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quinta-feira, 16 de julho de 2026

A  INDIGNAÇÃO  SUPER  SELECTIVA
Não é de agora, mas as indignações de várias criaturas crescem em super selectividade. Não é só mas então nas esquerdas (moderadas, ortodoxas, radicais).
Nem falo das flotilhas ou das criaturas usando o lenço aos quadradinhos pretos e brancos.

Em Moçambique, as últimas estimativas apontam para mais de 12 mil pessoas deslocadas pela violência em Cabo Delgado.
Não será de admirar que o número real seja o dobro ou o triplo. 

Isso incomoda alguma coisa os portugueses eurodeputados e deputados na AR?
Ná, não está lá metido Israel na história, não interessa para nada. 

Na Nigéria há milhares de cristãos que ainda não foram trucidados apenas por acaso, não que não seja esse o objectivo final da "rapaziada" de inspiração Islâmica.

Isso incomoda alguma coisa os portugueses eurodeputados e deputados na AR?
Ná, não está lá metido Israel na história, não interessa para nada. 

Na China há uns desgraçados (minorias étnicas) que são esmigalhados pelos sequazes do Xi.

Isso incomoda alguma coisa os portugueses eurodeputados e deputados na AR?
Ná, não está lá metido Israel na história, não interessa para nada. 

No Irão as mulheres além da Burka e outras coisas têm sempre à sua  disposição o APEDREJAMENTO.

Isso incomoda alguma coisa os portugueses eurodeputados e deputados na AR?
Ná, não está lá metido Israel na história, não interessa para nada. 

No paraíso Erdogan os OCS locais estão cada vez mais apertados pelo ditador e sequazes. 
Lá, os Arménios e os Curdos vivem cada vez mais "felizes"!

Isso incomoda alguma coisa os portugueses eurodeputados e deputados na AR?
Ná, não está lá metido Israel na história, não interessa para nada. 

No Brasil, os Índios da Amazónia que sempre viveram felizes com o tratamento recebido dos sucessivos governos, estão cada vez melhor na vida, e desde que Lula foi para presidente nunca mais 1 metro quadrado que fosse de floresta Amazónica foi cortado, pelo que  os portugueses eurodeputados e deputados na AR vivem igualmente felizes e despreocupados.

E ETC.

E assim vamos!

Tenham uma boa 5ª Feira
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades.

AC

sexta-feira, 3 de abril de 2026

6ª FEIRA SANTA, CERIMÓNIAS da PÁSCOA
AC
PORTUGAL,    EUROPA,    UE
Apetece-me começar pelo Convento de Cristo, emblema maior (creio) da cidade de Tomar. 
É uma verdadeira unidade histórica e artística. 
Um projecto de ocupação de espaços, com estilos arquitectónicos experimentados em Portugal, e que vão do século XII ao XVIII. 
Gótico, Manuelino. 
Exuberância única.
Ordem dos Templários, depois, Ordem de Cristo.

A Charola, Claustro do Cemitério, Capela dos Portocarreiros, Claustro de Lavagem, Os Espaços Manuelinos, Claustro de Santa Bárbara, Claustro da Hospedaria, Claustro de D.João III, Corredor das Celas, Claustro da Micha, Claustro dos Corvos, Antiga Casa dos Capítulo, Claustro das Necessidades, Portaria e Sala dos Reis, Aqueduto dos Pegões, Refeitório. 
É isto, deslumbrante.

Nem é preciso recuar muito no tempo e na história para verificar na sociedade portuguesa uma muito vincada tradição religiosa. 
No século XVI Portugal foi um dos países Europeus que reforçou a sua identidade católica e romana.
Práticas, vivências, ritos, romarias, expressões do sagrado.

Pode ponderar-se a religiosidade popular, a religião administrada.
Crentes, indiferentes, não crentes.
Entre a imensa bibliografia existente sobre Portugal, a religião na sociedade portuguesa através dos séculos, a questão da religiosidade, uma me merece realce: 
O Dicionário de História Religiosa de Portugal.

Creio inquestionável, para lá de alterações diversas a partir do início do século XX e não desconhecendo o intolerável abuso prosseguido designadamente por Salazar (uma só moral, uma só religião), que na sociedade portuguesa sempre existiu um factor religioso determinante, e maioritariamente católico.

Mas sempre existiram dinâmicas outras, minoritárias embora. 
Um dos exemplos, entre outros, que se pode referir é o passado nas Beiras (que conheço relativamente bem) onde sempre existiram sinais de aproximação entre ritualidades judaicas e cristãs. 
Belmonte e áreas próximas constitui exemplo típico.
Num tema complexo há religiosidade popular e há a igreja católica romana.

Entre muitas coisas mais, e passada que estão três meses de mais uma época Natalícia, tivemos  de novo as chamadas boas festas, o Natal, tradicionalmente a consoada a 24 de Dezembro, a missa do galo, tradicionalmente reunião da família, SIM da FAMÍLIA, FAMÍLIA.

Naturalmente, (naturalmente para mim), algumas coisas se foram alterando, há uns anos apareceu o pai Natal e as prendas.
Quando a minha idosa mãe (100 em 8JUL passado) era pequenita não havia pai Natal.

Mudou também, creio, a percentagem dos assumidos católicos que assistem regularmente aos actos de culto.
Mas onde quero chegar é que, e no respeito pelo outro que seja diferente de nós e designadamente na fé, porque carga de água não se há-de celebrar essa época que remonta a muito lá para trás?

Porque não hei-de continuar a ter uma árvore de Natal em casa quando ainda por cima há mais de 35 anos que não é de pinheiro natural, e portanto, respeito pelo ambiente e pela natureza?

Porque carga de água se quer (alguns) remover tudo o que se refere às tradições e ritos cristãos, como presépio na rua junto da igreja, etc.?

Porque carga de água devo desprezar, deixar de ouvir por exemplo as cantatas de Natal de Fernando Lopes Graça, um vulto enorme da nossa cultura? 
Ou as excelentes peças de música erudita de compositores diversos apropriadas ao Natal ?

Porque carga de água se estão a passar certas coisas (para mim inacreditáveis) em Portugal como aconteceu recentemente em certos locais no nosso país como aconteceu também em vários países da chamada Europa Ocidental? 
Cancelar isto e aquilo que era tradicional, para não ofender, ou como cautela por causa de atentados?

PORQUÊ ?
Porque pode ofender outros com fé diferente?
Mas a nossa fé e a fé deles têm de ser igualmente respeitadas.

Mas então ao virem para outros países, as sociedades de acolhimento têm de se descaracterizar para não os incomodar?

A seguir à questão de fé, os países de acolhimento também devem ponderar começar a integrar na legislação nacional por exemplo normas da "Sharia" e etc?

Salvo melhor opinião,  MULTICULTURISMO a existência de pessoas de outras culturas a viver em fraternidade aqui em Portugal. 

Deve significar o respeito integral pelas nossas leis, pelas nossas tradições, pelas nossas romarias, pelo nosso modo de vida. 
Quem chega tem de respeitar a organização do país, a lei, e sujeitar-se como todos nós às normas e regras vigentes. 
Que não têm de ser alteradas. 
E quem chega e tem fé diferente não têm que passar a ir à missa! E as manifestações do seu culto devem ser RESPEITADAS.

As questões de fé têm de ser respeitadas. 
Mas parece-me inaceitável não respeitarem a minha. Desrespeitam-na ao forçarem mudar, cancelar.
A minha fé não é melhor ou superior a outras, é apenas diferente. 
Todas têm de ser respeitadas. 

Sociedades pluriculturais coexistiram em todas as épocas. 
E assim deve continuar.
Multiculturismo é, também, resistir à homogeneidade cultural. 
Não se tem de passar a ser budista, ortodoxo, muçulmano, xintoísta, ou cristão, etc.

Mas a celebração do Natal, por exemplo, incomoda?
Até aos anos 90 do século passado, em Portugal, incomodou os portugueses agnósticos e ateus, ou os estrangeiros que sempre cá viveram? Francamente!

Na Síria, Irão, Iraque, Líbano, Egipto, Arábia Saudita, Indonésia, etc. alteram alguma coisa porque possam existir umas centenas de cristãos a lá residir? 
NÃO, obviamente que não alteram, não cancelam nada.
Não deixam de praticar o que lhes é tradicional e está na fé deles há séculos.

Em cada país, as leis internas têm de ser respeitadas. 
Respeitadas por todos, os do país, e os estrangeiros visitantes, turistas, residentes, venham a ter ou não nacionalidade do país que escolheram para viver. 

E quem o escolhe para viver de futuro, deve aprender a língua do país. É a minha opinião.

É só isto, e não tem nada a ver com o execrável (opinião pessoal naturalmente) Ventura e seus centuriões.

António Cabral (AC)

sexta-feira, 27 de março de 2026

ALIADOS ?
Nunca falei com um dirigente russo que dissesse algo de positivo acerca da China.
Nunca falei com um dirigente chinês que dissesse algo de positivo acerca da Rússia. Não são aliados naturais.
(Henry Kissinger, The Economist, 17-05-2023).

Recordando isto podemos tirar muitas outras ilações semelhantes. Pensemos nos diferentes países árabes e muçulmanos, sobretudo em xiitas e sunitas mas lembrando franjas como, Imamites, Alaouites, Ismaelites, Druzes, Ibadites, Nizarites, etc.

Podemos tirar ilações pensando em Uruguai, Brasil, Paraguai, ou pensando em Colômbia, Venezuela.

Podemos tirar ilações pensando em India, Paquistão, China.

Podemos tirar ilações pensando em Angola, os Congos.

E Uganda e Ruanda?

E por aí fora.

AC

terça-feira, 3 de junho de 2025

A  PROPÓSITO  de  REDES  SOCIAIS
Séculos antes do meu tempo, o mundo era outra coisa.
Não havia redes sociais, por exemplo.
Hoje há, várias.

Eu tenho apenas este simples blogue, onde discorro sobre algumas das minhas preocupações, onde me questiono, onde por vezes posso acabar por ser injusto, mas onde procuro corrigir-me. Onde partilho fotografias, um dos meus grandes entretenimentos, que o mais possível alio a andar por aí.

Há séculos não havia redes sociais.
Mas há séculos havia e houve chacinas, violências, horrores.
Houve, e continuam (opinião pessoal naturalmente) lutas no âmbito da fé.
A península Ibérica teve por cá os "mouros".
Houve o califado.

As redes sociais têm, como tudo na vida, aspectos positivos e outros negativos.
Entre os positivos, na minha opinião naturalmente, sabem-se de coisas que a comunicação social por vezes pouco refere ou não refere de todo. Dos vários negativos, graves, a desinformação e a manipulação, por exemplo.

Correndo o risco de estar e ser injusto, a sensação que tenho é de que na Síria actual continuam perseguições no âmbito da fé. As minorias cristãs creio que passam maus bocados, porventura horrores.
Mas isso é falado seriamente, com preocupação, na comunicação social Ocidental, particularmente na Europa?

Correndo o risco de estar a ser injusto, será que no Egipto as coisas não estão crescentemente mais adversas por exemplo para os coptas?
O mosteiro cristão no Sinai, do tempo do império Bizantino, não está para ser encerrado? Ou foi já?

Recordando-me de outras latitudes e longitudes, o que se passou no Afeganistão com a destruição das estátuas gigantes, não encerra o mesmo espírito?
Isto é, a fé em minoria tem de ser extinta, e nada de permitir templos dessas minorias?

Quantos templos cristãos, católicos, são permitidos erigir no Irão, no Líbano, na Síria, no Egipto, na Índia?
Já na Europa, toca a construir mesquitas, se possível e melhor, toca de oferecer no mínimo terrenos mas, desejavelmente, até edifícios públicos, como parece estar a germinar no Porto.

Interrogo-me, será que sou eu que estou a ver mal a questão?

Há duas coisas que me assaltam cada vez mais:
1º - porque não existe nestas matérias algo típico da diplomacia e dos acordos internacionais, a Equidade e a Reciprocidade ?

2ª - o crescimentos desmesurado de nacionalismos que, por agora, parecem moderados, mas . . . . . . Veja-se mais um caso, presidenciais na Polónia. Veja-se os temas do discurso do ganhador.

Será que o defeito é meu, custar-me a engolir este estado de coisas, esta total ausência de reciprocidade entre o mundo Cristão e o mundo do Islão?
Este autêntico assalto à Europa?

AC

segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

COISAS DA HISTÓRIA
A história mundial e a nossa sempre me fascinaram.
Sou e sempre fui um grande curioso, e por muito que leia e tenho lido ao longo dos anos, continuo ainda um imenso ignorante sobre inúmeros temas da história.

De entre os vários grandes temas históricos, um me tem levado a reler alguns livros, exactamente porque olho para a Europa do presente e para os países que, no campo da fé, acabaram por seguir vias diferentes.

Estou concretamente a referir-me à Reforma, ao antes e ao depois.

E olho por exemplo para o estado da Holanda, dos Nórdicos, da França, da Alemanha, da Grécia, da Itália, da Espanha e de Portugal.

Recordo alguns tópicos.
Em 1378 teve início o Grande Cisma que vem a ter o seu termo apenas com a eleição do Papa Martinho V.

De 1431 a 1449 decorreu o Concílio de Basileia.

A Bíblia de Guttemberg também chamada Bíblia de Mazarino, é impressa salvo erro em 1456.

Em 1483 nasce Lutero, e em 1509 João Calvino.

Em 1511 Lutero passa a estar em Wittenberg, e inicia as suas aulas de Teologia em 1512.

Em 1516 é publicado o Novo Testamento de Erasmo, em grego e de uma tradução latina original.

Em 1517 Lutero afixa as suas famosas 95 Teses.
Em 1520, depois de muitas peripécias e debates, Lutero é ameaçado de excomunhão, e mais para o final do ano publica, a "Carta Aberta à Nobreza Cristã da Nação Alemã" o "Prelúdio do Cativeiro da Igreja em Babilónia", "A Liberdade de um Cristão".

Em 1521 Lutero é final e formalmente excomungado. Em 1522 traduz o Novo Testamento. Em 1523 Lutero escreve " Autoridade Secular: a que ponto deve ser obedecida".

Em 1529, o chamado Parlamento da Reforma reune-se em Inglaterra.

O protesto dos Estados evangélicos faz com que lhes seja atribuído o "título" de Protestantes.
Em 1534 Henrique VIII passa a chefe supremo da Igreja Anglicana.
Em 1535 Thomas More é executado.

Entre 1536 e 1540 há uma dissolução progressiva de mosteiros ingleses.
Em 1542 a Bula Papal "Licet ab initio" cria a Inquisição.

Em 1559 em Paris, decorre o primeiro Sínodo nacional das igrejas francesas reformadas.
Em 1562 inicia-se a primeira das guerras religiosas em França.
Em 1581 são aprovadas leis penais contra os católicos romanos.

Em 1598 terminam finalmente as guerras religiosas em França.
Em 1642 dá-se início a guerra civil inglesa. Jaime II, católico, é deposto, e a legislação subsequente assegura definitivamente o estabelecimento do protestantismo nas ilhas Britânicas.

Igreja no fim da Idade Média, Reforma, Contra-Reforma, Index de livros proibidos, Suécia, Espanha, Países Baixos, Silésia, Palatinado, Boémia, Itália, Ausburgo, paz religiosa de 25SET1555, . . . . . mercadores, artesãos, comércio, . . . . confissões luterana e calvivista, governo espiritual, governo temporal. . . . . política . . . . . um mundo! Fascinante.

Nisto se encontram algumas explicações para o mundo de hoje, creio!

António Cabral (AC) 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

ESTOU CADA VEZ MAIS DESCRENTE DA PROPALADA BONDADE HUMANA.

2025 fará mudar-me de opinião?

António Cabral 

domingo, 26 de abril de 2020

RAMADÃO
Quando a CRP estabelece e BEM, que as igrejas e outras comunidades religiosas estão separadas do Estado (nº4, Artº 41º), quando é uma realidade que a maioria dos cidadãos portugueses professam a fé católica, embora pareça que muito faltosos na comparência a cerimónias e missas, ouvir o PR pronunciar RAMADÃO numa cerimónia pública evocativa do dia da nossa Liberdade, parece-me qualquer coisa de peculiar.
Ou sou eu que estou a ver mal as coisas?
Porque será que até a formalmente 2ª figura do Estado não convidou o homem da mesquita em Lisboa?
Não é preciso dizer mais nada.
AC

segunda-feira, 23 de março de 2020

P E N T A T E U C O
Pentateuco abrange e designa a primeira parte da Bíblia, que foi dividida em cinco partes/ livros, Génesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuterónimo.
Os "70 ou 72" assim arrumaram e organizaram, dando os nomes em função do assunto.
Génesis, a origem, por narrar a origem do mundo e do homem e ainda do povo Hebreu.
Êxodo, porque cobre sobretudo a saída do Egipto.
Levítico, por se ocupar da regulamentação do culto então confiado à tribo de Levi.
Números, trata do recenseamento do povo e dos Levitas.
Deuterónimo, o livro que encerra vertentes da lei.
Já os Judeus designaram cada livro pelas primeiras palavras de cada um e ao conjunto chamaram "TORA", a lei.
AC

sábado, 25 de agosto de 2018

RELIGIÕES
Religiões do livro - As três grandes religiões do livro são: a Bíblia dos Cristãos, o Corão dos Muçulmanos e a Tora dos Judeus.
AC

sábado, 17 de março de 2018

DIÁSPORAS,  MIGRAÇÕES,  RACISMOS,  ÓDIOS
"O melhor de nós todos, o melhor dos melhores" (
mais ou menos o que Marcelo diz de Guterres em estilo - obrigado por não teres concorrido a PR, e responde o amigo - estás doido, o pântano fica tu com ele, eu andei a preparar-me há anos para outros voos, para agora viver no luxo...) veio a Lisboa com aquele ar cada vez mais enfatuado participar numa cerimónia na mesquita erigida em Lisboa.
Pessoalmente entendo que foi uma cerimónia importante para a sociedade portuguesa, e é crucial que exista e se aprofunde na nossa sociedade um clima de paz, de respeito mútuo, entre todos os cidadãos que aqui vivem, no respeito pelos valores que a CRP estabelece. 

 Isto dito, é bom ter-se presente o que corre no nosso sangue. E certamente que existem traços muçulmanos, árabes, espanhóis, e por aí fora.

Mas também se não deve perder de vista que uma sociedade não vive quotidianamente em paz, equilibrada, estável, saudável, se além da lei primeira que é a CRP o tecido jurídico não estiver adequado e, sobretudo, se as leis e os cidadãos cumpridores não forem respeitados, pelo Estado e pelos outros, independentemente da fé, do género, da ideologia, da cor da pele. 
A desculpabilização constante do que fazem certas etnias, certos grupos, a pressão excessiva sobre instituições do Estado como as forças de segurança, é para mim intolerável, e a diferença de tratamento para com o comum cidadão branco não ajuda nada a que certas coisas sejam vistas com bons olhos.
Por exemplo: todos pagam IMI? todos pagam as rendas? As contas da electricidade? Todos saem da escola aos 12 anos?

António Guterres veio falar de que em Portugal tem mais ou menos havido "investimento" e por isso existe paz social, e que em outros países nem tanto. Só lhe faltou dizer, portanto, que foi por isso que um maluco branco verdadeiro ANIMAL massacrou pessoas na Suécia, ou que ocorreram os atentados terroristas em França, Alemanha, Espanha, Reino Unido,  coisas exactamente derivando da falta do tal "investimento"

É capaz de haver no senhor Guterres algum excesso de superficialidade. 
Ou será porque em New York o obrigam a comer só no McDonald's, ou no Starbucks, e já não tem ajudas de custo para os bons restaurantes, tipo River Café ?
Basta ler um bom livro ou mesmo até um simples Atlas sobre civilizações e diásporas para se aperceber o que ao longo da história mundial tem ocorrido.
Por exemplo, no tocante a diásporas, em inglês para dar um toque de conhecimento - jewish, armenian, gypsy, black, chinese, indian, irish, greek, lebanese, palestinian, vietnamese, korean - para não tornar longa a lista.

Some-se o que sucedeu/ sucede de extermínios como, por exemplo, o acontecido com os peles vermelhas nos EUA, com os negros nesse país, com o apartheid na África do Sul, com as etnias na Malásia ou na Indonésia, ou com um dos maiores exemplos de ódio e racismo que é o que se passa na India (tão democrática) das castas. E se olharem para os curdos, shiitas, sunitas, e etc, então a coisa fica ainda mais engraçada.

Na sociedade portuguesa, que apesar de tudo quase parece um "oásis", não está tudo bem no tocante a etnias, fé, género, cor da pele e integração de quem vem de fora.
Mas parece-me que existe, TAMBÉM, muita coisa mal em relação à defesa do cidadão comum. 
Que, só por acaso, só por acaso, é a maioria, uma maioria que por isso mesmo deve ser respeitadora das minorias todas, repito, TODAS, mas que deve ser igualmente respeitada. A começar pelo Estado e por esses senhores como Guterres e Sampaio e Marcelo.
Os problemas são só num sentido?
É só o lamentável caso de alguns brancos contra ciganos, negros, chineses, muçulmanos, etc?
Não existe o contrário? Ai existe e não é pouco.

E o caso dos sírios, salvo erro, que vieram e desapareceram depois?
Sobre isso o lacrimoso nada diz. Já para não falar dos rapazelhos iraquianos que deram de "frosques" depois das agressões em Ponte de Sor.

Enfim, modas, falta de carácter, superficialidade, falta de noção das realidades concretas, e o politicamente correcto.
Defender o cidadão comum cumpridor, enquanto condómino, enquanto contribuinte, enquanto numa fila no supermercado ou no banco ou na unidade de saúde familiar ou na farmácia, ou quando arruma o carro em espinha salvaguardando espaço para outro carro, ou não ocupando mesa na pastelaria antes de chegar a sua vez de ser atendido, tudo isso são parvoíces. 
NÃO INTERESSA NADA, como diria José Sócrates.
É o que temos. 
Mas nem todos merecemos, nem as actuais dificuldade várias, nem estes bacocos que se arrastam há décadas por mordomias, e discursam sempre do alto da sua superioridade (??!!??)
AC

quinta-feira, 26 de maio de 2016

A demora a comentar

O Professor Vital Moreira é um dos mais acérrimos defensores do Estado Constitucionalmente laico. Há anos que escreve sobre isto, Um dos seus escritos interessantes foi até para dar uma estocada em Jorge Sampaio. Por essa razão e outras para mim ainda mais relevantes, sigo com atenção há anos o que ele escreve e diz (por exemplo, ouviu-o a defender o famoso acordo sobre o comércio internacional), ainda que dele discorde imensas vezes. Natural, portanto que eu registe certos detalhes, além de que releio periodicamente, peças suas ao tempo da Constituinte. Pelas minhas contas, VM demorou a saltar a pés juntos sobre esta história da mesquita em Lisboa. Demorou, o que é para mim curioso. Ainda que eu seja um simples e comum cidadão, acho que fez muito bem. O que se está a passar ultrapassa todas as marcas. E estou-me borrifando se um importantão mundialmente conhecido veio a Lisboa eventualmente por causa da mesquita, como me estou a borrifar para a quem esse senhor veio pedir cunhas. Que, para já, estão infelizmente a resultar. Apesar de revoltas várias e do vem na comunicação social há semanas, e de VM e eu próprio, aposto que a coisa vai para a frente. Grande presidente de Câmara.

AC

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

FINGE!!!!!!!!!!!!!!
Porventura sem correspondência real, mas conta-se que um padre desesperado, por sentir que já não acredita em Deus, pede audiência ao Papa.
E confessa-lhe - " eu já não acredito em Deus,......estou desesperado,......que devo fazer? "
Resposta do Papa - "finge"

Presente esta história, atentando no meu desgraçado País, olhando à catadupa de tristes acontecimentos, de desgraças, de contínua ausência de rumo, de demagogia e mentiras, a que se soma estes políticos de todas as cores e estes candidatos a presidentes da República que visitam hoje hospitais, porventura amanhã os desvalidos que dormem nas arcadas do terreiro do Paço, continuo farto desta gentinha toda.
E HÁ MUITO QUE DEIXEI DE FINGIR!!!
AC

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

O Day After. O engraçado de certas contas e comentadores.
Faz-se um zapping pelas NET, hoje. Recorda-se o tempo que ontem passei a saltar de canal TV para canal TV (ontem abri uma excepção) e observam-se coisas a que acho piada!!!
Todos ganham, todos perdem!
Segue-se a jactância do senhor jornalista da RTP1 designadamente quanto à infalibilidade (também dele?), vários dos comentadores, os barõezinhos de todos os partidos, e os que só eles têm o passo certo. Depois, a passagem das muitas mentiras, para que, repetidas várias vezes, oxalá se tornem verdades.
Só um exemplo, entre os vários relativos ás cores todas: o senhor Rui Tavares, que afinal não arranjou lugar à mesa do orçamento, afirma hoje num seu escrito, - não é mais possível excluir partidos que representam um quinto dos portugueses da possibilidade de governar o País!
Como sempre respeito as opiniões alheias, gostaria que respeitassem a minha.
Aparentemente: dos votantes, ontem deu, PSD/CDS - 38,5%, PS - 32,4, BE - 10,2, PCP/melancias - 8,3, PAN - 1,4. Dos votantes, portanto.
Salvo melhor opinião, a abstenção continuou a ser brutal.
Com base nestes números, espero não me ter enganado, a soma dá 90,8%; ora BE representa destes portugueses votantes apenas 11,233%; se juntar então BE com PCP e melancias, essa representação passa para 21,48%.
Portanto, senhor articulista semanal/comentador, estas duas formações partidárias, nestas eleições, representam de facto cerca de um quinto dos portugueses QUE VOTARAM. Não representam um quinto dos portugueses. É só por uma questão de rigor.
Quanto aos outros partidos, e para contas equivalentes, muito haverá também a dizer.
Mas é o que há.
Uma coisa é para mim certa, é que por esta ou aquela razão, na sociedade portuguesa, continua a exclusão de muitos portugueses, olhe-se por que perspectiva se quiser.
Venha fotografia.
AC
EM TEMPO, a começar no meu relógio ás 1224h
Fazendo mais umas continhas, baseadas nos números acima mencionados, a soma das % do PS (32,4), com BE (10,2) e PCP e melancias (8,3) dá pelas minhas contas 50,9%. Se juntar os 1.4 do PAN dará então 52,3%.
Espero não me ter enganado nas contas. Se estão certas, e ainda que eu tenha sido fracote aluno de liceu, com ou sem acordo ortográfico ou outra coisa qualquer, 50,9 ou mesmo 52,3 %, continuam a ser nos países civilizados uma coisa diferente de 60%. Estes 60% é o número que acabo de ouvir ao líder parlamentar do PCP (na AR que agora cessa) dizer que é a maioria de esquerda que agora passa a estar na AR. Claro, devem ser contas à Coreia do Norte.