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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Republico

Os AMIGOS,  a AMIZADE

Os amigos revelam-se

Pode ser esclarecedor recordar que o termo latino para a amizade, amicitia, deriva da raiz am, que no latim popular designa "mãe" (amma).

A etimologia da amizade reenvia-nos, assim, não para uma qualquer experiência casual, mas para a memória daquela afeição primeira que estrutura silenciosamente a existência.

Por isso, na sua espantosa leveza e sem alardes, a amizade dialoga com coisas muito fundas dentro de nós: faz-nos reviver o primeiro amor com que fomos (ou não fomos) amados; toca as nossas feridas, mesmo as que não conseguimos verbalizar; transmite-nos confiança para sermos o que somos e como somos; estimula-nos a progredir vida fora.

Nem todas as nossas amizades chegam a tomar consciência da extraordinária viagem interior que as mobiliza. 

Porém, mesmo quando a amizade parece simplesmente prosaica, é este programa que realiza, pois há sempre um instante em que os verdadeiros amigos se revelam como aqueles que estão dispostos a acompanhar-nos aconteça o que acontecer.

Não esperamos nada dos nossos amigos, e essa franqueza é fundamental. Mas, não esperando nada, esperamos tudo, na medida em que a sua existência nos permite existir.

A doçura da amizade é equivalente a esse seu rigor mais infrangível: o meu amigo é este próximo que não deixa de ser distante.

Mas é também o distante que sabe tornar-se próximo e intimo. Por isso, não é a posse que conta na amizade, mas a feição, a dádiva atuada no desprendimento.

(José Tolentino de Mendonça)

*********************************************

Ao olhar a realidade da vida este texto dá que pensar.

Olho o presente, contabilizo o passado no que a amizades diz respeito.

Pessoas conhecidas tenho imensas.

No plano profissional conheço dezenas e dezenas, dos acima do curso de formação, e tenho também presente muitos dos 3 cursos abaixo do meu. É muita gente ou melhor, já menos pois a lei da vida tem ceifado muita gente, ainda que resistam uns quantos acima dos 90 anos.

No plano social conheço gente que nunca mais acaba. Só no âmbito da medicina e da enfermagem e como aqui por mais de uma vez referi conheço directamente muita gente e superficialmente uns quantos por intermédio daqueles.

Quando reflito seriamente quanto a amigos, quanto a amizades, e olhando os últimos parágrafos do texto do Cardeal, amigos amigos  tenho talvez uns quatro ou cinco civis pois já desapareceram três que me eram muito próximos.
Amigos amigos militares terei também 4 ou cinco.

Refiro-me portanto aqueles que nem "dou por eles", de quem nada espero e tudo espero.

Mas creio que posso dizer com segurança que para além destes tenho vários que além de a espaços me manifestarem estima e consideração são daqueles que estariam por mim se necessário.

Infelizmente, mas é a realidade da vida, e a começar pelos que se formaram comigo, amigos sérios de amizade profunda conto dois.
Não me comovo com palavreado oco que esporadicamente aparece.
As amizades não se medem em almocinhos.

E o mesmo se aplica no plano social como referi já, amizades profundas são poucas.

Há muito convívio, confraternização, almoços, telefonemas, mas . . . . . 
Quanto à família, primos, cunhados, sobrinhos, é o mesmo.
Firme, como rocha, os filhos e os netos, e a "trave mestra" que comigo os construiu.

Bom dia. 
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida. 
Boa sorte, felicidades.

António Cabral (AC)

sábado, 30 de maio de 2026

Os AMIGOS,  a AMIZADE

Os amigos revelam-se

Pode ser esclarecedor recordar que o termo latino para a amizade, amicitia, deriva da raiz am, que no latim popular designa "mãe" (amma).

A etimologia da amizade reenvia-nos, assim, não para uma qualquer experiência casual, mas para a memória daquela afeição primeira que estrutura silenciosamente a existência.

Por isso, na sua espantosa leveza e sem alardes, a amizade dialoga com coisas muito fundas dentro de nós: faz-nos reviver o primeiro amor com que fomos (ou não fomos) amados; toca as nossas feridas, mesmo as que não conseguimos verbalizar; transmite-nos confiança para sermos o que somos e como somos; estimula-nos a progredir vida fora.

Nem todas as nossas amizades chegam a tomar consciência da extraordinária viagem interior que as mobiliza. 

Porém, mesmo quando a amizade parece simplesmente prosaica, é este programa que realiza, pois há sempre um instante em que os verdadeiros amigos se revelam como aqueles que estão dispostos a acompanhar-nos aconteça o que acontecer.

Não esperamos nada dos nossos amigos, e essa franqueza é fundamental. Mas, não esperando nada, esperamos tudo, na medida em que a sua existência nos permite existir.

A doçura da amizade é equivalente a esse seu rigor mais infrangível: o meu amigo é este próximo que não deixa de ser distante.

Mas é também o distante que sabe tornar-se próximo e intimo. Por isso, não é a posse que conta na amizade, mas a feição, a dádiva atuada no desprendimento.

(José Tolentino de Mendonça)

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Ao olhar a realidade da vida este texto dá que pensar.

Olho o presente, contabilizo o passado no que a amizades diz respeito.

Pessoas conhecidas tenho imensas.

No plano profissional conheço dezenas e dezenas dos acima do curso de formação, e tenho também presente muitos dos 3 cursos abaixo do meu. É muita gente melhor, já menos pois a lei da vida tem ceifado muita gente, ainda que resistam uns quantos acima dos 90 anos.

No plano social conheço gente que nunca mais acaba. Só no âmbito da medicina e da enfermagem e como aqui por mais de uma vez referi conheço directamente muita gente e superficialmente uns quantos por intermédio daqueles.

Quando reflito seriamente quanto a amigos, quanto a amizades, e olhando os últimos parágrafos do texto do Cardeal, amigos amigos  tenho talvez uns quatro ou cinco pois já desapareceram dois que me eram muito próximos.
Amigos amigos militares terei também 4 ou cinco.

Refiro-me portanto aqueles que nem "dou por eles", de quem nada espero e tudo espero.

Mas creio que posso dizer com segurança que para além destes tenho vários que além de a espaços me manifestarem estima e consideração são daqueles que estariam por mim se necessário.

Infelizmente, mas é a realidade da vida, e a começar pelos que se formaram comigo, amigos sérios de amizade profunda conto dois.
Não me comovo com palavreado oco que esporadicamente aparece.
As amizades não se medem em almocinhos.

E o mesmo se aplica no plano social como referi já, amizades profundas são poucas.

Há muito convívio, confraternização, almoços, telefonemas, mas . . . . . 
Quanto à família, primos, cunhados, sobrinhos, é o mesmo.
Firme, como rocha, os filhos e os netos, e a "trave mestra" que comigo os construiu.

Bom dia. Bom Sábado, bom fim de semana.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida. Boa sorte.

António Cabral (AC)

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

AMIZADE
(volto ao tema)

Aqui há tempos um bom amigo dizia-me que - "o melhor do ano novo são os velhos amigos".

É conhecida a frase «Viver sem amigos é morrer sem testemunhas.» 
Nós e os amigos, todos sabemos o que é para nós o tempo, a passagem do tempo, as agruras já passadas e as que virão, os bons momentos já fruídos e a esperança de que mais havemos de saborear.

Somos testemunhas uns dos outros.
A vida ensinou-me, tenho muitos mas mesmo muitos que manifestam consideração por mim.
Mas amigos daqueles mesmo chegados, tenho três ou quatro civis e quatro ou cinco militares. 
Confesso que muitos dos que ao longo da vida me têm manifestado muita consideração estão a milímetros de passar para o catálogo restrito.

Há amizades pessoais, de grupos, de seita, interesseiras. 
Há alianças e amizades. 
Mas, sobretudo, creio, as amizades são como as mamas:há pequenasgrandes, e há as falsas.
Pessoalmente nunca fui de interesseiras, de seita.

E quando digo "a vida ensinou-me" estou a rever a passagem do tempo.
Há tempos, na residência fiscal, almoçámos com pessoas amigas sobretudo do lado da minha mulher e, a dada altura, recordei que em 28 de Julho passado passaram 51 anos que vim da guerra na Guiné.
Repito, que vim, pois fui para lá em 29 de Outubro de 1971!
Ele voa!

Como escreveu José Tolentino Mendonça - Há amigos que iniciam-nos na decifração do fogo, na escuta dos silêncios da terra, no entendimento de nós próprios - é mesmo!

A amizade não tem preço, tem valores, é construída.
A amizade tem que ser fruída, mesmo que longos silêncios aconteçam.
A amizade não se solidifica com palmadinhas nas costas em almoços esporádicos.
A amizade genuína não cuida de verificar se existe ou não completa união ideológica. Até existência ideológica diferente.
A amizade mede-se por gestos, por posturas, por solidariedade, mesmo por exemplo até observando quem esteve no funeral do irmão.
A amizade tem memória, é construída. 
O passar dos anos enriquece-a.
A amizade genuína nunca se apaga por silêncios ou ausências que aconteçam.

Escrevi em cima - Mas amigos daqueles mesmo chegados, tenho três ou quatro civis e quatro ou cinco militares

Quanto aos militares, inalterado; o mesmo não posso dizer quanto aos civis. O mês de janeiro foi terrível, Infelizmente.
António Cabral (AC)

sábado, 15 de junho de 2024

AMIZADE
Volto ao tema, e repito-me.
Diz-se amiúde que para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça, pelo infortúnio, ou por situação de saúde mais adversa.
No sucesso verificamos a quantidade de amigos.
Na situação mais complicada verificamos a qualidade.

E eu acrescento, verificamos os que dizem "presente", seja por correio electrónico, seja por sucessivos telefonemas, ou até numa simples mas muito significativa mensagem de "Whatsapp".

Há muitas coisas na vida que existem mas não as vemos com os nossos olhos.
As coisas mais importantes na vida não se podem ver com os olhos.

Pressentem-se, notam-se, detectam-se, registam-se.
É o caso da amizade.
E a amizade genuína, profunda, faz com que as dores dos outros nos afectem, muito.

Nesta fase da minha vida tem sido muito reconfortante.
Nesta fase da minha vida tem-se confirmado o que, acerca de vários, sabia de há muito.
Penhoradamente, bem hajam.
António Cabral

sábado, 20 de janeiro de 2024

EXCESSOS

Não, não me refiro à desbragada linguagem de certas criaturas do mundo da política portuguesa.

Refiro-me ao. . . . . pecado da. . . . . gula.

Ofereceram-nos uma caixa de chocolates da Argentina. 

Oferta de amigos nossos, franceses, muito endinheirados, que vivem em Portugal há uns anos, com filhos por esse mundo fora, um em França, outro na Suíça, outro na Suécia salvo erro e um na Argentina.  Viajam constantemente, por razões das luxuosas consultorias dele e para irem visitando os filhos.

De regresso da América do Sul presentearam-nos com chocolates. Excesso de tudo, açúcar, calorias, gordura . . . . mas . . . . safa como dizia o outro, que delícia estas bombas termonucleares calóricas.

Tenham um bom fim de semana. Saúde.
AC 

domingo, 4 de junho de 2023

Os  AMIGOS

Já se sabe há muito, cada cabeça sua sentença. E cada sentença deve ser respeitada, depois de ponderada, concorda-se ou discorda-se.

Vem isto a propósito da vida e dos amigos.

Décadas de vida passadas verifico que muitas pessoas referem ter imensos amigos.

Conheço pessoalmente centenas de pessoas.

Dessas centenas, a muitas pessoas devoto consideração, respeito, e até amizade. E de muitas dessas recebo clara retribuição.

Destas pessoas, com algumas estão crescendo a consideração e a amizade.

Estou a dizer isto porque até ao presente na família me ouvem dizer sempre que amigos a 100% tenho 4 civis e 4 ou 5 militares e, curiosamente, todos da Marinha de Guerra (designação antiga), hoje Marinha, porque não há guerra, eh.... eh.... eh.

E lembrei-me de falar disto, dos amigos, porque soube por portas travessas que, infelizmente (ou felizmente porque julgo que há anos sofria imenso) faleceu um desses amigos civis.

O Luís era um homem com virtudes e defeitos como todos nós. Para alguns terá sido o causador único da destruição familiar, e do afastamento, como se não houvesse culpas repartidas quando tal ocorre.

O Luís fugiu, há anos. Periodicamente falávamos, fui ter com ele à terra natal. A pouco e pouco foi-se afastando, fugiu mesmo para o estrangeiro. De repente nunca mais foi possível o telefone, o mail. O Luís desapareceu.

Homem muitíssimo culto, ansioso pela melhoria do país, orgulhoso das suas origens, orgulhoso da sua terra natal, colheu bons frutos da vida profissional e da vida política, mas sofreu também reveses vários em função da vida política, e muito o magoou um conjunto de safadezas de conterrâneos. 

E muito o magoou o desprezo a que foi votado pelos familiares que, apesar do desfazer da família, tinham a obrigação de sangue de não o ter desprezado. Triste e lamentável.

Descansa em paz Luís.

António Cabral

sábado, 5 de dezembro de 2020

CONFINAMENTO e,.... OUTRAS COISAS 

Com as sucessivas clausuras aumentaram as conversas telefónicas familiares para tentar minimizar as ausências e a falta de confraternização. No nosso caso, há semanas e semanas que não estamos com os netos mais velhos e respetivos pais, pois a probabilidade de involuntariamente nos pegarem sarilhos "covidianos" é muito razoável". Já houve aliás "problemas", aparente e felizmente sem sequelas.

Como aumentaram as conversas telefónicas com os amigos.

Mantenho com muita regularidade, todas as semanas, e mais do que uma vez por semana, conversas com os meus dois melhores amigos civis e com o meu melhor amigo militar.

Ontem, num desabafo, depois de ele (o militar) encontrar mais um escrito de um conhecido "protagonista útil" desses que se colaram a certos grupos de pressão, e reconhecendo embora que, como acontece com todas as pessoas, esse protagonista útil tece no seu escrito alguns argumentos/ críticas com uma clara correspondência a certas realidades esquecendo-se (??) contudo de certos aspectos, acabou por me dizer umas coisas básicas com que concordo e de que reproduzo uma delas:

" Um militar digno está subordinado, sabe e tem bem interiorizado o que é subordinação. Mas não aceita submissão, subserviência. E um militar coerente, não se insurge contra políticos depois de com eles ter pactuado, ou com eles pactuar estando na reforma, seja directamente com políticos partidários e portanto com cartão ou, com os que disfarçam a cor não tendo cartão do partido "Bem visto, creio. E disse-me outra coisa.

Sabe de experiência própria que, por vezes, na instituição militar (como certa e obviamente também em muitos outros sectores da chamada máquina do Estado), algumas pessoas são incorrecta e injustamente tratadas com óbvios reflexos negativos na carreira respectiva. Acontece que, muitos dos que o meu amigo classifica de "zangados", e em que vários têm mais do que razões para assim se sentirem, quando deixam a vida activa no fim da carreira ou saírem antes por vontade própria e exactamente por "zangados", dedicam-se depois a zurzir a instituição que serviramA cada um a opinião acerca disto.

Eu concordo com o meu amigo, a cada um sua opinião, não formulamos comentários moralistas. Registamos, concordamos umas vezes, outras não.

Numa coisa o meu amigo militar me parece que agiu correctamente. Não sendo daqueles que foi maltratado na instituição, teve aliás uma carreira digna ocupando cargos muito relevantes e chegando ao topo da hierarquia, teve ainda assim dois períodos na carreira onde alguns procederam para com ele com pouco cuidado e mal informados ou emprenhados de ouvido, para ser benevolente, segundo as suas palavras. Concretamente, no final da carreira houve (foi a pior) uma atitude para com ele muito lamentável, a roçar a indignidade. Mas, contrariamente a outros, continua a ter muita honra em ter servido o País na instituição que abraçou bem novinho. E, relativamente à sua instituição, reconhece as partes boas e as menos boas. E, como quem não se sente não é filho de boa gente, o meu amigo militar encerrou o que estava pendente com certas pessoas, concretamente duas, de maneira formal, clara, dura. E o assunto ficou, da parte dele, arrumado para o resto da vida.

AC

domingo, 21 de junho de 2020

PELO CAMPO, SILÊNCIO, e PAZ
Hectares imensos, arvoredo variado, campos de pasto, bovinos, ovinos, porcinos, gamos, silêncio, agropecuária, paz, cumplicidade, fotografia, caminhada, patuscada, piscina. 
AC
PRECIOSIDADES
O Daimler estava com capa, e o pó era imenso. Não destapámos.
O velho Defender idem.
À vista, a charrete e o velhinho camião Mack.
Autênticas e fabulosas preciosidades.
AC
8 GAMOS e a CUMPLICIDADE do CAMPO
8 Bichos, sossegados, que se afastaram lentamente consoante eu e os donos da quinta nos abeirámos da vedação.
Um sossego, isto sim irrepetível, e não outras idiotices.
Não, mas vamos repetir assim combinámos, até em dias de semana, vantagem de reformados, e são pouco mais de 40 Km daqui até à quinta.
AC

segunda-feira, 4 de maio de 2020

PIOR QUE MURRO no ESTÔMAGO
Soube há poucas horas. Ele faleceu ontem à tarde.
É das histórias de vida mais trágicas que conheço.
3 Março passado, internado num hospital privado, doença galopante grave. Quase dois meses de coma.
Conta do hospital..........nem vos digo, pornográfica.
A mulher tinha sido internada pouco antes. A mulher faleceu pouco antes de ele também ali ser internado.
Não há filhos. Não há família. Trágico.
Um bom amigo a quem ele telefonou em 3 de Março para acorrer com urgência ao dito hospital está a tentar tratar das coisas terrenas.
Conhecia-o relativamente bem, embora já não nos víssemos talvez quase há 3 anos quando almoçámos para os lados dos caminhos para as praias da zona do Meco. 
Que descanse em paz.
De facto, não valemos um chavo.
AC

terça-feira, 28 de abril de 2020

O DIA HOJE COMEÇOU MUITO MAL
O Carlos.........
Eu estava a enxugar-me do duche, seria pouco mais que as 0800 horas, a cara metade aparece na casa de banho desfeita em lágrimas - o Carlos morreu.
O Carlos faleceu ás 0700 desta manhã, no hospital do Barreiro.
Há 4 dias o INEM tinha ido lá a casa, início de madrugada, tinha-se sentido mal, falta de ar, opressão no peito, talvez grande jantarada e deitar-se com a digestão por fazer. Talvez. Passou.
Há dois dias foi a um hospital privado - está tudo bem no plano cardíaco.
Ontem à noite sentiu-se indisposto outra vez, resolveu ir ao hospital, ficou internado. Hoje faleceu.
Não, não foi o vírus. Foi o coração que aos 60 ou 61 se fartou de cá andar.
Sei que andava perturbado por não estar a trabalhar, e confinado.
Vida cruel. A realidade da vida. 
AC 

segunda-feira, 30 de março de 2020

AGORA ???
A ida lá para ver a nossa amiga Ana, marido e filha, estava pensada e conversada desde Maio de 2019.
No Verão passado acabámos por não poder concretizar a viagem, uma directa de cerca de 900 Km desde a aldeia, pois logo a seguir à fronteira é sempre em auto-estradas.
Bom, agora............
AC

domingo, 15 de setembro de 2019

DOMINGO  💀
Faz parte da vida, mas custa.
Mais um amigo que parte, cedo, aos 69.
Muito novo, diziam há dois dias na aldeia.
Lembrei-me do meu falecido irmão, tinha acabado de completar 60 anos!!!! Sobre esse desgraçado dia já passaram 10 anos!!!!!
Este Domingo, igreja de manhã; Alto de S.João, crematório, depois de almoço.
Domingo, 15 de Setembro de 2019
AC

sábado, 2 de fevereiro de 2019

TERÁ DITO ASSIM SOBRE o BES?
Marcelo Rebelo de Sousa defendeu esta sexta-feira que os portugueses têm direito “a um apuramento daquilo que se passou” na Caixa Geral de Depósitos (CGD).
AC

quinta-feira, 20 de julho de 2017

20 JULHO 2017
Acabou-se-lhe a parte terrena.
Vida atribulada, que descanse em paz.
Até nisto, nesta parte difícil da vida, um funeral, se pode observar o lamentável em que a sociedade portuguesa se vem transformando: um total desrespeito pelos que nos deixam, um barulho, um estridente ressoar de esganiçadas e esganiçados, mesmo tendo ao nível dos olhos isto.
AC

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

TUDO POSSÍVEL
Na vida tudo é possível.
O impossível demora apenas mais tempo.
Mas a natureza, pelos imponderáveis súbitos, determina que não morrer é talvez a única impossibilidade à superfície da terra.
Se o impossível demora mais tempo, aí está a trágica realidade a dizer que, por vezes, demora pouco.
Faleceu, inanimado, aos 21 anos, estudava medicina. A medicina virá a dizer porquê.
Na vida, de facto, tudo é possível.
AC

domingo, 29 de maio de 2016

UMA DANÇA A DOIS
Há momentos na vida que são muito saborosos. Ontem foi um desses.
Foi muito bom. Uma jovem e querida Senhora, filha de amigos, casou.
A Francisca e o João constituíram Família. Família, conceito que anda tão pontapeado por tanta gentinha. Foi um dia de festa, cheio, alegre e divertido. FELIZ.
Que tenham saúde, longa vida. FELICIDADES.
"Uma dança a dois". Um dia encontraram-se e descobriram que as suas danças dissimelhantes, quando executadas em conjunto, se sincronizavam de forma mágica............Os passos, os movimentos, tudo lhes parecia tão bem sincronizado que estavam convencidos que o nome da dança era AMOR.
AC

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Um Jantar que recordo
Já foi há uns anos. Desde que rebentou o BPN, coincidência ou não, a vida deles complicou-se, estão divorciados, um divórcio litigioso e em que, à mistura, houve coisas ligadas aquele estoiro.
O jantar em casa desses amigos, agora cada um para seu lado, foi agradável e curioso também por causa de alguns temas de conversa. Os donos da casa, com quem nos continuamos a dar,  agora separadamente, tinham relações com figuras, melhor, alguns figurões, que por aí continuam a andar. Daquele tipo dos que iam frequentemente a certo sítio para depois conseguirem comprar coisas noutro sítio, dando como garantia o que não existia ainda de facto quando choramingavam no primeiro sítio. Por vezes, parece, a ordem de ir aos sítios era /foi inversa. Mas, como digo, o jantar foi gastronomicamente bom, infelizmente o ambiente entre o casal notava-se ser já estranho.
Vem isto a propósito do estado a que isto chegou, na banca nacional.
Explodiu o BPN, explodiu o BPP, explodiu o BES, seguiu-se o BANIF, duvida-se do Montepio, duvida-se do BCP, desconfia-se de outros, etc. Mas no etc, parece-me, a mim simples cidadão comum, pouco ou nada se mete a CGD de forma aberta, explosiva, condenatória.
E, curiosamente, se começarmos a somar os montantes que paulatinamente foram sendo lá enterrados, o resultado da adição dá números estratosféricos. Agora o governo tentará injectar 4000 milhões, e não é cêntimos.
Voltando ao jantar, ali se sabia, toda a gente sabe, a pouca vergonha que se passou e passa na banca, há muitos anos. Naquele jantar o João referiu com todo o à vontade, o tio X, e o outro tio Y. Por toda a gente leia-se, Banco de Portugal, políticos todos incluindo as esquerdas, todos os titulares de órgãos de soberania, todos os jornalistas ditos especializados em economia e finanças. Sim, porque isto de integrar torneios de golfe, ir a certas "vernissages", ir a certos jantares e almoços, botar discurso em fóruns e conferências, tem muito que se lhe diga.
Banca pública e privada, com denominador comum, má gestão. Má gestão dizem os entendidos, eu e provavelmente a maioria dos dez milhões de portugueses diremos - pouca vergonha, casos de polícia.
Para onde voaram milhões e milhões? Para os poucos, só para alguns, que são conhecidos há décadas, e que foram sempre os poucos a entrar nos gabinetes a chorar e apresentar "projectos". Dando sempre excelentes garantias. As tais IMPARIDADES.
À vista o resultado. Melhor, ainda não completamente à vista.
AC

terça-feira, 5 de maio de 2015

ABENÇOADA ALDEIA, ABENÇOADO DESCANSO.
Neste meu desgraçado País, cheio de dificuldades, cheio de angústias, prenhe de donos disto tudo, chamem-lhes ex-PR, banqueiros, certos advogados, denominados senadores, comentadores de pacotilha, jornalistas, certos militares e ainda os que se levam ao ombro deles próprios, se caímos na asneira de ouvir algum noticiário, "folhear" na NET jornais e revistas, arriscamos o nosso sossego. No mínimo!
Valeram-me os amigos que vieram de Lisboa e do Porto. Rimos, gargalhámos a bandeiras desfraldadas, rimos, comemos, passeamos, contámos anedotas. E até analisámos as possíveis primeiras damas, ainda que alguns putativos possam estar a pensar casar, até mesmo lá fora para não chamar as atenções! E bebemos belíssimos vinhos.
Com alguma moderação, embora tenha havido um almoço deste alargado fim de semana em que um ou outro tenha bebido "mqb" (mais que quanto baste!).
A propósito de vinhos, não enumero rótulos, para não vos suscitar o pecado da inveja.
Mas deixo dez mandamentos do vinho que eu conheço:
1° - amar o vinho acima de todas as coisas (um pouco exagerado, mas enfim)
2° - jurar bebê-lo tanto no Inverno como no Verão (bebo nas quatro estações)
3° - honrar o tinto e o branco
4° - não matar o bicho com menos de três quartilhos
5° - não misturar vinho com água
6° - não roubar garrafa ou bota vazia ou rota (esta ligação da garrafa à bota.....!!..)
7° - benzer as tascas e adegas
8° - não mentir sem borracheira (os políticos não cumprem esta norma)
9° - só cobiçar garrafa alheia quando esteja cheia
10° - escolher e beber sempre do melhor ( procuro sempre cumprir)
António Cabral