sábado, 3 de outubro de 2026

CHATEIA-ME . . . . que é que querem, chateia-me . . . . i feito há mais de 200 anos? E

Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem. Concorde ou discorde.
Se me apetecer escrevo sobre isso.

É o caso deste tema das reparações a África pelo passado da deplorável escravidão que existiu desde os 1400 até . . . . até quando?
Neste momento não há escravatura, escravidão ? Bom. . . .

Marcelo, estão recordados, foi um dos que na forma patética e no momento mais desadequado falou nas reparações. Depois calou-se.

Ele até é capaz de se arriscar que lá de Moçambique lhe venham a pedir um destes dias que pague por exemplo o que ele e família bebeu e comeu enquanto jovem de férias em Moçambique quando os pais por lá estavam (pai era governador da então chamada província ultramarina). Há fotografias deliciosas sobre isso.

Sim sim, eu conheço uma fotografia que um bom amigo me enviou um dia em que se vê os Sousa num beberete, numa qualquer cerimónia. Uma verdadeira afronta vista com os olhos de hoje (wokistas, da superioridade moral, do politicamente correcto, dos contos de fadas, da ingenuidade). 

A ONU sabe-se o que é, ao que chegou, e não é de espantar que tenha sido aprovada uma resolução daquele areópago em que, entre outras coisas, Portugal/ os portugueses foram (seremos ainda ?) os maiores criminosos da história mundial, verdadeiros campeões do maior crime da história.

Claro que eu e sobretudo todos aqueles que, sendo conhecedores, cientistas, investigadores, historiadores etc afirmem "que aquela resolução padece de desconformidades várias, de um teor intelectual enviesado e politicamente direccionado, e que esquece ou amputa a diversidade e complexidade histórica do esclavagismo", não passo / não passamos de uns fascistas, de uns retrógrados, de uns colonialistas, de uns racistas, de uns xenófobos, de uns criminosos.

Fascinante (????), que um dos principais se não o principal proponente daquilo que veio a ser aplaudido é exactamente um dos lugares da terra que mais vergonha devia ter em vir falar de escravatura, esclavagismo.

As nossas colónias/ províncias ultramarinas tornaram-se países independentes há já mais de 50 anos.

Alguns dirão Ahh, é muito pouco tempo para eles conseguirem apagar todas as consequências do colonialismo português !

Hum . . . . ok, passo à frente.

Ah, então será por isso ou melhor, que se agarram a esses exemplos mais recentes para justificarem que a situação interna continua como continua.

Justiça social?
Pobreza? Miséria?
Desenvolvimento?
Esperança de vida?
Controlo das epidemias?
etc.

Sim, refiro-me por exemplo ao Gana, Mali, Serra Leoa, Mauritânia, Costa do Marfim, Togo, Libéria, Nigéria, Senegal, Congos, Gâmbia, etc.

Deixemo-nos de conservadorismos (sim, sou conservador nos valores e princípios, quanto ao judaico-cristão, quanto aos fundamentos espirituais da Europa): fomos dos pioneiros no transporte de escravos transatlântico.
FOMOS!

MAS NÃO FOMOS OS PIONEIROS NA ESCRAVATURA DE POPULAÇÕES E POPULAÇÕES.

Considero errado esta treta do pagamento de reparações. 

Pagamento? Pagar em dinheiro?

Eu sei que por exemplo houve as cruzadas, eu sei que à pala disso houve atrocidades e horrores diversos.

Desde há séculos que existe uma guerra da fé. 

É a minha opinião. 

E na minha opinião a guerra da fé teve sempre associada a guerra dos interesses. 
Teve, tem e terá. 

E já agora, lembrar que uma guerra tem inúmeras batalhas. 
E que a guerra pode ser infinda. Na minha opinião ela continua e vem em crescendo há pelo menos seis décadas.

Na minha opinião, o que se passa na Europa, o que se passa na ONU, é apenas um sem número de batalhas. 

Reparações, pagar em dinheiro?

Quantos a quem pagar, quais os que se acham com mais direitos?

O Gana por exemplo? Só para rir!

Claro que há certas capitais Europeias que estão danadinhas (e certos offshores) para que certos países entreguem dinheiros a certos governos africanos.

Países na Europa com um historial trágico e triste (opinião pessoal, naturalmente) de acoitar facínoras, ditadores, bandidos da pior espécie de África  Médio Oriente e Ásia a troco de riquezas na banca desses países estão daninhos por isso. Lembram-se por exemplo do Bokassa? 

É que os dinheiros entregues aos Bokassas deste mundo não vão desenvolver os países, vão para as contas bancárias dos facínoras, em França, Suíça, etc e offshores.

A história bem demonstra que vários países, dos muitos que se babaram ao apoiar a resolução da ONU, mais não têm feito desde que há muitas décadas se tornaram formalmente independentes, do que manter injustiças sociais, trágica miséria/ pobreza das populações, violências várias, subdesenvolvimento.

E na fase da vida nacional e internacional em que nos encontramos, arranjar montanhas de dinheiro seja para o que for SIGNIFICA SEMPRE, cortes noutras despesas designadamente sociais, MAIS IMPOSTOS, mais pressão sobre as populações.

Só nos falta mesmo saltarem para a praça pública mais Marcelos, sejam titulares de órgãos de soberania, sejam ex-titulares, sejam pessoas da academia etc. virem arvorar-se em salvadores e moralistas e que paguemos reparações. Nem dinheiro há para construir habitação social e ter mais centros de saúde e creches etc.

Necessariamente sempre á espera de serem depois convidados para isto e para a quilo, de serem publicamente elogiados na sua coragem, por serem muito humanos e não retrógrados como eu!

Talvez devessem estudar com profundidade o assunto.

Sim, os portugueses de então, como acima já escrevi, fizeram muito no comércio de escravos. Mas convém não esquecer outras coisas. Não é para dourar a nossa pílula, é para ser o mais rigoroso possível. E, portanto, olhar às questões de escravidão, de escravatura, em África, no Médio Oriente, na Ásia. É só para tentar ser rigoroso.

Detesto enviesamentos políticos, politiquices direcionadas, deturpações, invectivas de inconfessados projectos políticos. Detesto espertalhaços.

Escravatura. Esclavagismo. Escravidão.

Ou eu e outros sonhámos por exemplo com, captura humana, comercialização de mão-de-obra escravizada, ocorrendo por exemplo na África sub-Sariana, nas paragens longínquas do Índico, no Mediterrâneo Islâmico, que sonhámos enfim, que o sistema de tráfico transatlântico assentou muito na existência concreta de fornecimentos locais de escravos designadamente em muitas costas de África ?

Que querem, estas coisas chateiam-me!

Aguardemos.

António Cabral (AC)

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