Sempre sorri ao ver, certos independentes, ou os na órbita de alguém, ou os que continuam a não estar de facto na órbita do que tinha sido anunciado, ou os que por iniciativa própria anunciavam afastar-se quando na realidade foram postos de lado.
Sorrio sempre que vejo aparecer ideias e propostas de apoio ao jornalismo através de dinheiro público ou seja, através do dinheiro que me retiram e retiram a muitos mais milhões de concidadãos através dos impostos. Aliás, é curioso no presente observar vários OCS a não querer confessar o que recebem do Estado e etc na forma de anúncios.
E sorrio ainda mais quando vejo sugestões de que seria adequado apoiar o jornalismo com dinheiro público MAS, ATENÇÃO, mas dizem isto jurando a pés juntos - nada do poder político interferir nas redações dos OCS. Pois, digo eu!
Estou a falar nisto depois de me aperceber que há um tal de movimento na órbita do residente em Belém e nas Caldas, um tal de movimento UPortugal.
Ah, fiquei a saber que já houve uma conferência da UPortugal, e que Seguro esteve presente! Por acaso não está nada referido no sítio de
Belém! Deve ser falha da IA.
Claro que sumidades reunidas abordaram a fragilidade económica nas empresas de comunicação social e, tendo isso consequências democráticas, há que procurar políticas públicas de apoio.
Claro que sempre com absoluta e inquestionável autonomia das redações, quer perante o Estado (lá estão eles a falar de Estado em vez de quem o materializa) ou outros financiadores.
Sumidades que são defendem que os tais apoios inocentes sejam atribuídos por uma entidade independente do Governo (aqui já não falam em Estado) e dos beneficiários, segundo critérios objetivos claramente enunciados e previamente conhecidos. NADA de maroscas, digo eu!
Sumidades independentes que são querem transparência em tudo!
Naturalmente muito pluralismo e nada de apreciações políticas. Tudo transparente, inodoro, translúcido, etc.
Ah, claro que tudo apenas para responder às necessidades do setor e nada de dependências nem intromissão nos alinhamentos editoriais.
Sumidades modernas que são obviamente bordaram igualmente a inteligência artificial, os algoritmos, a desinformação, a protecção de dados.
A UPortugal como não podia dexar de ser defende o reforço das redações, a estabilidade profissional e a formação como condições para valorizar carreiras, investigar, verificar e informar com independência.
Isto são mesmo ideias genuínas, nunca ninguém em Portugal nem mesmo no seio das organizações de jornalistas se tinha lembrado dsito!
Evidentemente que a nota mais importante desta UPortugal é a sua independência partidária.
Repito, Independência partidária.
É apenas uma insignificante coincidência que toda a génese da UPortugal esteja ligada ao trabalho laborioso metódico e programado de há muito tempo, de muito tempo antes das últimas presidenciais.
Estou pessoalmente convencido que a UPortugal não tem ninguém ligado ao PS, a Seguro, é tudo apenas inodoro e para reforçar a participação democrática dos pobres e desprotegidos cidadãos comuns.
Simples, transparente, inocente, inodoro!
António Cabral (AC)
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