O bastonário da Ordem dos Advogados defendeu a necessidade de se efetuar um inquérito à atuação das forças de segurança nas acampadas em Lisboa e Porto, como “única forma” de se apurar a verdade dos factos.
Em declarações à agência Lusa, João Massano disse que, apesar de não ter conhecimento “suficiente do que realmente aconteceu, além do que é noticiado pela comunicação social”, considera “essencial e necessário ser aferido o que realmente aconteceu e se foram ou não ultrapassados limites na intervenção policial e efetivamente o que aconteceu relativamente aos manifestantes”
Mais um dos vários a, objectivamente, ajudar a crescer a extrema direita.
Obviamente que designadamente a IGAI deve com celeridade rigor e isenção averiguar nomeadamente a cena do Rossio.
Mas antevejo que não tardará muito que as forças de segurança comecem a borrifar-se para assegurar um mínimo de ordem pública.
Hoje em dia, e para lá de manifestações e indignação (mais que justa quanto à crise da habitação, saúde, ensino, carestia de vida, segurança, etc.) é corrente ver passar nas barbas de polícias (que não mexem um dedo) carros em péssimo estado a fumegar e que, provavelmente, não têm seguro obrigatório e inspeção em dia. Creio que foi no ACP que vi a indicação da existência de mais de 160 000,00 sem seguro obrigatório.
Ou ver como já vi, nas barbas de agentes em Alcochete, vários vândalos a atirar garrafas de cerveja para o relvado do jardim e nem pestanejaram. ETC.
Mas muitos que por aí andam a refilar sobretudo para ficarem do lado que entendem certo (eu olho aos dois lados) provavelmente não verão com bons olhos muitas tendas por exemplo no largo em frente à fortaleza em Cascais mas também lá dentro bem à vista das instalações da Presidência, ou na Lapa, ou nas Janelas Verdes junto dos sítios onde gostam de ir, ou nas zonas circundantes dos estádios do Porto, Benfica, Sporting.
Aguardemos pela manifestação amanhã em frente a S. Bento.
AC
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