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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

A  PROPÓSITO  DE  JORNAIS
Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem. Depois, concordo, discordo, comento se me apetecer.

Isto também a propósito de OCS e concretamente jornais.

Vários jornais têm colunas em que colocam/ escalonam personagens vários, nacionais e estrangeiros
Ou é "Altos e Baixos", ou "Sobe e desce", etc.

Por exemplo, num dado jornal colocam textos demolidores (em boa parte com razão, creio eu) sobre o MAI Luís Neves, mas também uma excelente colocação nas tais colunas em que evidenciam vários atributos do homem.

Mas neste âmbito o que mais me delicia é aquela cena da progressiva identificação duns tais de "poderosos" !

Por exemplo, Trump em 1º, já não recordo o 2º, Lagarde em 3º, Paulo Macedo em 4º, Ursula em 5º, Soares dos Santos em 6º, Cláudia Azevedo em 7º, Xi Jinping em 8º (tadinho).

Terão dito ao Xi que devia ter muito cuidado não só com o desprezível e inarrável Trump e com a tonta Ursula mas, sobretudo, com o Santos, o Macedo, e particularmente a Cláudia ?

Serei só eu que entendo isto um pouco caricato, talvez patético?

AC

domingo, 6 de setembro de 2026

CRITÉRIOS  EDITORIAIS

Quem sou eu para os discutir. Não tenho competências nem autoridade para isso.

Cabe aos órgãos institucionais de cada órgão de comunicação social (OCS) decidir o que faz grandes títulos, o que fica escondido em páginas interiores, o que silenciam premeditadamente e porventura não deviam silenciar (fica em carteira), se fazem ou não escrutínio sério (não apenas chicana) da actividade dos titulares dos órgãos de soberania, da actividade dos autarcas, da actividade das empresas públicas, se denunciam poucas vergonhas que aconteçam na esfera da máquina do Estado como na justiça, saúde, ordens profissionais, autarquias, ensino, forças armadas, forças de segurança, ETC, e se denunciassem poucas vergonhas na esfera privada.

Há coisas que eu decido.

Se compro algum jornal, se olho a espaços para os canais informativos de TV, se compro alguma revista, se assino digitalmente algum OCS.

Há mais coisas que decido.

Só tenho uma assinatura digital.

Há anos que como regra não compro jornais dado o nível a que chegaram (opinião pessoal, naturalmente, discutível, mas a respeitar como respeito as opiniões de outrem). 

Quebro esta regra nas férias de Verão, compro de vez em quando um jornal em Agosto e em Setembro como agora que ando pela Beira-Baixa.

Diariamente olho para a assinatura digital e percorro as gordas de muitos outros, que não posso depois ler pois não sou assinante. Nacionais e internacionais.

Amigos enviam-me de vez em quando textos de certos jornalistas (??) ou sugerem-se para, usando a tecnologia, ir atrás e ver determinadas "pérolas" nas TV ou jornais e revistas.

Isto dito, o que vejo e que nada me espanta?

Os sucessivos e insuportáveis dislates sobre o desprezível Trump. Os pouco aprofundados dislates e tramóias de Farage. Os "esquecimentos" sobre as políticas internas de Erdogan que imagino fazem muito felizes as mulheres turcas. As insuportáveis Putinices e as tiradas de Zelensky. As inarráveis tiradas de Bibi e as ainda piores de certos ortodoxos que por lá andam. As tiradas de Sanchez, as inarráveis tiradas de vários tipos no Médio Oriente, os jogos silenciosos da Rússia, China, EUA, Turquia, etc.

Talvez se pudessem dedicar escalpelizar melhor as poucas vergonhas de vários habilidosos, ou as várias e sucessivas escolhas para cargos, ou os que são menos intelectualmente alarves e mansamente se atrevem a falar por Belém.

Talvez se pudessem dedicar a escalpelizar melhor o que ganham certas consultoras de comunicação (mas era chatear amigos né), ou espiolhar bem a legislação dos solos urbanos e rústicos, e olhar para Porto, Cascais, Gaia, Grândola, Matosinhos, Sines, Algarve, etc. 

E se investigassem a sério o que neste assunto (solos) se fez e não fez desde 2000 por exemplo em Lisboa?

E se investigassem a sério o passado de proto candidatos a Presidente da República, e espiolhassem bem as consultorias, os chorudos negócios incluindo a advocacia de negócios?

E se investigassem a sério as coisas que lentamente vão sendo urdidas no âmbito das fotovoltaicas a instalar por todo o lado?

E se investigassem a sério como estava o assunto PRR desde que Costa pateticamente saltitou à frente da Ursula - já posso ir ao banco? - até Março de 2024 e, depois, até agora em que um pantomineiro diz que está 100% feito? Eu creio que terão feito muito mas cheira-me que há maroscas. Vermos.

Ah e lembram-se que em tempos Marcelo afirmou com aquele seu ar  inarrável - de que ia estar com o olho nisso do PRR ?  Pois!

E se investigassem a sério o parque automóvel nacional? Ministérios, forças de segurança, por exemplo.

E veriam a pouca vergonha de que há carrinho nos gabinetes para tudo o que é gato pardo.

E se investigassem a sério os donos dos diferentes OCS, e fossem olhar a CRP sobre o que lá se diz? (Art. 38º e 39º)?

E se investigassem a sério as leis sobre a REN e RAN?

E se investigassem o que se passa no concelho de Almada sobre solos, arribas, bairros degradados, obras?

E se . . . . . . . 

Fico por aqui.

Bom dia, tenham um bom Domingo.
Saúde, o Euromilhões da vida
Boa sorte, felicidades.

António Cabral (AC)

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Ai o Regular Funcionamento das Instituições

A Constituição da República Portuguesa estabelece que Ele é que garante o regular funcionamento das instituições. 

Claro que a "doutrina" diverge" e, digo eu, como os antecessores garante o tantas! Esta coisa de que está escrito . . . . pronto, realiza-se.

Não tenho competências para avaliar se Luís Neves foi ou não um excelente director da PJ.

Mas sei observar e reparar em certas coisas.

Esteve à frente da PJ creio que oito anos. O também inarrável antecessor creio que esteve dez.

Neves foi nomeado por governo Costa. Montenegro reconduziu-o se não estou enganado.

Como foi nomeado pela esquerda socialista com certas ligações, alguns que comungam dessas mesmas ligações e até não terão cartão partidário afirmam que Neves foi um excelente director da PJ. Já escrevi que também com ele à frente da PJ a instituição apresentou resultados muito bons.

Ele foi e presumo continua a ser defensor de que não há relação alguma entre imigração descontrolada e criminalidade. 

Há quem considere completamente o contrário, o que me parece  bastante cretino, e há também muitas pessoas (como eu) que consideram que, sem ser a causa primeira da criminalidade, daí advem também parte importante.

Pelo que se vê nas últimas semanas, a PJ é mais ou menos um saco de gatos. Alguns designam isso como ódiozinhos corporativos.

As várias declarações quer de Neves, quer do seu antecessor, quer de outros publicamente, e de vários outros que sopram para políticos e jornalistas, parece-me que confirma exactamente isso.

E, portanto, a PJ é exactamente aquilo que dizem os "poderosos "nos seus discursos grandiloquentes e nas periódicas vacuidades?

Bom, então, BAMOSLAVER quem é que está seriamente preocupado com a instituição PJ?

Ou a preocupação é estilhaçar este governo que se está a mostrar crescentemente incompetente?

Sim, até agora Ele não está com o mesmo exacto estilo do tristemente célebre antecessor, mas também já deixa as patéticas fontes de Belém andarem por aí, ou o seu amigo da saúde aparecer com o sibilino sorriso e frases tiradas dos seus longos e sonolentos discursos.

O regular funcionamento das instituições mede-se pelo que vem acontecendo?

Mede-se pela continuada substituição de chefias aqui e ali por sequazes do partido como vem fazendo o governo? 

Mede-se pela continuada substituição de chefias aqui e ali por sequazes do partido socialista de cada vez que governou? A olhando sempre para trás, assim sucessivamente com PSD e PS ?

O regular funcionamento das instituições mede-se por exemplo pelo emprego das formais ferramentas constitucionais como agora o palhaço da Tugolândia está a fazer?

O regular funcionamento das instituições mede-se pelo constante apelo a greves?

O regular funcionamento das instituições avalia-se mais criticamente se os poderosos instalados não foram da cor que agrada?

Bom dia, tenham uma boa 5ª Feira.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões.
Boa sorte, felicidades.

AC

sábado, 29 de agosto de 2026

Ao  LONGO  da  VIDA
Ao longo das décadas da minha vida tomei algumas decisões que se mostraram erradas.
Foram poucas felizmente.

Algumas vezes enganei-me.
Também não foram muitas.

Algumas vezes errei mesmo.
Quando disso me apercebi corrigi, emendei, reconheci o erro e dei a mão à palmatória. 
Tenho seguido sempre o extraordinário exemplo de Bento de Jesus Caraça, eminente cidadão professor e político.

Ao longo das décadas de vida que já levo vejo vários (e não foi só Ccavaco Silva mas as esquerdas sobretudo criaram o mito de só ter sido ele, de ser só ele) que nunca têm dúvidas e nunca se enganam.

No presente continuo com várias dúvidas, sobre a vertente interna e sobre a vertente externa.

Mas há uma certeza que tenho desde há bastante tempo.

Continua impossível com esta gentalha e jornalixo incluído, ter um debate claro, isento, sobre o rumo de Portugal, sejam a segurança social e as pensões, o apoio na saúde, o apoio aos idosos e aos fragilizados, que forças armadas o país deve ter, o sistema de justiça, as inaceitáveis desigualdades sociais, os incêndios, a ética na política, o desprezo por grande parte do país, a imigração, o ensino, a economia, a industria, o turismo, a cultura, o (des) ordenamento territorial, etc.

Bom dia, tenham um bom Sábado
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida
Boa sorte, felicidades, boas férias

AC

domingo, 16 de agosto de 2026

TRAGÉDIA e  JURIDIQUÊS
Adolescente de 15 anos suspeito de matar a mãe em Algés entrega-se às autoridades.

Isto é o lido nos OCS. Mais uma tragédia social.

Lê-se, também, que o rapaz brasileiro de 15 anos confessou ás autoridades que aplicou à mãe o golpe fatal.

Mas os OCS afirmam que é suspeito.
É o juridiquês a funcionar.

Seria diferente noticiar por exemplo assim - um rapaz brasileiro de 15 anos confessou ás autoridades ter morto a mãe com o golpe mata-leão mas, naturalmente, que se seguirá agora o processo de investigação e judicial que confirmará formalmente o que aconteceu.

Mas não era politicamente correcto, pois não?
Admito, como sempre, estar a ver mal o assunto.

Bom dia, bom Domingo.
Saúde, o Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades, boas férias.

AC

sábado, 15 de agosto de 2026

TRAGÉDIA

Na volta a Portugal em bicicleta. 

Um carro apareceu de um acesso secundário e seguiu em sentido contrário ao da prova, e não em contramão como alguns noticiaram e apanhou um jovem ciclista britânico, tragicamente ceifando jovens 19 anos.

Espero que se apurem as causas e responsáveis por ter ocorrido tão trágico incidente.

Igualmente trágica continua parte da nossa comunicação social, mais precisamente certas criaturas dessa comunicação social.

Uma das que anda por aí e que alguns reputam como de referência, tratou de logo declarar que a culpa era da polícia.

Será, porventura, mas há que esperar pelas conclusões das averiguações antes de fazer acusações levianas. LEVIANAS.
Que parece ser o que acham se deve fazer! Repetidamente.

Mais uma vez, neste caso, se aplica a frase - quem sai aos seus . . . . 

AC

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Boa tarde
Depois dos reparos do Presidente da República,chegaram esta segunda-feira as reações dos governantes. António José Seguro criticou as promessas “por cumprir” e as medidas adiadas “sine die” no que toca à resposta aos incêndios - apreciação que inclui o atual Executivo, mas também o de António Costa. O Presidente pressionou quem tem responsabilidades a ter uma “ação atempada, mobilizadora e cientificamente fundamentada”, também na prevenção, masLuís Montenegro afirmou hoje que encara “com toda a naturalidade” as declarações do chefe de Estado. O primeiro-ministro garante que temos este ano "o maior dispositivo de sempre", embora admita que algumas “medidas que foram retardadas” e que há “margem para fazer mais”.
Da mesma forma, o ministro a quem compete a gestão da pasta, disse aceitar com “muito agrado” as declarações de Seguro: “O Presidente tem o dever de sinalizar o que é uma preocupação coletiva e também nossa”, afirmou. Luis Neves aproveitou para assinalar, desde já, uma diferença. Se até 2017, 80% das verbas eram gastas apenas no combate, agora “a aposta é definitivamente na prevenção”, que já absorve 54% das verbas para o combate aos incêndios.

Isto é parte de uma notícia daquele por muita gente tido por "referência".

Sublinhei a VERMELHO uma parte.

apreciação que inclui o atual Executivo, mas também o de António Costa

Note-se agora a frase escrita de forma ligeiramente diferente, e mais ajustada à realidade.

apreciação que inclui o atual Executivo liderado por Montenegro que governa há pouco mais de dois anos, mas também os governos  de António Costa que foi PM um pouco mais de oito anos. 

Mas não era de bom tom para as bolhas pois não ?
Não passamos desta tristeza de comunicação social.

AC

segunda-feira, 4 de maio de 2026

4  MAIO 1993 

Nesta data os jornalistas portugueses aprovaram o Código Deontológico.

1993 -1977 =   16 anos. 

Tomo 1977 como referência uma vez que durante 1976 tiveram lugar várias eleições, e é partir de 1976 que o regime fica constitucionalmente erigido e a funcionar democraticamente.

Levaram, portanto, 16 anos para aprovar o código.

É um dos exemplos, a juntar ao que se assiste nos últimos anos, que diz muito sobre a qualidade dos jornalistas portugueses.

Repito o que escrevo há anos: sociedade sem liberdade de imprensa, sem jornalistas/ órgãos de comunicação social livres, independentes, assertivos, rigorosos, que investiguem e lutem por escrutínio honesto, que ajam como que um contrapoder, que não cedam a pressões, é uma sociedade doente.

Estarei a ser injusto?

AC

sábado, 24 de janeiro de 2026

Publico um texto antigo da autoria de um capitão de Abril, o falecido coronel Carlos de Matos Gomes.

AC

Corrupção – ataquem o Cérbero monstro das três cabeças. Não sejam cobardes nem cúmplices.
(Carlos de Matos Gomes, 03/05/2018)

Vamos falar de corrupção? A sério?

Podíamos falar da constituição de monopólios do tempo da primeira industrialização de Portugal, a do Marquês de Pombal, mas vamos ao tempo aqui mesmo ao virar da porta. Como se reconstruíram os grupos privados após a nacionalização da banca em 11 de Março de 1975?

Como reapareceram os bancos privados, como surgiram o BPI, das confederações do Porto, Santos Silva, o BCP/Millenium da Opus Dei, Jardim Gonçalves, o BPN de Oliveira e Costa, como reapareceram os Espírito Santo, como desapareceram os Burney, os Pinto Basto, o Totta e Açores, o Pinto e Sotto Mayor, o Crédito Predial, como desapareceu o Banco Português do Atlântico de Cupertino de Miranda e o Pinto Magalhães? Como apareceram os Mello /CUF no sector da saúde privada e nas auto-estradas e como desapareceu a CUF, um grupo industrial? Como desapareceu a SACOR e surgiu a GALP? Como foram atribuídas as concessões de estradas – BRISA e Autoestradas do AtLântico, de portos, de aeroportos?

Em resumo: Como surgiu a Quinta da Marinha após o 25 de Novembro? Como desapareceram a Siderurgia Nacional, a CIMPOR, a CUF /SAPEC- adubos, as papeleiras, as refinarias nacionais – SACOR e surgiram os concessionários das portagens de autoestradas, os comissionistas de taxas de combustíveis e de electricidade, os merceeiros da grande distribuição?Corrupção. Como se constroem impérios de serviços? A SONAE, ou o Pingo Doce, ou a Brisa, ou a CUF saúde? Como se constrói uma sociedade de rendas, de rentistas, sem pagar comissões ao poder político?

E não só, como se mantém a ficção de que vivemos num regime de seriedade sem uma comunicação social por conta, como as amantes? A comunicação social é corrupta desde o miolo. É a comunicação da corrupção e ao serviço da corrupção!

Existe algum chefe de governo desde 25 de Novembro de 1975 que não tenha sido um avençado dos grupos cuja criação ou recriação promoveu? Mais, existe algum presidente da República que não tenha sido um instrumento destes poderes? Quem não se aboletou com os fundos estruturais da CEE? A UGT nasceu como? Já alguém ouviu o Torres Couto (um peão, é certo) sobre os fundos para a formação? E quanto ao abate da frota pesqueira ? E sobre a destruição do olival? E sobre a plantação do eucalipto? E como foram elaborados os PDM, os planos directores que trouxeram 80% da população para a faixa litoral? Existe alguém nos vários governos com as mãos limpas?

Como surgiram bancos fantasmas do tipo BPN sem corrupção no topo do regime?

Tenho sobre o cristo do momento, Manuel Pinho, a pior das opiniões: enojam-me os zequinhas como ele, os patetas como ele, os pequenos vigaristas como ele, mas falemos então de gente que determinou o que está a acontecer: Julguem o Ricardo Espírito Santo Salgado! Comecem por ele e deixem para já os peixinhos de aquário, como o Pinho dos corninhos a abrir e a fechar a boca e os Sócrates.

Vamos ser sérios: na operação Marquês comecem por Salgado e pelo Banco Espírito Santo. No caso do Pinho, ou do Sócrates, comecem por Espirito Santo. Sentem Ricardo Espirito Santo Salgado no banco e comecem a fazer-lhe perguntas. Quem o trouxe de regresso a Portugal? Que apoios ele teve para reconstituir o seu império? E chamem Jardim Gonçalves! E chamem as famílias Cupertino de Miranda e de Pinto Magalhães!

Mas, antes de tudo tenham a coragem de julgar Ricardo Espírito Santo Salgado! É nele que tudo começa e é aos Espirito Santo que tudo vai dar. Não sejam cobardes e não atirem areia aos olhos dos portugueses!

Tenham os jornalistas a coragem de ir ao centro do vulcão! Ao Espírito Santo! Porque não vão? Medo? Cumplicidade?

O resto, os ataques a Sócrates e a Pinho são demonstrações de rafeiros que ladram mas não mordem. Estamos a ser – os portugueses em geral – sujeitos a uma barreira de mistificadores e de cobardes que nos querem pôr a discutir as gorjetas que os mandaletes de fazer recados, os groom, receberam quando a questão é a do dono do hotel. Mas esse deu muito dinheiro a ganhar. Sabe muitas histórias… Não é?

A história da corrupção que nos está a ser contada é a história da cobardia de jornalistas e de magistrados. De canalhas que estão a apontar para o lado – foi aquele menino – para que não olhemos para eles.

É o desafio, o meu: políticos, jornalistas, magistrados, tenham espinha, encham o peito e vão a ele! Não sejam rafeiros! Não sejam merdas: atirem-se ao Cérbero, ao “demónio do poço” na mitologia grega, ao monstruoso cão de três cabeças que guardava a entrada do mundo inferior, o reino subterrâneo dos mortos, deixando as almas entrarem, mas jamais saírem e despedaçando os mortais que por lá se aventurassem. Vão à fonte da corrupção: ao Espírito Santo.

Falta-vos coragem? Comeram desse tacho? Não? Se não falta coragem, se não comeram desse tacho, atirem-se ao Espírito Santo, ao monstro, ao Cérbero, exijam o seu julgamento! Ele sorri e escarnece de vós à saída das audiências! Vão a ele!

O resto são merdices e areia para os olhos do pagode.

domingo, 11 de janeiro de 2026

A  PROPÓSITO  DO  ÁRTICO
A propósito do Ártico, e correlativamente com a telenovela sobre a Gronelândia, como de costume o histerismo que por aí grassa (por cá e lá por fora) esquece muita coisa, e apresenta ao povão as coisas como se tivessem caído agora do céu. Como se não existem antecedentes, origens.
É como agora quanto ao mais que condenável ataque na Venezuela, perguntam - está aberto um precedente? 
ENFIM, haja paciência democrática.

Voltando ao tema, ao Ártico, estou a lembrar-me, por exemplo:

- foi salvo erro o submarino americano Nautilus, de propulsão nuclear, o primeiro a atravessar submerso toda a calote polar; nos anos seguintes foi seguido por mais submarinos a fazer o mesmo, americanos e russos;

- em 1949, por ordem do grande "democrata" Estaline foi iniciada a construção de uma ligação ferroviária a Norte do Círculo Polar Ártico, entre Sakhelard e Igarka; não foi concluída e creio que o projeto foi abandonado.

Á parte os vómitos quase diários do tresloucado Trump, os olhares sobre o Ártico, o Canadá, a Gronelândia, e a famosa passagem do Noroeste entre Canadá e Gronelândia de que já aqui falei num texto que de certa maneira foi "provocado" pelas declarações da PM da Dinamarca, não são de agora.

O vagaroso mas crescente desgelo, o aumento de construção de poderosos quebra gelos de propulsão nuclear por parte das super potências, o aparente crescimento de instalações militares no Ártico, e as mais recentes panóplias de mísseis de muito menor tempo de voo fazem com que os olhos sobre aquelas paragens do globo terrestre estejam mais do que fixos, atentos, esbugalhados.

Nada de bom prevejo. Aguardemos.
AC 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

JORNALISTAS, Comentadores, POLÍTICOS

Jornalistas ?

Mário Soares dizia - já não há estadistas!

E eu estou cada vez mais tentado a dizer - já havia poucos jornalistas, mas tenho a sensação de que estão mesmo a acabar!

Estas palavras a propósito de uns tagarelas que se intitulam jornalistas, e sobretudo a propósito de eu ter ouvido sobre o mais que condenável ataque à Venezuela - estará aberto um precedente?

Precedente? Precedente? PRECEDENTE ?

ATÃO, oh seus pés de microfone, entre muitas coisas do passado, podem fazer o favor de se lembrar, por exemplo, Pérsia/ Irão em 1953 salvo erro, Chile, Panamá, Nicarágua, Iraque. . . . Paquistão ao tempo do democrata e super defensor do direito internacional Obama, . . . muitos etc. . . .RING a BELL ?. . . . ou NÃO?

Enfim, o estado disto!

Bem e sobre políticos e comentadores . . . . 

AC

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

AI  ESTES  JORNALISTAS . . . . .

Jornalistas?

Mário Soares dizia - já não há estadistas!

E eu estou cada vez mais tentado a dizer - já havia poucos jornalistas mas estão mesmo a acabar!

Estas palavras a propósito de uns tagarelas que se intitulam jornalistas, e sobretudo a propósito de eu ter ouvido sobre o ataque à Venezuela - estará aberto um precedente?

Precedente? Precedente? 

ATÃO, oh seus pés de microfone, Iraque e, ligeiramente mais atrás, Chile, Panamá, Nicarágua. . . . RING a BELL ?. . . . NÃO?

Enfim, o estado disto!

AC

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

A VERDADE,  JORNALISMO  E  JORNALIXO

A verdade, a realidade, são coisas que muitas criaturas que andam na comunicação social continuam a desprezar. Decência é outra.

Uma das última "peças" envolve o actual ministro da educação, cujo trajecto profissional e pessoal evidencia tratar-se sem margem para dúvidas (opinião pessoal naturalmente) de uma pessoa decente. DECENTE.

Por mais que me esforce continuo a não perceber se a estupidez que grassa abundantemente no meio dos pés de microfone se deve a encomendadas partidárias e, portanto, não passarem de uns imbecis serventuários, ou se é mesmo incompetência pura, ou imbecilidade, ou má fé. Provavelmente uma mistura de tudo.

Basta fazer como fiz e ir ouvir o que realmente foi dito e comparar com as aleivosias que apareceram noticiadas. E o PS logo atrás.

Não tem limites a capacidade de distorcerem os factos. Tudo o que lhes assenta na narrativa PIMBA, toca de aldrabar e verdadeiramente mentir.


Bem pode pregar por exemplo a jornalista Margarida Davim sobre a verdade e o método jornalístico que actua como filtro, que a indecência e a pouca vergonha descarada estão aí, diariamente, de gentalha a olhar para o umbigo enquanto nos mente.

A terminar, ninguém me tira da cabeça que este fustigar contra o ministro da Educação foi uma encomenda clara do partido que tenta que não se fale muito de mais um caso de pedofilia no seu seio.
Notável como a esmagadora senão todos os jornais revistas e TV deixaram no ar a dúvida da cor partidária da dita criatura.

E o estado a que chegámos.

AC

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

PERDEU  POR  0,25

Este é o tipo de avaliações de orgãos noticiosos acerca dos debates (que não vejo) entre os putativos candidatos à corrida para Belém.

Como sempre admito poder estar a ver tudo mal.

Mas isto e não só não é um bocado ridículo ?

Isto dá bem a ideia do que são, hoje em dia, a maior parte dos ditos jornalistas e comentadores, não dá?

AC

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Cortesãos
por henrique pereira dos santos, em 16.11.25
(sublinhados da minha responsabilidade)

O título do post vem directamente da crónica de Alberto Gonçalves no Observador de ontem.

Lembrei-me porque andava aqui às voltas, na minha cabeça, com um programa da Rádio Observador que tinha ouvido quando vinha da SIC, onde fui dizer lugares comuns sobre gestão da paisagem, a propósito do tempo (no sentido meteorológico da palavra) dos últimos dias.

Era um programa que juntava vários jornalistas da secção de político do Observador a fazer comentários sobre o pacote laboral e a anunciada greve geral.

Claro que se eu protestar com a péssima qualidade do jornalismo do programa, virá um dos papas do jornalismo actual chamar-me ignorante porque o programa não é jornalismo, é um programa de opinião, embora feito por jornalistas, que só são chamados a pronunciar-se por serem jornalistas.

Nenhum deles é especialista em economia do trabalho, ou direito do trabalho, ou macro-economia, ou em desenvolvimento e produtividade, nada, nada, nada, todos eles são apenas jornalistas a comentar a actualidade num programa de actualidade política, mas não é jornalismo, são programas de opinião em que não se aplicam as regras do jornalismo.

Passando por cima destas questões semânticas, o nível de discussão sobre o pacote laboral pouco ultrapassava o nível das discussões dos meus netos sobre quem é responsável por haver água entornada no chão.

"A greve é um direito, sem sopinhas nada feito" é como se conclui a introdução ao programa, que os jornalistas que não estão a ser jornalistas confundem com um programa de humor, fazendo trocadilhos sem sentido de que se riem muito no estúdio (a tendência para os trocadilhos e para a poesia de terceira qualidade devem ser coisas que me irritam mais no jornalismo actual, mais ainda que a sua má qualidade e incumprimento de regras básicas).

Nem vou pela parvoíce de andarem a repetir cem vezes que o governo não tem legitimidade para propor alterações à legislação laboral porque na campanha eleitoral não falou no assunto (por acaso, até está no programa eleitoral " 4.1.1. REFORMAS DO MERCADO DE TRABALHO: MAIS PRODUTIVIDADE, MAIS RENDIMENTOS ... Modernizar as regras para confrontar a segmentação do mercado e ajustar às transformações no mundo do trabalho ... Simplificação do código do trabalho através da racionalização do articulado, fo cada em reduzir custos de contexto, assim garantindo a maior implementação e compreensão das regras pelas partes ... Revisitar o enquadramento legal e privilegiar a concertação social na definição das regras da relação laboral, ajustadas à realidade de cada setor, ao invés do código do trabalho e demais enquadramentos genéricos legislativos associados;" página 265 e seguintes do programa eleitoral da AD, mas isso até é razoavelmente irrelevante), depois do país ter sido governado com base em acordos entre partidos que foram activamente escondidos numa campanha eleitoral, sem que estes jornalistas que afinal não estão a fazer jornalismo questionassem a sua legitimidade.

"Não deixa de ser, a questão da amamentação ... é completamente contra a ideia de que o país tem de puxar pela natalidade" e parvoíces semelhantes (há alguma indicação, por ténue que seja, de que existe alguma relação entre a regulamentação da amamentação e a taxa de natalidade em algum país do mundo?) ocupam o tempo do programa sem que, em nenhum momento, uma parte relevante da secção de política do Observador ache relevante explicar as razões que levam o governo a querer alterar a legislação laboral.

O governo pode não ter razão nenhuma, as propostas podem ser a maior estupidez, mas o governo não acordou um dia a pensar que era boa ideia chatear os sindicatos (sim, quem anda chateado com as alterações da legislação laboral são os sindicatos, os trabalhadores, que os sindicatos de facto não representam, acharão bem uns, acharão mal outros, e não fazemos ideia do peso global de cada um dos pontos de vista no conjunto dos trabalhadores do país) alterando a lei laboral, há uma racionalidade relacionada com a capacidade das empresas se adaptarem aos contextos em que operam, por exemplo, seguindo o Bloco de Esquerda que despede trabalhadores quando as receitas disponíveis caem abruptamente por falta de votos.

Estes cortesãos, que se perdem em dichotes sobre questões marginais, em programas de jornalistas sobre a actualidade que não são jornalismo, acham inútil discutir as razões dos que estão contra ou a favor, limitam-se a dizer que "a greve é um direito, sem sopinhas nada feito", esperando que os ouvintes, leitores e afins estarão sempre disponíveis para pagar esta pessegada.

sábado, 11 de outubro de 2025

EXACTAMENTE
(sublinhados da minha responsabilidade)
Como ouvi um dia ao Carlos Guimarães Pinto, a propósito das discussões sobre as catástrofes ambientais por vir, para os que, como eu, acham que à medida que as restrições de contexto forem sendo mais severas, as sociedades vão inventando soluções para lhes responder, é preciso que esta hipótese esteja sempre, sempre certa, mas para os malthusianos que acham que um mundo de recursos finitos um dia acabará por resultar numa catástrofe ambiental se não nos moderarmos, basta que tenham razão uma vez.

Até aqui, cada um de nós acredita no que quiser, encontrando as explicações mais engenhosas para poder dizer que há espécies que ardem mais ou menos que outras, ou que o montado dificilmente tem incêndios como os da fotografia do início.

O que me chateia é que os jornalistas que têm como obrigação descrever o que está para cá da fé, tentem apresentar a realidade que encaixa nas suas convicções como sendo a realidade que é materialmente demonstrável, mesmo que, como é frequente, isso implique distorcer informação, omitir informação, ou exagerar um bocadinho num ponto ou noutro.

Aparentemente o Hamas, no essencial, aceitou a sua rendição e vai libertar os reféns (até ao lavar dos cestos é vindima, claro), mas haverá sempre quem negue que isto é a rendição do Hamas (por exemplo, argumentando que amanhã vai surgir outro grupo qualquer igual ao Hamas, o que é uma probabilidade razoável, mas o facto é que o Hamas não é esse grupo) e muitos mais irão negar que só se chegou a este ponto, frágil, com certeza, mas auspicioso, porque o exército israelita enfraqueceu suficiente o Hamas para o obrigar a aceitar um acordo que jamais estaria no seu horizonte há dois anos.
(Henrique Pereira dos Santos)

E aqui está mais um exemplo, mais uma clara razão para o que digo há muito tempo (opinião pessoal, discutível naturalmente, a respeitar, como eu respeito sempre a opinião de outrem mesmo dela discordando liminarmente), e que é, estar farto de todos o que persistem em querer que eu veja o mundo como eles entendem que o devo ver.

Bom dia.
Tenham um bom Sábado. Saúde e boa sorte.
António Cabral (AC)

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

SUBSCREVO

. . . . . . . Senhores jornalistas, tenho uma novidade para lhes dar: quem faz da comunicação profissão são os jornalistas, e são avaliados pelos seus leitores, ouvintes ou espectadores, os governos vivem da sua acção, que é avaliada pelos eleitores.

Se Montenegro ganha eleições, Ventura vai tendo boas votações, e a generalidade do jornalismo está à beira da falência, não seria altura de admitirem que quem está verdadeiramente a ser incompetente na sua actividade central (no caso dos jornalistas, comunicar) são mais os jornalistas que os políticos?
(Henrique Pereira dos Santos)

AC

sexta-feira, 14 de março de 2025

NÃO ESTARÁ AQUI UM BOM EXEMPLO DE JORNALIX0?
ESTAREI A SER INJUSTO?

Transcrevo em baixo um texto do JN.
Sublinhados da minha responsabilidade.

Enquanto líder do PSD em campanha para as legislativas, o atual primeiro-ministro disse publicamente, em 2023, que iria entregar à Justiça toda a documentação relacionada com a sua casa de Espinho, na altura objeto de inquérito por parte da PGR. Segundo o "Expresso", o dossiê acabou por não ser disponibilizado.

No final de 2023, durante a campanha para as eleições legislativas, a Procuradoria-Geral da República (PGR) anunciou a abertura de um inquérito-crime relacionado com a construção da casa de Luís Montenegro em Espinho, após uma denúncia sobre possíveis benefícios fiscais indevidos. Logo no dia seguinte (30 de dezembro), Montenegro realizou uma conferência de imprensa em que apresentou um dossiê contendo todas as faturas e documentação da obra, comprometendo-se a entregá-lo à Justiça quando solicitado.

Em julho de 2024, já no cargo de primeiro-ministro (tinha tomado posse a 2 de abril), Montenegro foi contactado por uma inspetora da Polícia Judiciária (PJ), que solicitou a documentação mencionada. Montenegro respondeu afirmando que não obteve qualquer benefício fiscal que não fosse legal e sugeriu que as entidades competentes, como a Câmara Municipal de Espinho e a Autoridade Tributária, poderiam fornecer e explicar a documentação necessária. Contudo, segundo o jornal "Expresso", não entregou diretamente à PJ o dossiê que havia exibido anteriormente.

Em agosto de 2024, a PJ concluiu o seu relatório, não encontrando indícios de prática de ilícito criminal
Posteriormente, em dezembro de 2024, o Ministério Público arquivou o inquérito, não identificando interferências ilícitas no processo de decisão relacionado com os alegados benefícios fiscais atribuídos à construção da casa de Montenegro.

Basta ler com atenção.
Jornalixo é o mais simpático a dizer desta gentalha!

Relativamente à casa de Don Luís, quer a PJ quer depois a PGR disseram estar tudo bem.
Donde esta notícia do JN é, opinião pessoal naturalmente, do mais  puro e genuíno jornalixo, é para encher chouriços.

Outra coisa diferente, que parece muito diferente, para mim naturalmente, é o que se passa agora com a "SPIN".

Ou estou a ser injusto?

António Cabral 

segunda-feira, 25 de novembro de 2024

Política Tuga, Jornalismo Tuga, Não Saímos disto

Pode entender-se, é certamente natural e legítimo, que façam o maior dos esforços para vender os jornais e revistas onde trabalham, para conseguirem a melhor posição possível quanto a audiências nos canais televisivos onde trabalham.

Pode entender-se até que, à pala da proteção das fontes, muitas vezes escrevam e digam algumas vacuidades, que atirem o barro à parede a ver se pega.

Mas já é difícil engolir tanta incompetência, e tanta superficialidade e, particularmente, a costumeira não verificação de dados disponíveis.

O caso dos professores ou da falta deles é um dos exemplos.

Outro exemplo, as questões da habitação, dos bairros (???) de gritante degradação como por exemplo entre muitos, nos arredores de Almada (Caparica, Penajóia), no Seixal, etc.

Outro exemplo, em tudo o que respeita a Forças Armadas.

Outro exemplo, a telenovela Gouveia e Melo candidato.

Não saímos disto, da superficialidade, da incompetência, do servilismo, do compadrio, da ausência de rigor, do tão poucochinho esqerdalhóide da treta. 

Outro exemplo? É ler Pacheco Pereira no "perdócio", e avaliar.

Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem, concordo umas vezes, discordo outras. 

Mas procuro ser isento e rigoroso. Penso pela minha cabeça e quando erro, me engano, quando descurei outras perspectivas, não tenho problema nenhum em dar a mão à palmatória. Reconheço como sempre fez Bento de Jesus Caraça.

Mas é cada vez mais insuportável para mim o tão baixo nível que por aí se vê. Na política, no jornalismo. 

Naturalmente, admito estar a ver mal algumas coisas.

AC

sábado, 9 de novembro de 2024

A  BOLHA
De acordo com os dicionários "bolha" é, designadamente, uma erupção entre a derme e a epiderme com a característica de haver uma acumulação de serosidade.

Por vezes observam-se bolhas de ar na superfície dos líquidos.

Diz ainda o dicionário que, por vezes, em processos de fundição ficam pequenas bolhas de ar no material fundido.

E temos ainda no âmbito da economia uma frequente bolha, significando uma situação
 ilusória em que há um aumento do valor de um determinado bem sem qualquer sustentação real. 
Uma bolha famosa foi a imobiliária. 
E continua, em que vivemos, continuamente! 

Serosidades e pus é o que por aí mais abunda!

Quando há dias observei a sala bem cheia no Palácio das Galveias lembrei-me da bolha, ela ali estava em todo o seu esplendor.
Não só, mas sobretudo socialista.

Estavam também, certamente, alguns curiosos e interessados como eu, como estava o padreca bloquista, ou algumas pessoas de elevada craveira e honestidade intelectual como Ramalho Eanes, mas era nítida a forte representação da bolha socialista
Nem todos provavelmente apreciando Correia de Campos.

A bolha existe, existem bolhas várias.
A bolha dos que se colocam esticados em bicos de pés.

A bolha dos que fazem parte das listas de convidados permanentes para as habituais recepções nas embaixadas pelos dias nacionais ou por outros motivos. 
Embaixadas como aliás também em certos espaços benzocas onde, de vez em quando, aparecem aquelas criaturas a ver se queremos ser fotografados para (consoante paguem) aparecer naquelas revistas que observo nos escaparates quando estou na fila para jogar o Euromilhões na papelaria onde vou tentar a sorte.

As bolhas partidárias em que, tirando o PSD e o PS onde há algum mundo, nas agremiações de comportamentos as mais das vezes a roçar o ridículo e/ ou patético, palpita-me que quase nada mais conhecem que Lisboa, Porto, Coimbra, Almada, a A5, a A2, a A1.

Mas conhecem muito bem certos "restaurantes aderentes", experiências imersivas, degustações especiais, e as cozinhas de autor.
Depois falam com sapiência e superioridade moral em cozinha tradicional portuguesa ou na dieta mediterrânea.

Enfim, oxalá estivesse enganado, mas as bolhas continuam a parcialmente comandar o estado de coisas. 
Resultados à vista!
AC