Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
sexta-feira, 11 de setembro de 2026
2001, 11 SETEMBRO
Depois de três anos nos EUA em representação do país regressei a Lisboa na tarde de 31 de Agosto de 2001.
Em 28 e 29 de Agosto desse ano tinha andado em NY com o meu filho mais novo que tinha ido ter comigo pouco mais que uma semana antes.
Andámos os dois a pé, imenso, andámos de autocarro descapotável, passámos por baixo de um prédio que ligava depois prédios e já não me lembro como era exactamente, mas recordo que ao passar por baixo tirámos uma fotografia.
Chegado a Lisboa tratei do que havia a fazer profissionalmente nos três primeiros dias de Setembro. Depois rumei a Monsanto, Beira-Baixa, e aí permaneci salvo erro 15 dias de férias.
Estava em casa a arrumar coisas, quando o telefone tocou - LIGA A TELEVISÃO HÁ UM HORROR NOS EUA.
Assistimos pela televisão ao embate do 2º avião assassino. Depois ficámos horas em frente ao televisor com curtos intervalos para ir à casa de banho e ir à cozinha para trazer coisas para comer.
Lembro como se fosse hoje. Nesse dia o mundo mudou ainda mais.
AC
terça-feira, 28 de julho de 2026
28 JULHO 1973
Foi a 28 de Julho de 1973. Parece que foi há meia dúzia de semanas!
Mas não, não foi há meia dúzia de semanas, fez hoje 53 anos que embarquei em Bissau. Embarquei eu e muitos mais, num dos Boeing 707 que nessa altura a Força Aérea (FAP) tinha.
À conta da ameaça dos mísseis Strella que o PAIGC tinha desde Março de 1973 e em que nesse mês abateu vários dos aviões da FAP, as partidas do aeroporto de Bissau eram precedidas de voos de helicópteros Allouette com helicanhão num perímetro alargado em redor do aeroporto. Ao levantar, os aviões subiam o mais rapidamente possível. Foi uma sensação estranha, o Boeing a estremecer todo com a trepidação devido ao esforço da subida e eu, e certamente muitos outros, a pensar - será que nos safamos ou agora no final é que levamos com um míssil?
Horas depois aterrar em Lisboa, e fim do martírio de 21 meses de guerra, a bordo do navio para onde fora mandado em 29 de Outubro de 1971.
Com um ataque pelo meio da comissão, concretamente às 2340 horas de 19 de Maio de 1973, tendo havido um morto e vários feridos na tropa comando que transportávamos no exterior do navio. Danos vários no navio. Eu e outros podíamos ter morrido, mas não estava destinado que assim fosse. Não era para. ser naquele dia. Será noutro.
Parece que foi ontem.
A minha querida mulher sugere-me periodicamente que escreva uma espécie de memórias. Só à conta dos 21 meses de Guiné tenho pano para muitas mangas!
António Cabral (AC)
segunda-feira, 27 de julho de 2026
sexta-feira, 10 de julho de 2026
Um dia terrorista, depois um salvador, agora um líder reverenciado, adorado pelo Ocidentais.
sábado, 27 de junho de 2026
27 JUNHO
sábado, 7 de março de 2026
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
domingo, 2 de novembro de 2025
domingo, 12 de outubro de 2025
RECORDAÇÕES
Quando, nos dias de hoje, observo certa gente, aparece-me na memória um conjunto de factos, situações, eventos.
Na sequência de ocorrências destes últimos dias lembrei-me, por exemplo, de um português: chamava-se João Nascimento Costa.
Foi assassinado há muito anos.
Era 2º piloto, estava de quarto, na ponte do paquete Santa Maria.
AC
segunda-feira, 7 de julho de 2025
04 de julho de 2025
Assinalam-se hoje 40 anos de existência do Serviço de Informações de Segurança (SIS). Quatro décadas de um Serviço que surgiu num momento decisivo para a nossa Democracia, quando se consolidavam as nossas instituições democráticas e se traçava um novo rumo para a segurança nacional.
Ao longo destas quatro décadas, o SIS tem sido um pilar relevante na proteção do Estado de Direito e na prevenção de ameaças que atentam contra a soberania nacional, garantindo que Portugal se mantenha firme perante os riscos que possam colocar em causa as liberdades que conquistámos. (do sítio da presidência, com sublinhados da minha responsabilidade)
Ao longo destas quatro décadas, o SIS tem sido um pilar relevante na proteção do Estado de Direito e na prevenção de ameaças que atentam contra a soberania nacional, garantindo que Portugal se mantenha firme perante os riscos que possam colocar em causa as liberdades que conquistámos.
sábado, 5 de julho de 2025
ESPANTAR - ME ?
Há muitos anos que praticamente nada me espanta.
Vem estas palavras a propósito do que acaba de ser concretizado.
Moscovo / Putin e o regime Taliban acabam de se unir. Moscovo reconheceu os Taliban como legitimo governante do Afeganistão.
Moscovo e os Taliban, em comunhão de esforços, vão lutar contra o terrorismo, entre outras coisas.
Não é lindo ? Vão lutar contra o terrorismo, ouviram bem !
Há atenção dos mesmos do costume!
AC
sexta-feira, 27 de junho de 2025
Este assunto foi abordado em vários locais.
Mas de cada vez que olho para o que foi feito no jornal "Público"a propósito destas fotografias, trabalho (??) a cargo de jornalistas sem espelho em casa, vem-me à cabeça as palavras, nojo, ausência de vergonha na cara, vendidos, terrorismo, vergonhoso sistema de justiça, jornalismo de sarjeta.
Não deixa de ser curioso é haver ditos partidos políticos (???) com gente deste calibre em listas eleitorais.
Nem escrevendo centenas de vezes se convencem do que foram e do que continuam a ser.
AC
terça-feira, 10 de junho de 2025
sexta-feira, 25 de outubro de 2024
"Uma amargura me submerge inconsolável"
por henrique pereira dos santos, em 25.10.24
"Serão ou não em vão?", continua Jorge de Sena, antes da pergunta essencial "Mas, mesmo que o não sejam, quem ressuscita esses milhões, quem restitui não só a vida, mas tudo o que lhes foi tirado?".
Lembrei-me disto, sobretudo do verso que escolhi para título disto, a propósito da minha "não-pátria amada" (para usar uma expressão feliz de José Pimentel Teixeira, o que escreveu o Torna-viagem, que aconselho), ou melhor, a propósito das notícias das últimas semanas sobre essa não-pátria amada, Moçambique.
"Quem diz que sim, quem diz que não, quem diz que sim, quem diz que não, são os movimentos de libertação", cantava Sérgio Godinho com a melhor das intenções, mas como concluiu Fausto Bordalo Dias, muitos anos mais tarde, a realidade é que não se consegue dizer que as pessoas passaram a viver melhor depois da independência (Fausto falava da sua e minha terra de nascimento, Angola, e acrescento que o mesmo se pode dizer da minha não-pátria amada).
Quase cinquenta anos depois, mais tempo do que o que durou o Estado Novo, Moçambique faz umas chapeladas monumentais a que chama eleições, convive com o assassinato de membros relevantes de opositores políticos do mesmo partido que governa o país há quase cinquenta anos e as pessoas comuns vivem em condições miseráveis que constrastam fortemente com a riqueza das elites dominantes, que crescem à sombra de um poder absoluto e sem respeito pelo estado de direito.
Não há uma letra do que escrevi que possa ser lida como a defesa de uma situação colonial pré-existente, mais, acho perfeitamente razoável a hipótese de que a rigidez do regime em relação à questão colonial (rigidez essa que está muito longe do imobilismo com que frequentemente o pintam) bloqueou soluções melhores, ao ponto do colapso militar que se seguiu ao 25 de Abril ter impedido qualquer discussão sobre soluções alternativas à entrega do poder absoluto a quem tinha armas na mão, e vontade de as usar sem restrições para obter esse poder absoluto.
O que me interessa aqui é que, independentemente da entrega do poder absoluto a um poder tirânico assente na força das armas não ter nascido do vácuo, há uma responsabilidade objectiva da Frelimo e dos seus dirigentes no que hoje é Moçambique (sim, Samora incluído, Samora nunca foi o pai da pátria simpático e sorridente como frequentemente é caracterizado, Samora, desde sempre, actuou como um ditador sanguinário sempre que achou necessário para assegurar o poder absoluto, sendo conhecidos os discursos violentamente racistas que foi fazendo desde as primeiras negociações de entrega do poder, com o objectivo de liquidar quaisquer sementes de divergência, mesmo que isso tivesse como consequência, como veio a ter, uma perda de capital humano brutal de que ainda hoje o país se ressente).
Como é inevitável nesses ambientes políticos e sociais, a retórica anti-colonial e anti-racista foi pesadamente usada para justificar moral e socialmente os excessos do exercício do poder absoluto, ao mesmo tempo que, fora da retórica, uma máquina de poder corrupta, arbitrária e brutal se foi instalando, perdendo os adereços desenvolvimentistas nacionalistas e de legitimidade histórica associado à resistência armada, para se mostrar hoje como aquilo que é e sempre foi.
E "uma amargura me submerge inconsolável" por não ver qualquer esperança justificada de que Moçambique consiga libertar-se, em breve, da sua elite extrativista e brutal.
quarta-feira, 29 de maio de 2024
O domínio da "Informação" neste mundo louco é, cada vez mais, de primordial importância.





