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quinta-feira, 2 de julho de 2026

RELENDO   NOTÍCIAS . . . . .

Relendo notícias de há dias ou semanas, reparo com mais atenção para aspectos a que pouco liguei na primeira leitura, umas vezes apressado, outras cheio enojado pelo fedor que exalam.

Uma delas agora relida foi à volta dos aviões de combate da nossa Força Aérea (FAP), os F-16, que estão velhinhos e sobre os quais, há anos, um conhecido meu e elemento desse ramo das Forças Armadas (FA) me dizia com tristeza - "nem os rebites para eles fabricamos"! 
À volta sobretudo dos substitutos dos F-16!

Antes de continuar, e ainda que não fosse preciso, esclareço que não percebo nada do assunto. 

Mas penso pela minha cabeça e, além disso, tenho umas ténues luzes sobre Defesa Nacional (DN) e FA (que não são a DN, apenas um dos seus pilares, concretamente o militar) que advém do que ao longo do tempo fui absorvendo do meu melhor amigo militar (almirante reformado, que por seu lado tinha amigos em políticos e militares).

Uma coisa é certa, existe um documento que é o Conceito Estratégico de Defesa Nacional (CEDN) que data de há 13 anos e continua sem ser actualizado.
A par disto e como se não bastasse, o mundo está virado de pernas para o ar.

A nossa Constituição é clara (creio eu, mas há quem a interpreta de forma diversa) ao entregar a responsabilidade de política de defesa nacional aos governos.

Portanto, a compra ou substituição (por compra ou eventual empréstimo) de meios militares aos governos cabe definir. 

Estou a recordar-me da telenovela da compra/ substituição dos submarinos e lembrar-me: 

* que inicialmente deveriam comprados ser três (3 eram os então existentes) e acabaram por ser só dois tal o brutal encargo financeiro, 

* do degladiar por baixo da mesa e publicamente entre dois estaleiros (um francês, e um alemão que acabou por ganhar), 

* do feroz combate jurídico, de marketing, de assessoria, e de captação de apoiantes entre dois dos mais poderosos consórcios de advocacia nacionais, 

* que o processo se iniciou no final de governo socialista (PM Guterres, MDN Pena) mas que o assunto acabou por ser decidido estando no 7º andar do edifico ao Restelo Don Portas.

E recordando-me desta telenovela da qual desapareceram documentos, de onde muitos terão sido escondidos e/ ou destruídos (parece que as máquinas de triturar papel naquele famoso 7º andar quase estoiraram de tanto triturar) e outros levados para casa, a substituição dos F-16 tem trazido a Lisboa representantes e decisores muito importantes dos diferentes fabricantes de aviões de combate, americanos e vários europeus.

Como aconteceu na altura com os submarinos, é evidentemente natural que numa primeira fase os futuros utilizadores de armas sejam os primeiros a olhar para o assunto, neste caso dos aviões é a FAP. 

Creio que, quer agora quer como aconteceu com os submarinos, a decisão/ substituição já vem tarde. 
Tipicamente português, tipicamente de quem não tem dinheiro.

Andam por aí os importantes representantes dos vários fabricantes de aeronaves. Presumo que esses fabricantes andem já em companhia de poderosas sociedades de advogados, como é usual.

Mover-se-ão junto da FAP e dentro dela junto de determinados oficiais. Mover-se-ão junto do governo, particularmente junto do gabinete do PM, do MDN Melo, do homem das finanças. 

E no MDN andarão de certeza nos corredores do edifício de 7 andares ao Restelo, e junto dos principais conselheiros do MDN Melo, civis e militares, de que destes o actual Chefe do Estado -Maior General das Forças Armadas e ex chefe da FAP é o mais importante.

Uma das coisas para mim mais curiosas é, para além dos vários critérios para avaliação / comparação dos caças existentes  a questão do dinheiro, do encargo financeiro. Do brutal custo destes brinquedos e de como os pagaremos.

E na área do encargo brutal para o país as semânticas são deliciosas.

Estou convencido de que, para a esmagadora maioria dos portugueses é igual ao litro falar-lhes em LPM (lei de programação militar, raramente cumprida), orçamento próprio da FAP, etc. 

Face às notícias, às declarações de Nuno Melo, estou até convencido de que para a maioria pode ficar a ideia de que haverá maneiras diversas de pagar o brinquedo fora do OE ou melhor, que haverá vários sacos de dinheiro.

NÃO HÁ, HÁ SÓ O NOSSO DINHEIRO, O ESMIFRADO /COHIDO EM IMPOSTOS. 
DEPOIS INVENTAM ENGENHARIAS FINANCEIRAS.  
NÃO HÁ MILAGRES.

Vamos aguardar.

Bom dia, cuidado com o calor.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades.

AC

quinta-feira, 25 de junho de 2026

ATÃO
 

Como estamos neste campo?
Bem, não é verdade?
AC

CURIOSIDADES

CURIOSIDADES NO NOSSO PRESENTE? Existem muitas.

Uma, para mim naturalmente, é a telenovela PRR. 

O PRR Europeu, as massas que chegam de Bruxelas.

O PRR que incitou o patético Costa com o seu alvar sorriso a perguntar à Ursula - já posso ir ao banco?

No primeiro caderno do "de referência" de 29 de Maio passado, na página 33, uma coluna à esquerda (curioso) tinha umas linhas assinadas pelo inefável ministro da (dita) Economia e da Coesão (onde, qual?) Territorial. Qual era o título? Era este: O PRR melhorou e está em dia.

Logo na fase inicial do artigo de opinião ministerial, o dito ministro escreveu - afirmações sobre alegados atrasos na execução do PRR fazem parte da coreografia  típica das democracias.

Depois, o ministro escalpeliza a coisa e indica genericamente o que encontrou (atrasos) e de como as coisas estão.

Termina afirmando - o PRR não está atrasado; todas as subvenções atribuídas  a Portugal serão executadas; nenhum investimento  essencial ficará por realizar.

Reli hoje o artigo.

Depois pus-me a pensar onde, em que parte do artigo "esta outra peça" encaixa:

Municípios pedem financiamento para obras atrasadas do PRR. Governo manda apressá-las
Com o prazo a esgotar-se, câmaras municipais apelam à criação de fontes de financiamento para as obras que têm em curso. Castro Almeida apela a que façam “o máximo possível” até Agosto
.

Será que algumas coisas, por exemplo no âmbito de algumas câmaras municipais, não são investimentos essenciais?
Bom dia, tenham uma boa 5ª Feira.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Boa sorte e felicidades.

António Cabral (AC)

quarta-feira, 17 de junho de 2026

A  PROPÓSITO . . . . . 

A propósito dos dislates (respeito, SEMPRE, a opinião de outrem, registo, depois concordo, discordo, comento se me apetecer) de que me apercebi nas últimas semanas veio-me à mente o espelho, aquela coisa que muita gente não tem em casa ou, se tem, não cuida de nele se olhar e meditar.

O comentador mor via-se ao espelho o qual sempre lhe murmurou - sois Rei, sois Rei, sois Rei, sois amado, sois amado!

E a propósito da vida nacional e também disto, os espelhos, veio-me à mente não só os que não se olham ao espelho, como os que se olham e não percebem que melhor faziam ficar em casa e de boca fechada (Ferro, ring a Bell?) ou os que se julgam bons actores.

Refiro actores sem querer ofender os nossos actores de teatro e de cinema porque, de facto, no Parlamento, no governo, em certas instituições (que em vez de se centrarem no seu ofício/ cargo e área de responsabilidade fazem política, para o que não têm mandato) etc, vejo muitos que não se observam por dentro do espelho nem em frente dele.

Muitos que por aí nos azucrinam a vida não têm consciência do seu papel / do que deveriam fazer no campo do serviço público/ no serviço à República, e muitos até não têm consciência de nada.

Parafraseando uma coisa que um bom amigo me endereçou (umas boas tiradas de Ascenso Simões) não têm consciência de que deviam ficar em casa, definitivamente, e CALADOS, para bem da sociedade portuguesa.

AC

sexta-feira, 12 de junho de 2026

OLHAR   ALGO   ENVIESADO

Um conhecido ortodoxo depois convertido aos prazeres e luxos dos salões europeus e nacionais, vem destilando o seu veneno sobre o actual governo MontesNegros.

Pessoalmente concordo com ele em várias críticas. 

Montenegro, como aliás eximiamente fez Costa, vai tratando de pescar no mercado eleitoral. 
Mercado recheado de milhões de papalvos (lamento meus caros concidadãos, mas cada vez mais me parece ser a triste realidade da sociedade onde vivo, no regime em que me sinto bem) que não pensam profunda e seriamente nos nossos reais problemas, e passam anos a deixar-se enganar por PSD's, PS's e mais recentemente Chega's.

E isso deriva de pouca cultura, por mais gerações as mais bem preparadas de sempre! 

Nem tudo o que dizem e defendem PSD e PS é sempre mau ou está mal, como também se passa com o PCP que tem razão em algumas coisas que aponta. O Chega, aqui e ali, fala de algumas tristes realidades na nossa sociedade, o pior é o resto.

Mas voltando ao orto doxo, ele lembra um seu amigo ex várias coisas, amigo que tem denunciado aspectos com implicações directas no aumento da dívida pública, e lembra a questão do défice e regras da UE.

Da maneira como vai o mundo, é mais que provável que a nossa frágil economia se ressinta, e acontecendo isso, as contas tenderão a nada certas ficarem.

A ficarem complicadas as contas, quero ver como é que aumentam salários, como é que aumentam os miseráveis salários médios que quase são mínimos, e particularmente como é que aumentam (cumprindo anúncios e promessas) militares e os agentes das várias forças de segurança.

A ficarem complicadas as contas, quero ver como vai correr o aeroporto, a intenção de substituirem aviões e mandarem construir mais navios para a Marinha, o TGV, os trabalhos vários e muitos atrasados na ferrovia nacional, a reconstrução no interior do país, etc.

O que o ortodoxo também podia ter referido é que os cortes e cativações executadas pelo amigo naquele fantástico período de 8 anos e umas semanas manteve as contas certinhas é verdade, mas teve reflexos no Estado social que, inevitavelmente, se iria sentir mais tarde, claro.

Veja-se não terem tratado nesse fantástico período das carreiras de médicos e enfermeiros e outros funcionários do SNS, das carreiras de professores, veja-se a travagem na modernização de equipamentos hospitalares etc.

Enfim, alguma evidente razão nas críticas a este inarrável governo de Montenegro mas, como habitualmente típico, um olhar um bocado enviesado, e quanto a rigor a sério . . . . .  Va de retro satanás!

AC

quinta-feira, 11 de junho de 2026

10  JUNHO  e  MAR

Disse Fernando Pessoa,

"Meu coração é um pórtico partido, dando excessivamente sobre o MAR"

Terá sido por erradamente interpretarem esta frase que, os sucessivos PR e sobretudo os sucessivos governantes e deputados do PS e do PSD sempre tanto (???) ligaram ao MAR durante décadas, e às nossas ZEE e à responsabilidade que decorre da jurisdição que sobre essa imensidão temos?

O tanto que há décadas essas criaturas ligaram/ ligam ao Mar / aos Oceanos pode ser avaliado olhando o estado da Marinha, da Força Aérea, da marinha mercante, da marinha de pesca, da marinha de recreio, dos portos, da fiscalização costeira e oceânica, da investigação no mar !

Não me estou a referir aos muitos e grandiloquentes discursos e promessas de décadas/ anos, mas sim às realidades, aos sucessivos OE, às coisas concretizadas.

Bom dia, tenham uma boa 5ª Feira.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades.

AC

sexta-feira, 22 de maio de 2026

PRR: Plano vai ser 100% executado se "não houver anormalidades"
O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, defendeu hoje, em Lisboa, que o Plano de Recuperação e Resiliência vai ser 100% executado se, até ao final do ano, "não houver anormalidades"
.
AC

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Quando no presente vejo certas decisões sobre meios para as Forças Armadas, 

quando me recordo que Portugal com os "sabichões" (??) de então (civis e militares) redigiu em 2013 um chamado Conceito Estratégico de Defesa Nacional, 

quando verifico um mundo completamente às avessas e que praticamente nada tem a ver com 2013, 

quando vejo ideias (???) difíceis de adjectivar para colmatar questões de efectivos, 

ah, apetece-me muita coisa e muito por exemplo olhar ao que Eça considerava da nossa Marinha em 1900.

E o que diria hoje Eça sobre o oferecer a carta de condução, ou convidar juventude para ver noites estreladas dentro de um
quartel como uns tontos propuseram não há muitos anos?

António Cabral (AC)

A Marinha, segundo Eça de Queirós:

(...)

Mas, meus senhores, antes de tudo, nós não temos marinha! Singular coisa! Nós só temos marinha pelo motivo de termos colónias — e justamente as nossas colónias não prosperam porque não temos marinha! Todavia a nossa marinha, ausente dos mares, sulca profundamente o orçamento. Gasta 1159 000$000!

Que realidade corresponde a esta fantasmagoria das cifras? uns poucos de navios defeituosos, velhos, decrépitos, quase inúteis, sem artilharia, sem condições de navegabilidade, com cordame podre, a mastreação carunchosa, a história obscura. E uma marinha inválida. A D. João tem 50 anos, o breu cobre-lhe as cãs: o seu maior desejo seria aposentar-se como barca de banhos.

A Pedro Nunes está em tal estado, que, vendida, dá uma soma que o pudor nos impede de escrever. O Estado pode comprar um chapéu no Roxo com a Pedro Nunes — mas não pode pedir troco.

A Mindelo tem um jeito: deita-se. No mar alto, todas as suas tendências, todos os seus esforços são para se deitar. Os oficiais de marinha que embarcam neste vaso fazem disposições finais. A Mindelo é um esquife — a hélice.

A Napier saiu um dia para uma possessão. Conseguiu lá chegar; mas exausta, não quis, não pôde voltar. Pediu-se-lhe, lembrou-se-lhe a honra nacional, citou-se-lhe Camões, o Sr. Melício, todas as nossas glórias. A Napier insensível, como morta, não se mexeu.

Das 8 corvetas que possuímos são inúteis para combate ou para transporte — todas as 8. Nem construção para entrar em fogo, nem capacidade para conduzir tropa. Não têm aplicação. Há ideia de as alugar como hotéis. A nossa esquadra é uma colecção de jangadas disfarçadas! E este grande povo de navegadores acha-se reduzido a admirar o vapor de Cacilhas!

Têm um único mérito estes navios perante uma agressão estrangeira: impor pelo respeito da idade. Quem ousaria atacar as cãs destes velhos?

Já se quis muitas vezes introduzir nas fileiras destes vasos caducos — alguns navios novos, ágeis, robustos. Tentou-se primeiro comprá-los.

Sucedeu o caso da corveta Hawks. Era esta corveta uma carcaça britânica, que o Almirantado mandava vender pela madeira — como se vende um livro pelo peso. Por esse tempo o Governo português — morgado de província ingénuo e generoso — travou conhecimento com a Hawks, e comprou a Hawks. E quando mais tarde, para glória da monarquia, quis usar dela, a Hawks, com um impudor abjecto — desfez-se-lhe nas mãos!

Estava podre! Nem fingir soube! Tinha custado muitas mil libras.

Tentou-se então construir em Portugal. Sabia-se que o Arsenal é uma instituição verdadeiramente informe: nem oficinas, nem instrumentos, nem engenheiros, nem organização, nem direcção. Tentou-se todavia — e fez-se nos estaleiros a Duque da Terceira. Foi meter máquina a Inglaterra. E aí se descobre que a tenra Duque da Terceira, da idade de meses, tinha o fundo podre! Foi necessário gastar com ela mais cento e tantos contos.

Nova tentativa. Entra nos estaleiros a Infante D. João. 87 contos de despesa. Vai meter máquina a Inglaterra. Fundo podre! O Arsenal perdia a cabeça! Aquela podridão começava a apresentar-se com um carácter de insistência verdadeiramente antipatriótica! Os engenheiros em Inglaterra já se não aproximavam dos navios portugueses senão em bicos de pés — e com o lenço no nariz. As construções saídas do Arsenal sucumbiam de podridão fulminante. A Infante D. João custou em Inglaterra, mais cento e tantos contos!

O Arsenal, humilhado no género navio, começou a tentar a especialidade lancha.

Fez uma a vapor. Lança-se ao Tejo, alegria nacional, colchas, foguetes, bandeirolas... E a lancha não anda! Dá-se-lhe toda a força, geme a máquina, range o costado — e a lancha imóvel! Mas de repente faz um movimento... Alegria inesperada, desilusão imediata! A lancha recuava. Era uma brisa que a repelia. Em todas as experiências a lancha recuava com extrema condescendência: brisa ou corrente tudo a levava, mas para trás. Para diante, não ia. Pegava-se! O Arsenal tinha feito uma lancha a vapor que só podia avançar — puxada a bois. O País riu durante um mês. O Arsenal roeu a humilhação, encetou a espécie caíque. Ainda o havemos de ver, no género construção em madeira, cultivar — o palito!

A nossa glória, inquestionavelmente, é a Estefânia. Parece que poucas nações possuem um vaso de guerra tão bem tapetado! O orgulho daquele navio é rivalizar com os quartos do Hotel Central. E um salão de Verão surto no Tejo. E no Tejo realmente dá-se bem. No mar alto, não! Aí tem tonturas. Não nasceu para aquilo: um navio é um organismo, e como tal pode ter vocações: a vocação da Estefânia era ser gabinete de toilette. E pacata como um conselheiro. E uma fragata do Tribunal de Contas! Por isso quando a quiseram levar a Suez, quantos desgostos deu à sua Pátria! quantas brancas fez à honra nacional! É verdade que os cabos novos, da Cordoaria Nacional (sempre tu, ó terra do nosso berço!) quebraram como linhas, e ninguém lhes pode contestar que tivessem esse direito. A marinhagem também não quis subir às vergas (opinião respeitável, porque a noite estava fria). Alguns aspirantes choraram de entusiasmo pela Pátria. O capelão quis confessar os navegadores.

O caso foi muito falado nesse tempo. Mais celebrado que a descoberta da Índia.

Essa só teve Camões que naufragou; — a viagem da Estefânia teve o Sr. O. Vasconcelos que arribou! Tanto é semelhante o destino dos que cultivam o ideal! O facto é que desde então brilha no Tejo, tranquila, reluzente e vaidosa — a Estefânia, corveta mobilada pelos Srs. Gardé e Raul de Carvalho.

(…)

Eça de Queirós, «A Marinha e as Colónias», em Uma campanha alegre (1890-1891)

sexta-feira, 10 de abril de 2026

ISTO É O PÃO NOSSO CADA DIA
Persistência dos buracos em muitas ruas e estradas municipais e nacionais tem obviamente um intuito louvável, ajudar os cidadãos a verificar quer o estado dos pneus quer sobretudo das suspensões do seus carros.

De louvar, não é de refilar! 

Bom dia tenham uma boa 6ª Feira
Saúde e boa sorte.
AC

segunda-feira, 30 de março de 2026

A REALIDADE da VIDA,
CIÊNCIA, POLÍTICA, ESTRATÉGIA, ESTADO

A ciência política estuda a política.
A política em si mesma não é uma ciência, é uma actividade humana.
Tem por objecto a conquista do poder no âmbito do Estado e a sua  manutenção e o seu exercício.

A política talvez se possa considerar de alguma forma o limite superior da estratégia, é uma doutrina de fins, enquanto a estratégia é uma doutrina de meios e independente de qualquer referência ideológica.

Por grande ignorância, à mistura com doses avultadas de arrogância, incompetência, imoralidade e ausência de ética é que se está no descalabro actual (opinião pessoal, naturalmente).
Descalabro actual que é fruto de décadas perdidas.

Muitos enchem a boca com a estratégia!
Estratégia, impulso reformista, casas para todos daqui a dez anos, reformas, reformas, reformas.

Perceberão alguma coisa de estratégia, a sério ?

Quando estão formalmente no poder prometem e não fazem, PS e PSD, e sobretudo PS, basta ver os extraordinários 8 anos e semanas.

PS então tratou de engordar o execrável Chega, que está na AR por escolha legítima de muitos dos meus concidadãos mas, repito o que venho dizendo, considero que escolheram mal. 
Tem que democraticamente respeitar-se, mas considero que escolheram mal.

Até porque porque me lembro disto - "entre os homens e as coisas estão as palavras; Quem usa as palavras supondo que são as coisas, ou quem usa as palavras pensando que são os homens, ilude-se; Mas também quer iludir os outros".
 
Continuam a iludir-nos, TODOS, do Chega ao PPP, mas o trágico é que imensos dos meus concidadãos vão na conversa.

AC

domingo, 29 de março de 2026

A  PROPÓSITO DOS CAMINHOS DE FERRO

RECORDANDO

Recordando para podermos avaliar quanto e muito de certeza avançámos . . . . Estávamos a pouco tempo do fim de extraordinários 8 anos e semanas!

Bom dia, tenham um bom Domingo.
Saúde e boa sorte.
AC

sábado, 21 de março de 2026

I N E F I C A Z

- COMPETÊNCIA   sem   AUTORIDADE

- AUTORIDADE   sem   COMPETÊNCIA

AC

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

INCOERÊNCIA  e  os  sem VERGONHA
Abateu-se sobre imensas regiões de Portugal Continental uma tragédia desenhada pela mãe Natureza. Começou a 28 de Janeiro p.p., continua no dia de hoje, prosseguirá mais uns dias.
Consequências? Terríveis! 
Consequências que perdurarão não por meses, porventura anos.

Creio que não estou enganado: antes de 25 de Abril de 1974 o caudal do Mondego e do Douro por exemplo não estavam relativamente controlados por barragens e diques como no presente.

Idem para certos diques no Tejo, que minimizam inundações a jusante de Abrantes e Santarém. E barragens.

A realidade é que a situação é tão gravosa que se coloca neste momento o risco sério de diques no Mondego colapsarem. COLAPSO.

Mesmo com barragens e diques, se a mãe Natureza se zanga  anormalmente os resultados são maus apesar de todo o esforço em controlar as águas.
Porque falta muita coisas e a hidrologia.
Porque designadamente o Douro e o Tejo nascem em Espanha, país vizinho com o qual apesar de tudo parece haver protocolos e  procedimentos harmonizados connosco para a operação coordenada das barragens nas épocas em que a natureza fica demasiado zangada.

Mesmo com anos de maior controlo dos caudais, as zangas iradas da natureza não se compadecem com as bacoradas dos humanos e no concreto com as bacoradas de muitos portugueses, responsáveis (formalmente) diversos e nomeadamente titulares de órgãos de soberania e cidadãos comuns.

A começar em alguns concidadãos, ignorantes, arrogantes, e inconscientes, que entendem que - no meu terreno faço o que me apetece, construo onde me apetecer.
"Maria, olha aqui, a poucos metros da água podemos fazer uma casinha, ficamos com uma vista porreira, posso pescar e depois se podermos compramos um barquito à vela!

Licença camarária? PDM? Etc. Era só o que faltava.

"Zé, tá li um fiscal"  . . . . 

A questão dos PDM e do papel das autarquias no edificado português devia ser avaliado no âmbito do que creio vai ser trabalhado face à catástrofe que se abateu sobre Portugal.

Voltando às barragens, a construção de barragens sempre tem sido depois do 25 de Abril um tema "querido" dos "fracturantes" e dos "inconsequentes".
Algumas dessas criaturas chatearam anos a fio. 
Só patetas, burros, ignorantes, insensíveis (deveria escrever sem empatia?) ou gente movida por interesses obscuros defende barragens.
Creio que essa posição é profundamente errada, mas registei essas posições e continuo a delas discordar.

Pessoalmente creio que foi uma medida acertada não construir a barragem que destruiria o vale do Coa.
Mas estou convicto de que o país devia ter mais barragens, nomeadamente para retenção de águas, e concretamente em certas áreas do Alentejo e no Algarve.
Admito, como sempre, estar a ver mal o assunto.

Repugna-me o que tem sido defendido por certa gente.
Mas repugna-me mais ainda o imobilismo de anos dos poderes públicos e nomeadamente do PS sempre pronto a imobilizar-se perante os das fracturas. 

AC

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

HÁ SEMPRE , 

muita legislação, 

muitas leis de base, DL, regulamentações, despachos, reuniões,

muitas indecisões, inações, incompetência, irresponsabilidade,

uma total ausência de sentido das responsabilidades,

uma total ausência de sentido de Estado,

uma total insensibilidade, 

um continuo SERVIREM-SE em vez de SERVIR a sociedade.


Não estou a protestar para ser do contra. 

Na minha vida profissional sempre fui coerente e sempre procurei ser decente e também por isso atingi o topo da carreira.

Na vida pessoal, particular, como na profissional, olho-me ao espelho sem vergonha, e de cabeça erguida.

Deixo em baixo um pequeno resumo de alguma legislação. Se lerem atentamente está tudo explicado, previsto, legislado, definido, bem construído, etc.

E, portanto, tudo funcionará como previsto!

Esqueceram-se de não prever:

- que ninguém quer ser ministro da maior parte das pastas

- por isso para cada governo tentam agarrar alguém dos próximos

- quando de uma remodelação ainda se torna mais complicado

- as alterações climáticas

ESQUECERAM-SE DE PROIBIR:

Tempestades sobre Portugal

Crises financeiras em Portugal


RESULTADOS à VISTA.

E se pegar neste exemplo, 

Marcelo Rebelo de Sousa criticou a existência de postes de eletricidade "do tempo da Maria Cachucha", inclusive com mais de 50 anos, e defendeu que o país não pode ter redes elétricas assim, ressalvando, no entanto, que houve aspetos que foram melhorados

gostava de perguntar ao professor Marcelo que a medo se insurge agora, ao longo dos seus 10 anos em Belém quantas mensagens dirigiu à Assembleia da República ao abrigo da sua competência constitucional, (alínea d) Art. 133º) ) insurgindo-se sobre distribuição de energia e estes postezinhos de madeira (neste descansa o pássaro)

onde penduram há décadas e DESDE antes do 25ABR74 os cabos eléctricos e os telefónicos, quantas vezes falou nisto ao seu amigo António Costa e a Luís Montenegro logo que assumiu funções e depois de lhes falar deu publicidade a essas preocupações, quantas vezes escreveu à EDP, à eRedes, à REN sobre as linhas de distribuição de energia por todo o país e depois deu público conhecimentos dessas pressões?

É por causa desta gente toda, sucessivos PR, governos, deputados, elites, dirigentes da EDP e REN etc. que estamos como estamos.

E tem a lata de dizer que Portugal é o melhor país do mundo!

E teve o descaramento de considerar que Portugal devia pagar indemnizações por certas pouca-vergonhas da história quando nem gastam dinheiro para não haver postezinhos e outras misérias.

Não estamos como estamos por acaso, estamos assim à sua/ vossa conta!

 António Cabral (AC)

Lei n.º 27/2006
 de 3 de Julho

 Aprova a Lei de Bases da Protecção Civil
 . . . . 

 Objectivos e princípios
 Artigo 1.º
 Protecção civil
 1 - A protecção civil é a actividade desenvolvida pelo Estado, Regiões Autónomas e autarquias locais, pelos cidadãos e por todas as entidades públicas e privadas com a finalidade de prevenir riscos colectivos inerentes a situações de acidente grave ou catástrofe, de atenuar os seus efeitos e proteger e socorrer as pessoas e bens em perigo quando aquelas situações ocorram.
. . . . . . . 
Artigo 32.º
 Governo
 1 - A condução da política de protecção civil é da competência do Governo, que, no respectivo Programa, deve inscrever as principais orientações a adaptar ou a propor naquele domínio.
 2 - Ao Conselho de Ministros compete:
 a) Definir as linhas gerais da política governamental de protecção civil, bem como a sua execução;
 b) Programar e assegurar os meios destinados à execução da política de protecção civil;


Decreto-Lei n.º 43/2020
de 21 de julho

Sistema Nacional de Planeamento Civil de Emergência.

O planeamento civil de emergência é uma ação transversal a todas as áreas governativas do Estado, que visa garantir a liberdade de ação dos órgãos de soberania e o regular funcionamento das instituições democráticas, de modo a que, mesmo em situação de crise, estejam salvaguardadas a realização das tarefas fundamentais do Estado e a segurança das populações.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) assegura o planeamento e coordenação das necessidades nacionais na área do planeamento civil de emergência, com vista a fazer face a situações de crise, uma vez que absorveu as competências do extinto Conselho Nacional de Planeamento Civil de Emergência. Igualmente assumiu a responsabilidade de assegurar a representação nacional no Comité de Planeamento Civil de Emergência da Organização do Tratado do Atlântico Norte, tendo também a missão de, à escala nacional e em parceria com entidades das áreas da água, alimentação, cibersegurança, comunicações, energia, saúde e transportes, definir, atualizar e executar as políticas de planeamento civil de emergência.

………..

Caracterização

1 - O Sistema Nacional de Planeamento Civil de Emergência visa garantir a organização e preparação dos setores estratégicos do Estado para fazer face a situações de crise, tendo como fim assegurar, nomeadamente:

a) A liberdade e a continuidade da ação governativa;

b) O funcionamento regular dos serviços essenciais do Estado;

c) A segurança e o bem-estar das populações.

2 - O planeamento civil de emergência desenvolve-se em processos integrados de participação das diversas entidades setoriais e coordena as capacidades que não pertençam às Forças Armadas.

3 - O Secretário-Geral do Sistema de Segurança Interna garante a articulação entre o Sistema de Segurança Interna e o Sistema Nacional de Planeamento Civil de Emergência.

4 - As Forças Armadas podem participar nas ações do Sistema Nacional de Planeamento Civil de Emergência, enquanto agentes de proteção civil, ou de acordo com as orientações para a articulação operacional entre as Forças Armadas e as Forças e Serviços de Segurança, nos termos do artigo 35.º da Lei de Segurança Interna, aprovada pela Lei n.º 53/2008, de 29 de agosto, na sua redação atual.
. . . . . . . 

Artigo 7.º

Composição

1 - O CNPCE é composto por um presidente, um vice-presidente e vogais.
………..

5 - São vogais do CNPCE:

a) Um representante do Estado-Maior-General das Forças Armadas;

. . . . . 

(3) Decreto-Lei n.º 45/2019, de 1 de abril / Presidência do Conselho de Ministros. - Aprova a orgânica da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. Diário da República. - Série I - n.º 140 (01-04-2019), p. 1798 - 1808. Legislação Consolidada (21-07-2020)Decreto-Lei n.º 45/2019
 de 1 de abril
 A atividade de proteção civil garante a prevenção, a preparação, a resposta e a recuperação face ao conjunto diversificado de riscos coletivos naturais e tecnológicos, tais como os sismos, maremotos, movimentos de vertente, tempestades, inundações, secas e acidentes nucleares, radioativos, biológicos, químicos ou industriais, bem como a prevenção e o combate aos incêndios rurais.
 O Programa do XXI Governo Constitucional, no âmbito da melhoria da eficiência da proteção civil e das condições de prevenção e socorro, prevê a adoção de diversas medidas de modo a incrementar a capacidade de fazer face aos riscos. O conhecimento, prevenção e resposta às situações de acidente grave e catástrofe exige a articulação de diversas instituições que atuam operacionalmente sob um comando único.
 O robustecimento da autoridade nacional responsável pela proteção civil é fundamental para o estabelecimento de uma estrutura capaz de responder às áreas diversas de intervenção no âmbito da proteção civil, salientando-se a criação da Força Especial de Proteção Civil, que constitui uma força operacional de prevenção e resposta a situações de emergência.
 No âmbito da reforma da prevenção e combate aos incêndios rurais, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) tem a responsabilidade de dar corpo aos princípios que a enformam: o princípio da aproximação entre prevenção e combate, o princípio da profissionalização e capacitação do sistema e o princípio da especialização.
 ………
……….
 1 - A ANEPC tem por missão planear, coordenar e executar as políticas de emergência e de proteção civil, designadamente na prevenção e na resposta a acidentes graves e catástrofes, de proteção e socorro de populações, coordenação dos agentes de proteção civil, nos termos legalmente previstos, e assegurar o planeamento e coordenação das necessidades nacionais na área do planeamento civil de emergência, com vista a fazer face a situações de crise ou de guerra.
 ……….
 Colaboração com outras entidades
 1 - Para a prossecução das suas atribuições, a ANEPC pode estabelecer parcerias com outras entidades do setor público ou privado, com ou sem fins lucrativos, designadamente instituições de ensino superior e instituições ou serviços integrados no sistema de proteção civil, podendo tais parecerias envolver a concessão de subsídios, nos termos da lei e dos instrumentos de cooperação aplicáveis.
 2 - No âmbito da colaboração com as Forças Armadas no sistema de proteção civil, designadamente em situações de acidente grave e catástrofe, a ANEPC promove a articulação institucional nos termos da lei de bases da proteção civil.
 . . . . . . . 
 Artigo 11.º
 Órgãos
 1 - A ANEPC é dirigida por um presidente.
 2 - O presidente é coadjuvado pelo comandante nacional de emergência e proteção civil e por quatro diretores nacionais.
 Artigo 12.º
 Presidente
 1 - Sem prejuízo das competências que lhe forem conferidas por lei ou que nele sejam delegadas ou subdelegadas, compete ao presidente:
 a) Promover e coordenar as atividades em matéria de planeamento civil de emergência, em estreita ligação com as entidades e serviços públicos competentes em cada setor para o estabelecimento de mecanismos de mobilização de recursos, de acordo com as orientações do membro do Governo responsável pela área da administração interna;
 b) Superintender o sistema integrado de operações de proteção e socorro;
 c) Aconselhar o Governo em matéria de proteção civil e planeamento civil de emergência;
 d) Representar a ANEPC judicial e extrajudicialmente, bem como nos organismos internacionais de proteção civil e planeamento civil de emergência de que o Estado Português faça parte;
 e) Proceder, sempre que necessário, à articulação com o Ministério da Defesa Nacional, em matéria de planeamento civil de emergência a nível da Organização do Tratado Atlântico Norte (OTAN);
 f) Propor legislação de normalização de sistemas, equipamentos e procedimentos de proteção e socorro;
 . . . . . . . .  
6 - O presidente exerce as competências previstas na lei para os cargos de direção superior de 1.º grau.
 7 - O disposto no n.º 5 não prejudica as competências operacionais dos chefes das Forças Armadas e dos dirigentes máximos das forças de segurança.
 8 - Para efeitos do disposto na Lei n.º 40/2006, de 25 de agosto, o estatuto previsto no n.º 5 é aplicável às iniciativas de proteção civil, ocupando o presidente da ANEPC, nas demais iniciativas, a posição imediatamente seguinte à dos Chefes dos Estados-Maiores dos ramos das forças armadas.
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domingo, 1 de fevereiro de 2026

PORQUE  SERÁ ?

Porque será que certas "cenas" que estão acontecendo nos últimos anos me começam a fazer lembrar o Estado Novo?

Por exemplo em relação a isto.

Nesta "famosa" cena, se estou bem recordado, não compareceram Spínola, Costa Gomes e um almirante da então Marinha de Guerra. 

Bom dia.
Chove bastante infelizmente,
Saúde e boa sorte

AC

sábado, 24 de janeiro de 2026

Publico um texto antigo da autoria de um capitão de Abril, o falecido coronel Carlos de Matos Gomes.

AC

Corrupção – ataquem o Cérbero monstro das três cabeças. Não sejam cobardes nem cúmplices.
(Carlos de Matos Gomes, 03/05/2018)

Vamos falar de corrupção? A sério?

Podíamos falar da constituição de monopólios do tempo da primeira industrialização de Portugal, a do Marquês de Pombal, mas vamos ao tempo aqui mesmo ao virar da porta. Como se reconstruíram os grupos privados após a nacionalização da banca em 11 de Março de 1975?

Como reapareceram os bancos privados, como surgiram o BPI, das confederações do Porto, Santos Silva, o BCP/Millenium da Opus Dei, Jardim Gonçalves, o BPN de Oliveira e Costa, como reapareceram os Espírito Santo, como desapareceram os Burney, os Pinto Basto, o Totta e Açores, o Pinto e Sotto Mayor, o Crédito Predial, como desapareceu o Banco Português do Atlântico de Cupertino de Miranda e o Pinto Magalhães? Como apareceram os Mello /CUF no sector da saúde privada e nas auto-estradas e como desapareceu a CUF, um grupo industrial? Como desapareceu a SACOR e surgiu a GALP? Como foram atribuídas as concessões de estradas – BRISA e Autoestradas do AtLântico, de portos, de aeroportos?

Em resumo: Como surgiu a Quinta da Marinha após o 25 de Novembro? Como desapareceram a Siderurgia Nacional, a CIMPOR, a CUF /SAPEC- adubos, as papeleiras, as refinarias nacionais – SACOR e surgiram os concessionários das portagens de autoestradas, os comissionistas de taxas de combustíveis e de electricidade, os merceeiros da grande distribuição?Corrupção. Como se constroem impérios de serviços? A SONAE, ou o Pingo Doce, ou a Brisa, ou a CUF saúde? Como se constrói uma sociedade de rendas, de rentistas, sem pagar comissões ao poder político?

E não só, como se mantém a ficção de que vivemos num regime de seriedade sem uma comunicação social por conta, como as amantes? A comunicação social é corrupta desde o miolo. É a comunicação da corrupção e ao serviço da corrupção!

Existe algum chefe de governo desde 25 de Novembro de 1975 que não tenha sido um avençado dos grupos cuja criação ou recriação promoveu? Mais, existe algum presidente da República que não tenha sido um instrumento destes poderes? Quem não se aboletou com os fundos estruturais da CEE? A UGT nasceu como? Já alguém ouviu o Torres Couto (um peão, é certo) sobre os fundos para a formação? E quanto ao abate da frota pesqueira ? E sobre a destruição do olival? E sobre a plantação do eucalipto? E como foram elaborados os PDM, os planos directores que trouxeram 80% da população para a faixa litoral? Existe alguém nos vários governos com as mãos limpas?

Como surgiram bancos fantasmas do tipo BPN sem corrupção no topo do regime?

Tenho sobre o cristo do momento, Manuel Pinho, a pior das opiniões: enojam-me os zequinhas como ele, os patetas como ele, os pequenos vigaristas como ele, mas falemos então de gente que determinou o que está a acontecer: Julguem o Ricardo Espírito Santo Salgado! Comecem por ele e deixem para já os peixinhos de aquário, como o Pinho dos corninhos a abrir e a fechar a boca e os Sócrates.

Vamos ser sérios: na operação Marquês comecem por Salgado e pelo Banco Espírito Santo. No caso do Pinho, ou do Sócrates, comecem por Espirito Santo. Sentem Ricardo Espirito Santo Salgado no banco e comecem a fazer-lhe perguntas. Quem o trouxe de regresso a Portugal? Que apoios ele teve para reconstituir o seu império? E chamem Jardim Gonçalves! E chamem as famílias Cupertino de Miranda e de Pinto Magalhães!

Mas, antes de tudo tenham a coragem de julgar Ricardo Espírito Santo Salgado! É nele que tudo começa e é aos Espirito Santo que tudo vai dar. Não sejam cobardes e não atirem areia aos olhos dos portugueses!

Tenham os jornalistas a coragem de ir ao centro do vulcão! Ao Espírito Santo! Porque não vão? Medo? Cumplicidade?

O resto, os ataques a Sócrates e a Pinho são demonstrações de rafeiros que ladram mas não mordem. Estamos a ser – os portugueses em geral – sujeitos a uma barreira de mistificadores e de cobardes que nos querem pôr a discutir as gorjetas que os mandaletes de fazer recados, os groom, receberam quando a questão é a do dono do hotel. Mas esse deu muito dinheiro a ganhar. Sabe muitas histórias… Não é?

A história da corrupção que nos está a ser contada é a história da cobardia de jornalistas e de magistrados. De canalhas que estão a apontar para o lado – foi aquele menino – para que não olhemos para eles.

É o desafio, o meu: políticos, jornalistas, magistrados, tenham espinha, encham o peito e vão a ele! Não sejam rafeiros! Não sejam merdas: atirem-se ao Cérbero, ao “demónio do poço” na mitologia grega, ao monstruoso cão de três cabeças que guardava a entrada do mundo inferior, o reino subterrâneo dos mortos, deixando as almas entrarem, mas jamais saírem e despedaçando os mortais que por lá se aventurassem. Vão à fonte da corrupção: ao Espírito Santo.

Falta-vos coragem? Comeram desse tacho? Não? Se não falta coragem, se não comeram desse tacho, atirem-se ao Espírito Santo, ao monstro, ao Cérbero, exijam o seu julgamento! Ele sorri e escarnece de vós à saída das audiências! Vão a ele!

O resto são merdices e areia para os olhos do pagode.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

RECORDANDO

terça-feira, 30 de maio de 2017

O PR e o seu irmão gémeo, o Cte Supremo das FA
O Presidente da República esteve hoje na Associação dos Deficientes das Forças Armadas (ADFA) e fez uma intervenção.
Pelo que leio nos jornais uma intervenção bonita mas……..

O actual titular do órgão de soberania Presidente da República (Artº 110º CRP) é um bom palestrante, é um excelente comunicador, fala muito bem, é de uma inteligência superior. Inteligente como é, e sendo um homem do regime desde o 25 de Abril e filho de um político importante de antes do 25 de Abril, defende-se. Percebe-se.
Mas, porque doura tanto a pílula? Sublinhados meus.

Terá afirmado -  “houve uma desatenção em relação a estes heróis”, combatentes da guerra colonial, e que “o Estado português está aos poucos a fazer-lhes justiça, é muito lento, já passaram mais de 40 anos, mas continuamos a lutar por essa justiça, eles continuam a lutar por essa justiça, e o Presidente da República continua a apoiá-los nessa luta”.

O PR terá também dito - ....“homens que, com sentimento patriótico e espírito de altruísmo, defenderam o seu país quando a isso foram chamados”.....“O Presidente da República manifesta aqui perante todos vós a rendida admiração, penhorada, de todos os portugueses”.

Um remate final terá sido - “Mesmo quando alguns dos mais responsáveis demoraram ou demoram a fazer-vos integral justiça, Portugal, que o mesmo é dizer milhões de portugueses, não vos esqueceram, não vos esquecem, não esquecem a vossa doação nacional. Não esquecem hoje, e nunca esquecerão no futuro. Muito obrigado”.

Como sempre respeito as opiniões alheias. 
Oxalá respeitem as minhas.
Antes de continuar, sou um dos milhares de felizardos que não trouxeram sequelas especiais da guerra em África.
Mas muitos milhares de portugueses não tiveram essa sorte e muitos portugueses morreram em África.

Começo por aqui. 
Antes do 25 de Abril, o que fizeram os políticos às famílias enlutadas?
O que fizeram pelos estropiados, física psicológica e moralmente?

Mas continuo, perguntando, e depois do 25 de Abril, o que lhes fizeram os políticos do regime, com especiais culpas para todos os deputados mas particularmente para os políticos e governantes do CDS, PS e PSD partido a que pertence Marcelo Rebelo de Sousa? 
E o que fizeram os sucessivos Presidentes da República depois de Ramalho Eanes?

De maneira que, quando leio certas partes do discurso do actual PR sinto algo que não sei bem descrever. Muito afecto, nada de concreto. Mas há muitos que gostam.  
Pode dizer-se, outros houve que não se sensibilizaram. Certo. 
Alturas houve que os representantes das várias associações de militares entre elas a ADFA, nem lugar sentado lhes atribuíam nas tribunas durante cerimónias militares. 
Mas é esta ternura que resolve os problemas aos deficientes?

Justiça lenta? Qual, em concreto?
Os portugueses não vos esqueceram, nem esquecem?
Eu não me esqueço, e anualmente falo sobre isto.

Uma coisa tenho como segura, a esmagadora maioria dos políticos desde 25 de Abril de 1974 esteve e está-se........(como é que dizia aquela criatura que é formalmente a 2ª figura do Estado?.....pois) para as Forças Armadas, para os deficientes das FA, para os traumatizados.
Um claro exemplo do Portugal no seu melhor.
AC

"A primeira coisa a ter em conta numa casa, são as necessidades de quem a habita"

Sobretudo a partir de 1991, este tem sido um dos principais lemas orientadores dos sucessivos governos e dos sucessivos deputados.

AC

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Militares das Forças Armadas ganham menos que todos os polícias.
Forças Armadas perderam 11 mil militares (um terço do efetivo) desde 2011. Guarda Prisional e PSP também são menos
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Mas são os melhores dos melhores, ouve-se. 
Frase certamente proferida por algum papagaio descolorido!
AC