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domingo, 14 de dezembro de 2025

Com a devida vénia coloco aqui um texto com mais de cinco anos cujo autor é um coronel do Exército, reformado, homem do 25 de Abril, e (opinião pessoal naturalmente), de elevadas honestidade intelectual, isenção e cultura. Os sublinhados são da minha responsabilidade.

António Cabral (AC


PORTUGAL PRECISA DE SE DESCOLONIZAR ?

Em Março de 1953, com seis anos de idade, encontrava-me em Angola, mais precisamente em Sá da Bandeira (actual Lubango). Nesse mês, iniciava-se o ano lectivo em Angola e fui matriculado na Escola n.o 59, para frequentar a 1.a classe. No trajecto de minha casa para a escola, tinha de atravessar uma pequena sanzala, cujos habitantes tinham um aspecto semelhante aos encontrados pelos navegadores portugueses quando ali chegaram no século XV: andavam seminus e quase não falavam português. Depois de passar a sanzala, ficava diante do Liceu Diogo Cão, um dos dois únicos liceus que então existiam em Angola. A minha escola ficava ainda para lá do liceu.

Assim que começaram as aulas, logo notei que tinha como parceira de carteira uma menina negra. Mas todos os outros meninos eram brancos. Não me recordo de qualquer incidente de teor racial relacionado com a minha colega de carteira.

No meu ambiente familiar, a questão racial era encarada com verdadeiro espírito cristão, pelo que a única constatação que se fazia era a de que havia pouquíssimos angolanos de cor com um estatuto social semelhante ao dos brancos. Isso devia-se ao seu atraso civilizacional, mal que, afirmava-se então, as autoridades portuguesas estavam a tratar, com as políticas de assimilação previstas no Acto Colonial.

Em 1967, já alferes do Exército, fui para Angola, para a companhia de caçadores metropolitana que estava aquartelada na Quibala-Norte, pertencente ao batalhão sediado em Bessa Monteiro. Nesse aquartelamento, estava, ainda, um pelotão de artilharia destacado do Regimento de Artilharia de Luanda. 
Era uma pequena força da “guarnição normal”, designação que era dada às unidades que não vinham, de reforço, da Metrópole. Como seria de esperar, os vinte e poucos militares desse pelotão eram quase todos negros. 
Que me lembre, eram brancos o alferes, um furriel e dois operadores de transmissões. As praças da especialidade de artilharia, dadas as tecnicidades da arma, eram das mais qualificadas em habilitações literárias. 
Pelo menos dois dos cabos eram ‘regentes de posto de ensino’, uma categoria inferior de professor primário, que também existia na Metrópole. Para completar este conjunto de militares negros com qualificações acima da média, o segundo furriel, negro, era professor primário, diplomado pela Escola do Magistério Primário de Luanda.

No tempo em que decorre esta narrativa, havia, ainda, uma percentagem considerável de militares metropolitanos que eram analfabetos ou que, não o sendo, não tinham sido aprovados no exame da 3.a classe. Estava estipulado por lei que nenhum militar poderia passar à disponibilidade sem, antes, ser aprovado no exame da 3.a classe. Esta determinação ia acompanhada pela obrigatoriedade de todas as unidades militares manterem uma “escola regimental”, destinada, precisamente, a preparar os militares para o referido exame.

Como o furriel de artilharia negro era o único professor primário existente naquele quartel, o capitão, muito naturalmente, nomeou-o professor dos militares brancos iletrados, missão na qual era coadjuvado pelos cabos angolanos regentes de posto de ensino.

Imaginem, agora, a minha surpresa, no contexto imperial em que vivíamos, quando, após o almoço de um dos primeiros dias da minha estada na Quibala-Norte, o capitão me disse para vir com ele dar uma volta pelo quartel. E lá fomos os dois. Quando chegámos próximo do edifício JC do refeitório, os meus olhos arregalaram-se ao ver, em pé, junto do quadro preto, o furriel e os dois cabos angolanos, a ‘civilizarem’ uma dezena e meia de militares metropolitanos. O capitão, apercebendo-se da minha surpresa, disse qualquer coisa deste género: “tendo eu profissionais do ensino na companhia, não era lógico nomear outro graduado, só por ele ser branco”.

Digeri muito bem o evento. Confesso que não tardei a sentir um grande orgulho, por tudo e por todos: pelo exemplo que (desta vez) se dava da concordância entre a propaganda e os factos reais; pela serena aceitação da situação da parte dos soldados brancos, reconhecendo que aqueles portugueses de cor os ensinavam porque estavam devidamente qualificados para o efeito. Ao longo dos anos, regressei mentalmente, por várias vezes, à escola regimental da Quibala-Norte. Imaginei que, provavelmente, uma cena deste tipo seria impossível noutros exércitos de países mais desenvolvidos.

Mas a experiência africana, em cenário de uma guerra sem fim, fez-me seguir a pista do 25 de Abril, no qual me empenhei de corpo e alma, por considerar que a guerra se não resolveria sem a prévia conquista da Liberdade. O doloroso processo que se seguiu no tocante à separação política das antigas colónias não pôs termo ao relacionamento amistoso de Portugal com os povos que anteriormente dominava. Muitos desses africanos vieram mesmo trabalhar para Portugal, alguns adquiriram a nacionalidade portuguesa e têm usado os seus direitos políticos na plenitude, elegendo e fazendo-se eleger. No actual governo, além do primeiro-ministro de ascendência indiana, há a ministra da Justiça, negra de origem angolana.

O que fica dito, no entanto, não pretende ser, nem é, um atestado de ausência de racismo. Melhor dizendo: da ausência de racistas
Em Portugal, há machistas, há fascistas, há egoístas, há comunistas, há racistas, etc., e, todavia, o país não merece, só por isso, ser considerado machista, fascista, egoísta, comunista ou racista
No entanto, nos últimos tempos, há quem esteja tentando descobrir mais uma “causa fracturante”, para limar mais umas arestas da sociedade. Desta vez, porém, a questão vem bulir com a nossa História, com a nossa identidade como Nação e com a ideia de Pátria, como memória comum de todo um povo.

Neste movimento anti-racista, cuja intenção de aperfeiçoamento humano só podemos louvar, há uma linha de pensamento que se apoia num discurso perigoso, tendente a dar aos fenómenos de racismo – que existem, sem dúvida –, uma DIMENSÃO que não corresponde às características do povo português e que deve ser contrariada com a argumentação própria de uma sociedade democrática
Portugal, segundo o Índice Global da Paz de 2020, foi classificado em 3.o lugar entre os países mais pacíficos do mundo, logo depois da Islândia e da Nova Zelândia. Teríamos conseguido tal classificação tendo, entre nós, um grave problema de racismo? Não é o racismo uma negação do conceito de sociedade pacífica?

Depois de várias posições, públicas e publicadas, que até nós chegaram nas últimas semanas, apareceu, agora, a ideia de que, para combater o nosso problema de racismo, precisamos de nos “descolonizar”. Foi autor desta argumentação o antropólogo Dr. Miguel Vale de Almeida, em artigo inserido na edição do Público de 18 de Agosto. Entre outras afirmações com o seu quê de original, o autor refere que “hoje sabemos, graças ao activismo anti-racista que conseguiu emergir e graças a boa investigação científica e jornalística, que o racismo existe inegavelmente”. Afirma, ainda, o articulista, que “alguns países souberam fazer, ou foram obrigados a fazer, um esforço no sentido de descolonizar as suas sociedades e de combater o racismo. Portugal tem sido imensamente incompetente nisso”. Curiosamente, NÃO DIZ quais foram esses países “competentes”. Quanto gostaria de saber quem são esses países exemplares!

E, então, Vale de Almeida encontra na sua experiência pessoal, a solução para este mal: “Mas têm sido sobretudo autores, artistas, académicos, activistas, políticas e políticos anti-racistas quem mais me têm ensinado, junto com a minha prática da antropologia, que Portugal ainda não se descolonizou”.

E, porque é que o autor estabelece a ligação do racismo à ideia colonial? Porque, segundo ele, “nada mudou verdadeiramente, dos livros escolares à conversa de café. Nem sequer o tremendo esforço de construção da democracia e duma sociedade mais justa veio substituir a estória que contamos sobre nós próprios. Não parece ser disto, da liberdade e da democracia, que a maioria dos portugueses se orgulha, mas sim, e ainda, dos “descobrimentos”, da expansão e mesmo do colonialismo e seus avatares contemporâneos”.

Isto é, púnhamos o início da nossa memória colectiva em 25 de Abril de 1974 e mandávamos os Lusíadas para o caixote do lixo. NÃO, o 25 de Abril em que participei foi feito para honrar a memória dos que construíram Portugal, para honrar todos aqueles que deram o melhor do seu saber e das suas vidas para fazerem de um pequeno país periférico da Europa uma referência mundial, que nenhum preconceito tonto poderá apagar. O 25 de Abril fez-se, justamente, como mais um passo no sentido do aperfeiçoamento humano da sociedade portuguesa, aperfeiçoamento esse que deve continuar, sem que se subverta a ideia de Pátria que, assente no nosso passado, sustenta o nosso futuro.

David Martelo – 19 de Agosto de 2020.


Tenham um bom Domingo
Saúde e boa sorte
António Cabral (AC)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

CERTIFICADO  DIGITAL…….

Vem isto a propósito não exactamente do Obelix ou um não cumprimento de normas que nos estão a impor, ou ….ou…. Vem a propósito do certificado e de testes. No Domingo passado o lar onde reside  a minha mãe informou-me que da próxima vez que a fosse buscar para vir estar connosco durante o dia, antes de a trazer eu teria de apresentar teste. Pois hoje, melhor, já ontem, 8 Dezembro, eram 1030 horas quando compareci na portaria do lar levando a caixa com o teste para fazer á frente da funcionária. Enquanto a senhora estava na secretária a apanhar qualquer coisa, passei o cotonete na narina, meti o cotonete no frasco de plástico com o líquido, apertei, abanei, fechei a tampa e pumba, 4 gotas no buraco da caixinha, para ver qual seria a cor ao fim de 15 minutos. Não tinham passado 2 minutos, lá veio a senhora da portaria e, espantada, olhou para mim - ai senhor António, a senhora directora ontem à noite disse que não se pedisse o teste pois a norma da DGS não é taxativa……….Apeteceu-me, MAIS UMA VEZ, puxar do vernáculo, mas saiu um calmo - não faz mal minha senhora há coisas piores! E estamos nisto, neste Portugal à beira - mar plantado!

AC

sábado, 13 de novembro de 2021

POIS TÁ CLARO………

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, MARCELO REBELO DE SOUSA, EXPLICOU ESTA SEXTA-FEIRA NÃO LHE CAUSAR ESTRANHEZA QUE A ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS TENHA SABIDO DA INVESTIGAÇÃO A MILITARES PORTUGUESES NO ÂMBITO DA OPERAÇÃO MIRÍADE ANTES DO PRÓPRIO.

………….."HÁ UMA PRESENÇA DAS NAÇÕES UNIDAS NO TERRENO". ASSIM, O QUE LÁ ACONTECE, COMO "HAVER SUSPEITAS E A ABERTURA IMEDIATA DE UMA INVESTIGAÇÃO, É DO CONHECIMENTO INEVITÁVEL DA ONU", PORQUE A FORÇA É DESTA ORGANIZAÇÃO E NÃO DE PORTUGAL.
.…………...
"DO QUE PERCEBI, O QUE HOUVE DE IMEDIATO - E ATÉ LOUVEI ISSO - FOI QUE, HAVIDA A PRIMEIRA SUSPEITA, HOUVE LOGO ABERTURA DA INVESTIGAÇÃO A CARGO DA POLÍCIA JUDICIÁRIA MILITAR E DEPOIS DA POLÍCIA JUDICIÁRIA", "NÃO HOUVE PROPRIAMENTE MESES OU ANOS DE ESPERA ENTRE UMA COISA E OUTRA".

…………. "NÃO SE SENTIR EM CONDIÇÕES DE INTERVIR SOBRE ESSA MATÉRIA", COMO TAMBÉM PORQUE "O PROCESSO VAI AVANÇANDO, COMO É PÚBLICO E NOTÓRIO, E TEM CARACTERÍSTICAS DE NATUREZA JUDICIAL".

…………... REFORÇOU QUE O CHEFE DE GOVERNO JÁ TORNOU PÚBLICO QUE "TAMBÉM NÃO TINHA CONHECIMENTO" DAS INVESTIGAÇÕES.

POIS TÁ CLARO, como somos todos burrrinhos, fica assim.
O que lá acontece acontece lá. O que cá acontece acontece cá. 
La Palisse não diria melhor!
AC

sexta-feira, 25 de junho de 2021

SAÚDE. Hospitais Públicos. Hospitais Privados.

Não, não venho debater nada daquilo a que vários se dedicam, uns para vergastar o SNS, outros para vergastar os privados, etc.

Conheço bem muitas infra-estruturas de saúde, públicas e privadas, nos distritos de Lisboa, Setúbal e Castelo Branco. E conheço muito bem vários profissionais de saúde, como em outras ocasiões já referi e até por várias razões de natureza familiar. Sinto-me relativamente à vontade para abortar os assuntos deste sector da vida nacional.

Não, o que aqui trago é uma coisa que me surpreendeu, pela negativa.

Num hospital privado, NOVO, repito, NOVO, quando chegou aquela hora do pagamento, dirigi-me à área respectiva existente naquele piso. Nessa área SEIS, repito, SEIS posições de atendimento. SEIS.

Eu e todos esperámos bastante mais tempo para resolver o problema que habitualmente se soluciona num ápice. Porquê?

Seis posições, seis senhoras a atender e, no fim, a pedirem muitas desculpas pela……... demora…….Uma máquina MB para as seis!

AC

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

R E D E S    S O C I A I S
Cresce o número de confissões publicas de aniversários, festas, indicações camarárias, coisas da vida íntima, desabafos de deputados, etc., etc., etc.
E CRESCE O NÚMERO de APAGÕES DE MENSAGENS.
Eu só tenho este blogue, onde de privado quase nada partilho para além de receitas culinárias, leves mágoas passadas e pouco mais e, ainda assim, "en passant".
Nada de facebook, instagram, twitter, etc. 
Não é uma crítica a quem usa isso, respeito, é apenas um facto, escolha pessoal.
Refiro-me aos apagões das mensagens de muita gentinha, porque através dos jornais se vai tendo mais notícia dessas curiosas posturas. Primeiro, pelo que tenho percebido, vomitam para as redes sociais tudo e mais alguma coisa de vida privada e não só, depois vão a correr apagar tudo para tentar evitar eventuais ataques e escândalos.
Não é giro?
Diz muito sobre os cérebrozinhos, não diz?
AC

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

TODOS MUDAM UM POUCO. 

CERTAMENTE.  A SOMAR A ISTO, A ESMAGADORA MAIORIA TEM FRACA OU NENHUMA MEMÓRIA.

A COMEÇAR POR MIM QUE, DÉCADAS PASSADAS, MUDEI UM POUCO, VEJO ALGUMAS COISAS NUMA PERSPECTIVA UM POUCO DIFERENTE.  MAS TENHO AINDA MUITO BOA MEMÓRIA E MUITA COISA ARQUIVADA.

CREIO QUE MINIMIZEI ALGUNS DEFEITOS, MAS NÃO ALTEREI A MINHA NOÇÃO DE SERVIÇO, O QUE É SERVIR, COMO SERVI A VIDA TODA, E CONTINUO MUITO AGARRADO AOS VALORES, AOS VALORES TRADICIONAIS/ FUNDAMENTAIS QUE DEFINEM UMA PESSOA CIVILIZADA E CIENTE DOS DEVERES E DIREITOS (POR ESTA ORDEM) EM SOCIEDADE, E NÃO ÁS MODAS E FRACTURAS. E NÃO ME ALHEIO DA SOCIEDADE, TRATO DA MINHA VIDA MAS NÃO ME FECHO NUMA REDOMA, PROCURO RIGOR, INDIGNO-ME COM AS INJUSTIÇAS E DESIGUALDADES. RESPEITO OPINIÃO ALHEIA, MAS TENHO AS MINHAS. INDIGNA-ME O SILÊNCIO E A BOVINIDADE.

SEI BEM QUE A VIDA NÃO É A PRETO E BRANCO, TEM MUITOS MATIZES. MAS NÃO DEI VOLTAS DE 180º OU 360º . E HÁ MUDANÇAS E MUDANÇAS. MAS SOBRETUDO POSTURAS, DESDE NOVO/A.

LEMBRANDO-ME DA FRASE - DIFICILMENTE HÁ SEGUNDA OPORTUNIDADE PARA CAUSAR UMA BOA IMPRESSÃO - A PRIMEIRA IMPRESSÃO QUE DELA TIVE FOI PÉSSIMAFOI AO VIVO, ELA NO PALCO A DEBITAR VACUIDADES, COM RISO DESPROPOSITADO, PARA MIM  E OUTROS COMO SE FOSSEMOS UNS TOLINHOS,  COM CRISTALINA LIMPIDEZ VIU-SE QUE NÃO SE TINHA PREPARADO  MINIMAMENTE PARA AQUELA HORA. VIVIA ENTÃO UMA AURÉOLA EM PARTE JUSTIFICADA MAS EM PARTE TAMBÉM EXAGERADA, OPINIÃO MINHA, NATURALMENTE.

FOI UMA VERGONHA, UMA DESCONSIDERAÇÃO INSUPORTÁVEL E INACEITÁVEL DADA A AUDIÊNCIA QUE NESSA ALTURA TINHA DIANTE DE SI, AUDIÊNCIA QUE NÃO DISPENSAVA EDUCAÇÃO, CORTESIA, DIGNIDADE, SERIEDADE DESIGNADAMENTE ACADÉMICA. E QUASE TODOS FIZEMOS SENTIR ISSO MESMO A QUEM DE DIREITO.

PODE DIZER-SE - FOI UM ACASONÃO, NÃO FOI UM ACASO, HÁ RECORTES AO LONGO DOS ANOS QUE CONFIRMAM A POSTURA, DESCONTROLADA UMAS VEZES, DESBOCADA OUTRAS, IMPREPARAÇÃO OUTRAS, INCONSISTÊNCIA E AUSÊNCIA DE PONDERAÇÃO.

CLARO QUE POSSO ESTAR ENGANADO. ADMITO SEMPRE.

MAS SE ME LEMBRAR DO PRECSE ME LEMBRAR SOBRETUDO DE UM CERTO PERÍODO A COMEÇAR EM 1976 , SE ME RECORDAR DE VÁRIOS EPISÓDIOS AO LONGO DOS ANOS, ENTÃO MAIS CONVENCIDO FICO  - DEUS ME LIVRE DESSA CRIATURA

PODEM CANTAR-LHE LOAS, ALGUMAS ATÉ SÃO JUSTAS POIS, NATURALMENTE, COMO TODOS NÓS, TEM QUALIDADES E DEFEITOS. MAS VEJO-LHE CARACTERÍSTICAS DE FRANCA MEDIOCRIDADE GLOBAL, MAU GRADO TER CONSEGUIDO SER UMA "GLOBE TROTTER", MAU GRADO A DEFESA DE TEMAS IMPORTANTES DE QUE ALGUNS SÃO A DESGRAÇA DA NOSSA SOCIEDADE. 

MAS É UMA PESSOA EQUILIBRADA? É UMA POLÍTICA QUE NÃO ME PARECE CONFIÁVEL. AS MEMÓRIAS CURTAS DÃO NO QUE DÃO.

AC

quarta-feira, 10 de junho de 2020

10 de JUNHO
Ia havendo grande barraca nos Jerónimos.
Camões tinha-se colocado à porta de entrada, com um daqueles contadores de pessoas na mão e, de repente, por causa de ver mal como é sabido, não queria deixar entrar Marcelo pois já lá estavam 7 pessoas convidadas dentro da sala, e ele sabia que só 7 estavam autorizadas.
Marcelo não tinha convite mas, então, num momento de menor distração, com o seu olho, Camões fixou-o melhor e, ajoelhando-se, beijou-lhe a mão e disse - Perdão Majestade, foi a minha distração!
E lá se fez a cerimónia, com pompa e discrição.
Parece que havia uns quantos Covid-19 nas solas dos sapatos mas, dada a solenidade, não quiseram trepar pelas calças até aos rostos.
Até porque acharam horrendos todos aqueles empinados narizes!
AC

terça-feira, 9 de junho de 2020

MOINHOS DE VENTO,  mas...... 
Henrique Pereira dos Santos (HPS), é um concidadão cujas declarações/ escritos/ entrevistas sigo com alguma atenção desde 2017, designadamente a propósito de fogos/ incêndios/ florestas/ agricultura/ agropecuária.
Com o surgimento da pandemia, escreveu inúmeros textos em blogue e jornais, combatendo a maioria das coisas que foram sendo decididas pelo PR, PM, governo, AR, DGS, MSaúde.
Como sempre acontece com todas as pessoas, creio que em várias das suas indignações tem razão, creio que em muitas outras não tem. Vem isto a propósito do seu "post" com o título supra.

Refere que essencialmente tem havido dois grupos: 
> um número pequeno de pessoas que sempre consideraram absurdo tomar medidas não farmacêuticas radicais para conter uma epidemia,
> e um segundo grupo muito mais numeroso em que se incluem os políticos, titulares de orgãos de soberania, autoridades sanitárias, autoridades várias no campo da citologia epidemiologia etc.

Numa coisa pelo menos HPS tem razão, a meio de Março passado instalaram o pânico em Portugal. Creio que persiste.
Além disso, de facto, encontram-se especialistas que, como HPS refere, dizem e defendem coisas apenas porque sim.
Mas o que se passa presentemente quanto a infectados nos distritos de Lisboa (não é a cidade de Lisboa) e de Setúbal quando comparado com o resto do País requer muita reflexão. E o que fazer se os dados o requererem.

HPS sintetiza a coisa assim:

1) de um lado os que partem do princípio de que não sabemos grande coisa do vírus e que isso justifica uma abordagem super cautelosa, sempre assente no pior cenário, incluindo nessa definição de pior cenário modelações teóricas grosseiras e sem qualquer relação com a realidade, esquecendo quaisquer efeitos negativos das medidas loucas tomadas, quer no aumento desmesurado da pobreza - que mata muito mais que a epidemia -, quer mesmo nos efeitos na saúde pública que não diga respeito à covid;

2) de outro lado os que partem do princípio de que desconhecimento e incerteza não são a mesma coisa e que o razoável é uma abordagem que parta do princípio de que esta epidemia se comportaria essencialmente como qualquer outra, adoptando-se as medidas comprovadamente eficazes de contenção - lavar mas mãos, etiqueta respiratória, desinfecção de superfícies e isolamento de doentes - e sem grandes custos sociais, desenvolvimento de modelos de acompanhamento da evolução tão eficazes quanto possível para permitir detectar desvios da evolução em relação ao previsto e adaptar as medidas de contenção à nova informação, e nunca tomar medidas com impactos negativos certos e de grande dimensão, sem uma razoável probabilidade de se estar perante uma situação que as justificasse.

A generalidade das pessoas envolvidas no segundo grupo, e com alguma formação na área, sempre foram apresentados cenários alternativos de evolução cheios de ses e talvez, pelo contrário, o secretário geral da Organização Mundial de Saúde ainda esta semana continua a falar de uma epidemia que está sempre a piorar, à semelhança do que tem feito a ortodoxia da abordagem maximalista de confinamento.

O tempo se encarregará de demonstrar quem tem razão, e eu concordo.
Mas há um detalhe que HPS me parece continuar a fazer-se de esquecido. Tal como o seu "ídolo" André Dias, essencialmente defenderam que o vírus basicamente vinha em duas semanas e em pouco mais de duas semanas se iria embora. Bem.......
Tanto quanto me parece, o tempo tem-se encarregado de demostrar que não estará a ser exactamente assim.

Além disso, HPS não foca a Suécia e a Bélgica. Pessoalmente acho curioso, sobretudo olhando aos números e ao facto de, sobretudo na Suécia, não ter havido confinamento e, adicionalmente, um dos maiores responsáveis Suecos pelas decisões nessa matéria já ter vindo recentemente a público reconhecer que se calhar foi uma má decisão. Os óbitos falam por si, ou não?.
Aguardemos.
AC

terça-feira, 26 de maio de 2020

PODEM  DESCULPÁ-LAS
Josep Jansa: "Confinamento no inverno? É uma possibilidade"Especialista do Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doenças considera que novo confinamento é "um cenário que precisa de ser considerado". Analisa ainda as medidas tomadas pelos Estados-Membros e a relações entre os EUA e a China.
Podem desculpar as Sras Graça Freitas e Temido por com frequência se contradizerem.
Nas organizações internacionais é o mesmo.
Ora aparece este e outro ao lado do Tedros a dizerem que a coisa vai voltar, ora aparece uma outra senhora sumidade de um outro centro de controlo de doenças a dizer que não vai haver 2ª vaga.
É sempre bom termos abanões todos os dias.
AC