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sábado, 26 de outubro de 2024

COMO  CORRERAM  AS  COISAS?

Em resumo?
Arrisco, . . . . quase tudo mal!
E pouco está a melhorar!

Um homem que, aparentemente, justa ou injustamente dada, não terá acatado uma ordem da PSP. 
Creio que é este o início de tudo.

Um polícia que reagiu, provavelmente, de forma descontrolada, e disparou.

Um homem morto, uma vida ceifada, uma tragédia.

Versões completamente contraditórias, de todos os lados.

Criminalidade à solta, desordem e vandalismo urbanos, esfaqueamento de várias pessoas, destruição de património particular, público, do Estado.

Vários feridos inocentes, pelo menos um ferido em perigo de vida.

Uma certa impotência.

Uma ministra desastrada na comunicação.

Provavelmente, apesar de noticiado o contrário, ausência de coordenação de forças e serviços e instituições do Estado.

Declarações de políticos e deputados mais do que condenáveis, execráveis, extremistas de todos os lados do leque político.

Acusações de todos os lados.

Videos e outras coisas nas redes sociais incitando violência.

Jornalistas recebendo informações e materiais que deviam estar na maior reserva.

Órgãos de comunicação social relatando as coisas de uma forma que parece legitimar que se questione se não se estão a aproveitar para aumentar as vendas ou o "share".

Acusações da PSP à PJ.

O costumeiro - estou e estamos a acompanhar com preocupação.

O deplorável anúncio - agora ainda não vou lá.

É Portugal, do politicamente correcto, do cinzentismo, do wokismo, do eu tenho razão, do não senhor eu é que tenho razão, do faz de conta, do isto não é da sociedade portuguesa, das crescentes desigualdades sociais, do empurrar tudo com a barriga ou varrer para debaixo do tapete e assobiar para o ar.

Desde que o Benfica, Porto e Sporting se aguentem está tudo catita!
A bem da Nação.

Tenham um bom Sábado, boa sorte, saúde, bom dia.

António Cabral (AC)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

NÃO  HÁ  DINHEIRO .
QUAL  A  PARTE  QUE  NÃO PERCEBEM
?


Poderá faltar alguma coisa nas frases supra mas creio que foi basicamente isto que em tempos disse o então ministro das finanças Gaspar no tempo da Troika.

E de facto há pouco dinheiro em Portugal. Quer no Estado, quer nas empresas em geral, quer na maior parte das famílias portuguesas.

Bom, há pouco dinheiro mas ainda há uns trocos para distribuir a amigalhaços e a certas preciosidades.

É que há muitos trocos para enterrar, na telenovela TAP (que se tornou privada, depois nem tanto, depois nacionalizada com aplausos de toda a esquerdalhada)mas, depois, a tal super estratégica TAP a tal de bandeira, Costa e o seu amigo Nuno estão doidos por vender, tornar privada outra vez. 

Há muitos trocos, para o Novo Banco (tem havido), parece que agora já há uns trocos para pagar sobressalentes para os "leopardozitos tugas, vai havendo trocos para enterrar na EFACEC e em muitas outras coisas que o estendal é longo, e há ainda uns trocos para estudos sobre isto e aquilo adjudicados a certas sociedades ou a certos amigos de faculdade e que assim passam eles uns anos mais no "aquilo e daquilo" mas nada resulta. Perdão, resulta e bem, os ajustes directos, o empochar de uns eurozitos que a vida está cara.

Há muitos trocos, também, para as viagens, dos titulares de órgãos de soberania (as indispensáveis, as necessárias, e para as que apenas servem para gozo pessoal e não para o serviço à sociedade/ ao Estado) e ainda de muitos assessores e de imensos convidados (amigos, elites, jornalistas).

E como apesar de haver uns trocos há pouco dinheiro e desse pouco muito é desbaratado, os funcionários públicos, os servidores do Estado como são os militares das Forças Armadas ou os agentes das forças de segurança, os médicos, os professores, os camionistas, os ferroviários, e muitas outras carreiras, continuam com os seus vencimentos ou congelados, ou mornos, ou frios. 
Na maioria FRIOS.
António Cabral (AC)

sábado, 7 de janeiro de 2023

A  EUROPA  NÃO  É  ISTO
Por puro acaso, na tarde de sexta-feira 23 de Dezembro, num dos intervalos de início de preparação do jantar de consoada cá em casa (a meu cargo), fui chamado para ouvir as palavras de um comentador tido por perito em assuntos de segurança.

Era a propósito do deplorável assassinato de várias pessoas em França, centro de Paris. Um crime hediondo perpetrado segundo percebi contra curdos vivendo em França. Vários mortos e feridos.

E a dada altura o comentador proferiu a frase com que titulo este texto - "a Europa não é isto".

Mas, interrogo-me, a Europa não é já muito disto? 
E há vários anos?

A Europa, um berço de quase tudo na história, revoluções diversas, desenvolvimento/ explosão industrial, avidez na procura de matérias primas, na expansão de mercados, colonialismo, guerras. 
Depois, no pós guerra, arranjar maneira para paz social, progresso, nada de armamentismo, os americanos tratariam disso, escudo protetor.

A Europa, depois da II GG, paulatinamente, iniciou passos para  chegar à CEE e mais tarde à UE. Alargamento.

Um dos primeiros passos contou com o plano Marshall, americano. 
A reconstrução. 
E, nessa altura, muitos dos miseráveis portugueses/ turcos/ marroquinos/ tunisinos/ argelinos/ etc., foram invadindo os países que hoje são o forte da Europa Ocidental. 
Alemanha que depois reunificou e cada vez mais forte à conta das exportações para o seu antigo império e para a China, mais a França, Bélgica, Holanda, Áustria, Luxemburgo, Itália, etc.
Ao Reino Unido iam chegando hordas não só mas sobretudo da Índia.

O colonialismo, a II GG, e a invasão pacífica de imigrantes para trabalharem na construção civil e que muito contribuiu para o esplendor de cidades como Londres, Amesterdão, Paris, Berlim, etc., estão na raiz do sobressaltado mundo contemporâneo. 
Nas facadas na rua, nas viaturas desabridas sobre passeios matando e ferindo, etc.
Não sei se neste exacto momento é ainda exactamente assim, mas não há muito podia dizer-se que a segunda maior cidade Turca estava na Alemanha, tal o montante de turcos idos para lá.

Procura de matérias primas desde a revolução industrial, procura de mercados, gaz e petróleo Russo e do Oriente, emigração brutal para a Europa, reconstrução, "bidonvilles" e coisas do género, e eis no que deu, no que está a dar, de Espanha à Suécia. 

Depois de erigido o Estado social sem quaisquer gastos em defesa, erigido o bem-estar na Europa Ocidental a Norte de Espanha, reformas, vida boa, agora queixam-se. 
Houve o Charlie Hebdo e muito mais até aos dias de hoje. 
De espantar? Não. 

Desarmamento, bem-estar, crescimento económico, .... mas que verdadeira integração dos argelinos, dos turcos, dos portugueses, dos marroquinos, dos tunisinos, por essa Europa fora? 
E, agora, com as hordas vindas do Norte de África, as vagas de migrantes e as redes de tráfico?

A Europa não é isto?  Hum ....
António Cabral 

domingo, 26 de junho de 2022

ANDARAM  POR  FORA 

Publiquei durante uns dias fotografias de certas zonas dos EUA mais a Oeste, recebidas de quem por lá andava.

Regressados, e faltando ter conversas suplementares quero referir algo que em minha opinião é muito preocupante.

Apesar do que os nossos OCS contam sobre os EUA, sobre a sociedade americana mas praticamente sempre centrada no Trump ou no Biden, no que se passa em Washington ou em Nova Iorque, ou quando há os trágicos e frequentes tiroteios, conta-me quem esteve agora em certas zonas e que algumas identifico, e sobretudo em áreas circundantes de Los Angeles e S Francisco por exemplo, é assustador o que se vê de miséria. 

Logo que se sai de áreas citadinas centrais, e particularmente quando se começam a percorrer Km e Km nas imensas auto-estradas para ir para lugares distantes, encontram-se centenas de cabanas e caravanas miseráveis por extensões imensas, de cada lado das estradas e auto-estradas, miséria social pura. 

Foi para eles uma surpresa brutal.

O que se vê em áreas citadinas onde, por exemplo, fazem feiras de belíssimos automóveis, não tem nada a ver com a miséria que se encontra por todo o lado logo que se sai dos centros. 

E são famílias, muitas bem numerosas de, negros, brancos, hispânicos, etc. A sensação que eles tiveram é que os problemas sociais se estão a agravar de uma maneira crescente e brutal. Um deles, que tinha estado tempos atrás em Seattle, ficou menos espantado, pois fora da zona central daquela cidade conhecida por ser riquíssima, há miséria por todo o lado.

Deixo fotografia de 3 "pérolas".


Tenham um bom Domingo, Domingo em que hoje, na Vialonga, há a festa da família. Vou lá estar, eu e querida cara metade, em que os nossos 50 anos já lá estão um pouco para trás. Vamos assistir a quem conta 25 e nos diz muito. Saúde. 

António Cabral

sexta-feira, 15 de abril de 2022

IDIOTAS ÚTEIS
(da NET)
"O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde defendeu na quarta-feira que o mundo “não presta o mesmo grau de atenção às vidas dos negros e às dos brancos”, comparando a atenção dada à Ucrânia e a conflitos noutros países.


Toda a atenção prestada à Ucrânia é muito importante, é claro, porque [o que lá se passa] tem impacto em todo o mundo, mas não é dada sequer uma fração dessa atenção ao Tigray [a região da Etiópia de que é originário, onde há um conflito armado devastador em curso], ao Iémen, ao Afeganistão, à Síria e a todos os outros”, lamentou Tedros Adhanom Ghebreyesus numa conferência de imprensa.

“Tenho de ser direto e honesto, o mundo não trata a raça humana da mesma maneira. Alguns são mais iguais que outros“, sustentou o responsável da OMS, parafraseando o escritor norte-americano George Orwell.

Mais um que só agora descobriu. Entretanto, gozando as alegrias Suíças enquanto não acaba o mandato.
AC

sábado, 5 de fevereiro de 2022

domingo, 18 de julho de 2021

POVO  e  GOVERNO

Povo e governo, não é só por cá, passa-se o mesmo em muitos outros países do planeta terra, mas por cá isto está cada vez melhor. Poderá não ser a melhor definição, mas dá uma noção muito mas muito próxima da realidade.

AC

domingo, 6 de junho de 2021

O  QUE  PENSAR  DE  TUDO  ISTO ?

Ou devemos fingir que está tudo bem?

…………...

Quem faz injúria vil e sem razão

com forças e poder em que está posto,

não vence; que a vitória verdadeira

é saber ter justiça nua e inteira (Camões, canto décimo, LVIII)

António Cabral (AC)

segunda-feira, 22 de março de 2021

Qual é o principal problema de Portugal ?
Todas as opiniões devem ser respeitadas.
Até por isso, desde longa data, que existem as mais díspares opiniões sobre qual é o principal problema deste cada vez mais desgraçado Portugal.
Até há poucos anos para uns irados era a austeridade. E que ela podia, devia, e seria alterada, diminuída.
Aliás, esganiçados/esganiçadas "confirmaram" que a austeridade passou!!! Virou-se a página.
Como faço contas e julgo perceber em que é que assenta esta tristíssima economia........Qual página virada, o tanas!!
Outros dizem que é o ataque ao estado social. Outros circunscrevem a coisa. Dizem, é a educação, a formação. Para outros, é o desemprego. É o crescer das desigualdades. É a legislação laboral. É o ataque ao SNS.
Será tudo o que quiserem. E registo que alguns porfiam alcançar uma nova sociedade, uma democracia, avançada!
Quanto à austeridade, ou quanto à semântica usada patetamente por alguns senadores para não dizer austeridade (!!), como lhe quiserem chamar, a questão não se resolve com SE's ou Quandos's, porque fazendo continhas e como pedimos $$$$$ para cobrir as despesas, temos é que reduzir despesas. O resto parece-me ser só conversa.
E se é verdade que temos gravíssimos problemas no estado social, na educação e saúde, na legislação laboral, desemprego elevado, desigualdades terríveis aliás a aumentar, para mim a questão primeira deste martirizado paísé a justiça.
Justiça que fosse JUSTIÇA, rápida, célere, directa, com equidade.
É por não haver justiça que se prende o que tirou umas cebolas da banca e desapareceu a correr, enquanto outros compram casas de milhões tendo apenas rendimentos de servidor do Estado, e por aí fora como toda a gente sabe. E se além de olharmos para os casos mediáticos a arrastar-se e olharmos ainda à chamada justiça administrativa com casos a demorar mais de 10 anos, então estamos conversados sobre democracia, estado desenvolvido, equidade, igualdade de acesso para todos, etc.
É por não haver justiça, verdadeira, que uns estão ás voltas com processos (e bem, creio), e alguns dos seus inspiradores ficaram com pecúlio enorme muito superior, e não conhecido à data do 25 de Abril de 1974
Foi milagre de certeza.
É da inexistência de justiça que grassam as desigualdades, que os monopólios e os donos disto tudo existentes no País grassam. É daqui, também, que a EDP se gaba de não precisar de favores do governo e de ninguém. Na realidade o que devia dizer é - já não precisamos mais.
E já chega, porque a podridão é tanta que nestes dias de Sol e início de semana não quero ficar mal disposto só de me lembrar da porcaria toda que por aí anda e cresce. E a chamada bazuca ainda não chegou.
AC

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

A N T I G A M E N T E

Para lá do Marão mandam os que lá estão!

A C T U A L M E N T E

Para lá do Marão são poucos e velhos os que ainda lá estão!

AC

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

ELE HÁ POÇOS e POÇOS...........
Por isso assim continuamos, sempre na cauda da Europa
AC

segunda-feira, 11 de março de 2019

RECONHECIMENTO
Qualquer profissão, seja qual for, desde os homens e mulheres nos quadros dos serviços de limpeza camarários, agente das forças de segurança, auxiliar numa escola, coveiro, condutor de transportes públicos ou de camionagem de carga, bombeiro, militar, advogado,  médico, caixa num supermercado, estivador, enfermeiro,  electricista, canalizador, músico, encenador, nadador-salvador, piloto de barra, pescador, vendedor num mercado, tratorista,  operador de grua, estucador, pedreiro, ardina, porteiro, soldador,  mecânico de automóvel,  agente de seguros, florista, alfaiate, mineiro, guarda-rios, operador de câmara, anestesista, assentador de pavimentos, pintor, fiscal camarário, guarda-noturno, cantoneiro, mergulhador, agrónomo, cozinheiro, guia turístico, gestor, agente de imobiliária, piloto de avião, arquitecto, engenheiro, jornalista, actor, fotógrafo, biólogo, geólogo, veterinário, empregado de bar, informático, matemático, investigador, jurista, escritor, historiador, bibliotecário, arqueólogo, pedagogo, teólogo, encenador, arquivista, agrimensor, construtor naval, construtor civil, silvicultor, psicólogo, farmacêutico, judoca, corredor, nutricionista, optometrista, TODOS TÊM DE SER RESPEITADOS E RECONHECIDOS, SEJA EM QUE PARTE DO MUNDO FOR.
Em Portugal existem imensas profissões para não dizer a maioria, que são escarnecidas, desprezadas, violentadas. 
À cabeça, os militares, agentes de segurança, e todos e todas em geral que não se podem manifestar, ou que não têm poder reivindicativo e designadamente por não serem importantes para a CGTP, por exemplo mas não só.
Quando os enfermeiros, mais concretamente a sua ORDEM e alguns dos sindicatos, se arvoram como pilar da sociedade (que são) estão a borrifar-se para o quadro geral do País, sendo certo que sucessivos governos estão há anos sem olharem com decência para estatutos e carreiras respectivas.
Mas os enfermeiros são um pilar, não são O PILAR da sociedade.
Existem outros pilares da sociedade, mas numa sociedade cada vez mais esfrangalhada o resultado está à vista.
Mas com muito afecto, com muito virar de página, e com muita mentira despudorada.
AC

sexta-feira, 8 de março de 2019

QUANDO PASSAMOS A PÓ, TODOS IGUAIS?
Não, não somos todos iguais, nem na vida terrena, nem quando deixamos o mundo dos vivos.
Na vida terrena devíamos ser todos iguais, perante a lei, no acesso às mesmas oportunidades, no respeito pelas diferenças.
Em Portugal, infelizmente, está longe de ser assim.
Somos todos da mesma massa mas não da mesma fôrma, é da realidade da vida. 
As diferenças sociais não deviam ditar que uns quantos fossem tratados de forma diferente perante a lei, mas é o que se verifica.
É o que acontece, mais que tratados diferentemente, são protegidos, seja na mescambilha das dívidas, seja a arranjar dinheiro com base em avaliações deturpadas só porque é fulano de tal.
E as desigualdades aumentam.

Quando chega a hora de deixarmos a vida terrena, também aí se verifica que não somos todos iguais.
Não aponto às exéquias, aos funerais que, em certos casos, implicam despesa astronómica, embora baste ir por exemplo aos três principais cemitérios da cidade de Lisboa para bem avaliar diferenças. Incluindo de alguns que aí descansam e que no 25 de Abril confessavam pouco ter, enquanto outros estão no interior do País em campa rasa, simples.

Mas uma coisa curiosa é verificar que, quase sempre, designadamente quanto a certas criaturas, depois de morto se cantam loas imensas sobre elas.
Podem ter sido, em concreto, em vida, fanáticos, perseguidores de adversários, defensores das mais estranhas convicções, defensores de por exemplo resolver problemas a tiro, para no caixão serem alcandorados a defensores da liberdade.
Podem em vida ter andado a colocar bombas para mais recentemente virem a ser apaparicadas e tomadas como excelentes democratas.
Enfim, é apenas um desabafo, como diz a Ana Bola, certas coisas fazem-me espécie, que querem.

Já agora, e antes de acabar o dia da mulher, faz-me também espécie assistir a certas regurgitações em canais TV, regurgitantes que parecem seguros de que ninguém lhes vem desdizer a voz rouca.
E, já agora, sendo embora Pacheco Pereira não de fiar a 100%, quando ele diz que há muitos mais juízes que......, será que também quereria sugerir que existirá quem não quer que lá em casa metam a colher? Que saberá Pacheco?.
Isto faz-me espécie.
AC

domingo, 3 de fevereiro de 2019

JUSTIÇA.  ONÚS da PROVA
Em tempos que já lá vão, Jorge Sampaio, esclareceu que a inversão do ónus da prova deveria ser aplicada a "medidas de natureza fiscal e de natureza penal que devem ser introduzidas no combate à corrupção".
O esclarecimento da então Casa Civil da Presidência da República foi feito em comunicado para dissipar as dúvidas suscitadas pelo seu discurso no âmbito das comemorações do 5 de Outubro de então, quando Jorge Sampaio defendeu a introdução da "inversão do ónus da prova" para crimes económicos para que "a justiça e a moralidade sejam repostas" no país.
Para Sampaio "a moralidade mais elementar e o sentimento de justiça continuarão gravemente diminuídos" enquanto "for possível exibir altos padrões de vida, luxos, e até reprováveis desperdícios, e, ao mesmo tempo, apresentar declarações fiscais de indigência".
Logo nessa altura, segundo se leu nos OCS, o então bastonário da Ordem dos Advogados, Rogério Alves, afirmou discordar da aplicação da inversão do ónus da prova aos crimes do Código Penal.
Dizia então Alves, "Como regra, não se pode aplicar a inversão do ónus da prova em nenhum crime. Se a intenção for inverter o ónus da prova em qualquer crime do Código Penal, tendo o arguido a obrigação de demonstrar que não o cometeu, somos contra", afirmou Rogério Alves, após a reunião com o então Presidente sobre a situação na justiça.

Eu não sou jurista.

Mas desde muito cedo me interessei por questões de direito.
Os anos passam, assistimos  pelo menos de há dez anos a esta parte a coisas que o comum cidadão não pode deixar de titular como repugnantes.
Assistimos também, constantemente, a um mesmo tipo de caras a acompanhar certa gentinha. Parece que andam colados uns aos outros.
Ainda agora falam num tal de Carvalho, que sim mas que talvez, logo se vê, e aposto que a curto prazo irão aparecer as "árvores defensoras do costume".!!!!!!!!!!
Por isso sempre me interroguei e cada vez mais me interrogo, nesta coisa do ónus da prova não estará aqui também um dos problemas para a porcaria que nos inunda, sabendo ainda por cima dos subterfúgios, das demoras das cartas rogatórias, da legislação premeditadamente facilitadora,  etc?
Muitas garantias........muitas garantias..........
Uma coisa é garantida, a cambada que por aí anda a gozar comigo e com milhões de outros.
AC

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

COISAS do DIREITO em PORTUGAL
Enquanto, o Direito, a Justiça, a Equidade, o combate ás desigualdades, e sobretudo o combate à corrupção larvar, estão no estado em que estão, para gáudio de uns quantos pantomineiros, descubro que vamos tendo desenvolvimentos no campo do direito dos animais.
Nada contra.
Contra, SIM, contra o estado em que isto está e tudo indica que vai ficar pior, designadamente com rosas. 
Quanto aos animais, temos aí para abordar vários temas como, os animais na tradição religiosa, os animais e o direito penal observado em certos países, o bem estar do animal no direito da UE, animais e desporto, espectáculos com animais, famílias e animais de companhia. 
AC



quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

COISA da VIDA. Ditos Populares.
........A filha fez anos. Entrou na maioridade, 18 Primaveras.
Dei-lhe os parabéns, desejei felicidades. Ela disse-me, no seu ar enxuto, simples, directo mas sempre cortês e correcto: 
- Sabe o Sr António o que se diz lá na minha terra quando os miúdos fazem dezoito anos?
- Não, respondi-lhe.
- Filho de pobre já pode ser preso; filho de rico já pode tirar a carta.
AC