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quarta-feira, 18 de junho de 2025

Em  BICOS de PÉS

Esta é uma das curiosas expressões da nossa língua.
Temos, quase diariamente, exemplos vários de criaturas nacionais e internacionais a "erguer-se" da sua patética vida pública.
Em Belém reside um desses exemplos, perde oportunidades sobre oportunidades de se manter calado.

Mas estas minhas palavras vêm a propósito do conflito Israel-Irão.
Desde Ursula a Costa, Macron, Metz a muitos outros, vários têm sido os políticos a manifestar-se sobre este conflito e formular apelos à Paz. 

EU, que já praticamente nada me surpreende, confesso que quase abri a boca de espanto. Com quem? Com esta criatura.

O presidente da Guiné - Bissau manifestou-se sobre o conflito.

Confesso, deficiência minha naturalmente, não descortinar a que medidas ele se referiria tomar se a paz não regressasse rapidamente ao terreno.
Tencionará ele mudar de canal de TV para ver as notícias, ou mesmo desligar o televisor?

Não vou dormir bem esta noite à conta desta dúvida. Creio aliás que Kamenei e "Bibi" estão já ainda mais aflitos perante esta ameaça velada de Sissoco Embaló!

AC

sábado, 9 de novembro de 2024

A  BOLHA
De acordo com os dicionários "bolha" é, designadamente, uma erupção entre a derme e a epiderme com a característica de haver uma acumulação de serosidade.

Por vezes observam-se bolhas de ar na superfície dos líquidos.

Diz ainda o dicionário que, por vezes, em processos de fundição ficam pequenas bolhas de ar no material fundido.

E temos ainda no âmbito da economia uma frequente bolha, significando uma situação
 ilusória em que há um aumento do valor de um determinado bem sem qualquer sustentação real. 
Uma bolha famosa foi a imobiliária. 
E continua, em que vivemos, continuamente! 

Serosidades e pus é o que por aí mais abunda!

Quando há dias observei a sala bem cheia no Palácio das Galveias lembrei-me da bolha, ela ali estava em todo o seu esplendor.
Não só, mas sobretudo socialista.

Estavam também, certamente, alguns curiosos e interessados como eu, como estava o padreca bloquista, ou algumas pessoas de elevada craveira e honestidade intelectual como Ramalho Eanes, mas era nítida a forte representação da bolha socialista
Nem todos provavelmente apreciando Correia de Campos.

A bolha existe, existem bolhas várias.
A bolha dos que se colocam esticados em bicos de pés.

A bolha dos que fazem parte das listas de convidados permanentes para as habituais recepções nas embaixadas pelos dias nacionais ou por outros motivos. 
Embaixadas como aliás também em certos espaços benzocas onde, de vez em quando, aparecem aquelas criaturas a ver se queremos ser fotografados para (consoante paguem) aparecer naquelas revistas que observo nos escaparates quando estou na fila para jogar o Euromilhões na papelaria onde vou tentar a sorte.

As bolhas partidárias em que, tirando o PSD e o PS onde há algum mundo, nas agremiações de comportamentos as mais das vezes a roçar o ridículo e/ ou patético, palpita-me que quase nada mais conhecem que Lisboa, Porto, Coimbra, Almada, a A5, a A2, a A1.

Mas conhecem muito bem certos "restaurantes aderentes", experiências imersivas, degustações especiais, e as cozinhas de autor.
Depois falam com sapiência e superioridade moral em cozinha tradicional portuguesa ou na dieta mediterrânea.

Enfim, oxalá estivesse enganado, mas as bolhas continuam a parcialmente comandar o estado de coisas. 
Resultados à vista!
AC