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terça-feira, 16 de dezembro de 2025

RECORDANDO,  EXPRESSO, 17MAR2023

Gouveia e Melo foi esta quinta-feira à Madeira falar “olhos nos olhos” com os marinheiros

HOMEM DE GOUVEIA, 17 Março 2023, VÍTOR MATOS

Se estou contente com o estado da esquadra? Não! Se estamos a trabalhar empenhados, todos, em alterar esse estado de coisas? Sim!” Quando o almirante Gouveia e Melo usou esta frase no seu discurso, na Madeira, à guarnição do navio de patrulha oceânico “Mondego” foi um sinal político para dentro e para fora da instituição. Os problemas da Marinha são graves e difíceis de resolver — desde manutenção do equipamento a retenção do pessoal — e não vão acabar tão depressa, mesmo com a aprovação da proposta de revisão da Lei de Programação Militar (LPM) no Conselho de Ministros desta quinta-feira, que decorria enquanto o chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA) fazia um discurso muito duro para os 13 amotinados que no sábado recusaram embarcar no ‘patrulhão’ para seguir um navio russo ao largo de Porto Santo.

“Pode o estado da esquadra mudar instantaneamente? Não! Requererá muito esforço de todos, muita imaginação, determinação, paciência e dedicação. Estamos todos empenhados, e aqui incluo necessariamente a tutela”, afirmou o almirante, englobando o Governo e a ministra da Defesa, Helena Carreiras, na solução (e no problema).

A crise da revolta no “Mondego” — Gouveia e Melo chegou a referir-se à célebre “Revolta na Bounty” no mesmo discurso — acabou por destapar os problemas e as necessidades da Marinha para uma opinião pública pouco sensível aos temas da Defesa Nacional: pessoal escasso, mal pago e exausto, num navio há 500 dias em estado de prontidão, degradação do material e falta de manutenção (o Presidente da República pediu reforço financeiro para a manutenção, quando sabia que o Governo já tinha 40% das verbas da LPM para esse fim). O Ministério da Defesa fez um comunicado, esta quinta-feira, com aspetos que destacou da revisão da LPM, mas ainda não divulgou a proposta de lei que será enviada à Assembleia da República.

GOVERNO NÃO APROVA EFETIVOS NECESSÁRIOS

A par do desgaste dos navios, a Marinha tem-se debatido com problemas sérios com a saída de militares em regime de contrato: segundo os números de um documento oficial apresentado em dezembro pelo CEMA na Comissão Parlamentar de Defesa, à porta fechada, 458 militares em regime de contrato abandonaram a Marinha em 2022: a média foi de 1,3 militares por dia. Mas o documento evidencia, também, que o Governo não tinha autorizado a Marinha a repor os níveis de pessoal contratado: a Armada propôs 397 admissões para 2022, mas o Ministério da Defesa, em despacho conjunto com as Finanças, apenas autorizou a admissão de 238 contratados. A diferença de 159 militares em falta “corresponde a praças para duas fragatas”, diz uma fonte militar.

Em 2022 a Armada pediu para contratar 397 militares, mas Governo só autorizou 238. Os 159 militares em falta davam para duas fragatas

O défice de pessoal nas fileiras afeta os três ramos — o Exército já deixou de ser uma pirâmide por falta de praças e a Força Aérea debate-se com lacunas sérias de pessoal especializado —, mas tem uma dimensão na Marinha que só não é pior porque a crise acompanha também o material. Se a esquadra estivesse toda operacional ou se estivessem quatro das cinco fragatas prontas e operacionais (só estão duas fully operacional), Gouveia e Melo não teria praças suficientes para as tripulações.

Aliás, o mesmo documento apresentado pelo CEMA aos deputados faz uma projeção preocupante para o futuro: caso se mantenha este ritmo de saídas, em 2027 a Marinha só terá 1218 praças, que é o número mínimo de marinheiros “disponíveis ou necessários para embarcar.”

DINHEIRO SIM, ARSENAL NÃO

O resultado é um enorme desgaste para o pessoal, sobretudo ao nível da motivação, o que pode afetar a disciplina, a que não será alheio o caso do “Mondego”. Paulo Amaral, presidente da Associação de Praças, diz ao Expresso que os contratados, que prestam seis anos de serviço nas Forças Armadas, deviam embarcar cerca de dois anos, “mas nas especialidades mais técnicas passam muito mais tempo nos navios”. E dá um exemplo: os sargentos e praças que vão substituir os militares que se revoltaram no “Mondego” não vêm de terra, mas do “Tejo”, outro ‘patrulhão’, que está atracado na Base Naval do Alfeite. Mesmo entre o pessoal do quadro permanente, diz Paulo Amaral, “são poucos os que passam os dois ou três anos em terra”.

Apesar de estar consciente das consequências que a taxa de esforço tem nos marinheiros, Gouveia e Melo não quis, no discurso aos militares do “Mondego”, que isso servisse de atenuante para os problemas de indisciplina: “A Marinha não pode esquecer, ignorar ou perdoar atos de indisciplina, estejam os militares cansados, desmotivados ou preocupados com as suas próprias realidades.” Mas reconheceu a “disponibilidade para sacrifícios e incómodos, a resiliência ao cansaço físico e psíquico”, que resulta “na ausência frequente das famílias”.

Segundo um estudo da Marinha, 57% dos militares saíram da Armada por “razões financeiras” e 35% fizeram-no pela “taxa de esforço” exigida (14% foram para as polícias).

Três dias depois da revolta de 11 de março no “Mondego” — por coincidência foi quando começou o PREC, em 1975 —, o Governo publicou um despacho a descativar €13 milhões por ano para a Marinha nos próximos três anos. No total, o ramo terá este ano mais €20 milhões para manutenção dos equipamentos, quando tinha estimado necessidades adicionais superiores a €30 milhões no ano passado — com um défice acumulado médio de €23 milhões nos últimos cinco anos.

“Precisamos, pelo menos, desses €20 milhões adicionais ao longo dos próximos cinco anos”, diz ao Expresso uma fonte da Armada. Mas daqui nasce outro problema: o Arsenal do Alfeite já não tem a capacidade de resposta de que a Marinha precisa e uma boa parte deste adicional de verbas será consumido pelo aumento dos preços cobrados à hora pelo mesmo estaleiro.

LEI DE PROGRAMAÇÃO MILITAR CRESCE 17,5%

● O Governo aprovou a revisão da LPM em Conselho de Ministros e anunciou em comunicado que a lei para a compra de equipamento militar cresce €830 milhões.

● Um dos objetivos da proposta enviada ao Parlamento é a “recuperação de défices de manutenção, modernização e sustentação das capacidades”.

● Com a falta de munições, mísseis e torpedos, “a verba destinada à reposição das reservas de guerra mais do que duplica, crescendo 108%”, para cerca de €300 milhões.

● A ciberdefesa é reforçada em 39%, para mais de €70 milhões.

● O Governo espera “retorno para a economia em torno dos 33%”.


sábado, 5 de outubro de 2024

Carta de Perigosidade de Incêndio Rural nunca entrou em vigor
A 13 de outubro de 2021 foi publicado o Decreto-lei nº 82/2021 que estipulava que “a cartografia de risco de incêndio rural compreende a carta de perigosidade de incêndio rural e a carta de risco de incêndio rural” e tinha como objetivo dividir em cinco classes (muito baixa, baixa, média, alta e muito alta) o território de Portugal continental, revelou o Diário de Notícias
.

Presumo que nunca entrou em vigor.
Aparentemente e entre outras razões, por contestação dos municípios.
A carta terá sido criada pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas e teve apoios de grupos ambientais.

Enfim, é Portugal, não faz mal. 
Enquanto isso vendem-se cada vez mais casas entre 1,5 e 3,5 milhões de Euros, por exemplo no Norte.
Quem as compra? Isso, adivinharam!

É Portugal, não faz mal.
AC

quarta-feira, 17 de julho de 2024

Schengen: Ou cumprem ou saem
As regras de Schengen obrigam os países a terem as suas fronteiras modernizadas com equipamentos que permitem a identificação facial. Portugal andou a dormir durante três anos e agora tem oito meses para ter tudo pronto

Não acredito que António Costa e seus ministros nada tenham feito.
Não quero acreditar, de certeza que ele virou várias páginas para tratar do assunto. De certeza!
A culpa deste deplorável atraso deve ser de Cavaco Silva.
AC

quarta-feira, 22 de maio de 2024

O PS fez ISTO?

Submissão à União Europeia» dita desvio de 100 milhões da Águas de Portugal

21 DE MAIO DE 2024
A Fiequimetal e o STAL, da CGTP-IN, lamentam que o anterior Governo PS tenha «sacado 100 milhões de euros para melhorar as contas públicas, em vez de terem as contas certas com os trabalhadores».

AC

quinta-feira, 11 de abril de 2024

POIS. . . .  o costume . . . . 
Redução da dívida pública foi “artificial”, avisa a UTAO
Lusa10 Abril 2024
A UTAO classifica a redução da dívida pública como “artificial”, alertando que “a obrigação de servir a dívida detida por entidades públicas permanece para os contribuintes”.
A Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) alertou esta quarta-feira que a redução da dívida pública em 2023 foi “artificial” e que há casos em que as opções de gestão financeira foram condicionadas por orientações do Governo passado.
Num relatório sobre condições dos mercados, dívida pública e dívida externa até março, entregue no parlamento, a unidade coordenada por Rui Nuno Baleiras considera que o acréscimo substancial dos fatores de consolidação da dívida pública em 2023 resulta dos excedentes orçamentais e da “busca deliberada de aplicações em títulos”. A UTAO classifica a redução da dívida pública como “artificial”, alertando que “a obrigação de servir a dívida detida por entidades públicas permanece para os contribuintes”.
Segundo a UTAO, o Decreto-Lei de Execução Orçamental (DLEO) para 2024 estabelece para o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS) a obrigação de ter no balanço do primeiro trimestre o mesmo valor nominal em instrumentos da dívida pública portuguesa que detinha a 31 de dezembro de 2023. Explica ainda que a lei prevê que o IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública tem a “obrigação de remunerar o melhor possível estas aplicações do FEFSS”.
A UTAO recorda que recentemente o Conselho das Finanças Públicas (CFP) alertou para o risco de concentração excessiva da carteira do FEFSS em dívida pública portuguesa. Segundo os técnicos, o excedente orçamental consolidado de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2023 é sinal de que houve muitas unidades orgânicas a fechar o ano com excedente, sendo que estas têm o IGCP como o seu banco.
“Portanto, os depósitos e as aplicações em CEDIC cresceram imenso em 2023 por causa de muitos excedentes orçamentais nas AP [Administrações Públicas]”, refere, acrescentando que “o acréscimo de aplicações de unidades orgânicas em instrumentos de dívida do setor AP se explica sobretudo pela vontade deliberada de reforçar a exposição a estes títulos (essencialmente, Bilhetes do Tesouro e Obrigações do Tesouro)”.
Para a UTAO, “haverá casos em que este reforço resultou de meras opções de gestão e casos em que as opções de gestão financeira foram condicionadas por orientações do Governo”. O rácio da dívida pública fixou-se em 99,1% do PIB em 2023 e em termos nominais diminuiu 9,3 mil milhões de euros face ao ano anterior, para 263,1 mil milhões de euros.
AC

sexta-feira, 29 de março de 2024

FORÇAS   ARMADAS   em   PORTUGAL
"Estamos a trabalhar para encontrar soluções".
Esta é uma das frases costumeiras da inarrável ex-ministra da formal e usualmente designada defesa nacional (DN). Para todos os problemas. 

Por exemplo, terá encomendado estudo para perceber as razões da falta de atractividade das carreiras militares. 
Mais um estudozinho. 
Até porque há por aí uma "madrassa" sempre pronta a fazer esses estudos para os amigalhaços!

A história mostra que a senhora, a tal mais bem preparada de sempre (???) e tal como todos os seus antecessores apenas tutelou os militares das Forças Armadas (FA). 
Sendo a opinião livre, por mim a senhora desempenhou o cargo como muitos dos seus antecessores, lamentavelmente!

O jornalista Vitor Matos do Expresso é recorrente em artigos sobre as FA, seja sobre os recursos humanos das FA com foco nas saídas das fileiras cada vez em maior número, sejam olhando aos aspectos de material, equipamentos e infra-estruturas, seja acerca das pouca vergonhas envolvendo políticos e altos funcionários do dito ministério, de onde exalam e de há muito, crescentes fumos de corrupção.
A má qualidade de algumas instalações e equipamentos ou a  sobrecarga de trabalho e a falta de perspectivas são outros temas recorrentes. 

Não é novidade nenhuma uma série de coisas, de há muito anos.
Mas a tralha política (os sucessivos governantes, deputados e Presidentes da República (PR)) tece loas periódicas, discursa vacuidades, finge ao longo dos anos que nada sucedeu/ sucede, como por exemplo, 
- a gradual estagnação dos vencimentos dos militares das FA,
- a degradação da condição militar, que a legislação define o que é e que direitos lhe são agregados, mas que para os poderes públicos gradualmente desfiguraram para não dizer pior (a minha idosa vizinha na aldeia diria - limpam o rabo com essa legislação), 
- a persistente indefinição quanto a que FA o país teve ter.  

Estão quase passados 50 anos e o melhor que sabem fazer, particularmente a partir de 1995, é o conhecido e crescente garrote financeiro e a politização do processo de escolha das chefias militares.

O boneco supra diz que já não há tropa para um dado exercício.
Mas a realidade demonstra que os Falcon nunca faltam, voam ininterruptamente para transportar várias sumidades (???), e nomeadamente os inquilinos em Belém e em S.Bento.

Mas ficam muito contentes e avançam - “Outros países estão a enfrentar situações semelhantes

Não só a carreira militar foi deixando de ser atrativa para os jovens como as Forças Armadas perderam a capacidade de manter os que lá estão, sobretudo técnicos altamente treinados e especializados. 
Foi noticiado e não desmentido - os números do Exército e da Marinha são os mais elevados desde 2018. Este nível de “saídas extemporâneas” corresponde a 10,5% do total de militares a prestar serviço nos três ramos das Forças Armadas. Entre saídas e entradas, o resultado líquido de 2022 materializa-se numa redução de 7,2% dos militares em serviço efetivo (ou seja, sem contar com os que estão na reserva)

As consequências da falta de pessoal refletem-se a todos os níveis, nos  três ramos. Missões são efectuadas com uma obviamente e crescente sobrecarga do pessoal existente. 

O diferencial de vencimentos dos militares para as forças de segurança é muito relevante.
As carências em pessoal prosseguem. 
Não se consegue estancar a sangria. 
A pirâmide de pessoal há muito que deixou de ser pirâmide, é um aborto. Até se desculparam com a pandemia.

As vacuidades e incompetência chegaram ao ponto de se desculparem com idênticas crises de vocações militares a nível internacional. 

Particularmente depois de 1995, com crescentes garrotes financeiros, desrespeito por leis vigentes, manipulação diversa, incompetência, desprezo absoluto pela instituição militar, estão agora à espera que tudo se resolva por um governo que obteve uma vitória de Pirro?

Infelizmente parece haver muitos que acreditam nisso, seja em entrevistas, seja em apresentação de reclamações, aliás bem justas.
Mas milagres de Fátima há muito que não há.
António Cabral (AC)

sexta-feira, 15 de março de 2024

PORTUGAL, EUROPA, GUERRA, UCRÂNIA, armamento


A ministra da Defesa diz que se trata de "apoiar a resistência a uma agressão" que tem sido feita pela Rússia à Ucrânia.
Portugal vai contribuir com 100 milhões de euros para a compra de munições de artilharia de grande calibre para a Ucrânia, que delas "precisa desesperadamente" para resistir à agressão russa.
Helena Carreiras detalhou a decisão tomada na véspera pelo Conselho de Ministros de apoiar a Ucrânia com 100 milhões de euros para munições de artilharia de grande calibre, um programa de aquisição conjunta liderado pela Chéquia e ao qual se associam vários países europeus.

Indiscutível, opinião pessoal naturalmente. 
Indiscutível o quê?
- que a Rússia invadiu agrediu a Ucrânia,
- que a solidariedade é um valor,
- que estes 100 milhões não são uma despesa/ permanente futura,
- que este auxílio se junta ao fornecimento de cuecas,
- que são mais uns valentes milhões a somar a muitos mais milhões (Angola, etc.) e em que todos eles não representam despesa permanente e, portanto, não faz mal derreter esse dinheiro, mesmo sabendo-se da escassez de fundos financeiros nos mais diversos sectores da vida nacional, coisa que apenas uns ordinários botabaixistas se atrevem a proferir apenas com o malévolo intuito de denegrir a fantástica governação de mais de oito anos de governos PS Costa.

A bem da Nação
AC

sábado, 3 de fevereiro de 2024

A PROPÓSITO da IDEOLOGIA PURA 

…. PPP que estavam a funcionar, saíam marginalmente mais baratas ao Estado que a situação que resulta do seu fim, tinham indicadores melhores de desempenho que a situação actual, havia maior satisfação dos seus trabalhadores e havia maior satisfação dos utilizadores quando essas PPP estavam a funcionar…..

Não vou perder tempo a analisar a questão PPP.

Mas há, pelo menos, um dado concreto que conheço, inquestionável.

Depois de terminarem com a PPP do Hospital Novo em Vila Franca de Xira a desorganização aumentou. Houve médicos que encheram e se fartaram. 

Um, concretamente, saiu rapidamente.

Vão lá ver agora como aquilo anda.

AC

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

A PROPÓSITO do LEGADO de ANTÓNIO COSTA
A propósito deste fantástico legado, que integra todas as áreas da governação, da sociedade portuguesa, os comandantes dos helicópteros de salvamento das esquadras da Força Aérea bateram com a porta. Diz o Expresso que não são só eles.
Diz ainda o semanário que haverá muitos oficiais e outros que preferem ir embora da Força Aérea, apesar das indemnizações que terão de pagar. Já não protestam, vão-se embora. Algumas das descrições que estão no semanário são eloquentes do estado deste Estado português.. . . . . 

Não há muitos dias escrevi um texto que começava como indico em cima. Foi a propósito do que vem acontecendo na Força Aérea.

Mas hoje interrogo-me sobre outra coisa dentro da mesma Força Aérea. E gostava de perceber.

Concretamente, ficou ou não na "mão" da Força Aérea a gestão de helicópteros e outras aeronaves de combate a incêndios?

E se foi de facto assim, onde estão os dados concretos sobre acções, contratos, etc.?

Sim, se é isso em que estão a pensar, estou a referir-me a dinheiro, muitos milhões, quem gere, quem determina, quem explica, quem pede contas.

AC

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

Aplauso (29): Abuso do Código Penal
Publicado por Vital Moreira
Era um manifesto excesso e um fator de incerteza jurídico-penal criminalizar a "discriminação política ou ideológica" no chamado hate speech.
Felizmente, triunfou o bom-senso político!

Este pequeno texto (já tem algum tempo) de VM é curioso!
Triunfou o bom senso político?
 
Tenho a maior das dúvidas que se tenha tratado de bom senso político.

Na descarada e total ausência de vergonha nas trombas, recuaram um pouco pois estava a aumentar a vozearia contra esta intenção, inqualificável. Tiveram um ligeiro pingo de vergonha.

Gostava agora de ter visto certos inchados de arrogância e putativos donos da democracia pronunciar-se sobre se este tipo de coisas que se preparavam para colocar em vigor não configura ataque à democracia. 
AC

sábado, 13 de janeiro de 2024

A PROPÓSITO de LEGADO
O Tribunal de Contas revela que, dos 24 mil milhões de euros dos fundos europeus do período de programação 2021-2027, apenas 353,9 milhões foram executados, nos primeiros dois anos.
AC
DINHEIRO DOS NOSSOS IMPOSTOS


Presumo que o que acima reproduzo corresponde à realidade ou seja, que o governo português, na sua legítima acção executiva, decidiu apoiar a reabilitação de uma fortaleza existente em Luanda, Angola, a qual presumo estará num estado calamitoso.

Antes de prosseguir, há sempre dinheiro para muita coisa legitimamente questionável mas, para pagar melhores vencimentos a militares ou forças de segurança, ou tratar de que os modernas bombas para diabéticos sejam distribuídas, ou preparar as celebrações a Camões, ou para unidades de saúde familiar, ou olhar às corporações de bombeiros, já não há.
Continuando.

Do que se lê em cima há ainda uma particularidade apontada e que é a recuperação da fortaleza para nela posteriormente ser instalado um Museu, que as autoridades Angolanas designarão, ao que parece como  Museu da Libertação Nacional de Angola.

Por fim, há umas linhas sobre o que a criatura que momentaneamente capitaneia (??) o Palácio das Necessidades terá bolsado em Luanda. Por razões higiénicas passo à frente dessa parte.

Não é de agora, pouco ou muito, há sempre dinheiros dos nossos impostos cuja aplicação é quase sempre pouco compreendida. 
Muitas vezes até nem temos notícia dos desvarios.
Muitas vezes porque a quem competia promover a transparência nunca o faz, porque nada explicam, porque nada justificam. 
Pesporrência e arrogância sempre absolutas.

Quando li isto questionei-me: este dinheiro será bem ou mal empregue? Não sei, ninguém explicou ou melhor, eventualmente por inépcia minha, não encontrei explicação.

Ficaram-me as dúvidas seguintes:
- a fortaleza estava em bom ou mau estado quando da independência de Angola?
- Se estava em bom estado não consigo compreender esta pornográfica generosidade socialista, generosidade sempre com o dinheiro dos outros. Generosidade a que Marcelo, julgo, não terá votado um segundo a comentar.
- Se já estava em mau estado, porque carga de água temos de o recuperar agora? Por mim, isto é mais do  que inconcebível que Portugal gaste dinheiro naquilo quando estamos aqui com tantas aflições.

Portanto, como ninguém certamente explicará os contornos deste deboche socialista iremos ter certamente dentro de alguns anos um local para em Angola insultarem os portugueses.

É para mim indesmentível que ao longo da nossa história, COM OS OLHOS E VALORES DE HOJE, aconteceram imensas coisas altamente reprováveis. Como aconteceu com imensos senão TODOS os países. 

Mas da nossa história muito temos com que nos honrar e muito temos para celebrar. 
Este governo esbanja dinheiro com isto e outras coisas como agendas para isto e para aquilo. 
E pagar aos médicos e enfermeiros e assistentes operacionais?
E celebrar decentemente Camões?
E os nossos diversos e necessitados museus, não mereciam ter parte substancial desses 34 milhões?

Ah, segredam-me aqui ao ouvido que, qualquer dia, a luminária criatura que decidiu isto é capaz de mandar gastar uns milhares ou milhões a mandar construir pranchas de surf.

O que ocorre é isto: um nojo.

António Cabral

quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

COMPLETAMENTE  ENGANADO
O Tribunal de Contas identificou "muitas fragilidades" no processo de descentralização de competências. Atreveu-se a dizer que não encontra evidência da existência de estudos atualizados que permitissem identificar os domínios a descentralizar da administração central para os municípios. E referiu graves deficiências no domínio do financiamento.

Como é evidente, como é público e notório e designadamente pelos constantes elogios ao que nestes oito anos se foi fazendo, às explicações de António Costa sobre o assunto, só há uma conclusão: o Tribunal de Contas ou está tonto ou, no mínimo, está completamente enganado e não repara na excelência do que foi feito até ao presente.

AC 
A PROPÓSITO de UM LEGADO
COSTA, CARNEIRO, PEDRO, PS, PSD, PSP e . . . 
Pequeno almoço tomado, café caseiro, a espera pelo neto de 22 meses para a "creche Avós", passei os olhos pelas gordas dos jornais.

Uma das mais relevantes questões noticiadas anda à volta dos protestos da PSP que, provavelmente, ou já alastrou ou vai alastrar para a GNR, depois para os guardas prisionais, depois para o sucedâneo do morto SEF, depois para os bombeiros, depois para a polícia marítima, depois . . . depois . . . depois . . . depois . . . 

Se o que leio corresponde à realidade, estes protestos estarão muito à margem dos sindicatos da PSP. 
A este propósito, recordo-me que em dada altura teriam existido 14 sindicatos na PSP! CATORZE!

Portanto, movimento inorgânico, portanto digo eu, mais fácil de instrumentalizar por quem quer que seja, por elementos de partidos políticos, admito até que por gente pouca satisfeita com as chefias dos dois maiores partidos, por centrais sindicais, por agitadores diversos.

Preocupante, se corresponder à dura realidade, estar a ser difundido um conjunto de orientações para os protestos muito à margem daquilo que em democracia é legítimo no âmbito da indignação, do protesto, da chamada de atenção.

Enveredar pela sugestão de destruição de património, de instrumentos da profissão é, sem margem para dúvidas, muito grave e, do meu ponto de vista, condenável, inaceitável.

Oxalá as notícias/ informações postas a correr quanto ao grau de inoperacionalidade em divisões e esquadras um pouco por todo o Continente não seja condizente com eventuais descrições e sabotagens reais.

Quanto aos partidos e aos governos e designadamente aos governos PS/ Costa é cada vez mais caricato o comportamento e acções aflitas por exemplo de José Luís Carneiro.

Ainda não perceberam que passar os anos a prometer e depois pouco ou nada acontecer, que as pessoas começam a lembrar-se da historia do lobo, e da história da carochinha, e dos contos de fadas ?

Prometer à pressa uns milhões, bolsar que "estamos a trabalhar" isso vale alguma coisa para as pessoas, que sabem do que, não só mas particularmente o PS, vem fazendo há anos e anos?
Alguém se desmobiliza perante estas vacuidades?

A PJ pode abrir os inquéritos que quiser ou que lhe mandarem abrir.

As pessoas, TODAS, gradualmente, estão de facto fartas de palmadinhas nas costas, dos afectos patéticos, das aldrabices, das promessas de anos e anos e, como dizem alguns polícias, quando acaba a festa todos voltam às suas esquadras, muitas degradadas há anos, e aos seus salários miseráveis. 
Mas os governantes e as elites voltam aos pópós e ao Falcon e aos almocinhos, e às condecorações, e às reuniões em Bruxelas, e aos constantes discursos grandiloquentes ocos de conteúdo e realidade.

Ah, estão todos com os polícias, que bom!

Ah, depois, claro, sempre o GARANTE que em nenhuma circunstância está colocada em causa a segurança e o cumprimento da missão das forças de segurança, continuando a realizar os seus deveres funcionais por todo o país. Pois tá claro!

Registe-se isto: O presidente do maior sindicato da PSP, a Associação Sindical de Profissionais de Polícia (ASPP) sublinhou, por seu lado, que os sindicatos há muito que têm alertado o ministro para a situação na polícia e para o conjunto dos problemas, mas nada tem sido feito e agora está a entrar-se “numa fase perigosa” em que os protestos já não são organizados pelos sindicatos. Em entrevista ao DN, diz que vê estes protestos “como naturais e consequência da incompetência e cegueira do Ministro da Administração Interna”. Porque não falam do Costa, que é chefe do governo há mais de 8 anos?

Em 8 anos os Governos PS de Costa apenas deram caridade e assistencialismo e isso não resolve os problemas que são estruturais e graves. Subsídios e tretas.

Resultados à vista. Grande legado, aguenta-te Pedro, que não tiveste nada com isto!

Uma última nota, por agora. Olhando a palavras atribuídas a Luís Montenegro, ficou-me a sensação que está a pensar que ele como político e responsável no passado e o seu partido, não têm nada de responsabilidade nestas coisas. Talvez recordar-se melhor, talvez ir lá atrás ver.
António Cabral

sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

A  SENSAÇÃO  QUE  TENHO. . . . 
É que isto tresanda a léguas de distância. . . 

Marcelo Rebelo de Sousa, o cidadão titular do cargo de Presidente da República (PR) andaria incomodado com uma história à volta de duas crianças, gémeas, brasileiras, infelizmente nada saudáveis. 

É a minha conclusão depois de, alertado, ter usado a tecnologia e andado para trás para ouvir Marcelo há dias a explicar a jornalistas e por intermédio deles a explicar-nos tudo (do ponto de vista dele) sobre o "famoso" caso das gémeas. Um caso iniciado em 2019! Mas pouco ficou claro. E o comunicado recente não ajuda.

Cresceram os paleios sobre este assunto, da parte de vários políticos e muitos outros, todos a dizer por outras palavras - eu não tive nada a ver com isso - ou - não me lembro, já pedi para ver a documentação. Entre eles, a inarrável antecessora de Pizarro e vários jornalistas e comentadores.
Até ex-alunos de Marcelo que escrevem em jornais. E, claro, muitos comentadores, jornalistas. Pelo que percebo, fica-me a sensação de que tem sido a CNN a carregar mais sobre o assunto e sobre Marcelo. 

Marcelo mandou publicar isto:
Comunicado da Presidência da República
07 de dezembro de 2023
Na sequência das notícias hoje surgidas, o Presidente da República reafirma que não teve conhecimento de quaisquer diligências junto do Ministério da Saúde no caso das gémeas luso-brasileiras, após o envio do dossier para o Gabinete do Primeiro-Ministro a 31 de outubro de 2019.

Porque foi isto publicado? 
Parece ser a resposta de Marcelo à notícia de que o filho, perdão, o Dr Nuno Rebelo de Sousa terá reunido com Lacerda Sales. 

Sobre a recente entrevista de Marta Temido, das suas respostas poderá concluir-se, uma certa defesa de Marcelo, que a lei obrigava o SNS a tratar as gémeas luso-brasileiras, estranheza por comentários que circulam por aí designadamente da parte de alguns médicos, e de muito pouco se lembrar. 
Digo eu agora, ela, Lacerda Sales e outros, nada ou quase nada se lembram, pois como se sabe, existem dezenas e dezenas de casos ou sei lá centenas como o das infelizes gémeas.

Sobre Marcelo:
- afirma desconhecer o que terá feito o filho neste processo, esperando que o filho não tenha falado com o Ministério da Saúde, além de que sempre olhou o Dr Nuno Rebelo de Sousa como qualquer outro cidadão, e reforçou que ninguém pode invocar o seu nome. 
Ah, continua com condições para permanecer em Belém.

Do que se sabe, parece indesmentível:
- o Dr Nuno Rebelo de Sousa enviou um mail ao pai perdão, ao PR,
- o PR não se lembrava de nada, mas lá se foi lembrando e mandou investigar o servidor de Belém, e surgiram assim muitos documentos,
- o mail do Dr Nuno foi encaminhado para o chefe da Casa Civil e depois reencaminhado para o gabinete do PM, 
- a Casa Civil da Presidência da República endereçou há dias à PGR toda a documentação sobre o caso existente no servidor em Belém,
- Lacerda Sales, tudo parece indicar, está directamente envolvido na questão, mas não se lembra de quase nada, quer ver a documentação existente, e daqui em diante só fala nas sedes próprias. Claro.

Enfim, salvo melhor opinião há nisto tudo muita indefinição, nenhuma bota parece bater com perdigotas.
A sensação que me fica é de que isto tresanda de mau cheiro detectável a léguas de distância.

Lacerda Sales podia dizer - sim, reuni-me com o Dr Nuno - mas não era a mesma coisa, certo?

Bom, tudo isto cheira mal, e temos, mais uma vez, o respeitinho, a reverência!

Não tenciono perder mais tempo com isto mas parece-me curioso, interessante, esquisito, estranho, o que quiserem:
- porque aparece à luz do dia, no final de 2023, um caso ocorrido em 2019?
- ninguém, a propósito deste caso, começa a pensar seriamente, que não pode continuar esta coisa de virem tratar-se de borla em Portugal, brasileiros, cidadãos das nossas ex-colónias, e muitos outros que com o estado comatoso do controlo de fronteiras e emissão de passaportes facilmente obtém a cidadania portuguesa?
- ninguém, seriamente, equaciona, questiona, porque tem o SNS de suportar isto, quando o SNS trata os cidadãos como se vê nomeadamente ao longo do corrente ano?
- porque que é que até apenas há dois dias o ónus tem estado sobre Marcelo, e só agora aparece claramente envolvido o governo e particularmente Lacerda Sales?
- porque chumbam as audições no Parlamento?
- Porque querem agora ouvir Pizarro e apenas, ao que parece, o chefão de Santa Maria?
- não é interessante o conselheiro de comunicação de Costa ter afirmado - as declarações do Presidente da República sobre o caso das gémeas luso-brasileiras foram um “bocadinho insatisfatórias” e Marcelo Rebelo de Sousa estava “embaraçado com ele próprio, entregou o filho, entregou o chefe da casa civil, entregou a assessora? (tenho a mesma opinião).

Por fim, reforçando o respeitinho, ninguém se questiona - PORQUÊ? - porque é que Marcelo não telefonou ao filho perdão, ao Dr Nuno Rebelo de Sousa - olha lá, tem juízo, e para tua informação destrui o que me enviaste e ai de ti se em algum lado invocas o meu nome.
Curioso.

Como ninguém questionou claramente porque é que, depois de decidir (e bem MAL) remeter o mail do filho perdão, do dr Nuno Rebelo de Sousa, para a sua Casa Civil e envolver o chefe da dita Casa mais pelo menos uma assessora, não ter tido o cuidado de indicar que o encaminhamento para o gabinete de Costa tivesse apenas - . . . para os efeitos tidos por convenientes - em vez de, como aconteceu - …. para os devidos efeitos.
É que é completamente diferente.

Devidos efeitos + PR + respeitinho, deu nisto que se vê.

Por mais que Marcelo diga o que disser, e tudo indica que já percebeu a burricada que fez, e pode ainda insistir em nos dizer que ninguém o representa, a sua decisão despoletou um óbvio favorecimento. Se o fez porque sabia o resultado, alguém terá de descobrir se sim ou se não.

Podem vir os donos disto tudo, mais os turbo dirigentes Pro Bono e etc. dizer que têm a certeza que Marcelo é propenso a ações deliberadas de favorecimento de alguém, porque o que vem emergindo legitima que se questione -mas será mesmo assim

É nisto e muitos mais aquilo em que Portugal se vem tornando.
A culpa deve ser do Afonso Henriques ou, no mínimo, do Passos Coelho.

Tenham um bom fim de semana. Saúde.
António Cabral (AC)

sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

FONTE   DE   INSPIRAÇÃO   SOCIALISTA

Escusavam de ter gastos uns milhares de euros para produzirem uns tristes rectângulos coloridos.
O meu neto mais novinho desenhou esta banana a meu pedido.

Esta sim, uma banana moderna, sem prevalência de dimensão de uma cor sobre outra, nada de bicos e arestas, fácil de engolir, uma banana nada frágil, com profunda consciência ecológica, moderna, inovadora, inclusiva, certamente laica, multigénero, plural dada a diversidade de países produtores/ exportadores de bananas, tem estética, tem um verdinho muito ecológico, um amarelão muito giro e não em bola pois pode ser ofensivo, tem um vermelhusco mais tipo rosa para não lembrar sangue que é repugnante e um nojo, enfim uma banana querida, é linda!

Estou perfeitamente convicto de que assim que voltarem ao poder abraçarão esta ideia para consubstanciar a proposta de alteração Constitucional ao nº 1 do Art. 11º.
AC

quinta-feira, 30 de novembro de 2023

DESFAÇATEZ? INAUDITO? INQUALIFICÁVEL? DESCARAMENTO?
Que outros adjectivos?

Como sempre refiro e PRATICO, respeito a opinião de outrem.
Outra coisa diferente é concordar ou discordar. No caso discordo frontal e liminarmente. É um digno exemplo do que esta gente é capaz.

Vem isto a propósito de, mansamente, o sr António Costa mais a sua inarrável ministra da presidência de conselho de ministros e restantes  sequazes, terem alterado o logotipo que antes era uma miniatura da Bandeira Nacional e agora passou a ser um conjunto de três rectângulos coloridos. 

Certamente para agradar a todos, todas e todes!
Quando escrevo "Todes" o corrector altera automaticamente para Todos. 
A minha conclusão é que o corrector é, nitidamente, fascista, xenófobo, racista, ordinário, nada inclusivo. Será islâmico?

Com que é que esta gente se tem entretido?
A tornar a administração pública e os serviços públicos mais simples, eficientes, próximos dos cidadãos?

Só um botabaixista dirá que há um certo caos em tudo o que é serviços públicos e sistemas de, ensino, saúde, justiça, ou transportes, habitação, agricultura, ordenamento territorial etc.

Só um botabaixista dirá que não está esta nada bem a situação nas forças armadas. E nas forças de segurança existem uns problemas.

As criaturas a quem pagamos o salário e outras benesses entretiveram-se ao longo dos últimos 8 anos a virar páginas, a angariar negociatas para os amigalhaços.

Agora, porque consideram que está tudo bem, tudo feito, e OE2024 aprovado (só falta a aprovação/promulgação automática do palrador), olharam para uns últimos detalhes.

E qual texugo que por onde passa deixa um cheiro nauseabundo, esta gentalha procurou replicar o texugo com defecando legislação tendente a amordaçar a livre opinião. Parece que não será completamente bem sucedida.

Vai daí, e ainda no âmbito do mau cheiro que exalam pumba, altera-se o logotipo!

Sim porque é muito importante que os milhões de leitores do WhatsApp, Instagram, Youtube, etc., se sintam bem ao pesquisar a magnífica secretaria-geral da presidência do conselho de ministros, bem como qualquer departamento governamental e da administração pública.

Como tinha havido milhões de protestos, porque ao consultarem o mal afamado sítio governamental os pessoas e as pessoos
- encontravam enormes fragilidades, 
- verificavam que a estética era ainda do tempo de Afonso Henriques, 
- no WhatsApp não encontravam quase nenhuma decisão governamental para lá das de Pedro Nuno Santos, 
- poucos temas inclusivos, e plurais, e laicos,
- verificavam que o "sítio" não era nada moderno,
- encontravam uma linha editorial nada descontraída, 
- encontravam uma linguagem estranha, 
- ficavam nervosos ao verem vermelho cor de sangue, 
- não encontravam temas relevantes,
- verificavam que do "sítio" nada ressaltava de consciência ecológica,

vai daí rasgaram o antigo e inovaram. Como se vê.

Só um botabaixista dirá,
- isto é uma adulteração inarrável, de alucinados,
- as justificações que as criaturas avançaram para tal ter sucedido é de bradar aos céus de ridículo e demencial,
- rebentaram com a simbologia histórica e cultural inerente ao nosso passado e representados na Bandeira Nacional aprovada na I República e mantida nas II e actual Repúblicas.

Mas nem tudo é mau.
Estão a chegar em catadupas os parabéns pela iniciativa. 
Da parte de quem?
Por exemplo dos países do Extremo e do Médio Oriente, da Índia, da China, de África, do Brasil.

Internamente consta que no dia da despedida formal ou seja, na última reunião de 5ª feira com Marcelo antes da dissolução da AR, Costa entregará ao seu antigo professor uma proposta para que a bandeira presidencial passe a ser apenas verde sem mais nada, e que o logotipo da Presidência da República passe a ter em miniatura, um microfone, uma câmara de filmar, uma máquina fotográfica e um telemóvel.

Ouve-se dizer que se os sucialistas tivessem mais tempo, iriam avançar com alteração constitucional para substituir a esfera armilar os castelos etc. da bandeira nacional por um cacho de bananas, para assim a Bandeira Nacional ficar a condizer com esta República.

António Cabral (AC)
PROTOCOLARMENTE . . .
No relacionamento formal, por exemplo por carta ou ofício, é decente, é habitual, é normal, é adequado, que uma dada instituição termine a sua missiva assim 
- com os melhores cumprimentos e consideração
ou até
com os melhores cumprimentos e elevada consideração

É adequado, é de boa educação, é de boas maneiras, etc., mas se estivermos perante ministério/ tutela que se comporte com decência.

Há um ministério que se comporta alarvemente há décadas, sendo que com os últimos titulares a ordinarice é crescente
Uma tutela sem a menor consideração por quem tutela, em que a actual titular parece uma "coisa" e não titular de cargo/órgão de soberania.

Quando um tal ministério requer comentários com poucos dias de  antecedência e indica como data para obter sugestões e comentários a véspera do dia em que sabe vai ser aprovado em conselho de ministros o diploma para o qual estava obrigado a legalmente solicitar sugestões, é ministério a quem se deve mostrar forte indignação, pois não merece nenhuma consideração.

Não merecem qualquer consideração a titular e seus ajudantes. Execráveis criaturas. Zero consideração.
Se eu dirigisse essa instituição, constantemente desconsiderada, a carta/ofício assinada por mim acabaria assim - com os meus cumprimentos.

Qual consideração, qual elevada consideração.
António Cabral (AC)