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segunda-feira, 27 de julho de 2026

REINO  UNIDO

Se percebi bem o que li, parece que no Reino Unido se pretende olhar agora mais seriamente para a questão da defesa.

De facto, o Reino Unido chegou a um ponto de fragilidade gritante. Creio eu.

A este propósito lembrei-me desta delícia.

Bom dia. Bom início de semana.
Saúde, o Euromilhões da vida
Boa sorte, felicidades.

AC

terça-feira, 23 de junho de 2026

REPUBLICO

quinta-feira, 29 de Janeiro de 2015

Alemanha Nazi. Holocausto. Filme Berstein-Alfred Hitchcock.

RTP1, o canal público de televisão e porque deu serviço público "obrigou-me" ontem a estar bastante tempo em frente ao televisor. 
Boa parte eu conhecia, porque ao longo dos anos me fui dedicando a isso, como presumo que muitos outros cidadãos conheceriam já.

Os horrores do holocausto, as monstruosidades que em 12 anos cresceram, e que de facto, quase se pode dizer que a humanidade não recuou 12 anos mas 12 000.
Mas houve para mim novidades.

Uma, a de que o filme global, de que vimos partes, ficou quase concluído no final da guerra, e quando Alfred H regressou aos EUA, o argumento e, sobretudo, o encadear para a montagem do filme estava assente e a montagem muito avançada.

Mas, apesar das monstruosidades havidas, os aliados, creio que sobretudo EUA e UK, decidem não divulgar ao mundo o que se passara, pois rapidamente estavam já na fase de olhar como conter a URSS. Propósito que entendo, olhar ao que veio a ser a guerra fria, mas inaceitável o terem escondido do mundo o que fez a Alemanha Nazi. 
Os filmes ficaram "adormecidos" no "War Museum" (salvo erro).

Outra novidade, a de que recentemente o filme foi acabado, em memória não só dos seus autores, supra referidos, mas sobretudo pela verdade histórica, que deve continuar a ser levada ao conhecimento da humanidade.

Outra novidade ainda, para mim muito importante, a de que no filme e por decisão de Alfred H, estão incluídos mapas da Alemanha com a localização de todos os campos de concentração/ extermínio, com o desenho de círculos concêntricos, centrados em cada um desses campos, com distâncias várias (raios de 1,5 - 3,0 km, etc).

Assim se pode ver, as aldeias, vilas, cidades, que ficavam dentro desses círculos.
E, desta forma, se podendo desmentir que os alemães não sabiam o que se passava dentro desses campos, ou, pelo menos, da sua existência.
Foi um bom serviço público. Custa sempre a ver, muito.
Mas tem que ser mostrado muitas mais vezes.
AC

sábado, 13 de junho de 2026

A  AMIZADE  CADA  VEZ  MAIS  FORTE 

Refiro-me, EVIDENTEMENTE, à famosa, profunda, inultrapassável e indestrutível AMIZADE EUROPEIA, à AMIZADE entre todos os países da UE e destes e desta com todos os da Europa que ainda não estão na UE.

Desde Churchill, Gasperi, Schuman, Spaak, e depois Adenauer, Khol, Mitterrand, De Gaulle, Brand, Tatcher, e sobretudo agora com Sanchez, Costa, Ursula, Metz, Macron, Rutte, que se cimentam duradouras amizades, indestrutíveis, colados uns aos outros com verdadeira Cola Loctite Super-Cola 3.

Foi exactamente por exemplo dessa super amizade que nasceu a CECA, o Eurotom, depois a CEE e assim que esta surgiu veio depois a política de defesa comum . . . . a política agrícola comum . . . . o Concorde, a política externa comum. . . . . o exército europeu. . . .  espera . . . . . parece que não foi nem tem sido tudo exactamente assim.
Por exemplo . . . . política de defesa comum. . . . política externa comum . . . .  exército europeu - - - - 
Bom , transformaram a CEE em UE!

Ah, já houve o avião de transporte e o helicóptero que inicialmente tinham muitos parceiros mas acabaram por ficar poucos.

Ah, já houve (1989-1992) a definição de um novo navio caça-minas marítimas num projecto inicialmente pensado pela Bélgica e Holanda a que se associou a Noruega salvo erro mas esta rapidamente largou o "barco", e o lugar foi ocupado por Portugal. Nada de dinheiro envolvido, apenas projectar um novo navio.
Mas eis que o muro de Berlim foi abaixo, e pouco depois a então URSS retirou-se da Alemanha (RDA) e isso permitiu acesso a depósitos de armas na RDA e o projecto do novo navio morreu pois ficou-se a conhecer (minas marítimas) aquilo para que o novo navio devia eficazmente combater e anular.

Ideias e projectos tem havido vários. O túnel da Mancha foi um deles, e concretizado. Os aviões Airbus têm participação de alguns países Europeus e é um bom produto, que se bate e se calhar superioriza face  aos aviões americanos.

Mas o mundo gira, o Sol, a Terra, e dentro do planeta Terra está tudo a girar muito depressa.
Gira tudo tão depressa que a Cola afinal deixa descolar algumas coisas.
E os maldosos como eu enfatizam de novo que a realidade pura e dura são os interesses.

Manifestamente, para maldosos como eu, os interesses sempre estiveram na ordem do dia, mas a comunicação social Ocidental, envenenada com romantismos, wokismos, politiquismos correctos, e outras tretas, sempre nos trataram como tolinhos e continuam a iludir os cidadãos europeus. 

Além disso, e como de costume, raros olham à história e repetem inchados de pesporrência  - a história não se repete.

No plano das realidades e dos interesses eis por exemplo que a Alemanha deixou de querer continuar na história de desenho e produção de um avião de combate "europeu".

O significado disto será diverso, e diversas as explicações.
Por mim a Alemanha quer desenvolver a sua indústria e não quer andar atrelada a França. Tão simples quanto isto. 
Macron não deve ter gostado.
Na minha e obviamente discutível opinião França/ Macron esgotaram nas farmácias as pastilhas para a azia.

Caça europeu? Pois, tão unidos que eram e tão desejosos todos de comparticipar em mais um projecto europeu!
Tão unidos . . . e de maneira alguma havia disputas entre companhias dos dois países.
Nada de disputas entre companhias de França e Alemanha!

Usando uma terminologia de aviação - o projecto BORREGOU!

Aguardemos pelos próximos capítulos evidenciando uma profunda  união, amizade, comunhão de interesses.

Tenham um bom Sábado.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades.

AC

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Republico

ÁRABES, MUÇULMANOS, ISRAEL, HISTÓRIA
É comum dizer-se que o conflito israelo-palestino se arrasta há qualquer coisa como um pouco mais de três quartos de século.
Essencialmente, creio eu, assentando numa disputa territorial.
Mas também disputa entre descendentes de imigrantes judeus e os árabes palestinianos.
Todos querem a Palestina.
Mas o conflito tem raízes mais atrás.

O território Palestina é uma faixa entre o Jordão e o Mediterrâneo que muçulmanos árabes conquistaram cerca do século VII.
No século XVI foi uma das imensas partes conquistadas pelo império Otomano (Otomanos-muçulmanos não falando árabe) que, entre muito mais, abocanharam Jerusalém, Meca e Medina, locais sagrados para os muçulmanos.

No Médio Oriente Otomano não havia Palestina; a zona a Sul do Líbano e Oeste do Jordão tinha distritos administrativos.
Sabe-se que nessa área a população aí vivendo era maioritariamente muçulmana havendo cerca de 10% cristã.

Curiosamente, no final do século XIX a maior parte dos judeus vivia nas regiões Europeias do império Russo.
Crescentemente, os judeus foram alvo de anti-semitismo.
Estima-se que entre 1882 e 1914 abandonaram a Rússia cerca de 2,5 milhões de judeus, uns para os EUA outros para outros países Europeus.

Em 1886, Theodor Herzl escreveu o livro " O Estado Judaico" e exortou os judeus a formaram um Estado-Nação.
Em 1897 o mesmo Herzl organizou na Suíça a Organização Sionista Mundial e onde se definiu o Sionismo como crença na criação de um lar para o povo judeu, na Palestina.

O passo seguinte foi a criação em 1901 do Fundo Nacional Judaico, para comprar terras na Palestina. Simultaneamente desenvolveram os conceitos - conquista de terra - e - conquista de mão de obra, ou seja, colonizar e cultivar a terra.

O império Otomano não deteve a imigração. E por exemplo em 1907, em Jafa, foi fundado o Escritório da Palestina da Organização Sionista Mundial.
Em 1914 era já perfeitamente claro o colidir entre duas comunidades emergentes: os árabes procurando manter a sua posição de proprietários enquanto sionistas iam comprando cada vez mais terras.

Em 1914 iniciou-se a I GG no fim da qual o império Otomano foi desfeito.

De salientar que em 1915 a Grã-Bretanha fez vários acordos alguns afectando a Palestina.

Em 1915 com Hussein (considerado na altura como o mais relevante líder muçulmano árabe) guardião de Meca e Medina, prometendo-lhe a independência dos países árabes se lutassem com os britânicos contra o império Otomano. Assim foi, em 1916 foi constituído um exército de árabes que teve consequências concretas no decurso da guerra.

Mas em 1916 aconteceu outra coisa decisiva: o acordo Sykes-Picot, dois figurões em representação da Grã-Bretanha e França, distribuindo as terras árabes pelos dois países no pós I GG. 

Basicamente Síria e Líbano para França, Iraque e área do Sinai à Mesopotâmia para Grã-Bretanha.
Quanto à Palestina acordaram que ficasse sob controlo internacional.
Em 1923 a Sociedade das Nações reconheceu os Mandatos Britânico e Francês.

Um outro acordo surge à luz do dia, consubstanciado na famosa Declaração Balfour de Novembro de 1917:
- "O Governo de Sua Majestade vê como favorável a criação, na Palestina, de uma pátria nacional para o povo judaico. O Governo enviuvara todos os esforços para ajudar a concretizar-la.
Existe um entendimento claro de que nada será feito que possa prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não judaicas existentes  na palestina, ou os direitos  e estatuto político de que os judeus gozem em qualquer outros país".

Como sempre - sabe-se como começa, nunca se sabe como acaba.

O presente é só mais uma etapa das muitas acontecidas em, 1929, 1936-1939, 1942, 1945, 1947, 1948, 1948-1949, 1950, 1956, 1967, 1972, 1973, 1979, 1982, 1987, 1993, 1995, 2000, 2001, 2006, 2008, 2014, 2021, 2023, 2026.

Como acabará?

AC

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

AS  MÃOS

Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema - e são de terra.
Com mãos se faz a guerra - e são a paz.

Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedra estas casas mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.

E cravam-se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.

De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.

(Manuel Alegre)

Macron, Xi, Starmer, Metz, Trump, Rutte, mais os aihatolas, e etc., não conhecem certamente este poema.

Mas sabem, certamente, que a guerra tem saído das mãos deles.

Pelo que se vai vendo não se incomodam excessivamente.

AC 

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

AJUDA  A  PERCEBER ?    OU  NÃO ?
O que poderá ajudar a perceber, a tragédia, progressiva, crescente, o horroroso desenvolvimento no Médio Oriente, concretamente naquela zona partida que se designa por Palestina  ?

Ajudará recordar por exemplo alguns trechos da história como:
- as cruzadas ?
- Jerusalém arrasada por uns, depois outros, depois os anteriores?
- Saladino ?
- Ricardo Coração de Leão?
- a razão ou falta dela de tantos atentados terroristas ao longo de décadas, em terra, em navios, em aviões?

Ajudará dizer, por exemplo que, basicamente, tudo começou com a declaração da criatura Balfour?

E isto, ajudará ?


Ajudará o que se pode retirar do que a Liga de 22 países Árabes não fez durante muitos anos, ou o que recentemente declarou sobre o Hamas? Terão tomado essa decisão com as mãos atrás das costas e a fazer figas?


Ajudará ponderar o que o Qatar faz e porque o faz, ao abrigar "chefões" do Hamas e de outras democratas associações?

Ajudará ponderar sobre as notícias que designadamente nos últimos 30 anos têm saído nos OCS internacionais, umas vezes contando horríveis realidades, outras vezes deturpando-as, outras vezes manipulando factos e fotografias?

Ajudará, ponderar no lamentável papel da ONU, dos EUA, da Rússia, durante décadas, essencialmente no campo da incoerência e da irresponsabilidade?

O que não ajuda NADA é fingir que não está a acontecer NADA!

António Cabral (AC)

terça-feira, 12 de agosto de 2025

Reino Unido propõe deportação imediata de criminosos estrangeiros condenados
O Governo britânico anunciou hoje que proporá uma alteração legislativa para permitir a deportação imediata, e proibição de regresso ao Reino Unido, de criminosos estrangeiros com pena de prisão por crimes em Inglaterra e no País de Gale
s.

Starmer, você saiu-me cá um racista, xenófobo, como uma completa ausência de humanismo e tolerância!

Bom dia, saúde e boa sorte. Cuidado com o calor.
AC

domingo, 6 de abril de 2025

ONU, a REALIDADE, a IMOBILIDADE, 
a INOPERÂNCIA, e JACTÂNCIAS Outras
O título vem a propósito da guerra na Ucrânia.
Na ONU, o mole vai discursando lamentos.
Sim, eu sei, que no Conselho de Segurança os movimentos são tolhidos, mas os discursos e lamentos podiam e deviam ser bem diferentes. Mas quem já nasceu pastoso . . . 

Macron e Starmer, mais do que em bicos de pés juraram ao mundo que vão colocar na Ucrânia uma força militar Europeia . . . . 
Ups . . . . Bom, passadas umas semanas de reuniões patéticas e conclusões não menos patéticas, e da maior parte dos países da UE se ter baldado a convocar soldadesca para ir para a Ucrânia (pois, é que a opinião publica de cada um . . . .as eleições . . . . ) a força parece que acabaria por ser à volta de franceses e britânicos. Se vier a ver a luz do dia. Estará a ser desenhada no papel.

Ora, eu que não percebo nada destas coisas faço aquilo que, creio, os sensatos, os que procuram se rigorosos, e pouco ou nada sabedores destas coisas faz, recorre às regras. Assim fiz.
Fui ler, recordar a lei internacional.

Estou a falar disto por causa da tragédia que continua na Ucrânia mas, sobretudo, agora que acabei de ler que, se percebi bem, dão notícia de que Zelensky está contente porque a coisa está muito avançada.

Bom, há um pequeno detalhe, a falta de memória de que me parece que Macron e Starmer padecem. 
Estarão eles esquecidos de que existe a inoperante ONU, estarão esquecidos de que existem a China, EUA e Rússia, e estarão esquecidos do que aconteceu à França e ao Reino Unido em 1956/ crise do Suez?

Para lá de outros pequenos detalhes, como os eventuais conluios entre os três grandes, ou pelo menos EUA-Rússia, o que é que a forçazinha que será certamente benzida por Brigitte Macron, tenciona fazer?

Os generaiszinhos franceses e britânicos não terão de perguntar aos patrões o que querem realmente fazer?
É que uma coisa é querer ir pela manutenção de paz (article 33); e paz ou cessar fogo não existem naquelas paragens. 

Outra coisa é querer impor a paz (chapter VII). 
Ora, mesmo não percebendo nada destas coisas, eu imagino que os franceses e os seus "irmãos" do outro lado do canal estarão ainda em piores lençóis se imaginam abalançar-se a ir para lá pela imposição da paz pela força deles.  Hum, . . . imagino uma certa embrulhada, e muitos sacos de plástico preto de volta a Londres e Paris.

Pequenos detalhes: os EUA forneceriam geo-localização?
Ou querem arriscar andar ceguinhos no terreno?
E que regras de empenhamento serão definidas para essas forças? 
Que missão concreta?
Autorizadas a atirar sobre russos? Hum . . . . 

Mas Zelensky parece estar eufórico!
Aguardemos. Tenham um bom Domingo
António Cabral (AC)

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

 3  ANOS 
24  FEVEREIRO  2022  -  24  FEVEREIRO  2025

HÁ 3 ANOS QUE  DURA A GUERRA INICIADA COM A INVASÃO DA UCRÂNIA POR PARTE DA RÚSSIA

AC

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

A  AUSÊNCIA  de  RIGOR  HISTÓRICO
É sempre "delicioso" verificar a continuada ausência de rigor quando se apontam comportamentos. Sejam de pessoas, instituições, países.

Neste caso que agora me leva a escrever umas linhas quero referir-me a pessoas quando escrevem sobre países, ao apontar-se sobre o que têm feito certos países ao longo do tempo, e designadamente desde 1945. 
E quero referir-me ao deturpar, ao esquecimento, ao deliberadamente esconder, que certas pessoas insistem em levar a cabo, cegos pelo seu sectarismo ideológico.

Alguns perguntam, para comparar, o que fizeram desde 1945 os EUA e a China (nas mãos de Mao desde 1949). 
Devo presumir que gostariam de viver na democracia Chinesa? 
Eu não.

Prefiro viver aqui, no nosso actual regime, com a nossa Constituição, mas não me importaria de viver, por exemplo, na Holanda, Dinamarca, Noruega, França, Canadá, Austrália, Nova Zelândia.

China, Índia (um dos países de maior racismo, e injustiças e violência sobre as mulheres), Irão (um esgoto de ultraje constante às mulheres), Coreias, Egipto, países árabes, países muçulmanos, África, América Central e do Sul, EUA, Rússia, passo, todos.

Respeito, sempre, a opinião de outrem, mas não me venham com cantigas de embalar. 
Eu procuro olhar a tudo. 
Se me engano, se me esqueço, emendo, reconheço, como o grande matemático Bento de Jesus Caraça.

Sei muito pouco destas coisas, mas tenho umas noções vagas.

Começo pelos EUA.
Têm bases um pouco por todo o lado.
Começo por referir que apesar de recente decisão do Reino Unido entregando/ devolvendo na zona do Índico uma série de territórios, mantêm nomeadamente Diego Garcia, onde os EUA têm uma muito importante base, estratégica, para controlo do Índico e não só.

Têm muito importantes bases na Alemanha, na Islândia, na Turquia, no Japão. Têm várias bases no Médio Oriente. Etc.

Os EUA atacaram o Panamá, Granada, Camboja, Laos, Vietname do Sul, intervieram em vários países na América Central e do Sul, nas Antilhas. Têm Guantanamo.
Intervieram no Norte de África, no Líbano, Iraque, Síria.
Têm forças navais permanentes no, Mar Vermelho, Índico, Atlântico, Pacífico, Mediterrâneo.

Creio que longe do que tem feito a Rússia, também têm no seu "registo" acções de eliminação de "incómodos" (??), intervenções em vários países para os desestabilizar politicamente, como já referi por exemplo na América do Sul, mas também Katanga, Ucrânia, Pérsia etc.
Há quem tenha os EUA como um anjinho. Eu não.

Vamos à China.
A China interveio militarmente, ao lado da Coreia do Norte, no Vietname então do Sul, e passou a interferir indirectamente em todo o Sudeste Asiático. Quase não tem bases fora do seu território.
Mas tem anexado pequenas ilhotas no mar da China, começou a ter presença há muitas décadas em África, na Tanzânia, com a construção de um célebre caminho de ferro, e está presente em outros países africanos. A divida de Angola à China é exemplo disto.
Mais deploravelmente exerce cada vez maior pressão militar / cerco a Taiwan. Por vários motivos mas, também, muito pelo potencial da ilha no plano comercial e tecnológico.
Há quem tenha a China como um anjinho. Eu não.

Vamos à Rússia, sem esquecer a URSS.
O que tem feito a Rússia em todo o sítio que antes era URSS é sabido.
E na Ásia e África e no Médio Oriente é igualmente conhecido, talvez não chegando à maioria das pessoas.
Aliás é o mesmo que se verifica com as outras potências.
Intervenções em vários países para os desestabilizar politicamente.
Acrescem os envenenamentos, raptos, desaparecimentos definitivos de pessoas por esse mundo fora, sempre promovidos a bem dos líderes moscovitas, e de Putin desde 2000.
Tem algumas bases no exterior do território, por exemplo na Síria.
Há quem tenha a Rússia como um anjinho. Eu não.

Vamos à França.
A França, tal como os EUA e o Reino Unido, também usou durante vários anos certas possessões / ilhotas/ atol para experiências nucleares.
A França sempre vendeu armamento quando outros não o faziam para certos clientes.
Um dos casos do passado é exatamente o nosso país, Portugal.
A guerra em África ia avançada e foi a França quem nos forneceu/ vendeu submarinos e fragatas na década de sessenta do século passado.
Muita gente por esse mundo fora tem admiração por França, por exemplo por François Mitterrand, e a maioria desconhece o que foi mandado fazer na Oceania. Coisas feias! 
A França ainda hoje tem possessões várias, além das dores de cabeça que lhe chegam, por exemplo, da Córsega.
Há quem tenha a França como um anjinho. Eu não.

Vamos ao Reino Unido.
O Reino Unido há muito que deixou de ser uma potência marítima, e naval. Acabou em 1945.
Mas ainda manteve algum poder naval.
Tem possessões em vários lados.
Tem por exemplo Diego Garcia como referi acima no parágrafo relativo aos EUA.
O Reino Unido tem sempre sido a grande ponta de lança dos EUA.
Quando a Argentina quis ficar com as Falkland/ Malvinas, a então PM obteve do seu amigo americano um grande apoio militar que foi decisivo no sucesso dessa batalha. Como obteve também nessa altura facilidades para infiltrar elementos especiais através do Chile.
Está empenhado militarmente no Mar vermelho por exemplo, coadjuvando as forças navais dos EUA.
Há quem tenha o Reino Unido como um anjinho. Eu não.

E a Antártida?
Com uma vasta rede de representações de muitos países? Certamente só pesquisas científicas.

E a navegação no Ártico com crescente emprego de quebra-gelos Russos e não só?

E quem se lembra, 
Do desastre de avião que matou Samora Machel? 
Do desastre de avião que matou o (para alguns países) incómodo secretário-geral da ONU Dag Hammarskjöld?
Dos envenenamentos com polónio em Londres?
De Lumumba e do seu fim trágico?
Das fotografias de Estaline com outros, antes e depois de recortadas?

Cada um a seu modo e consoante as suas forças e as oportunidades, EUA, Rússia, China, França, Reino Unido, venha o diabo e escolha.

Diferenças abissais de regime existem nestas potências, mas venha o diabo e escolha.
Cada um com um cadastro . . . . . 
Basta começar em 1900.
AC

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

NOTÁVEL
(Opinião pessoal, naturalmente) (sublinhados da minha responsabilidade)

7 de outubro. O deslaçar da civilização
(DN) (Valentina Marcelino)
O grande dilema para todos os que vivem nas culturas democráticas é conseguir compreender que o combate contra este terrorismo, que usa a própria população como escudo humano e a convence de que será mártir quando morrer pelas suas causas, dificilmente terá sucesso apenas com as regras dos Estados de Direito.

Publicamos nesta edição dois artigos de opinião corajosos e oportunos. Um do escritor e antigo repórter de guerra espanhol, Arturo Pérez Reverte, outro do politólogo e um dos mais qualificados especialistas em terrorismo, Diogo Noivo.

O que escrevem atira-nos para uma dimensão crua da realidade que vivemos hoje no mundo, em relação à qual qualquer olhar, opinião, corre o risco de quebrar o cada vez mais ténue e frágil fio que nos liga a todos como Humanidade.

É assim que neste dia 7 de outubro, um ano depois do massacre perpetrado por terroristas palestinianos do Hamas, em resultado do qual foram assassinados mais de 1200 pessoas, a esmagadora maioria israelitas, e raptados outros 200, parece que, cada vez mais, nos entrincheiramos em dogmas e tratados que deixaram de fazer sentido numa realidade em que o poder da força se está a substituir ao da razão.

Como lembra Diogo Noivo, a história vai deixando lições, mas quase nunca se aprende com elas. Recorda que em 1965, a organização terrorista ETA explicou em documento interno a estratégia beligerante: “ação-reação-ação”. Ou seja, atacar o Estado com violência; provocar com esse ataque uma reação desproporcional das autoridades policiais, no caso sobre a população basca; finalmente, a frustração e a raiva populares suscitadas pela resposta do Estado, dariam à ETA o apoio popular necessário para a guerra.

Ora, o que aconteceu a sete de outubro em Israel, a reação que se seguiu e a situação de escalada em que se encontra o Médio Oriente, demonstra bem como, 59 anos depois, aquela estratégia ainda funciona. E como países com tanta experiência em contraterrorismo, como é o caso de Israel, ainda caiem na armadilha.

O problema e grande dilema para todos os que vivem nas culturas democráticas ocidentais é conseguir compreender que o combate contra este terrorismo, que usa a própria população como escudo humano e a convence de que será mártir quando morrer pelas suas causas, dificilmente terá sucesso apenas com as regras dos Estados de Direito a que estamos habituados.

Pérez-Reverte traz à superfície muitas das apreensões que, por muito que as continuemos a tentar esconder em nome do humanismo e solidariedade, são cada vez mais reais e traduzem, precisamente, o corte nesse fio que nos devia continuar a ligar.

O politicamente correto, a falta de verdadeiras estratégias de integração de imigrantes de cultura não judaico-cristã, baseadas no respeito pelas regras democráticas e pela liberdade dos países que os acolhem há décadas, contribuem para um deslaçar cada vez mais irreparável das tais pontes que constituem uma sociedade multicultural sã - a civilização que, com a liberdade que conquistámos, tentamos aperfeiçoar todos os dias.

Enquanto isso, no Médio Oriente, Israel reage como um “animal ferido”, aproveitando aqui a expressão utilizada pelo embaixador António Monteiro, na entrevista DN-TSF da passada sexta-feira, e mata dezenas de milhar com o seu esmagador poder bélico. Perde apoiantes, aliados, amigos e fortalece o antissemitismo que nunca adormeceu.

Mais uma vez, alimentam-se os extremismos, a insanidade, criam-se cada vez mais fronteiras ideológicas. Mais uma vez, a estratégia dos terroristas e dos extremistas está a resultar. E a forçar que cada um escolha a sua trincheira

AC

terça-feira, 1 de outubro de 2024

MÉDIO  ORIENTE
O que no presente se passa é inqualificável.
Da parte de todos os intervenientes, TODOS.  
Os que andam à batatada no terreno, os que ajudam de fora, a ONU, TODOS.

O que se passou há mais de 100 anos não é justificação para os horrores do presente.
Não desculpa nenhum dos intervenientes.

Mas, opinião pessoal naturalmente, esta coisa de querer regressar ao que se passou nesses tempos e repor tudo o que então havia ou, já agora por exemplo, voltarmos ao califado de há séculos, é qualquer coisa de doidos.

Mas em qualquer caso, creio valer sempre a pena olhar à história.
Os três pequenos mapas que coloco a seguir ilustram bem as responsabilidades históricas da França e do Reino Unido mas particularmente este.
O mundo Árabe e o mundo muçulmano, sunitas e xiitas e ramos diversos e suas derivações, têm igualmente culpa em tudo isto. 
Como culpa têm os países ocidentais por tudo o que fizeram e não fizeram antes e depois da guerra 1914/ 1918, no intervalo até 1939, e depois de 1945.
E as hordas de judeus que alegremente a Rússia "despachou" para irem para Médio oriente/ Israel?
Opinião pessoal, naturalmente.
António Cabral

sexta-feira, 30 de agosto de 2024

COBRA
(COBR ou COBRA) 
O gabinete de emergências com o aportuguesado nome do réptil foi convocado outro dia em Londres, com reuniões sucessivas, na sequência do assassinato de crianças por um jovem que foi descrito na imprensa Britânica como "autista". 
Tem a nacionalidade inglesa. Ao que disseram os jornais, é filho de pais ruandeses radicados há décadas no Reino Unido.

Creio que ainda não se sabe o que motivou o crime. 
Ou melhor, nunca mais falaram no caso. O costume, portanto.
Estava a ser acusado de três homicídios e 10 tentativas de homicídio.

Os motins que se sucederam à tragédia duraram 4 ou 5 dias mas, de repente, quase todos os jornais deixaram de falar nisso. Porquê?
Ao que foram dizendo os OCS por lá e por cá, motins instigados por energúmenos mas, apostaria, que houve genuína revolta da parte de muito Britânicos. 

Porque não se descreve em detalhe as investigações e os resultados da justiça Britânica sobre os arruaceiros?
Que arruaceiros, quantos foram presos, quantos levados a juiz, quantas decisões judiciais foram proferidas?
Ou, se ainda não há resultados finais, porque não se acompanha isso?
Porque não se continua a abordar o pós tragédia?

Porque não se fala como está o homicida, que apoio poderá necessitar, ou que está a receber, etc.?
E os pais e famílias das crianças assassinadas? Que apoios?

Porque desapareceu tudo o que respeita aos problemas reais, que existem na sociedade do Reino Unido? 
Problemas que não desaparecem?
O que tragicamente se passou será apenas um dos muitos indícios da degradação brutal da sociedade/ sociedades no Reino Unido (Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte, país de Gales) ?

A violência política e social desapareceu?
A manipulação desapareceu?
O sofrimento de muitos, desapareceu?
Questões ideológicas, desapareceram?
Problemas sociais, de emprego, inclusão, integração, desapareceram?
Há questões civilizacionais ou não?
Há ou não problemas de imigração ilegal, máfias de tráfico humano, ou não?
Os problemas estão a ser encarados?

Enfim, está o politicamente correcto a ser colocado em cima da mesa, em vez de se olhar séria e decentemente, e com humanismo, para as situações todas?

Aguardemos.

Tenham uma boa 6ª Feira, tenham um bom fim de semana, saúde.
António Cabral (AC)

quinta-feira, 4 de julho de 2024

SUNAK

Sunak foi à farmácia comprar pomada analgésica para esfregar nas nódoas negras, tal a pancada que apanhou.

AC

QUE PENSARÁ VITÓRIA no SEU TÚMULO?
A Rainha Vitória reinou imenso tempo, ultrapassou o mandato de Isabel I, o seu reinado só foi ultrapassado pela recém falecida Isabel II.
Vitória foi rainha de império imenso. Teve como sua estrela a Índia.

Depois de Vitória tudo se começou a esboroar.
I GG, depois desta guerra ganhou mais territórios, guerra da Irlanda (1919-1921), Irlanda independente em 1922, pouco antes da IIGG o lamentável folclore de Chamberlain e a sua fé em Hitler, II GG, onde ainda mostraram ter algum poder, marinha de guerra, tropas, aviação em barda.

Churchill lá conseguiu estar em Ialta e Potsdam.
Depois ainda se envolveram, na Malásia (1948-1955), na Coreia (1950-1953), tiveram enorme caos com os Mau-Mau no Quénia (1952-1960), berbicachos em Chipre (1955-1960), passaram pela vergonha juntamente com os franceses no caso do Suez, onde tiveram a oportunidade de verificar que já não eram potências por aí além.

Colecionaram PM, Chamberlain, Churchill, Attlee, Churchill, Eden, MacMillan (que proclamou - finalmente a grande prosperidade), Douglas Home, Heath, Wilson, Callaghan, a leoa Thatcher, e a seguir sucederam-se cada vez mais cromos, Major, Blair, Brown, Cameron, May, Johnson, Truss e agora o rico e inarrável Sunak.

Sucederam-se os desaires e os desastres. Poder minguando.
Trataram rapidamente quanto possível da descolonização. 
O sub-Continente Indiano deu no que deu.
África e Médio e Extremo Oriente deu no que deu.

Arranjaram a Commonwealth ou seja, uma "união" para continuar a ter acesso aos recursos em África e Ásia.
O Reino Unido gradualmente recebendo cada vez mais gente do seu antigo império.

A primeira vez que fui a Londres, 1969, há 55 anos portanto, entre as várias coisas em que reparei é que a esmagadora maioria dos funcionários no metro e nos autocarros e nos táxis eram sobretudo asiáticos.

Salvo melhor opinião, o Reino Unido começou a definhar de média potência sobretudo a seguir ao fim de Major como PM.
Quando se olha para certas realidades como, qual é hoje o seu poderio real militar (ok, tem algumas armas nucleares), qual o seu poder económico desde que saiu da UE, qual é a coesão da sociedade, como conta na realidade da geopolítica e relações internacionais do presente para lá de ser um vassalo dos EUA, podemos talvez convencer-nos de que, hoje, o Reino Unido média potência está hoje um Reino Unido que, como diz a linguagem popular, já foi! Exagero?

Claro que o mundo muda, mas, olhando ao que se passa hoje naquela  média potência de outrora, olhando às sondagens acerca das eleições que estão a decorrer nesta 5ª feira, que hei-de pensar?
Vitória estará aos saltos no caixão?
Aguardemos pelos resultados eleitorais que estão a decorrer.
António Cabral (AC)

sexta-feira, 28 de junho de 2024

DESCULPEM
PM Sunak participou parcialmente nas cerimónias comemorativas do dia D.
Depois pirou-se para Londres para ir tratar da campanha eleitoral.
Depois, como houve umas caneladas acerca dessa sua atitude, desculpou-se por ter abandonado mais cedo as comemorações do 80º aniversário do Dia D. Confessou que errou, tadinho.

Este é o típico procedimento, esta é a típica postura dos formalmente lideres Ocidentais dos últimos anos.

Depois, este ricaço que em quase tudo demonstra ser patético, é capaz de ainda achar surpreendente que as estimativas presentes quanto aos resultados das próximas eleições legislativas de 4 de Julho próximo apontem para um descalabro monumental dos conservadores, partido que está cheio de prendas deste calibre.

Este cromo da política internacional afirmou  - 
Após o fim do evento britânico na Normandia, regressei ao Reino Unido. Refletindo sobre o assunto, foi um erro não ter ficado mais tempo em França e peço desculpa"

Não admira que o Reino Unido se esteja a transformar numa coisa muito esquisita.
AC

quarta-feira, 24 de abril de 2024


Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem, discordando ou concordando.

Isto dito vamos ao quadro acima.
Quando outrem publica o quadro supra com este título ou com outro semelhante - histórico do conflito árabe / israelita desde 1948 - sem mais, não se pode negar, creio, o rigor das datas, a evocação dos conflitos havidos desde 1948.

No quadro supra falta pelo menos o ataque do Irão de 13 para 14 de Abril do ano em curso, com mais de 300 drones e mísseis de diferentes tipos. E, ao que parece, uma resposta de Israel aparentemente "tímida" seja isto o que for!

Mas ficar por aí é, parece-me, incompleto.

Israel formou-se depois do mundo Ocidental e designadamente o Reino Unido, terem gizado aquilo que pessoalmente considero uma completa impossibilidade: ter naquela zona dois Estados, independentes, em harmoniosa vizinhança, Palestina e Israel.

Eu sei que na ONU, na Europa, o nosso actual governo, defendem sem tibiezas o "arranjinho" dos anos 20 do século passado.
Para mim é uma completa impossibilidade, a existência desses dois Estados, convivendo lado a lado em sossego e harmonia, quase em comunhão de interesses.

Israel formou-se depois de um êxodo enorme de gente saída dos EUA, de muitos pontos da Europa não só mas muito em especial imediatamente a 1945, e até avalanches da Rússia. Forma-se depois de uma onda terrorista que bem cara saiu ao Reino Unido.

Aquilo que hoje os países Árabes exigem, o cumprimento da fórmula - dois Estados - em 1948 mal foi declarada a independência de Israel, os países árabes não aceitaram a solução / fórmula da ONU que hoje defendem, e atacaram.
Creio não estar enganado ao dizer que aí Israel foi atacado.

Até à guerra dos seis dias julgo que essencialmente se viveram uma série de anos com terrorismo constante. Depois, vários países Árabes prepararam-se para atacar Israel mas este estava alerta, talvez melhor dito, os EUA estavam bem atentos, e Israel foi lesto, desfez nomeadamente as forças do Egipto, Síria e Jordânia, também com grande ajuda Ocidental particularmente EUA e França com os seus Mirage tempos antes fornecidos a Israel. Particularmente as forças aéreas Árabes foram dizimadas.

Até ao Yom Kippur nunca houve descanso, sempre terrorismo, atentados, enfim, o costume.

Depois Israel incrementou os colonatos e daí para cá nada, mesmo nada se endireitou. 
Mesmo pelo meio tendo havido Campos David, mais isto e aquilo, assassinatos de dirigentes que tinham celebrado tratados e acordos, mais intifadas, mais construção de campos de cada vez mais refugiados, mais invasões e mortandades nesses campos, "mais infiltrações nesses campos por parte de muitos amigos de Israel",mais o Irão a fomentar tudo e mais alguma coisa, mais Estados fantoche como o Líbano, etc.

Em Israel creio que vivem, Judeus naturalmente, uns mais ortodoxos que outros, muitos árabes, e depois muçulmanos, maronitas, samaritanos, drusos, etc.
Presença judaica na palestina? Não me meto nisso.

Parece poder afirmar-se com alguma dose de sustentação que as ondas de emigração para a área onde hoje está Israel terão começado sobretudo no final do século XIX mas sobretudo depois das GG é que cresceram.

Depois de Balfour ter declarado encarar favoravelmente a criação de um Estado para o povo judeu "o comboio" colocou-se definitivamente em marcha.

O Reino Unido conheceu bem as "dentadas" do Irgun, da Haganah, e do Lehi. Fartaram-se e passaram a coisa para a ONU.
E da ONU até aos tempos Guterreanos de hoje não podiam dizer coisa diferente - têm de ser dois, Israel e Palestina, independentes, e de boa vizinhança.
Está à vista o resultado. Ninguém está bem na fotografia, Israel e oponentes todos, EUA, Irão, etc.

Como se o controlo de tudo o que permite que num território exista um poder soberano não estivesse completamente numa "mão", como se a Rússia, EUA, UK, França, China, Irão, Índia, Brasil, Holanda, Alemanha, e muitos outros estivessem para deixar de ganhar dinheiro e parar uma série de fábricas.

Diplomaticamente? Claro que sim, dois Estados.
Realidade? Nunca isso acontecerá. 
É o meu prognóstico antes do "jogo".
António Cabral

sábado, 30 de março de 2024

CRIMEIA
O nosso planeta tem curiosidades geológicas muito curiosas.
Uma das muitas, opinião pessoal naturalmente, é a Crimeia, o Mar Negro, o Cáspio, e a saída do Mar Negro para o Mediterrâneo ou seja, as passagens pelos estrangulamentos nos Dardanelos e Bósforo.

Desde há séculos que o então império Russo tal como as grandes potencias Europeias se aperceberam da importância dessas passagens /estrangulamentos.

Entre muitas outras circunstâncias e épocas e eventos, creio que para a situação que há muito existe foi determinante a guerra da Crimeia.
Este conflito decorreu entre 853 e 1856, pancadaria entre dois contentores, de um lado o império Russo, e do outro lado uma aliança poderosa entre Reino Unido, França, Sardenha e, CLARO, império Otomano (de que nasceu a Turquia). 

O objectivo, e que foi conseguido, foi estrangular a Rússia.
Os estrangulamentos ficaram fora das mãos Russas.
Aposto que as sucessivas elites dirigentes Russas nunca esqueceram, não esquecem.
António Cabral (AC)

quinta-feira, 30 de novembro de 2023

ACORDO  SYKES - PICOT
Raiz de conflitos no Oriente Médio


Este tratado gizado durante a I GG pelos diplomatas, pelo Reino Unido Mark Sykes e pela França François Georges-Picot e finalizado em Maio de 1916, definiu a partilha da região pelas duas potências de então.
Entre as muitas características do documento há a famosa (!?!??!) linha na areia por eles definida!

As fronteiras que hoje se conhecem na região nada têm a ver com 1916. Desde o final da I GG em 1918 houve muitos e complexos acordos, tratados, conferências, etc. França e Reino Unido continuaram a luta pelos seus interesses.

Olhando ao que se passa hoje desde 7 de Novembro passado, vale a pena lembrar por exemplo que os Palestinianos estiveram sob o jugo do Império Otomano e depois de 1920 estiveram sob o jogo britânico até 1948.

Os Árabes acreditaram nas promessas Britânicas se eles ajudassem a combater os Otomanos e o resultado…..

Se Sykes-Picot foram o que foram que dizer do Britânico Arthur Balfour e mais a sua tristemente famosa declaração.

Tal como aconteceu em África, no Oriente Médio existem Estados cujas fronteiras foram traçadas negligenciando características étnicas, tribais, religiosas ou linguísticas. De propósito, para criar óbvias tensões, tendentes a pelo menos parciais desintegrações.
Ainda hoje temos a subida de tensão na Cisjordânia.

Assim vai o mundo nesta famosa paz pós 1945.
AC