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terça-feira, 1 de outubro de 2024

MÉDIO  ORIENTE
O que no presente se passa é inqualificável.
Da parte de todos os intervenientes, TODOS.  
Os que andam à batatada no terreno, os que ajudam de fora, a ONU, TODOS.

O que se passou há mais de 100 anos não é justificação para os horrores do presente.
Não desculpa nenhum dos intervenientes.

Mas, opinião pessoal naturalmente, esta coisa de querer regressar ao que se passou nesses tempos e repor tudo o que então havia ou, já agora por exemplo, voltarmos ao califado de há séculos, é qualquer coisa de doidos.

Mas em qualquer caso, creio valer sempre a pena olhar à história.
Os três pequenos mapas que coloco a seguir ilustram bem as responsabilidades históricas da França e do Reino Unido mas particularmente este.
O mundo Árabe e o mundo muçulmano, sunitas e xiitas e ramos diversos e suas derivações, têm igualmente culpa em tudo isto. 
Como culpa têm os países ocidentais por tudo o que fizeram e não fizeram antes e depois da guerra 1914/ 1918, no intervalo até 1939, e depois de 1945.
E as hordas de judeus que alegremente a Rússia "despachou" para irem para Médio oriente/ Israel?
Opinião pessoal, naturalmente.
António Cabral

terça-feira, 10 de outubro de 2023

LIBERDADES de OPINIÃO e EXPRESSÃO
Respeito sempre as opiniões de outrem, discordando umas vezes, concordando outras.

Isto dito, na minha idade já quase nada me surpreende.

Mas não consigo deixar de reler esta afirmação que vi por aí - . . . o Hamas, que é uma criação da tenebrosa Mossad. Nem considero o Hamas uma organização terrorista, é uma organização de extremismo religioso de extrema direita com acesso a armas. . . . 

Registo!
AC

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

ESQUECERAM-SE de ESCREVER
Esqueceram-se de escrever que as operações fora do IRÃO eram sempre visitas.
(retirado da TSF online)
...."Soleimani, o principal general iraniano, comandante da Força Quds, encarregada das operações no estrangeiro dos Guardiães da Revolução, morreu no sábado num ataque aéreo norte-americano em Bagdad, no qual também foi morto o 'numero dois' das Forças de Mobilização Popular, Abu Mehdi al-Muhandis"....
AC

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

ESTAVA de VISITA ?
(do Público)
Não, isto não é normal. Não, isto não é normal. E repita-se as vezes que seja necessário, porque o contrário disto é aceitarmos que o disfuncional passe a fazer parte das nossas vidas, baixando o nosso padrão de exigência cívica e assimilando como aceitável o que deve ser repudiado como inadmissível.
Não, não é normal que um Estado decida assassinar um dos mais importantes dirigentes de um país adversário quando ele está de visita a um país terceiro. 
AC

Ps: isto e muitas mais coisas que se passam no mundo NÃO DEVIAM SER NORMAIS mas, infelizmente, andam a sê-lo há muitas décadas.
Relações internacionais, política americana e política russa há décadas, Islão, Cristãos, Irão, Iraque, Sunitas, xiitas, o doido varrido Trump, Putin, Kamenei, petróleo etc, são uma coisa, agora dizer que o rapaz estava de visita...........ele andava em visitas há décadas.
VISITA? Um pouco mais de rigor sff.

terça-feira, 30 de maio de 2017

A PROPÓSITO DE TERRORISMO (3)


Continuando a ponderar sobre o terrorismo (na sequência dos posts de 23, 26, 27, 30 Maio),  de entre os meus papéis antigos encontrei este que retirei, creio, de uma revista, de que não anotei registo. 
E então, nesse mundo de outra fé, teremos uns residuais "Kharijites", uns "poucos" "Shi'ites, e a maioria "Sunnis".
Este "papel", é um simples e muito sintético apanhado sobre as principais divisões do Islão. Mas, para quem não esteja a par do assunto, pode dar uma ideia.

No caso da Síria, por exemplo, teremos gente de vária proveniência, "Ismalites", "Contemporary Ismalites", "Alaouites", "Druze", "Imanites", e certamente uns quantos "Sunites".
Para o "Shi'ism" ao contrário do "Sunism", é atribuída uma importância enorme aos clérigos que têm a missão de interpretar a doutrina e treinar as comunidades.
Para se tentar perceber o que se passa por exemplo na Síria, deve ver-se a história, ir até pelo menos 500/ 600 anos atrás.
A Síria é uma das várias criações dos famosos Sykes e Picot, que delinearam os vários Países Árabes de que hoje ouvimos falar, com fronteiras inacreditáveis. Tudo à conta designadamente do petróleo. A Síria era Francesa.
Esse território governa-se autonomamente há pouco mais de umas 5 a 7 décadas. Tem poucas reservas de petróleo, mas acesso ao mar ou seja, pode controlar.
Não por acaso a Rússia tem lá uma base naval.
O pai Assad era Shiita, Ba'ath, laico. Com a ascensão do filho, verificaram-se algumas alterações no país, mas rapidamente o granel se instalou. Irmandade Muçulmana, ISIS, ALNUSRA, Curdos, etc. Guerra civil iniciada algures no ano de 2011. 

O caos actual, mas sempre com conversações e, agora, o jovem MACRON a dizer que definiu linhas vermelhas e que exercitará represálias se as linhas vermelhas forem ultrapassadas.
Se bem interpretei a cara do bandido Czar PUTIN que vi na televisão, creio que ficou com as perninhas a tremer depois de ouvir o MACRON!Enfim, lembrar que os Árabes são um povo, mas muitas religiões. 
E vale a pena rever o que veio a público sobre as conversas do TRUMP com os Sauditas, para melhor recapitular estas coisas, e verificar que a trolha entre "Shi'ites, e "Sunnis" continuará. 
Com reflexos, também, nas acções terroristas transnacionais. 
E ainda andam por aí uns quantos personagens políticos nacionais e estrangeiros e jornalistas e bloguistas a apelar à compreensão e outros a dizer que vão irradiar a coisa. Enfim.
António Cabral