sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Cada vez me sinto mais "tramado".
Coisa que não fazia há muito tempo, hoje de manhã dei-me ao trabalho e enorme paciência de ouvir o que vinha da Assembleia da República. Ouvir, digo bem, ouvi pela rádio. Porque para mau, de todos os lados, só castiguei os ouvidos, sempre poupei a vista. Juntando a essas cenas o que vou lendo, sinto-me de facto cada vez mais tramado, como cidadão. Uns dizem que sabem, outros que talvez, outros afiançam que não. À Irlandeza é que deve ser!.
Enfim, com décadas de vida, cabelos brancos, de uma maneira geral, podiam significar "sagessse", ponderação, experiência de vida. Agora vejo alguns desses cabelos brancos serem levádos ao colo, não porque não possam andar, mas por outras tristes razões. Talvez por o cabelo ser encaracolado.
Cautelar, não cautelar, nada, ......perdoem........PORRA, que paciência!
Antes a fotografia. É o mesmo sítio; uma tirei a cores, outra a preto e branco.
NÃO TENHAM DÚVIDAS. É mesmo como podem ver, e não há nada por trás. O jardineiro é o mesmo, perdão, o fotógrafo foi o mesmo, EU.
Boa noite. Bom fim de semana. Boa sorte, que estamos a precisar de muita.
AC


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Que saudades de dias de Sol.
AC

Portugal, onde me sinto desconsolado, cada vez mais desconfortável e desprotegido.
1. Dizem alguns que - "a política é, antes do mais, uma questão de imaginário e de simbolismo. Muitos comportaram-se e, hoje, outros assim continuam, numa liderança onde conta é a velocidade, a energia e o voluntarismo que exprimem, numa permanente combinação da vertigem do movimento com a manipulação estatística e a amnésia do cidadão/espectador". Um regabofe, digo eu!

2. Infelizmente parece-me, cada vez mais, que se pratica uma nauseabunda banalização do exercício político. Creio que nos últimos anos esse exercício foi apondo no meu País uma impressão digital do tipo daquelas em que, depois de colocar o dedo na almofada preta, se marca o papel como se fosse um rolo da massa. Fica uma enorme borrada, prima em 10º grau de uma verdadeira impressão digital.

3. Ocorreu-me isto depois de mais uma série de episódios na vida do meu desgraçado País, e da "revisitação" na garagem aos meus armários de livros, documentos e papeis, no que ando metido há já algum tempo. Aqueles episódios, e a tralha nos armários têm-me provocado muitos espirros. Por reacção alérgica aos comportamentos indecentes e à pouca vergonha despudorada e, secundariamente, por alguma alergia ao pó.

4. O Direito, muito genericamente, é um sistema normativo complexo capaz de promover mudanças na sociedade, sem o objectivo de moralizar condutas, mas evitar perigos; pretende ordenar os aspectos fundamentais da convivência, um sistema portanto de regulação de condutas sociais através de normas e princípios jurídicos, assistido de proteção coactiva. Pretende atingir, portanto, a conservação da sociedade e a realização pessoal dos seus membros, visando o bem comum, atingindo justiça e segurança. Também muito genericamente, um negócio jurídico é um acto jurídico praticado no exercício da autonomia privada, pelo qual as partes escolhem elas próprias os efeitos jurídicos a que ficarão subordinadas.

5. Na ordem jurídica, há hierarquia de leis. Mas, no plano dos conceitos, por exemplo, despachos, recomendações ou resoluções quer a nível governamental ou mesmo da Assembleia da República, não podem revogar legislação que lhes é superior. Certo!!!

6. Julgo ter sido Fernando Pessoa que escreveu décadas atrás, que "o Estado nada tem a ver com o espírito. O Estado não tem o direito de me compelir nesse campo, como por exemplo também não tem o direito de me impor uma religião."

7. Três observações:
a. em português, que eu saiba, uma mentira é uma mentira, não é uma "inverdade", não é uma "falta à verdade", não é "não disse a verdade", não é "omitiu a verdade", não é "ocultou a verdade";

b. o regime não produziu nenhuma "elite". Juntam-se é muitas vezes, ou os intervenientes mais improváveis, ou sempre os mais que prováveis, verdadeiros falcões, que matam mas não comem as vitimas; vê-se o mesmo cadinho de sempre, aparecem sempre as mesmas caras conhecidas, com aparência de pertença a clubes diferentes;

c. Do futuro não sabemos nada.

8. Do futuro nada sabemos, de facto, mas repare-se em alguns aspectos do presente:

a. desrespeito da hierarquia das leis; desrespeito de compromissos assumidos com os cidadãos;

b. sempre as mesmas caras salvadoras, alternativas, da mesma malandragem de sempre;

c. sempre o mesmo bafio nas comissões, de revisão, de acompanhamento, de arbitragem;

d. estar horas à espera de atendimento numa consulta no SNS, com uma idosa de 88 anos, consulta que muito demorou a ser marcada, não é sentir na pele ou na carne, é já no osso;

e. dizem uns pantomineiros que "o nosso sistema é muito bom, agora o abuso que dele é feito é que é muito mau". Falo do SNS, da justiça, da fiscalidade, ou é preciso fazer desenho completo?.

9. De facto, a vida menos desconfortável e o Direito no meu País é para uns escassos cidadãos, que muito apregoam a cidadania, a liberdade, a fraternidade, a igualdade. Mas convém que fique só nas famílias deles. Como cidadão, sinto-me cada vez mais desconsolado, desconfortável, desprotegido. Se olhar à minha profissão, se olhar à questão de como vou cuidar da minha idosa mãe, sinto-me vilipendiado.
AC

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

40 ANOS. 
40 anos é uma etapa já muito relevante, na vida de uma pessoa, e mesmo na sociedade.
Em 25 de Abril próximo fará 40 anos a revolução dos cravos, a revolução dos 3 D, democratizar, descolonizar, desenvolver. 
O último D, como se vê, teve muito pouco de desenvolvimento e muito mais de distribuição, do pouco que havia, e do que não havia. E para poucos bolsos.
Por isso as três bancarrotas. Os causadores das duas primeiras continuam despudorados como se nada fosse com eles. Responsabilidade? Náaaaaa! Os causadores da terceira idem!
A propósito de 40 anos lembrei-me de uma data passada, um marco na minha vida.
Fez em 19 de Maio de 2013, pelas 2340 horas, 40 anos que, quando embarcado no navio onde fiz a comissão de serviço, navegando em ocultação total de luzes, em postos de combate/ bordadas como era necessário na zona, fui/ fomos atacados por bombordo no rio Cacheu, na Guiné, hoje Guiné-Bissau.
Tive muita sorte, como quase todos os outros que estávamos no exterior do navio, envolvidos pela escuridão, apenas ferida pelo espectacular luar africano.
Morreu um comando africano, que como outros estava deitado no convés, atrás da peça de vante, junto a quem rebentou o primeiro e único projéctil/ granada lançado pelos então guerrilheiros do PAIGC.
Houve também vários feridos. Houve um pequeno incêndio. O navio teve danos, inclusive um pequeno rombo abaixo da linha de água. 
Passadas umas semanas, um relatório da PIDE confirmava a morte de todo o grupo de guerrilheiros atacantes.
Não era de esperar o contrário, pois tinham que infiltrar-se pelas densas árvores junto ao rio, até ao rio, e ainda que sem serem vistos de bordo, a reação de fogo do navio e de todo o pessoal armado que ia no exterior e que terá durado nem um minuto, varreu com aço, literalmente, toda a área.
Como se viu na manhã seguinte ao ataque, quando voltámos ao local, via-se no arvoredo da margem uma zona enorme quase circular de árvores zurzidas, sem ramos pequenos, sem casca, tudo madeira branca.
40 ANOS. O tempo voa. Eu não esqueço. Fui um dos que não morri, por acaso, destino.
Andam para aí muitos que não esquecem nada.
Porque quase nada, ou mesmo nada, sabem.
Sobretudo não sabem respeitar. Cidadãos, instituições, valores.
AC


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Corvo marinho; há quem lhe chame mergulhão. Este foi apanhado a sair da água, apesar de desconfiado, ficou imenso tempo nesta posição, sem se mexer. Passaram pelo menos 10/ 12 minutos e depois abriu as asas e abanou-as periodicamente, para secar, penso eu.
AC

Saudades de dias de Sol.
AC


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Acidentes marítimos. Diz o ser humano, "não devia acontecer". MAS ACONTECE, como infelizmente muitas outras coisas, no País, no estrangeiro.
AC

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Cores e anatomia espectacular.
AC

Em Portugal, cada vez mais nos impingem mentiras.
Não minto. Aqui está-se muito bem. Um sossego, calmo, sem stress.
AC

Em Portugal há de tudo.

Há imensos cidadãos que felizmente acedem ao ensino  universitário. Alguns, depois, tem oportunidade e possibilidade de lidar com, MBA, doutoramento, pós-graduação, refrescamento, actualização, etc. 
Ou seja, a maioria dos cidadãos leva percursos que se entendem. Alguns, infelizmente, por razões financeiras, não conseguirão prosseguir, o que é sintoma das doenças do País.

Mas há uns quantos, e se calhar nem tão poucos assim, que fazem frequências universitárias, mas não as acabam; saltitam para outras, mas também não as acabam; passam uns tempos, e eis que se inscrevem em certos MBA, mas que também não acabam; etc, etc, etc. Um grupinho que anda por aí.

Dizem-me que na Assembleia da República se encontram alguns destes casos curiosos, que eu chamaria então os saltitões
Já nem quero falar dos diplomas de Domingo, ou de aulas nos cafés, ou diplomas comprados ou saídos na farinha Amparo, ou dos inacreditáveis créditos que serão dados por tudo e por nada.

Como cidadão tenho muitas dúvidas sobre as orientações (???) que continuam a sair do Ministério da Educação. Deste, e dos anteriores, todos. Quanto a educação tudo isto me recorda o louco em alta velocidade na estrada, aos ziguezagues quilómetros a fio. 

Não tenho dúvidas que a investigação e a ciência são determinantes para o desenvolvimento a prazo de um País.

Tenho muitas dúvidas sobre a bondade da maioria dos sindicatos, sobretudo quando vejo À sua frente sempre os mesmos dirigentes anos e anos a fio.

Creio fazer todo o sentido haver um sistema de atribuição de bolsas e incentivos à investigação.

Mas fica-me a sensação, respeitosamente, de que, a par de cidadãos muito capazes e que seriamente trabalham em ciência e investigação, é capaz de haver também uns poucos que possam ter decidido que ser bolseiro devia ser o seu modo de vida. Toda a vida. Repare-se outra vez, nesta altura, o que acima referi acerca do ME.

É uma conclusão exagerada? Talvez. 
Mas ouvir relatos na TV de que, ao fim de treze ou mais anos se perdeu a bolsa, e não saber o que fazer, sugere pensamentos como o meu. Admito que se deva ponderar melhor sobre o assunto.

Mas, desculparão, ocorre-me cada vez mais aquele cartoon da I República, de uma porca gordalhuça a aleitar muita gentinha. 
Será que em muitos sectores da sociedade portuguesa, não se continua um pouco assim? 

E, já agora, para referir caso real, recordo também uma pessoa conhecida, anos atrás perguntada sobre o que reverteria para a faculdade respectiva e para o País das suas constantes idas ao estrangeiro (congressos, etc) que me respondeu, com a maior das naturalidades - "isso é para o meu curriculum". 

Sei bem que a árvore não faz a floresta. O meu problema de cidadão é que precisava de poder conhecer muitas mais "árvores", mas não as escassas que estão sempre a debitar para os microfones. Por isso continuo com tantas dúvidas. 

Continuo a ver muita gente esganiçada, aos gritos, sempre sem dúvidas. De políticos a cidadãos comuns. 
Uma pena, porque constato que muito continua na mesma. 

AC

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Esta bela ave, fotografada tempos atrás no Norte Continental de Portugal, em belo dia de Sol, estava a "cantarolar" com inusitada rapidez e sonoridade, pelo que o descobriu a "500". De bico aberto, bem mais claro digno e límpido que os tristes palradores que nos chagam os ouvidos e a vida.
AC

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Poder político, negócios, bancarrota, ausência de estratégia, PORTUGAL
Muito boa noite.
Não sou historiador, nem jurista, nem economista. Mas procuro minimizar as minhas insuficiências. Neste fim de semana, um dos meus prazeres foi ler o último livro do professor Medeiros Ferreira, cidadão por quem nutro muito respeito, embora por vezes dele discorde.
Os Descobrimentos, as especiarias, o ouro e diamantes do Brasil, os fundos da Europa, foram o que foram. Quando olho para os vários livros de história de Portugal cá em casa, fica-me sempre a mesma convicção, muito se roubou sempre em Portugal, e genericamente sempre para o mesmo tipo de bolsos. No pós 25 de Abril de 1974, estou a lembrar-me de certos fundos, em que a formação e aprendizagem que se pretendiam, foram unicamente para encher os bolsinhos  de certos rapazolas que, com o passar dos tempos, foram sempre engordando, e sempre merecedores dos maiores encómios das elites políticas e partidárias. Adiante.

Desde 1700, que me parece ter sido sempre assim, com altos e baixos. Monarquia, I República, ditadura militar, estado novo, a actual República, em todos os períodos houve sempre a mesma bagunça tuga. O Estado sempre se meteu, sempre autorizou ou não, quer sobre grandes investimentos, quer coisas de menor monta. A I República creio que nada fez para modificar o "modus". Fez muita bagunça, creio, pelo que leio. A ditadura militar e Salazar idem, ou até, acentuaram imenso o vício: Nestes quase 40 anos vê-se o regabofe. Sempre a questão de arranjar investimento estrangeiro, ou empréstimos, para tentar resolver as questões internas.

Quase parafraseando uma recente declaração de uma "eminência parda" que por aí anda e que, parecendo-me no mínimo desajustada, me parece ter algo de verdade, arrisco dizer que a política externa portuguesa não tem mudado muito em certos aspectos. Como gosto muito da data, digo outra vez, desde 1700. E, recordando o Prof Medeiros Ferreira, nesta como em todas as coisas, é importante tentar ir buscar mais fundo. Porque acerca de tudo, há verdades, mesmo nas narrativas que se vão construindo, mas "está longe de ser toda a verdade".
E depois, como refere o ilustre autor na sua forma elegante e muito educada (pág 116), a propósito do que se vai passando quanto à UE," mas não se deixa de detectar uma persistente anemia estratégica".

Bem, o Prof Medeiros Ferreira que me perdoe, mas no meu dicionário, "anemia" aponta para insuficiência de glóbulos vermelhos no sangue ou, empobrecimento da qualidade desses glóbulos. Ora, na história recente, anemia estratégica, e creio desde para aí 1980, parece-me ser coisa que não pode retratar o que, depois dos esforços do Prof Medeiros Ferreira enquanto MNE, se vem passando em Portugal por culpa dos políticos nacionais desde essa altura. Parece-me é dever falar-se em completa ausência de glóbulos vermelhos, melhor dito, total ausência de dois "glóbulos" pendurados!!!

Uma breve pesquisa que fiz na biblioteca caseira mostra, se vi bem:
1. desastroso tratado de Methuen, 27 DEZ 1703;
2. aumento de impostos sem consulta das cortes, 1706;
3. começa a chegar ao Tejo uma frota do Brasil, carga avaliada, 50 milhões de cruzados, OUT 1712;
4. grave crise económica, 1763 a 1770;
5. alvará que determina incorporação na coroa de todas as saboarias; o Conde de Castelho Melhor, que assim perdeu o monopólio, é compensado então com o título de Marquês e com importantes bens fundiários, 23 DEZ 1766;
6. lançamento de empréstimo de 10 milhões de cruzados, ao juro de 5%, 29 OUT 1796;
7. empréstimo, 12 milhões de cruzados, 7 MAR 1801;
8. grave situação das finanças públicas, 1834 a 1836;
9. carta de lei, ordenando a venda em hasta pública, de bens nacionais, 15 ABR 1835;
10. convénios com os nossos credores, 1902;
11. Seguem-se várias subscrições públicas por empréstimos internos;
12. bolandas com o nosso "querido aliado" de sempre, por causa do que devíamos, 1916 a 1918;
13. a história, que se arrastou, quanto às reparações de guerra, 1919;
14. outro empréstimo internacional, com a garantia da Sociedade das Nações, 1927;
ETC, ETC;  Estão aí as três bancarrotas da nossa época.

Não quero maçar mais, muito mais.
Os historiadores sabem todos os detalhes, destes 314 anos, e alguns os foram explicando ao longo da história. Mas a quantos portugueses isso chegou? A quantos chega hoje?
Para que esses ensinamentos, e uma verdade bem mais detalhada, fosse assim um contributo decisivo para a sociedade portuguesa, definitivamente, tomar juízo?

A pág. 114 do seu livro, o Prof Medeiros Ferreira lamenta e alerta para "os protagonistas do regime democrático deviam estar mais prevenidos para esses aspectos financeiros das relações internacionais da República Portuguesa do que os historiadores da diplomacia política".
Eu presumo que o senhor Prof Medeiros Ferreira conhecerá inúmeros aspectos e lamentáveis historietas que eloquentemente explicam a tristeza das últimas décadas quanto ao tema em causa.

Imaginem, só por momentos, que eu era ministro e, em 1992, em vez de chegar a horas a uma reunião importante internacional, andava a ver de boas camisas na loja mais prestigiada de Haia?
Era espectacular, não era?

Pois, ainda citando o ilustre autor que muito me ajudou a passar o fim de semana, "seria aliás um bom exercício recensear as entidades que nessa altura defenderam a vinda, rapidamente e em força, do FMI para Portugal".

Respeitosamente, presumo que não faria mal, pois não atentava contra a imagem, listar as entidades e intervenientes, TODOS, que andaram nas negociações (ou não andaram?), e que defenderam o que defenderam, certamente com a maior das legitimidades. Pelo menos presumo que não andaram a ver de camisas.

Mas PORTUGAL é assim. PORTUGALINHO dos espertalhões, dos espertinhos, dos chico-espertos!
Escrevem-se cartas, 4 meses depois, ou vários meses ou anos, mas nada se sabe cá fora. A excepção foi Vitor Gaspar.
Sabem-se em muitos meandros, as maroscas, as indignidades, as inações, as pouca vergonhas, mas é preciso é ir recebendo as centenas de convites para as recepções nas embaixadas, manter todas as pontes, etc. Apresenta-se a demissão de certos cargos, mas não de todos, não vá o diabo ....... e depois perigar a vida futura. E até se passa a vir nas colunazinhas com a setilha para cima.

Em Portugal é a dança das cadeiras. Mas como muitos saberão, esta famosa dança retratada por exemplo em peças de teatro no estrangeiro, tem e vai tendo, uma cadeira a menos em relação aos que andam à sua volta e tentam apanhar assento.
Em Portugal, a dança das cadeiras é fantástica, há sempre cadeiras a mais, e dá para todas as cores, embora mais para três delas. E depois há, arrufos, verticalidade, consciências, etc!!!Que pachorra!

Porque, infelizmente, passam a vida a construir narrativas mas, como bem refere o Prof Medeiros Ferreira a pág. 117, "......preferem tomar posição sobre o derivado défice orçamental e o endividamento externo e não sobre as causas negociais do monstro em que muitos estiveram envolvidos e deu origem a uma zona monetária péssima".

Como diria o Brigadeiro Chagas, Portugal é um torrãozinho de açúcar.
AC




Boa tarde a todos.
Está SOOOOLLLLLLLLLL!
Fim de semana passado para esquecer.
Consultas médicas da família para avaliar o estado dos "esqueletos", fim de sexta-feira com dolorosa missa de 7º dia, e sempre muita chuva. Mas agora está Sol. Amanhã parece que volta o aborrecimento meteorológico.
Não há bela sem senão. Fechado em casa, deu para ler bastante, ter umas conversas mais desgastantes, ponderar sobre a vida, e confirmar que não há nada como viver um dia de cada vez.
Noite de Sábado foi excelente. Confirmámos que no mundo do teatro português existe pelo menos UM GRANDE SENHOR. Já o tinha visto, por exemplo, anos atrás, no Teatro Aberto. Um grande, um senhor, um profissional sério, que muito nos fez rir. UM ACTOR.
Como há Sol, deixo-vos uma fotografia tirada em dia de muito Sol, apanhando uma garça real, e o espelhado/ prateado do lodaçal do sapal.
AC

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

CONSTRANGIMENTO E NOJO.
Algumas coisas que acontecem no meu País constrangem-me. Outras, enojam-me. 
Ainda só tive duas únicas e felizes oportunidades de ostensivamente não ter apertado publicamente a mão a senhores (?) dos muitos que por aí andam. 
As coisas mais importantes na vida não as podemos ver com os olhos, designadamente, honestidade intelectual, carácter, hombridade, justiça, honra, dignidade, civilidade, coragem, moral, ética, decência, prudência. Mas detectam-se. 
Creio haver esse défice em grande parte dos políticos nacionais de todas as cores, muito superior ao défice das contas nacionais. 

Para um processo de decência, a ética deve comandar a política, esta comandar o direito, e este comandar a economia. Tal qual vemos, não é verdade!!?!

Costuma dizer-se que o tempo come as coisas. 
A envelhecer, ainda não me esqueci de praticamente nada do que vivi e a que assisti mas, á cautela, já está muito passado a escrito. Até sabendo que a ignorância é atrevida mas no poder é descarada. 
E tendo sempre presente que há gente completamente incapaz e gente capaz de tudo. Como se continua a ver. 
Por isso, este grasnar público continuado, dos que julgam cantar bem, não me alegra nem engana. Nunca me alegrou, nem enganou. E por favor, não digam que tenho o nariz empinado.

Para quem refere a esperança, atrevo-me a acrescentar este dito (salvo erro de Lincoln): "podeis enganar toda a gente durante um certo tempo; podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo; mas não vos será possível enganar
sempre toda a gente". 
Uma das minhas angústias de cidadão, é que estou com enorme receio que Portugal se venha a constituir como excepção à ultima parte daquela frase. Refiro-me aos actos eleitorais.
E, já agora, se Eça fosse vivo descobriria que hoje, em Portugal, já nem com benzina saem certas nódoas.
AC
Mal me quer,........
AC

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

ANACRONISMOS.
Na sociedade, creio que hoje isso é pacífico, com excepção para as mentes (??) do igualitarismo serôdio, os cidadãos devem ser iguais em tudo perante a lei, sem excepções, e igualmente respeitados, independentemente da fé, da ideologia, da origem, de género, da profissão, etc. Mas......
Mas, contrariamente aos serôdios que defendem que pode haver uns mais democratas que outros, a realidade das sociedades saudáveis e evoluídas comporta diferenciadas profissões, e igualmente respeitadas e a respeitar, algumas das quais, por estarem umbilicalmente ligadas a questões de soberania, têm não só características como fortíssimas condicionantes específicas. Parece-me, por exemplo, ser o caso dos militares. 
O anacronismo a que quero aludir, que me parece estar a ganhar raízes, é que se somos todos do mesmo barro, e iguais perante a lei, parece-me que, para mentes intelectualmente honestas, se aceita que o molde não tenha que ser sempre exactamente o mesmo. 
Talvez seja assim na Coreia do Norte, mesmo barro, mesmo molde, iguais, todos.
Somos todos do mesmo barro, isto é fundamental, e nem deve ser de outra forma, mas não do mesmo molde. 
A honestidade intelectual que se apercebe por aí é a que é. O resultado está à vista.
AC
Bom dia.
A meteorologia continua com prognósticos maçadores para quem gosta de andar a pé, sem se molhar demasiado. Neste momento, olhei lá para fora pois, pela janela, estava a entrar um raio de Sol, tímido. Fugaz.
É curioso, e deve haver alguma explicação para isso, o que ás vezes vem à cabeça sem se perceber que raio de ligação terá com o que acontece instantes antes.
É o caso agora, entre a porcaria de tempo que vai fazendo e os preços que pagamos pela electricidade.
A correlação é exactamente esta, uma porcaria de tempo = a preços exorbitantes na factura que nos cai no colo.
Uma nesga/ raio de Sol, de poucos segundos furando as nuvens, que me faz imaginar a regulação que nos defende!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Mas talvez exista uma explicação técnica para a exorbitância que nos cobram, e eu esteja a ser injusto.
Deve ser para poder levar a efeito grandes mudanças de material e os avanços tecnológicos.  Como se vê em vários pontos, até na capital deste meu desgraçado País.
Peço desculpa, creio estar enganado, não é nada do que atrás sugiro; deve ser para suportar os custos da tradução para chinês, das facturas, recibos, manuais, instruções, etc. De certeza.
AC

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

domingo, 12 de janeiro de 2014

PAVÕES.
Neste fim de Domingo, chuvoso, e pessoalmente muito triste, estava há pouco sentado no sofá. Até eu secundei a triste ideia de ligar a TV, para um zapping esperançoso que nos trouxesse alguma momentânea distração. Foi um erro. Mamámos com umas caras públicas que só desgostam os cidadãos. E de três cores diferentes, até nos cabelos, nos cabelinhos, nas penugens. Vim para a secretária, onde ao menos posso procurar as fotografias que nos fazem saudades.
E, a propósito desses pavões, que nos tolhem a vida, lembrei-me, e encontrei.
Esses sim, os pavões verdadeiros, decentes, majestosos, magníficos. Deixo-vos um. Boa sorte e boa noite, que todos precisamos.
AC

Domingo, 12 de Janeiro de 2014.
Sabia-se, há muitos meses, da extrema gravidade. Como eu já sabia, fará no próximo 27 de Agosto cinco anos, que surgem passado algum tempo depois dos primeiros abalos, umas melhorias, umas esperanças. Mas, como eu vivi desses passados 8 meses e 8 dias, é uma luta inglória. Foi comida por dentro, é a expressão brutal mas fiel retrato da acelerada degradação.
Foi visitada na passada 4ª feira. Ficou visível a queda na vertical. Não me enganei, e comprovou-se. Foi de 6ª feira para este Sábado, seriam 4 horas da manhã. Este Sábado foi para nós, cá em casa, de muita dor, pela amizade da amiga que fisicamente se foi. Hoje de manhã, fechou-se o jazigo.
Há que cuidar dos vivos. Cuidar de um dos nossos melhores amigos e da família directa.
ELA partiu, mas fica cá, SEMPRE. Na 4ª feira passada, evidenciava um ar mais frágil que a avezinha que vos mostro.
Aos meus interessados leitores, fiquem bem. Saúde.
AC

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

"Prá mentira ser segura
e atingir profundidade
tem de trazer à mistura
qualquer coisa de verdade"
António Aleixo

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Os flamingos parecem uma verdadeira esquadra de combate aos modos da IGG ou mesmo IIGG.
Os flamingos que me perdoem, mas assim tão alinhadinhos, fazem-me lembrar a carneirada politiqueira e clientelas respectivas.
AC


Fim de tarde.
AC
BOM DIA!!!
Pelo menos aqui na minha zona está um SOL espectacular. Bom dia para todos.
AC



terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Fotografia.
Neste meu recente blogue, irei continuar a publicar fotografias. Minhas. Esta que se segue é uma excepção, não é minha, mas diz-me muito.
Um amigo perguntou-me porque não identifico as fotografias. Polidamente respondi, quem quiser saber terei todo o gosto em satisfazer a curiosidade e, sobretudo, agradecer o interesse. Para lá disso, não gosto de partilhar/publicitar demasiados detalhes pessoais.Apenas pelo que verifico passar-se na blogosfera.
Esta fotografia é de algo emblemático do nosso País. Muito conhecida e, espero, apreciada.
AC

domingo, 5 de janeiro de 2014

Hoje de manhã, a minha mulher disse-me que faleceu Eusébio. Foi através daquelas mensagens que caem em catadupa em muitos telemóveis, excepto no meu, que nada disso autorizo. Lamento, sinceramente, porque, como aprendi de 1971 a 1973, cada português faz falta. Aprendi a ir com dezenas de portugueses para zonas de grande "desconforto", mas sobretudo com a grande responsabilidade e preocupação de ajudar, tanto quanto possível, que aquele que na altura nos comandava, nos trouxesse a todos sempre de volta a Bissau. Felizmente sempre assim aconteceu.
Mas, Eusébio que me perdoe, o que me foi recordado hoje com essa notícia foi o meu avô materno. Meu avô materno não era doente do Benfica, era mesmo um "acamado". Naquela época em que no campeonato nacional o Benfica em geral impunha a sua superioridade, e naquela época das duas taças europeias, o meu avô tinha umas expressões curiosas que hoje me parecem actuais e talvez ainda mais exacerbadas em mais do que um clube. Ao fim da tarde de Domingo, quando dele me ia despedir para ir para as minhas responsabilidades de universitário, perguntava-lhe como iam as coisas do futebol.  A frase mais habitual era - "há lá equipa como esta" ; muito pouco frequente, quando o Benfica empatava - "coitados dos rapazes, tiveram tanto azar"; quando raramente o Benfica perdia, então como agora - "malandro do árbitro". Eusébio que me perdoe, nunca o conheci pessoalmente, embora me tivesse irritado a forma excessiva como o seu Mustang me ultrapassou uma ou duas vezes na subida da A5  a seguir à Duarte Pacheco, mas creio que era um homem simples e essencialmente puro, e que talvez devesse ter sido menos idolatrado e mais ajudado depois de arrumar as chuteiras. Eusébio que me perdoe, hoje lembrei-me muito do meu avô António Rodrigues, um simplório, um puro, um ingénuo que se deixou ceifar aos 69 anos de idade. Enfim, que Eusébio tenha agora descanso e se lá em Cima se encontrar com o meu avô, que tenha a gentileza de lhe recordar os tempos áureos. Paz à alma de ambos.
AC

sábado, 4 de janeiro de 2014

A Banda dos impostos,
toca música sem parar,
são poucos os dinheiros,
tanto temos que pagar!

AC
Bom dia.
Ou seja, é o que sinceramente desejo a quem tiver tido a gentileza de me visitar. Porque dia bom, ao que vejo pela minha janela, não é seguramente.
Tanta água. Água da chuva, água na política, água de todos os lados.
Água, faz-me pensar em rios, por exemplo no Tejo e no Guadiana, pensar nos seus caudais.
A este propósito e concretamente quanto ao Tejo, e ainda que pouco ainda tenha pesquisado e, portanto, com algumas cautelas, estou e lembrar-me dos "acordos/ contratos" com Espanha.
Não sendo meu feitio advogar em causa própria, ainda assim continuo a pensar que se deve abordar com alguma prudência a - de Espanha nem bons ventos nem bons casamentos.
Isto para ir a dúvidas acrescidas, que se vão acumulando na minha cabeça.
Creio que os acordos na matéria em causa estipulam médias de caudais ANUAIS, a que Espanha se terá obrigado. Para grande contentamento quer dos políticos portugueses TODOS que ao longo dos anos proclamam os excelentes negócios alcançados, quer dos "altos técnicos" que ao longo dos anos aconselham (?) esses políticos.
Se eu não estou enganado, então é muito fácil aos espanhóis aproveitarem estes três ou quatro meses de grandes chuvadas para, lá mais para a frente, apertarem a torneira e passarem a água do Tejo para os desvios construídos e em fase final, tendo em vista combater a seca e falta de água na sua Estremadura.
Portanto, eu, como sou muito burro, obviamente lutaria até ás últimas consequências por estabelecer irrigações mensais e não anuais.
Mas isso sou eu e mais alguns burros, para quem geopolítica, estratégia, interesses nacionais permanentes, não são coisas vãs.
Porque sou burro, certamente, e não enfileiro com esses pantomineiros de orgasmos virtuais provocados pelos palácios, banquetes, carros de luxo, e viagens à conta dos do costume.
Se fosse espanhol, provavelmente teria um dito também em relação aos portugueses - de Portugal, bons ventos, bons casamentos, e sempre submissos negociadores.
Isto para não ser grosseiro em excesso. Por exemplo, que "se lixem os arrozais do Tejo".
Como diria o outro - bom dia e boa sorte.
É trágico ver que isto nunca seja tratado nos OCS.
AC

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Que 2014 não fosse assim.............
AC
A situação de muitos de nós e Portugal. Trancados.
AC
Para todos, um ano de 2014 o melhor que for possível.
Pela minha parte, lamentavelmente, qualquer previsão meteorológica negra é mais cor de rosa do que aquilo, sei, terei de enfrentar. Paciência.

Como diria o outro:
1. "O que não tem remédio remediado está"
2. "Não há coisa mais cara que a estupidez"
3. "Se um problema não tem solução, talvez não seja um problema mas um facto, não para ser resolvido, para ser considerado e conviver com ele"
4. "Não há como o tempo para tornar relativos juízos absolutos"

AC