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domingo, 14 de dezembro de 2025

Com a devida vénia coloco aqui um texto com mais de cinco anos cujo autor é um coronel do Exército, reformado, homem do 25 de Abril, e (opinião pessoal naturalmente), de elevadas honestidade intelectual, isenção e cultura. Os sublinhados são da minha responsabilidade.

António Cabral (AC


PORTUGAL PRECISA DE SE DESCOLONIZAR ?

Em Março de 1953, com seis anos de idade, encontrava-me em Angola, mais precisamente em Sá da Bandeira (actual Lubango). Nesse mês, iniciava-se o ano lectivo em Angola e fui matriculado na Escola n.o 59, para frequentar a 1.a classe. No trajecto de minha casa para a escola, tinha de atravessar uma pequena sanzala, cujos habitantes tinham um aspecto semelhante aos encontrados pelos navegadores portugueses quando ali chegaram no século XV: andavam seminus e quase não falavam português. Depois de passar a sanzala, ficava diante do Liceu Diogo Cão, um dos dois únicos liceus que então existiam em Angola. A minha escola ficava ainda para lá do liceu.

Assim que começaram as aulas, logo notei que tinha como parceira de carteira uma menina negra. Mas todos os outros meninos eram brancos. Não me recordo de qualquer incidente de teor racial relacionado com a minha colega de carteira.

No meu ambiente familiar, a questão racial era encarada com verdadeiro espírito cristão, pelo que a única constatação que se fazia era a de que havia pouquíssimos angolanos de cor com um estatuto social semelhante ao dos brancos. Isso devia-se ao seu atraso civilizacional, mal que, afirmava-se então, as autoridades portuguesas estavam a tratar, com as políticas de assimilação previstas no Acto Colonial.

Em 1967, já alferes do Exército, fui para Angola, para a companhia de caçadores metropolitana que estava aquartelada na Quibala-Norte, pertencente ao batalhão sediado em Bessa Monteiro. Nesse aquartelamento, estava, ainda, um pelotão de artilharia destacado do Regimento de Artilharia de Luanda. 
Era uma pequena força da “guarnição normal”, designação que era dada às unidades que não vinham, de reforço, da Metrópole. Como seria de esperar, os vinte e poucos militares desse pelotão eram quase todos negros. 
Que me lembre, eram brancos o alferes, um furriel e dois operadores de transmissões. As praças da especialidade de artilharia, dadas as tecnicidades da arma, eram das mais qualificadas em habilitações literárias. 
Pelo menos dois dos cabos eram ‘regentes de posto de ensino’, uma categoria inferior de professor primário, que também existia na Metrópole. Para completar este conjunto de militares negros com qualificações acima da média, o segundo furriel, negro, era professor primário, diplomado pela Escola do Magistério Primário de Luanda.

No tempo em que decorre esta narrativa, havia, ainda, uma percentagem considerável de militares metropolitanos que eram analfabetos ou que, não o sendo, não tinham sido aprovados no exame da 3.a classe. Estava estipulado por lei que nenhum militar poderia passar à disponibilidade sem, antes, ser aprovado no exame da 3.a classe. Esta determinação ia acompanhada pela obrigatoriedade de todas as unidades militares manterem uma “escola regimental”, destinada, precisamente, a preparar os militares para o referido exame.

Como o furriel de artilharia negro era o único professor primário existente naquele quartel, o capitão, muito naturalmente, nomeou-o professor dos militares brancos iletrados, missão na qual era coadjuvado pelos cabos angolanos regentes de posto de ensino.

Imaginem, agora, a minha surpresa, no contexto imperial em que vivíamos, quando, após o almoço de um dos primeiros dias da minha estada na Quibala-Norte, o capitão me disse para vir com ele dar uma volta pelo quartel. E lá fomos os dois. Quando chegámos próximo do edifício JC do refeitório, os meus olhos arregalaram-se ao ver, em pé, junto do quadro preto, o furriel e os dois cabos angolanos, a ‘civilizarem’ uma dezena e meia de militares metropolitanos. O capitão, apercebendo-se da minha surpresa, disse qualquer coisa deste género: “tendo eu profissionais do ensino na companhia, não era lógico nomear outro graduado, só por ele ser branco”.

Digeri muito bem o evento. Confesso que não tardei a sentir um grande orgulho, por tudo e por todos: pelo exemplo que (desta vez) se dava da concordância entre a propaganda e os factos reais; pela serena aceitação da situação da parte dos soldados brancos, reconhecendo que aqueles portugueses de cor os ensinavam porque estavam devidamente qualificados para o efeito. Ao longo dos anos, regressei mentalmente, por várias vezes, à escola regimental da Quibala-Norte. Imaginei que, provavelmente, uma cena deste tipo seria impossível noutros exércitos de países mais desenvolvidos.

Mas a experiência africana, em cenário de uma guerra sem fim, fez-me seguir a pista do 25 de Abril, no qual me empenhei de corpo e alma, por considerar que a guerra se não resolveria sem a prévia conquista da Liberdade. O doloroso processo que se seguiu no tocante à separação política das antigas colónias não pôs termo ao relacionamento amistoso de Portugal com os povos que anteriormente dominava. Muitos desses africanos vieram mesmo trabalhar para Portugal, alguns adquiriram a nacionalidade portuguesa e têm usado os seus direitos políticos na plenitude, elegendo e fazendo-se eleger. No actual governo, além do primeiro-ministro de ascendência indiana, há a ministra da Justiça, negra de origem angolana.

O que fica dito, no entanto, não pretende ser, nem é, um atestado de ausência de racismo. Melhor dizendo: da ausência de racistas
Em Portugal, há machistas, há fascistas, há egoístas, há comunistas, há racistas, etc., e, todavia, o país não merece, só por isso, ser considerado machista, fascista, egoísta, comunista ou racista
No entanto, nos últimos tempos, há quem esteja tentando descobrir mais uma “causa fracturante”, para limar mais umas arestas da sociedade. Desta vez, porém, a questão vem bulir com a nossa História, com a nossa identidade como Nação e com a ideia de Pátria, como memória comum de todo um povo.

Neste movimento anti-racista, cuja intenção de aperfeiçoamento humano só podemos louvar, há uma linha de pensamento que se apoia num discurso perigoso, tendente a dar aos fenómenos de racismo – que existem, sem dúvida –, uma DIMENSÃO que não corresponde às características do povo português e que deve ser contrariada com a argumentação própria de uma sociedade democrática
Portugal, segundo o Índice Global da Paz de 2020, foi classificado em 3.o lugar entre os países mais pacíficos do mundo, logo depois da Islândia e da Nova Zelândia. Teríamos conseguido tal classificação tendo, entre nós, um grave problema de racismo? Não é o racismo uma negação do conceito de sociedade pacífica?

Depois de várias posições, públicas e publicadas, que até nós chegaram nas últimas semanas, apareceu, agora, a ideia de que, para combater o nosso problema de racismo, precisamos de nos “descolonizar”. Foi autor desta argumentação o antropólogo Dr. Miguel Vale de Almeida, em artigo inserido na edição do Público de 18 de Agosto. Entre outras afirmações com o seu quê de original, o autor refere que “hoje sabemos, graças ao activismo anti-racista que conseguiu emergir e graças a boa investigação científica e jornalística, que o racismo existe inegavelmente”. Afirma, ainda, o articulista, que “alguns países souberam fazer, ou foram obrigados a fazer, um esforço no sentido de descolonizar as suas sociedades e de combater o racismo. Portugal tem sido imensamente incompetente nisso”. Curiosamente, NÃO DIZ quais foram esses países “competentes”. Quanto gostaria de saber quem são esses países exemplares!

E, então, Vale de Almeida encontra na sua experiência pessoal, a solução para este mal: “Mas têm sido sobretudo autores, artistas, académicos, activistas, políticas e políticos anti-racistas quem mais me têm ensinado, junto com a minha prática da antropologia, que Portugal ainda não se descolonizou”.

E, porque é que o autor estabelece a ligação do racismo à ideia colonial? Porque, segundo ele, “nada mudou verdadeiramente, dos livros escolares à conversa de café. Nem sequer o tremendo esforço de construção da democracia e duma sociedade mais justa veio substituir a estória que contamos sobre nós próprios. Não parece ser disto, da liberdade e da democracia, que a maioria dos portugueses se orgulha, mas sim, e ainda, dos “descobrimentos”, da expansão e mesmo do colonialismo e seus avatares contemporâneos”.

Isto é, púnhamos o início da nossa memória colectiva em 25 de Abril de 1974 e mandávamos os Lusíadas para o caixote do lixo. NÃO, o 25 de Abril em que participei foi feito para honrar a memória dos que construíram Portugal, para honrar todos aqueles que deram o melhor do seu saber e das suas vidas para fazerem de um pequeno país periférico da Europa uma referência mundial, que nenhum preconceito tonto poderá apagar. O 25 de Abril fez-se, justamente, como mais um passo no sentido do aperfeiçoamento humano da sociedade portuguesa, aperfeiçoamento esse que deve continuar, sem que se subverta a ideia de Pátria que, assente no nosso passado, sustenta o nosso futuro.

David Martelo – 19 de Agosto de 2020.


Tenham um bom Domingo
Saúde e boa sorte
António Cabral (AC)

segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

Da HONESTIDADE INTELECTUAL
Honestidade intelectual e rigor são alguns dos bens cada vez mais escassos.

Como faço questão de sempre recordar mas, sobretudo, de praticar, respeito SEMPRE a opinião de outrem. Umas vezes concordo outras discordo.

Vêm estas palavras a propósito do legítimo anúncio a convocar a manifestação entretanto ocorrida, anúncio que li por aí e transcrevo.

"A partir das 15h00, com início na Alameda Afonso Henriques, descida da Almirante Reis até ao Martim Moniz. Contra o racismo e a xenofobia. Em defesa da liberdade e da dignidade".

Vou ficar a aguardar que os mesmos anunciantes se pronunciem pelas facadas entretanto ocorridas naquela seguríssima zona de Lisboa que, ao que ouvi nas TV, foram distribuídas entre "amigalhaços" de etnia oriental/ asiática. Felizmente parece que não houve mortes.

Pela minha parte vou ficar também a aguardar que o inarrável Ventura comente a sua ESTRONDOSA MANIFESTAÇÃO.
Ainda não tenho a certeza, mas parece que só por malvadez as TV mostraram uma pequeníssima franja de 3 ou 4 dezenas de tipos da que terá sido uma grande manifestação, quase a comparar-se com a famosa da Alameda nos idos de 75.

Enfim, é como estamos e continuamos.

Tenham uma boa semana. Saúde e boa sorte
AC

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

DONA  URSULA
Apercebo-me que D. Ursula terá declarado que na Europa não há anti-semitismo. Isto, na sequência das violências de ontem em Amesterdão.

Estamos na conversa de chacha do costume, e é por causa destas Ursulas, das Mortáguas, dos Pratas, dos Tavares e etc. que os execráveis Trump, Ventura e tantos outros estão a crescer cada vez mais. INFELIZMENTE.

E a darem cabo do centro político, a estourarem gradualmente com a democracia, com as esquerdas e direitas DECENTES, a dar cabo de milhões e milhões que como eu nada se revêm em atrocidades, em guerras, em genocídio (curdos e etc.) em falsidades, em coisas fracturantes.

D. Ursula, há anti-semitismo na Europa, e não é só na Holanda, é na Alemanha e em vários outros países.
Ou quer convencer-me que o horroroso e tenebroso Hitler chegou ao poder na Alemanha apenas por acaso, que a esmagadora maioria do povo alemão estava contra ele e os seus sequazes?

D. Ursula , há racismo na Europa. INFELIZMENTE.

Talvez devesse começar a colocar óculos, e veja atentamente o que gradualmente se está a passar em vários países, desde os Nórdicos para baixo. As pessoas intelectualmente honestas estão fartas, cansadas.

É à conta do seu wokismo, do seu politicamente correcto, e do seu desviar de dinheiro tão necessário para tratar de problemas das pessoas nos diferentes países, que estou levar em cima com os Pintos, Venturas e quejandos. LAMENTÁVEL.

Tenho dois anos de viver na Holanda em representação do país. Conheço alguma coisa daquela sociedade. O que há pouco vi no televisor nada me espantou.
AC

sexta-feira, 9 de agosto de 2024

PLENAMENTE de ACORDO
"Meus caros, o racismo é uma coisa suficientemente inaceitável e presente nas sociedades - actuais e antigas - para ser combatido a partir da realidade, não há vantagem nenhuma em procurar reforçar o seu combate com histórias da carochinha, só serve para descredibilizar esse combate" (Henrique Pereira dos Santos)

Bom dia.
Tenham um bom fim de semana.
Vai estar calor.
À aldeia não vou, tórrido, por lá estrelam-se ovos na testa.
AC

sábado, 29 de junho de 2024

MARIANA MORTÁGUA

PORTUGAL É FUNDADOR DA IDEIA MODERNA DE RACISMO?

PERCEBI BEM, OU MAL? 

AC

sábado, 1 de junho de 2024

COMPLETAMENTE DE ACORDO
. . . . . .  (sublinhados da minha responsabilidade)
Há quem distinga entre o discurso de ódio e a promoção do ódio, sendo este último mais grave. Para muita gente, o discurso da extrema-direita promove o ódio, comportamentos criminosos e ações violentas. E eu concordo, mas o da esquerda radical também, como mostra o vandalismo contra a sede do Observador, um órgão de comunicação social. Para alguns ativistas de esquerda, o culpado do mundo estar como está é do homem branco. Se também for de meia-idade, heterossexual e de direita faz bingo. Para outros, a culpa é a ganância dos empresários — lembram-se de quem certa esquerda culpava pela inflação? Não se poderá legitimamente argumentar que isto também promove o ódio contra um dado grupo de pessoas? Se um deputado do BE ou do PCP disser “From the river to the sea, Palestine will be free!” deve ser censurado? Espero que não, mesmo percebendo que o slogan implica a destruição de Israel. (...)


Há casos em que a corda necessariamente parte. O presidente da assembleia regional da Madeira não podia ficar indiferente quando o deputado Manuel Coelho se pôs de cuecas. Mas declarações sobre turcos não serem conhecidos por trabalhar estão longe da fronteira que delimita o que é admissível, o que me leva a perguntar o porquê de todo este escândalo. E, quando soube de um comunicado da SOS Racismo dizendo que Aguiar-Branco não tem condições para continuar no cargo e apelando ao Ministério Público que atue, não consigo deixar de pensar que anda muita gente a mamar na teta do Ventura e a promoverem-se à sua custa. O problema é que o promovem também.

Luís Aguiar-Conraria no Expresso

António Cabral (AC)

terça-feira, 28 de novembro de 2023

CORNO, perdão, CHIFRE de ÁFRICA
Uma das várias zonas do planeta vivendo a paz pós-
1945, zona de grande prosperidade e desenvolvimento. 
AC

sábado, 7 de janeiro de 2023

A  EUROPA  NÃO  É  ISTO
Por puro acaso, na tarde de sexta-feira 23 de Dezembro, num dos intervalos de início de preparação do jantar de consoada cá em casa (a meu cargo), fui chamado para ouvir as palavras de um comentador tido por perito em assuntos de segurança.

Era a propósito do deplorável assassinato de várias pessoas em França, centro de Paris. Um crime hediondo perpetrado segundo percebi contra curdos vivendo em França. Vários mortos e feridos.

E a dada altura o comentador proferiu a frase com que titulo este texto - "a Europa não é isto".

Mas, interrogo-me, a Europa não é já muito disto? 
E há vários anos?

A Europa, um berço de quase tudo na história, revoluções diversas, desenvolvimento/ explosão industrial, avidez na procura de matérias primas, na expansão de mercados, colonialismo, guerras. 
Depois, no pós guerra, arranjar maneira para paz social, progresso, nada de armamentismo, os americanos tratariam disso, escudo protetor.

A Europa, depois da II GG, paulatinamente, iniciou passos para  chegar à CEE e mais tarde à UE. Alargamento.

Um dos primeiros passos contou com o plano Marshall, americano. 
A reconstrução. 
E, nessa altura, muitos dos miseráveis portugueses/ turcos/ marroquinos/ tunisinos/ argelinos/ etc., foram invadindo os países que hoje são o forte da Europa Ocidental. 
Alemanha que depois reunificou e cada vez mais forte à conta das exportações para o seu antigo império e para a China, mais a França, Bélgica, Holanda, Áustria, Luxemburgo, Itália, etc.
Ao Reino Unido iam chegando hordas não só mas sobretudo da Índia.

O colonialismo, a II GG, e a invasão pacífica de imigrantes para trabalharem na construção civil e que muito contribuiu para o esplendor de cidades como Londres, Amesterdão, Paris, Berlim, etc., estão na raiz do sobressaltado mundo contemporâneo. 
Nas facadas na rua, nas viaturas desabridas sobre passeios matando e ferindo, etc.
Não sei se neste exacto momento é ainda exactamente assim, mas não há muito podia dizer-se que a segunda maior cidade Turca estava na Alemanha, tal o montante de turcos idos para lá.

Procura de matérias primas desde a revolução industrial, procura de mercados, gaz e petróleo Russo e do Oriente, emigração brutal para a Europa, reconstrução, "bidonvilles" e coisas do género, e eis no que deu, no que está a dar, de Espanha à Suécia. 

Depois de erigido o Estado social sem quaisquer gastos em defesa, erigido o bem-estar na Europa Ocidental a Norte de Espanha, reformas, vida boa, agora queixam-se. 
Houve o Charlie Hebdo e muito mais até aos dias de hoje. 
De espantar? Não. 

Desarmamento, bem-estar, crescimento económico, .... mas que verdadeira integração dos argelinos, dos turcos, dos portugueses, dos marroquinos, dos tunisinos, por essa Europa fora? 
E, agora, com as hordas vindas do Norte de África, as vagas de migrantes e as redes de tráfico?

A Europa não é isto?  Hum ....
António Cabral 

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

RACISM

How to get rid of racism?

Stop talking about it.

(atribuído a Morgan Freeman)

AC

terça-feira, 30 de março de 2021

Ai  EÇA, o que me OBRIGAS a FAZER

No continente americano descobriram que, aparentemente, o Eça de Queirós era um racista de alto coturno. Bom, vai daí, numa primeira fase, fiquei intrigado mas, pouco depois, fiquei mesmo muito preocupado e, depois, mesmo agastado. Horrorizado. Meu Deus!

Bom, para cortar cerce a questão, estou há 3 semanas numa tarefa tremenda, terrível, desgastante, devastadora, cansativa, angustiante, demoníaca, de enlouquecer.

Tenho estado a olhar para umas quantas páginas de alguns livros, pois não é possível percorrer as obras todas de cada um de fio a pavio, folheio os que fui lendo ao longo do tempo, para ver se me apercebo do que iria na alma dos nossos autores. E ainda bem que nem tenho assim tantos livros.

Ando, portanto, a fiscalizar num espírito pior que ASAE ou PJ, obras de: Fernão Lopes, Gil Vicente, Bernardim Ribeiro, João de Barros, Diogo do Couto, Lopes de Castanheda, Damião de Góis, Vaz de Caminha, Mendes Pinto, Sá de Miranda, António Ferreira, Luís de Camões, Diogo Bernardes, Heitor Pinto, Samuel Usque, Rodrigues Lobo, Frei Luís de Sousa, Padre António Vieira, Luís verney, Correia Garção, Nicolau Tolentino, Barbosa do Bocage, Tomás Gonzaga, Almeida Garrett, Alexandre Herculano, Feliciano de Castilho, Rebelo da Silva, João de Lemos, Soares de Passos, Camilo Castelo Branco, Gomes Coelho/ Júlio Dinis, João de Deus, Antero de Quental, Eça de Queirós, Ramalho Ortigão, Oliveira Martins, Gonçalves Crespo, Cesário Verde, Guerra Junqueiro, Gomes Leal, Fialho de Almeida, Eugénio de Castro,  Camilo Pessanha, António Nobre, Augusto Gil, Afonso Lopes Vieira, António Sardinha, Júlio Dantas, Mário de Sá-Carneiro, Fernando Pessoa, Aquilino Ribeiro, Pedro Homem de Mello, Florbela Espanca, Ferreira de Castro, Trindade Coelho, Correia da Rocha/ Miguel Torga, Sebastião da GamaJosé Régio, Luís António Verney, Eugénio de Andrade, Sophia de Mello-Breyner Andresen, Mário Dionísio, Manuel da Fonseca, Raul Brandão, José Gomes Ferreira, Virgílio Ferreira, José Rodrigues Miguéis, Manuel Mendes, Luís Sttau Monteiro, Fernando Namora, Vitorino Nemésio, Maria Judite de Carvalho, Almada Negreiros, Soeiro Pereira Gomes, Teixeira de Pascoais, Alves Redol,  Matilde Rosa Araújo, Camilo Pessanha, António Gedeão, José Cardoso Pires, Luís Francisco Rebelo, Bernardo Santareno, Branquinho da Fonseca, Jorge de Sena, António Lobo Antunes, José Saramago, Assis Pacheco, Baptista Bastos, João de Melo, Mia Couto, Manuel Alegre, Herberto Helder, Vasco Graça Moura, Gomes Leal, Fialho de Almeida, Eduardo Lourenço, Agustina Bessa Luís, Maria Lamas. Uffff! Estou angustiado!

AC

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

A  PROPÓSITO  de  ÓDIO 👮  💣  😟  🔗
ÓDIO - definição clássica = rancor profundo e reservado que se sente por outrem; inimizade; aversão; antipatia; horror.

Não me parece que exista especial dificuldade em definir ódio, e senti-lo em sociedade.

Admito que de cabeça para cabeça sua sentença. Isto dito, Portugal, a sociedade portuguesa é racista?
Tenho as maiores dúvidas que seja.


Mas existem casos vários de racismo e de ódio, entre a mesma cor de pele, entre cores diferentes de pele, entre etnias, entre gerações, em zonas degradadas, ou mesmo em condomínios de luxo que não aceitam, por exemplo, nele ter lojas com negócios de gente normal.

EXISTEM vários tipos de, ódio, de antipatia, aversão. 
Infelizmente, vários, com desfechos trágicos.
AC

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

E SEGUEM PARA BINGO
Disney põe aviso de conteúdo racista nos filmes 'Peter Pan', 'Dumbo' e 'O Livro da Selva'
Plataforma de streaming informa consumidores de que os programas incluem representações negativas de pessoas e culturas
AC

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

PORTUGAL  Precisa  de  se  Descolonizar ?
O texto de que tomei conhecimento e que agora aqui partilho, é da autoria de um oficial reformado do Exército, o sr Coronel David Marcelo.
Como sempre, respeito as opiniões de outrem, concorde ou discorde delas, no todo ou em parte.
No caso concreto, partilho e concordo com as opiniões deste oficial, que participou activamente no processo antes e depois de 25 de Abril de 1974.
Os sublinhados e realces são da minha responsabilidade.
António Cabral (AC)

PORTUGAL PRECISA DE SE DESCOLONIZAR?


Em Março de 1953, com seis anos de idade, encontrava-me em Angola, mais precisamente em Sá da Bandeira (actual Lubango). Nesse mês, iniciava-se o ano lectivo em Angola e fui matriculado na Escola n.o 59, para frequentar a 1.a classe. No trajecto de minha casa para a escola, tinha de atravessar uma pequena sanzala, cujos habitantes tinham um aspecto semelhante aos encontrados pelos navegadores portugueses quando ali chegaram no século XV: andavam seminus e quase não falavam português. Depois de passar a sanzala, ficava diante do Liceu Diogo Cão, um dos dois únicos liceus que então existiam em Angola. A minha escola ficava ainda para lá do liceu.

Assim que começaram as aulas, logo notei que tinha como parceira de carteira uma menina negra. Mas todos os outros meninos eram brancos. Não me recordo de qualquer incidente de teor racial relacionado com a minha colega de carteira.

No meu ambiente familiar, a questão racial era encarada com verdadeiro espírito cristão, pelo que a única constatação que se fazia era a de que havia pouquíssimos angolanos de cor com um estatuto social semelhante ao dos brancos. Isso devia-se ao seu atraso civilizacional, mal que, afirmava-se então, as autoridades portuguesas estavam a tratar, com as políticas de assimilação previstas no Acto Colonial.

Em 1967, já alferes do Exército, fui para Angola, para a companhia de caçadores metropolitana que estava aquartelada na Quibala-Norte, pertencente ao batalhão sediado em Bessa Monteiro. Nesse aquartelamento, estava, ainda, um pelotão de artilharia destacado do Regimento de Artilharia de Luanda. Era uma pequena força da “guarnição normal”, designação que era dada às unidades que não vinham, de reforço, da Metrópole. Como seria de esperar, os vinte e poucos militares desse pelotão eram quase todos negros. Que me lembre, eram brancos o alferes, um furriel e dois operadores de transmissões. As praças da especialidade de artilharia, dadas as tecnicidades da arma, eram das mais qualificadas em habilitações literárias. Pelo menos dois dos cabos eram ‘regentes de posto de ensino’, uma categoria inferior de professor primário, que também existia na Metrópole. Para completar este conjunto de militares negros com qualificações acima da média, o segundo furriel, negro, era professor primário, diplomado pela Escola do Magistério Primário de Luanda.

No tempo em que decorre esta narrativa, havia, ainda, uma percentagem considerável de militares metropolitanos que eram analfabetos ou que, não o sendo, não tinham sido aprovados no exame da 3.a classe. Estava estipulado por lei que nenhum militar poderia passar à disponibilidade sem, antes, ser aprovado no exame da 3.a classe. Esta determinação ia acompanhada pela obrigatoriedade de todas as unidades militares manterem uma “escola regimental”, destinada, precisamente, a preparar os militares para o referido exame.

Como o furriel de artilharia negro era o único professor primário existente naquele quartel, o capitão, muito naturalmente, nomeou-o professor dos militares brancos iletrados, missão na qual era coadjuvado pelos cabos angolanos regentes de posto de ensino.

Imaginem, agora, a minha surpresa, no contexto imperial em que vivíamos, quando, após o almoço de um dos primeiros dias da minha estada na Quibala-Norte, o capitão me disse para vir com ele dar uma volta pelo quartel. E lá fomos os dois. Quando chegámos próximo do edifício JC do refeitório, os meus olhos arregalaram-se ao ver, em pé, junto do quadro preto, o furriel e os dois cabos angolanos, a ‘civilizarem’ uma dezena e meia de militares metropolitanos. O capitão, apercebendo-se da minha surpresa, disse qualquer coisa deste género: “tendo eu profissionais do ensino na companhia, não era lógico nomear outro graduado, só por ele ser branco”.

Digeri muito bem o evento. Confesso que não tardei a sentir um grande orgulho, por tudo e por todos: pelo exemplo que (desta vez) se dava da concordância entre a propaganda e os factos reais; pela serena aceitação da situação da parte dos soldados brancos, reconhecendo que aqueles portugueses de cor os ensinavam porque estavam devidamente qualificados para o efeito. Ao longo dos anos, regressei mentalmente, por várias vezes, à escola regimental da Quibala-Norte. Imaginei que, provavelmente, uma cena deste tipo seria impossível noutros exércitos de países mais desenvolvidos.

Mas a experiência africana, em cenário de uma guerra sem fim, fez-me seguir a pista do 25 de Abril, no qual me empenhei de corpo e alma, por considerar que a guerra se não resolveria sem a prévia conquista da Liberdade. O doloroso processo que se seguiu no tocante à separação política das antigas colónias não pôs termo ao relacionamento amistoso de Portugal com os povos que anteriormente dominava. Muitos desses africanos vieram mesmo trabalhar para Portugal, alguns adquiriram a nacionalidade portuguesa e têm usado os seus direitos políticos na plenitude, elegendo e fazendo-se eleger. No actual governo, além do primeiro-ministro de ascendência indiana, há a ministra da Justiça, negra de origem angolana.

O que fica dito, no entanto, não pretende ser, nem é, um atestado de ausência de racismo. Melhor dizendo: da ausência de racistas. 

Em Portugal, há machistas, há fascistas, há egoístas, há comunistas, há racistas, etc., e, todavia, o país não merece, só por isso, ser considerado machista, fascista, egoísta, comunista ou racista
No entanto, nos últimos tempos, há quem esteja tentando descobrir mais uma “causa fracturante”, para limar mais umas arestas da sociedade. Desta vez, porém, a questão vem bulir com a nossa História, com a nossa identidade como Nação e com a ideia de Pátria, como memória comum de todo um povo.

Neste movimento anti-racista, cuja intenção de aperfeiçoamento humano só podemos louvar, há uma linha de pensamento que se apoia num discurso perigoso, tendente a dar aos fenómenos de racismo – que existem, sem dúvida –, uma DIMENSÃO que não corresponde às características do povo português e que deve ser contrariada com a argumentação própria de uma sociedade democrática. Portugal, segundo o Índice Global da Paz de 2020, foi classificado em 3.o lugar entre os países mais pacíficos do mundo, logo depois da Islândia e da Nova Zelândia. Teríamos conseguido tal classificação tendo, entre nós, um grave problema de racismo? Não é o racismo uma negação do conceito de sociedade pacífica?

Depois de várias posições, públicas e publicadas, que até nós chegaram nas últimas semanas, apareceu, agora, a ideia de que, para combater o nosso problema de racismo, precisamos de nos “descolonizar”. Foi autor desta argumentação o antropólogo Dr. Miguel Vale de Almeida, em artigo inserido na edição do Público de 18 de Agosto. Entre outras afirmações com o seu quê de original, o autor refere que “hoje sabemos, graças ao activismo anti-racista que conseguiu emergir e graças a boa investigação científica e jornalística, que o racismo existe inegavelmente”. Afirma, ainda, o articulista, que “alguns países souberam fazer, ou foram obrigados a fazer, um esforço no sentido de descolonizar as suas sociedades e de combater o racismo. Portugal tem sido imensamente incompetente nisso”. Curiosamente, NÃO DIZ quais foram esses países “competentes”. Quanto gostaria de saber quem são esses países exemplares!

E, então, Vale de Almeida encontra na sua experiência pessoal, a solução para este mal: “Mas têm sido sobretudo autores, artistas, académicos, activistas, políticas e políticos anti-racistas quem mais me têm ensinado, junto com a minha prática da antropologia, que Portugal ainda não se descolonizou”.

E, porque é que o autor estabelece a ligação do racismo à ideia colonial? Porque, segundo ele, “nada mudou verdadeiramente, dos livros escolares à conversa de café. Nem sequer o tremendo esforço de construção da democracia e duma sociedade mais justa veio substituir a estória que contamos sobre nós próprios. Não parece ser disto, da liberdade e da democracia, que a maioria dos portugueses se orgulha, mas sim, e ainda, dos “descobrimentos”, da expansão e mesmo do colonialismo e seus avatares contemporâneos”.

Isto é, púnhamos o início da nossa memória colectiva em 25 de Abril de 1974 e mandávamos os Lusíadas para o caixote do lixo. NÃO, o 25 de Abril em que participei foi feito para honrar a memória dos que construíram Portugal, para honrar todos aqueles que deram o melhor do seu saber e das suas vidas para fazerem de um pequeno país periférico da Europa uma referência mundial, que nenhum preconceito tonto poderá apagar. O 25 de Abril fez-se, justamente, como mais um passo no sentido do aperfeiçoamento humano da sociedade portuguesa, aperfeiçoamento esse que deve continuar, sem que se subverta a ideia de Pátria que, assente no nosso passado, sustenta o nosso futuro.

David Martelo – 19 de Agosto de 2020.

quarta-feira, 22 de julho de 2020

sábado, 20 de junho de 2020

O OUTRO DIZIA - É a VIDA
Pois é, é a vida.
Quando olhamos para o nosso cantinho e para o que no nosso cantinho nos contam sobre o que se passa lá fora só podemos ficar cada vez mais perplexos.
Por exemplo, agora o sr TEDROS lá da OMS parecia querer convencer-nos que 2º vaga da pandemia.....nahhh, não vem.
Ah, mas espera, agora veio outra vez dizer que isto está a ficar muito complicado!!!!
Já tivemos a cena das máscaras sim e máscaras não, e muitas mais parvoíces.
Ah, e agora usem mas é as máscaras de pano. 
Por cá temos a saga pornográfica dos ventiladores de que, para já, continuamos sem as centenas dos tais ventiladores, mas ficámos cientes de que temos, um embaixador extraordinário lá fora, governantes extraordinários, directores gerais extraordinários, tudo gente excepcional, os tais melhores dos melhores.
Ventiladores que chegaram, estão a chegar, está quase e ...esquece, não fales mais nisso.
Por falar em melhores, temos os melhores jornalistas dos melhores do mundo.
Se não fossem eles o que seria do nosso mundo. 
Reparem nas perguntas chatas que eles se atrevem a colocar a Marcelo, Costa e por í fora.
Sem eles não saberíamos que há diferenças abissais entre o que o energúmeno Trump ameaça fazer mas ainda não aconteceu e que é  colocar tropas nas ruas, e as tropas francesas nas ruas de várias cidades durante meses e meses das revoltas violentas dos "gillets jaunes”. 
De relembrar que, aparentemente, essas revoltas em França provocaram TAMBÉM destruições vastíssimas e perto de 2 dezenas de mortos, é o que eles dizem por lá, mas se calhar é bem pior.
Coisa sem importância, naturalmente, pois trata-se do dito democrata Macron.
É a vida. Mas, tenham calma, no fim vamos ficar todos muito bem.
Entretanto, todos mentem.
Cá é o que se sabe. Basta ver as pouca vergonhas dos últimos anos, ou meses ou semanas, escolham.
Em França idem. 
Nos EUA idem, mentem do lado do Trump e mentem do lado dos outros, por exemplo, não indicam com rigor os brancos assassinados por brancos, os negros assassinados por negros, os negros assassinados por brancos, os brancos assassinados por negros, etc.
Em Espanha mentem há décadas sobre tudo, como se sabe, e agora confessaram a propósito dos óbitos.
Da China é melhor nem falar.
Quanto a certos países, tipo Holanda, Nórdicos, a minha experiência internacional leva-sem a franzir o sobrolho e ......pé atrás!
Uff, desisto,........por agora.
Tenham um bom fim de semana.
AC

quarta-feira, 17 de junho de 2020

A PROPÓSITO de HISTÓRIA
Nota prévia: não sou historiador, antropólogo, sociólogo, homem de letras.

Isto dito, tenho para mim que no passado, nos tempos antes de nós, relativamente pouco distantes, mais distantes, longínquos, a perder de vista, aconteceram muitas coisas, todos os dias.
Época houve em que, ao que parece, uns trogloditas (na minha perspectiva da época contemporânea) lhes davam umas mocadas com um cacete e as arrastavam pelos cabelos. 
Parece que pode ter sido assim.
O meu ponto é que, durante dezenas e dezenas de milhares de anos, muito se foi sucedendo a vários níveis.
Natural, creio, que tenhamos a curiosidade ou a necessidade de interpretar passados.
Creio que esta é uma meta normal em historiadores, interpretar e não apenas enumerar e apresentar passados.
E, portanto, parece-me, também natural se não mesmo importante, que os historiadores apresentem os passados e, no presente, digam nas suas diferentes perspectivas o que aconteceu em épocas passadas e o que cada evento e facto e alteração significou em dada  época.
Tenho as maiores dúvidas que isto deva ser substituído por condenações de certos passados à luz dos conceitos do presente, passados que olhados hoje são em muitos casos, repugnantes, horríveis, inaceitáveis, bárbaros. 
Discordo do reescrever da história. 
Quem esteve numa dada fotografia deve lá continuar, e não ser apagado como foi uso num passado recente e, creio, continua a ser o desejo de alguns em certos domínios.
Maria Antonieta não volta a ter cabeça.
Tal como a escravidão, por exemplo também, entre Africanos ou entre Asiáticos, deixe de ser uma realidade acontecida durante séculos apenas porque a escravidão é qualquer coisa de inqualificável à luz dos nossos princípios e direitos humanos.
AC 

segunda-feira, 15 de junho de 2020

SÃO RADICAIS, IGNORANTES, e IMBECIS,
OBVIAMENTE Sr PRESIDENTE
Vandalizar estátuas é um ato "imbecil". A declaração é de Marcelo Rebelo de Sousa, que defende que o património que existe ligado à cultura e à história "têm de ser consideradas na época em que se viveram". E por isso nada "justifica vandalizar ou destruir" monumentos "que são testemunhos da personalidade da nossa história".

"Senão começávamos no D. Afonso Henriques, que perseguiu muçulmanos e acaba na Torre de Belém e nos Jerónimos. Vai tudo", atirou o Presidente da República, que nunca gostou "da ideia de queimar livros ou destruir estátuas". Para ele "julgar a história hoje, para o passado é um risco".
O que foi feito com a estátua do padre António Vieira , em Lisboa, demonstrou ignorância e imbecilidade.
"Não sei se a sociedade portuguesa é, como um todo, racista. 
Agora que há setores racistas e xenófobos em Portugal, há", disse Marcelo Rebelo de Sousa, preocupado com "a radicalização da sociedade portuguesa". "Estamos a viver uma pandemia e, no momento em que temos uma crise económica e social, vamos juntar a isso a radicalização, gratuita, da sociedade portuguesa, que se alimenta reciprocamente, que não é tratar seriamente os problemas ou definir políticas contra as desigualdades", defendeu, lembrando que "o radicalismo puxa radicalismo".
"O povo português ganha alguma coisa com essa radicalização gratuita e não inteligente? Acho que não."
AC
Que ETAPAS para REESCREVER a HISTÓRIA?

Por exemplo.....

"MANIFESTO EM DEFESA DAS NOSSAS ORIGENS E CONTRA TODAS AS OPRESSÕES
Não vou falar dos Neandertais, apesar de todos termos direito a permanecer uns autênticos neandertais. E esses já povoavam a Iberia desde o ano 200 mil antes de Cristo. Para quem não saiba, aliás, o território que hoje equivale a Portugal foi o “último refúgio” do Neandertal, antes da sua extinção, cerca de 28 mil anos antes de Cristo.
Mas vá, para ser simpático, comecemos então pelo Homo Sapiens, que chegou e começou a povoar a Ibéria no Paleolítico, e andava muito calminho por aqui, na sua vidinha de recolector, entretido a fazer gravuras no Vale do Côa ou na gruta do Escoural.
Estes Homo Sapiens foram-se organizando em comunidades, ultrapassaram o Neolítico, as Idades do Cobre, do Bronze e do Ferro, e evoluíram para um conjunto populacional algo indeterminado, que se estendeu da Galiza ao Algarve, a que os antigos chamaram Estrímnios.
Os Estrímnios serão, tanto quanto se sabe, o “povo” original da Ibéria.
Estes, meus amigos, são os verdadeiros portugueses, os de origem, de boa cepa.
Mas rapidamente a humanidade fez das suas e chegou ao Sul peninsular um outro povo, os Ofis, que quase exterminaram os bons dos Estrímnios, e fundaram povoados onde atualmente encontramos localidades como Évora-Monte, Alcácer do Sal, Lisboa ou Leiria.
Vá, como fundaram todos estes povoados, e apesar de quase terem exterminado os “portugueses” puros, os tais de Estrímnios, consideremos que também os Ofis são cá dos nossos, daqueles que sempre por cá andaram.
Mas depois é que começa a desgraça, e temos de pedir reparação em relação a isto.
Primeiro, para estragar a harmonia, vieram os vários povos Celtas, ou Celtiberos, que foram povoando diversas regiões do atual Portugal. Cónios, Brácaros, Galaicos, Túrdulos e muitos outros, incluindo até, imaginem… os Lusitanos.
Sim, os Lusitanos são uma força invasora Celtibera, vieram aqui chatear a boa vida em que andavam os “verdadeiros portugueses”, os bons povos Estrímnios e Ofis.
Entretanto, no Sul de Portugal, começam também a estabelecer-se outros invasores, malta vinda da zona do atual Líbano, uns tais de Fenícios, e mais tarde, a declinação destes que se tinha instalado em Cartago e que também nos veio chatear a molécula aqui.
Até os gregos, esses preguiçosos que tiveram a Troika à perna, vieram para aqui estabelecer umas cidades. É desses antigos gregos a culpa do nosso default.
Mas quem veio mesmo dar cabo disto tudo, no entanto, foram os romanos. Imaginem que edificaram cidades, pontes, estradas, aquedutos, templos… Deixaram-nos também o Direito, a organização administrativa… Enfim, uns animais. Acho de todo recomendável irmos vandalizar o Templo romano de Évora, ou Conimbriga. E exijo que todas as estátuas de imperadores romanos que estão em Roma sejam atiradas ao Tibre.
Com o declínio e queda do Império Romano, a Norte foram-se impondo outros invasores. Primeiro os Suevos, depois os Visigodos, enfim, uma chusma de bárbaros que deu cabo do nosso recato.
Fomos também invadidos pelos Muçulmanos que, com eles, trouxeram coisas como os tanques de águas, as noras e os canais de rega. E também os limoeiros, laranjeiras, a abóbora, a cenoura, o arroz ou a figueira. Até o arroz doce, essa sobremesa tão tipicamente portuguesa, se deram ao desplante de trazer para Portugal. Está na altura de acabar com isto tudo, arrancar todas as árvores e culturas que eles trouxeram para cá.
E ainda se cruzaram por cá muitos outros povos e culturas. Judeus, vários povos europeus, africanos, ciganos…
Todos estes povos vieram para cá para explorar as nossas minas e os nossos recursos naturais. Foram séculos e séculos de opressão e exploração.
Está na hora de acabar com isto, de revisitar a nossa história e voltar a contá-la como ela deve ser contada.
Estávamos nós, Estrímnios e Ofis, postos em sossego, quando veio esta turba toda, esta plêiade de energúmenos, bárbaros e selvagens, dar cabo disto.
Na verdade, recuando até um pouco mais, devemos exigir o direito a sermos o que éramos de origem: autênticos Neandertais
Vamos arrasar, destruir, queimar, tudo o que não tenha a ver com uma cultura e um legado verdadeiramente Neandertal.
Neandertais de Portugal: unidos, venceremos."(André Serpa Soares)
António Cabral (AC)

quarta-feira, 3 de junho de 2020

OBVIAMENTE
..........a escumalha infecta que se associou às manifestações para destruir propriedade, assaltar estabelecimentos e causar confrontos deu uma grande ajuda a Trump, que sabe perfeitamente que o grosso do eleitorado, que está em casa, não aprecia motins....(lido por aí)
Deu e dará ajuda ao insuportável Trump e a outros como ele, por lá, por toda a parte, por cá.

E falar de escumalha não é racismo, na escumalha há muito de todas as cores, etnias, credos. ESCUMALHA
AC

segunda-feira, 1 de junho de 2020

R  A  C  I  S  M  O,  e outras  coisas  mais...
Sim, existe, racismo. 
Transversal ás sociedades, TODAS, e acredito que Portugal está muito longe de ser das piores, apesar dos histéricos e das histéricas. 
Veja-se no presente, lá fora,  a brutal.....👮....... bem, não há adjectivação suficiente mesmo juntando todas as línguas, para descrever a “cena” de um joelho a esmagar um pescoço de uma pessoa. Só podia dar mau resultado. Inacreditável.
Não deve ser fácil mesmo nos EUA, ou em África, ou na Europa, ou na Ásia, encontrar exemplo mais horrível.
No nosso País o racismo já foi pior, muitas décadas atrás. 
Continua cá. Tudo, opiniões minhas, naturalmente.
Quanto ao futebol nacional e que agora recomeçará em praticamente todos os estádios quando dona Graça tinha dito (quase) "nem pensar", no passado, Vicente, Eusébio, Coluna, foram invectivados como aconteceu com Marega? Hum.....
E este racismo de banda desenhada disseminado pelas redes?.
Falou-se tempos atrás em atear fogos, ou coisa parecida. 
Se o actual PM e muitos outros antes dele, em Braga, Lisboa, Porto, não andassem nos camarotes dos dirigentes de futebol, as coisas estariam hoje diferentes? 
Responda quem sabe, mas uma coisa para mim é certa, estes "hipócritas" insurgiram-se contra o que lamentavelmente aconteceu com Marega, MAS......
Mas, quando ao longo de anos assistiram a coisas mais ou menos do mesmo calibre, com a diferença que os atingidos não se rebelaram como este do FCPorto, eles levantaram-se dos cadeirões, e foram-se embora, ou esperaram pelo fim do jantar opíparo nas salas VIP? 
NÃO, CLARO QUE NÃO, ficaram, paparam.
Há um político nacional, de que nunca gostei, repito, de que nunca gostei, mas creio que não ia ver os jogos nem aceitava bilhetes: Cavaco Silva.

O caso Marega teria sido porventura uma boa e oportuna ocasião  para suscitar um saudável e civilizado debate sobre o racismo, alargado, escolas, faculdades, comunicação social, etc. 
MAS JÁ PASSOU, claro.
Se estou bem recordado, o caso Marega foi sancionado pelas autoridades do "futibola" com um pouco mais de 700 euros. 
Fica quase tudo dito.
Voltando ao presente, temos esta vergonha mundial que ocorre nos incendiados EUA, mas presumo que devemos continuar a ter por outros lados coisas "lindas" como, os apedrejamentos nas Ásias e Orientes, as violações de jovens raparigas na Índia, etc.
Por cá, temos hostels atulhados de gente desgraçada, ou centenas de asiáticos e de Leste nas colheitas por vários campos fora, coisas mais ou menos descobertas para a luz do dia por causa do Covid-19. Mas que não são de agora, só se disfarçavam anualmente!!!!

No presente, agora as polícias vão mais aos Jamaicas de Portugal por causa do COVID-19, ou ao Cercal, etc.
O PR circula por algumas confissões religiosas além da católica.
Racismo,...sim, não desapareceu, e também temos outras coisas mais, mais ou menos como o costume de sempre.
Mas uma coisa é certa, no fim vamos ficar todos bem, e daqui a poucos anos já o Rui Moreira mandará directamente no FCPorto.!
Olé!
AC