Se o Presidente da República tivesse usado antes a sua voz para sinalizar a angústia de tantos alunos e pais, talvez o ministro da Educação tivesse abandonado mais cedo a sua pose de arrogância.
(Público, também conhecido por Perdócio, cognome que aprecio)
Na senda habitual (legítimo, naturalmente) a esquerdalhada vai acossando o seu Presidente, até porque ainda não deitou abaixo o (des) governo.
Saiu no perdócio de 21 de Julho mais uma oração de aperto ao inquilino em Belém, sintetizada no texto supra.
E não é que esta tarde saiu uma mensagem de António José Seguro sobre os exames? Ah, tinha que falar primeiro com o PM! POIS !
Mas indo ao que me interessa, noto com curiosidade o crescente aparecimento de figuras e figurões a comentar esta realmente escabrosa telenovela dos exames.
Nenhum obviamente com responsabilidade passadas!
Obviamente que o PR tem razão (opinião pessoal naturalmente) em apontar as consequências negativas de tudo isto e as repercussões para os examinandos e famílias.
Claro que - o Estado tem o dever de assegurar que os procedimentos decorram com rigor, previsibilidade e confiança.
Obviamente que o PR tem razão (opinião pessoal naturalmente) em apontar as consequências negativas de tudo isto e as repercussões para os examinandos e famílias.
Claro que - o Estado tem o dever de assegurar que os procedimentos decorram com rigor, previsibilidade e confiança.
Mas o que o senhor PR podia ter colocado na sua mensagem e nas suas arengas vocalizadas publicamente em complemento do apontar E MUITO BEM o dedo ao governo, era referir assim - O PR espera que todos os agentes do sistema (professores e demais profissionais da educação) participem em tempo, com rigor e eficácia pois este assunto é sério, tem consequências para os jovens, e não se compadece com questões ideológicas ou de classe.
Não me vou repetir quanto à elevada probabilidade de, em adição às falhas tecnológicas e administrativas e outras, ter havido aqui e ali acções concertadas de certos sectores bem conhecidos.
Mas, como creio que também deixei claro antes e agora repito, a actuação do ministro que ainda tenho como pessoa decente teve uma acção tardia, inconsequente e tinha a obrigação de saber que a pesada estrutura do ME está há décadas minada.
Havia que tomar precauções em tempo útil.
Havia que ser prudente.
Havia que ter sido humilde e mais cedo devia ter apresentado desculpas.
O resultado está á vista.
AC
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