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quarta-feira, 22 de julho de 2026

O Presidente faltou ao exame
Se o Presidente da República tivesse usado antes a sua voz para sinalizar a angústia de tantos alunos e pais, talvez o ministro da Educação tivesse abandonado mais cedo a sua pose de arrogância
.

(Público, também conhecido por Perdócio, cognome que aprecio)

Na senda habitual (legítimo, naturalmente) a esquerdalhada vai acossando o seu Presidente, até porque ainda não deitou abaixo o (des) governo.
Saiu no perdócio de 21 de Julho mais uma oração de aperto ao inquilino em Belém, sintetizada no texto supra.

E não é que esta tarde saiu uma mensagem de António José Seguro sobre os exames? Ah, tinha que falar primeiro com o PM! POIS !

Mas indo ao que me interessa, noto com curiosidade o crescente aparecimento de figuras e figurões a comentar esta realmente escabrosa telenovela dos exames. 
Nenhum obviamente com responsabilidade passadas!

Obviamente que o PR tem razão (opinião pessoal naturalmente) em apontar as consequências negativas de tudo isto e as repercussões para os examinandos e famílias.

Claro que - o Estado tem o dever de assegurar que os procedimentos decorram com rigor, previsibilidade e confiança

Mas o que o senhor PR podia ter colocado na sua mensagem e nas suas arengas vocalizadas publicamente em complemento do apontar E MUITO BEM o dedo  ao governo, era referir assim - O PR espera que todos os agentes do sistema (professores e demais profissionais da educação) participem em tempo, com rigor e eficácia pois este assunto é sério, tem consequências para os jovens, e não se compadece com questões ideológicas ou de classe.

Não me vou repetir quanto à elevada probabilidade de, em adição às falhas tecnológicas e administrativas e outras, ter havido aqui e ali acções concertadas de certos sectores bem conhecidos.

Mas, como creio que também deixei claro antes e agora repito, a actuação do ministro que ainda tenho como pessoa decente teve uma acção tardia, inconsequente e tinha a obrigação de saber que a pesada estrutura do ME está há décadas minada.

Havia que tomar precauções em tempo útil.
Havia que ser prudente.
Havia que ter sido humilde e mais cedo devia ter apresentado desculpas.
O resultado está á vista.

AC

segunda-feira, 13 de abril de 2026

NO  TERRAMOTO  de  1975

Já se passaram vários dias sobre a publicação deste texto do ex-presidente da câmara municipal do Porto, Rui Moreira, onde sublinhei algumas partes a vermelho.

Curiosamente, que me tenha apercebido, da esquerdalhada extrema à extrema direita ninguém comentou o que aqui Rui Moreira recorda.
Curiosamente ou não, que eu tenha reparado, também mudos continuam alguns dos que costumam vir publicamente defender a sua "honra", como há dias vi.

Sem explicar Tim por Tim o Verão de 1975 e o 25 de Novembro, reconhecer que algumas coisas acontecidas dificilmente poderiam ter sido contidas no decurso do processo revolucionário mas, também, assumir que houve desmandos inqualificáveis, que houve atentados da esquerda à direita, que houve detenções sem nenhuma base legal incluindo mandatos estranhos, nunca a sociedade portuguesa estará definitivamente sossegada.

Enquanto à esquerda e à direita se continue com as posições extremadas de donos disto e daquilo, Portugal não recupera.
O texto aqui fica.

Bom dia, bom início de semana, saúde e boa sorte.
AC  

O epicentro de No terramoto de 1975 - a notável obra do meu irmão Tomás que Rui Ramos considerou «o mais importante e interessante livro escrito sobre a revolução por ocasião dos seus 50 anos» - é um episódio que, apesar de noticiado à época, não mereceu atenção. Em resumo - porque tudo está relatado e bem documentado no livro -, em 1975 os trabalhadores metalúrgicos da Molaflex, assistindo à degradação da empresa desde que o seu patrão - o meu Pai, Ruy Höfle de Araújo Moreira - fora preso há mais de cem dias por Eurico Corvacho - o gauleiter do Conselho de Revolução para o Norte - pronunciaram-se pacificamente contra a detenção à porta do Quartel de Santo Ovídio, no Porto.


Convocada pela comissão de trabalhadores da empresa, a manifestação foi violentamente reprimida pelos militares. O meu Pai, que estava em isolamento e não poderia conhecer ou tampouco incentivar o protesto, foi transferido para Lisboa pela calada da noite. Durante dias, a família não soube do seu paradeiro. Os partidos democráticos, que se opunham ao jugo gonçalvista, ficaram em silêncio.

O livro faz justiça aos que desmentiram a ‘luta de classes’, contextualizando as circunstâncias históricas em que se deu a detenção arbitrária do meu Pai e descrevendo as tentativas vãs de o envolverem numa conjura em que nunca participou. Sim, o meu Pai fez parte dos que bem cedo denunciaram que a revolução havia sido capturada por quem tinha como missão oferecer Angola aos soviéticos, coletivizar a economia e controlar os movimentos sociais. Mas essa denúncia não constituía crime

E, quando ficou claro que era inocente, mantiveram-no preso com o objetivo de atingir a sua empresa. À libertação tardia seguir-se-ia um incêndio na Molaflex por fogo posto, que interrompeu a produção por largos meses e coincidiu com um atentado bombista à casa de família.

Cinquenta anos depois, a história oficial só nos fala da rede bombista de direita, só nos narra histórias em que os trabalhadores se revoltaram contra os patrões capitalistas e só nos faz crer que, por seremos livres, temos uma dívida para com militares que traíram e envergonharam a farda. Mas, na verdade, somos livres apesar deles e graças aos que combateram os seus desmandos.

Os piores ‘orientaram-se’: Corvacho e Rosa Coutinho montaram um chorudo negócio de import/export com Angola, cobrando ao MPLA pelos serviços prestados. 
Já o esbirro que ainda hoje se vangloria de ter detido o meu Pai, de seu nome Boaventura Ferreira, acabaria condecorado por Marcelo com a Ordem da Liberdade
Esse ‘herói’ entrou no gabinete do meu Pai para o prender sem mandado de captura e com capangas armados até aos dentes. Encontrou-o a trabalhar, pois recusara-se a fugir mesmo sabendo que a canalha o ia prender.

Os empresários do antigo regime que fugiram, e viram as suas grandes empresas nacionalizadas, refizeram os negócios à custa de indemnizações compensatórias e de novos privilégios corporativos, enquanto o meu Pai e tantos outros tiveram de resgatar as suas empresas intervencionadas ou sabotadas por comunistas e pela soldadesca a soldo. Não beneficiaram de apoios e foram esmagados pela falta de crédito, dada a má vontade e incompetência dos bancários da banca nacionalizada, que depois se converteram ao capitalismo e se transformaram em banqueiros de sucesso.

Ao nosso Pai nem sequer lhe pediram desculpa pelo cativeiro, pelo dano físico e moral, pelo insulto, pelo impacto na família, pela destruição patrimonial. Os trabalhadores, que o acolheram com foguetes no dia em que regressou, mantiveram o seu emprego, mas a empresa nunca recuperou a pujança do passado. E o meu Pai nunca mais voltou a ser o mesmo: perdeu a saúde e o otimismo mas uniu-nos a todos, de dentes cerrados, até ao fim.

Agora, o Tomás faz-lhe justiça, com sobriedade e sem comiseração. Na apresentação do livro revi muitos dos antigos trabalhadores, que encontro quando vou a São João da Madeira ou à nossa quinta em Milheirós, ali ao lado. 
Para eles, serei sempre, e com orgulho, ‘o filho do senhor Ruy’. 
Os netos e bisnetos do meu Pai, que não o conheceram, e os que lerem o livro perceberão por que razão será sempre o nosso querido herói. 
Cinquenta anos depois, quando tudo parece esquecido neste país anestesiado pelos supostos brandos costumes, é importante que haja pessoas como o Tomás para tratar da amnésia

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

OBSERVO   CERTA   GENTE . . . . .
E interrogo-me se leram a nossa CRP. 
Quase certo que não leram, ou só leram o que lhes convém!

Querem lá saber - temos direitos - grunhem sempre

Mas todos temos.
Todos mas temos direitos, mas também deveres para connosco e para com a sociedade - ah…. isso não interessa para nada!

É que a CRP, no seu Art. 57º estabelece e bem o direito à greve, estipula que cabe aos trabalhadores definirem o âmbito de interesses a defender através da greve, que a lei não pode limitar esse âmbito, e define também a prestação de serviços mínimos para acorrer à satisfação de necessidades sociais impreteríveis.

E por isso, só bramando por direitos, na geração mais bem preparada de sempre há quem desconheça que os comboios são alimentados a energia eléctrica e que isso corre nas catenárias e no sistema que encosta às catenárias. 
Não convém mexer-lhes!
Como não convém saltar para a linha do Metro, pois há lá uma coisita que transporta a energia eléctrica!

A geração mais bem preparada de sempre e particularmente os que a manipulam, fingem que na CRP e nas leis consta a destruição de bens e equipamentos, privados e do Estado ou seja, de todos nós, a paralisação de infra-estruturas por recurso à violência, à invasão, à destruição.
NÃO!

A eventual paralisação de aviões, de comboios, de uma fábrica etc. deve ser feita no âmbito de uma greve, em que funcionários/ trabalhadores para defenderem as suas justas aspirações NÃO TRABALHAM num dado período de horas ou de dias, conforme LEGITIMAMENTE e LEGALMENTE decidirem
PONTO !

Uma manifestação pode entrar PACIFICAMENTE numa estação ferroviária, irromper por uma avenida, etc. mas NUNCA, numa central eléctrica por exemplo, ou interferir através de curiosos no controlo de um guindaste, ou de um rebocador, invadir embaixadas,  propriedade privada, incendiar, etc.

Consciência cívica, é um bem escasso em Portugal e, como em crescendo se vê, pela Europa também. 

E certa gentalha está sempre pronta a aliar-se a execráveis, a manipuladores, a inconfessáveis, a financiadores na sombra as mais das vezes com intuitos miseráveis, e a atentar contra tudo na sociedade em que gostam de viver.
Muito gostam de cuspir no prato da sopinha!

Tenham um bom dia.
Bom dia de trabalho ou lazer, bom início de fim de semana.
Saúde e boa sorte.
E muita pachorra para aturar isto.
E não digo mais . . . isso mesmo, pintassilgos não são pardais

AC 

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Oh QUE MAÇADA, . . . . TADINHA . . . 
Greta Thunberg deixa direção da flotilha. Segue agora em barco diferente, que já não é o mesmo de Mariana Mortágua
Ativista sueca deixou o barco que transporta a direção, onde segue Mariana Mortágua. Está entre os que acham que a comunicação da missão está demasiado virada para dentro.

Será que não se deu bem com a Mariana?
Ou com a Sofia?
AC

domingo, 6 de julho de 2025

ALBERGUE ESPANHOL  ou  SACO DE GATOS
Carneiro desenha secretariado sob o lema “incluir” para evitar liderança minada.
AC

segunda-feira, 23 de junho de 2025

COMO  ESPERADO

Dos mesmos do costume que bramam e MUITO BEM contra o que acontece por cá a muitas mulheres, aí estão alguns deles já a escrever - somos todos iranianos.

Já não lhes interessa o que por lá acontece por exemplo às mulheres.

Sou iraniano uma ova!

Lá porque os bombardearam - somos todos iranianos?

Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem depois, concordo ou discordo. Neste caso discordo. 

Irão, um regime horroroso em que as mulheres e não só estão como estão, são consideradas abaixo das pedras que atiram a algumas.

Naquele trágico 7 de Outubro também foram todos israelitas?

Nem Israel nem o Irão são flores que se cheirem. É a minha opinião, a respeitar como todas as outras, a com ela concordar ou discordar.

Direito internacional e direitos humanos prosseguem como letra morta. Sabe-se há muito.

Autores? Enumero só alguns.

EUA, Rússia, China, Israel, França, Alemanha, Reino Unido, Irão, Índia, Paquistão, Turquia, Venezuela, Cuba, Síria, Iémen, Arábia Saudita, Afeganistão, Ucrânia, Nigéria, África do Sul, etc. 

PAZ? Isso não interessa nada, certo? INTERESSES!

AC

sexta-feira, 6 de junho de 2025

SÓ  CEM ?

Cem militantes do Bloco de Esquerda do distrito de Santarém anunciaram as razões para se terem desfiliado do partido “ao longo dos tempos mais recentes”, numa carta a que o Observador teve acesso. A missiva, intitulada “Porque saímos do Bloco de Esquerda”.

AC

domingo, 20 de abril de 2025

PASSAM  OS  ANOS . . . 
. . . . . . . 
É verdade que os valores de "pátria", "patriotismo", "sentimento nacional", pelo seu teor afectivo, de cariz irracional, não costumam ser reivindicados pela esquerda
É um erro funesto. 
Nenhuma revolução triunfou com argumentos meramente ideológicos.
(Eduardo Lourenço, O Labirinto da Saudade)

Passam os anos e não tomam atenção a esta realidade.
Depois queixam-se.

António Cabral

segunda-feira, 31 de março de 2025

A ESQUERDA E O JORNALISMO
(desculpe-se o pleonasmo!)

O actual PM ou seja, a pessoa que no presente e ainda que o governo tenha caído na AR na sequência do chumbo da moção de confiança é a que tem a responsabilidade primeira pela governação do país, foi ao hospital de Santa Maria pois teve um problema de arritmia coisa que, como o próprio confessou umas horas mais tarde quando saiu do hospital, o aflige de vez em quando.

A minha presunção é que, desta vez, a crise poderá ter sido superior a outras e, talvez por isso, a prudência em ir rapidamente ver o que se passava. E, a crer nos OCS, esteve no hospital 8 ou 9 horas.

De acordo com o que foi noticiado e que parece corresponder inteiramente à realidade verificada, o PM foi rapidamente atendido e não esteve uma ou mais horas na fila da urgência.

Pessoalmente, parece-me uma circunstância normal e não atentatória ao respeito devido aos cidadãos sofredores que estavam nas salas de espera do hospital com fitas nos pulsos, de cor verde ou amarela.

Podendo estar errado, a mim parece normal, adequado, ter-se tudo passado assim, por razões que se me afiguram óbvias mas que, aparentemente, para a bolha mediática citadina, que vai da cor rosa aos vários tons de vermelho, não será óbvio.

Porque não se dirigiu logo o PM a hospital privado? 
Estava mais perto de um privado ou de Santa Maria?
Será que telefonaram para dois ou três e cardiologista não estaria nesse momento disponível, e daí Santa Maria rapidamente?
Terá sido conselho do seu médico dadas as crises anteriores?

Ah, falta pelo menos equacionar se a crise não foi fraca mas, já agora, convinha fazer um número eleitoral, e demonstrar a devoção de alma e neste caso, mesmo do coração?

Deixo tudo isso aos jornalistas e chefes de redacção da treta, particularmente do Correio da Manhã, do "Perdócio" e dos canais de televisão.

É como estamos, como continuamos. Mal!

Tenham um bom início de semana.
Amanhã chega a chuva. Bom dia, saúde e boa sorte.
António Cabral

terça-feira, 22 de outubro de 2024

QUANTOS DA CLIQUE ACTUAL O LERAM?
A Leitão, o Pedro, o rapazito do Norte, a Isabel, etc?
Na eventualidade de o conhecerem, perceberam?

Será que percebem o que é, de facto, construir uma nova vida?
Uma vida decente, um país decente, onde se respeite verdadeiramente a Constituição, em vez de bulhar por coisas fracturantes?

AC

segunda-feira, 23 de setembro de 2024

EUTANÁSIA.
MEMÓRIA SELECTIVA DE UNS
CHICO-ESPERTICE DE OUTROS
AUSÊNCIA DE RIGOR DE MUITOS
DESCARADA AUSÊNCIA de VERGONHA na CARA de MUITOS

Já escrevi umas palavras a propósito da lei da eutanásia que espera regulamentação desde há muitos meses antes da tomada de posse do actual governo em 10 de Março passado salvo erro.

Em poucas palavras vou repetir-me.

É minha convicção que o actual governo arrastará o processo da regulamentação ao limite, embora mesmo sabendo que não existe legalmente "suspensivo", creio legítima a auscultação do TC.
É um assunto complexo.

Respeito, sempre, a opinião de outrem, discordo umas vezes concordo outras.

Neste caso, Eutanásia, o que acho interessante em pessoas como algumas deputadas do PS ou outras criaturas muito nervosas e estridentes, é apontarem o dedo e bem ao actual governo, mas nada referirem quanto ao facto de António Costa ter tido a oportunidade de começar a regulamentação desde o dia a seguir à publicação em DR  da dita lei de 2023, e porfiar portanto que houvesse um projecto de regulamentação já em estado avançado em 10 de Março passado.

Terá rasgado o projecto de regulamentação, ou entregou-o a Montenegro e este é que o rasgou?

António Cabral (AC)

quinta-feira, 20 de abril de 2023

ESQUERDALHADAS e DIREITOLAS
(venha o diabo e escolha mas, . . . . . . . . creio que não escolhia, fugia)

A propósito de Lula e com incidência sobre a visita que Marcelinho decidiu salvo erro em Dezembro passado (creio que o video que evidencia o convite é dessa altura) convidá-lo para cá vir e tê-lo na AR no dia 25 de Abril deste ano, anda por aí desde há tempos uma algazarra em que, na maioria dos casos, a coerência e a honestidade intelectual estão ausentes.

Desde o berro junto do Ipiranga que a história mostra amores e desamores entre nós e os nossos "patrícios" na América do Sul.

Como é usual na maioria dos portugueses, a ponderação no âmbito da maioria das situações na nossa vida (futebol, política, ambiente, cultura, economia, etc.) é quase sempre histérica e incoerente e, na boca dos políticos actuais então é, normalmente, de confrangedora imbecilidade.

Naturalmente que não é monopólio dos portugueses, pois a maioria das populações por esse mundo fora cada vez se move mais pela ausência de racionalidade, por modas, e demonstra crescente ignorância da realidade da vida, da realidade histórica, da realidade que explica o que nos chega ou não à mesa, a casa. 

Por exemplo, quando se olha para a zona da guerra actual é curioso observar os posicionamentos do Turco/ muçulmano Erdogan que ainda hoje agita o que aconteceu imediatamente antes /durante e após a I GG e designadamente o que as então potências Ocidentais "escreveram" como tratados.

Mas voltando aos actores políticos caseiros a propósito da inarrável criatura que dá pelo nome de Lula, o convite Marcelista foi certamente feito na senda do que Marcelo é, pensa em si e em mais ninguém.
Tenho o legítimo direito de desconfiar disto tudo, ainda por cima sabendo-se o que anda a circular nos OCS relativamente a certas coisas em terras Brasileiras.

Como é usual na maioria dos portugueses, a ponderação no âmbito da maioria das situações na nossa vida é confrangedora e esquecem-se que os países se movem sempre por interesses. A demagogia e as modas e outras barbaridades são acenadas e engendradas pela canalha bem conhecida e com propósitos que a maioria nunca percebe.

O Brasil conduz a sua política externa como bem entende. Ponto final parágrafo. Tal como Portugal deve fazer. Tal como fazem TODOS.

Lula é russófilo? É comuna? Não faço ideia nem me interessa. Que andou anos e anos junto de muitos dos maiores facínoras mundiais é indesmentível.

Não sei exactamente quantos milhões são os brasileiros, são muitos milhões, são muitos milhões de bocas para alimentar, e sei que há muita miséria no Brasil, como há muita riqueza, como tem um potencial descomunal.

Recordo os anos em que certas produções Brasileiras no campo agro-alimentar foram dificultadas pelos EUA. É de recordar certas envolventes á volta da vida da Petrobras. Etc.

Parece-me natural que o Brasil queira ter um lugar mais forte na cena internacional. No plano "potencial" Portugal e Brasil não têm comparação possível, opinião pessoal, naturalmente, mesmo tendo em consideração a ZEE e o seu potencial.

Para alguns, pouco importa de quem partiu a ideia de convidar Lula da Silva. A mim importa-me, e estou convicto pelo video que é público, pela maneira de ser hipocondríaca, que a origem é óbvia.

O que para mim é agora delicioso, a confirmar-se a notícia que já circula por aí, é que Lula estará a léguas e em território espanhol quando começar a sessão solene na Assembleia da República no próximo dia 25 de Abril. 

Que chapadão oh Marcelo e Augusto, que chapadão vocês levam. 
Por aqui se vê, também, os interesses. 
Quando começarem as algazarras na AR a criatura deverá estar em Espanha. E S P A N H A A A A A A!
AC  

segunda-feira, 11 de abril de 2022

CONDECORAÇÕES

O Presidente da República, na senda dos seus antecessores, TODOS, condecora a metro ou ao Kilo.

A propósito das comemorações dos 50 anos passados sobre o 25 de Abril de 1974, que terão certamente o seu ponto alto em 2024, de acordo com os OCS e nada desmentido, o PR vai superar em muito as milhares de condecorações de todos os seus antecessores. Fica-me até a dúvida se Marcelo quer apenas ficar como o que mais condecorou de todos os PR do regime democrático ou, quer condecorar mais do que o somatório de condecorações dadas por todos os anteriores inquilinos de Belém.

No meio de mais uma telenovela em que Marcelo sempre se deleita, e depois de insinuações surgidas nos OCS de que Marcelo assinava de cruz a lista de pessoas a serem condecoradas elaborada Vasco Lourenço, surgiu a notícia de que Marcelo concordando com Vasco Lourenço queria condecorar os falecidos, Almirante Rosa Coutinho, General António de Spínola e General Costa Gomes.

Creio que pouco demorou a sair notícia complementar ao assunto em que, não, não seriam condecorados só esses mas, toda a Junta de Salvação Nacional (JSN), cujos rostos nos entraram em casa pelos televisores logo que consumada a revolta militar que abriu caminho à Democracia.

Como sempre acontece, haverá quem esteja contra estas condecorações e haverá quem com elas concorde.

Uma parte da "trupe" que com assiduidade dá prova de vida seja sobre o que for mas querem é dizer que estão vivos, veio agora dar à luz do dia mais uma das suas cartas. Esta, para se insurgir contra a intenção de Marcelo querer condecorar todos os membros da dita JSN e designadamente condecorar Spínola.

Nessa condenação recordam factos imputáveis ao General Spínola como, não teria querido a libertação imediata de todos os presos políticos, aparentemente não teria querido acabar de imediato com a PIDE, teria algumas reservas ao fim imediato da guerra em África. Tanto quanto julgo saber, factos com suporte na realidade e a que se podem juntar outros, como a cena MDLP.

Pessoalmente não dou para este peditório das condecorações. Mas não tenho nenhumas dúvidas de que justiça devia ter sido feita em devido tempo a muitos militares envolvidos no 25 de Abril de 1974, julgando que parte do que por aí se noticia agora tem um pouco a ver com uma justiça tardia. Mas 5000............

Voltando à carta da "trupe", mais uma vez me delicio com a coerência desta gente. Que eu saiba, vários dos signatários tiveram uma proximidade pessoal e política muito grande com o falecido Presidente da República Mário Soares. 

Será que se revoltaram junto do então PR para que ele não designasse Spínola Chanceler das Ordens Honoríficas?

Será que também se revoltaram para que o então PR não promovesse discretamente junto do governo de então o regresso à vida militar e a alto cargo de um anterior candidato presidencial ?

Ou, será que se revoltaram nos dois casos mas o então PR, na sua sabedoria, lhes explicou o sentido dessas suas decisões,  que seriam passos mais para a pacificação da sociedade portuguesa? Estas criaturas continuam a não perceber certas coisas. Sinceramente, é o que me parece.

Continuo com a convicção de que, se Mário Soares não tem escrito o seu livro, e Spínola não tem também publicado o seu, a revolta militar demoraria mais tempo a chegar. Nunca se saberá.

AC

domingo, 2 de janeiro de 2022

LIDO POR AÍ

...."os economistas de esquerda que ainda possam existir no PS convencerão os respectivos dirigentes de que o discurso das "contas certas" é tecnicamente errado e de direita".

Este é um sonho de alguns. Legítimo, em democracia.
Um exemplo claro do que pensam uns milhares de portugueses, ditos de esquerda. Ou não serão assim tantos mas com oratória convincente para milhares, que não raciocinam e acreditam que tudo poderá cair do Céu?
As contas não devem ser certas, dizem e, portanto, digo eu, se os défices e as dívidas externa e das famílias forem crescendo, de algum lado terá de vir dinheiro para os atenuar / cobrir. Ou isto é errado?
Será a Alemanha a fazê-lo?

Na democracia é lícito ( e ainda bem) todos exprimirem os seus desejos, opiniões, sonhos. Mas sonhos são sonhos, realidades concretas e terrenas são realidades.
Na realidade da vida as coisas têm um preço. 
Ninguém me dará um serviço nacional de saúde decente se a economia não suportar os vencimentos do pessoal e a modernização/ substituição de equipamentos e manutenção de infra-estruturas de saúde.
Ninguém me vende leite e pão, gasolina, roupa, medicamentos, se não tiver dinheiro para os pagar.

Não sou economista, nem especialista em macro ou micro, ou em finanças públicas. É para mim claro que as regras presentes da UE asfixiam países como o nosso.
Mas daí a dizer o que acima está transcrito .........Enfim.
AC

terça-feira, 20 de outubro de 2020

CHOVE, e MUITO

Não, não chovem alhos!

Mas alhos e bugalhos é exactamente o que se observa nas estridentes e patéticas declarações, discursos e entrevistas, com que nos aborrecem diariamente. Usando a sinalética meteorológica, em todos os distritos isto está vermelho e cor de rosa.
AC

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

100 % de ACORDO
Uma das desgraças do Portugal de hoje é ter os antigos defensores das diversas versões do totalitarismo comunista transformados em grandes defensores da Democracia. Os inimigos de sempre do sistema capitalista, os cegos de ontem que confundiam uma ditadura com uma ‘democracia avançada’ e os autistas que ainda há pouco tempo defendiam que a revolução bolivariana de Hugo Chavez era sinónimo de prosperidade económica — são estes os novos defensores do Estado de Direito (Luís Rosa)
AC

domingo, 28 de junho de 2020

A PROPÓSITO da PANDEMIA
A pandemia colocou a nu imensas coisas no nosso desgraçado e massacrado País.
Por outro lado, a coberto da pandemia, criou-se muito nevoeiro ou seja, como escrevi em posts anteriores, com a pandemia imensos assuntos e problemas ficaram no “limbo”. 
Muitos, muito convenientemente para a tralha dirigente, ficaram esquecidos.
Porventura, entre os vários aspectos negativos surgidos, pode ter sido um certo exacerbar de questões e dificuldades sociais, pobreza extrema, pobreza, indiferença, radicalismos vários, intolerância, etc.
Como sempre acontece, dirigentes nacionais e autárquicos houve que se têm saído melhor e outros nem por isso.
Mas, de entre muitas coisas que observei nestes últimos três meses, uma delas tem a ver com a conversa balofa, cheia de vacuidades, cheia de politicamente correcto mas, espremido, nem uma gota sai.
Por exemplo, anunciar a aprovação de um plano para integração de migrantes, um plano considerado como um instrumento estratégico para integrar pessoas e para fomentar coesão social é muito bonito, certamente, mas a conversa ser balofa e nada se explicar em concreto desse plano, como se concretizará no terreno, não passa de mais uma coisa para tuga tonto e embasbacado abrir a boca de espantação.
O que se vai fazer na prática? Que plano?
Como fazer? Que plano?
Surgem casas de repente? Que plano?
Surgem hipóteses de emprego? Que plano?
Nas zonas residenciais paupérrimas, vai melhorar o abastecimento/ fornecimento das “utilities”? Que plano?
Tanta conversa de chacha!!!! 
No fim, tudo na mesma mas com belos discursos.
AC

Ps: não estou a falar / escrever à toa, há disto por aí.

segunda-feira, 15 de junho de 2020

QUE SUSCITA ESTE TRECHO?
(sublinhados meus)

....As intervenções críticas que têm marcado a actualidade têm suscitado fortes reações por parte dos que assumem o papel de guardiães do velho consenso: académicos e outros intelectuais aposentados, o comentariado tradicional, grisalho e conservador — predominantemente masculino, branco, lisboeta e de uma certa classe social — que pulula um pouco por todos os jornais e televisões, interpretando a “realidade” nacional a uma só voz. A estes juntam-se também vários catedráticos, ainda no ativo, e funcionários superiores em instituições museológicas, bibliotecas e arquivos que emprestam o seu nome e título profissional ao serviço de narrativas edulcoradas e mitologizantes do passado colonial....


No mínimo, interrogo-me eu, os outros catedráticos no activo que se têm pronunciado, só esses é que contam?
E quanto ao grisalho e conservador, estão então a recuperar os tristes tempos de separação de gerações do tempo da troika em Portugal?
Lisboeta? Contam portanto, apenas, os bem-aventurados Coimbrões?
E narrativas, contam só as de um sentido?
Diversidade.... NÉPIAS.
Eloquente, esplendorosamente eloquente!
AC