Mostrar mensagens com a etiqueta profissões. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta profissões. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 14 de setembro de 2022

Sr PM ANTÓNIO COSTA

Sendo VExa um exímio manipulador, um dos mais brilhantes aldrabões políticos de toda a nossa história, sempre seguro de que a esmagadora maioria dos portugueses não tem memória (uma infeliz realidade), e portanto um dos mais tristemente hábeis jogadores dos joguinhos que levam Portugal por cada vez mais péssimos caminhos, apesar do contentamento de Medina porque agora somos considerados (salvo erro) BBB+, proponho-lhe jogar este jogo.

É assim:

- quantos jovens querem ser professores primários?

- quantos jovens querem ser professores do ensino secundário?

- quantos jovens querem ser agentes da PSP?

- quantos jovens querem ser serralheiros?

- quantos jovens querem ser afinadores de pianos?

- quantos jovens querem ser enfermeiros?

- quantos jovens querem ser estafetas?

- quantos jovens querem ser desenhadores de construção civil?

- quantos jovens querem ser fruticultores?

- quantos jovens querem ser marceneiros?

- quantos jovens querem concorrer às academias militares?


Sr Costa, gostava de saber o seu palpite. Quer saber o meu?

Poucochinhos.

E quanto a médicos? 

- quantos cardiologistas tem o hospital de Beja?

- quantos dos jovens licenciados em medicina querem escolher as especialidades de ginecologia, obstetrícia, medicina interna, anestesiologista, ortopedia, cirurgia geral, pediatria?

Dou-lhe a resposta: poucochinhos. 

Porquê? Designadamente porque querem fugir como o diabo da cruz de terem de fazer urgências em hospitais do SNS.

A escolha de especialidades é cada vez mais ponderada em função de certos serviços como as urgências. É ponderada em função do local para futuramente trabalhar.

Admira-se sr Costa?

Mas sobre os médicos e SNS vou escrever depois coisa mais detalhada.

António Cabral (AC)

sexta-feira, 18 de março de 2022

A  PROPÓSITO  DA  AGRESSÃO  MILITAR

Na sequência da ilegítima e a todos os títulos condenável agressão militar da Rússia à Ucrânia, observei certas criaturas nacionais com responsabilidades políticas no passado e ainda hoje, a tecer profundas elucubrações sobre nomeadamente os recursos humanos das Forças Armadas (FA), com afirmações "interessantes (!!!) como - olhar com outros olhos para o recrutamento e para as condições de atração da carreira militar - repensar um novo modelo de recrutamento.

Como já estou nos "setentas" e já vi muita coisa na vida, andei na guerra em África ainda certos malandrecos andavam de bibe a pensar como se iriam dar nas federações partidárias como por exemplo em Lisboa, acho sempre engraçado este tipo de afirmações solenes, engraçado porque me recorda sempre uma palavra: COERÊNCIA.

No que respeita à carreira militar, que agora excelsas criaturas mostram tanta preocupação (???), mesmo sendo eu um ignorante destas coisas sei que o estudo da "motivação" é coisa muito complexa. Saber o que move os indivíduos para escolher esta ou aquela profissão. Saber o que move os indivíduos para determinados objectivos.

Hoje, é a minha percepção, em média o relacionamento entre pais e filhos está diferente do que era quando eu andava pelos 15/ 17 anos. Nessa altura havia guerra em África, Angola, Moçambique e na Guiné considerada a pior zona de todas, ainda que o Leste de Angola e o Norte de Moçambique fosse áreas muito amargas.

E o drama das famílias de ver um filho lá ir parar era tremendo. Hoje o mundo está muito diferente e porventura mais complexo e recheado de crescentes incertezas.

Carreira militar. 
Conheço mal o assunto na vertente - atração da carreira militar, condições de atractividade. Mas, conhecendo mal o assunto e confessada a ignorância sobre as complexas questões relativas aos estudos e metodologias acerca das escolhas de profissões, sei de experiência vivida algumas coisas óbvias.

Por exemplo, creio que um jovem na fase final do ensino secundário ou mesmo ligeiramente antes, pondera pelo menos o seguinte:

> alternativas - é sabido que épocas houve em que a situação do mercado de trabalho nacional levou a aumento de candidaturas às carreiras militares; mas, provavelmente, hoje, muitos jovens escolherão emigrar do que ingressa nas FA;
> vencimento, segurança financeira;
> qualidade de vida, bem estar social, estatuto;
> realização pessoal;
> família;
> útil à sociedade;
> estabilidade, reconhecimento social.

Do que eu julgo saber, e apesar de época para época tudo variar um pouco (ou muito como agora se vê com a guerra), as questões inerentes à designada carreira militar para lá de serem complexas estão desde há duas ou três décadas numa rampa descendente e com sinais cada vez mais preocupantes. E os jovens são capazes de reparar nisso.
Do que julgo saber, pode dizer-se que não são questões, são problemas que se agravam e amontoam, sempre com os Primeiros-ministros, ministros da chamada defesa nacional (que não são, nunca foram), governos, deputados, presidentes da Republica, a fazer de conta que está tudo no melhor dos mundos.
Depois da porcaria que andam a fazer há anos agora quererão atrair juventude. Pois!

Pela minha parte vou esperar sentado, observando como vão estes políticos da treta instalados em Belém e S.Bento resolver a atractividade à carreira militar. 
Pelo que observo nos meus netos mais velhos, nos sobrinhos netos mais velhos, e nos amigos e amigas de todos eles, os senhores que por aí andam na esfera do poder e os que já lá estiveram e regressaram a deputados, são capazes de vir a ter surpresas com a reação da juventude portuguesa aos seus planos, ás suas presentes e solenes proclamações. Vou aguardar.
AC

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

O  estado  deste  "TIO" (Eça dixit)

Se a memória não me atraiçoa muito, creio que foi no 2º governo de maioria absoluta de Cavaco Silva que os problemas relativos a vencimentos se começaram a "estragar". Quero designadamente referir-me ao acabar gradual de uma certa equiparação de vencimentos entre magistrados, militares, professores, profissionais no Serviço Nacional de Saúde, e outras profissões no grande grupo dos chamados servidores do Estado. E mesmo em relação à área privada não existia até aí muita desigualdade. Daí para cá os socialistas começaram em 1995 com os resultados conhecidos, agravando cada vez mais as desigualdades salariais.
E é bom recordar que, por exemplo e entre outros, magistrados e militares NÃO SÃO FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS.

Na sociedade portuguesa contemporânea temos coisas curiosas. Curiosas, para mim naturalmente. 
E concretamente no quer respeita ao SNS, agora assistimos cada vez mais ao espectáculo das demissões. Ontem foi o hospital de Beja onde está uma médica conhecida, irmã de um familiar.

SALVAR o SNS é o grande "emblema de oratória" de BE e PCP mas nunca explicam como de imediato se aumentam os salários sei lá, por exemplo 30 % e, em simultâneo, se equipam hospitais renovando alguns equipamentos e, sobretudo, como pagam muito mais e arranjam condições materiais e de infra-estruturas para manter Centros de Saúde abertos até por exemplo às 2000 horas, e com sistema de rapidamente os profissionais acorrerem ao Centro em poucos minutos após chamada telefónica de urgência, e assim aliviar urgências hospitalares.

Demissões, desorganização, dinheiro, incompetência, cativações durante anos, desigualdades salariais públicos / privados, greves. 
Ah, e de tarde é ir ver quantos profissionais estão nos hospitais e centro de saúde. 
Tudo faz parte do ESTADO deste TIO
Receita explosiva onde não faltam os ingredientes da mentira e da demagogia. 
Estamos cada vez mais f……. fritos! 
AC

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

OBSERVANDO   as   NOMEAÇÕES
Não, não vou falar das nomeações para os Óscares.
Das coisas interessantes na sociedade, para mim naturalmente, é observar trajectos de carreira, interligações políticas e familiares e de conveniência, não apenas mas especialmente, as nomeações para cargos lá fora (Bruxelas, Embaixadas, Agências, Frankfurt, ONU, Banca internacional, cargos militares, etc), observando quer as nomeações civis quer as militares.
MUITO INTERESSANTE.
Dá trabalho, é preciso vasculhar, e o maçudo DR 2ª série ajuda.
Muitas nomeações diria que seguem o trilho da normalidade administrativa  dentro de cada profissão, diplomata, militar, jurista, economista, etc.
Outras, hoje como ontem, seguem o trilho da conveniência de quem manda em determinado momento.
Por vezes, cogitação legítima, quem manda nomeia quem conhece, ou quem lhe é aconselhado, podendo haver clubites corporativas ou políticas. E com mais do que uma se bate anos do peito - olha o meu currículo!!!!
Outras vezes, cogitação igualmente legítima, quem manda acaba por nomear alguém que possa ter mais ou menos perfil para um dado cargo, mas alguém que eventualmente não seria nomeado se um ou dois do seu tempo e da mesma profissão estivessem à mão e não em cargos ainda por terminar.
Uma coisa é certa, parece-me, quer para civis quer militares, as nomeações serão em média pacíficas, não provocando nenhum esgar de surpresa ou sentimento de revolta interior.
Outras houve, há e haverá, que ficam sempre com certos contornos que, para a maioria dos profissionais da carreira em causa e para os observadores, escapará a justeza de tais nomeações.
Uma coisa é certa, e a história passada e recente tem disso algumas ilustrações, ás vezes quem manda quer cinzentões e não um especial mérito, quer sobretudo quem não venha maçar um dia com questões de honestidade intelectual.
Não sei se isso se deve a influências e costumes do passado, por exemplo, do século XIX, em que certas nomeações foram determinadas muito pela ausência de cor política definida, ou ausência de especial mérito, ou que à maioria dos observadores não provocasse especial repugnância, como em tempos Vasco Pulido Valente explicou por exemplo relativamente a partes da nossa movimentada história desse século.
AC


sábado, 9 de novembro de 2019

A  MIM  PARECE-ME, NATURAL e ÓBVIO
A Correia de Campos parece que também.
Salário médio é ficção. Deve haver metas por sector, defende o actual presidente do Conselho Económico e Social.
Parece que só para os geringonças e com o intrujão-mor à cabeça é que não.
Igualar  tudo por baixo se possível.
AC

terça-feira, 12 de março de 2019

GANHA-SE MUITO POUCO PARA A RESPONSABILIDADE QUE SE TEM EM CIMA............mas.............
Sim, concordo.
Mas são só os enfermeiros?
Sei que os enfermeiros são uma trave mestra dentro do SNS e, portanto, uma trave mestra na nossa sociedade.
São um pilar na nossa sociedade, mas não constituem "o pilar".
São só os enfermeiros? 
Não existem outras traves mestras?
Há outros pilares. 
E os professores, e particularmente os do ensino básico? 
Porque é aí que começa a formação das meninas e dos meninos, e se constroem ou não cidadãos com conhecimento, com boas bases, e com coluna vertebral.
Enfermeiros e professores têm vidas complexas?
TÊM.
Mas são só eles?
E os militares?
E os bombeiros?
E os guardas prisionais?
E os funcionários dos lares?
E os funcionários dos serviços de limpeza das cidades, vilas e aldeias?
E........
E...............
E.......................
E...............................
E...............................................
AC

segunda-feira, 11 de março de 2019

RECONHECIMENTO
Qualquer profissão, seja qual for, desde os homens e mulheres nos quadros dos serviços de limpeza camarários, agente das forças de segurança, auxiliar numa escola, coveiro, condutor de transportes públicos ou de camionagem de carga, bombeiro, militar, advogado,  médico, caixa num supermercado, estivador, enfermeiro,  electricista, canalizador, músico, encenador, nadador-salvador, piloto de barra, pescador, vendedor num mercado, tratorista,  operador de grua, estucador, pedreiro, ardina, porteiro, soldador,  mecânico de automóvel,  agente de seguros, florista, alfaiate, mineiro, guarda-rios, operador de câmara, anestesista, assentador de pavimentos, pintor, fiscal camarário, guarda-noturno, cantoneiro, mergulhador, agrónomo, cozinheiro, guia turístico, gestor, agente de imobiliária, piloto de avião, arquitecto, engenheiro, jornalista, actor, fotógrafo, biólogo, geólogo, veterinário, empregado de bar, informático, matemático, investigador, jurista, escritor, historiador, bibliotecário, arqueólogo, pedagogo, teólogo, encenador, arquivista, agrimensor, construtor naval, construtor civil, silvicultor, psicólogo, farmacêutico, judoca, corredor, nutricionista, optometrista, TODOS TÊM DE SER RESPEITADOS E RECONHECIDOS, SEJA EM QUE PARTE DO MUNDO FOR.
Em Portugal existem imensas profissões para não dizer a maioria, que são escarnecidas, desprezadas, violentadas. 
À cabeça, os militares, agentes de segurança, e todos e todas em geral que não se podem manifestar, ou que não têm poder reivindicativo e designadamente por não serem importantes para a CGTP, por exemplo mas não só.
Quando os enfermeiros, mais concretamente a sua ORDEM e alguns dos sindicatos, se arvoram como pilar da sociedade (que são) estão a borrifar-se para o quadro geral do País, sendo certo que sucessivos governos estão há anos sem olharem com decência para estatutos e carreiras respectivas.
Mas os enfermeiros são um pilar, não são O PILAR da sociedade.
Existem outros pilares da sociedade, mas numa sociedade cada vez mais esfrangalhada o resultado está à vista.
Mas com muito afecto, com muito virar de página, e com muita mentira despudorada.
AC

domingo, 16 de dezembro de 2018

A  EVOLUÇÃO,  e  o  PASSAR  do  TEMPO
Antigamente (1970 para trás), em todo o lado havia quem consertasse as tesouras e as facas, os guarda-chuvas, os sapatos; havia costureiras e alfaiates, funileiros, barbeiros, etc.
Actualmente, por exemplo quanto a canalizadores, conheço um a quem se envia por telemóvel a fotografia do problema/cano a pingar e a descrição geral da aflição, e ele aparece pouco depois já preparado com todo o material necessário, ferramentas e outros apetrechos para proceder à reparação. 
Vem isto a propósito dos tempos contemporâneos e do despovoamento do interior do País.
O despovoamento no interior muito contribuiu para o desaparecimento de muitas destas profissões, destas facilidades/ necessidades na vida de então. Facilidades por se dispor delas, necessidades para socorrer a lufa-lufa da vida do antigamente.
Em alguns sítios, alguns deram a volta, como se costuma dizer.
É por exemplo o caso de um barbeiro.
Um reformado, tem uma carrinha comercial que adaptou a barbearia, barbearia de uma só cadeira, mas onde não faltam todos os apetrechos de uma moderna barbearia/ de um bom barbeiro actual. Anda por várias aldeias do concelho, a pedido, sob marcação. 
O telefone/ contacto está por todo o lado, no concelho respectivo, na área que cobre. Em todos os lugarejos o conhecem. E trabalha.
Eficaz, e o pessoal anda satisfeito e apresentável.
AC