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quinta-feira, 11 de junho de 2026

Ainda o Meu Dia 10 Junho  e  Camões

Acordar à hora normal, cedo, pequeno almoço caseiro, um telefonema, ouvir em casa o discurso de Monjardino e o discurso estendal de Seguro, mas imediatamente antes e durante os intervalos dos discursos, TV sempre sem som para não ouvir o insuportável convencido da RTP1. Depois sair.

Almoço caseiro. Antes de voltar a sair, umas páginas de um livro sobre oceanos. 

Ao fim da tarde uns momentos de cultura, deambular pela Feira do Livro, e comprar o livro sobre Camões, sendo que a autora (professora catedrática) é nossa amiga.

Para usar a frase da autora na parte inicial / agradecimentos, o livro tem de facto "coisa prestimosa".


Muito ao fim da noite umas palavras para o blogue. Deitar.

AC

10  JUNHO  e  MAR

Disse Fernando Pessoa,

"Meu coração é um pórtico partido, dando excessivamente sobre o MAR"

Terá sido por erradamente interpretarem esta frase que, os sucessivos PR e sobretudo os sucessivos governantes e deputados do PS e do PSD sempre tanto (???) ligaram ao MAR durante décadas, e às nossas ZEE e à responsabilidade que decorre da jurisdição que sobre essa imensidão temos?

O tanto que há décadas essas criaturas ligaram/ ligam ao Mar / aos Oceanos pode ser avaliado olhando o estado da Marinha, da Força Aérea, da marinha mercante, da marinha de pesca, da marinha de recreio, dos portos, da fiscalização costeira e oceânica, da investigação no mar !

Não me estou a referir aos muitos e grandiloquentes discursos e promessas de décadas/ anos, mas sim às realidades, aos sucessivos OE, às coisas concretizadas.

Bom dia, tenham uma boa 5ª Feira.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades.

AC

AÇORES, FA, SOBERANIA. . . a IMPORTÂNCIA 

O mundo está completamente do avesso.
Dizem alguns, está completamente maluco!

Assisti esta manhã pelo televisor às cerimónias na ilha Terceira, presididas pelo PR.

Uma militar da Força Aérea referiu (na resposta a jornalista sobre a importância dos Açores e se não devia haver mais militares das Forças Armadas (FA) nos Açores) haver ali cerca de 500 militares.

A esmagadora maioria dos portugueses foi habituada / mentalizada de que as Forças Armadas . . . . sim . . . . mas.
Passaram 52 anos sobre o 25 de Abril de 1974.
Passaram já 13 anos e continuamos a ter um super caduco CEDN (Conceito Estratégico de Defesa Nacional).
Passaram 50 anos sobre a estabilização da nossa Democracia, materializada com as várias eleições ocorridas em 1976.

Passaram décadas, passam anos, e continuamos a não ter em Portugal uma definição inequívoca sobre que FA Portugal deve ter.

O decrépito CEDN assistiu já, entre outras coisas, a acusações entre ministérios quanto à revisão do documento.
O decrépito CEDN assiste a projectados investimentos em material para as FA e a discussões sobre o substituto do velhinho F-16, como se não estivéssemos com guerras completamente diferentes do passado.

O decrépito CEDN assiste (provavelmente de olhos esbugalhados e estarrecidos) às loas do PR sobre as FA que em parte são mais do que justificáveis mas não passa muito de uma versão mais decente da patética frase do antecessor - "os melhores dos melhores"

Como sublinhou o primeiro orador nas cerimónias da manhã - o poder é importante.

E para ter alguma poder creio que era indispensável ponderar que decisões estratégicas devem ser tomadas.
E sim, quase nada do presente tem a ver com aquilo a que muitos generais e almirantes estavam habituados.
E sim, quase nada do presente tem a ver com aquilo a que muitos comentadores, muitos ditos especialistas e muitos políticos viam acontecer. 
Não digo habituados porque a maioria sempre se habituou a não olhar para o assunto.

O Improviso é um típico da tugolândia. A continuar-se assim o desastre há muito anunciado chegará mais rapidamente.

O professor Monjardino afirmou que é preciso coragem, capacidade para compreender e reconhecer que está tudo imensamente mudado.

Questiono-me: os actuais titulares dos órgãos de soberania estarão mesmo a entender o mundo, o que se passa, será que têm capacidade para compreender e, em consequência, olhar seriamente para os nossos problemas e que papel para Portugal? E decidirem?

Como posso ter confiança em relação ao futuro? Com esta gente?

Fico por aqui, pensarei mais seriamente nisto mais à frente.

Ah, já me esquecia de uma outra e rápida nota.

Quando ouço jornalistas (a maioria verdadeiros pés de microfone) colocar questões sobre os meios militares alocados aos Açores dada a importância das ilhas, fico sem saber se hei-de rir, chorar ou ir vomitar.

Quer os papagaios militares quer os jornalistas quer certos especialistas quer uns quantos inarráveis políticos podiam explicar aos cidadãos como se mede a importância dos Açores.

Podiam começar por dizer que, relativamente a FA, uma medida da importância que os sucessivos Presidentes da República e os sucessivos governos e os sucessivos deputados sempre atribuíram aos Açores assenta por exemplo no facto de, em permanência no arquipélago, a Marinha ter apenas um meio naval, embora normalmente dizendo que se for necessário outros acorrerão.
Quanto à Força Aérea a situação pouco mais é que equivalente.

Não é preciso ter mais que o 4º ano de escolaridade para, olhando à extensão das ZEE e à jurisdição que temos sobre elas e à cobiça internacional, poder meditar sobre a realidade apontada no parágrafo anterior. 
E ir depois ao dicionário procurar o significado das palavras patético e ridículo.

Mas os discursos grandiloquentes como o de hoje do PR ficam sempre bem. 
E no fim houve certamente em Angra do Heroísmo um bom almoço, com os do costume. 
Aposto que o "farol" Carneiro também papou.
AC

quarta-feira, 10 de junho de 2026

10  JUNHO

"O Português é, essencialmente, cosmopolita.
Nunca um verdadeiro português foi português: foi sempre TUDO"

(Fernando Pessoa)

António Cabral (AC)

quinta-feira, 12 de junho de 2025

10  de  JUNHO
Dia de Portugal, de Camões, e das Comunidades Portuguesas
Passou mais um 10 de Junho.
Há 51 anos sem haver a habitual parada militar no Terreiro do Paço e a entrega de condecorações póstumas
.

Neste dia celebra-se designadamente a data de 10 de Junho de 1580,
data da morte do grande poeta Luís de Camões. 
Celebra-se o dia também como o dia da Língua Portuguesa.
É um bom dia para repensar Portugal e os Portugais dentro deste meu país.
Porque há mais que um Portugal.

Como escrevi antes o meu 10 de Junho deste ano foi um dia pacato, simples, muita Feira do Livro de Lisboa, onde vi o que me apeteceu, onde  comprei o que me apeteceu, onde observei as pessoas. 

Na zona, houve um rico almoço, um muito bom vinho, excelente companhia. 
Um magnífico dia, sem ouvir os representantes do regime ou outros que o pretendem vir a ser, sem ouvir discursos. 
Menos ainda comentadores e nada de televisão. 
SOSSEGO ABSOLUTO.

No dia 11 de Junho, vasculhei as gordas pela NET, procurei perceber os discursos de ontem e observar comentários. 
E pensar pela minha cabeça.

E, pegando na questão da pureza referida por Marcelo Rebelo de Sousa em Lagos, e como se verifica pelas notícias sobre violências diversas, físicas e orais, há umas bestas (sem pretender ofender as bestas) que se têm como "os puros". 
INACEITÁVEL.

Antes do 25ABR1974, havia muitos Portugais.
Havia muita desgraça, havia guerra, onde andei também, na Guiné, de 29 de Outubro de 1971 a 28 de Julho de 1973.

Havia terríveis Minho, Trás-os-Montes, Alentejo, Algarve, Ilhas Açorianas, Norte da Madeira, por exemplo.
Havia analfabetismo imenso em 24ABR74.
Havia muitos Portugais, e uma propaganda relativamente eficaz a dourar a pílula. A disfarçar a polícia política, por exemplo.

Decorridos 51 anos estamos muito melhor, progredimos muito. 
É a minha opinião.
Vivemos felizmente (opinião pessoal naturalmente) em regime democrático, em liberdade, com eleições periódicas.
Diminuiu brutalmente a mortalidade infantil.
Quase ninguém anda descalço ou quase nu.
Diminuiu brutalmente o analfabetismo, há muita escolaridade obrigatória.
O acesso a cuidados de saúde é completamente diferente do anterior.
A justiça não é só para os poderosos, mas ainda é muito.

Mas, infelizmente, se muito progredimos, a sociedade portuguesa continua cheia de problemas por resolver. É a minha opinião.

Persiste uma grande falta de civismo que se verifica ao observar os caixotes do lixo, ao observar o que se passa nos supermercados, ao observar o que se passa nas estradas, ou o que se passa em momentos de alguma aflição.

Persistem as vacuidades, as grandiloquências, as tiradas gongóricas, as "boutades". Nesses momentos às vezes parece-me estar antes de 24 Abril de 1974.
Persistem, a demagogia, a mentira aqui e acolá, o atirar os problemas para debaixo do tapete, e todos encantadoramente a engordar Venturas e quejandos.
E persistem violências físicas e verbais como estamos a assistir, INFELIZMENTE.

Continua a haver mais do que um Portugal, e há as bolhas.

Mas vou ficar-me, por agora, sobretudo com o meu Luís de Camões.
Como mais alguns, além de encadernações vulgares, tenho esta de  excelente encadernação, em pele de carneira.
Mas é sobretudo o conteúdo que a torna mais notável.
A 1ª edição foi publicada em 1960, ano das comemorações do 5º centenários da morte do Infante D. Henrique.

Para esta edição, anexou-se um trabalho do almirante Sarmento Rodrigues intitulado "Poema do Mar e da Pátria", glorificando o génio de Camões e o sentido profundamente marinheiro da sua vida e da sua obra.

Contém também estudos do almirante Gago Coutinho, estudos a que se dedicou para provar que o feito de Vasco da Gama foi possível mercê da revolução técnica iniciada pelos caravelistas do Infante D. 
Henrique. 

Contém ainda comentários e elementos diversos sobre a obra, da autoria do comandante Serra Brandão e, ainda, um estudo do almirante Almeida d'Eça intitulado "Camões Marinheiro".

Além de "Os Lusíadas" que, como alguns defenderam podem considerar-se como a obra literária que talvez melhor sintetize  o Renascimento dentro da literatura portuguesa, e dentro dos moldes clássicos italianos, Camões escreveu, sonetos, canções, odes, elegias, oitavas e éclogas. Sonetos de inspiração diversa, inspiração petrarquiana, clássica, pessoal, de reflexão social.

Camões escreveu - não me falta na vida honesto estudo com longa experiência misturado.
Pessoalmente, por muito que tenha estudado, por muito que continue a ler e procurar, estou mais ou menos como o "outro" - "cada vez mais me convenço, só sei que nada sei". 

António Cabral (AC)

terça-feira, 10 de junho de 2025

O  MEU  10JUNHO  
Nada de ouvir os discursos do regime.
Nada de ouvir jornalistas e comentadores.
Nada de televisão.
Um bom almoço e muita feira do livro.
AC

terça-feira, 11 de junho de 2024

LAMENTÁVEL
Presidente da República visita Exposição das Forças Armadas em Figueiró dos Vinhos, 09 de junho de 2024
O Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas, visitou, em Figueiró dos Vinhos, a Expo Forças Armadas dos três Ramos das Forças Armadas, inseridas nas comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
(do sítio da Presidência da República)

Infelizmente, não havia pratinhos de batatas fritas. Lamentável.
AC

segunda-feira, 10 de junho de 2024

10  JUNHO  2024
Bom dia.
Hoje, é dia de Portugal, e de Camões (nascido em 1524, e creio que falecido neste dia em 1580), e também das Comunidades Portuguesas.
É o dia da nossa língua, é dia dos cidadãos.
E vem sendo o dia das Forças Armadas.
Este ano haverá, mais uma vez, uma cerimónia junto ao monumento que homenageia e recorda os combatentes de Portugal.

Este ano comemora-se o nascimento de Luís de Camões,. Nasceu há quinhentos anos.
O governo de António Costa que, ao que se disse nos OCS não pensou nisso nem tinha deixado programa  nem verbas para celebrar os ditos 500, mandou fazer uma medalha comemorativa.

Saiu o que se vê.

Típico mas, como sempre, respeito a opinião de outrem.
Mas tenho o direito de dizer - olho para esta medalha e acho-a uma coisa esquisita.
Ao mesmo tempo, recordo o meu pai que, com a formação que teve em Belas Artes, nos dizia sempre mais ou menos isto - não digas isso, tem presente que não tens preparação para poderes entender.

Acrescento, o ministro da cultura de Costa devia andar a fazer "body-board" quando a medalha foi aprovada, e Costa devia estar a fazer chichi.

Mais um 10 de Junho, mais um dia para, com ansiedade divertida, esperarmos por mais palavreado exuberante de Marcelo.
Outra ansiedade é esperar se as TV nos mostrarão algum momento imperdível de Marcelo a roubar do prato de alguém alguma coisa que se coma.
Aguardemos.

Por aqui, em casa, farei mais umas quantas piscinas para trás e para a frente, alternando com períodos sentado, umas vezes lendo outras  vezes com gelo na barriga ou olhando a TV (o que sou obrigado a fazer em período de convalescença), e recordando o abençoado estoiro do execrável Ventura nas Europeias, mais o Zero do PAN e Livre, mais o apenas 1 do BE e PCP, mais a exuberância de PNS que se declara líder da maior força política de Portugal.
Viva Portugal.
AC

EUROMILHÕES, TOTOLOTO, TOTOBOLA

JOGOS, Jogo sempre. Desde há muitos anos nunca mais joguei no Totobola. 

Jogo normalmente no Euromilhões, esporadicamente no Totoloto. Lotaria nacional há anos que não compro.

Normalmente faço ZEROS. Raramente me saem uns parcos euros, o máximo até agora pouco ultrapassou os 15 Euros.

Azar ao jogo mas confirma-se a regra, louca sorte no amor. 
Vamos a caminho dos 54 anos de "nó dado"!

Não acerto no Euromilhões mas acerto em imensas coisas na vida. Em alguns casos, infelizmente.

Permitam jogar neste 10 de Junho. Vou começar.

- A ministra ia no carro do Estado, com motorista e outro. Acidente, a ministra teve algumas consequências e demorou a sair do hospital. 
Adivinha: quem não estava com cinto colocado? A minha aposta: Ela.

- António Costa, aparentemente, quereria ir viver para a Europa. Adivinha: vai ou não conseguir? A minha aposta, SIM. 

- No 10 de Junho, hoje, Marcelo virá dizer algumas coisas a que se tem dedicado, incluindo vacuidades? A Minha aposta: SIM

- Depois das eleições Europeias, como vai prosseguir a vida política nacional? A minha aposta: Mais Calma.

- Depois das eleições Europeias, a vida nacional prosseguirá mais calma, mas o juízo, o sentido das responsabilidades, o sentido de Estado, começarão a notar-se, finalmente? A minha aposta: NÃO

António Cabral (AC)
10JUN, MARCELO, FORÇAS ARMADAS
Há um ano, o inquilino em Belém, proferiu várias vacuidades.

Pessoalmente, ficou-me a sensação de que Marcelo Rebelo de Sousa continuou a não fazer uma avaliação séria da sua contribuição para a degradação da nossa vida quotidiana.

Pessoalmente, ficou-me a sensação de que o senhor, supostamente Comandante Supremo das Forças Armadas, terá feito uma avaliação sobre as Forças Armadas ao ponto de a dada altura ter declarado - “não há ramos mortos nas Forças Armadas, só vivos”. 

Horas depois da afirmação supra, fiquei mais baralhado quando o senhor, porventura fruto de nova, repentina e drástica avaliação, declarou - “É preciso cortarmos os ramos mortos, que atingem a árvore toda”.

Hoje, 10 Junho de 2024, com que vacuidades nos brindará Marcelo Rebelo de Sousa?

Tenham um bom feriado, tenham alegria, e saúde.
AC

segunda-feira, 26 de junho de 2023

COISAS de PROTOCOLO de ESTADO?
FALTA DE ESPAÇO NA TRIBUNA?
OU IR MAS É GOZAR UMAS FÉRAIS?
OU MESMO PARA IRRITAR O HOMEM DAS SELFIES?

Voltando ao 10 de Junho, dia de Portugal, de Camões, e das Comunidades Portuguesas. Teve momento alto no 
Peso da Régua/ Régua.

O Rio Douro vem lá de Espanha e atravessa diferentes regiões. 

Nesta minha fotografia de 2011, ele ali vai junto a Miranda. E segue a caminho do Atlântico Norte.
Não faço ideia nem tenho nada com isso qual foi o critério para a representação do governo na cerimónia para além do PM. Mas, tal como salientou o inquilino em Belém, falar do Douro traz à memória, vinicultura, vinhas, vinho, indústria comercialização e turismo associados. Recorda a história nacional, a cultura nacional, como tem andado o ordenamento territorial, que é do despovoamento, da desindustrialização, como está o emprego e a economia. O Douro recorda como estão demasiado diferentes as várias regiões que intersecta.

Se vi e li bem, além do PM esteve João Galamba. Mas admito, como sempre, ter lido pouco, ou ter estado distraído. Claro que havendo forças em parada, tinham que lá estar chefias militares mais a inarrável ministra.

Será um caso menor, mas na vida nacional e em crescendo, os casos menores, as telenovelas mexicanas, a pouca vergonha descarada, a arrogância, vão sendo centrais nas páginas dos OCS, no contínuo entorpecimento e embrutecimento da sociedade portuguesa.

Para mim, correndo embora o risco de estar profundamente enganado ou mesmo a ser injusto, João Galamba esteve lá para cumprir um papel secundário, o de dar nas vistas e irritar Marcelo e os tugas assistentes à cerimónia. Serviu para distrair do essencial.

Tenham uma boa semana. Cuidado com o calor, que pouco vai abrandar.
AC

quarta-feira, 10 de junho de 2020

O  MEU  10  JUNHO  2020
Cada um comemora o que quer e como entende. 
E ninguém tem nada com isso.
Sei o que foram alguns 10 de Junho. 
Recordo um, concretamente, nos anos 60 do século passado, em que estive no Terreiro do Paço por razões profissionais, como muitos outros. Adiante.
Este ano, depois do que já passámos e ainda estamos a passar, o casal decidiu sair de manhã cedo, e andámos por zonas onde as elites e os titulares de orgãos de soberania não vão. 
Creio que não vão. Zonas que dão muito poucos votos.
Se olharem para o nosso mapa, tracem umas linhas rectas unindo, Alcácer do Sal a Casa Branca, daí a Alvito, desçam a Ferreira do Alentejo, vão até Grândola e unam a Alcácer do Sal.
Ficam com uma ideia do tipo de zonas por onde andámos muitas horas, e não rigorosamente dentro das linhas. 
Olhámos os campos, os sobros, as terriolas, as barragens, os campos e campos de oliveiras, observámos a curta distância os fumos brancos da laboração da azeitona a passar a azeite, os pinheiros e pinheiros, os gados bovinos, e as gentes. Alentejo, alguma coisa profundo, fardos de palha à espera de serem recolhidos.
Observámos tão poucas gentes. Tão poucas gentes.
Mais para o fim fomos apanhar a A2 para regressar, finalmente colocando fim às nacionais e às municipais. 
Eram pouco mais que as 1800 horas, e o trânsito em direcção a Sul era imenso. Imenso.
Almoçámos bochechas com migas de coentros, imensos coentros, estava espectacular. Azeitonas magníficas, bebemos um vinho muito razoável. Uma boa sobremesa, dois cafés, barato para a qualidade apresentada, em restaurante com laivos de tasca, mas asseada, e dotado de pessoal com máscara e a limpar tudo como D. Graça manda. Mesas afastadas. Muito bom, rápido serviço, muito atenciosos. Depois de descarregar mostrarei algumas fotografias.
E portanto o  meu 10 de Junho foi calcorrear de carro, paragens várias, andar uns pedaços, a Nikon a disparar, o Sol aprazível sem torrar, 27º C.
E falámos, na vida, da vida, na vida dos nossos, falamos sobre este rectângulo mais as suas ilhas. Sobretudo, acerca de certos habitantes que por cá se pavoneiam. Pensámos no futuro.
E recordo agora, a propósito do 10 de Junho e das discursatas, um dos pedaços que mais gosto em Camões:
..........
Quem faz injúria vil e sem razão
Com forças e poder em que está posto,
não vence; que a vitória verdadeira,
é saber ter justiça, nua e inteira.
(Lusíadas, Canto décimo, LVIII)

E estive a ouvir há pouco os discursos do cardeal Tolentino e do Presidente da República na cerimónia nos Jerónimos.

Juntando Camões e sobretudo as palavras de Marcelo obriga-me a dizer que, de facto, quanto tempo mais o senhor Presidente da República vai continuar a ignorar certas coisas? Para lá daquilo que enunciou?
Mais um 10 de Junho. Da parte dos palradores, basicamente o  mesmo Portugal do costume, muita parra e, quanto a uvas, como se sabe, os granizos de há dias já deram campo de muitas.
Estão aí os dos costume para dar cabo do resto, apregoando odes.
António Cabral (AC)

Em tempo (0945h, 11JUN2020)

10 de JUNHO
Ia havendo grande barraca nos Jerónimos.
Camões tinha-se colocado à porta de entrada, com um daqueles contadores de pessoas na mão e, de repente, por causa de ver mal como é sabido, não queria deixar entrar Marcelo pois já lá estavam 7 pessoas convidadas dentro da sala, e ele sabia que só 7 estavam autorizadas.
Marcelo não tinha convite mas, então, num momento de menor distração, com o seu olho, Camões fixou-o melhor e, ajoelhando-se, beijou-lhe a mão e disse - Perdão Majestade, foi a minha distração!
E lá se fez a cerimónia, com pompa e discrição.
Parece que havia uns quantos Covid-19 nas solas dos sapatos mas, dada a solenidade, não quiseram trepar pelas calças até aos rostos.
Até porque acharam horrendos todos aqueles empinados narizes!
AC

terça-feira, 11 de junho de 2019

CURIOSIDADESOntem, o meu 10 de Junho levou-me à feira do livro, a andar muito por Lisboa, raramente de carro a não ser o essencial, quase sempre a pé, a apoiar quem tenho agora de apoiar ainda mais. Não quis saber de computador se não à noite, nem "media" online ou papel menos ainda TV.
Estou agora a recuperar um pouco desse descanso.
Vi naturalmente o jogo da seleção nacional de futebol no Domingo, e estou agora a tentar perceber o que foram as exaltações do 10  de Junho.
Sobre a bola, ligando eu muito pouco à coisa, lá registei os golos, bons, muito bons, lá reparei nas vaidades de uns quantos, no protagonismo de certa malta de futebol que quase se coloca acima da hierarquia constitucional. E sempre muito bajulada por essa tola hierarquia, que devia colocar o futebol no lugar que merece, no lugar próprio, mas não mais que isso. Como fazem outros, como se faz em certos países civilizados que apreciam e têm bom futebol, mas não anestesiam a sociedade com futebol. 
Cada coisa no lugar próprio, digno, não mais que isso.
Por isso, também, Portugal continua a ser uma sociedade algo atrasada.
Quanto ao 10 de Junho concordo que o discurso de Marcelo se pode considerar um discurso aglutinador, que procura puxar para cima. Mas muitos puxam para baixo.
E do discurso de João Miguel Tavares, fica-me a sensação que falou de coisas muito concretas, das perguntas que as pessoas colocam.
Servimos para quê, só para pagar impostos e o pavonear desta gentalha que se encobre uns aos outros?
Para assistir impotentes à construção de malhas jurídicas, que dão a impunidade a malandros que passaram décadas a roubar a sociedade, que dão trunfos jurídicos a Ivos Rosas e outros, para termos de nos preparar para indemnizar dentro de meses, Salgados, Sócrates, Berardos, Bavas, Favas, Granadeiros, e muitos outros?
Desgraçado País, em que uns clamam que somos os melhores dos melhores, mas passam a vida a fingir que não sabiam, não viam, só viam o ténis e os cavalos com os mesmos chapéus de palha iguais aos amigalhaços.
Uma coisa achei também curiosa em Marcelo, lembrou os portugueses que se notabilizam lá fora mas, deve ter sido esquecimento, não mencionou Vitor Constâncio, o tal que Assis tem por acima de qualquer suspeita. Pois.
AC

segunda-feira, 10 de junho de 2019

O meu 10 de JUNHO de 2019
Não vi televisão, não ouvi rádio do carro, não li jornais pela NET, não comprei jornais.
Andei por Lisboa, caminhei bastante.
Visitei depois quem agora precisa de companhia e visitas assíduas.
Andei sempre por Lisboa, a Lisboa insuportável com estrangeiros a dois em cima de uma troitinete, a meio da faixa de rodagem por exemplo entre o Rossio e os Restauradores.
Andei sempre por Lisboa, vim jantar a casa e estou agora a escrever este pequeno post.
Desci a subi a pé a Av da Liberdade, duas vezes. Fora outras zonas da cidade.
E tive alguns momentos que muito me satisfizeram.
Mas Lisboa está em alguns aspectos a ficar insuportável. Respeito pelos sinais (???), atravessar só nas passadeiras (???), algum lixo em alguns locais, trotinetes com 2 energúmenos em cima, etc.
Ah, e os deliciosos Tuk-Tuk, que dizer?
Amanhã vou procurar inteirar-me das discursatas do 10 de Junho e das reações que certamente houve.
AC

domingo, 10 de junho de 2018

A PROPÓSITO,  10 JUNHO
Esta data era celebrada antes do 25 de Abril de 1974. 
Continua a sê-lo no presente. 
O modelo de celebração do actual Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas está diferente do que recentemente era. O actual titular do orgão de soberania Presidente da República alterou o modelo de celebração. O modelo em si não me parece nada mal. 
Mas o modelo é uma coisa, o eventual vazio de posturas e discursos, é outra.
Este ano, Marcelo e o seu amigo Costa iniciaram as celebrações em Ponta Delgada e já devem estar nos EUA para, segundo parece, conviverem com comunidades Portuguesas em Boston e Providence.

"Esquecendo" os anos iniciais do actual regime, desta III República, em que muitos discursos no 10 de Junho ou no 25 de Abril serviram um bocado para caneladas várias entre partidos e entre titulares de orgãos de soberania, na minha opinião os últimos anos têm conhecido nesse aspecto uma certa acalmia. Ainda que subsistindo uma ou outra canelada. Que aliás só faz bem!
Isto para ir ao meu ponto e que é o seguinte: nas datas mais relevantes da nossa história, nas tomadas de posse de governos e de Presidentes da República, é ou não oportuno e apropriado que se abordem preocupações centrais da sociedade, problemas da sociedade, sobretudo se a sociedade está um bocado já com cheiro a comida estragada?

A nossa sociedade do presente quero dizer, a que existe pós 25 de Abril, assentou na minha opinião: 
> nos gritos de revolta pelo passado e em muitos casos mais que justificados, 
> na necessária estruturação constitucional que, infelizmente na minha opinião, foi muito dominada por exageros ideológicos,
> no assalto ao poder por parte de certas forças políticas, 
> no assalto à máquina do Estado, no infiltrar disfarçado dentro de muitas estruturas do Estado por parte de muitos que se consideraram derrotados no PREC, 
> no assalto ao PIB por parte de certa gentinha chamada cá para dentro no início dos anos 90 do século passado, gentinha que nunca esqueceu quem os trouxe para cá, e ao que se sabe sempre lhe foi agradecendo, 
> no assalto ao poder por parte dos principais partidos políticos,
> na manutenção intocada de juízes.

A sociedade Portuguesa, já o escrevi repetidas vezes e escrevo outra vez, melhorou imenso em praticamente todos os sectores. 
Mas também é verdade, penso não haver dúvidas, o sistema de justiça está a funcionar muito deficientemente, o acesso à saúde está diferente para pior, o crédito bancário voltou a entrar na espiral da pouca vergonha e da insensatez, os actuais titulares dos orgãos de soberania PR, AR e Governo sorriem muito, controlam os OCS, ninguém lhes coloca perguntas directas difíceis, disfarçam cada vez mais com os cenários cor-de-rosa.

E, por isso também, reconheço legitimidade democrática àqueles que afirmam que a sociedade dos últimos tempos tem sido construída sobre a estupidez e a corrupção e havendo um dramático e crescente défice de cidadania. Digo eu, grassa e alastra a bovinidade.

Prometem-se os satélites todos da lua, os existentes/ conhecidos e os que se presumem existem. Esquecem-se contudo de averiguar  como está a órbita da lua e se lá existe água potável.
A disciplina, autoridade, respeito (não é o respeitinho de outrora porque sim, é RESPEITO), trabalho e outros valores, tudo cada vez mais arredado de uma coisa que alastra e que parece constituir uma nova ordem.

Hoje é dia de Portugal. Pergunto-me: o que queremos enquanto sociedade?
Até, da maneira como certas coisas e certas áreas andam, se queremos alguma coisa?

Ouvi partes pequenas do discurso do PR em Ponta Delgada, hei-de ir ao sítio da Presidência para ver se já lá estará o discurso.
Mas, dos trechos que ouvi, nada me surpreendeu. 
Fala e escreve muito bem, disserta empolgando, mas lembrando que somos os melhores, que desbravámos, que preferimos sempre os acordos ás rupturas (o 25 de Abril 74 foi um acordo???), só isso não chega a meu ver.
Passei esta tarde os olhos pelos "online". 
Já descontando a costumeira azia do sempre contra, vi umas referências do PCP comentando o que disse Marcelo - não abordou preocupações centrais. Ditas em linguagem educada. 
Entre os amigos e correligionários creio que dirão - foi a chachada do costume!

Respeito a opção do PR. 
Mas como como cidadão, penso que se continuar nesta senda começará a ficar pouco diferente de certos discursos de antes do 25 de Abril.
Como respeito as opções editoriais dos jornais de que li esta tarde as "gordas" pela NET.
Hoje é dia de Portugal.
Que noticiaram, que aprofundaram?
JNegócios, Ionline, DN, JN, Público, registaram a referência do PR aos acordos possíveis.
DN e Público referem que Costa admite o 10JUN2019 em África (será que Costa mandou a Bissau Rui Rio em missão exploratória?).
Umas fotografias nos jornais, e nas TV umas imagens do PR e da sua extensa comitiva, e de pequenas focagens do desfile militar.
Ah, e ouvi dizer ao presidente das comemorações que Portugal é um País moderno. Registei, e recordarei em situações concretas.

Hoje foi Dia de Portugal. Mas como está de facto Portugal?
" Ah meu caro senhor, lá está você com o seu mau feitio, não reparou que hoje foi apenas um dia de festa"
António Cabral (AC)

terça-feira, 5 de junho de 2018

A PROPÓSITO e no ÂMBITO do 10 de JUNHO DE 2018
As Adufeiras da Aldeia de Monsanto vão actuar nos EUA.

Anexo a informação que me foi disponibilizada:
Comunicado de Imprensa
Monsanto, 4 de junho de 2018


ADUFEIRAS DE MONSANTO ACTUAM NOS ESTADOS UNIDOS
A convite do cônsul de Portugal em Newark, as Adufeiras de Monsanto deslocam-se aos Estados Unidos da América para um conjunto de cinco espetáculos, nos dia 8, 9 e 10 de Junho.
Juntando-se às celebrações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, o grupo actuará no edifício da Assembleia Geral das Nações Unidas, no New Jersey Performing Arts Center, em Bethlehem, no Sport Club Português e no Festival de Folclore de Newark.
As Adufeiras de Monsanto são um grupo cujo repertório se baseia no cancioneiro popular desta aldeia do concelho de Idanha-a-Nova (Beira Baixa). As suas atuações distinguem-se pela beleza dos seus trajes − réplicas de vestes antigas − e pela genuinidade dos cantares e do tocar do adufe − ainda hoje tocado apenas pelas mulheres −, constituindo representações das tradições milenares de Monsanto, que desde 1938 é conhecida por ser a Aldeia Mais Portuguesa de Portugal e que integra a Rede das Aldeias Históricas de Portugal.
Atualmente composto por 6 elementos, a formação original das Adufeiras de Monsanto nasce em 1997 quando Amélia Mendonça e Laura Pedro são desafiadas pela etnomusicóloga Salwa Castelo Branco e pelo encenador Ricardo Pais a reunir um grupo de mulheres Monsantinas que integrasse o elenco do espectáculo Raízes Rurais, Paixões Urbanas (com direcção cénica do próprio Ricardo Pais), e que contou com a participação, entre outros, de Maria João e Mário Laginha, numa co-produção do Teatro Nacional de S. João, no Porto, e da Cité de la Musique, em Paris.
Desde então têm actuado em Portugal e no estrangeiro, participado em espectáculos e discos de grandes nomes da música Portuguesa, e editaram 2 CD nos quais registaram parte significativa do cancioneiro musical Monsantino, para memória futura.
Em Portugal, o grupo será transportado com o apoio da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova.

informações:
radiomonsanto.pt; geral@radiomonsanto.pt; (+351) 96 921 63 05
www.consuladogeralportugalnewark.org/pt/


António Cabral (AC)

sábado, 10 de junho de 2017

10 de JUNHO
Dia de Camões, de Luis Vaz de Camões.
Tenho um exemplar especial dos Lusíadas. Mostro a capa.
Este exemplar, data de 1972, é como digo um exemplar especial, porque edição de 1972 ou seja, no ano do IV centenário da publicação do poema. 
Lembro que em 1572 foram editados os Lusíadas.
Gosto particularmente do que está sublinhado. Actualíssimo.
São os Portugueses - os Lusíadas - os heróis do poema.
Lá, onde repousa, Camões deve dar voltas e voltas ao ver o estado em que continuamos, a desfaçatez, a pouca vergonha, a corrupção, a desigualdade, a demagogia, a total ausência de um devir para a sociedade, e que germinam e alastram.
António Cabral (AC)