segunda-feira, 27 de julho de 2026

Ah . . . o  AEROPORTO

Escrevi há pouco tempo um texto sobre o projectado NAL/ novo aeroporto de Lisboa que, presentemente, se pretende seja instalado na zona do actual Campo de Tiro de Alcochete, onde periodicamente os aviões da Força aérea treinam/ treinavam.

E escrevi-o designadamente por causa do aquífero que existe também nas áreas do dito campo, um aquífero que se estima brutal. 

Problema de água que afectará certamente a construção da pista/ pistas como lá está explicado.

A Quercus refila sobre o assunto, e refere também os problemas e as eventuais consequências relativamente aos aquíferos no distrito de Setúbal. Se bem percebo, a Quercus refere explicitamente que o assunto precisa de ser mais aprofundadamente estudado.

Mas Pinto Luz que tal como o "outro"é mais rápido que a própria sombra, disparou mais uma vez.

E vai daí apresentou "obra", nada menos nada mais que o maior pacote de obras públicas de sempre, de fazer inveja aos países da UE tidos como mais avançados e desenvolvidos.

Naturalmente existirá quem tenha dúvidas sobre este projecto.
Se percebo bem, além do tonitruante Pinto Luz, a Vinci não estará completamente contra embora no passado recente tenha apresentado pareceres negativos. 

Haverá certamente quem considere ser erro estratégico a construção de um tal aeroporto. Mas a decisão política aí está.
Um projecto baratinho!

Uma outra coisa é certa: o NAL está a avançar e foi um governo PS que promoveu a Comissão Técnica Independente liderada por Rosário Partidário, comissão essa que propôs Alcochete.

O relatório técnico a que Pinto Luz deu a benção final  parece apontar para uma solução técnica a pensar em futuras expansões da infra-estrutura e aponta os diferentes problemas na área da mobilidade, sendo que a tal ponte será o problema mais complicado.

O que considero curioso, e repito o que por diversas vezes já escrevi, é não aparecer ninguém a seriamente questionar a existência de imensa água na zona, não apenas por questões ambientais e de fornecimento de água no distrito de Setúbal, mas sobretudo por razões técnicas de construção de pistas. 
Se isso é potencialmente custoso para a obra que aí virá. 
E manutenção futura.
De acordo com estudos que creio foram feitos em 1992, evidenciavam problemas de construção de pistas a partir de poucos metros de profundidade.
Ora a construção das pistas hoje em dia implica grande escavação, grande caixão a metros de profundidade.

Mas deve ser certamente um problema caricato, irrelevante.

A OTA foi afastada sobretudo exactamente pelos problemas complicados na perspectiva da construção das pistas devido à água.
Aqui é irrelevante? Irrelevante?

A ir para a frente o projecto, veremos os percalços encontrados e quão mais custará a obra.
Certamente "pintelhos" como dizia o Catroga!

Ah, já agora, há quanto tempo se fala do aeroporto?
António Cabral (AC)

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