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terça-feira, 26 de dezembro de 2023

ESTA COISA dos UNICÓRNIOS . . . . 
Sobre uma super elogiada empresa das iniciais UNICÓRNIOS lê-se por exemplo isto:  

Acções da Farfetch abaixo de dois cêntimos. Trabalhadores não perdoam a José Neves.
Títulos estão disponíveis no mercado não-regulado desde quarta-feira. Sacrificar os pequenos foi uma opção, alegam trabalhadores. Especialista diz que a comunicação também “falhou redondamente”.
Comunicação com os trabalhadores não tem sido a melhor para reconstruir a empresa, avalia especialista em gestão de pessoas 
A bolsa de Nova Iorque chutou as acções da Farfetch para o mercado não-regulado, onde estão disponíveis para a chamada negociação over the counter (OTC) desde quarta-feira, e fecharam uma semana marcante na história da empresa a valer dois cêntimos de dólar (1,8 cêntimos de euro, ao câmbio actual).


Não tenho competências para me debruçar sobre estes assuntos.
Mas tenho boa memória, e dessa memória retiro exemplos vários que conheci, designadamente dos anos 80 e 90 do século passado e que me fazem agora coçar o queixo perante estes sucessos que ao fim de algum tempo não valem 2 cêntimos. 

Desses exemplos do passado, à conta de subsídios e fundos e empréstimos, sempre deu para vários se espraiarem em comprar "time Shares", ou casinhas à beira-mar, ou uns Toyota todo terreno e, claro, a somar a isso nos casos em que houve má gestão e passos maiores que as pernas o resultado foi sempre mau.

No caso desta Farfetch e outras haverá, a primeira pergunta que coloco é sempre, como tem sido a gestão. E não me refiro apenas à gestão administrativa, balancetes, credores, fundo de maneio, exportações, etc. Refiro-me se o "pilim" foi gasto na dita ou, também e muito, nas viagens de promoção, nas jantaradas, nas mordomias, em aquisições extra etc.

Repito, para além de eventuais problemas de mercado (vale menos de 2 cêntimos, será culpa do Putin, do Zelensky, de Israel, do Hamas, do Irão ?), houve estudos sérios sobre a viabilidade do negócio, ou houve mais olhos que barriga e etc.?

Não faço a mínima ideia, mas gostava de ver tudo escalpelizado, com rigor, seriedade nos jornais económicos.
Só para perceber porque, como já indiquei, não percebo nada de empresas como a Farfetch. Só queria perceber, de onde veio o dinheiro, como foi sendo empregue ou desperdiçado, que gestão, que ajudas, etc.
AC

quarta-feira, 21 de setembro de 2022

MENDONÇA  MENDES   ou   COSTA ?

Como sempre, António Costa nunca dá a cara, os ministros e secretários de Estado é que dão a cara anunciando o que Costa impõe como política governamental. Se um dia a coisa correr mal .... corre-se com o que se tenha armado em herói.

Vem isto a propósito de António Costa e Silva, hoje liminarmente contrariado por Mendonça Mendes. Nem Medina nem Costa reagiram à história do corte transversal de IRC anunciado por Silva.

Depois do jantar desta terça-feira, já no sofá, será que Silva já começou a perceber como funcionam as coisas? E o sr Vital Moreira que também engalanou em arco? 

A questão para mim é simples: vejo duas hipóteses, Costa e Silva vê tudo gorado e cala-se ou zanga-se. 

Se se zangar, vejo duas hipóteses: fica calado, continua no governo, ou bate com a porta na cara de Costa.

Costa certamente tem estas coisas pensadas.

Costa e Silva sair pelo seu pé afecta Costa, Costa considera um problema para a sua vidinha? Ficará preocupado, incomodado? 

Creio ser só esta a questão.

Mas aguardemos pelos próximos capítulos para observarmos quantos cortes transversais serão concretizados.

AC

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

COMO  PARECE  EVIDENTE
Estive, cheio de paciência, que aqui na aldeia se ganha bastante, a voltar a olhar para as inúmeras peças que envolvem o sr Cravinho. Em particular no respeitante, às obras do Hospital Militar em Belém, à situação caótica do Arsenal do Alfeite, a lamentável reforma da estrutura superior das Forças Armadas que, na essência, foi para tornar um senhor em "donozinho" daquilo tudo, e o deplorável episódio da putativa substituição do chefe da Marinha.
Ah, e a bronca com o PM e PR a propósito de denúncias sobre alegados factos ligados a pedras preciosas e quejandos. 
 
Como parecerá evidente a qualquer cidadão comum bem formado, que tenha olhado com alguma atenção o que se conhece desses assuntos (há muitos outros), este sr Cravinho não anda nada bem, e há muito tempo.

Até o antigo procurador-geral da República (PGR) Pinto Monteiro (muito longe de ser de direita) outro dia disse não entender porque é que o ministro da Defesa não comunicou ao primeiro-ministro o alegado envolvimento de militares portugueses no tráfico de diamantes. 

Concordo com o antigo PGR que assinalou, e bem, que este caso obviamente afeta o "prestígio internacional das Forças Armadas", acrescentando que Gomes Cravinho devia ter comunicado o sucedido ao chefe máximo, que é neste caso o Presidente da República. 
Realçou mesmo um "não cumprimento do dever" por parte de Gomes Cravinho. E o ex- PGR desmontou mesmo a falácia avançada pela criatura sobre o segredo de justiça, quando estava em causa nomeadamente um aspecto com envolvimento internacional.

Mas é como estamos, com criaturas deste calibre. Criaturas rodeadas por outras criaturas, militares e civis, de igual ou ainda pior calibre. 

Ontem, depois de receber uma chamada telefónica do meu melhor amigo militar, que é um almirante da nossa Marinha (a de guerra), a seu conselho debrucei-me sobre uma coisa que dá pelo nome de "idD Portugal Defence"
Bom, é sobre defesa, e do que li fiquei tão intrigado que vou voltar ao assunto em separado. Fiquei  intrigado e ainda mais curioso. 
O meu amigo disse-me assim - repara bem nos detalhes, e não te esqueças dos nomes, António Costa, Cravinho, Marco Capitão Ferreira.
AC

terça-feira, 28 de julho de 2020

CONSEQUÊNCIAS DA PANDEMIA
Creio que as nossas empresas dos texteis têm estado a sofrer bastante com a presente situação.
Esta manhã interrogavamo-nos, que respostas tem dado o ICEP ou AICEP ás empresas que se reconverteram por agora a fabricar máscaras e outros produtos/ equipamentos de proteção individual?
Que saídas para elas exportarem, quando se sabe que África por exemplo precisa de milhões destas coisas?
Claro que os avençados jornalistas não investigam nada nem colocam questões potencialmente incómodas como esta.
É certamente engraçado ir verificar esta matéria.
AC

sexta-feira, 1 de maio de 2020

PORTUGAL, o meu País
Foi aqui que a "cegonha" me largou, depois da IIGG, já lá vão várias décadas.
No caminho por mim percorrido, e sem desvendar muito porque não quero maçar excessivamente com coisas privadas, pouco passava dos três meses de idade quando fui com os meus pais viver para Luanda. Regressámos com mais um bebé, e eu praticamente com 6 anos.
Estudei, fui aluno razoável em algumas disciplinas, fraco e a passar à tangente em outras, depois, a seguir ao liceu, uns tropeções. Formei-me e arranjei profissão, bati com os costados 1 mês em Cabo Verde e mais 21 meses na Guiné, na guerra em África.
Pela profissão e à minha custa (escudos e euros), conheço alguma coisa do mundo: EUA, Canadá, Brasil, Reino Unido, Itália, França, Bélgica, Dinamarca, Noruega, Islândia, Holanda, Alemanha, Espanha, Luxemburgo. Estive em vários desses países pela profissão mas também como turista. Como adulto, e tudo somado, estive fora de casa mais de 8 anos da minha vida.

Conheço razoavelmente a Madeira e os Açores, melhor os Açores, e conheço muito bem quase todos os cantinhos do Portugal Continental. Não é impunemente que um carro a 2 meses de perfazer 4 anos de idade, há muito que deixou para trás os 130 mil Km.
Eu também conheço o meu País e, como eu, certamente muitos milhares de Portugueses o conhecem. Admito, no entanto, que mais de 60 /70 % dos meus concidadãos o conheçam mal.
Conheço-o bastante bem, e creio que tenho uma noção muito razoável do que são os portugueses, com as suas fraquezas, forças, defeitos, qualidades, as suas generosidade e solidariedade.
Por força da vida profissional mas muito pelos relacionamentos na vida privada, conheço razoavelmente sectores particulares da sociedade, e vários dos diferentes estratos sociais.
Sei de há décadas, por formação, que na avaliação das pessoas se deve começar por realçar as qualidades e as suas características positivas e, depois, abordar o que até dado momento não correu bem, o que está mais fraco, o que precisa de ser melhorado, ou mesmo alterado.
Para países, instituições, empresas, colectividades, associações, etc., o método deve ser semelhante, realçar primeiro o bem e o bom, não esquecendo de apontar também e SEMPRE tudo que precisa de ser melhorado. E pode sempre melhorar-se.

Vem isto a propósito do jornalista Nicolau Santos (NS), actualmente chefiando a Lusa, jornalista com créditos vários mas, também, com particularidades e episódios que me  dispenso de enumerar.
Chegou-me ás mãos um texto de NS, laudatório, sobre Portugal.
Pessoalmente considero sempre importante evidenciar o que no meu País corre bem, se faz bem, se melhora, se produz, se inova e se inventa, aquilo em que nos evidenciamos cá dentro e com repercussões no exterior das nossas fronteiras. Mas não devemos apagar a memória.
Com sublinhados meus, e numeração a encarnado que me permiti introduzir como alíneas para separar melhor as indicações, o texto de NS é este:

"EU CONHEÇO UM PAÍS ... "
EM ESPECIAL, PARA OS QUE SÓ SABEM DIZER MAL
"Eu conheço um País..."
por Nicolau Santos (Jornalista)
1.... Eu conheço um país que no ano de 2020 ficou em casa, cumpriu as recomendações da organização mundial de saúde, e foi capaz de salvar grande parte da sua população
2."Eu conheço um país que em 30 anos passou de uma das piores taxas de mortalidade infantil (80 por mil) para a quarta mais baixa taxa a nível mundial (3 por mil).
3. Que em oito anos construiu o segundo mais importante registo europeu de dadores de medula óssea, indispensável no combate às doenças leucémicas. 

4. Que é líder mundial no transplante de fígado e está em segundo lugar no transplante de rins.
5. Que é líder mundial na aplicação de implantes imediatos e próteses dentárias fixas para desdentados totais.
6. Eu conheço um país que tem uma empresa que desenvolveu um software para eliminação do papel enquanto suporte do registo clínico nos hospitais (Alert), outra que é uma das maiores empresas ibéricas na informatização de farmácias (Glint) e outra que inventou o primeiro antiepilético de raiz portuguesa (Bial).
7. Eu conheço um país que é líder mundial no sector da energia renovável e o quarto maior produtor de energia eólica do mundo, que também está a construir o maior plano de barragens (dez) a nível europeu (EDP).
8. Eu conheço um país que inventou e desenvolveu o primeiro sistema mundial de pagamentos pré-pagos para telemóveis (PT), que é líder mundial em software de identificação (NDrive), que tem uma empresa que corrige e detecta as falhas do sistema informático da Nasa (Critical) e que tem a melhor incubadora de empresas do mundo (Instituto Pedro Nunes da Universidade de Coimbra)
9. Eu conheço um país que calça cem milhões de pessoas em todo o mundo e que produz o segundo calçado mais caro a nível planetário, logo a seguir ao italiano. E que fabrica lençóis inovadores, com diferentes odores e propriedades anti-germes, onde dormem, por exemplo, 30 milhões de americanos.
10. Eu conheço um país que é o «state of art» nos moldes de plástico e líder mundial de tecnologia de transformadores de energia (Efacec) e que revolucionou o conceito do papel higiénico(Renova).
11. Eu conheço um país que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial e que desenvolveu um sistema inovador de pagar nas portagens das auto-estradas (Via Verde).
12. Eu conheço um país que revolucionou o sector da distribuição, que ganha prémios pela construção de centros comerciais noutros países (Sonae Sierra) e que lidera destacadíssimo o sector do «hard-discount» na Polónia (Jerónimo Martins).
13 . Eu conheço um país que fabrica os fatos de banho que pulverizaram recordes nos Jogos Olímpicos de Pequim, que vestiu dez das selecções hípicas que estiveram nesses Jogos, que é o maior produtor mundial de caiaques para desporto, que tem uma das melhores seleções de futebol do mundo, o melhor treinador do planeta (José Mourinho) e um dos melhores jogadores (Cristiano Ronaldo).
14. Eu conheço um país que tem um Prémio Nobel da Literatura (José Saramago), uma das mais notáveis intérpretes de Mozart (Maria João Pires) e vários pintores e escultores reconhecidos internacionalmente (Paula Rego, Júlio Pomar, Maria Helena Vieira da Silva, João Cutileiro).
15. O leitor, possivelmente, não reconhece neste país aquele em que vive

Este país é Portugal. Tem tudo o que está escrito acima, mais um sol maravilhoso, uma luz deslumbrante, praias fabulosas, ótima gastronomia. Bem-vindo a este país que não conhece:
Nicolau Santos


Como sempre, respeito as opiniões de outrem, concorde ou discorde delas.
Como creio já se poderia deduzir das minhas palavras mais acima, obviamente que concordo com o realçar de coisas extraordinárias que se têm passado em Portugal, e que NS aponta sem esgotar o muito de que nos podemos orgulhar.
Não só concordo como, repetindo-me, isso é muito importante, a todos os títulos, e na minha opinião designadamente por, orgulho, por patriotismo, para puxar pelo ego nacional, para demonstrar aos nacionais e estrangeiros algumas das nossas capacidades e potencialidades, do que como sociedade somos capazes, do que seremos capazes se ASSIM SE QUISER.
Para lá dos esquecidos, para lá dos ignorantes, e para lá dos muitos que não procuram minimizar as ignorâncias e limitações, existe muito por aí uma certa postura ou mentalidade, o que quiserem, de que o lá de fora é que é bom.
Nuns casos é, em muitos não é e, infelizmente, nós por cá continuamos a não ter capacidade e estruturas para produzir determinados produtos.

Eu conheço muito do meu País, e conheço muito do que NS enuncia. E cada vez mais me procuro informar e estar atento.
As minhas constantes passagens cima abaixo pelo Continente, estão sempre longe de ser meras correrias turísticas do tipo olhar superficialmente o que está à vista e passar à frente. 
Paro, estaciono, muitas vezes resido temporariamente, de alguns lugares faço quartel - general para a partir deles fazer "raides" circulares de 70 a 90 Km, e percorro e estudo o que preparei para cada viagem e circuito.
Por outro lado, em certa medida, as circunstâncias da vida fizeram de mim um felizardo. 

Compro lençóis e atoalhados em certos locais onde só vão outros como eu, e dessas empresas exportadoras para excelentes marcas estrangeiras recebo periodicamente indicação das novidades a curto prazo.
Como outros como eu, compro belíssimas camisas à boca da produção.
Como outros como eu, compro a bom preço, em locais específicos, delícias que as uvas proporcionam. 
Como outros como eu, conheço vários dos locais mais especializados em mobiliário e certo tipo de antiguidades.
O ter na família muitos médicos e dois enfermeiros, estando quase no activo mais duas médicas, e como várias vezes aqui fiz referência, muito me ajudou a ponderar sobre a saúde em Portugal, o SNS, os hospitais privados, as unidades de saúde antes do 25 de Abril, a medicina, a enfermagem, as farmácias, o preço dos medicamentos, as insuficiências várias, e o que de extraordinário se pode enumerar nestas áreas. E como NS bem refere, o feito referido no parágrafo 2., é das coisas mais notáveis alcançadas na nossa sociedade.

Por trágicas razões familiares, conheço alguma coisa do referido em 3., inclusivamente, voluntariei-me no princípio de 2009 para ver se podia ser dador de medula mas, infelizmente e inacreditavelmente, não era compatível com quem disso precisava, e que veio a falecer em 27 de Agosto de 2009 ao fim de 8 meses e 8 dias de horrível agonia. 
Por razões familiares estou bem inteirado quando às questões várias  como as do parágrafo 5.
Sei o que são e o que fazem várias das empresas tecnológicas apontadas por NS, bem lembradas, e que são credoras de todos os encómios.
Na Efacec, trabalhou um sobrinho meu, engenheiro, e que teve uma premonição, largou-a há quase seis anos e foi-se embora, e reside com a família na Dinamarca onde trabalha  numa grande multinacional. 
NS podia ter-se lembrado de que Saramago não está sozinho, mas enfim.
Já quanto ao plano de barragens, quem sou eu para o comentar mas, arrisco, talvez o plano tenha uns ligeiros "quês"!!!!!
NS faz bem em puxar pelas empresas onde, por exemplo, no sector dos moldes damos cartas, na Simoldes e muitas outras.

Eu conheço muito razoavelmente o meu País.
Portugal tem, felizmente, aquilo tudo e mais.
Portugal é bem capaz de ser um País incrível, no que isso tem de extraordinário e no que tem, AINDA, de muito lamentável.
Portugal tem uma sociedade ainda cheia de problemas, infelizmente, como muitos outros países também têm.
Portugal é um País muito frágil, como mais uma vez está à vista.
Portugal é feito de pessoas, com defeitos e qualidades, como eu e milhões de outros.
Portugal, creio não estar enganado, e ainda que demasiado lentamente, vai tendo cada vez mais pessoas que pensam pela sua cabeça, e onde a honestidade intelectual começa a não ser um bem assim tão escasso.
Em Portugal, vai havendo cada vez mais pessoas que detectam imediatamente o nepotismo, o amiguismo, o favorecimento, o favorzinho aos mandantes do momento, a propaganda, a recompensa, a sinecura que convém proteger e o politicamente correcto.

Creio que já não estamos exactamente no tempo de certos eventos periodicamente patrocinados por banqueiros, para grande gáudio de alguns subservientes que nunca souberam de nada, nunca de nada desconfiaram, nunca viram nada. 
Mas, a espaços, afinal parece-me que ainda estamos.
Portugal é, TAMBÉM, o País do, BPN, do BPP, do BES, do BANIF, do Banco de Portugal, da CMVM, dos famosos escritórios de advogados, da introdução da vírgula, dos reguladores (???), dos colarinhos brancos que todos sabemos quem são, do corrupio entre Estado, empresas, reguladores, banca, negócios; Portugal é o País do edil sucessivamente condenado por tribunais e sucessivamente disso recorrendo pois assim quase tem a garantia de não haver desfecho antes das autárquicas de 2021 e, portanto, conseguir acabar o mandato.
Portugal é, TAMBÉM, o País com o preço dos combustíveis esmagado em mais de 65 % de impostos para o Estado, com algumas auto-estradas quase paralelas, com centenas e centenas de lares ilegais e não fiscalizados, com provavelmente mais de metade do território Continental quase despovoado.
Portugal é, TAMBÉM, o País onde ainda subsiste uma enorme e descarada ausência de vergonha na cara. É o país da doutrina - para os amigos tudo, para os inimigos nada, aos restantes aplique-se a lei - doutrina de que se sabe a origem mas que é aplicada também por muitas outras colorações políticas/ ideológicas. 
Portugal é o País com coisas muito boas, outras boas, outras más, onde vivem mais ou menos 10 milhões de pessoas, e onde se continua a dar pouca consideração a essas pessoas, como se tem visto na recente pandemia. 
Portugal é o País onde os do costume estão sempre venerandos e agradecidos, lambendo as botas aos protectores, como diariamente se vai vendo, por exemplo mas não só, a propósito da presente pandemia.
Eu também conheço e bem o meu País.
E continuo a não aceitar que façam de mim pateta.
António Cabral (AC)

sexta-feira, 3 de abril de 2020

A  PROPÓSITO  de  COVID-19
Nas presentes circunstâncias é expectável que a situação no nosso País fique bastante complicada pelo menos pelo período de 12 a 18 meses a contar de Maio próximo.
O desemprego vai subir imenso.
Empresas a estoirar, micro pequenas e muitas médias.
Vencimentos dos que conseguirem manter emprego irão, provavelmente, ficar "estacionados" quanto a aumentos, e oxalá que não reduzidos.
Neste quadro terrível para famílias estava aqui a pensar com os meus botões:
> qual vai ser o comportamento da banca nacional, o real, e não o anunciado e propagandeado ?
> e quanto aos beneficiários do sistema que vigora e abaixo relembro, essas subvenções deviam ou não ficar suspensas por 12 meses, por exemplo?

Enfim, pequenos detalhes, quando me ponho a pensar nas desgraças a entrar em muitos lares, quando me ponho a pensar em "modo" de igualdades, de sacrifícios, de privados e públicos/ máquina do Estado. 
"Pintelhos", como dizia uma inenarrável criatura.
AC

Beneficiários de subvenção mensal vitalícia da responsabilidade da Caixa Geral de Aposentações, I.P., em 2016-08-12
Atento o Parecer n.o 217/2016, de 24 de maio de 2016, da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA) e no cumprimento do dever de transparência do Estado no que respeita a rendimentos auferidos no exercício de funções públicas, pagos em obediência a critérios legais objetivos, procede a Caixa Geral de Aposentações (CGA), sob tutela do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, à disponibilização da lista dos beneficiários de Subvenções Mensais Vitalícias.
A Subvenção Mensal Vitalícia (SMV) é um direito dos ex-titulares de cargos políticos consagrado na Lei n.o 4/85, de 9 de maio, alterada pelas Leis n.os 16/87, de 1 de junho, 102/88, de 25 de agosto, 39-B/94, de 27 de dezembro, 26/95, de 18 de agosto, 3/2001, de 23 de fevereiro, e 52-A/2005, de 10 de outubro.
A referida Lei n.° 4/85 foi republicada pela Lei n.° 52-A/2005, que, por sua vez, foi alterada pelas Leis n.
os 55-A/2010, de 31 de dezembro, 64-B/2011, de 30 de dezembro, e 83-C/2013, de 31 de dezembro.

segunda-feira, 16 de março de 2020

CORONAVIRUS, COVID-19, €€€€€
Nas últimas duas semanas surgiram as mais diversas notícias sobre disponibilização de verbas para ajudar aqui e ali.
Por cá e lá por fora.
A última, creio, foi o anúncio de 80 milhões para o laboratório alemão que está a tentar encontrar vacina para o safado do bicho. 
E há já pessoas a chamar à atenção para a necessidade de se acudir aos mais fracos, sejam países sejam empresas.
Porque será que, olhando à nossa realidade, me vem isto à cabeça? Cepticismo?
AC

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

AGORA  JÁ  FICO  DESCANSADO
Agora que o bastonário Guimarães diz que vai ver a questão das baixas médicas já fico descansadíssimo.
Até porque em Portugal nunca houve, não há, nem nunca haverá, baixas médicas fraud.......perdão, complicadas .
Grande bastonário, sempre a velar pela sociedade.
AC

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Ah..... QUE SURPRESA......
"Governo voltou a adiar o prazo para as empresas apresentarem a sua declaração de beneficiário efectivo, permitindo que as entidades que ainda não o fizeram o possam continuar a fazer de forma gratuita, avança o Jornal de Negócios nesta quinta-feira. Em cima da mesa está ainda um possível adiamento do arranque do prazo para a consulta obrigatória desse registo".
AC

domingo, 16 de dezembro de 2018

VOU CONTAR o TEMPO a PARTIR de HOJE
Vou, contá-lo desde há cerca de 40 minutos, depois de longa conversa com um amigo.
Vou contar o tempo, para ver se vai ficar/ tornar "fake news", ou se se confirmará.
Confirmará,.......o quê?
Que uma importante empresa têxtil se está a preparar para sair do UK e vir para ......Portugal.
Aguardemos.
AC

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

UMA IMAGEM..........
Um barco meio afundado.
Uma imagem que pode valer por mil palavras.
Que pode resumir como vai numa empresa, uma sociedade, uma instituição, uma família.
Pode olhar-se para ela e levar-nos a tristes realidades, contemporâneas, no nosso País, e mesmo lá fora.
Pode, por exemplo, ser a representação deste OE 2019.
Pode representar a podridão de Tancos, melhor, e sobretudo, o que lhe está subjacente, e passam os meses e NADA.
Pode ser a descarada ausência de vergonha na cara relacionada com, Catrogas, EDP, eólicas, anúncios de descidas das facturas, o aparecimento da luz ao fundo do túnel, a equidade, os impostos, e quejandos, as descidas anunciadas nos combustíveis.
Pode ser a vergonhosa e permanente desculpabilização do governo.
Pode ser o retrato da maioria dos OCS/ jornalistas.
Pode ser o retrato do sistema de justiça tão glorificado em Coimbra e Lisboa, mas que prossegue a demonstrar ao povo Português quão trágico e iníquo é.
Pode ser o maravilhoso garante do regular (!?!?!?!) funcionamento das instituições.
Pode ser a "paz" social.
Pode ser o que quiserem.
AC

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

VAMOS LÁ a VER se PERCEBO
(nota prévia:não li a noticia toda, apenas o que se consegue não sendo assinante do Jornal Negócios)
 ......."Os dados que as empresas vão passar a enviar para o Fisco, para o pré-preenchimento da Informação Empresarial Simplificada (IES), serão um manancial para “detectar padrões de incumprimento”, diz Helena Borges"........
Portanto o que é bom é evitar ao máximo que as autoridades, neste caso o FISCO /AT, apanhem a malandragem que foge ás suas obrigações fiscais?
Será assim?
É que se for assim, e repito, olhe-se a nota prévia, é apenas mais uma grande gota de água para cada vez mais estar farto de certo tipo de gente que o que faz é viver bem à custa dos poucos que pagam. E estar sempre na onda a mandar "bitaites"
AC

sexta-feira, 16 de março de 2018

HÁ COISAS MESMO ENGRAÇADAS
Ao longo dos últimos anos uma boa parte de certas greves tem apanhado, feriados, pontes, datas interessantes de calendário. Coincidências!!!!
No que se refere à AutoEuropa, está anunciada mais uma paragem, mais uma, porque faltam peças, peças, palavra lida e ouvida em certos noticiários; em outros OCS faltarão......... motores.
Enfim, o rigor habitual.
Mas o engraçado (???) é o período da paragem................Ups................tem a Páscoa pelo meio...................
Que giro.
AC