, que nos deu uma palestra ilustrativa do estado deplorável a que chegámos (opinião pessoal, naturalmente).

Não ouviram Moedas que garante a pés juntos que não há problema para 90 % do imobiliário de Lisboa. Fiquei aliás na expectativa de eventualmente ouvir declarações equivalentes dos edis de Cascais, Oeiras, Sintra, Loures, Amadora e Almada, e então teríamos um quadro ainda mais reconfortante. Mas acobardaram-se, não nos deram as palavras de tranquilidade como Moedas, Marcelo, Rangel e outras peças.

E se tivessem ouvido o jornalista Carlos Enes ontem e já conhecessem as suas investigações de há vários anos não se atreveriam a dizer o que agora li.

O professor Marcelo já explicou tudo. Podemos estar descansados!

Falando agora a sério, tenham um bom dia, sossegado, arranjem muita paciência para aturar esta gente, desde o insuportável Ventura aos inarráveis Pedro Nuno, Hugo Soares, Marcelo, Raimundo, a casada Mortágua, o Rocha, a Inês e os seus sequazes. Ah, e os comentadores!

Precisamos que a saúde não nos falte, e que tenhamos muita sorte, individualmente e como sociedade.
Nomeadamente para que sismo só daqui a mais 200 anos, porque, infelizmente, um dia acontecerá.
Saúde.
António Cabral

domingo, 5 de maio de 2024

FRASES  DELICIOSAS
(para mim naturalmente)

Vem isto a propósito de certos comentadores que, como muitos, desconhecem a palavra "isenção" e nunca procuram ser rigorosos, custe isso o que custar, doa-lhes mesmo face às suas legítimas (e a respeitar, mas obviamente discutíveis) posições ideológicas ou de acomodação na vida. 

São frases de um comentador conhecido, que respeito e considero, frases retiradas de um longo texto seu a propósito de outro comentador também conhecido, mas que nunca cita o primeiro e autor do texto de onde retirei as frases. Como o alvo do texto nunca identifica os seus alvos fico sem referir nomes nenhuns.

Aqui ficam.

- ensaísta da nossa praça, com trabalho longo na fotobiografia, algum dele com qualidade, 

- entra em transe sempre que lhe vêm à mente os, 

- passou de fugitivo à guerra do Ultramar para belicista, 

- soltou-se o Clausewitz que vive dentro dele,

- disse estas coisas, com uma bonomia delirante e sem noção das asneiras que manda da boca para fora, 

- alforreca bem comportadinha, que engole sem pestanejar todas as tretas que lhe colocam à frente, 

- porque é um aldrabãozito confabulatório,

- iluminado ensaísta,

- ignorância e problemas cognitivos demonstrados, 

- alforrecas de pacotilha,

- o que distingue os verdadeiros intelectuais é aquilo a que alguém chama consciência crítica, 

- daqueles ex-revolucionários maoístas que optou por se integrar no conforto do sistema.

AC

segunda-feira, 29 de abril de 2024

DEMAGOGIA.  POPULISMO.  CRP
Muitos, políticos no activo, políticos fora da vida política activa, particularmente ex-titulares e titulares de órgãos de soberania, comentadores e jornalistas, de cada vez que abrem a boca estão cada vez mais a fazer-me lembrar a frase popular que a seguir recordo.

A frase - "ou entra mosca ou sai asneira".

Muitos desses batem muito no peito bramando pela Constituição (CRP), pelo respeito da CRP mas, a cada abertura da goela sai normalmente asneira. 
Sim, moscas e varejeiras não lhes devem entrar muito caso contrário já estariam engasgados e, desse modo, teríamos mais descanso.

Vem isto a propósito do que vai acontecendo no sistema de justiça, nas posições públicas de pessoas que deviam ter sempre presente o que é sentido de Estado, honestidade intelectual, decência, equidade, separação de poderes.

A CRP tem uma norma clara quanto à nomeação e exoneração do Procurador da República.

Se o PR aceita a proposta do governo nomeia quem é proposto. 
Se o PR aceita a proposta de exoneração que lhe seja apresentada pelo governo durante o decorrer do mandato de seis anos do PGR, exonera.
Se o PR aceira a proposta do governo de não recondução não reconduz.
Portanto, o PR aceita ou não aceita, concorda ou discorda.

António Costa mais Van Dunem quiseram correr com a anterior senhora PGR, escolheram a que está em exercício de funções. 
Lembro bem o gáudio público de Marcelo sobre isso. 
Arriscaria dizer, o seu contentamento.

A CRP é muito clara:
- no nº 1 do Art. 219º quanto a funções do MP, 
- o MP tem autonomia,
- o MP não responde perante o PR, AR ou governo, 
- os magistrados do MP estão hierarquicamente subordinados.

Quanto ao que eu penso sobre o nosso sistema de justiça, MP, juizes, fica para texto separado. Recordo que várias vezes abordei aqui alguns aspectos. Voltarei a isso.

Para terminar por agora noto apenas que, de jornalistas a elites fariam melhor não pensar muito que são génios, ou ilustres, e abrirem menos a boca.
Gastem com prudência as célulazinhas cinzentas, poucas que tenham!
AC

domingo, 7 de abril de 2024

QUANDO  OUÇO  CERTOS, 
políticos, comentadores, jornalistas, titulares de órgãos de soberania,

lembro-me sempre disto
António Cabral
(AC)

sábado, 6 de abril de 2024

QUE DIZER ?
Que dizer de certos jornais e de certos jornalistas, e de certos sindicalistas, e de certos políticos, e de certos comentadores da treta?

Estas minhas interrogações vêem a propósito do que se lê e ouve por aí, seja do tipo, 
- ainda não fomos contactados, 
- a ministra ainda não se reuniu,
ou,
 tem uma semana, ou um mês etc.

Porra, ontem foram empossados os secretários de Estado, na terça-feira foram empossados o PM e os ministros.

Não é natural esperar uns dias para olharem para a casa?

Isto não tem conserto, com este governo, com governo socialista, ou com outro qualquer.

Haja paciência democrática para aturar tanta imbecilidade.
António Cabral (AC)

quinta-feira, 28 de março de 2024

A  PROPOSITO DE "KOMENTARIADO"
A opinião de cada um é de respeitar. 
Depois gosta-se, não se gosta, discorda-se, concorda-se, é assim que deve ser numa sociedade decente, democrática a sério.

Isto dito, desculpem-me a sinceridade /desabado: há quatro  comentadores que me causam "urticária", Marques Mendes, Luís Delgado, Anabela Neves e Paulo Baldaia.
AC

domingo, 17 de março de 2024

A  PROPÓSITO de COMENTADORES
Dizem-se as coisas mais variadas acerca de comentadores e particularmente nos canais de televisão.
Queixam-se muitos esquerdalhos e outros, de que as televisões e outros órgãos de comunicação social estão dominados por comentadores de direita, por direitolas!

Como de costume, esquecem-se de olhar para as coisas com um mínimo de rigor, de olhar por exemplo a certos pusilânimes que quase renegam as suas origens e, várias vezes, são mais esquerdalhos que os esquerdalhos. 
Ou de olhar para os directores de informação em cada um dos OCS mas, em particular, RTP1, RTP6, TVI, SIC, SIC Notícias, CNN, Expresso, DN, JN, TSF.

Porque estou a falar disto?

Porque ao andar a saltitar pelos meus arquivos deparei com uma notícia de há um ano referindo-se a um dos maiores vigaristas que já conheci em toda a minha vida. 

Avançava a notícia de que esse vigarista terminada a fase mais activa da vida iria em breve ter um espaço periódico de comentário e análise.
Passado um ano vê-se que alguém deve ter caído em si e arrumou o assunto. 
Deve ter pedido desculpa ao vigarista, e ponto final.
Felizmente.
AC

terça-feira, 16 de janeiro de 2024

RADICAIS ?
Vai estando tudo ao contrário ?
Os radicais estão a passar a moderados ?
Na sequência do processo que levou à nomeação de Pedro Nuno Santos (PNS) à chefia do PS, PNS foi sendo e continua a ser "acarinhado" com a designação de radical.
Entretanto, PNS vem tentando descolar da imagem real que criou ao longo dos anos. 

Porque, de facto e sejamos honestos, muita da sua verbalizarão ao longo do tempo teve alguma coisa a ver com moderação e prudência? 
Opinião pessoal, naturalmente, certamente legítima como todas as outras, semelhantes ou de sentido oposto.

Penso no entanto que os alemães nunca tremeram das pernas e sempre se estiveram a borrifar para ele como aliás para Portugal. 
Muitos pensam que não, que não se estão a borrifar para Portugal!

No presente, nesta luta política, as promessas vão surgindo em catadupa, nesta campanha infernal de demagogia e mentiras tentando uns, fazer esquecer que pouco fizeram de verdade em mais de 8 anos para transformar seriamente Portugal num país moderno e organizado e solidário, que viesse a poder sobreviver sem muitos subsídios e sem fundos Europeus.
Que produzisse bem mais que receitas de turismo.

Outros, procuram fazer esquecer a sua incompetência, as suas também responsabilidades.
Outros ainda procuram fazer crer aos incautos que, infelizmente, são milhões de muitos concidadãos, que com eles isto será uma maravilha.
Finalmente, outros estão cada vez pior e recorrem à demagogia mais despudorada e, como sempre aconteceu, nas suas fileiras não há ninguém que saiba fazer contas. 
Só falam em direitos, nem uma criatura fala em deveres. TUDO JÁ!
Todos nós temos deveres, para connosco, para com os outros, para com a sociedade.

Vem tudo isto a propósito por exemplo das promessas quanto a salário mínimo.
PNS propõe-se atingir um dado valor de salário mínimo em 2028, no fim da legislatura normal que ele pensa (??) se cumprirá.

Já Raimundo quer esse tecto JÁ! 
Raimundo também quer um dado aumento de pensões JÁ!
É tudo JÁ!
Com esta "maltosa", PNS, Montenegro, André, Mortágua, Real, Raimundo, e outros e os seus sequazes, estamos bem entregues.

Há 50 anos gritou-se - olhemos ao futuro. 
Gritou-se liberdade, e bem.
Há 50 anos eram todos antifascistas, eram quase todos de esquerda e poucos havia que se atreviam a dizer-se de centro- esquerda.
Hoje são quase todos verdadeiros e saudáveis sociais democratas!

Passaram quase 50 anos, que futuro nos está reservado?
Esta gente, estes demagogos e aldrabões, prometem quase tudo, sem nunca dizer: 
- Para aumentar "isto" vamos tratar de fazer assim para obter o dinheiro necessário.
- Para aumentar "aquilo" faremos de outra maneira. . . . .
- Para melhorar "mais aquilo" iremos captar. . . .
- Para equilibrar "mais isto" tomaremos a decisão de fazer assim. . . . 

Como sempre, esperar o melhor mas estar preparado para o pior.
Temo que o pior venha aí. 
Há muita bovinidade, muito facciosismo, muita crendice, muito mito.

E quase toda esta gente eleita para servir a sociedade e não o contrário, tem uma mistura de dupla ou tripla personalidade, aperfeiçoada com mentiras, e tentam SEMPRE fazer de nós parvos.

Enquanto os maiores partidos e os orgãos de comunicação social não lidarem com a verdade, não tratarem os assuntos com verdade, mesmo que doa, temo muito que a sociedade portuguesa se encaminhe para tempos muitos maus, muito difíceis.
Enfim, aguardemos.
AC

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

A  VOZEARIA do COMENTARIADO 
Que por aí vai, recorda-me que é bem melhor permanecer calado e ser eventualmente julgado tolo, do que abrir a boca como alguns vêm fazendo particularmente nos últimos dias, e assim dissipar toda e qualquer dúvida.
Por exemplo, as hipóteses que alguns aventam quanto ao que se deve seguir confirmam-me isto mesmo.
Fim de semana aproxima-se, Sol, tenham uma boa semana, saúde.
AC

domingo, 15 de outubro de 2023

PORQUÊ?
Qual a razão para a contratação de Pedrinho por parte da SIC?
A querer contrabalançar ideologias de comentadores?
Ou a pensar no futuro, para ver se lá mais para a frente o poder instalado nessa altura ajudará a conviver com mais uns crescentes milhões de dívida?
AC

segunda-feira, 28 de março de 2022

COMENTADORES / COMENTADEIRAS
Apercebi-me casualmente que andam por aí excitações sobre determinadas criaturas "comentadeiras"! Como andam excitações sobre determinadas criaturas que deverão ser ministros em 30 de Março próximo. Tudo confirmando a justeza da minha decisão de há muito tempo, de praticamente não comprar jornais, menos ainda certas revistas, e muito pouco olhar para o televisor.

As informações falsas partem de todo o lado. As inexactidões são crescentes e estou convencido de que a maioria é propositada.

A dificuldade é que, no digital, certos artigos nos OCS nacionais e nos OCS internacionais estão vedados a não assinantes. Mas vou sabendo mais do que o suficiente. Até porque tenho amigos assinantes a quem recorrer para conhecer determinados elementos.

AC

quarta-feira, 16 de março de 2022

Guerra, Comentário, Análise, Dignidade

Como em tudo na vida, em todas as áreas das sociedades, em todos os relacionamentos entre seres humanos, há atitudes e posturas diversas, nomeadamente com dignidade ou sem ela, com rigor ou sem ele, com coerência ou sem ela.

Na vida, colocamo-nos sempre a jeito isto é, ao termos opinião, ao partilhá-la, submetemo-nos a contraditório. 
Haverá quem ouça/ leia e pondere sem preconceitos, de pé atrás, concorde ou discorde com normalidade democrática. E há comportamentos contrários, de parcialidade.
Em democracia é sagrado, ouvir as opiniões de outrem, pode-se concordar ou discordar, pode-se argumentar, mas deve sempre respeitar-se as opiniões de cada um. Combatam-se as discordâncias com argumentação decente e rigorosa.

Se numa dada opinião, se numa dada análise, se num determinado comentário se colocarem inexatidões evidentes, se deturparem factos confirmados, se se deturpar grosseiramente a história, etc., naturalmente que elas poderão ser rebatidas com dureza.
Usando o coloquial, quem der o flanco sujeita-se, evidentemente. 

Vem isto a propósito dos infelizes tempos que vivemos, complexos, de enorme incerteza, trazendo com essa incerteza muita ansiedade, angústia, medo ou mesmo pior. Vivemos tempos trágicos e, creio, infelizmente o pior está para vir. Oxalá estivesse enganado.
Todas as pessoas tentam ser felizes. Portugueses, Russos, Americanos, Alemães, Ucranianos, etc.

Vem isto a propósito da inaceitável e ilegítima agressão da Rússia à Ucrânia. 
Vem isto a propósito de que me parece haver muitos a perder lucidez, a deixar-se dominar pelas emoções e comoções, a perder a imparcialidade, sobrepondo as suas inclinações pessoais à análise rigorosa. Constacto isto de todas as "bancadas".

Vem isto a propósito dos ataques que me parecem excessivos a que alguns são submetidos apenas por terem a veleidade de exprimir a sua opinião, apenas por terem a veleidade de comentar esta execrável e ilegítima guerra com base em duas coisas, nas seus conhecimentos e ferramentas/ doutrinas que aprenderam na profissão e têm a obrigação de conhecer com profundidade e utilizar com rigor, e na sua experiência profissional por esse mundo fora.

Vem isto também a propósito dos comentários de alguns militares/ oficiais sobre esta inaceitável guerra, sendo que alguns foram causticamente injuriados por alguns jornalistas. 
Não considero as opiniões desses jornalistas mais válidas que quaisquer comentadores sejam eles civis ou militares, e vice-versa. 
Todas respeito, leio todas as nacionais e internacionais de que me apercebo nas minhas pesquisas rotineiras e nos meus estudos, e sobre todas tenho concordâncias e discordâncias. 

Todos têm as suas visões, com elas se concordando ou discordando. Tenho as minhas, sobre esta execrável e ilegítima guerra, sobre o meu país, sobre os problemas em sociedade, sobre o futuro. 
Tenho partilhado várias. Neste texto fica mais uma.

Uso sempre os mesmos critérios de apreciação, procuro ser imparcial, ser prudente, sou assertivo. Penso pela minha cabeça. 
Dispenso dualidades e percebo bem onde alguns querem chegar. Felizmente, continuo a ter muito boa memória.

Respeito todas as visões e opiniões, mas não aceito que façam de mim tolo. 
Uma coisa é errar, outra completamente diferente é enganar os outros com falsidades e ausência de isenção, de imparcialidade. 
Em tudo procuro sempre perceber "a quem aproveita". 

Como outros, tento não errar, mas não receio o erro, pois estou sempre pronto a reconhece-lo, e a corrigi-lo. 
AC

domingo, 13 de dezembro de 2020

A  PROPÓSITO  DE  ELEIÇÕES
Em democracia vota-se em liberdade. Em democracia um cidadão representa e representa-se por um voto. Em democracia todos os votos são iguais, nenhum voto é mais válido ou importante que outro.
Os eleitos ganham legitimidade para os cargos a que se propuseram exactamente porque são eleitos pelos cidadãos, pelos seus concidadãos.
Um problema crescente em democracia é o desinteresse de muitos cidadãos pela vida pública, e daí a crescente abstenção que se verifica designadamente no chamado mundo Ocidental. Culpa apenas atribuível aos partidos políticos e aos sucessivos titulares de órgãos de soberania.
Admito que seja interessante para alguns ponderar questões de legitimidade quando a abstenção cresce, seja nas eleições autárquicas, seja nas legislativas, seja em presidenciais.
Mas em democracia, na esmagadora maioria dos países que praticam a democracia, não é obrigatório votar, na esmagadora maioria dos países os cidadãos votam em nomes, em partidos, em branco, ou de forma a que o voto venha a ser considerado nulo. E muitos, não comparecem junto das urnas, abstém-se por desinteresse, ou porque não lhes apetece sair de casa, e não são punidos por isso.
Aliás, a questão da abstenção ou seja, da não participação das pessoas na vida pública é problema semelhante também ao nível de empresas e de instituições como por exemplo em IPSS.
Ainda na passada 5ª Feira participei numa assembleia geral de uma IPSS, que têm vários milhares de associados, compareceram na segunda chamada .........20!
O meu ponto é:
> Quem não vota não tem moral para se queixar depois.
> Quem não vota não contribui para a sociedade, apenas demonstra insatisfação ou comodismo e nada oferece em alternativa.
> Quem não vota merece respeito pela sua decisão mas, também, uma crítica democrática por não participação na colectividade em que se insere. Nada fazer não me parece ser uma forma de participação activa.
> Quem não vota não me parece que tenha moral para dizer que quem foi eleito não tem legitimidade porque a abstenção foi enorme.
> Como me parece, também, que nenhum jornalista ou comentador ou político tem, na minha opinião, moral para dizer que quem foi eleito não tem legitimidade porque a abstenção foi enorme.

Mas é isto que se está a começar a "montar", com alguns a começarem a sugerir falta de legitimidade a futuro eleito em Janeiro porque a abstenção poderá ser catastrófica. Desses comentadores exala o cheiro claro da sua preferência política, legítima, mas não tomem todos por tolos.

Se lhes perguntassem se eram adeptos da obrigatoriedade do voto - ai não, que horror. Democratas dos 4 costados, particularmente se os da sua cor ganharem, caso contrário..........n~\ao interessa!.
AC

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

A   EXPLICAÇÃO  ??
Quisemos acreditar que o problema das pensões estava resolvido, quisemos acreditar que o subfinanciamento da saúde e da educação estava resolvido, 
quisemos acreditar que era possível aumentar o salário mínimo sem que isso tivesse efeitos no emprego, 
quisemos acreditar que a redução do horário de trabalho da função pública não custava dinheiro ou degradação dos serviços, 
quisemos acreditar que era muito fácil e barato reduzir o desequilíbrio das contas públicas, 
quisemos acreditar que se podia reduzir o défice público, reduzir impostos e, ao mesmo tempo, dar mais e mais dinheiro a pensionistas e funcionários públicos. 
Disseram-nos que isso era possível e nós, de tantos desejarmos, acreditámos no milagre. O problema é que não há milagres. Assim que desapareceu o crescimento, assim que apareceu a crise, os mesmos problemas de sempre voltam a perseguir-nos (Helena Garrido, Observador).

Quisemos acreditar? ACREDITÁMOS? 
Quiseram acreditar.............mas foi a senhora jornalista e outros jornalistas. Mesmo sendo a senhora uma das menos folclóricas e venerandas e agradecidas.
E parece que acreditaram ao longo de anos, pois não me recordo, embora admita poder ter estado distraído, de argumentos e artigos constantes a desmascarar a vergonhosa austeridade dita de "não austeridade" de António Costa e seus companheiros de rua, que agora vilipendia como aliás já o fazia há uns anos atrás embora depois de correr com o Tozé tenha arquitectado a geringonça. Uma austeridade vendida exactamente como faz qualquer sem vergonha vendedor de banha da cobra.
Milagre seria os "economêses" falarem sempre com rigor e dureza em vez de andarem de laço e nos salões e nas "vernissages" ao tempo de BES e companhia lda.
AC

quinta-feira, 9 de abril de 2020

COVID-19, PESSIMISTAS, OPTIMISTAS
E os que querem é saber do seu negócio, e depressa!
E A REALIDADE?
Não percebo nada disto isto é, sobre a pandemia COVID-19.


Creio poder afirmar com bastante segurança:
> a existência de imensa javardice e imundice na China em mercados, com bicharada morta ou não à vontade do freguês, situação para que o Ocidente sempre olhou com a maior estupidez desde que a China assegurasse a fabricação de quase tudo o mais barato possível, comparativamente com o que teriam de fazer pelo fabricado na Europa ou na América do Norte.
> A China se calhar não informa a Organização Mundial de Saúde sobre as realidades internas mentindo e parece ser evidente que está a impedir por todo o lado o trabalho de jornalistas estrangeiros.
> as transmissões de bicharada que por via da ingerência por humanos dos pangolins cobras cães gatos morcegos e etc são possíveis, são de admitir que existam.

> a opacidade sobre o que se passa na China, independentemente de haver satélites a espiar.
> as enormes diferenças, comportamentais, sociológicas, cultura, sócio-políticas, demográficas, etárias, estruturais, ao observar países como a Alemanha, Finlândia, Suécia, França, Itália, Espanha, Japão, Coreia do Sul, China, Índia, Estados Unidos, ou países no Extremo-Oriente ou em África.
> existe ainda uma grande incerteza quanto a esta nova doença; sim, é uma doença nova, mesmo que de alguma forma possa ser  parente afastada das inúmeras gripes que ao longo dos anos assaltam o ser humano.

> elevadíssima probabilidade da China continuar a mentir sobre tudo, como parece evidente ter mentido no passado.
> perante o aparecimento desfasado, de país para país, parece haver uma linha genérica de pânico nas elites dirigentes no mundo Ocidental.
> está por demais evidente que entre algumas elites dirigentes existem por exemplo hipocondríacos e outros, que têm como mais importante para si e acima de tudo, os resultados periódicos das sondagens. É nitidamente o caso português. Basta conferir as posturas e a verborreia patética, a que diariamente se assiste.
Talvez se possa atribuir isso a síndromes, Incêndios, Tancos.
> a incoerência, o ziguezague, a incompetência, a irresponsabilidade, a incontinência verbal de algumas autoridades nacionais, sendo certo que lidar com problemas complexos aperta com as pessoas, todas.


> a esmagadora maioria dos jornalistas dos OCS nacionais têm tido  comportamentos criticáveis, com alarmismo e muita reverência para com os titulares de orgãos de soberania e autoridades sanitárias.
> foram aparecendo pessoas e epidemiologistas e outros encartados afirmando que o COVID-19 não passa de uma normal gripe, parecendo-me que se esqueceram de referir, por exemplo, o grau de mortalidade inerente a gripes do passado e o verificado com a doença actual bem como a rapidez da sua propagação.

> foram aparecendo pessoas a fazer projeções onde se nota dedicação, rigor e querer contribuir mas, em paralelo, sem jeito nenhum para comunicar, pelo que transmitiram descabido pavor e desvario.
> foram aparecendo outros com o seu contrário, ao ponto de agora por exemplo um afirmar com o mesmo pouco cuidado nas palavras que isto veio em duas semanas e em duas semanas se vai.

Eu espero que o esforço que julgo está a ser feito em vários laboratórios por esse mundo fora dê resultados em poucos meses, tal como espero que seja partilhada a informação e o conhecimento científico que investigadores e cientistas das mais variadas áreas irão obtendo.

Algumas coisas me parecem possíveis de dizer à medida que se vai lendo o que se publica divulga e conhece por cá e lá por fora:
> a incerteza é muita
> existem muitos factores e condicionantes em tudo isto
> variações enormes de país para país, na propagação da doença, na mortalidade, nos diferentes parâmetros referentes à doença e seu estudo, nas estruturas dos serviços de saúde
> este estranho suicídio económico como um comentador lhe chama é só estranho ou, é mais que isso, ao ponto de nos podermos interrogar se em toda a Europa mais EUA e Canadá e Austrália e Nova Zelândia os governantes e dirigentes TODOS ensandeceram ao mesmo tempo ou, além do COVID-19, a China inoculou em todos eles o vírus da maluqueira e do suicídio.

> no caso de Portugal, apesar de um comentador estar muito apressado e afirmar com segurança que isto já passou, para lá de projeções que recebem o ódio desse comentador, vão aparecendo outros estudos, outras indicações, que parecem identificar sensatez e conhecimento quanto baste, e afirmando por exemplo que 
- podemos esperar que a curva mais para a frente se assemelhe mais a um planalto do que a um pico”
- Os dados não permitem ter certezas de que a pandemia está em vias de ser ultrapassada, 

Aguardemos.
António Cabral (AC)

Ps. Curioso o estudo de investigadores do IST apresentando mapas com modelos de risco, em que se procura ajudar a monitorizar a evolução do número de pessoas infectadas por município, sendo os investigadores intelectualmente muito honestos, chamando a atenção para a natureza específica do estudo, para as incertezas associadas, para o que dele não se pode retirar. Reflecte os dados sobre a epidemia. 

sexta-feira, 8 de março de 2019

QUANDO PASSAMOS A PÓ, TODOS IGUAIS?
Não, não somos todos iguais, nem na vida terrena, nem quando deixamos o mundo dos vivos.
Na vida terrena devíamos ser todos iguais, perante a lei, no acesso às mesmas oportunidades, no respeito pelas diferenças.
Em Portugal, infelizmente, está longe de ser assim.
Somos todos da mesma massa mas não da mesma fôrma, é da realidade da vida. 
As diferenças sociais não deviam ditar que uns quantos fossem tratados de forma diferente perante a lei, mas é o que se verifica.
É o que acontece, mais que tratados diferentemente, são protegidos, seja na mescambilha das dívidas, seja a arranjar dinheiro com base em avaliações deturpadas só porque é fulano de tal.
E as desigualdades aumentam.

Quando chega a hora de deixarmos a vida terrena, também aí se verifica que não somos todos iguais.
Não aponto às exéquias, aos funerais que, em certos casos, implicam despesa astronómica, embora baste ir por exemplo aos três principais cemitérios da cidade de Lisboa para bem avaliar diferenças. Incluindo de alguns que aí descansam e que no 25 de Abril confessavam pouco ter, enquanto outros estão no interior do País em campa rasa, simples.

Mas uma coisa curiosa é verificar que, quase sempre, designadamente quanto a certas criaturas, depois de morto se cantam loas imensas sobre elas.
Podem ter sido, em concreto, em vida, fanáticos, perseguidores de adversários, defensores das mais estranhas convicções, defensores de por exemplo resolver problemas a tiro, para no caixão serem alcandorados a defensores da liberdade.
Podem em vida ter andado a colocar bombas para mais recentemente virem a ser apaparicadas e tomadas como excelentes democratas.
Enfim, é apenas um desabafo, como diz a Ana Bola, certas coisas fazem-me espécie, que querem.

Já agora, e antes de acabar o dia da mulher, faz-me também espécie assistir a certas regurgitações em canais TV, regurgitantes que parecem seguros de que ninguém lhes vem desdizer a voz rouca.
E, já agora, sendo embora Pacheco Pereira não de fiar a 100%, quando ele diz que há muitos mais juízes que......, será que também quereria sugerir que existirá quem não quer que lá em casa metam a colher? Que saberá Pacheco?.
Isto faz-me espécie.
AC

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

COMENTADORES
Ouço com frequência, sobretudo no rádio do carro, vários comentadores. 
Desde o comentador-mor aos comentadores outros e outras, e ás comentadeiras.
A sensação que me dá, na maioria dos casos, embora reconheça que como toda a gente umas vezes têm razão outras não, assentam muito a sua postura no  «penso logo existo».
Mas quanto então a alguns que ouço por exemplo na TSF, fica-me por vezes a sensação que vão mais para o lado do «não penso, logo existo»
Comentadores e muito "tudólogos". 
Como diz um amigo meu - emergiram nos últimos anos como cogumelos tóxicos.
AC