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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Pelo menos 11 hectares de campos agrícolas foram incendiados na zona baixa da aldeia de Lutete, na província moçambicana de Cabo Delgado, ação atribuída pelos residentes ao grupo armado de supostos terroristas que circula na região.

Isto não interessa para nada.
Importa lá agora os moçambicanos, seja supostos terroristas ou mesmo os grupos islamizados que há anos andam por lá.
Não vale uma flotilhazinha!
AC

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

2001,  11  SETEMBRO 

Depois de três anos nos EUA em representação do país regressei a Lisboa na tarde de 31 de Agosto de 2001.

Em 28 e 29 de Agosto desse ano tinha andado em NY com o meu filho mais novo que tinha ido ter comigo pouco mais que uma semana antes.

Andámos os dois a pé, imenso, andámos de autocarro descapotável, passámos por baixo de um prédio que ligava depois prédios e já não me lembro como era exactamente, mas recordo que ao passar por baixo tirámos uma fotografia.

Chegado a Lisboa tratei do que havia a fazer profissionalmente nos três primeiros dias de Setembro. Depois rumei a Monsanto, Beira-Baixa, e aí permaneci salvo erro 15 dias de férias.

Estava em casa a arrumar coisas, quando o telefone tocou - LIGA A TELEVISÃO HÁ UM HORROR NOS EUA.

Assistimos pela televisão ao embate do 2º avião assassino. Depois ficámos horas em frente ao televisor com curtos intervalos para ir à casa de banho e ir à cozinha para trazer coisas para comer.

Lembro como se fosse hoje. Nesse dia o mundo mudou ainda mais.

AC

terça-feira, 28 de julho de 2026

28  JULHO  1973

Foi a 28 de Julho de 1973. Parece que foi há meia dúzia de semanas!

Mas não, não foi há meia dúzia de semanas, fez hoje 53 anos que embarquei em Bissau. Embarquei eu e muitos mais, num dos Boeing 707 que nessa altura a Força Aérea (FAP) tinha.

À conta da ameaça dos mísseis Strella que o PAIGC tinha desde Março de 1973 e em que nesse mês abateu vários dos aviões da FAP, as partidas do aeroporto de Bissau eram precedidas de voos de helicópteros Allouette com helicanhão  num perímetro alargado em redor do aeroporto. Ao levantar, os aviões subiam o mais rapidamente possível. Foi uma sensação estranha, o Boeing a estremecer todo com a trepidação devido ao esforço da subida e eu, e certamente muitos outros, a pensar - será que nos safamos ou agora no final é que levamos com um míssil?

Horas depois aterrar em Lisboa, e fim do martírio de 21 meses de guerra, a bordo do navio para onde fora mandado em 29 de Outubro de 1971.

Com um ataque pelo meio da comissão, concretamente às 2340 horas de 19 de Maio de 1973, tendo havido um morto e vários feridos na tropa comando que transportávamos no exterior do navio. Danos vários no navio. Eu e outros podíamos ter morrido, mas não estava destinado que assim fosse. Não era para. ser naquele dia. Será noutro.

Parece que foi ontem.

A minha querida mulher sugere-me periodicamente que escreva uma espécie de memórias. Só à conta dos 21 meses de Guiné tenho pano para muitas mangas!

António Cabral (AC)

segunda-feira, 27 de julho de 2026

A propósito de mais um ataque terrorista islamita (palavras do ministro alemão) praticado por cidadão alemão de origem /ascendência libanesa, lembrei-me por exemplo disto.

AC

sexta-feira, 10 de julho de 2026

FATO  ENFIADO, PASSOU a . . . . . LÍDER 

Um dia terrorista, depois um salvador, agora um líder reverenciado, adorado pelo Ocidentais.
É preciso é comprar-lhes armamento.
É isso que Macron anda a tentar conseguir.

Nos anos 60 e 70 do século passado, a França foi fornecedora de muitos aviões Mirage para Israel. Foram os Mirage que arrasaram as forças aéreas dos vários países à volta de Israel na guerra dos 6 dias.

Depois de 1973, a França ficou muito irritada pois Israel virou-se definitivamente para material americano. 
Isso, creio eu, explica parte do actual posicionamento da França/ Macron face a Israel.
A outra parte, estou convencido, é para ver se os milhões de muçulmanos que a França tem dentro de casa não fazem muitos mais atentados. 
Creio que o tempo mostrará quão errados estão os dirigentes franceses.
Como aliás quase todos os dirigentes Europeus.

Admito, como sempre, estar a ver mal estas coisas, mas estou absolutamente convencido de que França, a Europa Ocidental toda, não querem perceber que não há volta a dar.

Grande parte da Irmandade Muçulmana expulsa do Egipto encontrou poiso em vários países do Golfo, tem o Irão como patrono, e está muito confortável com Erdogan.

Erdogan que eliminou qualquer último resquício de Ocidentalização da Turquia criada pelos jovens Turcos liderados por Ataturk. 
Turquia que logo integrou a NATO para se conter a URSS.
Agora amanhem-se. 
Na Alemanha por exemplo e não há muito tempo, a comunidade turca constituía como que a 2ª cidade turca em número de habitantes!

Muitos séculos lá para trás as hostes incentivadas pelo Papado andaram até Jerusalém. Fizeram o que fizeram.

Nós andámos pelo Norte de África depois de os expulsarmos da Península. Deu no que deu.
Aqui na Europa não querem perceber que há décadas que se passa o inverso. 

Saladino ri-se de gozo dentro do caixão!
Mas claro, devo estar completa e redondamente enganado.

António Cabral (AC)

sábado, 27 de junho de 2026

27  JUNHO  

Neste dia mas em 1976, terroristas desviaram para Entebbe, no Uganda, um avião da Air France. 
Grande parte dos passageiros eram israelitas.
Israel montou uma operação militar e foi ao Uganda resgatar os reféns/ prisioneiros. 
Se a memória não me falha tiveram uma baixa mortal.
"Reinava" no Uganda um troglodita (que creio era cabo ou pouco mais) chamado Idi Amin.
AC

sábado, 7 de março de 2026

Em entrevista à Euronews, Majid Tafreshi critica "dois pesos e duas medidas" sobre uso da base das Lajes pelos EUA, mas afasta qualquer ação retaliatória contra Portugal. (obrigadinho pá!)
Diz que Europa sai mais fraca deste confronto e lembra a Trump que apoio a milícias armadas nunca deu "resultados sustentáveis".

Esta criatura lembra uma coisa importante.
Lembra o apoio que ao longo de décadas (séculos ?) alguns países deram a certos grupos / milícias / terroristas.

Trump e quase todos os seus antecessores assumiram apoios desprezíveis (opinião pessoal naturalmente).

Mas tenho quase a certeza que para esta criatura apenas é condenável (e é) o apoio lamentável que os EUA a Rússia e a China foram dando (dão) a certa gentalha.

O que o Irão vem fazendo designadamente desde 1979, ou o que outros na região fizeram sobretudo a partir de 1945, isso já é louvável e de manter.

Enfim, como desfaçatez, como descarada ausência de tudo é um eloquente exemplo.

E faz-me recordar o que atribuíam a Churchill: "a fanatic is one who can't change his mind and won't change the subject"

Bom dia. Tenham um bom Sábado.
Saúde e boa sorte

AC

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

 O Irão considera as forças armadas europeias "grupos terroristas", declarou este domingo o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, após decisão da União Europeia de classificar a Guarda Revolucionária como uma "organização terrorista"

OK . . . . OK . . . . OK . . . .
já garantiste as tuas 70 virgens!

AC

domingo, 2 de novembro de 2025

SEGURANÇA, TERRORISMO, SEGURANÇA
Lê-se e . . . . . o que se deve pensar?

Li que na estação de São Martinho do Porto, na Linha do Oeste, houve
há dias uma tentativa de sabotagem. Se tivesse sido bem sucedida, um comboio teria descarrilado com, obviamente, prejuízos materiais graves e, muito provavelmente, pelo menos muitos feridos.

Parece óbvio que quem praticou este autêntico acto (terrorista, para o meu entendimento) tresloucado conhecia o sistema de exploração ferroviária.

Não parece ter sido" brincadeira de jovens desmiolados.

Como de costume a "coisa" passou para a alçada da PJ.
A quantidade de coisas que diariamente passa para a alçada da PJ é, para mim naturalmente, assustadora.

Onde têm meios para acorrer a tudo isto?

Voltando ao início, isto pode ser catalogado como acção terrorista?
Ou no melhor país do mundo (patética criatura dixit) não têm lugar acções terroristas?

Parecendo que o acontecido só poderia ser executado por quem, 
- estivesse familiarizado com o sistema de exploração ferroviária, 
- conhecesse as rotinas no âmbito ferroviário, 
- soubesse o que está/ estava guarnecido ou não com funcionários, 

é legítimo pensar que existe uma probabilidade elevada dos autores ou parte deles serem descontentes da empresa ou ex-funcionários da empresa?

Fica-me a dúvida insistente.
AC

domingo, 12 de outubro de 2025

RECORDAÇÕES

Quando, nos dias de hoje, observo certa gente, aparece-me na memória um conjunto de factos, situações, eventos.

Na sequência de ocorrências destes últimos dias lembrei-me, por exemplo, de um português: chamava-se João Nascimento Costa.

Foi assassinado há muito anos.

Era 2º piloto, estava de quarto, na ponte do paquete Santa Maria.

AC

segunda-feira, 7 de julho de 2025

Presidente da República assinala 40.° aniversário do Serviço de Informações de Segurança
04 de julho de 2025

Assinalam-se hoje 40 anos de existência do Serviço de Informações de Segurança (SIS). Quatro décadas de um Serviço que surgiu num momento decisivo para a nossa Democracia, quando se consolidavam as nossas instituições democráticas e se traçava um novo rumo para a segurança nacional.

Ao longo destas quatro décadas, o SIS tem sido um pilar relevante na proteção do Estado de Direito e na prevenção de ameaças que atentam contra a soberania nacional, garantindo que Portugal se mantenha firme perante os riscos que possam colocar em causa as liberdades que conquistámos.
(do sítio da presidência, com sublinhados da minha responsabilidade)

Marcelo Rebelo de Sousa no seu estilo de sempre.
Recordou este importante serviço e fez bem, opinião pessoal, naturalmente.

Fez bem em recordar uma instituição essencial, indispensável, à República, à Democracia, à manutenção das instituições e dos valores Constitucionais.

Essencial, indispensável, é a minha opinião, naturalmente.

Há por aí, continua a haver por aí, quem discorda disto. Respeite-se.
Talvez saudosos de 1975, do período de 1980 a 1987, da escalada de violência sobre figuras do Estado e instituições diversas.

Mas voltando a Marcelo, uma das nossas figuras bem representativas  das ambiguidades e do esquecimento conveniente ou selectivo tipicamente Ocidental, o texto que apareceu no "sítio" da Presidência bem que podia ter sido por exemplo assim:

Assinalam-se hoje 40 anos de existência do Serviço de Informações de Segurança (SIS). 

Quatro décadas de um Serviço que foi criado apenas em 4 de Julho de 1985 ou seja, praticamente quase um ano depois da Lei Quadro do Sistema de Informações da República Portuguesa de 1984, e basicamente onze anos após o 25 de Abril de 1974.

O SIS surgiu  num momento decisivo para a nossa Democracia quando, por um lado, se consolidavam as nossas instituições democráticas e, por outro lado e principalmente devido a violências ocorridas designadamente entre 20 de Abril de 1980 e 1987, quando se traçava um novo rumo para a segurança nacional.

Ao longo destas quatro décadas, o SIS tem sido um pilar relevante na proteção do Estado de Direito e na prevenção de ameaças que atentam contra a soberania nacional, garantindo que Portugal se mantenha firme perante os riscos que possam colocar em causa as liberdades que conquistámos.

Podia ter sido assim, com um bocadinho mais de rigor detalhe e história, mas não era a mesma coisa, era chato, não era professor Marcelo Rebelo de Sousa ?

AC

sábado, 5 de julho de 2025

ESPANTAR - ME ?

Há muitos anos que praticamente nada me espanta.

Vem estas palavras a propósito do que acaba de ser concretizado.

Moscovo / Putin e o regime Taliban acabam de se unir. Moscovo reconheceu os Taliban como legitimo governante do Afeganistão. 

Moscovo e os Taliban, em comunhão de esforços, vão lutar contra o terrorismo, entre outras coisas.

Não é lindo ?  Vão lutar contra o terrorismo, ouviram bem !

Há atenção dos mesmos do costume!

AC 

sexta-feira, 27 de junho de 2025

 

Este assunto foi abordado em vários locais. 

Mas de cada vez que olho para o que foi feito no jornal "Público"a propósito destas fotografias, trabalho (??) a cargo de jornalistas sem espelho em casa, vem-me à cabeça as palavras, nojo, ausência de vergonha na cara, vendidos, terrorismo, vergonhoso sistema de justiça, jornalismo de sarjeta. 

Não deixa de ser curioso é haver ditos partidos políticos (???) com gente deste calibre em listas eleitorais.

Nem escrevendo centenas de vezes se convencem do que foram e do que continuam a ser.


AC

terça-feira, 10 de junho de 2025

GLOBALIZAÇÃO. TERRORISMO. MIGRAÇÃO 
Presidente dos EUA, Donald Trump, proibiu a entrada no país de cidadãos de 12 países, entre os quais a Guiné Equatorial, para “proteger” o país de “terroristas estrangeiros”, segundo uma proclamação publicada pela Casa Branca na quarta-feira. O objetivo é impedir que aconteça em solo norte-americano “o que aconteceu na Europa”.

Nota Prévia:
Presente o que sempre me guiou na vida, este "cabelinhos alaranjados" irrita-me, repugna-me, não passa de um desprezível traste, que muito vem contribuindo para este mundo completamente enlouquecido. 
Mas também não é ele o principal culpado do estado de coisas mundial, embora me queiram fazer crer que tudo o que está mal é por culpa dele.

Isto referido, gostava de perguntar por exemplo à menina Greta ou outra criatura do mesmo calibre, duas coisas:
- quem lhes paga? Soros, alguém do género, do chamado mundo ocidental, ou da Rússia, ou da China?
- quanto à entrada de estrangeiros, que me indicasse que normas vigoram por exemplo, no Irão, Arábia Saudita, Hungria, Polónia, Austrália, Nova Zelândia, Islândia, Dinamarca, Afeganistão, China, Ucrânia, Singapura, etc.

Nesta segunda questão, há que não esquecer que tanto falamos de países onde a democracia vigora nuns quantos, enquanto em outros estão, ditaduras, teocracia, terrorismo de Estado, etc. 

Bom dia.
Tenham um bom feriado.
Saúde e boa sorte.
António Cabral

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

(assino por baixo)
António Cabral

"Uma amargura me submerge inconsolável"
por henrique pereira dos santos, em 25.10.24
"Serão ou não em vão?", continua Jorge de Sena, antes da pergunta essencial "Mas, mesmo que o não sejam, quem ressuscita esses milhões, quem restitui não só a vida, mas tudo o que lhes foi tirado?".

Lembrei-me disto, sobretudo do verso que escolhi para título disto, a propósito da minha "não-pátria amada" (para usar uma expressão feliz de José Pimentel Teixeira, o que escreveu o Torna-viagem, que aconselho), ou melhor, a propósito das notícias das últimas semanas sobre essa não-pátria amada, Moçambique.

"Quem diz que sim, quem diz que não, quem diz que sim, quem diz que não, são os movimentos de libertação", cantava Sérgio Godinho com a melhor das intenções, mas como concluiu Fausto Bordalo Dias, muitos anos mais tarde, a realidade é que não se consegue dizer que as pessoas passaram a viver melhor depois da independência (Fausto falava da sua e minha terra de nascimento, Angola, e acrescento que o mesmo se pode dizer da minha não-pátria amada).

Quase cinquenta anos depois, mais tempo do que o que durou o Estado Novo, Moçambique faz umas chapeladas monumentais a que chama eleições, convive com o assassinato de membros relevantes de opositores políticos do mesmo partido que governa o país há quase cinquenta anos e as pessoas comuns vivem em condições miseráveis que constrastam fortemente com a riqueza das elites dominantes, que crescem à sombra de um poder absoluto e sem respeito pelo estado de direito.

Não há uma letra do que escrevi que possa ser lida como a defesa de uma situação colonial pré-existente, mais, acho perfeitamente razoável a hipótese de que a rigidez do regime em relação à questão colonial (rigidez essa que está muito longe do imobilismo com que frequentemente o pintam) bloqueou soluções melhores, ao ponto do colapso militar que se seguiu ao 25 de Abril ter impedido qualquer discussão sobre soluções alternativas à entrega do poder absoluto a quem tinha armas na mão, e vontade de as usar sem restrições para obter esse poder absoluto.

O que me interessa aqui é que, independentemente da entrega do poder absoluto a um poder tirânico assente na força das armas não ter nascido do vácuo, há uma responsabilidade objectiva da Frelimo e dos seus dirigentes no que hoje é Moçambique (sim, Samora incluído, Samora nunca foi o pai da pátria simpático e sorridente como frequentemente é caracterizado, Samora, desde sempre, actuou como um ditador sanguinário sempre que achou necessário para assegurar o poder absoluto, sendo conhecidos os discursos violentamente racistas que foi fazendo desde as primeiras negociações de entrega do poder, com o objectivo de liquidar quaisquer sementes de divergência, mesmo que isso tivesse como consequência, como veio a ter, uma perda de capital humano brutal de que ainda hoje o país se ressente).

Como é inevitável nesses ambientes políticos e sociais, a retórica anti-colonial e anti-racista foi pesadamente usada para justificar moral e socialmente os excessos do exercício do poder absoluto, ao mesmo tempo que, fora da retórica, uma máquina de poder corrupta, arbitrária e brutal se foi instalando, perdendo os adereços desenvolvimentistas nacionalistas e de legitimidade histórica associado à resistência armada, para se mostrar hoje como aquilo que é e sempre foi.

E "uma amargura me submerge inconsolável" por não ver qualquer esperança justificada de que Moçambique consiga libertar-se, em breve, da sua elite extrativista e brutal.

quarta-feira, 29 de maio de 2024

"INFORMAÇÃO". Actividade de Informações

O domínio da "Informação" neste mundo louco é, cada vez mais, de primordial importância.

No nosso caso, a história nacional está recheada de casos desastrosos por ausência de detenção de boas informações. Mas, também, de alguns casos de sucesso.

Um dos nossos casos de sucesso e, aparentemente, por estar-se na posse de informações importantes e decisivas, remonta ao tempo da epopeia dos descobrimentos e nomeadamente ao que levou à partilha do mundo entre nós e Espanha.

Outro caso e neste, deve dizer-se, INFELIZMENTE, o estar-se na posse de boa informação por parte da PIDE a par da montagem de uma teia tenebrosa, levou ao assassinato do general Humberto Delgado.

Mas existem casos vários de insucesso, de desastre tonitruante.

Um dos casos de desastre foi a "operação Mar Verde", operação montada para o ataque à Guiné Conakry, em que vários objectivos não foram atingidos sobretudo por falha de informações/ por informações não correspondentes à realidade no terreno: por exemplo, não apanharam os líderes do PAIGC nem da Guiné Conakry, não se destruíram aviões Mig.

Interessa-me particularmente o nosso período democrático, e estão decorridos 50 anos.
Quando digo "interessa-me" quero significar que, como cidadão muito interessado mas que quase nada percebe do assunto, tenho razoável consciência do que deve ser um Estado de Direito Democrático contemporâneo.

No mundo contemporâneo, um Estado deve ter estruturas que habilitem à preservação da segurança nacional, que garantam a sua proteção e a sua segurança.

A actividade de informações tem de se concentrar na análise profunda de "outrem/ país" quanto à sua situação política, militar, económica, social, religiosa e outras.

No caso nacional, a nossa segurança depende muito da envolvente externa.
Desde meados do século passado e crescentemente desde essa altura, a pesquisa de informações teve /tem de se dedicar e muito a espionagem, terrorismo, ameaças assimétricas.

Desde sempre a actividade de informações baseia-se naquilo que são por um lado as fontes abertas e por outro nas fontes encobertas as quais assentam, essencialmente, em meios electrónicos e pesquisa por agentes.
Há teorias diversas sobre o assunto, mas alguns apontam ser razoável que a actividade de informações assente 80% em fontes abertas e 20% na actividade de agentes e por meios electrónicos, acções portanto encobertas, clandestinas. 
A rede diplomática de um país actua ou pode actuar nas duas vertentes.

Nos tempos contemporâneos nenhum país está 100% imune a sabotagem, terrorismo, subversão, espionagem.

Num Estado de Direito Democrático é importante ter definido que, nomeadamente o sindicalismo e o crime organizado, não se devem enquadrar nas missões de serviços de informações, serviços muitas vezes designados por serviços secretos.

Em Portugal, no período democrático, muitos políticos persistem  em julgar que se resolvem assuntos por mudanças ou mesmo extinção de conceitos e certas estruturas e na maioria dos casos baseiam-se em premissas falsas.
E persiste o papão do Estado Novo. 50 ANOS!

Infelizmente, opinião pessoal naturalmente, continuamos com os estigmas e as limitações (hoje inconcebíveis, opinião pessoal) quanto a vigilância electrónica, intercepções telefónicas, etc.
E nisto, é a minha opinião, há muito de, incompetência,  amadorismo, defesa de protagonismo serôdio, defesa de hegemonias bacocas, arrogância e, sobretudo, muita ausência de sentido de Estado e noção das realidades.

Hoje em dia, com a globalização, com os fluxos migratórios e neste âmbito com a crescente actividade de redes de tráfico humano a que certos países dão descarado apoio, torna-se mais do que evidente que a actividade de informações é essencial.

Torna-se por demais evidente que numa Europa Schengen a entrada de imigrantes devia ser controlada.

Mas é claro que ao escrever isto, ao pensar nestas coisas, ao pensar no mundo contemporâneo infelizmente e cada vez mais conturbado e perigoso, aos olhos de certa gentalha devo ser um terrível fasssssssssssista. 

Mas, respeitando sempre a opinião de outrem, devo dizer-lhes, tenham juízo, tenham vergonha, e olhem sem facciosismos e ideologias para os vários exemplos bons de integração na sociedade portuguesa mas, TAMBÉM, para as imensas desgraças e misérias que por aí vão.

E as desgraças e misérias não se cingem ao que se vê nas filas de espera para tentativas de legalização, nem na Avenida da República em Lisboa, nem no Martim Moniz, nem nos sem abrigo; encontram-se por todo o lado, nomeadamente na parte Continental do país e muito já no interior, em aldeias, vilas, serranias.

Não ponderação do panorama internacional dá nisto, no que se vê.
Interpretação literal da legalidade dá nisto, no que se vê.
Portas escancaradas do virador de páginas deu nisto, no que se vê.
Hostilização da actividade de informações deu nisto, no que se vê.
Ausência de sentido de Estado dá nisto, no que se vê.
Não ponderação dos interesses nacionais dá nisto, no que se vê.

Desgraçado país, mas sobretudo desgraçados de nós.

António Cabral

quarta-feira, 29 de novembro de 2023

AI  SIM?
Então, há problemas?
(lido outro dia)
As autoridades alemãs realizaram buscas esta quinta-feira de manhã em quatro regiões diferentes na Alemanha, visando encontrar membros e simpatizantes das organizações palestinianas Hamas e Samidoun, proibidas no país, informou o Ministério do Interior.
AC