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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

E R C

No âmbito dos Direitos, liberdades e garantias pessoais (Cap. I do Título II da nossa Constituição), aparecem os Artº, 39º (Regulação da Comunicação Social) e 40º (Direitos de Antena, de resposta e de réplica política).

No 39º está a clara indicação de que haverá uma entidade administrativa INDEPENDENTE a quem caberá assegurar nos meios de comunicação social sete coisas:
a) o direito à informação e a liberdade de imprensa
b) a não concentração da titularidade dos meios de comunicação social
c) a independência perante o poder político e o poder económico
d) o respeito pelos direitos , liberdades  e garantias pessoais
e) o respeito pelas normas reguladoras das actividades de comunicação social
f) a possibilidade de expressão e confronto das diversas correntes de opinião
g) o exercício dos direitos de antena, de resposta, e de réplica política.

Ora mesmo sendo eu um ignorante em direito (fui um curioso durante 2 anos, à noite, e não para mudar de profissão) fácil é ver que a par da liberdade de imprensa estas normas constitucionais impõem também respeito pelos direitos dos jornalistas.

Ora basta olhar com atenção para os últimos dez anos da actividade da ERC para com isenção concluir que o desempenho da ERC tem primado por várias coisas muito discutíveis.

Pode começar-se pelos tempos em que a ERC tinha como nº1 Azeredo Lopes e seguir até a casos mais recentes em que decisões de tribunais não são acatadas ou levam muito tempo até o serem.

Mas uma das coisas que mais me impressiona é ver o que está estabelecido em b) supra e olhar depois à realidade contemporânea.

Mas, como sempre, admito estar a ver mal as coisas e designadamente não haver nenhuma concentração nas mãos de um mesmo tipo.

AC

domingo, 20 de setembro de 2026

EU BEM DISSE, A ERC ESCRUTINA!

EM CAUSA EXPOSIÇÃO DO ROSTO DAS CRIANÇAS QUE SÃO MOSTRADAS DE FORMA OSTENSIVA PELOS PAIS

ERC ‘premeia’ investigação de Sandra Felgueiras no ‘caso das gémeas’ com uma multa de 50 mil euros
Pedro Almeida Vieira|15/09/2026/ Página Um

Há investigações jornalísticas que conseguem o feito de receber prémios de alguns milhares de euros. Mas a investigação da TVI que expôs o caso de benefício ilegítimo com dinheiros públicos das gémeas luso-brasileiras – colocando sob escrutínio a Presidência da República, o Governo e o funcionamento do Serviço Nacional de Saúde – valeu agora à estação televisiva uma coima de 50 mil euros.

A promotora da sanção foi a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), que esmiuçou o trabalho de investigação até encontrar sete contra-ordenações “muito graves” em sete peças jornalísticas.Sandra Felgueiras: TVI condenada a passar um cheque de 50 mil euros à ERC. 

Na sua deliberação de 60 páginas, aprovada no início deste mês, o regulador sustenta que o alvo não foi, formalmente, a investigação conduzida pela equipa coordenada por Sandra Felgueiras sobre o tratamento das gémeas luso-brasileiras com o medicamento Zolgensma, mas a protecção da imagem das duas crianças, para além de que, numa das reportagens, a morada da família ficou visível durante alguns instantes. 

O regulador andou a pesquisar todas as peças emitidas entre Novembro de 2023 e Janeiro de 2024, e foi aí que encontrou sete motivos para garantir que houve sete infracções. Cada uma justificou uma coima parcelar de 40 mil euros, num total aritmético de 280 mil euros, mas que acabou reduzido, através do cúmulo jurídico previsto para o concurso de infracções, a uma coima única de 50 mil euros.

O contraste entre a dimensão da investigação e o grau de minúcia sancionatória do regulador atravessa toda a decisão. A ERC reconhece que não estava a apreciar a legitimidade do escrutínio jornalístico sobre um eventual favorecimento político, mas foi esmiuçar a parte mais polémica das reportagens: a imagem das crianças
.

Bom dia, bom Domingo.
Saúde, o Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades.

AC

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

A  PROPÓSITO  DE  JORNAIS
Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem. Depois, concordo, discordo, comento se me apetecer.

Isto também a propósito de OCS e concretamente jornais.

Vários jornais têm colunas em que colocam/ escalonam personagens vários, nacionais e estrangeiros
Ou é "Altos e Baixos", ou "Sobe e desce", etc.

Por exemplo, num dado jornal colocam textos demolidores (em boa parte com razão, creio eu) sobre o MAI Luís Neves, mas também uma excelente colocação nas tais colunas em que evidenciam vários atributos do homem.

Mas neste âmbito o que mais me delicia é aquela cena da progressiva identificação duns tais de "poderosos" !

Por exemplo, Trump em 1º, já não recordo o 2º, Lagarde em 3º, Paulo Macedo em 4º, Ursula em 5º, Soares dos Santos em 6º, Cláudia Azevedo em 7º, Xi Jinping em 8º (tadinho).

Terão dito ao Xi que devia ter muito cuidado não só com o desprezível e inarrável Trump e com a tonta Ursula mas, sobretudo, com o Santos, o Macedo, e particularmente a Cláudia ?

Serei só eu que entendo isto um pouco caricato, talvez patético?

AC

PACHECO

José Pacheco Pereira escreve na página 26 da revista Sábado (26AGO2026) - Como o PS e o PSD não tem "contras", e deviam ter, o terreno comunicacional pertence ao Chega

Isto é ou não mais um (mau) indicador do estado da comunicação social ?

Como sempre, admito poder estar a ver mal as coisas.

AC

domingo, 6 de setembro de 2026

CRITÉRIOS  EDITORIAIS

Quem sou eu para os discutir. Não tenho competências nem autoridade para isso.

Cabe aos órgãos institucionais de cada órgão de comunicação social (OCS) decidir o que faz grandes títulos, o que fica escondido em páginas interiores, o que silenciam premeditadamente e porventura não deviam silenciar (fica em carteira), se fazem ou não escrutínio sério (não apenas chicana) da actividade dos titulares dos órgãos de soberania, da actividade dos autarcas, da actividade das empresas públicas, se denunciam poucas vergonhas que aconteçam na esfera da máquina do Estado como na justiça, saúde, ordens profissionais, autarquias, ensino, forças armadas, forças de segurança, ETC, e se denunciassem poucas vergonhas na esfera privada.

Há coisas que eu decido.

Se compro algum jornal, se olho a espaços para os canais informativos de TV, se compro alguma revista, se assino digitalmente algum OCS.

Há mais coisas que decido.

Só tenho uma assinatura digital.

Há anos que como regra não compro jornais dado o nível a que chegaram (opinião pessoal, naturalmente, discutível, mas a respeitar como respeito as opiniões de outrem). 

Quebro esta regra nas férias de Verão, compro de vez em quando um jornal em Agosto e em Setembro como agora que ando pela Beira-Baixa.

Diariamente olho para a assinatura digital e percorro as gordas de muitos outros, que não posso depois ler pois não sou assinante. Nacionais e internacionais.

Amigos enviam-me de vez em quando textos de certos jornalistas (??) ou sugerem-se para, usando a tecnologia, ir atrás e ver determinadas "pérolas" nas TV ou jornais e revistas.

Isto dito, o que vejo e que nada me espanta?

Os sucessivos e insuportáveis dislates sobre o desprezível Trump. Os pouco aprofundados dislates e tramóias de Farage. Os "esquecimentos" sobre as políticas internas de Erdogan que imagino fazem muito felizes as mulheres turcas. As insuportáveis Putinices e as tiradas de Zelensky. As inarráveis tiradas de Bibi e as ainda piores de certos ortodoxos que por lá andam. As tiradas de Sanchez, as inarráveis tiradas de vários tipos no Médio Oriente, os jogos silenciosos da Rússia, China, EUA, Turquia, etc.

Talvez se pudessem dedicar escalpelizar melhor as poucas vergonhas de vários habilidosos, ou as várias e sucessivas escolhas para cargos, ou os que são menos intelectualmente alarves e mansamente se atrevem a falar por Belém.

Talvez se pudessem dedicar a escalpelizar melhor o que ganham certas consultoras de comunicação (mas era chatear amigos né), ou espiolhar bem a legislação dos solos urbanos e rústicos, e olhar para Porto, Cascais, Gaia, Grândola, Matosinhos, Sines, Algarve, etc. 

E se investigassem a sério o que neste assunto (solos) se fez e não fez desde 2000 por exemplo em Lisboa?

E se investigassem a sério o passado de proto candidatos a Presidente da República, e espiolhassem bem as consultorias, os chorudos negócios incluindo a advocacia de negócios?

E se investigassem a sério as coisas que lentamente vão sendo urdidas no âmbito das fotovoltaicas a instalar por todo o lado?

E se investigassem a sério como estava o assunto PRR desde que Costa pateticamente saltitou à frente da Ursula - já posso ir ao banco? - até Março de 2024 e, depois, até agora em que um pantomineiro diz que está 100% feito? Eu creio que terão feito muito mas cheira-me que há maroscas. Vermos.

Ah e lembram-se que em tempos Marcelo afirmou com aquele seu ar  inarrável - de que ia estar com o olho nisso do PRR ?  Pois!

E se investigassem a sério o parque automóvel nacional? Ministérios, forças de segurança, por exemplo.

E veriam a pouca vergonha de que há carrinho nos gabinetes para tudo o que é gato pardo.

E se investigassem a sério os donos dos diferentes OCS, e fossem olhar a CRP sobre o que lá se diz? (Art. 38º e 39º)?

E se investigassem a sério as leis sobre a REN e RAN?

E se investigassem o que se passa no concelho de Almada sobre solos, arribas, bairros degradados, obras?

E se . . . . . . . 

Fico por aqui.

Bom dia, tenham um bom Domingo.
Saúde, o Euromilhões da vida
Boa sorte, felicidades.

António Cabral (AC)

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Ai o Regular Funcionamento das Instituições

A Constituição da República Portuguesa estabelece que Ele é que garante o regular funcionamento das instituições. 

Claro que a "doutrina" diverge" e, digo eu, como os antecessores garante o tantas! Esta coisa de que está escrito . . . . pronto, realiza-se.

Não tenho competências para avaliar se Luís Neves foi ou não um excelente director da PJ.

Mas sei observar e reparar em certas coisas.

Esteve à frente da PJ creio que oito anos. O também inarrável antecessor creio que esteve dez.

Neves foi nomeado por governo Costa. Montenegro reconduziu-o se não estou enganado.

Como foi nomeado pela esquerda socialista com certas ligações, alguns que comungam dessas mesmas ligações e até não terão cartão partidário afirmam que Neves foi um excelente director da PJ. Já escrevi que também com ele à frente da PJ a instituição apresentou resultados muito bons.

Ele foi e presumo continua a ser defensor de que não há relação alguma entre imigração descontrolada e criminalidade. 

Há quem considere completamente o contrário, o que me parece  bastante cretino, e há também muitas pessoas (como eu) que consideram que, sem ser a causa primeira da criminalidade, daí advem também parte importante.

Pelo que se vê nas últimas semanas, a PJ é mais ou menos um saco de gatos. Alguns designam isso como ódiozinhos corporativos.

As várias declarações quer de Neves, quer do seu antecessor, quer de outros publicamente, e de vários outros que sopram para políticos e jornalistas, parece-me que confirma exactamente isso.

E, portanto, a PJ é exactamente aquilo que dizem os "poderosos "nos seus discursos grandiloquentes e nas periódicas vacuidades?

Bom, então, BAMOSLAVER quem é que está seriamente preocupado com a instituição PJ?

Ou a preocupação é estilhaçar este governo que se está a mostrar crescentemente incompetente?

Sim, até agora Ele não está com o mesmo exacto estilo do tristemente célebre antecessor, mas também já deixa as patéticas fontes de Belém andarem por aí, ou o seu amigo da saúde aparecer com o sibilino sorriso e frases tiradas dos seus longos e sonolentos discursos.

O regular funcionamento das instituições mede-se pelo que vem acontecendo?

Mede-se pela continuada substituição de chefias aqui e ali por sequazes do partido como vem fazendo o governo? 

Mede-se pela continuada substituição de chefias aqui e ali por sequazes do partido socialista de cada vez que governou? A olhando sempre para trás, assim sucessivamente com PSD e PS ?

O regular funcionamento das instituições mede-se por exemplo pelo emprego das formais ferramentas constitucionais como agora o palhaço da Tugolândia está a fazer?

O regular funcionamento das instituições mede-se pelo constante apelo a greves?

O regular funcionamento das instituições avalia-se mais criticamente se os poderosos instalados não foram da cor que agrada?

Bom dia, tenham uma boa 5ª Feira.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões.
Boa sorte, felicidades.

AC

domingo, 23 de agosto de 2026

DELICIOSAS(*)FRASES  LIDAS  POR  AÍ
(*) (opinião pessoal, naturalmente)


O Pravda da SONAE sempre na vanguarda

Agora é Al-Pravda
*************************************************

Pessoalmente continuo a preferir a palavra - "PERDÓCIO"

AC

sábado, 15 de agosto de 2026

TRAGÉDIA

Na volta a Portugal em bicicleta. 

Um carro apareceu de um acesso secundário e seguiu em sentido contrário ao da prova, e não em contramão como alguns noticiaram e apanhou um jovem ciclista britânico, tragicamente ceifando jovens 19 anos.

Espero que se apurem as causas e responsáveis por ter ocorrido tão trágico incidente.

Igualmente trágica continua parte da nossa comunicação social, mais precisamente certas criaturas dessa comunicação social.

Uma das que anda por aí e que alguns reputam como de referência, tratou de logo declarar que a culpa era da polícia.

Será, porventura, mas há que esperar pelas conclusões das averiguações antes de fazer acusações levianas. LEVIANAS.
Que parece ser o que acham se deve fazer! Repetidamente.

Mais uma vez, neste caso, se aplica a frase - quem sai aos seus . . . . 

AC

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Boa tarde
Depois dos reparos do Presidente da República,chegaram esta segunda-feira as reações dos governantes. António José Seguro criticou as promessas “por cumprir” e as medidas adiadas “sine die” no que toca à resposta aos incêndios - apreciação que inclui o atual Executivo, mas também o de António Costa. O Presidente pressionou quem tem responsabilidades a ter uma “ação atempada, mobilizadora e cientificamente fundamentada”, também na prevenção, masLuís Montenegro afirmou hoje que encara “com toda a naturalidade” as declarações do chefe de Estado. O primeiro-ministro garante que temos este ano "o maior dispositivo de sempre", embora admita que algumas “medidas que foram retardadas” e que há “margem para fazer mais”.
Da mesma forma, o ministro a quem compete a gestão da pasta, disse aceitar com “muito agrado” as declarações de Seguro: “O Presidente tem o dever de sinalizar o que é uma preocupação coletiva e também nossa”, afirmou. Luis Neves aproveitou para assinalar, desde já, uma diferença. Se até 2017, 80% das verbas eram gastas apenas no combate, agora “a aposta é definitivamente na prevenção”, que já absorve 54% das verbas para o combate aos incêndios.

Isto é parte de uma notícia daquele por muita gente tido por "referência".

Sublinhei a VERMELHO uma parte.

apreciação que inclui o atual Executivo, mas também o de António Costa

Note-se agora a frase escrita de forma ligeiramente diferente, e mais ajustada à realidade.

apreciação que inclui o atual Executivo liderado por Montenegro que governa há pouco mais de dois anos, mas também os governos  de António Costa que foi PM um pouco mais de oito anos. 

Mas não era de bom tom para as bolhas pois não ?
Não passamos desta tristeza de comunicação social.

AC

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

JÁ AQUI O ESCREVI . . . .

Já aqui o escrevi variadas vezes: não há democracia por exemplo sem comunicação social livre e independente, isenta, informativa, rigorosa. 

Salvo melhor opinião, o estado da nossa comunicação social é mau, cada vez mais preocupante.
E dos ditos jornalistas, a maioria deles, muitos têm contribuído para quebras sucessivas nas vendas de jornais e revistas, e o afastamento de canais TV.

Admito, como sempre, poder estar enganado, mas creio que o jornalista verdadeiro profissional tem o dever de nunca se esquecer de ser rigoroso, apresentar desculpa quando se equivocar, e sobretudo que lhe cabe ser sério e isento no que seleciona, ter bem a consciência do que em cada momento é ou não relevante. 

Como disse, admito poder estar enganado e o que por aí vai é que está certo.

AC

domingo, 2 de agosto de 2026

ORABAMOSLÁVER 

Um bom amigo confidenciou-me que Portugal está basicamente como o penso higiénico - num sítio maravilhoso para se estar, mas com períodos complicados!

Por exemplo, talvez à conta de vários períodos complicados, dizem por aí nos me(r)dia que andam vários personagens muito preocupados.
Eu atrevo-me a dizer que andam personagens, gabirus, tratantes e vigaristas.

Dizem por exemplo que o actual inquilino em Belém dá mostras de grande preocupação designadamente com o caso envolvendo o actual MAI e ex chefão da PJ durante creio que basicamente 8 anos.
O seu antecessor parece que esteve lá 10 anos. 
Eu digo, 2 grandes chefões da PJ!
E como se vê pelas gordas dos jornais, muitooooooooo amigos e fraternos!
Mas a isto dedicarei palavras noutro texto.

Dizem por aí que o actual inquilino em Belém tratará o folhetim "Neves" de forma diferente e sem estardalhaço contrariamente ao que foi típico do seu antecessor (talvez efeito de mudar calções de banho em público).

Seguro estará preocupado, natural e genuinamente, mas o que saiu da sua boca em Marvão não deve ter deixado satisfeitos muitos dos sacripantas das bolhas.

Adoro ler nos me(r)dia que o PR tem estado em consultas várias e não terá gostado nada do que ouviu.

Aguardemos.
AC

quinta-feira, 4 de junho de 2026

HÁ  NOTÍCIAS  E  MUITO   LIXO

Como por aqui referi diversas vezes, gasto pouco tempo com o meu blogue, onde diariamente procuro deixar alguma coisa variada e normalmente imediatamente após a meia noite e de manhã cedo.

Como também confessei por diversas vezes raramente compro jornais e revistas. Normalmente em Janeiro Julho Agosto e Setembro quebro a regra e de vez em quando compro um diário ou um semanário, Casualmente comprei o Expresso na passada 6ª Feira.

Mas diariamente passo pelas gordas de jornais e revistas e tablóides nacionais e internacionais. Depois, alguns amigos remetem-me artigos fotografias, piadas, etc.

Isto dito para referir que hoje é o terceiro dia consecutivo em que fiz um certo esforço para olhar mais detalhadamente para certas coisas, para avaliar a situação.

Refiro-me concretamente a ter olhado para o verdadeiro lixo dos tablóides.

Sobre futebol, futebolês, o Sporting e a casa do sr Varandas, o Porto e o seu presunçoso chefe, o Benfica e a telenovela do Mourinho e do Marco, e em crescendo o futebol mundial que se aproxima e nos vai azucrinar!

Depois o presidente da federação de futebol que está divorciado mas continua com ela e que ela é empresária (??).

Depois as mortes com tiros e facadas mais as zangas de namorados, mais os colegas que vigiam/ espreitam colegas no duche.

Depois as bacoradas de Lula, Trump, Passos Coelho e tantos mais

Depois as separações de futebolistas, etc.

Enfim, entre outras certezas, a de que nada define mais o terceiro-mundismo de um país e particularmente do país desportivo, do que a sobrevalorização do futebolês no contexto geral dos acontecimentos e problemas do país.

Como sempre, admito estar a ver mal as coisas

AC

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Presidente da República 
celebra Dia Mundial da Liberdade de Imprensa
03 de maio de 2026 (do sítio em Belém)
(comentários meus, sublinhados meus)

A Liberdade é o fundamento da democracia. E a Liberdade de Imprensa é uma das suas expressões mais exigentes – porque não se limita a existir, tem a obrigação de incomodar.

Uma imprensa livre é, por definição, um contrapoder. Uma voz que questiona, que investiga, que não se dobra ao poder nem se rende ao aplauso fácil. Uma voz fundamentada, independente e, quando necessário, incómoda. É precisamente essa a sua função. É precisamente por isso que é insubstituível.

No entanto, o que os números nos dizem hoje contraria a expectativa de progresso que a consolidação das democracias deveria garantir.

No ano passado, 129 jornalistas e profissionais da comunicação social foram assassinados no mundo. Não é uma estatística. É uma acusação.

A estes mortos somam-se ameaças mais silenciosas, mas igualmente corrosivas: a regressão democrática em várias regiões do globo, a pressão das autocracias sobre os media independentes, a precariedade económica das Redações, a concentração da propriedade (e aqui o sr Presidente bem podia e devia ter intercalado isto - o que contraria o Art 39º da CRP nomeadamente as suas alíneas b) e c) ) e a proliferação de desinformação que contamina o espaço público – por vezes seduzindo os próprios media (quantos e cada vez mais quase copiam certas coisas das redes ditas sociais?) que deveriam ser o seu antídoto.

O resultado é um ecossistema de informação cada vez mais frágil, onde a verdade disputa espaço com o espetáculo e onde o “circo mediático” encontra audiências que a seriedade jornalística nem sempre consegue alcançar.

Defender a Liberdade de Imprensa é, por isso, uma responsabilidade de todos – não apenas dos jornalistas ou das empresas de comunicação social. É uma prioridade de cidadania. Porque quando uma voz jornalística se cala por medo, por impossibilidade económica ou por captura, não é apenas ela que perde. Perdemos todos.


AC

segunda-feira, 4 de maio de 2026

4  MAIO 1993 

Nesta data os jornalistas portugueses aprovaram o Código Deontológico.

1993 -1977 =   16 anos. 

Tomo 1977 como referência uma vez que durante 1976 tiveram lugar várias eleições, e é partir de 1976 que o regime fica constitucionalmente erigido e a funcionar democraticamente.

Levaram, portanto, 16 anos para aprovar o código.

É um dos exemplos, a juntar ao que se assiste nos últimos anos, que diz muito sobre a qualidade dos jornalistas portugueses.

Repito o que escrevo há anos: sociedade sem liberdade de imprensa, sem jornalistas/ órgãos de comunicação social livres, independentes, assertivos, rigorosos, que investiguem e lutem por escrutínio honesto, que ajam como que um contrapoder, que não cedam a pressões, é uma sociedade doente.

Estarei a ser injusto?

AC

terça-feira, 24 de março de 2026

Em 24 de Março de 2026, 
3ª Feirae para ajudar a passar o tempo . . . .

Podemos estar mais atentos às notícias para ver se Pacheco Pereira vai falar e evocar o 24 de Março de 1962, dia que marcou o início da crise académica de 1962, quando o ministro da Educação proibiu as comemorações do dia do estudante.

Podemos estar mesmo muito atentos às notícias para ver se Pacheco Pereira vai falar e evocar o 24 de Março de 1993, que foi o dia em que os orgãos de comunicação social decidiram em bloco boicotar as actividades e cobertura das sessões na Assembleia da República como protesto pelas limitações impostas à circulação de jornalistas na AR, sendo que Pacheco Pereira foi um dos principais impulsionadores dessa medida.

Ele evocará as duas datas, uma só, ou nenhuma?

Bom dia, tenham uma boa 3ª Feira.
Saúde e boa sorte.

AC

domingo, 22 de março de 2026

PRESIDENTE  da  REPÚBLICA,
Um  PRESIDENTE  SEGURO . . .
Um  PRESIDENTE  DESCONFIADO . . . 
Um  PRESIDENTE  RECATADO . . .

A tecnologia tem coisas interessantes, simpáticas. Refiro-me a esta cena de até 8 dias de uma coisa passar num canal TV se poder andar para trás e ir ver ou rever a dita coisa.

Estou a falar disto pois chamaram-me à atenção para uns comentários de um conhecido jornalista do império Balsemão, Martin Silva.
Pronunciou-se o jornalista a propósito do facto do presidente da República ter querido receber em Belém apenas uma pessoa/ dirigente por partido. O Livre teve dois!

Pronunciou-se o jornalista criticamente, negativamente, por ter querido só uma pessoa por partido, recordando depois palavras de Seguro na campanha e depois mais à frente acrescentou colocando no pensamento de Seguro - mas desconfio de vocês

E depois de mais algumas considerações Martin acrescentou - bem espero que . . .

Os senhores jornalistas tidos como mais importantes, e sobretudo os que comentam nos jornais nas rádios e nas TV querem coscuvilhice.

O dever de informar para muitos deles é COSCUVILHICE, adoram, e se foram convidados com frequência para um cházito, almocito, jantaria, ou telefonema directo para receber "uma em primeira mão" óptimo.

Adoram os tempos passados, adoram que da casa civil dos sucessivos presidentes venham conspirações, ou fresquinhas, ou facadas nas costas de A ou B ou C, etc.
Então se for do próprio Presidente sem ser desmascarado ainda melhor.
É giríssimo num de referência escrever um grande artigo com o que o "homem" quer que se ponha cá fora!

E assim temos as vacas sagradas que por aí vegetam.

No historial do jornalismo português lembro-me sempre que passaram 19 (se a memória não falha) anos até que uma das mais sérias jornalistas portuguesas tenham conseguido reunir em congresso (creio)  a malta da comunicação social. Eloquente.

O que os órgãos de comunicação social e os jornalistas são desde há já vários anos é pouco (opinião pessoal, naturalmente) do que está na CRP (Art'os 9º, 37º, 38º, 39º, 40º).

Jornalismo há pouco, pés de microfone e serventuários há imensos.
AC

terça-feira, 17 de março de 2026

Fantasma de PP ainda no Parlamento ?
Provavelmente a maioria dos meus concidadãos não estará recordado que PP (Pacheco Pereira) nos seus tempos de deputado protagonizou cenas muito "interessantes" nos corredores da Assembleia da República no seu "embate" com os jornalistas.

Lembrei-me disto ao ter-me apercebido que há poucos dias no Parlamento e no decurso de uma inquirição na comissão parlamentar de inquérito ao INEM, os deputados acordaram / aprovaram requerimentos que em termos concretos inviabilizavam/ inviabilizaram  assistir ao debate /inquérito sobre a telenovela chamada INEM, uma telenovela de má qualidade, em exibição em Portugal nos últimos anos.

Se percebi bem e, como sempre admitindo poder ter percebido mal, nem escutar, nem ver, nem fotografar, assim quiseram os deputados.
Não, era mais, era mesmo NÃO ESTAR PRESENTE NA SALA.

Não é que o INEM seja uma instituição que tenha tido algum problema, algum percalço, algum transtorno para com os cidadãos! 

Será impressão minha ou, devagarinho, a "coisa" vai fazendo o seu caminho. . . . . . . . neste ou naquele assunto mais melindroso . . . . . NADA de COMUNICAÇÃO SOCIAL.

Bom dia, tenham uma boa 3ª Feira.
Saúde e boa sorte e muita paciência para aturar isto.

AC

terça-feira, 10 de março de 2026

ESTÁ  na  MODA ?

Ontem, casualmente, porque a espaços (muito contrariamente ao que é meu hábito) estive bastante tempo a observar o que aparecia nos canais TV nacionais (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9) por força da posse do novo Presidente da República, a meio da tarde dei de caras com um truta da TVi a dizer - agora que está na moda dizer mal de Marcelo. . . . . . . . . 

Tenho cada vez menos paciência para serventuários, sejam de que cor forem.

No meu blogue e em outro que me acolheu durante bastante tempo e onde deixei de escrever para me concentrar apenas no meu, ao longo de dez anos elogiei Marcelo Rebelo de Sousa sempre que na minha opinião me pareceu justo, e critiquei-o também conforme, INFELZMENTE, estoirou (opinião pessoal, naturalmente) com o capital que muito justamente granjeou nos primeiros anos do seu primeiro mandato.

Não sou nenhuma vaca sagrada como considero que nenhum dos meus concidadãos o é.

Não é por modas que escrevo aqui, sobre Marcelo, sobre seja o que for, sobre assuntos e problemas nacionais, ou sobre o que acontece lá fora. Nunca fui de modas, nunca me encantaram amanhãs e outras coisas, nem wokes e fracturantes.

Não escrevo aqui para ninguém.

Escrevo para mim, é a minha única rede social. 

Falo comigo, também pela escrita, aqui, e nos meus papéis.

Escrevo para mim e, mais tarde, releio o que escrevi no passado.

Se detecto que errei, ou fui injusto, ou alguém educadamente e com ponderação me chama à atenção para algo que não estará muito bem, corrijo-me, reconheço, sigo sempre o excelente exemplo de Bento de Jesus Caraça, notável matemático e concidadão, muito injustamente desconsiderado no Estado Novo.

António Cabral (AC)