quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

A PROPÓSITO de UM LEGADO
COSTA, CARNEIRO, PEDRO, PS, PSD, PSP e . . . 
Pequeno almoço tomado, café caseiro, a espera pelo neto de 22 meses para a "creche Avós", passei os olhos pelas gordas dos jornais.

Uma das mais relevantes questões noticiadas anda à volta dos protestos da PSP que, provavelmente, ou já alastrou ou vai alastrar para a GNR, depois para os guardas prisionais, depois para o sucedâneo do morto SEF, depois para os bombeiros, depois para a polícia marítima, depois . . . depois . . . depois . . . depois . . . 

Se o que leio corresponde à realidade, estes protestos estarão muito à margem dos sindicatos da PSP. 
A este propósito, recordo-me que em dada altura teriam existido 14 sindicatos na PSP! CATORZE!

Portanto, movimento inorgânico, portanto digo eu, mais fácil de instrumentalizar por quem quer que seja, por elementos de partidos políticos, admito até que por gente pouca satisfeita com as chefias dos dois maiores partidos, por centrais sindicais, por agitadores diversos.

Preocupante, se corresponder à dura realidade, estar a ser difundido um conjunto de orientações para os protestos muito à margem daquilo que em democracia é legítimo no âmbito da indignação, do protesto, da chamada de atenção.

Enveredar pela sugestão de destruição de património, de instrumentos da profissão é, sem margem para dúvidas, muito grave e, do meu ponto de vista, condenável, inaceitável.

Oxalá as notícias/ informações postas a correr quanto ao grau de inoperacionalidade em divisões e esquadras um pouco por todo o Continente não seja condizente com eventuais descrições e sabotagens reais.

Quanto aos partidos e aos governos e designadamente aos governos PS/ Costa é cada vez mais caricato o comportamento e acções aflitas por exemplo de José Luís Carneiro.

Ainda não perceberam que passar os anos a prometer e depois pouco ou nada acontecer, que as pessoas começam a lembrar-se da historia do lobo, e da história da carochinha, e dos contos de fadas ?

Prometer à pressa uns milhões, bolsar que "estamos a trabalhar" isso vale alguma coisa para as pessoas, que sabem do que, não só mas particularmente o PS, vem fazendo há anos e anos?
Alguém se desmobiliza perante estas vacuidades?

A PJ pode abrir os inquéritos que quiser ou que lhe mandarem abrir.

As pessoas, TODAS, gradualmente, estão de facto fartas de palmadinhas nas costas, dos afectos patéticos, das aldrabices, das promessas de anos e anos e, como dizem alguns polícias, quando acaba a festa todos voltam às suas esquadras, muitas degradadas há anos, e aos seus salários miseráveis. 
Mas os governantes e as elites voltam aos pópós e ao Falcon e aos almocinhos, e às condecorações, e às reuniões em Bruxelas, e aos constantes discursos grandiloquentes ocos de conteúdo e realidade.

Ah, estão todos com os polícias, que bom!

Ah, depois, claro, sempre o GARANTE que em nenhuma circunstância está colocada em causa a segurança e o cumprimento da missão das forças de segurança, continuando a realizar os seus deveres funcionais por todo o país. Pois tá claro!

Registe-se isto: O presidente do maior sindicato da PSP, a Associação Sindical de Profissionais de Polícia (ASPP) sublinhou, por seu lado, que os sindicatos há muito que têm alertado o ministro para a situação na polícia e para o conjunto dos problemas, mas nada tem sido feito e agora está a entrar-se “numa fase perigosa” em que os protestos já não são organizados pelos sindicatos. Em entrevista ao DN, diz que vê estes protestos “como naturais e consequência da incompetência e cegueira do Ministro da Administração Interna”. Porque não falam do Costa, que é chefe do governo há mais de 8 anos?

Em 8 anos os Governos PS de Costa apenas deram caridade e assistencialismo e isso não resolve os problemas que são estruturais e graves. Subsídios e tretas.

Resultados à vista. Grande legado, aguenta-te Pedro, que não tiveste nada com isto!

Uma última nota, por agora. Olhando a palavras atribuídas a Luís Montenegro, ficou-me a sensação que está a pensar que ele como político e responsável no passado e o seu partido, não têm nada de responsabilidade nestas coisas. Talvez recordar-se melhor, talvez ir lá atrás ver.
António Cabral

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