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domingo, 4 de junho de 2023

Os  AMIGOS

Já se sabe há muito, cada cabeça sua sentença. E cada sentença deve ser respeitada, depois de ponderada, concorda-se ou discorda-se.

Vem isto a propósito da vida e dos amigos.

Décadas de vida passadas verifico que muitas pessoas referem ter imensos amigos.

Conheço pessoalmente centenas de pessoas.

Dessas centenas, a muitas pessoas devoto consideração, respeito, e até amizade. E de muitas dessas recebo clara retribuição.

Destas pessoas, com algumas estão crescendo a consideração e a amizade.

Estou a dizer isto porque até ao presente na família me ouvem dizer sempre que amigos a 100% tenho 4 civis e 4 ou 5 militares e, curiosamente, todos da Marinha de Guerra (designação antiga), hoje Marinha, porque não há guerra, eh.... eh.... eh.

E lembrei-me de falar disto, dos amigos, porque soube por portas travessas que, infelizmente (ou felizmente porque julgo que há anos sofria imenso) faleceu um desses amigos civis.

O Luís era um homem com virtudes e defeitos como todos nós. Para alguns terá sido o causador único da destruição familiar, e do afastamento, como se não houvesse culpas repartidas quando tal ocorre.

O Luís fugiu, há anos. Periodicamente falávamos, fui ter com ele à terra natal. A pouco e pouco foi-se afastando, fugiu mesmo para o estrangeiro. De repente nunca mais foi possível o telefone, o mail. O Luís desapareceu.

Homem muitíssimo culto, ansioso pela melhoria do país, orgulhoso das suas origens, orgulhoso da sua terra natal, colheu bons frutos da vida profissional e da vida política, mas sofreu também reveses vários em função da vida política, e muito o magoou um conjunto de safadezas de conterrâneos. 

E muito o magoou o desprezo a que foi votado pelos familiares que, apesar do desfazer da família, tinham a obrigação de sangue de não o ter desprezado. Triste e lamentável.

Descansa em paz Luís.

António Cabral

sexta-feira, 3 de abril de 2020

A  PROPÓSITO  de  COVID-19
Nas presentes circunstâncias é expectável que a situação no nosso País fique bastante complicada pelo menos pelo período de 12 a 18 meses a contar de Maio próximo.
O desemprego vai subir imenso.
Empresas a estoirar, micro pequenas e muitas médias.
Vencimentos dos que conseguirem manter emprego irão, provavelmente, ficar "estacionados" quanto a aumentos, e oxalá que não reduzidos.
Neste quadro terrível para famílias estava aqui a pensar com os meus botões:
> qual vai ser o comportamento da banca nacional, o real, e não o anunciado e propagandeado ?
> e quanto aos beneficiários do sistema que vigora e abaixo relembro, essas subvenções deviam ou não ficar suspensas por 12 meses, por exemplo?

Enfim, pequenos detalhes, quando me ponho a pensar nas desgraças a entrar em muitos lares, quando me ponho a pensar em "modo" de igualdades, de sacrifícios, de privados e públicos/ máquina do Estado. 
"Pintelhos", como dizia uma inenarrável criatura.
AC

Beneficiários de subvenção mensal vitalícia da responsabilidade da Caixa Geral de Aposentações, I.P., em 2016-08-12
Atento o Parecer n.o 217/2016, de 24 de maio de 2016, da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA) e no cumprimento do dever de transparência do Estado no que respeita a rendimentos auferidos no exercício de funções públicas, pagos em obediência a critérios legais objetivos, procede a Caixa Geral de Aposentações (CGA), sob tutela do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, à disponibilização da lista dos beneficiários de Subvenções Mensais Vitalícias.
A Subvenção Mensal Vitalícia (SMV) é um direito dos ex-titulares de cargos políticos consagrado na Lei n.o 4/85, de 9 de maio, alterada pelas Leis n.os 16/87, de 1 de junho, 102/88, de 25 de agosto, 39-B/94, de 27 de dezembro, 26/95, de 18 de agosto, 3/2001, de 23 de fevereiro, e 52-A/2005, de 10 de outubro.
A referida Lei n.° 4/85 foi republicada pela Lei n.° 52-A/2005, que, por sua vez, foi alterada pelas Leis n.
os 55-A/2010, de 31 de dezembro, 64-B/2011, de 30 de dezembro, e 83-C/2013, de 31 de dezembro.

domingo, 28 de abril de 2019

O QUE APRENDER EM CASA,
O QUE APRENDER NAS ESCOLAS
Os professores têm estado e continuam em luta.
Na questão da contagem do tempo de serviço, creio que lhes assite bastante razão. 
Este governo, e concretamente o intrujão-mor e os intrujões seus ajudantes no ME só têm andado a encanar a perna à rã.
Aliás, a lata do barbudo e da sua anafada ajudante merecem o 1º prémio da descarada ausência de vergonha na cara.
Mas o meu ponto não é sobre isto.
É sobre o que se aprende, de facto, nas escolas.
E o que as famílias que, como dizem também das gerações actuais (??), são certamente das melhores preparadas de sempre, se borrifam quanto às suas criancinhas.
Por isso estamos cada vez melhor e, como diz o propagandista-mor, somos cada vez mais os melhores dos melhores senão mesmo os melhores.
Coisa irrelevante é certamente o que em muitas casas se deixou de fazer, HÁ MUITO.



(já não sei onde roubei isto, mas é muito bem observado, e é muito pouco cumprido)
AC

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

CARREIRAS, CUNHAS, MALEDICÊNCIA?
Nas minhas passagens diárias pelos "media" tugas "online", dado que escassas vezes compro jornais e quando nisso gasto euros é para jornais da área económica e pouco mais, já tinha passado os olhos pelo "peculiar" semanário que tem o título de SOL
Entre outras coisas os olhos demoraram mais sobre dois ou três artigos, e é sobre um deles que vou discorrer um pouco. 
Porque é um tema da cultura nacional, e porque li um post do embaixador Seixas da Costa sobre esse assunto. 
No online vê-se a capa do semanário com um título "Tudo em família",  e fotografias de Carlos César, do seu filho (creio), Ana Gomes e a filha (creio), Pinto Balsemão e uma filha.
No interior, encimado pelo título "onde param as famílias mais influentes do país", estão textos sobre essas senhoras e senhores e mais alguns. Com fotografias.
O embaixador, atirando-se ao artigo, e em que na minha opinião tem alguma razão, não faz a coisa por pouco: refere a insídia, a suspeitazinha, as teorias da conspiração, a inveja, os despeitados com o sucesso alheio, as insinuações.
A meio do seu post, o embaixador reconhece - É claro que não é possível negar que, algumas vezes, isso pode ter ocorrido
Vá lá, reconhece.
O jornal afirmaO poder anda de mãos dadas com a influência. Mas mais do que aproveitar-se a influência para proveito pessoal, muitas vezes a influência parece estender-se à família. Não é difícil encontrar mulheres, maridos, filhos, filhas, sobrinhos e outros parentescos em posições de topo de grandes empresas ou da administração pública; nalguns casos, os curriculum vitae comprovam as competências e a experiência necessárias para desempenhar a posição, noutros nem por isso. Se ali estão por influência dos familiares ou não, é uma questão que ficará sempre por responder. O SOL quis saber onde andam e por onde já passaram as famílias das pessoas mais influentes do país.
Pergunto: são estas as mais influentes? Que pachorra.

Antes de prosseguir, não me arrogo o poder nem a competência para analisar com profundidade este tipo de assunto.
Mas imagino que o embaixador e muitos mais concidadãos não discordarão que se verificam imensos casos, ligados a muitos partidos ou não, em que é legítimo ponderar sobre a coisa. Mas ponderar sem querer ser "achista", maldoso, invejoso. Nada disso, apenas reparar em casos concretos.
Por exemplo: ter sido assessor de um Presidente da República tem, na esmagadora maioria dos casos, ajudado ou não a carreira de diplomatas, militares, economistas, jornalistas, juristas?
Há certamente mérito nessas pessoas, mas terá sido só isso?
Por exemplo: João Soares foi para nº 2 na CMLisboa com Jorge Sampaio; foi só mérito de João Soares?
Por exemplo: João Cravinho (pai) ter ido salvo erro para o BEI, mérito próprio e competência específica para o cargo, apenas?
Por exemplo: e para não falar só de civis, um oficial ser automaticamente condecorado quando sai da casa militar do Presidente da República, ou um oficial ser automaticamente condecorado quando sai do gabinete de um chefe militar quando, antes desse cargo, e apesar de ter feito uma boa comissão de serviço não foi condecorado, essas condecorações devem-se a mérito, apenas?
Outro exemplo: em sentido mais ou menos contrário, porque os há e imensos, aquelas situações em que se nega a ida para um cargo ou posto no estrangeiro por raiva do decisor, ou se nega não por raiva mas para dar lugar a um apadrinhado politicamente ou até apadrinhado por via uterina e que já agora até facilitará a vida a essa família toda.
Até me lembro de um outro caso, em que alguém se estava já a imaginar a ir para Bruxelas e, de repente, quem mandava, nomeou outro.

O assunto não merece gastar muito tempo.
Concordo que muitas pessoas vão para bons cargos e postos por mérito próprio decorrente da respectiva carreira até aí.
Algumas pessoas são escolhidas para bons cargos ás vezes também porque se alguns outros estivessem disponíveis no momento da escolha o seu superior valor os faria ganhadores.
Mas muitos, também, vão para cargos e postos lá fora ou mesmo importantes lugares cá dentro, porque pertencem a uma seita, à seita, qualquer que ela seja, ou porque a influência dos progenitores conta muito, ou as duas coisas.
Se nisso haverá corrupção passiva, tráfico de influências, não estou em condições de o assegurar com certeza absoluta.
Mas não me venham com conversa de salão.
Denunciar é sempre difícil. 
Deixemo-nos de conversa de salão.
Ou alguém de bom senso acredita que (imaginemos um hipotético exemplo) um filho de Presidente da República fraquito academicamente é convidado para uma empresa, porque teve notas fraquitas? 
Ou (outro "suponhamos") um acabadinho de se licenciar vai para um escritório só por mérito próprio, o nome do pai não contou? E pela vida fora só trabalhou na política?

Tal como respeito as opiniões alheias, respeito o artigo do Sol, mas considero-o um mau artigo/ texto, até porque se atira a 7 ou 8 casos, em que até pode ter alguma razão, mas se quisermos falar das famílias mais influentes temos que ir a outras sedes, a outras gentes.
E se existem muitos, que são influentes, em muitas dessas famílias existe muita gente de elevado mérito. Muita.

Sinteticamente, é isto o que penso. 

Certamente que haverá mérito de muitos, porventura a maioria, mas não me venham com histórias da carochinha. A minoria não é nada escassa.
Até porque como diz o povo, em que pé estará um filho de enfermeiro com melhores notas que o filho de um titular de orgão de soberania?
Ou, para ser mais brutal, falemos de oportunidades reais de acesso. Naturalmente que na vida pública existe um aspecto que é de facto importante, a confiança política.
E será porventura isso que fará que se salte de um gabinete para uma fundação, ou se desmultiplique em cargos não executivos.
Respeito a opinião alheia, mas não me venham com esta idade fazer crer que os bebés chegam de Paris no bico da cegonha.
AC