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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

O   PENICO

Este penico é nosso, é de louça, e está em excelentes condições de conservação (nunca terá sido usado para os fins próprios).

Está na cantoneira de castanho (ou carvalho? já não estou certo) mais antiga que temos, construída em 1971 juntamente com outro mobiliário (*), em Estremoz, por um senhor marceneiro de elevada simplicidade, dignidade, humildade, disponibilidade, afabilidade e simpatia. Um ARTISTA extraordinário. 

A cantoneira está na casa da aldeia como aliás quase toda a restante mobília fabricada nesse tempo. Capeto era o apelido, Francisco Mantas Capeto, faleceu há décadas.

Mas lembrei-me do penico ao pensar no que por cá vai, e no que lá por fora se passa.

E vai daí fui procurar nos milhares de fotografias arquivadas no computador e encontrei.

Voltando portanto ao penico.

Como disse, está em óptimas condições, está a ajudar a decoração num canto da sala na casa na aldeia.

Tem uma história que eu conheço.

Era da casa da irmã (já falecida) mais velha da minha falecida sogra, que vivia em Penamacor, num casarão imenso a dois passos do edifício da câmara municipal. 

A senhora não tinha filhos e quando o tio Júlio faleceu (marido) várias coisas ela passou logo para as irmãs; a maior parte do espólio e do património reverteu para as irmãs no seu passamento cerca de dois anos depois. 

Em vida, depois do tio Júlio nos deixar, entre outras coisas "cacei-lhe" este penico. Ela garantiu nunca ter servido os "propósitos". Acredito, pois estava numa salinha de uma outra casa dos tios com outras coisas a decorar o compartimento. 

Terá sido de um avô do tio Júlio que, dizia-se na família, gostava  apenas daqueles "célebres" penicos altos, de esmalte ou de zinco, com tampa de madeira. Autênticos sofás privados de um só lugar! 

Conheci um desses, em Portalegre, em casa da irmã mais velha da minha avó materna (eram sete salvo erro, e um irmão); terá sido algures cerca de 1957, era eu pequenito mas impressionou-me.

Este nosso penico de louça terá portanto pelo menos qualquer coisa como 120/ 130 anos. 

Tem uma outra história/ faceta: está de lado como se pode ver na fotografia, para não deixar dúvidas quanto a que objecto será. 

Durante muito tempo eu colocava-o assim mas, periodicamente, havia quem em casa o rodasse para não se ver a asa - António, para não se perceber o que é! 
Luta de muitos e longos meses!😎

Uma coisa é certa, é uma bela peça de louça, tem inestimável valor sentimental, pessoal, familiar. Há já bastante tempo que mostra orgulhoso a asa!

António Cabral (AC)

(*) recordo-me como se fosse hoje: Capeto construiu a cantoneira, a nossa (mesmo nossa) primeira cama de casal com um desenho fantástico, as duas mesas de cabeceira extremamente originais, a mesa da sala de jantar (o tampo tem uma espessura de praticamente 4,5 cm, tem de diâmetro 120 cm sendo duas meias luas pois pode levar ao meio  uma tábua de 45 cm), seis cadeiras com fundo e costas em cabedal a sério, uma pequena cómoda e dois varões para cortinados. Tudo, custou uns na altura não exactamente baratos 17,5 contos. Está quase tudo na aldeia.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

ELEIÇÕES
Terminou ontem.
Seguro tomará posse a 9 de Março.

O que não terminou ontem à noite, é o que ressalta da maioria dos jornalistas e concretamente os da TV.
Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem, mas aquilo a que assisti ontem foi mais uma vez um mau serviço à comunidade. 
Um histerismo à volta das percentagens.
É a minha opinião.

O que é mais relevante?
Uma percentagem? 
Ou o número concreto de votantes em A e votantes em B?
Pessoalmente prefiro o nº de votantes.
E gosto de ponderar o nº de votos obtidos em cada eleição.
A percentagem 50,1% essa sim é importante em eleições.

Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem, mas parece-me não fazer grande sentido certas comparações e excitações observadas ontem.

Ai que ele vai ultrapassar a percentagem da 2ª volta de Soares.
Sinceramente duvido que isso seja o mais relevante, a percentagem.

Sempre aprendi que se deve comparar o que é comparável, além de ponderar envolventes, contextos, épocas.
Comparar por exemplo resultados das presidenciais com legislativas ou estas com autárquicas?
Será que estou errado?

O presidente eleito ultrapassou o número de votos obtidos comparativamente aos de Mário Soares na eleição para o 2º mandato.

Os jornalistas, homens e senhoras, bem podiam ter perdido um bocadinho mais de tempo e eles e com comentadores residentes ou convidados dissertarem sobre os resultados de ontem olhando aos do passado. Que foram estes (espero ter copiado bem da CNE):

ANO - ELEITO - ELEITORES - VOTANTES - VOTOS OBTIDOS

1976 - Eanes    - 6467480 - 4881125 - 2967137

1981 - Eanes    - 6920869 - 5840332 - 3262520   + 295383

1986 - Soares    - 7612733 - 5937100 - 3010756

1991 - Soares    - 8202812 - 5098768 - 3459521  + 448765

1996 - Sampaio - 8693636 - 5762978 - 3035056

2001 - Sampaio - 8950905 - 4449800 - 2401015  - 634041

2006 - Cavaco    - 9085339 - 5590132 - 2773431

2011 - Cavaco    - 9543550 - 4431849 - 2209227  - 564204

2016 - Marcelo    - 9751398 - 4744597 - 2413956  

2021 - Marcelo    - 10847434 - 4258356 - 2531692  + 117736

2026 - Seguro    - 11009803 - 5768536 - 3482481 (provisório)

Pois os senhores jornalistas e comentadores além do histerismo e quase gritinhos - ai que ele vai bater a % de Soares na 2ª volta - podiam sobretudo olhar para este quadro.

Podiam tentar explicar porque, da eleição para o primeiro mandato para a eleição para o segundo mandato os eleitos passados obtiveram mais ou menos votos, como se vê no quadro (espero não ter errado as contas):

Eanes  + 295 383 votos obtidos

Soares + 448 765

Sampaio - 634 041

Cavaco - 564 204

Marcelo + 117 736

Explicarem por exemplo as grandes quedas de Sampaio e Cavaco

António Cabral (AC)
CARRILHO,  NÃO  ESTÁ  SOZINHO !
O meu voto amanhã será, como creio que será o da maioria dos portugueses, um voto óbvio. Mas esta evidência não resulta, como seria desejável, de qualquer entusiasmo, mas de uma resignação conformista – em grego, diria sem thymós. 
Na verdade, Portugal continua – digo-o há anos – um país desvitalizado, rebocado, sem qualquer estratégia
Que vive os seus graves problemas sem uma bússola que lhes dê sentido, e sem qualquer magnetismo que impulsione a sua resolução. Um país que vive atordoado por uma crise cuja natureza e amplitude não quis, ou não soube, prever e compreender – e que, agora, não vislumbra como enfrentar e superar. 
E como se vive a folhetinizar todos os acontecimentos, entre catástrofes e efemérides, escândalos públicos e vidas privadas, escapa­‑lhe tanto o sentido da história que explica, como o pressentimento do futuro que mobiliza. Estamos nisto!
(Manuel Maria Carrilho)
(sublinhados meus)


Assino por baixo.

Bom dia.
Tenham um bom início de semana.
Saúde e boa sorte.

António Cabral (AC)

domingo, 8 de fevereiro de 2026

EXPECTANTE

Estou expectante.

Para ver quantos bebés a partir de amanhã recomeçam a nascer em ambulâncias ou no passeio da rua e quantas urgências fecham!

Desde que começou a questão presidenciais (para a 1ª volta) creio que não ouvi notícias sobre isso.

AC 

NÃO  É  RIDÍCULO ?

Não é ridículo tanta ênfase no facto de que menos de 40 000,00 eleitores só podem exercer o seu direito no próximo Domingo?

Logo à noite não fica evidente que um homem estará eleito Presidente da República? Esta comunicação social esmera-se!

AC

PRESIDENCIAIS  2026  -  2ª  VOLTA

Na minha secção de voto (é numa escola primária) vi escrito no quadro que a votação tinha sido:
- 0900 h - nula
- 1000 h - quase nula
- 1100 h - 7%
- 1200 h - 12%

AC

sábado, 7 de fevereiro de 2026

A PROPÓSITO de 8 de FEVEREIRO de 2026
. . . . . . . (sublinhados da minha responsabilidade)
. . . . . . . . . 
Agora que em 2026 Seguro vai ter muito poder mesmo que não executivo, sendo Presidente da República, os piores ratos políticos burocratas limitados que foram os primeiros a abandonar e afundar o seu navio de 2014 a 2025 começam, desavergonhadamente e à última da hora, a regressar ao navio que ele reconstruiu com tanto esforço e que o há de levar a vitória neste Domingo 8 Fevereiro. Se chegar a Presidente Seguro como esperamos e vamos votar no consulado de Boston nos EUA, deve lembrar-se que chegou a presidente por si próprio, não por causa deles, mas apesar deles. 

Deve, pois, continuar a ser igual a si próprio: ouvir as ideias dos melhores profissionais portugueses e não se deixar dominar nem intimidar para longe de tais ideias e profissionais pelos maus dependentes da política que tanto criticaram as suas ideias e contribuidores profissionais liberais no passado. Seguro deve ser a tábua de salvação de Portugal inteiro e de todos os Portugueses. Não de certos dependentes da política, sem ideias senão a sua própria sobrevivência. Esses só se converteram recentemente ao segurismo na estrada para Damasco, perdão para Belém, porque caíram do cavalo da política por culpa própria e por não escutarem ideias de profissionais de sucesso não políticos como Seguro escutou, escuta e esperemos que continue a escutar. (Pedro Caetano)

- dependentes da política
- só lhes interessa a sobrevivência
- burocratas limitados
- ratos políticos
- sempre a servirem-se dos cargos, em vez de servirem a sociedade

Continuamos a não sair disto!


AC

ESTOU a REFLECTIR para 8 FEVEREIRO, mas estou ansioso, muito…………. . ,

porque não sei quantos destes votaram por antecipação,

porque desconheço o sentido do voto deles ou se ficaram em casa,

porque não sei se os que forem às urnas no Domingo votarão de facto em concordância com os seus múltiplos anúncios sobre a intenção de voto (sublinhadas as pessoas verdadeiramente importantes):

Cristina Ferreira, Rui Vilar, António Costa, o sr António da drogaria, directores de jornais, Ferro Rodrigues, José Sócrates, Mário Centeno, Miguel Sousa Tavares, Ana Sá Lopes, directores de rádios, Passos Coelho, o guarda noturno da minha zona, Catarina Martins, António Guterres, Francisco Louçã, João Jardim, Fernanda Câncio, o Pai Natal, Mariana Mortágua, Marcos Perestrelo, Rodrigo Guedes de Carvalho, chefias das ordens profissionais, Maria de Lurdes Rodrigues, António Guterres, o sr Francisco pintor, directores de revistas, Rui Ramos, Relvas, os 4 chefes militares, o chefe do SEF/AIMA, Nuno Rogeiro, José Mourinho, Maria da Graça Carvalho, Durão Barroso, a Ana cabeleireira, Santana Lopes, o director da PJ, o PGR, os juízes do tribunal Constitucional, António Vitorino, Paulo Raimundo, Azeredo Lopes, as chefias da GNR e da PSP, Rui Moreira, a Etelvina varredoura da câmara municipal, Fernando Medina, o Zé das iscas, Rui Rio, Augusto Santos Silva, Ana Gomes, André Ventura, Seixas da Costa, Edite Estrela, Isabel Moreira, Jerónimo de Sousa, o Zé da papelaria dos jornais, Carlos Carvalhas, Nicolau Santos, José Manuel Pureza, Brilhante Dias, presidentes de sindicatos, Marcelo Rebelo de Sousa, juízes do Tribunal de Contas, Castro Almeida, António Lobo Xavier, Arménio Santos, o carteiro da minha zona, Carlos Daniel, Paulo Baldaia, Pedro Delgado Alves, Clara de Sousa, Mário Zambujal, Bataglia, Francisco César, Paulo Portas, Ricardo Salgado, o meu barbeiro, Duarte Lima, Jorge Jesus, Mariana Vieira da Silva, Vieira da Silva, Pacheco Pereira, Maria Lúcia Amaral, Armando Vara, Ricardo Araújo Pereira, o canalizador José LuísJoão Galamba, Mário Centeno, Graça Freitas, Marta Temido, Isaltino de Morais, Armando Vara, João Leão, Pedro Duarte, Pedro Marques, Duarte de Bragança, a senhora Luísa da praça, Marisa Matias, Carlos César, Paulo Campos, Cavaco Silva, Eduardo Catroga, Capoulas Santos, o António dos Petiscos, Vital Moreira, Américo Aguiar, Aninhas do peixe, Daniel Oliveira, Bagão Felix, Sampaio da Nóvoa, Tino de Rans, Pedro Nuno Santos, Vasco Lourenço, Inês Sousa Real, Vital Moreira, Nuno Vasconcelos, Rui Rangel, António Mexia, Marinho Pinto, Marques Mendes, a D. Fátima modista, o cardeal patriarca, a Sandra da pastelaria, Manuel Alegre, Mourato Nunes,  Jorge Lacão, o coveiro lá na aldeia, Cristiano Ronaldo, Ramalho Eanes, Padre Melícias, João Oliveira, Sousa e Castro, João Soares, Eduardo Cabritao meu sapateiro, Rui Paula, Pedro Simas, o calceteiro da câmara, Ribau Esteves, Bruno de Carvalho, João Miguel Tavares, Paulo Rangel, Leitão Amaro, Rui Costa, Varandas, Rui Moreira, e tantos mais.

ESTOU A REFLECTIR . . . . . . . . . PROFUNDAMENTE!

ACREDITEM, É MESMO VERDADE.

ESTOU A REFLECTIR COMO MANDA A LEI.

REFLECTIR, REFLECTIR, REFLECTIR, REFLECTIR.

António Cabral (AC)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

. . . . . .

O Chega é a secreta bênção, o autêntico seguro de vida das esquerdas. As linhas vermelhas são inúteis. André Ventura, apesar de protestar mais do que uma buzina avariada, não tem qualquer idoneidade ou talento para construir algo. Não é fiável para fazer parte de algum projecto sério, liberal, conservador ou tradicionalista, com que a esquerda verdadeiramente tivesse de se preocupar. Se um dia ele resolvesse falar a sério, se deixasse de lado as suas frases bombásticas e inconsequentes com intenção de fazer parte duma solução, já ninguém nele acreditaria, diriam que estava possesso por uma alma do outro mundo. O seu “verdadeiro povo”, que é como uma claque, sentir-se-ia traído, para rapidamente o abandonar – já viram quão imprevisíveis são as claques? Suspeito que Ventura para a História constará apenas como um curto episódio, perturbador, é certo, mas sem deixar obra ou legado, um desperdício de tempo e emoções.

As eleições de Domingo serão apenas a confirmação de que, por falta de comparência, um socialista fará sozinho e em ombros o percurso para o Palácio de Belém, numa eleição que, se marcar a história, será apenas por ter batido o recorde nacional de abstencionismo e votos nulos ou brancos.
(João Távora)

Bom dia
Estimados amigos e visitantes / leitores a quem com consideração sempre cumprimento e respeito, tenham uma boa 5ª Feira, apesar de em várias regiões da parte Continental do país se vivam e continuem a viver horas de enorme angústia, desespero, tragédia.

São no meu relógio 0550 horas desde 5 de Fevereiro do corrente quando estou a começar a escrever. 
Sim estou acordado. 

Não estou muito mal, felizmente, mas apareceu uma constipação ligeira, mas chata, com um pinga-pinga incómodo e entupimento parcial de uma narina, que tentarei passe depressa, mas que me incomoda grandemente o nariz e me impediu de continuar a dormir desde as 0415 horas. 
Pensando bem não me posso queixar ainda que o esteja a fazer ligeiramente. 
Já me queixei, não levem demasiado a mal. 
Não foi por egoísmo, a narina esquerda está desgraçada!

Mas estou aqui a cumprir o meu ritual matinal, diário (costuma ser entre as 0700 e 0900 H), de cumprimentar quem tem a gentileza de ler este simples blogue (que continua a ser a minha única rede social) e desejar o melhor dia possível. 
Não estou completamente info excluído pois a minha querida mulher vai dando-me notícias quando coisas equilibradas e interessantes detecta, tal como os amigos me injectam muita coisa por WhatsApp.

E com estas horas acordado a consumir lenços de papel, estive a ler o texto de que publico em cima uma parte. Com o qual concordo na generalidade.

E a propósito da inarrável personagem transportadora de garrafas de água sempre com um esgar facial curioso que não passou despercebido a Ricardo Araújo Pereira e de outros (maus) actores que andam por aí a chatear as pessoas e a não resolver nada com as suas aparições, lembrei-me do EMPLASTRO.

Segundo o dicionário um EMPLASTRO é uma preparação terapêutica adesiva destinada ao uso externo. 
Em sentido figurado um EMPLASTRO é uma pessoa que tem pouco préstimo, um chato, um inútil. Continuam por aí imensos!

Tenham pois uma 5ª Feira o melhor possível. Saúde e boa sorte.

António Cabral (AC)
Graça Freitas apoia Seguro que será "excelente Presidente" e "voz de rigor". A antiga diretora-geral da Saúde e uma das figuras de primeira linha durante a pandemia da Covid-19 considerou ter "boas razões" para este apoio a António José Seguro.

👏👏👏👏👏👏👏
AC

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Por expressões como esta . . . . .

Parabéns, António! Esta vitória é só sua. E muito merecida.

Por expressões como esta se percebe bem o sapo engolido por várias esquerdas moderadas, várias esquerdas finas e viajadas, várias esquerdas turbo-comentadoras.

Preferiam outro nome, por exemplo António Vitorino, mas este não quer largar a vidinha que tem.

AC

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

VOLTO a REALÇAR
. . . . . a liberdade pode resumir-se à escolha do conteúdo, das normas e dos valores a partir dos quais a nossa natureza essencial, incluindo a nossa liberdade, se expressa. . . .  (Carlos de Matos Gomes).

AC
A PROPÓSITO das ELEIÇÕES,
deixo aqui um interessante (opinião pessoal, naturalmente) artigo de opinião, de 25 de Fevereiro de 2024, da autoria de um Capitão de Abril que infelizmente já nos deixou, o Coronel Carlos de Matos Gomes.
(sublinhados da minha responsabilidade)

Tenham uma boa 3ª Feira.
Saúde e boa sorte.
AC

Liberdade de escolha, razão e demagogia

A liberdade de escolha constituiu o elemento a partir do qual os debates tradicionais sobre a liberdade e a necessidade começaram na Grécia há mais de dois mil e quinhentos anos. O problema da liberdade de escolha reside na contradição resultante do facto de podermos decidir contra o bem essencial, transformando a liberdade em servidão
Isso acontece porque a liberdade pode resumir-se à escolha do conteúdo, das normas e dos valores a partir dos quais a nossa natureza essencial, incluindo a nossa liberdade, se expressa. 
A liberdade pode agir contra a liberdade, entregando-nos à servidão. 

E esse é o projeto das “democracias iliberais”, ou formais que nos está a ser proposto como paradigma da democracia. 
Votais! — o resto está por conta de outrem, de nós, os vossos representantes
Este tipo de “democracia” é o meio ideal de criação e desenvolvimento dos demagogos e da demagogia. 
Dos abutres da liberdade, dos que comem o interior dos corpos, os órgãos vitais que garantem a liberdade e deixam o esqueleto, que continuam a designar por democracia. Não é, como o cavername de um barco não é um barco e não navega.

O que está a ser imposto como “democracia” é a apropriação do direito de voto por uma elite
Essa velha perversão aproveita o que, à falta de melhor, pode ser traduzida pela palavra alemã de Angst — medo, horror, angústia de confrontar possibilidades e desejos com a realidade, de medo de usar a liberdade, por isso os temerosos transferem a responsabilidade para outros que lhe surgem como mágicos realizadores de felicidade. Esta transferência de responsabilidade pelo uso da liberdade contradiz a natureza essencial do ser humano, de ser livre, condu-lo à servidão, mas vendida a liberdade, já não há regresso, o demagogo está aos comandos da nossa vida e não mais nos ouvirá.

A liberdade humana é o risco humano. A possibilidade de ultrapassar uma qualquer situação implica a possibilidade de não o conseguir. 
Mas a delegação da liberdade pode tornar-se servidão se for atribuída a quem corrompa os princípios e os meios “democráticos” para se apropriar dela. 
As campanhas eleitorais servem também e cada vez mais como legitimações desse tipo de corruptos que surgem a par dos que cumprem regras básicas de conquistar o voto. Isso acontece porque o modelo “democrático” imposto pelo poder dominante para ultrapassar a universalização do voto é o de escolher “quem” e não escolher “o quê”. A personalização (fulanização) das campanhas e das candidaturas, o empolamento a “casos” e revelações de intimidades servem o propósito de atrair as atenções para o quem e não para o quê.

Os debates-espetáculo que nos são servidos como ração democrática e integral querem que vejamos lutadores em competição e não os empresários e os que manipulam os resultados. 
Os espetáculos-debate são um falso combate encenado para dar a vitória antecipada aos demagogos, aqueles que melhor dominam a arte de conduzir habilmente as pessoas ao objetivo desejado, utilizando os seus conceitos de bem, mesmo quando lhes são contrários. 
Aos que corrompem a essência da democracia, de o poder ser constitucionalmente detido pelo povo, para se apropriarem dele apelando ao menor denominador comum, propondo ações prontas a servir para enfrentar situações e crises complexas, enquanto acusam oponentes de moderados, de fracos e de corruptos, segundo as conveniências do momento.

O êxito dos demagogos assenta na cobardia. Os demagogos orgulham-se da sua arte de arrastar cobardes. Os grandes meios de manipulação elegem e legitimam a cobardia como um valor cívico. A discussão da pré-campanha tem sido centrada no lugar a dar num futuro governo aos demagogos que têm a arte de arrastar cobardes.

A adesão de grandes massas aos demagogos é antiga, é uma servidão trágica que ao longo da história tem levado a situações de brutais e irracionais ruturas, em que a humanidade se pode reduzir à situação do indivíduo isolado à beira do abismo, insignificante e incapaz de se aperceber da ameaça para ele próprio e da aniquilação ao seu redor. Julgo ter sido essa a situação de muitos alemães durante o nazismo e de ser essa a situação de muitos israelitas perante o genocídio de palestinianos. Duas situações em que foram os cidadãos que elegeram, que votaram os que os governaram e governam, que participaram em comícios, em ações de esclarecimento, que ouviram ou viram debates.

O que podem fazer os que sentem a angústia da servidão para evitar a tragédia que anteveem como inevitável resultado da demagogia nas horríveis das experiências do passado? 
Existe um valor que tem sido esquecido ou muito aviltado: a coragem e não existe nenhum ser mais corajoso do que o ser humano, porque mesmo quando em condição de servidão não perde a liberdade se mantiver a sua dignidade.

A demagogia é um atentado à dignidade humana e o mais reles e eficaz argumento dos demagogos é o aproveitamento do sentimento de insegurança, que eles próprios criam e que prometem resolver a troco da integração no seu bando. 
Exploram a solidão e a fragilidade do “homem só”, do ser só, perante os predadores e rodeado de necrófagos. 
Uma grande parte das criações da civilização humana pode ser compreendida em termos de “busca de segurança”. 
A utilização da insegurança como argumento encontra-se hoje no primeiro plano da panóplia de armas dos demagogos, insegurança física, política, económica e até por falta de sentido na vida.

Outro dos sentimentos explorados pelos demagogos é o do desespero, entendido como o conflito entre a vontade de se manter a si mesmo e o de se perder a si mesmo, o desejo, ou a vontade de obter o mundo completo (a realização), e o desejo ou a vontade de se acolher à servidão, abdicando da da liberdade.

As ações a que assistimos durante uma campanha eleitoral são a repetição do negócio da compra e venda da alma a troco de promessas, as encenações tecnológicas nas televisões não alteram o essencial do logro do mito de Fausto, apenas o embrulham e o disfarçam com luzes faiscantes. 
O demagogo é, no fundo, uma velha máquina de picar carne que transforma em pasta o cérebro de quem acredita que ele lhe vai fornecer uma salsicha.
À  ATENÇÃO  DO  PRÓXIMO  PR:

Lembre-se pelo menos disto, 

- FOI ELEITO PARA  SERVIR

- DURANTE O MANDATO DEIXE-SE DE EXTRAVAGÂNCIAS PRÓPRIAS DE FIDALGUIA ARRUINADA

- LIDERE PELO EXEMPLO E NÃO POR PALHAÇADAS E SELFIES

- UM BOM CÓDIGO DE CONDUTA É MANTER A INDEPENDÊNCIA 

- O SEU PODER É A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA, ASSOCIADA À SUA MENTE E À SUA CANETA; NÃO ABUSE DAS SUAS COMPETÊNCIAS CONSTITUCIONAIS, NÃO FAÇA INTERPRETAÇÕES 

- TENHA SEMPRE PRESENTE QUE A FUNÇÃO DO ESTADO É SERVIR OS CIDADÃOS

- O PODER LEVA À CORRUPÇÃO.

- O PODER ABSOLUTO CORROMPE DEFINITIVAMENTE.

- É PRECISO PRESTAR JUSTIÇA E NÃO CARIDADE.

- TER A NOÇÃO DE QUE PORTUGAL É UM PAÍS POBRE.

- FALAR BAIXO E COM CALMA PARA SER OUVIDO.

- OUVIR OS CIDADÃOS

- SÓ A INTELIGÊNCIA SE EXAMINA A SI PRÓPRIA.

- CONDENAR PRECONCEITOS BASEADOS NA RAÇA, SEXO, FÉ, IDADE.

- QUEM USAR A CABEÇA NÃO VAI CANSAR OS PÉS.

- FALAR COM OS OUTROS EM MANDARIM É A PIOR DAS SOLUÇÕES.

- FOMENTAR A CULTURA DA EXIGÊNCIA.

- FOMENTAR A CULTURA DA TRANSPARÊNCIA.

- FOMETAR A CULTURA DO RIGOR E DA VERDADE.

- O DIÁLOGO É A PONTE QUE LIGA DUAS MARGENS.

- TER PRESENTE QUE PELO VOO SE CONHECE A AVE.

- A ARROGÂNCIA NÃO É RESPOSTA PARA NADA.

- NUNCA TER VERGONHA DE SENTIMENTOS PATRIÓTICOS.

- O SEGREDO DA SABEDORIA, DO PODER, E DO CONHECIMENTO, É A HUMILDADE.

- A PRUDÊNCIA É A VIRTUDE SUPREMA DA ACÇÃO POLÍTICA.

- SERVIR A SOCIEDADE, NÃO SE SERVIR DO CARGO.

António Cabral (AC)

domingo, 1 de fevereiro de 2026

sábado, 31 de janeiro de 2026

A  APROVEITAREM-SE, ou NÃO . . . . .

Coloca-se mais uma vez a questão de saber, perceber, se SIM ou Não há uns quantos a aproveitarem-se da tragédia alheia.

Olhemos a factos transmitidos pelas TV, reparemos em atitudes e declarações, de governantes, de militares, de autarcas, de gente diversa.

Temos um candidato a PR transportando garrafas de água. Patético.

Temos justas e duras críticas de autarcas a atitudes como a acima referida.

Temos um candidato a acusar tudo e todos sobre o que nunca aconteceria na sua 4ª República!

Temos elites a manifestar o seu apoio a Seguro.

Temos elites a convidar Seguro para ir ouvir a declaração de apoio.

Temos um candidato a PR a ter postura razoável ao visitar locais atingidos pela tragédia, com poucos jornalistas atrás (não é muitos é alguns) vincando que não está a fazer política, nem campanha, apenas a cumprir a sua obrigação de cidadão! Estou por isso certo que se não fosse candidato a PR também teria vindo das Caldas da Rainha logo na primeira hora e comparecer em Leiria e outros locais para cumprir a sua obrigação de cidadão.

Temos . . . . . não passamos disto!

Desgraçados de nós cidadãos comuns. Desgraçado Portugal com esta gentalha!

AC

DESCONFIAR

DESCONFIAR,  SEMPRE!  

De quê ?
De quem?

DESCONFIAR,  SEMPRE,  DE  QUEM  MARCA  MUITAS  REUNIÕES  EM  VEZ  DE  DECIDIR !

DESCONFIAR,  SEMPRE,  DE  QUEM  PEDE  ESTUDOS  E PARECERES  SEM  FIM  EM  VEZ  DE  DECIDIR !

DESCONFIAR,  SEMPRE,  DE  QUEM  MANDA  MONTAR CENÁRIOS  PARA  APARECER  NAS NOTÍCIAS!

DESCONFIAR,  SEMPRE,  QUANDO CERTOS APOIOS COMEÇAM A SURGIR ANUNCIADOS DOCEMENTE SEM INDICAR EXPLICITAMENTE QUEM APOIAM,  EMBORA  SE  PERCEBA  PERFEITAMENTE  QUEM  IRÃO  APOIAR.

AC

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

 

Um amigo enviou-me este pitoresco e já com algum tempo momento  do humor de Herman José.

Salvo melhor opinião, Herman José é um excelente criador, humorista. Creio que é um magnífico autor e actor. Recordo com saudade as brincadeiras humorísticas dele com o saudoso Nicolau Breyner, e os seus diversos programas humorísticos ao longo dos anos.

Havia apenas uma coisa que em relação a Herman José há anos me estava aqui atrás da orelha. Sempre desconfiei que ele era um grande fasssssistaaaaaa.

E não é que agora confirmei as minhas suspeitas?

Um amigo indicou-me que Herman José se terá revoltado um pouco (creio que no Facebook, não tenho nem essa nem outras ditas redes sociais) contra esta coisa que por aí grassa e que é, a desconfiança com que os como eu ele são olhados por não quererem de forma alguma votar Ventura mas que têm dúvidas sobre as características de Seguro (um homem decente) para PR.

Sempre me pareceu que o Herman era fassssistaaaaa, como eu aliás!

Ainda vamos para a fogueira!

Bom dia, tenham uma boa 6ª Feira e um bom início de fim de semana.
Saúde e boa sorte
AC

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

FRASES . . . . . curiosas,

- política do empadão

- conversa de chacha 

Frases, tiradas, vacuidades, proclamações, não passamos disto, mas os portugueses continuam a viver mal. A empobrecer com barulho como sempre chamou à atenção Medina Carreira.

E tenho as maiores dúvidas que as coisas se modifiquem profundamente com sensato ou com vigarista em Belém.

Mário Soares disse um dia que já não havia estadistas.

E assim continuamos. Sem eles, mas com muitos políticos de todos os quadrantes entregues aos negóciozinhos (canabis, imobiliário, CEO de negócios de empresas chinesas como a EDP, etc.), com o Komentariado residente das TV vendido aos patrõezinhos, com o Art. 9º da CRP muito bonito no papel mas a realidade é bem outra.

Ontem, indicaram-me para ir espreitar a SIC notícias. E lá vi uma personagem intelectual e culturalmente brilhante, a confessar algumas desilusões, e a confessar que andava há muito afastado da política e estava totalmente entregue à sua vida profissional.

Podia ter dito com clareza, "há muito que só ando nos negócios e aceitei excepcionalmente ser por uns tempos conselheiro de Estado".

Mas não era a mesma coisa pois não?

Eu sempre aplaudi a clareza e o rigor. É isso que continuo a fazer, a corrigir quando me engano. Como sempre fez Bento de Jesus Caraça.

E, contrariamente à repulsa que a esquerdalhada incoerente e inconsequente tem por patrões e empresas, considero que sem empresas fortes Portugal não sairá da lama e do continuado resvalar para a pobreza.

Não é com turismo de massas apenas que vamos sair do lamaçal pobretanas. Nem com TVDE.

Mas sempre me chateia estas falas de eruditos que durante uns tempos estiveram na política, foram bons tribunos, mas rapidamente se passaram para a exploração de milhões.

É que estão no topo, mas tratar de pagar decentemente aos trabalhadores. . . . depois clamam por imigração às toneladas.

Admitindo como SEMPRE que posso estar a ver mal as coisas, considero que persistindo, 

- sem alterar profundamente os alicerces da economia, 

- a brincar com a ferrovia e bitola Ibérica, 

- a brincar com a TAP, 

- a não preparar o país para os fenómenos climáticos extremos, 

- em desprezar as responsabilidades que temos na jurisdição dos oceanos, 

- com vigaristas lá fora que nada fizeram para alterar profundamente o nosso tecido económico e social e num inglês macarrónico a aplaudir os acordos Mercosul e com a Índia, e nem sequer ter a decência de recordar que é português em primeiro lugar e orgulhoso depois sim referir que os pais tinham raízes em Goa, 

- com as poucas vergonhas com os PDM na maioria das câmaras municipais,

- na construção de toneladas de edifícios  para escritórios internacionais,

- com salários miseráveis a mais de 2/ 3 milhões de portugueses, 

não iremos a bom porto. Iremos esbarrar inexoravelmente no MURO do fim da cauda da Europa. Estamos já muito perto.

Não é com o vigarista Ventura em Belém ou em S.Bento que saímos daqui. Nem com pactozinhos.

Uma coisa concedo a Ventura: não se altera a sociedade portuguesa, com conversa de chacha, a DELE, a de Marcelo, a de Seguro, a do PSD, a do PS, a do Chega, a do CDS, a do PAN, a do BE, a do PCP, a do Livre, a da IL, a do Komentariado residente nos OCS.

Solução? Deixar de mentir e aldrabar. 

Portugal é um país muito pobre. 
É necessário modificar a estrutura económica do país, é necessário reindustrializar o país, reordenar de facto o território, privilegiar o povoamento do interior, os médicos, juízes, professores catedráticos, historiadores, jornalistas, políticos, titulares de órgãos de soberania deixarem-se de corporativismos, etc. 

Trabalhar, reduzir imensos subsídios, acabar com muitas fundações e observatórios, estudar seriamente a política fiscal, tratar da floresta, construir economicamente com comodidade/ simplicidade/ tecnologia, etc. 
Eu não sou técnico, há técnicos para isto tudo.

Bastará SERVIR em vez de se SERVIREM dos CARGOS.

Quando queremos podemos. 
Eu que nem ligo ao futebol acabo de saber pelos meus netos mais velhos (Sportinguistas) que o seu clube esmagou um espanhol e o Benfica deu cabo do grande Real de Madrid cheio de pérolas do futebol.

Quando se quer . . . . . Mas admito, como sempre, estar a ver tudo mal.

Tenham uma boa 5ª Feira.

Saúde e boa sorte.

António Cabral (AC)