segunda-feira, 11 de novembro de 2024

MOÇAMBIQUE,  ÁFRICA,  Geopolítica
A convite de amigos com quem não estávamos há semanas, almoçámos ontem num simpático restaurante em Alcochete, onde costumo ir frequentemente. 
E onde, persistentemente, o proprietário sempre me conta coisas do mundo e de cá.

Pois o proprietário tem vários filhos e netos e quer ele quer a mulher têm descendência dos dois casamentos, pois ambos foram divorciados e há muitos anos se casaram.

Famílias dispersas um pouco por todo o lado. 
Há um filho a trabalhar em Angola, um a trabalhar na Irlanda e têm uma sobrinha que vive há anos em Moçambique.

Sobre a tragédia que se vive em Moçambique, a sobrinha está há nove dias sem sair a mais de 20 metros de casa, em boa verdade quase não sai de casa, embora esteja um bocado afastada dos locais de maior tumulto. Da janela tem avistado coisas horríveis.

Passaram 50 anos de poder, dos de sempre. Pode dizer-se cleptocracia? 

O cheiro a fumo/ gás lacrimogéneo e o som da metralha misturam-se com o cheiro a fraude, nunca apagando o cheiro a corrupção de décadas. Somam-se mortos e feridos, destruições várias.

A propósito disto li umas vacuidades de um tal de Relvas. Nem vale a pena perder tempo com dislates. 

A realidade é que Moçambique é o segundo país mais populoso da CPLP, de onde se expulsam jornalistas portugueses que queriam cobrir "aquilo", observar a repressão, creio eu meditar sobre o que se está a passar.

Notícias e informação, séria?
A realidade é que Moçambique é basicamente um dos países mais miseráveis do mundo.

Deve ser por culpa de quem?
Dos colonialistas portugueses, talvez mesmo do PS e do PSD. É que ainda só passaram 50 anos, não deu tempo para assentar, obviamente!

Tenham uma boa semana. Bom dia, saúde.
AC

Sem comentários:

Enviar um comentário