Mostrar mensagens com a etiqueta ONU. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ONU. Mostrar todas as mensagens

domingo, 5 de julho de 2026

Um bom amigo enviou-me este artigo de opinião.
Sublinhados são da minha responsabilidade.
AC

Negócio fechado
(Tiago Proença)

Moreira da Silva também pagou pelo bilhete de entrada, é a linguagem que o denuncia. Como denuncia Guterres, ao contrário do que ele pensa. É por isso que o seu silêncio não surpreende

O direito romano consagrou a forma do contraditório na fórmula: que seja ouvida a outra parte (audiatur et altera pars). Deu-se mesmo mais um passo e afirmou-se que era necessário ouvir o representante do mal, o diabo, etiam diabolus audiatur. Se o próprio príncipe das trevas deve ser escutado, o passo lógico impõe-se: é preciso dar a palavra ao Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres
E que diz ele? Nada.

Em 12 de Maio de 2026 foi publicado o relatório independente e exaustivo sobre a violência sexual praticada pelo Hamas no ataque de 7 de Outubro de 2023. As conclusões não deixam margens para dúvidas quando ao carácter deliberado, sistemático da selvajaria. Sempre compungidamente preocupado com a paz no mundo e em especial, muito em especial, no Médio Oriente, António Guterres refugia-se num silêncio de chumbo

Desde de 12 de Maio até 30 de Junho, o Secretário-Geral das Nações Unidas pronunciou-se em 109 ocasiões
Não há nelas uma palavra de condenação, uma expressão de repúdio ou um leve sussurro de compaixão pelas vítimas. 
Nem sequer há uma breve referência ao relatório, que, por mera tramitação burocrática, reconhecesse a sua existência. Nada. Numa agenda que se advinha febril, não faltou, porém, tempo para uma declaração do Secretário-Geral a assinalar o Dia Mundial do Ioga.

Não se trata de um acaso. 
As prioridades de António Guterres são claras. 
Já há muito tempo que o anti-semitismo das Nações Unidas – quanto a isso, basta lembrar a Resolução 3379 de 10 de Novembro de 1975 que equiparava o sionismo ao racismo – se rendeu à eficácia do silêncio e da comunicação indirecta. 

O primeiro controla a agenda noticiosa, impondo as ausências pretendidas; a segunda manipula pela sugestão, recorrendo a todas as formas insidiosas de informação – das falsas equivalências à adjectivação, passando em larga medida pela descontextualização, dados sonegados, etc. 

Naturalmente, põe-se a questão de saber se António Guterres é um anti-semita convicto, indignado, capaz de explodir em violências várias, ou se é um anti-semita frio, cerebral, que tem como finalidade última da sua acção a destruição do Estado de Israel ou enforcar o último judeu com as tripas do último rabino. Provavelmente, nem uma coisa nem outra. 

António Guterres terá talvez absorvido algum anti-semitismo cristão na sua infância e juventude. Talvez, mas nunca um anti-semitismo virulento pelo qual conduzisse a sua vida. As Nações Unidas, o hortus conclusus do antiocidentalismo, cobram bilhete de entrada para os seus lugares de topo. 
O preço é alto: decidir sistematicamente contra o ocidente e, em especial, contra Israel, para tantos em tantas paragens a súmula do ocidente; o bilhete, claro está, inclui também a omertà. Quem não estiver disposto a pagar não entra. Quem fechar o negócio pode subir. 

Não se trata de anti-semitismo pessoal, a esse nível trata-se antes de carreirismo. Claro que quando se fizer a pergunta: cui bono? a resposta já será outra. 
À primeira vista, poder-se-ia pensar que o carreirismo é inofensivo em comparação com o ódio visceral, arraigado, ancestral ao judeu. Pelo contrário, o ódio reconhece o outro, negativamente mas reconhece, não vive sem ele; o carreirismo obsequeia todos os senhores, sem escrúpulos específicos – para ele tudo é matéria indiferente. 

E é por isso que presta tão bons serviços ao anti-semitismo e ao antiocidentalismo: a sua acção é avaliada exclusivamente de um ponto de vista técnico e neutro. Os fins nunca entram na equação. Por uma boa razão, o único fim do carreirista é o seu ego, que dissolve numa estrutura exterior, objectiva; desresponsabilizando-se em absoluto, vê-se como a cog in the machine.

O caso insigne foi o de Eichmann, a propósito de quem Hannah Arendt cunhou o conceito de banalidade do mal. No mesmo texto, Eichmann em Jerusalém – Uma reportagem sobre a banalidade do mal, Arendt chama a atenção para a relação de Eichamann com a linguagem. 
A despersonalização consuma-se quando os meios de expressão abolem a interioridade. O chavão, a palavra de ordem, a frase feita são os meios a que Eichmann deita mão para se despersonalizar e, dessa forma, subtrair-se ao juízo de outrem e também ao seu próprio juízo. A linguagem estereotipada é o opiáceo da consciência. 

E, no entanto, o estereótipo não apresenta uma faceta meramente objectiva, funcional. Há nele uma vertente subjectiva. Tal como no caso de Eichmann, há na linguagem dos altos funcionários das Nações Unidas uma euforia associada ao lugar-comum, mas sobretudo, ao estilo empolado, pocho, postiça e programaticamente lamechas da sua linguagem. 

No caso de Guterres exibe-se infalivelmente, seja qual for o assunto. No tema das alterações climáticas, o Secretário-Geral porfia no tremendismo. E no caso de Israel também. Quanto maior a mentira, mais a linguagem é falsa, de uma parolice poética a toda a prova. Que se trata de uma lógica da instituição, pode-se ver noutro exemplo.

Tome-se o caso de Jorge Moreira da Silva, um ratoneiro político que segue o exército de Guterres para arrebanhar o que puder do saque por vil preço. 
Entrevistado num podcast "O que fazer quando tudo arde"  de 27 de Abril – era uma questão de tempo até surgir a frase bombástica, o estilo de poetastro, o catastrofismo irrealista imposto pela selectividade anti-semita – o actual subsecretário-geral das Nações Unidas e director da agência da ONU UNOPS, não hesita: «Vamos ser todos julgados pelo que fizemos ou não fizemos em Gaza. Gaza é um conflito que não tem paralelo.» À imagem e semelhança de Guterres e da ONU, Moreira da Silva consegue debitar mentiras e alarvidades uma atrás das outras

Sobretudo e sempre em hipérboles morais. 
Ninguém será julgado pelos outros conflitos? 
Não tem paralelo, como assim? 
Em comparação com o número de mortos da guerra da Rússia contra a Ucrânia? 
Em comparação com o número de mortos do genocídio no Ruanda? 

Por aí fora e por aí adiante ao longo da história. 
Moreira da Silva também pagou pelo bilhete de entrada, é a linguagem que o denuncia. 
Como denuncia Guterres, ao contrário do que ele pensa. 
É por isso que o seu silêncio não surpreende – é um silêncio que já tinha sido dito em todas as palavras que disse.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

O secretário-geral da ONU, António Guterres, saudou neste domingo o novo acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã, classificando-o como um “passo crucial” para o fim do conflito.

Que palavra se lhe deve aplicar ?
Pateta ?
Ignorante ?
Tolo ?
Imbecil ?
Ou mesmo parvalhão ?

Não é preciso ter mais do que o 4º ano de escolaridade para saber que não há paz nenhuma, que um acordo de paz é uma coisa, que um memorando é outra coisa, que paz de facto, real, é ainda outra coisa.

Não haverá nos moles serventuários na ONU ninguém que lhe chame à atenção para não proferir tantas alarvidades ?

AC

terça-feira, 2 de junho de 2026

AI  QUE  TOMARAM  O  CASTELO

Vai por esse mundo fora e por cá certamente com certos indignados, um SURURU enorme porque tropas israelitas se apoderaram das ruínas imponentes do que outrora foi um muito importante e imponente castelo no Líbano. Líbano, basicamente a antiga Fenícia.

Por exemplo Macron quis logo uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para debater a coisa. É esta noite.

Creio que o castelo/ ruínas consta da lista de património mundial da UNESCO.

Que Israel deve ser condenado internacionalmente por várias coisas (basta ver as centenas de crianças a morrer à fome) não tenho a menor dúvida.

Mas porventura interessante, se calhar para mim apenas, é que não me lembro (eu sei que sou distraído) de qualquer revolta de Macron pelo facto de há vários anos a força de interposição estacionada no Líbano e que devia assegurar tranquilidade junto da fronteira com Israel ande  por lá sempre a dormitar e a permitir há anos e anos que os "proxy" do Irão (Hesbolath) disparem diária e continuamente centenas de misseís para dentro de Israel.

Interessante, se calhar para mim apenas, é que não me lembro (eu sei que sou distraído) de qualquer revolta de Macron pelo facto de há vários anos os "proxy" do Irão dentro do Líbano e já referidos e os dentro de Gaza (Hamas) andarem há anos e anos a desviar dinheiro internacional teoricamente destinado às vítimas na Cisjordânia e Gaza e utilizar esses meios a construir km e Km de túneis e outras infra-estruturas para atacar Israel.

Quando falo de Macron não esqueço os algozes na China Rússia e EUA nem os patéticos do Reino Unido.

A pergunto que me coloco: ficaram aborrecidos porque os israelitas  tomaram o castelo ou porque o Hesbolath terá perdido um dos seus pontos fortes para bombardear Israel?

O Ocidente cada vez mais trágico e patético e sempre ufano da sua auto-destruição.

AC

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Republico

ÁRABES, MUÇULMANOS, ISRAEL, HISTÓRIA
É comum dizer-se que o conflito israelo-palestino se arrasta há qualquer coisa como um pouco mais de três quartos de século.
Essencialmente, creio eu, assentando numa disputa territorial.
Mas também disputa entre descendentes de imigrantes judeus e os árabes palestinianos.
Todos querem a Palestina.
Mas o conflito tem raízes mais atrás.

O território Palestina é uma faixa entre o Jordão e o Mediterrâneo que muçulmanos árabes conquistaram cerca do século VII.
No século XVI foi uma das imensas partes conquistadas pelo império Otomano (Otomanos-muçulmanos não falando árabe) que, entre muito mais, abocanharam Jerusalém, Meca e Medina, locais sagrados para os muçulmanos.

No Médio Oriente Otomano não havia Palestina; a zona a Sul do Líbano e Oeste do Jordão tinha distritos administrativos.
Sabe-se que nessa área a população aí vivendo era maioritariamente muçulmana havendo cerca de 10% cristã.

Curiosamente, no final do século XIX a maior parte dos judeus vivia nas regiões Europeias do império Russo.
Crescentemente, os judeus foram alvo de anti-semitismo.
Estima-se que entre 1882 e 1914 abandonaram a Rússia cerca de 2,5 milhões de judeus, uns para os EUA outros para outros países Europeus.

Em 1886, Theodor Herzl escreveu o livro " O Estado Judaico" e exortou os judeus a formaram um Estado-Nação.
Em 1897 o mesmo Herzl organizou na Suíça a Organização Sionista Mundial e onde se definiu o Sionismo como crença na criação de um lar para o povo judeu, na Palestina.

O passo seguinte foi a criação em 1901 do Fundo Nacional Judaico, para comprar terras na Palestina. Simultaneamente desenvolveram os conceitos - conquista de terra - e - conquista de mão de obra, ou seja, colonizar e cultivar a terra.

O império Otomano não deteve a imigração. E por exemplo em 1907, em Jafa, foi fundado o Escritório da Palestina da Organização Sionista Mundial.
Em 1914 era já perfeitamente claro o colidir entre duas comunidades emergentes: os árabes procurando manter a sua posição de proprietários enquanto sionistas iam comprando cada vez mais terras.

Em 1914 iniciou-se a I GG no fim da qual o império Otomano foi desfeito.

De salientar que em 1915 a Grã-Bretanha fez vários acordos alguns afectando a Palestina.

Em 1915 com Hussein (considerado na altura como o mais relevante líder muçulmano árabe) guardião de Meca e Medina, prometendo-lhe a independência dos países árabes se lutassem com os britânicos contra o império Otomano. Assim foi, em 1916 foi constituído um exército de árabes que teve consequências concretas no decurso da guerra.

Mas em 1916 aconteceu outra coisa decisiva: o acordo Sykes-Picot, dois figurões em representação da Grã-Bretanha e França, distribuindo as terras árabes pelos dois países no pós I GG. 

Basicamente Síria e Líbano para França, Iraque e área do Sinai à Mesopotâmia para Grã-Bretanha.
Quanto à Palestina acordaram que ficasse sob controlo internacional.
Em 1923 a Sociedade das Nações reconheceu os Mandatos Britânico e Francês.

Um outro acordo surge à luz do dia, consubstanciado na famosa Declaração Balfour de Novembro de 1917:
- "O Governo de Sua Majestade vê como favorável a criação, na Palestina, de uma pátria nacional para o povo judaico. O Governo enviuvara todos os esforços para ajudar a concretizar-la.
Existe um entendimento claro de que nada será feito que possa prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não judaicas existentes  na palestina, ou os direitos  e estatuto político de que os judeus gozem em qualquer outros país".

Como sempre - sabe-se como começa, nunca se sabe como acaba.

O presente é só mais uma etapa das muitas acontecidas em, 1929, 1936-1939, 1942, 1945, 1947, 1948, 1948-1949, 1950, 1956, 1967, 1972, 1973, 1979, 1982, 1987, 1993, 1995, 2000, 2001, 2006, 2008, 2014, 2021, 2023, 2026.

Como acabará?

AC

terça-feira, 10 de março de 2026

Há uma barbárie

Há uma barbárie no Médio Oriente. Obviamente.

Mas o que acho interessante é certas agências internacionais se preocuparem agora.

Questões de direitos humanos, maus tratos das mulheres . . . . isso não interessa para nada, como diria José Pinto de Sousa!

AC

quarta-feira, 4 de março de 2026

ÁRABES, MUÇULMANOS, ISRAEL, HISTÓRIA
É comum dizer-se que o conflito israelo-palestino se arrasta há qualquer coisa como três quartos de século.
Essencialmente, creio eu, assentando numa disputa territorial.
Mas também disputa entre descendentes de imigrantes judeus e os árabes palestinianos.
Todos querem a Palestina.
Mas o conflito tem raízes mais atrás.

O território Palestina é uma faixa entre o Jordão e o Mediterrâneo que muçulmanos árabes conquistaram cerca do século VII.
No século XVI foi uma das imensas partes conquistadas pelo império Otomano (Otomanos-muçulmanos não falando árabe) que, entre muito mais, abocanharam Jerusalém, Meca e Medina, locais sagrados para os muçulmanos.

No Médio Oriente Otomano não havia Palestina; a zona a Sul do Líbano e Oeste do Jordão tinha distritos administrativos.
Sabe-se que nessa área a população aí vivendo era maioritariamente muçulmana havendo cerca de 10% cristã.

Curiosamente, no final do século XIX a maior parte dos judeus vivia nas regiões Europeias do império Russo.
Crescentemente, os judeus foram alvo de anti-semitismo.
Estima-se que entre 1882 e 1914 abandonaram a Rússia cerca de 2,5 milhões de judeus, uns para os EUA outros para outros países Europeus.

Em 1886, Theodor Herzl escreveu o livro " O Estado Judaico" e exortou os judeus a formaram um Estado-Nação.
Em 1897 o mesmo Herzl organizou na Suíça a Organização Sionista Mundial e onde se definiu o Sionismo como crença na criação de um lar para o povo judeu, na Palestina.

O passo seguinte foi a criação em 1901 do Fundo Nacional Judaico, para comprar terras na Palestina. Simultaneamente desenvolveram os conceitos - conquista de terra - e - conquista de mão de obra, ou seja, colonizar e cultivar a terra.

O império Otomano não deteve a imigração. E por exemplo em 1907, em Jafa, foi fundado o Escritório da Palestina da Organização Sionista Mundial.
Em 1914 era já perfeitamente claro o colidir entre duas comunidades emergentes: os árabes procurando manter a sua posição de proprietários enquanto sionistas iam cada vez mais comprando terras.

Em 1914 iniciou-se a IGG no fim da qual o império Otomano foi desfeito.
De salientar que em 1915 a Grã-Bretanha fez vários acordos alguns afectando a Palestina.
Em 1915 com Hussein (considerado na altura como o mais relevante líder muçulmano árabe) guardião de Meca e Medina, prometendo-lhe a independência dos países árabes se lutassem com os britânicos contra o império Otomano. Assim foi, em 1916 foi constituído um exército árabes que teve consequências concretas no decurso da guerra.

Mas em 1916 aconteceu outra coisa decisiva: o acordo Sykes-Picot, dois figurões em representação da Grã-Bretanha e França, distribuindo as terras árabes pelos dois países no pós IGG. Basicamente Síria e Líbano para França, Iraque e área do Sinai à Mesopotâmia para Grã-Bretanha.
Quanto à Palestina acordaram que ficasse sob controlo internacional.
Em 1923 a Sociedade das Nações reconheceu os Mandatos Britânico e Francês.

Um outro acordo surge à luz do dia, consubstanciado na famosa Declaração Balfour de Novembro de 1917:
- "O Governo de Sua Majestade vê como favorável a criação, na Palestina, de uma pátria nacional para o povo judaico. O Governo enviuvara todos os esforços para ajudar a concretizar-la.
Existe um entendimento claro de que nada será feito que possa prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não judaicas existentes  na palestina, ou os direitos  e estatuto político de que os judeus gozem em qualquer outros país".

Como sempre - sabe-se como começa, nunca se sabe como acaba.

O presente é só mais uma etapa das muitas acontecidas em, 1929, 1936-1939, 1942, 1945, 1947, 1948, 1948-1949, 1950, 1956, 1967, 1972, 1973, 1979, 1982, 1987, 1993, 1995, 2000, 2001, 2006, 2008, 2014, 2021, 2023, 2026.

Como acabará?

AC

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

A  PAZ
1989 marcou o início de uma nova Era. Uma Nova Ordem!
A partir daí tudo sucedeu rapidamente, e o bloco opositor do bloco NATO desintegrou-se.
Uns pândegos acharam que até a Rússia se poderia juntar aos "Bons".
Havia os bons e os maus, e a paz conseguida em 1945 ia finalmente reconfirmar-se.

Mas não foi bem assim. 
Passou muito pouco tempo e porque não se vislumbrava a tal Paz, em Junho de 1992, o secretário-geral da ONU apresentou uma "Agenda para a Paz", muito celebrada por esse mundo fora.
Acções racionais de prevenção de conflitos, resolução de conflitos, manutenção de paz, e reconstrução das condições de manutenção de paz.
Mas faltou decretar, simultaneamente, uns quantos milagres!

Bom, o tempo foi correndo e aparece 1995, sendo evidente que, como não tinham sido decretados milagres, a paz . . . . 
5 de Janeiro de 1995 Butros-Gali resolve apresentar um "Suplemento a uma Agenda para a Paz", tipo vitaminas, mas sem ainda decretar milagres.

Uns dias depois, 18 de Janeiro, a super activa e decidida ONU pela voz do famoso "Conselho de Segurança" decreta que a primeira missão da ONU no futuro deve ser de desenvolvimento dos melhores meios de eliminar as causas fundamentais dos conflitos. Lindo!
Mesmo Lindoooooooo!

A realidade?
Terminada a guerra fria não muitos anos antes, sucederam-se conflitos por toda a parte. Conflitos étnicos, estados desintegrando-se, intolerância diversa, crescentes zonas do globo com fome, disparidades alarmantes.

E surgiu uma coisa das mais curiosas (opinião pessoal, naturalmente) para não dizer caricata, a ONU proclama 1995 ano da Tolerância, ao ponto da UNESCO ter sido mandatada para preparar uma declaração de tolerância, assim se esperando uma mobilização geral da sociedade civil mundial. Ora aí estava decretado o milagre!
Até o Vaticano II modificou a teologia da guerra justa!

Entretanto Crimeia. Entretanto algumas convulsões na Ucrânia e em outras esferas a Sul da Rússia.
Entretanto, 24FEV2022.
Entretanto há que rearmar e estado social que se lixe.

Violência sistémica, desprezo por valores, muita semântica com os direitos humanos sempre na boca, aspectos morais e espirituais da vida postos sempre de lado, os interesses acima de tudo.
Como estamos e continuamos.

Hoje começa a contar o 5º ano de guerra na Ucrânia. 
Na realidade não é na Ucrânia, é uma guerra EUA/ NATO/ UE versus Rússia por interposta Ucrânia.

Na Tugolândia discute-se, casas de banho, o polícia agora ministro, a casa do PM, as despedidas de Marcelo, e tantas outras coisas que preocupam e entretêm os das bolhas como seja a tesura de Ana Abrunhosa ou as conferências de Passos Coelho, mas que duvido muito preocupem a esmagadora maioria dos concidadãos comuns.
AC

domingo, 22 de fevereiro de 2026

TENHO  de  IR  VER . . . 

Tenho de ver se consigo verificar da veracidade disto:

- Na ONU Guterriana foi nomeado um iraniano como vice-presidente para liderar a Comissão para a aplicação da Carta das Nações Unidas, à qual cabe zelar pelos seus princípios e cumprimento, alertar e condenar violações, bem como proteger a Democracia e os Direitos das Mulheres.

Tenham um bom Domingo
Saúde e boa sorte.

AC

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

GUTERRES
Guterres acusa Israel de entrada ilegal em centro de saúde da UNRWA.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, acusou as autoridades de Israel de entrarem de forma ilegal num centro de saúde da agência de assistência aos refugiados da Palestina, a UNRWA, em Jerusalém.

Guterres tem de certeza razão na acusação.

Mas parece-me criticável que esta mole criatura só aponte o dedo a Israel.
Nunca publicamente se incomodou (ou estive distraído?) com o que o Hamas andou a fazer com os fundos da ONU para Gaza em que certamente muitos deles foram desviados para túneis e outras coisas.

Mas parece-me igualmente criticável que esta mole criatura nunca tenha (ou estive distraído?) publicamente condenado e encarado frontalmente a pouca vergonha das forças da ONU no Líbano que sempre deixaram à vontade e calmamente o Hesbolat a disparar da fronteira continuamente mísseis para Israel.

Dom Guterres, como de costume, com moedas de um só lado, à boa maneira do politicamente correcto. Lamentável.
AC

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

GAZA, HAMAS, ONU, FLOTILHA, o COSTUME

Muito se disse sobre a famosa flotilha onde embarcaram certas personalidades . . . . internacionais e nacionais.

De certos sectores nacionais e internacionais, sempre que alguém /pessoa ou instituição ou governo questiona o suporte financeiro da tal  flotilha e coisas similares, ou do Hamas, saltam logo a dizer que é tudo fabricação e conspiração sionista. Estão a soldo de Israel. Eu idem!

Pessoalmente não tenho dúvidas que Israel combate ferozmente na contra-informação, na gestão comunicacional etc.

Mas, convenhamos, Hamas, Hesbolath e muitos outros grupos são apoiados pelo Irão e grupos "proxy", provavelmente também por testas de ferro da China e da Rússia, e deve haver ainda muita gentalha em Gaza e fora de Gaza que desvia imenso dinheiro que muitos países e a ONU descarregam para Gaza.

Tem isto a propósito da notícia do Expresso de 2 de Janeiro passado dando conta de detenções em Itália de certa malta ligada . . . . ao costume. Fala a notícia em desvios de milhões. O costume, há décadas.

Aliás, por exemplo as centenas de túneis construídos pelo Hamas foram executados APENAS com dinheiro do Irão !

Bom, eu já desconfiava mas, agora, fico com a certeza de que o Expresso está a soldo de Israel E Itália também.

Ah, o Expresso, maroto, tentou obter reações da agremiação BE. Silêncio. . . . . . obviamente.

AC  

sábado, 3 de janeiro de 2026

Venezuela
03 de janeiro de 2026
O Presidente da República está a acompanhar a situação na Venezuela em articulação com o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros.

Oh professor Marcelo, não seria de marcar um Conselho de Estado para 12 de Janeiro para analisar isto antes de telefonar ao seu amigo Guterres para o aconselhar?

AC

domingo, 30 de novembro de 2025

ONU, PALESTINA, ISRAEL

Passaram 78 anos.

Em 29 de Novembro de 1947 pela resolução 181 a ONU decidiu que passariam a existir dois Estados: um, Israel, e outro Árabe. 

Mal Israel proclamou a independência os exércitos de vários países árabes iniciaram a agressão ao território israelita. Perderam.

Tudo começou mal no início do século XX.

O mundo Árabe foi sempre enganado concretamente pela França e pelo Reino Unido.

Mas a realidade é que quem começou logo por se borrifar na resolução da ONU foi o mundo Árabe.

No presente temos o execrável "Bibi" e um atoleiro no Médio Oriente com culpas de todo o lado.

Muito triste. Lamentável.

AC

terça-feira, 30 de setembro de 2025

ESTADISTAS e estadistas
Ainda regressando à recente AG da ONU, de tudo um pouco se viu, desde as vacuidades habituais de Guterres sempre muito aplaudido pelo seu também muito católico e extremoso amigo, ao inacreditável vomitado de Trump, passando por outros discursos em que vários foram (parece-me) para dizer - estou ainda aqui, estou vivo - registei o que os jornais internacionais (que consultei) referiram.

Do que consultei arrisco dizer que, por exemplo, os discursos de Lula e do rei espanhol foram profundos e claros, na língua própria, castelhano e português - Brasil, falaram pelo seu país, seriamente, falaram do mundo, como o vêem. 
Do que consultei esses discursos tiveram referências de relevo.

Não encontrei, mas talvez por deficiência minha, referências equivalentes para o que, em inglês, o presidente deste pequeno Portugal de onde a língua - português - é originária, debitou do púlpito.

Pode talvez dizer-se, que nesta AG da ONU estiveram presentes dignos representantes de países, e vários outros que se puseram em bicos de pés, por diferentes razões.
Vieram-me à cabeça várias palavras, execrável aplicável à cabeça oxigenada, parvalhão aplicável a uns quantos, e parolo também aplicável a um ou dois palradores.

É o mundo que temos, a gentalha política incompetente que desgraça o mundo no meio da qual vegetam bambos e parolos.
AC

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

AI  ALEMANHA  ALEMANHA . . . .
Alemanha reitera que só reconhecerá Palestina após um processo negociado. Johann Wadephul diz que a nova ofensiva israelita em Gaza não será a saída para o conflito e exige mais ajuda humanitária para o enclave, um cessar-fogo imediato e a libertação dos reféns.

Lá está, a Alemanha não parece vogar ao sabor das redes sociais, ao sabor das circunstâncias, ao sabor das modas e dos relatórios elaborados por grandes sumidades, INDEPENDENTES!.

Parece-me que para a Alemanha a diplomacia é uma coisa séria e que nas relações internacionais as coisas levam tempo a amadurecer.
A sensação que tenho é de que a Alemanha tem a noção exacta do que vem sendo Israel (que não é flor que se cheire, opinião pessoal naturalmente) e particularmente o asqueroso Bibi e outros quejandos.

Penso, também, que a Alemanha não vai abdicar de ver satisfeitas as condições que o próprio Abbas já declarou, que o HAMAS desarme completamente e que os reféns e corpos de reféns mortos sejam devolvidos a Israel.

Eu que não percebo praticamente nada destas coisas parece-me adequada a posição Alemã, sensata.

Claro que o Hamas e o Hezbolath nunca desarmarão, o Irão assim o determinará. E, portanto, tudo continuará como até aqui.

A avaliar pelo cada vez mais insuportável Marcelo Rebelo de Sousa a Alemanha deve estar a proceder muito mal e eu a ver tudo mal.

Marcelo é, DE FACTO, pior que um cata-vento.

Há muito pouco tempo para ele era prematuro falar da coisa.
Eis que apoiou incondicionalmente o reconhecimento anunciado por Rangel.
Porquê?

Explicou, longamente, a jornalistas nacionais e estrangeiros, a posição portuguesa sobre a Palestina. Terão percebido?
Estrangeiros que, nas costas, bem se devem rir de tanta parolice e rir-se até de um presidente que, ao contrário d Lula da Silva, discursou em inglês.
Marcelo, sempre egocêntrico, vaidoso e julgando-se reizinho, vive e sempre viveu para os retratos (a foto de décadas em frente à CMCascais numa incrível bicicleta diz quase tudo), no presente para as "selfies", e para ser idolatrado nas redes sociais e nas "vernissages" com ou sem "vichysoise".

Posso estar completamente enganado, mas o lugar das diplomacias, trabalhando fora dos holofotes e borrifando-se nas redes sociais é primordial. 
E o reconhecimento da Palestina devia ser ponderado de forma séria, não levianamente (opinião pessoal naturalmente) e por seguidismo de outros que, com este reconhecimento, procuram é sobretudo desviar atenções sobre as desgraças internas.

Aguardemos pelos capítulos seguintes.
AC
JÁ o ESCREVI MAIS de UMA VEZ, e REPITO,
O que se passa no Médio Oriente, Gaza, é inqualificável.

Isto dito, será preciso sugerir que por trás das atrocidades na Nigéria está Israel, para que Marcelo, Mortágua, Guterres e tantos mais idiotas úteis, comecem a gritar bem alto, que o que se lá passa há anos é igualmente inqualificável?

A mortandade sem parar de cristãos, as violências sobre mulheres e crianças, não incomodam os do costume?

A mim incomoda-me, igualmente. Sudão idem, etc.
AC

sexta-feira, 26 de setembro de 2025

TRUMP,  o  CONSTRUTOR  CIVIL
Trump o construtor civil, mas cada vez mais com ar de trolha!

Dei-me ao trabalho de procurar ver excertos dos dislates de TRUMP quer no seu discurso (???) na AG da ONU, quer a propósito da escada rolante e da excelente forma da primeira dama (belíssima mulher por sinal, mas de cérebro duvidoso dado viver/ conviver com semelhante canalha) quer do encontro breve com Lula, e outros disparates.

É sabido que entre os seus negócios e divertimentos TRUMP teve/ tem a construção civil como um dos seus "passatempos".
TRUMP Tower, hotéis, casinos, campos de golfe etc.

Por que carga de água é que o animal fala dos seus problemas financeiros e dos seus negócios numa AG da ONU?

E da química que Lula lhe despertou?
Será que a Melania o droga todas as noites?

Há coisas que de facto!
AC

quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Marcelo considera que Assembleia Geral da ONU "correu bem para Portugal".
Marcelo considera que na ONU, há a perceção de que "Portugal é uma plataforma aberta a todos os continentes", o que promove a candidatura a um dos lugares não-permanentes no Conselho de Segurança.

" Mas estou um pouco cansado, com as entrevistas todas que dei, o que eu falei, e bebi, e ainda por cima eu que costumo dormir 1 ou 2 horas por noite, ainda não dormi nada neste 4 dias Nova Iorquinos! Até o Rangel ficou rendido!
E para o ano lá estaremos com lugar temporário no Conselho de Segurança, a Austria e Alemanha não têm hipóteses no confronto connosco, o melhor país do mundo!.

AC
Portugal reconheceu o Estado da Palestina

Nesta questão, há várias coisas que podem ser ponderadas.

Uma delas, para mim extremamente curiosa, é que tudo à esquerda do PSD andou anos e anos a vociferar, a gritar, a legitimamente defender a Palestina e, nomeadamente o habilidoso à frente do PS em 8 anos e semanas, nunca entendeu dever reconhecer a Palestina.

É o PSD que o fez, agora. 
Sempre muita treta mas ao fim e ao cabo. . . . 

Bom, ao menos a Mariana e a Sofia lá andam passeando pelo Mediterrâneo. 

Não é curioso?
AC

domingo, 21 de setembro de 2025

SEMPRE  NA  VANGUARDA

Portugal antecipa-se à conferência da ONU e reconhece Estado da Palestina no Domingo.
Portugal vai reconhecer o Estado palestiniano este domingo, antes da conferência de alto nível da ONU. Outros nove países europeus, incluindo França, avançam com o reconhecimento na segunda-feira.

SEMPRE NA VANGUARDA.

Mas não liguem às recentes declarações de Marcelo sobre este tema, nem às de Julho e agora Setembro do inarrável Rangel. 

Como diria o Sócrates . . . . . . isso não interessa para nada.

O que interessa é que o Falcon o leva para estar 4 dias em Nova Iorque, para poder abraçar o melhor de nós todos (???), para muitos retratos e apertos de mão com homólogos, muitos jantares e almoços, muito relacionamento e, eventualmente, combinação de mais uns convites a receber para visitas de Estado è estranja, pois daqui até Março dá tempo para aumentar o recorde.

A bem da Nação.

AC

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Dag  Hammarskjold
Dag Hammarskjold era em 17 de Setembro de 1961 o Secretário-Geral da ONU.
Se bem recordo, andava a defender posições que pouco agradavam aos EUA.
Se bem recordo, nomeadamente em relação a vários países na África central.
Curiosamente, o avião onde viajava nesse dia despenhou-se sobre a Rodésia do Norte, actual Zâmbia. Coincidências do caraças.

Tenham uma boa 4ª Feira.
Saúde e boa sorte. E muita pachorra para aturar tudo isto.
AC