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sexta-feira, 28 de março de 2025

Montenegro e os cartazes do Chega: o direito à imagem dos políticos “é reduzido”
O primeiro-ministro apresentou queixa em tribunal por outdoors que o colocam ao lado de
José Sócrates. Entre os especialistas, não é claro se está em causa um dano reputacional (jornal Público)
.
= =  = = = = = = = =
Portanto uma acusação em cartaz de que é corrupto não é dano reputacional?
É isto?

Quanto a Sócrates, querem levá-lo a julgamento em breve, não está provado que é corrupto. Há indícios.

Quanto a Montenegro, a sensação que tenho é que é caso bastante diferente.

Mas, lá está, Portugal é capaz de ser o País (???) que tem mais notáveis (???) e especialistas (???) por M2.

É como estamos, a poucos centímetros dos precipícios e com vários doidos a afirmar que devemos dar um passo em frente.

Bom dia, boa 6ª Feira e início de semana. 
Saúde e boa sorte.

António Cabral (AC) 

sábado, 7 de dezembro de 2024

quinta-feira, 9 de maio de 2024

(Republico um texto já com algum tempo)

PORQUÊ   o   BLOGUE ?

Chapéus há muitos

Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar. 

Porque me apetece. É para mim.
Comecei-o em finais de 2013, concretamente a 11 de Dezembro depois de não querer continuar a maçar um homem da minha profissão que muito prezo, e me aturava e aos meus desabafos. A quem estou grato.
Chapéus há muitos e este é um deles.
Eu não gosto nada que me tentem enfiar barretes, nunca gostei; desde os meus 15 anos de idade que em casa particularmente a avó materna me intitulou "escarapão" (pessoa arisca, seca) pois já nessa altura não apreciava ser tratado como bebé e enganado, ou infantil retardado.

Barretes enfia quem quiser. Depois queixem-se. 
Este chapéu em cima e que fotografei em 2011 na terra Brasileira dos coronéis (Ilhéus) e Vasco Santana, inspiraram-me para o nome do blogue.

E, quanto a Facebook, Instagram, Twitter, etc. ? 
Respeito quem opta por eles, mas não tenho nem nunca tive conta nessas e em outras redes sociais. Duvido que algum dia venha a ter.
Fico só com o blogue. 

Partilho aqui a minha opinião, e respeito sempre as dos outros concordando ou delas discordando. Não sou do contra porque sim.

TER um BLOGUE ?   PORQUÊ ?
Porquê ter um blogue? 
Partilhar opinião, e desabafar. Apetece-me escrever, corrigir-me quando for caso disso, meditar.
Opinião, divulgá-la. Aceitem, comentem ou não.

Muitos o fazem também nas outras redes sociais mas essas não as quero utilizar.
Respeitando sempre a opinião e entendimento alheios, nessas redes onde não quero ter conta, tenho a sensação de que a superficialidade é maior a maioria das vezes.

Teoricamente, para o cidadão comum está igualmente disponível, por exemplo, escrever para os orgãos de comunicação social, e nomeadamente do tipo "cartas ao director". 
Mas, para lá delas, é difícil e mesmo quase impossível o acesso aos OCS se não integrar, de certas formas, o "sistema". 

Ter lá amigos ou pelo menos conhecidos de antanho. E se tiver cartão colorido melhor, é então muito fácil. 
Vê-se isso com paisanos e militares, muitos que se reclamam de não ser filiados. Pois!
Ah, além disso é fácil de verificar que por vezes certos textos aparecem para preencher aquela "quota" de rebelião ou contraditório - até aquela associação, até aquele político, até aquele militar, ..... 

Aqui, tento fazer alguma coisa e, se falho, e tenho falhado, e falharei ainda certamente, pelo menos fico de certeza melhor do que aqueles que se acomodam, que tentam nada fazer e conseguem-no plenamente. Já abordei isto no passado. É o meu lema. Volto ao tema.

Ter um blogue, opinar e, adicionalmente, tentar não ser cerceado na informação, lendo cá dentro e lá fora, lendo, pesquisando.
Já me disseram, insiste em escrever cartas aos directores de jornais e revistas, ao PM, ao Presidente da República.
Pois, pode ser, mas a minha experiência nesse campo (OCS) mostra bem como vamos de jornalismo, e fico-me por aqui, além do já referido supra. 
Arranjam/ arranjaram sempre as desculpas as mais idiotas como a de que o artigo tinha caracteres a mais mas, depois, vai-se a ver, os jornais estão cheios de "lençóis" dos habituais comentadores encartados. 
Quanto ao PR, sei o que já escrevi e registo o seu ensurdecedor silêncio.

Isto dito, não me parece que o - Chapéus há muitos - possa ser rotulado de ""alinhado"" seja com o que for, seja com quem for.

Sou alinhado sim, na procura do rigor embora admita ter falhado aqui ou ali, na procura do esclarecimento factual, porfiando a isenção, sempre sem intolerância, reconhecendo quando erro. 
Tenho coluna vertebral. Não pratico "partidarite". Não sou político. Tenho opinião.

Alinhado com preocupações pela minha sociedade, não me isolando das envolventes interna e externa. 
Alinhado com a instituição a que me prezo de pertencer agora como reformado há anos, não deixando de muito lamentar o que alguns fizeram de prejudicial ao longo de anos. Nem o que alguns porfiam pensando só no seu egoísta interesse pessoal.

Digo quando concordo, digo quando discordo. Chateia-me muito, sempre me chateou muito, o respeitinho serôdio que alguns dizem estar a voltar mas que, na minha opinião, já aí está bem imposto.
Respeitando sempre outrem. 

Haver troca de ideias era bom mas, infelizmente, a maioria escolhe ficar calado, não se pronunciar, não comentar. 
Respeito a postura, mas é pena, sobretudo porque suspeito que uns não comentam porque - o gajo é mais novo que eu - ou - o gajo não é da minha cor - ou - não quero reconhecer que ele tem razão - ou - é mais moderno que eu - ou - protocolarmente inferior a mim - etc. 

Dou a mão à palmatória sempre que me é demonstrado com educação  de que não vi bem uma coisa, que me enganei, que me precipitei, que mesmo sem o desejar quase possa ter agredido ou tenha sido injusto. 
Mas irrita-me muito os preconceituosos. Ás vezes fica-me a sensação de que alguns gostariam de estar outra vez no PREC.

Tenho a noção perfeita de que ter um blogue, opinar, desabafar, mostrar indignação, colocar à consideração dos outros perspectivas pessoais, nada no imediato resolve na realidade que nos cerca, na chamada envolvente. Não tenho sobre isto a menor dúvida.
Mas, ao mesmo tempo, lembro-me do ratinho que, mijando no 
oceano dizia - qualquer bocadinho pode ajudar.

A liberdade, e designadamente a de expressão e a de opinião, é porventura o primeiro mandamento da nossa convivência democrática.
Como referido no dia da minha emancipação bloguista em 11 de Dezembro 2013 (porque fui sempre muito bem acolhido no blogue de um bom amigo a que acima já aludi), decidi-me a criar um blogue muito motivado, também, pela minha amadora devoção à fotografia. 
Adicionalmente, fico mais à vontade no que pondero e escrevo. 
Aqui e ali tento divagar por temas variados e até reproduzir graçolas ou abordar assuntos como cultura, património, culinária, doçaria, viagens, etc.

Não faço, não tenho que fazer, não farei combate político. 
Mas não me calo mesmo que alguns francamente não gostem, que achem de mau tom. 

O respeito pelos titulares dos órgãos de soberania é um assunto delicado e deve ter-se isso presente. 
Mas respeito pouco ou a caminhar para o nada quem acintosa e sucessivamente a pouco respeito se dá e desperdiça capital político.
Interessa-me a vida, a minha, a dos meus, a dos meus concidadãos, as ideias, os princípios e os valores. 

Preocupa-me a infelicidade de milhões mas a começar nos portugueses cá dentro e os da diáspora. 
Chamem-lhe nacionalismo se quiserem. 
Não me é indiferente o sofrimento alheio como o que de terrível se passa na Ucrânia, mas irrita-me solenemente reportagens a mostrar lugares estrangeiros onde se passam dificuldades enormes em vez de vasculhar insistentemente por exemplo no Portugal Continental ou no Norte da ilha de S.Miguel, e verificar o "esplendor" cá dentro.
Preocupam-me, as desigualdades gritantes e muitas persistem em Portugal, tal como a pouca eficácia de instituições como por exemplo o sistema de justiça nacional cujo desfecho é, muitas das vezes, caricato, deplorável mesmo. 

Como aquela criatura que se tinha como ministra da justiça a perorar sobre a aprovação do pacote de combate à corrupção. Se não estou enganado ficou um detalhe curioso nesse pacote, para não dizer pornograficamente escandaloso, o enriquecimento ilícito fora desse combate. 

E os reguladores que pouco ou nada regulam, e de independência duvidosa, e estão sempre muito atentos à posteriori? 
E as informações de preços de combustíveis 8 Km antes de cada estação de serviço, sempre surpreendendo-nos com preços iguais? 
Mas Marcelo disse um dia que em 1922 não tínhamos reguladores e que agora temos. 
Eis um bom exemplo de descarada ausência de vergonha na cara, quando se verifica a partidarização de cargos de regulação, a começar no Banco de Portugal.

Estou completamente farto de tanta pouca vergonha, dos múltiplos exemplos da podridão que prosseguem mas sempre resguardados nos pareceres que nunca dão a conhecer aos cidadãos. 
Farto de tanta demagogia destas pandilhas que só se sentam à mesa do OE e aconselham os negócios aos amigos e familiares, muitos desde idade tenrinha. 
Farto de cada vez mais Estado, dos gritos de demagogia e das mentiras, para depois jantarem todos num qualquer bom restaurante da capital ou no Norte.

Farto de exemplos vergonhosos como festejar eventos com opíparos jantares em conhecidos restaurantes da capital, sobrando para os contribuintes o pagamento de uns milhares de euros para despudorado contentamento de uns sem vergonha.

Repulsa pelos abusos, demagogia, cinismo, desfaçatez, e ainda por uns quantos que dadas as suas importantes mas temporárias funções na sociedade se têm como devendo estar acima da LEI.
Todos têm que se explicar, prestar contas, explicar as decisões com frontalidade e transparência. Coisa que não se vê.

A democracia tem regras que, sempre que as coisas desagradam a certa gentinha, fazem por esquecer. Como anda acontecendo, outra vez e outra vez. 
Infelizmente, são imensos desses que dominam nas instâncias de poder, aliados a escritórios e "donozinhos" disto e daquilo. Existem umas quantas honrosas excepções, mas são bastante menos que a maioria bafienta.

Preocupa-me muito a vida e futuro dos das faixas etárias que actualmente têm entre 10 e 20 como os meus netos, os de 30, 40 e 50 anos. Quase todos nascidos depois do 25 de Abril. 
Preocupa-me que muitos (presumo, mas não devo estar muito errado) não se revejam em nenhum partido actual. 
Preocupa-me, e eu senti-o, que não consigam participar efectivamente a não ser que se metam em "jotas" ou em certas áreas nas autarquias, ou em certas organizações capturadas. 
Preocupa-me o simplismo que hoje se vê muito, o - ou és por mim ou estás contra mim -, ou só subirem aqueles que dizem "amém" aos chefes!

Continuarei a acompanhar o que se passa no mundo, darei a minha opinião, tentarei continuar assertivo e o mais rigoroso possível, e mesmo com as "SS" e as "LL" ás vezes a reclamarem, não me dobro nem me sento. 
Tenho coluna vertebral sem deformações ou melhor, algumas vértebras têm mazelas, mas são ÓSSEAS! ÓSSEAS!"

Subordinado aos ditames da nossa Constituição (CRP), nunca submisso nem politicamente correcto. 
Só sou conservador nos valores e princípios, e cada vez me repugna mais a narrativa oficial que vai escondendo muita coisa. 
Não me incomodam as mudanças mas incomodam-me as modas e as banalidades e a desonestidade intelectual. 

Como bem assinalado, "Recomeça..........se puderes, sem angústia e sem pressa, e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcançares não descanses, de nenhum fruto queiras só metade." (MIGUEL TORGA)

Isto dito, nada mais,..............pintassilgos não são pardais.

Afinal, apenas mais isto.
Um blogue, escrevendo com assiduidade, acompanhando de perto a envolvente interna e externa, partilhando opiniões, à luz do que acima referi. 
E chapéus há.............. muitos. Mas, também há muitos barretes.
E eu não gosto nada que me tentem enfiar barretes.
Deste chapéu em baixo gosto!
Com algumas imprecisões involuntárias, com algumas correções "a posteriori", com algum erro aqui ou ali, é minha decisão profundamente ponderada e determinada, pelas razões objectivas supra referidas 
continuar sempre que possível a escrever diariamente. 

Como sempre faço, respeito a opinião de outrem, respeitem por favor as minhas e se assim quiserem ter a gentileza, ajudem-me a ser melhor cidadão.
A terminar, muitos poderão entender que algumas das minhas críticas visam certas pessoas mas não, visam apenas o esquecimento da dignidade que essas pessoas devem ao cargo que temporariamente exercem.
E por isso em algumas pessoas votei no passado mas neles deixei de votar.
António Cabral (AC)

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

(Lido por por aí) (sublinhados da minha responsabilidade)

Depressa e bem não há quem
Manuel Cabral de Sousa, estudante de Direito, 21 fev. 2024

Os debates eleitorais entre os líderes dos partidos candidatos à Assembleia da República têm evidenciado deficiências estruturais que em nada contribuem para um voto consciente.
No ano em que se celebram 50 anos do 25 de Abril e de experiência, assimilada em inúmeras campanhas eleitorais, seria expectável que se notasse um significativo acréscimo de qualidade pelo menos ao nível da organização dos debates. Contudo, considero que tal não aconteceu de forma considerável, especialmente com este “novo” modelo de debates, devendo o mesmo ser abandonado ou, no mínimo, repensado

Em primeiro lugar, partindo do aspecto mais básico, o problema surge, desde logo, com a duração definida para os debates. Os vinte e cinco minutos primeiramente estipulados para a realização de um debate eleitoral são manifestamente insuficientes para esclarecer o eleitorado sobre as grandes medidas que cada partido propõe levar a cabo.

Deste modo, abre-se caminho à demagogia, à discussão pouco concreta, a propostas irreais, à não clarificação de ideias, a acusações e interrupções, a jogos políticos, entre outras questões que não dignificam este espaço (já para não falar de temas completamente alheios ao debate e que também acabam por ser discutidos).

A solução passaria, logicamente, pelo aumento da duração dos debates (o que já tem vindo a acontecer progressivamente), mas também pela aposta em debates específicos sobre os temas mais estruturantes, preferencialmente com mais do que dois partidos representados (densificando o tema em discussão e permitindo ao eleitor ter uma melhor visão comparativa). Discordo totalmente da ideia de que os debates mais curtos são mais “consumíveis” e mais eficientes na transmissão de propostas para o eleitorado. Acredito mesmo que seria mais proveitoso ter uma sequência de debates temáticos, entre todos os partidos e durante um período de tempo bastante superior ao que temos presenciado, do que os “combates” a que temos assistido.

Em segundo lugar
, existe uma abordagem pobre em relação aos programas eleitorais e à estrutura de cada partido. Além dos já falados casos de partidos que no dia 5 de fevereiro ainda não tinham programas apresentados, o que considero completamente irrazoável, entendo que não há um escrutínio mediático suficiente sobre eles. Atendendo a que o tempo de debate é escasso, devia haver maior pressão sobre este instrumento, que é pouco divulgado e escrutinado de forma bastante superficial. Na minha opinião, não chega ao cidadão comum, de forma clara, o essencial do que cada partido promete e como o irá concretizar (ainda que os meios à disposição para tal sejam cada vez mais abundantes).

Para além desta necessidade de maior desafio ao que cada partido anuncia no seu programa, penso que também se devia apostar num exercício de comparação e difusão prévia dos diferentes programas dos partidos, anteriormente aos debates, de modo a tornar a discussão frente a frente mais concreta, idealmente passando por uma clarificação objetiva.

Quanto à estrutura de cada partido, os nomes constantes das listas devem ser publicitados e escrutinados, de maneira que os eleitores conheçam mais detalhadamente quem compõe as listas de cada distrito (e não só quem as encabeça) e que, ultimamente, os poderão representar.

Em terceiro lugar, acredito que a moderação tem sido ineficaz na condução dos debates, dando aso a divergências na alocação dos tempos, à permissão de interrupções sucessivas, acusações infundadas, permitindo divagações e deixando passar muitas vezes em branco ideias por clarificar e propostas por explicar.

Sou apologista de uma moderação mais rígida, tanto na estrutura do debate como na respetiva condução, preferencialmente menos flexível. Não se pode permitir que os debates continuem a ter os problemas que enunciei anteriormente. Principalmente, deve haver um esforço sério para forçar a explicação concreta de propostas dúbias, não as deixando por clarificar.

Deixo também uma nota elogiosa para o fact checking, que tem sido essencial para o escrutínio do discurso de cada candidato. É certamente alarmante a quantidade de imprecisões e mentiras proferidas pelos participantes ao longo da campanha, mas seria inegavelmente mais danoso se tal não se apurasse.

Outra questão importante diz respeito aos “partidos pequenos”, ou seja, aos partidos sem assento parlamentar. Há um certo abandono destes partidos com o qual, de certa forma, nos conformámos todos. Seja por razões mais ou menos justificáveis, a meu ver, esta rejeição cria uma barreira para que novos projetos políticos prosperem minimamente (sendo que há sempre espaço para eles, especialmente atendendo ao facto de que existem posições políticas por explorar em Portugal). Bem sei que existe o famoso “debate dos partidos pequenos”, mas este não constitui uma integração real destes partidos, mais parecendo um freak show do que uma porta para a ascensão dos mesmos.

Finalizando o tema, tenho presente a realidade do quão maçador pode ser o “consumo” de material e propaganda política, sobretudo para quem não procura, convive ou tem tempo para este mundo. Ainda assim, é claro que o caminho não pode ser este e estruturalmente existem meios mais dinâmicos, completos e eficientes que ajudam a cumprir os fins a que os debates se propõem.
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Há neste texto uma enumeração de aspectos muito reais, sérios, a merecer profunda reflexão no âmbito dos poderes, no âmbito da comunicação social, no âmbito do nosso sistema político, e que na minha opinião naturalmente, a sua persistência muito contribuem negativamente para o crescente desinteresse de uma grande parte dos concidadãos pela política e pela organização/ vida colectiva.

A nossa Constituição bem define "Portugal como República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada  na construção de uma sociedade livre, justa e solidária". (Art 1º)

Adicionalmente, e no âmbito das tarefas fundamentais do Estado, consagra "o garantir os direitos e liberdades fundamentais e o respeito pelos princípios do Estado de Direito Democrático", (alínea b, Art 9º) bem como, "defender a democracia política, assegurar e incentivar a participação democrática dos cidadãos na resolução dos problemas nacionais". (alínea c, Art 9º)

Não menos importante, "Todos os cidadãos têm o direito de ser esclarecidos objectivamente sobre actos do Estado e demais entidades públicas e de ser informados pelo governo e outras autoridades acerca da gestão dos assuntos públicos".  (nº2, Art 48º)

A não correção dos aspectos apontados no texto supra ajudará ao desinteresse, ao alheamento, de grande parte dos cidadãos. 
Ausência de confrontos de programas, não esclarecimento de muitas propostas e promessas, demagogia crescente cada vez mais "oleada" com mentiras descaradas, contribuirão para a degradação política, para a não participação, para a abstenção. 
Exactamente o contrário do estatuído na Constituição.

Lamentável, opinião pessoal naturalmente, em muitos aspectos a Constituição tem evoluído para parcial Constituição semântica pois o regime real está distante de parte do seu normativo, são os directórios partidários que têm concentrado o poder real.

Particularmente os sublinhados, da minha responsabilidade, reflectem a minha concordância com as lúcidas reflexões e as inquietações subjacentes ao texto deste jovem concidadão, estudante de Direito. 

António Cabral (AC)

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

Aplauso (29): Abuso do Código Penal
Publicado por Vital Moreira
Era um manifesto excesso e um fator de incerteza jurídico-penal criminalizar a "discriminação política ou ideológica" no chamado hate speech.
Felizmente, triunfou o bom-senso político!

Este pequeno texto (já tem algum tempo) de VM é curioso!
Triunfou o bom senso político?
 
Tenho a maior das dúvidas que se tenha tratado de bom senso político.

Na descarada e total ausência de vergonha nas trombas, recuaram um pouco pois estava a aumentar a vozearia contra esta intenção, inqualificável. Tiveram um ligeiro pingo de vergonha.

Gostava agora de ter visto certos inchados de arrogância e putativos donos da democracia pronunciar-se sobre se este tipo de coisas que se preparavam para colocar em vigor não configura ataque à democracia. 
AC

sábado, 2 de setembro de 2023

PRRRÊÊSIIDEEENNTEEEEE

Um candidato a Presidente da República
Há poucos políticos conhecidos capazes de contribuir para um futuro imediato com mais progresso. António Guterres é, para mim, um desses políticos.


António Barreto
2 de Setembro de 2023, 7:05

A "Liberdade de Opinião e de Expressão" estão consagradas, felizmente, na nossa Constituição.

Respeito sempre a opinião de outrem.
A minha, neste caso, é de concordância e de discordância.
Concordo que há poucos, direi, pouquíssimos, como já tinha opinado anteriormente.

Discordo que António Guterres seja capaz de contribuir para um futuro imediato de mais progresso.
Pelo seu passado por cá, e porque basicamente andou sempre a tratar da sua vida. 

Reconheço que é um homem de elevada cultura, defensor de valores, o que é muito importante.

Mas para lá de paleio em francês e inglês e português . . . . . coisa mais mole e indecisa deve haver poucos.

Admito que possa estar a ser injusto.
Mas quem já viajou no mesmo avião do que ele, e etc……

Aguardemos.
Tenham um bom fim de semana. Saúde.
AC

segunda-feira, 22 de maio de 2023

A PROPÓSITO de LIBERDADE

Liberdade, valor fundamental, caminha-se para cinco décadas que foi recuperado para os portugueses.

Mas, se atentarmos bem nos últimos anos, a liberdade está em muitos casos a caminhar mais para o formal que o real.

A Constituição da República Portuguesa estabelece a liberdade de expressão.

Mas, não há já sintomas de que, depois de expressas, a liberdade de opinião, a liberdade de pensamento, se encontram aqui e acolá pequenas limitações, seja no que deixa de aparecer nos OCS, seja na indiferença e mesmo completo desprezo pelos poderes públicos?

Um dos primeiros exemplos que me recordo foi o que se passou há anos com o livro de Rui Mateus, que uma certa mão invisível de cor rosa tratou de conseguir que desaparecesse de circulação.

Foi um dos primeiros sintomas da prepotência, do abuso de poder, do quero posso e mando, do frisar que agora Portugal é meu.

O nosso presente apresenta-nos piores indícios, as nuvens começam a ficar demasiado escuras, ou melhor, rosáceas.

AC

segunda-feira, 21 de março de 2022

OPINIÕES

Opiniões, seja sobre que tema for, respeitar, sempre. 
Mas, democraticamente, seja quem for que opine publicamente, tenha a importância que tiver na sociedade, discordar, e/ ou concordar, sempre. 
E, com civilidade, decência, mas com assertividade, factual e objectivamente, argumentar, sempre. 
Reconhecer quando se errar, sempre.

AC

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

UM  BLOGUE,  PARA QUÊ ??
CRITÉRIOS  para  BLOGUE. 
A esmagadora maioria dos OCS nacionais (e internacionais) culpam as redes sociais pelo avassalador declínio do jornalismo em geral, e particularmente no que respeita à queda galopante de vendas de jornais e revistas.
Pela minha parte tendo a dar-lhes um pouco de razão mas, opinião pessoal, a maior parte da responsabilidade por esse declínio cabe dentro de portas desses OCS e desses jornalistas do presente, tudo já muito bem explicado por quem bem percebe do tema, como por exemplo entre outros, num blogue dos de maior qualidade que conheço e que é decente, aberto, civilizado.

Observar as caixas de comentários em blogues ou nos OCS “online” explica muito da pobreza do nosso presente.
Por outro lado, também, muito se vaticinou já quanto à morte dos blogues. Muitos creio que defenderam e defendem que Twitter e Facebook e etc. é que é bom, modernaço, “cool”. Respeito, mas discordo. E só tenho este meu blogue. Esporadicamente colaboro com  outro.

Creio que num blogue se pode brincar um pouco, tentar fazer rir, até porque rir é essencial à boa saúde. Onde se podem expressar opiniões,  trocar opiniões, defende-las com argumentos. Podem partilhar-se fotografias. 
Falar de cultura. Gastronomia. Viagens. Falar do presente como a pandemia ou os cuidados de saúde, falar de questões sociais como os lares e os idosos. Com o nosso contributo procurar ajudar outrem a perceber o nosso país. Apresentar dúvidas. E ouvir, escutar. Registar.
E procurar ser sempre rigoroso. 

Pela minha parte, acompanho os acontecimentos, por cá e lá por fora. 
Tenho conseguido estar aqui diariamente. Procuro temas variados, não me foco apenas nisto ou naquilo. Tenho as minhas opiniões, respeito as de outrem, concorde ou não. Não me resigno, e tenho muita pena por ver que muitos e concretamente vários que conheço, se encolhem em participar no diálogo. 
Pessoalmente não tenho problema algum em comentar opiniões alheias, por exemplo de pessoas da minha profissão. E é muito gratificante para mim ter as opiniões deles, e de outros.
Tenho muita pena da grande ausência de diálogo, pois continuo convencido, muito convencido, de que o texto por baixo do título do blogue espelha muito dos porquês da nossa sociedade estar como está. 
A maioria cala-se.
E também não tenho problema algum em confessar e corrigir se e quando me engano, ou coloco assuntos de forma não adequada.

Tenho esperança no futuro, ainda que eu próprio por vezes com alguma dureza em certas críticas possa parecer que me sinto já derrotado. Tenho esperança no futuro ainda que o presente do nosso país esteja uma desgraça, e as trevas se acumulem no horizonte.
Portanto, um dia de cada vez, sempre com rigor, bom senso, humildade, dignidade, e sempre com a coluna vertebral bem direita.
António Cabral (AC)

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

TER um BLOGUE  ??
Porquê ter um blogue? Partilhar opinião.
Sim, ter opinião, e divulgá-la, também pode ser noutra rede social, Facebook, Twitter, por exemplo. 
Teoricamente, ao cidadão comum está igualmente disponível escrever para os orgãos de comunicação social, tipo cartas ao director. Porque, quanto ao resto, difícil e mesmo quase impossível o acesso aos OCS se não integrar, de certas formas, o "sistema".
Mas, respeitando sempre a opinião e entendimento alheios, sempre, nessas redes onde não quero ter conta, tenho a sensação de que a superficialidade é muito maior a maioria das vezes.

Aqui, só procuro tentar, tentar fazer alguma coisa e, se falho e falharei muitas vezes, pelo menos fico melhor de certeza do que aqueles que tentam nada fazer e conseguem-no plenamente.
Já abordei isto no passado. Volto hoje ao tema.

Ter um blogue, opinar, tentar não ser cerceado na informação.
Bom, já me disseram, escreve cartas aos directores de jornais e revistas, ao PM, ao Presidente da República.
Pois, pode ser, mas a minha experiência nesse campo (OCS) mostra bem como vamos de jornalismo, e fico-me por aqui. Arranjam-se as desculpas mais idiotas como a de que o artigo tem caracteres a mais mas, depois, vai-se a ver, os jornais estão cheios de "lençóis".
Não sou advogado em causa própria. 

Isto dito, não me parece que o - Chapéus há muitos - possa ser rotulado de ""alinhado"" seja com o que for.
Sou alinhado sim, na procura do rigor, na procura do esclarecimento factual, na procura da isenção, sempre sem intolerância, e reconhecendo quando erro. 
E tenho coluna vertebral.
E alinhado com preocupações pela minha sociedade, não me isolando da envolvente interna e externa. Alinhado com a instituição a que me prezo de pertencer agora como reformado.
Digo quando concordo, digo quando discordo. 
Respeitando sempre outrem. Haver troca de ideias era bom mas, infelizmente, a maioria escolhe ficar calado,  não se pronunciar, não comentar. Respeito a postura, mas é pena.

Dou a mão à palmatória sempre que me é demonstrado com educação e elevação de que não vi bem uma coisa, que me enganei, que me precipitei, que mesmo sem o desejar quase possa ter agredido.
Tenho a noção perfeita de que ter um blogue, opinar, desabafar, mostrar indignação, colocar à consideração dos outros perspectivas pessoais, nada no imediato resolve na realidade que nos cerca, na chamada envolvente. 
Não tenho sobre isto a menor dúvida.
Mas, ao mesmo tempo, lembro-me do ratinho que, mijando no 
oceano dizia - qualquer bocadinho pode ajudar.

A liberdade, e designadamente a de expressão, é porventura o primeiro mandamento da nossa convivência democrática.
Como referido no dia da minha emancipação bloguista em 11 de Dezembro 2013 (fui sempre muito bem acolhido num blogue de um amigo durante vários anos antes), decidi-me a criar um blogue muito motivado, também, pela minha amadora devoção à fotografia. Adicionalmente, fico mais à vontade no que pondero e escrevo. 

Não faço, não tenho que fazer, e não farei combate político. Interessa-me a vida, a minha, a dos meus, a dos meus concidadãos, as ideias, os princípios e os valores, preocupa-me a infelicidade de milhões, as desigualdades gritantes em que muitas persistem em Portugal, a ineficácia de instituições como por exemplo, o sistema de justiça nacional cujo desfecho é, a mais das vezes, muito caricato. E os reguladores que pouco ou nada regulam, e estão sempre muito atentos à posteriori?
E as informações de preços de combustíveis 8 Km antes de cada estação de serviço, sempre surpreendendo-nos com preços iguais? 

Estou completamente farto de tanta pouca vergonha, de tanta demagogia destas pandilhas que só se sentam à mesa do OE muitos desde idade tenrinha, de cada vez mais Estado, dos gritos de demagogia e das mentiras, para depois jantarem com os cachorros num qualquer bom restaurante da capital.

Não aceito os abusos, a demagogia, o cinismo, a desfaçatez, e menos ainda que uns quantos dadas as suas importantes e temporárias funções na sociedade sejam tidos como devendo estar acima da LEI.
Todos têm que se explicar, prestar contas, explicar as decisões com frontalidade e transparência.

A democracia tem regras que, sempre que as coisas desagradam a certa gentinha, fazem por esquecer. Como anda acontecendo, outra vez.
Infelizmente, são imensos desses que dominam nas instâncias de poder, aliados a escritórios e "donozinhos" disto e daquilo. Existem umas quantas honrosas excepções, mas são bastante menos que a maioria bafienta.

Preocupam-me, muito, as faixas etárias dos que actualmente têm entre 10 e 20 como os meus netos, 30, 40 e 50 anos. Quase todos nascidos depois do 25 de Abril. 
Preocupa-me que muitos, presumo mas não devo estar muito errado, não se revejam em nenhum partido actual. 
Preocupa-me, e eu senti-o, que não consigam participar efectivamente a não ser que se metam em "jotas" ou em certas áreas nas autarquias, ou em certas organizações capturadas. 
Preocupa-me o simplismo que hoje se vê muito, o - és por mim ou estás contra mim -, ou só subirem aqueles que dizem "amém" aos chefes!

Continuarei a acompanhar o que se passa no mundo, darei a minha opinião, tentarei continuar assertivo e o mais rigoroso possível, e mesmo com as "SS" e as "LL" ás vezes a reclamarem, não me dobro. Tenho coluna vertebral sem deformações.
Subordinado aos ditames da nossa CRP, nunca submisso nem politicamente correcto. Só sou conservador nos valores e princípios, cada vez me repugna mais a narrativa oficial que vai escondendo muita coisa, não me incomodam as mudanças mas incomodam-me as modas e as banalidades e a desonestidade intelectual.
Fico por aqui..
Como bem assinalado, "Recomeça..........se puderes, sem angústia e sem pressa, e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcançares não descanses, de nenhum fruto queiras só metade." (MIGUEL TORGA)
Isto dito, nada mais,..............pintassilgos não são pardais.
António Cabral (AC)

segunda-feira, 8 de abril de 2019

CAVACO SILVA
Todos os políticos nacionais, gestores, autarcas, as ditas elites, mais dia menos dia dão tiros nos próprios pés. Mário Soares, Cavaco Silva, Marcelo, Eduardo Cabrita, António Guterres, Sampaio, Constâncio, tantas e tantas dezenas dos bem conhecidos em toda a escala colorida/ partidária.
Cavaco Silva, do alto da sua vaidade, resolver voltar a furar os sapatos, desta vez com tiros de caçadeira municiada com os proibidos zagalotes.
Tenho visto por aí muitos escritos acerca das últimas intervenções deste ex-PR e procurei reler tudo o que disseram, escreveram, gritaram. Salvo melhor opinião, a maioria na "mouche", sem sombra de dúvida.
Aliás, quem consegue acções que não estão em bolsa está tudo dito. Não vale a pena perder mais tempo. 
Acrescentar apenas que alguns artistas, que lhe realçam (e bem) a raiva, deviam comprar espelho para observar bem a cara de alarve que ostentam, pois é gentalha da mesma laia que Cavaco, embora com algumas outras nuances.
Desgraçados dos portugueses comuns.
AC

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Oh SALAZAR, TU FIZESTE MAIS ESTA?
O que se passou com a OCDE foi grave. O responsável pelo estudo foi impedido de estar presente na apresentação. E uma conferência da Ordem dos Economistas foi cancelada. Aconteceu em Portugal. (Helena Garrido)
A liberdade de opinião cada vez mais respeitada!!!!!.
AC

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

DEMOCRACIA.  CRP.  Comunicação Social.
POIS É, País rico, bons ordenados, alguém que pague. Negociatas.
O ex-jornalista, o ex(??)-criador de factos políticos, o comentador-mor do reino, está preocupado, e deseja (quer?) acordo de regime a nível da AR pois a comunicação social vive situação de emergência. E não quer que no seu mandato coincida uma desgraça nos OCS nacionais. Ohhhhh !!!!!!!
A emergência vem de onde ?

E querem salvar quem ?
Por exemplo, salvar o buraco da Global Media Group  (DN, JN, TSF, de Proença, Fernandes, Camões e companhia) ?
É só por um problema de conjuntura do mercado dos "media"?
Será que a razão da desgraça que aflige SExa advém apenas dos gigantes tecnológicos ?

É porque as vendas vão caindo ? 
As expectativas basearam-se em quê ?
Parece que em parte se queixam agora de certos actos de gestão sem ponderada avaliação de riscos. Ohhhh, a sério, será ?
E, naturalmente, pedem-se agora, organização de estruturas representativas, eleição de delegados sindicais, comissões de trabalhadores. Voltamos ao costume de antanho ?

Ah, lembro-me agora de outras coisinhas, como por exemplo, entre congressos de jornalistas mediaram quase....................19 anos,............. terá sido ? E que existe a carteira , o sindicato, a ERC, etc !!!
Comecemos pelo princípio.

A CRP aponta para, o estabelecimento de princípios basilares da democracia, o Estado de Direito Democrático, o direito à liberdade e à segurança, a liberdade de expressão e de informação, a liberdade de imprensa e meios de comunicação social.
Olhando concretamente ao Artº 38º - Liberdade de Imprensa e meios de comunicação social - vemos na alínea c) do nº 2 a consagração do direito de fundação de jornais e de quaisquer outras publicações.
Nos números seguintes do mesmo artigo, vê-se que é pretendido conhecer a titularidade e os meios de financiamento dos OCS (acontece?), que o Estado deve assegurar a independência dos OCS perante os poderes políticos e económicos (tal qual acontece, certo?), e impedindo a concentração de empresas do sector (como foi acontecendo, certo?). E depois ainda mais umas salvaguardas para os serviços públicos de televisão e rádio (como vem acontecendo, certo?).
E ainda temos outras normas constitucionais, para a regulação, para direitos de antena, liberdades de consciência e etc, de criação cultural, etc.

Isto lembrado, vale a pena reflectir sobre o que vem acontecendo, há décadas.
Negociatas? Nahhhh !!! 
Concentração?  Nahhhhhh !!!
Apontados directores para este e para aquele? Nahhhh !!!
Depois admiram-se.
Artigos de investigação?
Recordação periódica, dos casos, do que os governos e autarquias sucessivos não fazem ?
Depois admiram-se.
Promiscuidade com o poder político, mais os assessores de imprensa que saltam de gabinetes ministeriais ou de gabinetes presidenciais, para OCS e vice-versa?
Depois admiram-se. 

Acordo de regime, no âmbito da AR ? 
E que tal há mais anos terem olhado bem para o que estabelece a CRP e terem actuado ?
NAahhhhhhh !!!
Depois admiram-se

Querem mais uma taxas e impostos para subsidiar os OCS, melhor, os donos, e sobretudo certos donos de OCS? Não se concentraram?

Nós é que temos de vir a pagar "certos actos de gestão sem ponderada avaliação de riscos", como parece que confessam?

Descarada ausência de vergonha na cara é dizer o mínimo.

Quanto ao Professor Marcelo, talvez colocar umas velinhas em Fátima para que no seu mandato não coincidam mais desgraças, mais emergências.
Será que não vão aparecer mais angústias, como por exemplo resolver os problemas dos clubes de futebol ?
Ou para ajudar o pobre do sr Berardo e outros como ele ?
Que pachorra é precisa para aturar esta gente.
AC

domingo, 14 de janeiro de 2018

A  ESCOLHA  do  NOME  do  BLOGUE
Entre outras coisas baseei-me, também, nesta fotografia por mim tirada em Dezembro de 2011.
"Chapéus" há muitos, de facto.
António Cabral (AC) 

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

FORÇAS ARMADAS PORTUGUESAS
A COMPLEXIDADE dos DESAFIOS e a CONDIÇÃO MILITAR

No dia 18 de Julho passado fui um dos muitos convidados para assistir à apresentação do livro que tem o título e sub-título supra.
O livro é da autoria do Grupo de Reflexão Estratégica Independente (GREI).
No dia 19 de Julho coloquei um post sobre o assunto, o qual agora repito.
>> O Grupo de Reflexão Estratégica Independente (GREI) promoveu ontem ao fim da tarde um evento para apresentação de um livro que o GREI pretende seja "....simplesmente um documento de divulgação e esclarecimento". 
O livro tem por título as frases supra.
Entre civis e militares fui um dos muitos convidados, e sentado estive a ouvir algumas personalidades que compunham a mesa.
O GREI deu a presidência da mesa ao general Ramalho Eanes e, para além de proeminentes elementos dos corpos sociais da associação, nela estavam e falaram e por esta ordem, o presidente da mesa da assembleia geral do GREI, o Professor Adriano Moreira que prefaciou a obra, e o Dr Jaime Gama que se encarregou da apresentação do livro.
Nos inúmeros convidados (a sala do Museu Nacional de Arqueologia estava a abarrotar) havia de tudo, desde muitos políticos conhecidos da nossa praça como Jorge Coelho ou o actual e inefável presidente da Câmara Municipal de Lisboa, a pensadores ilustres como Joaquim Aguiar, professores catedráticos, muitos militares do activo na reserva e na reforma, chefes militares trajando à civil ou uniformizados, ex-chefes militares, muitos militares dos três ramos das FA, etc.
Vou ler o livro, aliás comecei ainda ontem à noite.
Voltarei ao assunto.
António Cabral <<



Como disse na altura, volto agora ao assunto pois já li o livro e, além disso e sobretudo, procurei recordar-me de coisas do passado respeitantes ás Forças Armadas (FA) isto é, consultei documentação variada e discursos passados, incluindo de vários chefes militares. Foi esclarecedor.
Antes de prosseguir, será de salientar que entre os elementos fundadores do GREI se encontram designadamente, um ex Chefe de Estado-Maior do Exército, um ex CEM da Força Aérea, um ex CEM da Armada, três ex Vice CEM da Armada, um Comandante-Geral da GNR. Ou seja, oficiais que tiveram as maiores responsabilidades nos três ramos das (FA), as maiores responsabilidades pela gestão desses ramos.
Aliás, não tendo a certeza, creio que dois desses ex- CEM não só estiveram nos cargos os três anos legais como terão sido reconduzidos.

Salvo melhor opinião, o livro é de facto um bom documento de divulgação e esclarecimento. De fácil leitura, bem elaborado.
Terá sido fácil chegar ao texto final, tendo presente as naturais diferenças de mentalidade, de postura, de inserção na sociedade do presente, e concretamente no que se refere aos ex-CEM, e concretamente tendo presente as ligações de cada um que são publicas e estão documentadas?
Talvez aí se possa encontrar uma parcial explicação para o livro ser de facto um bom elemento de divulgação e esclarecimento mas, e isso para mim é um elemento curioso que cada um interpretará como quiser, não me parece que o livro transpareça alguns aspectos dos vários discursos e tomadas de posição mais vigorosas assumidas por alguns no passado.
Posições que, do que li, pessoalmente me pareceram bem justas. Por outras palavras, e sendo brutal, nada de ofender os políticos  actuais nem as visões institucionais de ex titulares de órgãos de soberania, sempre muito elaboradas, sempre muito eloquentes, de grande elevação e patriotismo, mas tragicamente todas vazias de consequências para a realidade. Como os anos comprovam e todos sabem bem.

Considero-o um livro muito interessante, com cinco partes (Contexto social, conflitos e as guerras, a mudança organizacional, os militares e o profissionalismo, a condição militar), e dentro de cada uma extensa e sequencial referência ás evoluções históricas nacional e internacional, ás questões do antes e pós 25 Abril 1974, ás sucessivas e nunca acabadas reformas (algumas ao acaso, inconsequentes e incoerentes, inacabadas), ás questões do profissionalismo e do serviço militar obrigatório que foi extinto, e por fim a abordagem à condição militar.
Terminam os autores com uma parte que designam por "visão institucional" em que foram buscar trechos de discursos (para inglês ver ?) dos ex-Presidentes  Ramalho Eanes (para mim o mais intelectualmente honesto), Jorge Sampaio, Cavaco Silva e até do actual presidente Marcelo Rebelo de Sousa. 
Interessantíssimo, para mim naturalmente, que nesta recolha de visões institucionais nada tenha sido repescado da parte de Mário Soares enquanto PR. Há curiosidades mesmo "curiosas e bem elucidativas".

No prefácio, bem interessante, e que valoriza a obra, Adriano Moreira discorre sobre os homens e as instituições, chamando à atenção mais uma vez para a indispensabilidade de se dever olhar com outros olhos (frase minha) ás instituições como as FA, neste mundo que está cada vez mais fragilizado, senão mesmo doido, digo eu.

O livro é muito interessante, é um bom apoio para quem se preocupa com assuntos do País, da Soberania, da Defesa Nacional, das Forças Armadas.
No capítulo da condição militar discorrem sobre o assunto mas, ao mesmo tempo que confessam saber da complexidade dos assuntos, infelizmente o livro é pouco assertivo em apontar com rigor o que tem sido o sucessivo comportamento de fraude política por parte dos poderes públicos e governamentais e sucessivos titulares de órgãos de soberania.
Pela minha parte há muito que me deixei de comover com as discursatas que não têm concretização praticamente nenhuma, sobretudo de algumas que por vezes quase vinham acompanhadas de lágrimas de crocodilo.
Como me atrevo a presumir que, no seu íntimo, não poderão deixar de concordar os ex chefes militares que integram o GREI. 
Recordo aliás alguns recentes artigos de jornal de elementos do GREI e um recente programa "Prós e Contra".
Pelo que talvez não ficasse mal, mantendo exactamente a mesma elevação de tratamento dos assuntos e linguagem onde aliás se detectam contribuições técnicas de grande saber, verterem para o livro parte das suas indignações demonstradas enquanto chefes dos três ramos das FA.
A terminar, tenho as maiores dúvidas que algum jovem português se comova com o assunto em causa, e que algum compre este livro ou outro, sério e académico, sobre Defesa Nacional e sobre Forças Armadas. 
E nisso, muita culpa têm os políticos todos, designadamente desde 1991. Alguns chefes militares foram periodicamente dando uma ajudinha, com e sem socos no estômago, a começar naquele que, segundo se dizia, se proclamava como não sendo- chefe de sindicato.
António Cabral (AC)


quarta-feira, 19 de julho de 2017

POLITICAMENTE CORRECTO? E INCORRECTO?
O que inclui a liberdade individual?

A CRP, que tenho sempre bem presente, no seu Artº 37º garante-me o direito de me exprimir e divulgar livremente o meu pensamento pela palavra, pela imagem ou qualquer outro meio. 
Não devo ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura. 
Não deve haver discriminações, impedimentos.
Mas anda por aí muita gente que, brandindo a CRP e a ética sempre em altos berros, as esquece na vida prática.
Fácil é de ver que a liberdade individual deve entender a exigência de algumas barreiras, naturais e entendíveis, e desde logo decorrentes da convivência em comum. 
Deve haver lugar a troca de opiniões, argumentação equilibrada, e entre pessoas bem formadas deve prevalecer o esclarecimento, o confronto das ideias e do conhecimento, o respeito pela opinião alheia mesmo dela discordando frontalmente. 
Se eu cair em patetices, ou argumentar tolamente quando sobre um determinado assunto existam evidências sólidas particularmente científicas, muito consolidadas, que não deixam margem para dúvidas, será caso para então dizer - tens de rever a matéria dada.
Por outro lado, com o avançar da idade, é prudente (minha postura de sempre) precaver-me e não tomar como ponto assente que o peso dos anos e experiência são tudo; são muito importantes, mas existem outras coisas e, sobretudo, a marcha do tempo mostra sempre novas evidências. E há que ponderar diariamente.
Não será bem a velha dúvida sistemática, nem o rejeitar valores e aprendizagens mas, se alguma coisa nos diferencia de outros seres vivos, é o dever permanente de puxar pelas células cinzentas.
Vem isto a propósito de quê?
De tudo, naturalmente, mas em particular pela actual envolvente nacional.
Sim, o direito "liberdade individual" inclui porventura o direito à tonteria, a liberdade individual pode abarcar declarações polémicas mas, parece-me, o combate democrático aos excessos verbais de uns talvez não deva ser alimentado com o exacerbado politicamente correcto e da moda, em que uns quantos, auto-intitulados como os donos da ética e da verdade absoluta, pretendem controlar as mentes e a sociedade.
Tenho dúvidas, cada vez mais, mas não esqueço valores.
No Portugal contemporâneo, dos super zelos, tenho sérias dúvidas que se esteja a caminhar para uma sociedade globalmente mais saudável.
Mas, como sempre admito, posso estar a ver mal a coisa.
AC

domingo, 28 de maio de 2017

NÃO TER MEDO DE EXPRESSAR OPINIÃO
Domingo, um bom dia para reflexão.
Não ter medo de expressar opinião.
Procurando, repito, procurando, não ofender, não ser ordinário, respeitando opinião de outrem, educadamente referir concordâncias e discordâncias. 
Não dando lições de moral, de ética, de história, preservando a sua independência.  Sobretudo não rescrever partes da história.
Tentando ser cortês, ainda que muitas vezes duro e assertivo. Chamando os bois pelos nomes. Mandando o politicamente correcto ás urtigas. 
Escrevendo. 
Escrevendo cartas, remetendo por CTT. 
Respondendo aos emails recebidos, e devolvendo as chamadas que não tenham sido atendidas, dois aspectos que só relevam de boa educação, coisa que muitos importantões não fazem, o que bem os classifica, mau grado a sua teórica fama, mais para o pesporrente. 
Reconhecendo quando erro. 
Nada de precipitações, lembrando que nada como o tempo para passar os absolutos a relativos. 
Sem ânsia para o comentário.
Sempre observando os muitos que por aí andam, do alto das suas cátedras, e à sombra de disfarçadas mordomias várias como, "comentadorias", institutos, fundações, casas disto e daquilo, e sempre com os arranjinhos para as suas cortes vendo algumas vezes os respectivos nepotismos e amiguismos a saltar para os OCS e, mesmo assim, sempre com grande acolhimento em certos órgãos de comunicação social e certos blogues. 
Claro, sempre a defenderem-se uns aos outros, em círculo fechado, louvando-se mutuamente.
Procurar, portanto, dar um modesto contributo com a minha voz/ escrita, tendo em mente que, se cada um escrevesse, conversasse, falasse, contribuísse, comentasse, talvez mais coisas na nossa sociedade se fossem modificando para melhor. É que esta coisa de se concordar com o que se lê, e ás vezes discordar, mas ficar sempre calado, faz-me muita pena. Mais pena ainda porque muitos dos que lêem têm capacidade acima da média, e bem podiam ajudar.
A célebre perspectiva do ratinho, para quem qualquer bocadinho ajudava, e assim mijava no mar! 
(a fotografia não é minha, já não sei de onde a copiei)  
AC