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quinta-feira, 16 de julho de 2026

A  INDIGNAÇÃO  SUPER  SELECTIVA
Não é de agora, mas as indignações de várias criaturas crescem em super selectividade. Não é só mas então nas esquerdas (moderadas, ortodoxas, radicais).
Nem falo das flotilhas ou das criaturas usando o lenço aos quadradinhos pretos e brancos.

Em Moçambique, as últimas estimativas apontam para mais de 12 mil pessoas deslocadas pela violência em Cabo Delgado.
Não será de admirar que o número real seja o dobro ou o triplo. 

Isso incomoda alguma coisa os portugueses eurodeputados e deputados na AR?
Ná, não está lá metido Israel na história, não interessa para nada. 

Na Nigéria há milhares de cristãos que ainda não foram trucidados apenas por acaso, não que não seja esse o objectivo final da "rapaziada" de inspiração Islâmica.

Isso incomoda alguma coisa os portugueses eurodeputados e deputados na AR?
Ná, não está lá metido Israel na história, não interessa para nada. 

Na China há uns desgraçados (minorias étnicas) que são esmigalhados pelos sequazes do Xi.

Isso incomoda alguma coisa os portugueses eurodeputados e deputados na AR?
Ná, não está lá metido Israel na história, não interessa para nada. 

No Irão as mulheres além da Burka e outras coisas têm sempre à sua  disposição o APEDREJAMENTO.

Isso incomoda alguma coisa os portugueses eurodeputados e deputados na AR?
Ná, não está lá metido Israel na história, não interessa para nada. 

No paraíso Erdogan os OCS locais estão cada vez mais apertados pelo ditador e sequazes. 
Lá, os Arménios e os Curdos vivem cada vez mais "felizes"!

Isso incomoda alguma coisa os portugueses eurodeputados e deputados na AR?
Ná, não está lá metido Israel na história, não interessa para nada. 

No Brasil, os Índios da Amazónia que sempre viveram felizes com o tratamento recebido dos sucessivos governos, estão cada vez melhor na vida, e desde que Lula foi para presidente nunca mais 1 metro quadrado que fosse de floresta Amazónica foi cortado, pelo que  os portugueses eurodeputados e deputados na AR vivem igualmente felizes e despreocupados.

E ETC.

E assim vamos!

Tenham uma boa 5ª Feira
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades.

AC

segunda-feira, 11 de novembro de 2024

MOÇAMBIQUE,  ÁFRICA,  Geopolítica
A convite de amigos com quem não estávamos há semanas, almoçámos ontem num simpático restaurante em Alcochete, onde costumo ir frequentemente. 
E onde, persistentemente, o proprietário sempre me conta coisas do mundo e de cá.

Pois o proprietário tem vários filhos e netos e quer ele quer a mulher têm descendência dos dois casamentos, pois ambos foram divorciados e há muitos anos se casaram.

Famílias dispersas um pouco por todo o lado. 
Há um filho a trabalhar em Angola, um a trabalhar na Irlanda e têm uma sobrinha que vive há anos em Moçambique.

Sobre a tragédia que se vive em Moçambique, a sobrinha está há nove dias sem sair a mais de 20 metros de casa, em boa verdade quase não sai de casa, embora esteja um bocado afastada dos locais de maior tumulto. Da janela tem avistado coisas horríveis.

Passaram 50 anos de poder, dos de sempre. Pode dizer-se cleptocracia? 

O cheiro a fumo/ gás lacrimogéneo e o som da metralha misturam-se com o cheiro a fraude, nunca apagando o cheiro a corrupção de décadas. Somam-se mortos e feridos, destruições várias.

A propósito disto li umas vacuidades de um tal de Relvas. Nem vale a pena perder tempo com dislates. 

A realidade é que Moçambique é o segundo país mais populoso da CPLP, de onde se expulsam jornalistas portugueses que queriam cobrir "aquilo", observar a repressão, creio eu meditar sobre o que se está a passar.

Notícias e informação, séria?
A realidade é que Moçambique é basicamente um dos países mais miseráveis do mundo.

Deve ser por culpa de quem?
Dos colonialistas portugueses, talvez mesmo do PS e do PSD. É que ainda só passaram 50 anos, não deu tempo para assentar, obviamente!

Tenham uma boa semana. Bom dia, saúde.
AC

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

(assino por baixo)
António Cabral

"Uma amargura me submerge inconsolável"
por henrique pereira dos santos, em 25.10.24
"Serão ou não em vão?", continua Jorge de Sena, antes da pergunta essencial "Mas, mesmo que o não sejam, quem ressuscita esses milhões, quem restitui não só a vida, mas tudo o que lhes foi tirado?".

Lembrei-me disto, sobretudo do verso que escolhi para título disto, a propósito da minha "não-pátria amada" (para usar uma expressão feliz de José Pimentel Teixeira, o que escreveu o Torna-viagem, que aconselho), ou melhor, a propósito das notícias das últimas semanas sobre essa não-pátria amada, Moçambique.

"Quem diz que sim, quem diz que não, quem diz que sim, quem diz que não, são os movimentos de libertação", cantava Sérgio Godinho com a melhor das intenções, mas como concluiu Fausto Bordalo Dias, muitos anos mais tarde, a realidade é que não se consegue dizer que as pessoas passaram a viver melhor depois da independência (Fausto falava da sua e minha terra de nascimento, Angola, e acrescento que o mesmo se pode dizer da minha não-pátria amada).

Quase cinquenta anos depois, mais tempo do que o que durou o Estado Novo, Moçambique faz umas chapeladas monumentais a que chama eleições, convive com o assassinato de membros relevantes de opositores políticos do mesmo partido que governa o país há quase cinquenta anos e as pessoas comuns vivem em condições miseráveis que constrastam fortemente com a riqueza das elites dominantes, que crescem à sombra de um poder absoluto e sem respeito pelo estado de direito.

Não há uma letra do que escrevi que possa ser lida como a defesa de uma situação colonial pré-existente, mais, acho perfeitamente razoável a hipótese de que a rigidez do regime em relação à questão colonial (rigidez essa que está muito longe do imobilismo com que frequentemente o pintam) bloqueou soluções melhores, ao ponto do colapso militar que se seguiu ao 25 de Abril ter impedido qualquer discussão sobre soluções alternativas à entrega do poder absoluto a quem tinha armas na mão, e vontade de as usar sem restrições para obter esse poder absoluto.

O que me interessa aqui é que, independentemente da entrega do poder absoluto a um poder tirânico assente na força das armas não ter nascido do vácuo, há uma responsabilidade objectiva da Frelimo e dos seus dirigentes no que hoje é Moçambique (sim, Samora incluído, Samora nunca foi o pai da pátria simpático e sorridente como frequentemente é caracterizado, Samora, desde sempre, actuou como um ditador sanguinário sempre que achou necessário para assegurar o poder absoluto, sendo conhecidos os discursos violentamente racistas que foi fazendo desde as primeiras negociações de entrega do poder, com o objectivo de liquidar quaisquer sementes de divergência, mesmo que isso tivesse como consequência, como veio a ter, uma perda de capital humano brutal de que ainda hoje o país se ressente).

Como é inevitável nesses ambientes políticos e sociais, a retórica anti-colonial e anti-racista foi pesadamente usada para justificar moral e socialmente os excessos do exercício do poder absoluto, ao mesmo tempo que, fora da retórica, uma máquina de poder corrupta, arbitrária e brutal se foi instalando, perdendo os adereços desenvolvimentistas nacionalistas e de legitimidade histórica associado à resistência armada, para se mostrar hoje como aquilo que é e sempre foi.

E "uma amargura me submerge inconsolável" por não ver qualquer esperança justificada de que Moçambique consiga libertar-se, em breve, da sua elite extrativista e brutal.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

SABICHÕES,  SAPIENTES,  PROSÁPIA
Uma das coisas que me diverte no nosso país é observar o que debitam certas criaturas. 
Prosápia, muita.
Estão no seu pleno direito, naturalmente, e respeito sempre as opiniões que vou lendo e ouvindo, concordando com umas discordando de tantas outras.

Por exemplo, dizer-se que regressou a instabilidade a Moçambique é para mim curioso. 
Para uma esmagadora maioria dos meus concidadãos estou convencido de que a frase é capaz de não lhes dizer rigorosamente nada. Porventura para uns quantos diga pouco, nada de especial. 
Ficará algum a pensar no assunto e com a sensação de que - olha, há por lá algum problema!

Regressou a instabilidade?
Gostava que, com rigor, me descrevessem os períodos em que por lá houve estabilidade. 
Concretamente, períodos de estabilidade/ sossego/ paz social, indicando por cada período um dado mês/ ano de início, até outro mês/ano de final desse período.
Só para eu perceber.
AC 

terça-feira, 5 de maio de 2020

COVID-19, e o NEVOEIRO
Como já referi a Pandemia criou um "nevoeiro", relegou tudo para debaixo do tapete incluindo normativos constitucionais, tudo excepto o respeitante ao vírus, ás pré-campanhas e ás sondagens encomendadas.
Vem isto a propósito da CPLP e dos arautos que periodicamente botam "faladura" sobre a CPLP.
Para mim é muito curioso reparar no que se verifica em Moçambique, particularmente para a parte Norte ao que parece, e que passa quase incólume nos OCS tugas muitos dos quais são designados de "referência" !?!?!?!?.
Será que não incomoda o governo português?
Será que não incomoda a Presidência de República?
E para os srs deputados, a coisa é irrelevante, irrelevante que avance o que parece estar a avançar, aparentemente com bandeiras de ligações curiosas?
O que se está a passar em Moçambique?
CPLP, "ring a Bell" ?
AC


sexta-feira, 22 de março de 2019

PERGUNTA CURIOSA?
Ou a REALIDADE SEMPRE ESCONDIDA?
"Onde é que está o nosso exército?" É esta a pergunta que Álvaro Carmo Vaz, especialista em recursos hídricos, faz, uma semana depois do ciclone Idai destruir a cidade da Beira. O engenheiro moçambicano não consegue perceber como é que o exército do país só chegou à Beira esta sexta-feira.

Não consegue perceber?
AC

quinta-feira, 21 de março de 2019

HÁ CADA CHATICE
Na sequência da tragédia que se abateu sobre o Norte de Moçambique, as nossas autoridades decidiram e muito bem, dar um contributo para tentar minimizar aquela tragédia.
Presumo como possível, que entre os cerca de 40 militares que partiram esta madrugada vários se terão voluntariado. 
Sei que é coisa que no passado já aconteceu.
O que eles não sonhavam, é que lhes caía em sorte, no aeroporto antes da partida para uma longa viagem de 30 horas, ter que aturar aquela maltosa sempre a fazer propaganda, ter de cumprimentar tanto sujeitinho.
(foto da TSF online)
Ah, soube por um amigo, que o PAN está furioso, eles não cumprimentaram o cão da GNR.
AC

domingo, 2 de abril de 2017

MEMÓRIAS
"Nenhum documento enriqueceu tanto a costa d'África como a exploração de Capelo e Ivens"
(Winchamam, geógrafo alemão)
António Cabral (AC)

terça-feira, 28 de março de 2017

MEMÓRIAS
"Numa época em que a maior parte de África era desconhecida, Portugal era o único País da Europa cuja colonização penetrara, muito anteriormente, no interior da zona tropical. Todas as outras colónias Europeias não eram senão postos costeiros, mesmo o Senegal Francês. Pelo contrário, ao longo de três séculos os administradores e colonos portugueses haviam penetrado no interior, uns a Oeste, em Angola, outros a Leste, em Moçambique."
(Camille Vallaux)
AC