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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

CASA de CAMILO

Visitei/visitámos este ano na companhia de amigos e amigas.
Esta Casa Museu é em São Miguel de Seide.
Interessante.
Diz-se que Camilo Castelo Branco nela se instalou e aí escreveu a maior parte das suas obras.
Praticamente cego suicidou-se a 1 de Junho de 1890.
AC

domingo, 23 de agosto de 2026

DELICIOSO
Delicioso (opinião pessoal naturalmente) texto (parte dele) lido no blogue "DO" que com a devida vénia transcrevo.

António Cabral (AC)

"Na semana passada foi aqui que vi o eclipse solar. Num local que por vezes frequento, aprazível e ainda não devastado pela turistificação lisboeta – é um verdadeiro couto de “irredutíveis lusitanos” mas nada xenófobos. Tem a incomensurável vantagem de manter o nome na nossa língua – é perto, por exemplo, de um famoso Champalimaud Centre for the Unknown (as pessoas têm tanto medo do cancro que aceitam esta vilania afixada), isto para não recorrer a mais dados da disseminada toponímia “globalizada” que polui as cercanias do Tejo lisboeta.

Tem ainda o chamariz de apresentar um cardápio português, mesmo se nada fundamentalista, pois polvilhado com os víveres da “comida do mundo” – como é obrigatório na gastronomia de um povo que sempre se lambuza com o longínquo bacalhau enquanto carrega a honra de ter inventado o sarapatel e de o ter exportado quando galgou os mares em busca de condimentos. Pode-se (pude) petiscar uma meia-desfeita do tal bacalhau com grão (a qual por vezes leva outro nome mais popular). E de explicar a um jovem britânico, que há alguns anos fez por assomar na minha família nisso sendo bem-vindo, o que é um “arroz malandrinho” sem estar preocupado com a epidemia do imperialista e insuportável risoto.

Tudo isto na vizinhança do Padrão – esse que alguns alienados “intelectuais” querem eliminar por ser dedicado aos Descobrimentos e advir do “Estado Novo”. E também do Mosteiro – esse que alguns alienados “intelectuais” se esquecem de querer eliminar, apesar de ser dedicado aos Descobrimentos, àquela viagem de Gama, e de grande parte daquilo ser um muito tardio acrescento, um pastiche digno da “patrimonialização” do tal “Estado Novo”. E ainda da Torre, que também não abjuram mesmo tendo ela sido um enorme e longo investimento para defesa náutica, apesar de agora bramirem contra despesas desse tipo.

Enfim, detalhes desses à parte – que sempre me ocorrem quando por lá ando – ali decorreu o fim de tarde, naquele tão excêntrico, pois, interrupto ocaso (que os grunhos, até políticos empossados, agora chamam sunset).
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  (JPT)

sábado, 18 de abril de 2026

DIA  dos  MONUMENTOS  e  dos  SÍTIOS

18 de ABRIL

Bom dia.
Tenham um bom Sábado
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Boa sorte.

António Cabral (AC)

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

REPUBLICANDO


domingo, 29 de janeiro de 2017

DOMINGO.
Boa tarde a todos os meus estimados, amigos, conhecidos, e desconhecidos, que me dão o gosto de visitar. 
O que agradeço.
Entre outras relíquias nos meus milhares de fotografias, estive a olhar para alguns dos "destroços" nacionais, precisamente porque me lembrei desta coisa dos 30 (que já foram 31) monumentos em ruína que se diz deverão vir a ser recuperados. 
Parece que a geringonça quer abrir concursos para, no âmbito privado, e a ser-lhes pago quase por inteiro e a deles receber rendas simbólicas, conseguir reabilitação e fruição no âmbito turístico.
Não tenho certezas, pode haver aqui muita coisa discutível mas, deixar cair completamente o que ainda está parcialmente visível é capaz de não ser boa escolha.

Este é um dos muitos tristes exemplos como desde antes de 25 de Abril se tratou do nosso património. E nunca há responsáveis. 
"Houve um conjunto de circunstâncias que para isso contribuiu", ouve-se de uns quantos pantomineiros, que o afirmam sem se rir, com a maior cara de pau.

O 31º teve de sair da lista para não ofender o PCP.
Por mim, não tenho dúvidas nenhumas que não se deve autorizar seja o que for que mansamente fosse apagando o que ali se passou, em Peniche. 

Mas, mal que pergunte, não seria possível, preservar grande parte do forte de Peniche e, designadamente, as celas onde amargaram Álvaro Cunhal e mais uns quantos e algumas áreas tristemente emblemáticas, e assim manter viva essa triste parte da história, mas afectar boa parte do forte para o que inicialmente se pensou?
Se calhar não era impossível.

Bom, quanto a destroços, por esse País fora conheço uma grande parte. Só há um castelo onde ainda não fui, pois quando estava programado ir, tive que atender a dever social triste.
Deixo aqui um exemplo de "destroço".
AC

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

AUTARQUIAS  e  AUTARCAS

Estas fotografias são de chamados bancos de jardim mas estes estão colocados juntamente com outros ao longo da marginal em Alcochete e que é banhada pelo Tejo.

Este é um dos exemplos elucidativos de como correm certas coisas em muitas autarquias.
Isto aqui é da autarquia de Alcochete que, continuo a pensar, tem um presidente com actuação muito razoável e creio que equilibrada.

Há imensos exemplos em muitas autarquias e é também o caso de Alcochete, que tendo uma actuação global meritória deixa que aconteçam coisas com estas. 
Dirão que isto é coisa de somenos importância. 
É, comparativamente a outros assuntos da gestão camarária como as questões de saneamento, fornecimento de água, higiene urbana, habitação,  etc.

Mas o meu ponto é que se nas pequenas coisas se verifica desorganização, desleixo, escasso cuidado com infra-estruturas e equipamentos, talvez seja então legítimo ponderar - se isto está neste estado, como controlarão coisas mais importantes da vida autárquica?

E de facto, é o meu entendimento admitindo como sempre que posso estar a ver mal as coisas, será complicado ter uma equipa reduzida que seja responsável por (i.e. semanalmente) verificar:
- o estado da iluminação publica em todas as ruas do concelho, 
- os buracos nas estradas municipais do concelho,
- os bancos como os da figura que precisam de manutenção,
- os partes infantis para verificar do estado de escadas, baloiços, escorregas, etc.,
- o estado dos caixotes de lixo e ecopontos e "moloks" espalhados pelo concelho, 
- o estado dos passeios nas ruas do concelho, 
- da eventual existência de danos nas paragens dos transportes públicos, 
- do estado de visibilidade das passadeiras para peões, 
- etc.

e desta forma ficar com uma noção constante do que há que planear de intervenções dos serviços ou alertar instituições relativamente a assuntos que não sejam da responsabilidade directa da autarquia.

Como digo posso estar a ver mal as coisas, mas bancos neste estado há mais de um semestre, ou o estado lamentável de um certo parque infantil . . . . Haverá quem defenda - "quando estiver estragado substitui-se". 
Bem, talvez seja de ponderar que determinadas manutenções e correções em equipamentos e infra-estruturas sai bastante mais barato.

António Cabral (AC)

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

sexta-feira, 4 de julho de 2025

FÁBRICA  de  BRAÇO  de  PRATA
"Curiosity killed the cat"

Sou curioso quanto baste. Não sou intrometido.

Às vezes a curiosidade leva-me a sítios e coisas interessantes outras . . . . . . . curiosas. 

Ao longo da designada avenida Infante D. Henrique (para um e outro lado) há um aspecto muito diferente do que ali existia antes da Expo 98 ter sido pensada. Mas persistem "preciosidades" de degradação, também nas ruas para dentro. Basta andar por Xabregas, Beato, Poço do Bispo, Braço de Prata.

Havia depósitos de combustível, havia uma aspecto horrível entre aquela parte de Lisboa e o Tejo, havia por exemplo Beirolas cheirando a militar e guerra colonial/ guerra do ultramar, havia Braço de Prata onde residia um dos esforços para prosseguir a guerra em África.

Acabou a guerra que mantivemos em África, mas o horroroso mau aspecto daquela zona manteve-se décadas.

Há cerca de talvez 15 anos andei numa estranha ruela, Rua Capitão Leitão, à procura (com a minha mãe) da casa onde viveram por algum tempo os meus avós maternos, onde nasceram as duas filhas, sendo a mais nova a minha mãe (8 JUL 1925 - ??). Um sítio pouco recomendável. Já não se achou. Mas o que se via era ainda muita degradação.

Voltei lá ontem, melhor não estava. E por curiosidade fui ver aquilo que hoje chamam "Fábrica de Braço de Prata".

Depois de andar lá por dentro da agora dita "Fábrica", depois de observar bem e ver quem por lá andava, observar o estado daquilo, observar a limpeza e organização, tudo muito "semelhante" 😳😳 ao que se observa por toda a enorme área "Parque das Nações", decidi ir visitar a "Fábrica" pela NET.

Respeitando, SEMPRE, a opinião de outrem (concordando e discordando), cheguei às seguintes conclusões":

- propaganda e realidade (como sempre soube), reconfirmei que são coisas muito diferentes.

- pareceu-me ser um daqueles sítios a que alguns chamam "da noite lisboeta".

- pareceu-me ser um aqueles sítios a que alguns chamam "ninhos de cultura".

- pareceu-me ser um daqueles sítios onde se pode colocar aquilo a que alguns chamam "palcos mais arrumados".

- a limpeza do local e o aspecto higiénico de certos residentes, de cujo odor me apercebi, conjuga bem com certos estilos. Respeito, mas não é o meu.

Das várias fotografias, deixo apenas quatro, as que imagino menos impressionáveis. 

AC