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segunda-feira, 27 de setembro de 2021

O  NÍVEL  da  ABSTENÇÃO

Estamos em 2021, já se comemoraram 47 anos passados sobre a revolta militar dos Capitães em 24 de Abril de 1974.

E não é que uns quantos senhores persistem nas suas palavrosas "boutades", denunciando sem margem para dúvidas que vivem num Portugal que não é o da esmagadora maioria dos portugueses?

Parece que, para certos personagens, continua difícil de entender que cada vez mais portugueses não votem. Para alguns era muito importante ter votado neste Domingo para permitir aos autarcas eleitos a capacidade de iluminados para gerirem os fundos Europeus. 

Para uns também iluminados, neste momento, o importante é a bazuca.

Nada de preocupações com coisas acessórias como, colocar o pão à mesa para a família, subida contínua do preço do gás da água e da electricidade, subida contínua e desenfreada dos combustíveis para viaturas, que os preços nas grandes superfícies não tenham subido muito ao mesmo tempo que o que está dentro das embalagens vá sendo menos, que cada vez mais se vendam menos jornais, que em certas cantinas as refeições se estejam a degradar, que o problema da natalidade em Portugal não é nada de especial e preocupante e que se resolve facilmente com migrantes em vez de se estimular as jovens famílias com políticas públicas, que seja rotineira a ausência de forças de segurança nas ruas a não ser surgindo súbitos ajuntamentos tipo Santos e Bairro Alto etc. Ficava aqui a noite toda a desfiar o rosário imenso das pequeninas coisas sem "importância" na sociedade. Mas não quero maçar as excelências.

Será talvez necessário fazer-lhes um desenho, para explicar a esta gentinha o porquê da contínua e brutal abstenção de basicamente 47%, a que podemos juntar os votos em branco e nulos, tudo perfazendo creio eu, mais de 50 % os que estão já cansados disto?

António Cabral (AC)

domingo, 13 de dezembro de 2020

A  PROPÓSITO  DE  ELEIÇÕES
Em democracia vota-se em liberdade. Em democracia um cidadão representa e representa-se por um voto. Em democracia todos os votos são iguais, nenhum voto é mais válido ou importante que outro.
Os eleitos ganham legitimidade para os cargos a que se propuseram exactamente porque são eleitos pelos cidadãos, pelos seus concidadãos.
Um problema crescente em democracia é o desinteresse de muitos cidadãos pela vida pública, e daí a crescente abstenção que se verifica designadamente no chamado mundo Ocidental. Culpa apenas atribuível aos partidos políticos e aos sucessivos titulares de órgãos de soberania.
Admito que seja interessante para alguns ponderar questões de legitimidade quando a abstenção cresce, seja nas eleições autárquicas, seja nas legislativas, seja em presidenciais.
Mas em democracia, na esmagadora maioria dos países que praticam a democracia, não é obrigatório votar, na esmagadora maioria dos países os cidadãos votam em nomes, em partidos, em branco, ou de forma a que o voto venha a ser considerado nulo. E muitos, não comparecem junto das urnas, abstém-se por desinteresse, ou porque não lhes apetece sair de casa, e não são punidos por isso.
Aliás, a questão da abstenção ou seja, da não participação das pessoas na vida pública é problema semelhante também ao nível de empresas e de instituições como por exemplo em IPSS.
Ainda na passada 5ª Feira participei numa assembleia geral de uma IPSS, que têm vários milhares de associados, compareceram na segunda chamada .........20!
O meu ponto é:
> Quem não vota não tem moral para se queixar depois.
> Quem não vota não contribui para a sociedade, apenas demonstra insatisfação ou comodismo e nada oferece em alternativa.
> Quem não vota merece respeito pela sua decisão mas, também, uma crítica democrática por não participação na colectividade em que se insere. Nada fazer não me parece ser uma forma de participação activa.
> Quem não vota não me parece que tenha moral para dizer que quem foi eleito não tem legitimidade porque a abstenção foi enorme.
> Como me parece, também, que nenhum jornalista ou comentador ou político tem, na minha opinião, moral para dizer que quem foi eleito não tem legitimidade porque a abstenção foi enorme.

Mas é isto que se está a começar a "montar", com alguns a começarem a sugerir falta de legitimidade a futuro eleito em Janeiro porque a abstenção poderá ser catastrófica. Desses comentadores exala o cheiro claro da sua preferência política, legítima, mas não tomem todos por tolos.

Se lhes perguntassem se eram adeptos da obrigatoriedade do voto - ai não, que horrorDemocratas dos 4 costados, particularmente se os da sua cor ganharem, caso contrário..........n~\ao interessa!.
AC

domingo, 6 de outubro de 2019

6 OUT 2019 - ELEIÇÕES  LEGISLATIVAS
Que abstenção haverá?
Os primeiros indicadores são muito preocupantes.
Nas legislativas de 2015 abstiveram-se 44,14% dos eleitores.
E hoje? 
Eu cumpri o meu dever.
AC
6  OUT  2019 - LEGISLATIVAS
Será que a esmagadora maioria dos cidadãos portugueses continua a não querer entender que não ir votar é meio caminho andado para o desastre da nossa sociedade?
"Ah, é meu direito votar ou não votar"
Formalmente sim, é.
Mas, respeitando eu sempre a opinião de outrem, é meu entendimento que não ir às urnas que mais não seja para votar em branco, decisivamente contribui para que se passe a comer "mierda frita".
Respeito o não ir às urnas, mas também é minha opinião que esse acto/ essa decisão que na maioria dos casos releva de uma ignorância atroz e de grande inconsciência cívica, faz com que outros e que serão cada vez menos, tomem o poder e as decisões por todos os que cada vez mais se abstêm.
Depois é que protestam?
AC

terça-feira, 24 de setembro de 2019

BEM  EXPLICADO
Ficam em casa, depois admiram-se de ter de comer o que outros minoritários impõem.
Muito bem explicado.
Desde 25 de Abril de 1974 sempre votei.
AC

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

SE USASSEM DISTO, ...... por exemplo.........

Talvez assim a campanha eleitoral para as eleições de 1 de Outubro próximo soubessem a mais e melhor, não fossem tão tristonhas, tão manhosas, tão demagógicas, tão insípidas e com aparente tão pouco apoio nas arruadas. Ouvir - "chamamos os melhores de cada terra"- ver cartazes vários - "somos todos....." - e deste género até são dos menos maus, ou fingir que são todos isto e aquilo visitando a correr certas zonas e/ ou bairros mas regressando rápido à bela casa nos sítios conhecidos onde se desinfectam............é de vómitos.
Andei por Lisboa esta tarde, e observei com atenção os cartazes, na Praça de Espanha, na Fontes Pereira de Melo, António Augusto de Aguiar e etc, dá vontade de rir e chorar ao mesmo tempo.
Parafraseando Marcelo - os melhores dos melhores.
Ah, moldura final ou, cereja para o topo do bolinho, as sondagens, para todos os gostos, de todas as encomendas, resultados parecidos, iguais, ou opostos. LINDO.
AC

domingo, 24 de janeiro de 2016

DOMINGO. ELEIÇÃO PRESIDENCIAL 2016. ATRIBUIÇÃO DO PRÉMIO IGNÓBIL
Domingo, votei logo na abertura das urnas. Como sempre fiz.
Oxalá os meus concidadãos diminuam a abstenção.
A abstenção merece da minha parte, e ainda que sabendo que à luz da lei actual é um acto a respeitar, merece dizia, o prémio IGNÓBIL. Mas oxalá a percentagem diminua.
Mas a esta hora, o prémio IGNÓBIL vai direitinho para Portas, que continua a ostentar a sua pesporrente personalidade.
Creio até, pelo que assisti presencialmente em actos oficiais passados, nunca lhe explicaram que existem em português umas palavras interessantes, como discrição, prudência, humildade, paciência, honorabilidade, sentido das proporções. Presumo que Irrevogável atropela muitas palavras no dicionário.
Está entregue o 1º prémio deste Domingo. No meu relógio são 1734 horas.
AC