Quem Paga o Banquete Escolhe a Orquestra
Confesso que não recordo se o título é exactamente o que um dia Manuela Ferreira Leite afirmou mas creio que o sentido está correcto.
Falo nisto a propósito da OMS (Organização Mundial de Saúde).
Mas antes de prosseguir recordar que tem a gentileza de periodicamente visitar este modesto blogue sabe o que penso (está escrito, tem sido escrito diversas vezes) sobre o execrável TRUMPA! Não vou repetir.
Voltando à OMS liderada pelo sr Tedros desde 2017, apercebi-me que será substituído em 16 de Agosto do próximo ano.
Parece que de momento há seis pessoas que se posicionaram como candidatos: um médico Belga da OMS, uma espanhola epidemiologista, um indonésio que de formação é especialista em física nuclear, um arménio oncologista pediátrico, uma Catar ligada a questões de saúde, e uma saudita da OMS.
A OMS tem tido que lidar com problemas graves a nível mundial: foi a Covid 19, são as epidemias em África, há desconfianças agora na Sibéria embora aqueles "democratas" digam que está tudo bem.
Mas uma das maiores queixas de funcionamento por parte das chefias da OMS é quanto à escassez de dinheiro para a OMS funcionar.
E, como é de bom tom, a retirada dos EUA da OMS que terá ocasionado um corte orçamental de provavelmente cerca de 20% é considerada desastrosa para a saúde mundial. Será.
Mas porque é que os EUA tinham que ser o maior financiador da OMS? Então, por exemplo, Alemanha, Arábia Saudita, China, Rússia, Noruega, Turquia, África do Sul, Canadá, Brasil?
Eu não percebo nada destas questões, OMS, saúde a nível mundial, epidemias, etc, mas sei a chatice que deu e que causou a Covid 19 (um amigo ficou muito afectado, e não tem ainda 60 anos), sei e ando preocupado com a história dos mosquitos, vacino-me anualmente contra a gripe, tenho a vacina contra a pneumonia (teoricamente para a vida).
Não percebendo nada destes assuntos, entendo perfeitamente que quanto mais dinheiro e recursos técnicos e humanos existirem menos difícil será a vigilância de certas doenças, ou a análise de certas ocorrências, e planear e disseminar instruções de cuidados de saúde.
A mim o que me faz confusão é ver gentalha como aquela para que fui chamado há bocado observar no televisor em Lisboa e Porto refilarem sobre habitação por exemplo (com parcial razão, é a minha opinião) ou carestia de vida, mas misturando muitas outras coisa internacionais.
Nunca vi esta gentalha (certamente porque estive distraído) a propósito da OMS e das questões graves de saúde mundial insurgir-se contra os ditadores e as máfias no poder de vários países, "malta" que desvia dinheiro recebido nos países para as suas contas na Suíça (porque não refilam contra a Suíça?) ou offshores conhecidos, mantendo as populações no subdesenvolvimento e na miséria, com índices sanitários deploráveis que propiciam epidemias.
Sei que estou sempre distraído, mas que tal em vez de culparem sempre os EUA (esteja lá Bush, Obama, Biden, Clinton, Carter, Trumpa) insurgirem-se com manifestações sérias acerca do Haiti, Sudão (dois), Congo (dois) Líbia, Rússia (aquilo na Sibéria não é nada? ou foi despiste em coisa de investigação em guerra química?) Guinés, Birmânia, Laos, Camboja, Mali, Nigéria, etc?
AC
Sem comentários:
Enviar um comentário