Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
sábado, 26 de outubro de 2024
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023
QUAL A PARTE QUE NÃO PERCEBEM ?
Poderá faltar alguma coisa nas frases supra mas creio que foi basicamente isto que em tempos disse o então ministro das finanças Gaspar no tempo da Troika.
E de facto há pouco dinheiro em Portugal. Quer no Estado, quer nas empresas em geral, quer na maior parte das famílias portuguesas.
Bom, há pouco dinheiro mas ainda há uns trocos para distribuir a amigalhaços e a certas preciosidades.
sábado, 7 de janeiro de 2023
Mas, interrogo-me, a Europa não é já muito disto?
O colonialismo, a II GG, e a invasão pacífica de imigrantes para trabalharem na construção civil e que muito contribuiu para o esplendor de cidades como Londres, Amesterdão, Paris, Berlim, etc., estão na raiz do sobressaltado mundo contemporâneo.
domingo, 26 de junho de 2022
ANDARAM POR FORA
Publiquei durante uns dias fotografias de certas zonas dos EUA mais a Oeste, recebidas de quem por lá andava.
Regressados, e faltando ter conversas suplementares quero referir algo que em minha opinião é muito preocupante.
Apesar do que os nossos OCS contam sobre os EUA, sobre a sociedade americana mas praticamente sempre centrada no Trump ou no Biden, no que se passa em Washington ou em Nova Iorque, ou quando há os trágicos e frequentes tiroteios, conta-me quem esteve agora em certas zonas e que algumas identifico, e sobretudo em áreas circundantes de Los Angeles e S Francisco por exemplo, é assustador o que se vê de miséria.
Logo que se sai de áreas citadinas centrais, e particularmente quando se começam a percorrer Km e Km nas imensas auto-estradas para ir para lugares distantes, encontram-se centenas de cabanas e caravanas miseráveis por extensões imensas, de cada lado das estradas e auto-estradas, miséria social pura.
Foi para eles uma surpresa brutal.
O que se vê em áreas citadinas onde, por exemplo, fazem feiras de belíssimos automóveis, não tem nada a ver com a miséria que se encontra por todo o lado logo que se sai dos centros.
E são famílias, muitas bem numerosas de, negros, brancos, hispânicos, etc. A sensação que eles tiveram é que os problemas sociais se estão a agravar de uma maneira crescente e brutal. Um deles, que tinha estado tempos atrás em Seattle, ficou menos espantado, pois fora da zona central daquela cidade conhecida por ser riquíssima, há miséria por todo o lado.
Deixo fotografia de 3 "pérolas".
Tenham um bom Domingo, Domingo em que hoje, na Vialonga, há a festa da família. Vou lá estar, eu e querida cara metade, em que os nossos 50 anos já lá estão um pouco para trás. Vamos assistir a quem conta 25 e nos diz muito. Saúde.
António Cabral
sexta-feira, 15 de abril de 2022
Toda a atenção prestada à Ucrânia é muito importante, é claro, porque [o que lá se passa] tem impacto em todo o mundo, mas não é dada sequer uma fração dessa atenção ao Tigray [a região da Etiópia de que é originário, onde há um conflito armado devastador em curso], ao Iémen, ao Afeganistão, à Síria e a todos os outros”, lamentou Tedros Adhanom Ghebreyesus numa conferência de imprensa.
“Tenho de ser direto e honesto, o mundo não trata a raça humana da mesma maneira. Alguns são mais iguais que outros“, sustentou o responsável da OMS, parafraseando o escritor norte-americano George Orwell.
domingo, 18 de julho de 2021
domingo, 6 de junho de 2021
segunda-feira, 22 de março de 2021
Qual é o principal problema de Portugal ?
Todas as opiniões devem ser respeitadas.
Até por isso, desde longa data, que existem as mais díspares opiniões sobre qual é o principal problema deste cada vez mais desgraçado Portugal.
Até há poucos anos para uns irados era a austeridade. E que ela podia, devia, e seria alterada, diminuída.
Aliás, esganiçados/esganiçadas "confirmaram" que a austeridade passou!!! Virou-se a página.
Como faço contas e julgo perceber em que é que assenta esta tristíssima economia........Qual página virada, o tanas!!
Outros dizem que é o ataque ao estado social. Outros circunscrevem a coisa. Dizem, é a educação, a formação. Para outros, é o desemprego. É o crescer das desigualdades. É a legislação laboral. É o ataque ao SNS.
Será tudo o que quiserem. E registo que alguns porfiam alcançar uma nova sociedade, uma democracia, avançada!
Quanto à austeridade, ou quanto à semântica usada patetamente por alguns senadores para não dizer austeridade (!!), como lhe quiserem chamar, a questão não se resolve com SE's ou Quandos's, porque fazendo continhas e como pedimos $$$$$ para cobrir as despesas, temos é que reduzir despesas. O resto parece-me ser só conversa.
E se é verdade que temos gravíssimos problemas no estado social, na educação e saúde, na legislação laboral, desemprego elevado, desigualdades terríveis aliás a aumentar, para mim a questão primeira deste martirizado país, é a justiça.
Justiça que fosse JUSTIÇA, rápida, célere, directa, com equidade.
É por não haver justiça que se prende o que tirou umas cebolas da banca e desapareceu a correr, enquanto outros compram casas de milhões tendo apenas rendimentos de servidor do Estado, e por aí fora como toda a gente sabe. E se além de olharmos para os casos mediáticos a arrastar-se e olharmos ainda à chamada justiça administrativa com casos a demorar mais de 10 anos, então estamos conversados sobre democracia, estado desenvolvido, equidade, igualdade de acesso para todos, etc.
É por não haver justiça, verdadeira, que uns estão ás voltas com processos (e bem, creio), e alguns dos seus inspiradores ficaram com pecúlio enorme muito superior, e não conhecido à data do 25 de Abril de 1974.
Foi milagre de certeza.
É da inexistência de justiça que grassam as desigualdades, que os monopólios e os donos disto tudo existentes no País grassam. É daqui, também, que a EDP se gaba de não precisar de favores do governo e de ninguém. Na realidade o que devia dizer é - já não precisamos mais.
E já chega, porque a podridão é tanta que nestes dias de Sol e início de semana não quero ficar mal disposto só de me lembrar da porcaria toda que por aí anda e cresce. E a chamada bazuca ainda não chegou.
AC
segunda-feira, 18 de janeiro de 2021
segunda-feira, 11 de março de 2019
sexta-feira, 8 de março de 2019
Não, não somos todos iguais, nem na vida terrena, nem quando deixamos o mundo dos vivos.
Na vida terrena devíamos ser todos iguais, perante a lei, no acesso às mesmas oportunidades, no respeito pelas diferenças.
Em Portugal, infelizmente, está longe de ser assim.
Somos todos da mesma massa mas não da mesma fôrma, é da realidade da vida.
As diferenças sociais não deviam ditar que uns quantos fossem tratados de forma diferente perante a lei, mas é o que se verifica.
É o que acontece, mais que tratados diferentemente, são protegidos, seja na mescambilha das dívidas, seja a arranjar dinheiro com base em avaliações deturpadas só porque é fulano de tal.
E as desigualdades aumentam.
Quando chega a hora de deixarmos a vida terrena, também aí se verifica que não somos todos iguais.
Não aponto às exéquias, aos funerais que, em certos casos, implicam despesa astronómica, embora baste ir por exemplo aos três principais cemitérios da cidade de Lisboa para bem avaliar diferenças. Incluindo de alguns que aí descansam e que no 25 de Abril confessavam pouco ter, enquanto outros estão no interior do País em campa rasa, simples.
Mas uma coisa curiosa é verificar que, quase sempre, designadamente quanto a certas criaturas, depois de morto se cantam loas imensas sobre elas.
Podem ter sido, em concreto, em vida, fanáticos, perseguidores de adversários, defensores das mais estranhas convicções, defensores de por exemplo resolver problemas a tiro, para no caixão serem alcandorados a defensores da liberdade.
Podem em vida ter andado a colocar bombas para mais recentemente virem a ser apaparicadas e tomadas como excelentes democratas.
Enfim, é apenas um desabafo, como diz a Ana Bola, certas coisas fazem-me espécie, que querem.
Já agora, e antes de acabar o dia da mulher, faz-me também espécie assistir a certas regurgitações em canais TV, regurgitantes que parecem seguros de que ninguém lhes vem desdizer a voz rouca.
E, já agora, sendo embora Pacheco Pereira não de fiar a 100%, quando ele diz que há muitos mais juízes que......, será que também quereria sugerir que existirá quem não quer que lá em casa metam a colher? Que saberá Pacheco?.
Isto faz-me espécie.
AC
domingo, 3 de fevereiro de 2019
Em tempos que já lá vão, Jorge Sampaio, esclareceu que a inversão do ónus da prova deveria ser aplicada a "medidas de natureza fiscal e de natureza penal que devem ser introduzidas no combate à corrupção".
O esclarecimento da então Casa Civil da Presidência da República foi feito em comunicado para dissipar as dúvidas suscitadas pelo seu discurso no âmbito das comemorações do 5 de Outubro de então, quando Jorge Sampaio defendeu a introdução da "inversão do ónus da prova" para crimes económicos para que "a justiça e a moralidade sejam repostas" no país.
Para Sampaio "a moralidade mais elementar e o sentimento de justiça continuarão gravemente diminuídos" enquanto "for possível exibir altos padrões de vida, luxos, e até reprováveis desperdícios, e, ao mesmo tempo, apresentar declarações fiscais de indigência".
Logo nessa altura, segundo se leu nos OCS, o então bastonário da Ordem dos Advogados, Rogério Alves, afirmou discordar da aplicação da inversão do ónus da prova aos crimes do Código Penal.
Dizia então Alves, "Como regra, não se pode aplicar a inversão do ónus da prova em nenhum crime. Se a intenção for inverter o ónus da prova em qualquer crime do Código Penal, tendo o arguido a obrigação de demonstrar que não o cometeu, somos contra", afirmou Rogério Alves, após a reunião com o então Presidente sobre a situação na justiça.
Eu não sou jurista.
Mas desde muito cedo me interessei por questões de direito.
Os anos passam, assistimos pelo menos de há dez anos a esta parte a coisas que o comum cidadão não pode deixar de titular como repugnantes.
Assistimos também, constantemente, a um mesmo tipo de caras a acompanhar certa gentinha. Parece que andam colados uns aos outros.
Ainda agora falam num tal de Carvalho, que sim mas que talvez, logo se vê, e aposto que a curto prazo irão aparecer as "árvores defensoras do costume".!!!!!!!!!!
Por isso sempre me interroguei e cada vez mais me interrogo, nesta coisa do ónus da prova não estará aqui também um dos problemas para a porcaria que nos inunda, sabendo ainda por cima dos subterfúgios, das demoras das cartas rogatórias, da legislação premeditadamente facilitadora, etc?
Muitas garantias........muitas garantias..........
Uma coisa é garantida, a cambada que por aí anda a gozar comigo e com milhões de outros.
AC
quinta-feira, 31 de janeiro de 2019
Enquanto, o Direito, a Justiça, a Equidade, o combate ás desigualdades, e sobretudo o combate à corrupção larvar, estão no estado em que estão, para gáudio de uns quantos pantomineiros, descubro que vamos tendo desenvolvimentos no campo do direito dos animais.
Nada contra.
Contra, SIM, contra o estado em que isto está e tudo indica que vai ficar pior, designadamente com rosas.
Quanto aos animais, temos aí para abordar vários temas como, os animais na tradição religiosa, os animais e o direito penal observado em certos países, o bem estar do animal no direito da UE, animais e desporto, espectáculos com animais, famílias e animais de companhia.
AC
quinta-feira, 20 de dezembro de 2018
........A filha fez anos. Entrou na maioridade, 18 Primaveras.
Dei-lhe os parabéns, desejei felicidades. Ela disse-me, no seu ar enxuto, simples, directo mas sempre cortês e correcto:
- Sabe o Sr António o que se diz lá na minha terra quando os miúdos fazem dezoito anos?
- Não, respondi-lhe.
- Filho de pobre já pode ser preso; filho de rico já pode tirar a carta.
AC





