Mostrar mensagens com a etiqueta Árabes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Árabes. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 28 de maio de 2024

HAMAS

Muitas pessoas ligam pouco ou nada mesmo às coisas do mundo. 
Desde que tenham muita porcaria na TV, leiam certos jornais, discutam o macaco, Pinto e outros quejandos, quem vier atrás que feche a porta e apague a luz.

Imagino que a maioria dos meus concidadãos não tenha a menor ideia da génese de muita coisa designadamente política (nacional e internacional, geopolítica), como imagino que o Hamas não lhe seja estranho pois está sempre nas TV mas não terá a mais pequena noção de certas realidades.

O Hamas, como aliás muitas organizações no mundo árabe e no mundo muçulmano não apareceram por geração espontânea, ou há dois ou trás anos, nem há cinco, nem dez. . . . .
Nada do que se passa hoje aparece por geração espontânea.

Quando olho para a Palestina (sempre sujeita a tratos de polé por parte nomeadamente de Israel e do Irão), quando olho por exemplo para o Líbano, Iémen,  Eritreia, Somália, lembro-me sempre de aulas de Adriano Moreira e das conversas sobre Estados, potências, e nomeadamente Estados falhados. Que vários há, e alguns Estados que se julgam no clube dos desenvolvidos e prósperos, para lá paulatinamente caminham.
 
Às vezes um boneco explica rapidamente muita coisa.
Aqui fica.
É um boneco publicado num jornal americano algures em 1998 ou 1999.
AC

sexta-feira, 27 de outubro de 2023

UNIDADE   HOSPITALAR,   REBENTADA

Depois de, desde há dias e sem pressas, reler sobre o "Exodus", reler vários artigos antigos, livros, reler pedaços diversos de história mundial, recordar conversas sobre geopolítica e relações internacionais que tive com estrangeiros, e recordar conversas que tive com "alguém" que assistiu no local logo a partir do 2º dia da guerra do Yon Kippur, ao corrupio incessante de aviões militares de carga americanos a pousar nas Lajes, reabastecer, e seguir para Israel, algumas palavras sobre a presente tragédia, que é a mesma de sempre, apenas variando contornos.

Mantenho muitas dúvidas, desconfio de todos os protagonistas. 

Os interesses, de todo o lado, continuam a prevalecer.

Antes de prosseguir, recordar que em 1978, neste dia 27 de Outubro, Menachem Begin e Anwar Sadat foram galardoados com o Nobel da Paz

PAZ! . . . . . . . . . .

FACTO - Existia, em Gaza. Deixou de existir.

FACTO - Muito provavelmente, centenas de mortos, centenas feridos.

FACTO - Alguém e algo fez aquilo explodir.

1ª hipótese - origem israelita.

2ª hipótese - origem Hamas, involuntária, ao estarem eventualmente a retirar material que tinham lá escondido/ armazenado, ou a dispararem engenhos de muitíssimo perto dali. Bem sei que eles não se escondem nos edifícios civis, não cavam túneis, etc.

3ª hipótese - origem de outrem, interessada em culpar Israel.

4ª hipótese - origem de afiliado terrorista, desastrado, disparando relativamente abrigados perto da zona do hospital, acidental, portanto.

Guerra da informação

- Em crescendo.

- Do lado de Israel, desmentindo.

- Do lado do Hamas e dos muitos amigos, desmentindo também que foram eles.

- O autor nunca se confessará publicamente.

- Interessante como o Hamas indicou logo e com precisão o nº de mortos. Foram 500 e não, por exemplo, 489 ou 523; mais recentemente lá mandou dizer que eram outros os números; a probabilidade de tudo o mais ser diferente do anunciado inicialmente é também enorme.

- Lamentável, como se reproduz incessantemente tudo vindo do Hamas e acólitos, sem uma tentativa deontológica de esperar por avaliação, contraditório. Inarráveis ditos jornalistas e criaturas da ONU, sempre a contarem o mal contado, o tendencioso.

- Mas, do lado Israelita, penso que as coisas também têm que ser ponderadas com muita mas muita cautela.

ENFIM, naquela zona, com mais mortos ou menos mortos, serão já milhares, assim continuamos, pelo menos desde uns bons anos antes da II GG. 
Eu não percebo praticamente nada destas coisas mas já me interroguei se naquela zona não haveria aquíferos, mas creio que sim. Água potável, ou nunca foi tratada?

HISTÓRIA
Israel é independente desde 1948. Hamas foi aparentemente criado em 1987. Creio legítimo afirmar que as acções do Hamas e de outros foram enfraquecendo a Autoridade Palestiniana.

Lord Balfour (1917, Sykes, Picot, são três das muitas personagens que muita culpa têm no cartório designadamente quanto ao Médio Oriente.
Mas a realidade é que depois deles e rebentado que foi o império Otomano e o fim da I GG, sucederam-se conferências, tratados e acordos, de onde vieram a resultar crescentes conflitos. Nada de espantar.

Muito se pode ir buscar aos interesses e ambições das duas grandes potências coloniais pré- IGG, potências com sede em Londres e Paris. Depois de 1945 acrescentou-se decisivamente a cada vez maior nulidade que é a ONU e os interesses dos blocos antagonistas, cada qual esgrimindo - o meu sistema de liberdade é melhor que o teu!
Dá no que dá, e está à vista por todo o mundo. 

Da I GG ao final da II GG, os ingleses mandavam na Palestina. Tiveram um mandato da Sociedade das Nações creio que desde 1920 para gerirem a Palestina. Depois passaram-na para a ONU, formada em 24 de Outubro de 1945. Antes e depois disso, resultados catastróficos.

Quem estuda seriamente história sabe o que se seguiu. E sabe o que se terá passado lá atrás há 3000/ 3500 anos, e daí para cá.
Até os Ingleses pagaram bem caro com o terrorismo dos judeus (Haganah, Palmach, Irgun, Lehi). Terroristas, alguns dos quais como Begin vieram um dia a ser gente importante, pisando alcatifas nas principais capitais do mundo. Passou a estadista.

Não foi só Begin (com direito a nome de avenida), estou a lembrar-me de Arafat que durante anos, creio, andaram a tentar matá-lo até que um dia, também, já confraternizava nos salões mundiais. Outro estadista mas, coitado, acabou mal.

Quando se olha aos mapas retratando as evoluções no Médio Oriente, quando se olha ao teor de inúmeras resoluções da ONU e quem as votou favoravelmente, a conclusão que qualquer menino do 6º ano de escolaridade tira é a seguinte - eh pá, que grande palhaçada!

Na tragédia que se desenrola por lá não há inocentes políticos, nenhuns, de nenhum lado. Nem Palestinos, Hamas, Autoridade Palestiniana, grupelhos terroristas vários, Egipto, Catar, Arábia Saudita, Abu Dhabi, Turquia, Irão, EUA, UK, França, Jordânia, Rússia, China, etc.

No plano conceptual - todos têm o direito a defender-se. Certo.

Mas, e olhar bem as realidades?

Realidades Formais:
- Basileia, 29 Agosto 1897, criação do movimento Sionista em congresso presidido por Theodor Herzi; objectivo principal, a criação de um Estado de Israel, 
- alicerces da tragédia em causa, a independência de Israel, e a realidade que é, nenhum dos países no Médio Oriente querer ficar dentro de portas com os Palestinianos, que consideram um problema,
- nos judeus que estão lá, que começaram a emigrar para Israel antes da II GG, há semitas e não semitas, 
- direito internacional, direitos humanos, 
- interferências externas, contínuas, da parte das super-potências, das grandes potências, e das potências regionais, 
- tentativas para criar condições de bem-estar e paz na região,
- estabelecimento de relações pacíficas e de boa vizinhança,
- dois Estados, Israel e Palestina,
- dificuldades da gestão do processo de paz no Médio Oriente, 
- os bons princípios e valores sempre invocados.

Realidades no terreno:
- invocação do direito internacional apenas e sempre que convém,
- corrupio patético de políticos medíocres pelas capitais da região 
- não cumprimento de quaisquer das resoluções da ONU,
- os interesses dos EUA, Israel, Rússia, China, Turquia, Irão, Arábia Saudita etc. prevalecem,
- actos terroristas constantes,
- bombardeamentos constantes, de um lado e do outro,
- do lado de todos os que se opõem a Israel, clivagens, fragilidades, desentendimentos, corrupção,
- por parte dos oponentes, afirmação clara de que Israel tem de desaparecer,
- território que deveria ser Palestina cada vez mais comido por Israel,
- ajuda política das potências regionais e no bom sentido, é nula,
- lóbi judaico activo por esse mundo fora e nomeadamente nos EUA,
- acção política da UE, patética, ridícula, inexistente, vergonhosa,
- não creio verdadeira isto é, com correspondência na realidade, a afirmação de que antes judeus e palestinos e árabes sempre se deram bem,
- incessantes discursos de, ódio, racismo, violência,
- campos de refugiados por todo o lado, 
- miséria e desgraças por todo o lado,
- ajuda humanitária quase inexistente,
- colonatos em crescendo, 
- dirigentes Alemães deslocaram-se a Israel. 

A minha síntese:
- a galinha, o ovo, o ovo, a galinha, 
- o ataque do Hamas de 7 de Outubro passado é terrorismo puro e clássico, é horror,
- horror igualmente, por exemplo, os ataques passados a campos de refugiados por exemplo os então dirigidos pelo gordo Sharon, 
- há décadas que não há praticamente nada que não mereça condenação à luz do direito internacional e dos direitos humanos,
- se fizermos as contas, 2023-1933= 90 anos, são 90 anos e passado este tempo creio poder dizer-se que já ninguém tem razão

CONCLUSÃO
Implementar o que está na resolução da ONU, dois Estados, Israel, Palestina, é realista, hoje?
Este o drama, creio.

O ditado português creio que aqui se aplica - começou mal, tardará ou nunca se endireitará.
Começou mal. 
Começou, antes da II GG e depois, basicamente penso eu, como que parcial reparação do Holocausto, ao mesmo tempo que EUA, Rússia e outros trataram de para lá despacharem uns valentes magotes de judeus, assim perturbando ainda mais os mundos Árabe e Muçulmano já de si muito separados.
Não vai acabar bem.
António Cabral (AC)

Ps: voam loas e críticas às últimas palavras de António Guterres.
Permita-se-me um comentário sobre, este sempre pastoso agente político da Internacional Socialista, e também as lamentáveis tiradas Israelitas.

Em diplomacia, nas relações internacionais, não se devem colocar uns como maus e outros como bons. 
E deve tentar-se que haja sempre uma porta entreaberta ou pelo menos uma janelinha, para tentativa de negociação. Poucos centímetros que seja.
Não se deve dar nada por encerrado, pois deve ser sempre possível  recuo diplomático, alternativa, ponderação, outras e novas perspectivas.

As palavras têm significados e mesmo em relações internacionais é decisivo nunca esquecer isto. Nem a forma como se começa uma declaração.

Penso que não se deve perder uma única oportunidade para relembrar, a crescente falência da ONU por culpa dos blocos/ dos poderosos/ dos médio poderosos, o não acatamento das resoluções relativas ao Médio Oriente, a responsabilidade de vários países nesse não acatamento e designadamente Israel.

Mas também me parece que não havia necessidade de Guterres dizer o que disse na forma que disse, começar a sua declaração como começou - É importante reconhecer também que os ataques do Hamas não aconteceram no vácuo. O povo palestiniano foi submetido a 56 anos de ocupação sufocante. Viram as suas terras serem progressivamente devoradas por colonatos e assoladas pela violência, a sua economia está asfixiada, a sua população deslocada e as suas casas demolidas. As suas esperanças de uma solução política para a sua situação têm vindo a desaparecer. Mas as queixas do povo palestiniano não podem justificar os terríveis ataques do Hamas, e esses terríveis ataques não podem justificar a punição colectiva do povo palestiniano.

Claro que os ataques do Hamas não vieram do vácuo. 
Todos os intelectualmente honestos à superfície terrestre sabem disto, perfeitamente, sabem dos vários horrores sobre os civis Palestinianos durante décadas, sabem das mortes de inocentes israelitas e palestinianos durante décadas. Mas, salvo melhor opinião, foi um início de declaração desastrado.

O que se ganhou para o processo do Médio Oriente, para a tragédia naquela região, com as palavras de Guterres?
Creio que absolutamente nada. 
Que se ganhou com a sua ridícula postura/ presença já no Egipto a olhar para a fronteira fechada? NADA. 

Porque não falou Guterres explicitamente sobre a resolução da ONU definindo a criação de dois Estados, Israel e Palestina, porque não referiu explicitamente e um por um, os países que votaram essa resolução e em que sentido votaram? 
Porque não enfatizou isto, porque não enfatiza isto? Adivinhem.

Sim, Guterres não desculpou o Hamas, isso é muito claro, e por isso sublinhei partes das suas palavras. Só intelectualmente desonestos afirmarão o contrário.
Mas começar como começou - não aconteceram do vácuo - os intelectualmente desonestos logo apareceram a berrar, como se viu. 
É Guterres, com conversa mole e redonda.

Quanto aos Israelitas, nomeadamente o embaixador na ONU e o ministro dos negócios estrangeiros, o mínimo que se pode dizer face à sua desonestidade intelectual é - patético. 
Nunca cumpriram nada emanado da ONU. NADA.

Posso estar enganado, mas creio que nunca nenhum SG da ONU se demitiu. 
Houve um que mandaram matar, perdão, o avião onde seguia caiu! 
Foi Dag Hammarskjöld.

terça-feira, 17 de março de 2020

TEMPOS  de  ISOLAMENTO
Entre outras coisas cá por casa, uma é e continua fundamental e é prática diária, prosseguir o meu aperfeiçoamento na cozinha. 
Outra é o vasculhar nos arquivos de livros e documentos e reorganizar o que estava programado nas garagens e continuava adormecido.
Outra é a leitura, leituras em que umas são rápidas pela NET olhando aos títulos nacionais e aos internacionais e outras com os olhos em livros.
Deu-me por exemplo para andar a percorrer coisas sobre Árabes, Maomé e descendentes, califas vários, Omíadas, Damasco, Abássidas, Alhambra, Fatímidas, Saladino, Cruzadas, Seljúcidas, Islão. Tempos de isolamento.
AC

terça-feira, 30 de maio de 2017

A PROPÓSITO DE TERRORISMO (3)


Continuando a ponderar sobre o terrorismo (na sequência dos posts de 23, 26, 27, 30 Maio),  de entre os meus papéis antigos encontrei este que retirei, creio, de uma revista, de que não anotei registo. 
E então, nesse mundo de outra fé, teremos uns residuais "Kharijites", uns "poucos" "Shi'ites, e a maioria "Sunnis".
Este "papel", é um simples e muito sintético apanhado sobre as principais divisões do Islão. Mas, para quem não esteja a par do assunto, pode dar uma ideia.

No caso da Síria, por exemplo, teremos gente de vária proveniência, "Ismalites", "Contemporary Ismalites", "Alaouites", "Druze", "Imanites", e certamente uns quantos "Sunites".
Para o "Shi'ism" ao contrário do "Sunism", é atribuída uma importância enorme aos clérigos que têm a missão de interpretar a doutrina e treinar as comunidades.
Para se tentar perceber o que se passa por exemplo na Síria, deve ver-se a história, ir até pelo menos 500/ 600 anos atrás.
A Síria é uma das várias criações dos famosos Sykes e Picot, que delinearam os vários Países Árabes de que hoje ouvimos falar, com fronteiras inacreditáveis. Tudo à conta designadamente do petróleo. A Síria era Francesa.
Esse território governa-se autonomamente há pouco mais de umas 5 a 7 décadas. Tem poucas reservas de petróleo, mas acesso ao mar ou seja, pode controlar.
Não por acaso a Rússia tem lá uma base naval.
O pai Assad era Shiita, Ba'ath, laico. Com a ascensão do filho, verificaram-se algumas alterações no país, mas rapidamente o granel se instalou. Irmandade Muçulmana, ISIS, ALNUSRA, Curdos, etc. Guerra civil iniciada algures no ano de 2011. 

O caos actual, mas sempre com conversações e, agora, o jovem MACRON a dizer que definiu linhas vermelhas e que exercitará represálias se as linhas vermelhas forem ultrapassadas.
Se bem interpretei a cara do bandido Czar PUTIN que vi na televisão, creio que ficou com as perninhas a tremer depois de ouvir o MACRON!Enfim, lembrar que os Árabes são um povo, mas muitas religiões. 
E vale a pena rever o que veio a público sobre as conversas do TRUMP com os Sauditas, para melhor recapitular estas coisas, e verificar que a trolha entre "Shi'ites, e "Sunnis" continuará. 
Com reflexos, também, nas acções terroristas transnacionais. 
E ainda andam por aí uns quantos personagens políticos nacionais e estrangeiros e jornalistas e bloguistas a apelar à compreensão e outros a dizer que vão irradiar a coisa. Enfim.
António Cabral

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

ACTRIZ e PADRECO que EVOCAM o PAPA a todo instante,
os irresponsáveis radicais da treta, que a todo o instante evocam o PAPA Francisco, sobre isto ficam caladinhos.

O papa Francisco afirmou hoje que a perseguição de que sofrem os cristãos é maior e tão cruel quanto a que se viveu nos primeiros séculos da cristandade na sua mensagem durante a oração do Angelus.

"Os mártires de hoje são mais do que os dos primeiros séculos. Se recordarmos a história da cristandade é tão cruel e em maior número. É preciso não esquecer", disse o pontífice.

O papa recordou que no Iraque os cristãos celebraram o Natal na sua catedral destruída, "num ato de fidelidade ao evangelho"
. (
retirado da NET)
AC


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

MEMÓRIAS + tragédias
A propósito das tragédias lá para os lados da Síria, a propósito dos sucessivos atentados na Europa, encontrei um resumo, um pouco antigo, que vem a propósito e partilho. 

Nesse mundo de outra fé, teremos uns residuais "Kharijites", uns "poucos" "Shi'ites", e a maioria "Sunnis".
Este "papel", é um simples e muito sintético apanhado sobre as principais divisões do Islão. Mas, para quem não esteja a par do assunto, e se interrogue cada vez mais onde poderemos ir parar, pode dar uma ideia. SUPERFICIAL.
No caso da Síria, teremos gente de vária proveniência, "Ismalites", "Contemporary Ismalites", "Alaouites", "Druze", "Imanites", e certamente uns quantos "Sunites".
Para o "Shi'ism" ao contrário do "Sunism", é atribuída uma importância enorme aos clérigos que têm a missão de interpretar a doutrina e treinar as comunidades.
Mas para se tentar perceber o que se passa na Síria, deve ver-se a história, ir até pelo menos 500/ 600 anos atrás.
A Síria é uma das criações dos famosos Sykes e Picot, (um inglês o outro francês, que delinearam os vários Países Árabes de que hoje ouvimos falar, com fronteiras inacreditáveis. Tudo à conta designadamente do petróleo. A Síria era Francesa.
Esse território governa-se autonomamente há pouco mais de umas 5 a 7 décadas. Tem poucas reservas de petróleo, mas tem acesso ao mar ou seja, pode controlar.
Não por acaso a Rússia tem lá uma base naval.
O pai do actual Assad era Shiita, Ba'ath, e laico, faleceu há anos. Com a ascensão do filho, verificaram-se algumas alterações no país, mas rapidamente o granel se instalou. Irmandade Muçulmana, ISIS, ALNUSRA, Curdos, etc.
Guerra civil iniciada algures no ano de 2011. O caos actual.
Enfim, lembrar que os Árabes são um povo, mas muitas religiões.

Ah, já agora, lembrar que o cocktail explosivo formado por, apoios do mundo Ocidental a uma enormidade de palhaços e loucos radicais que ressuscitaram para as Primaveras Árabes + apoios de monarquias Árabes + a clarividência dos países ocidentais + guerras shiitas/sunitas + sede de se tornarem potências regionais + a mania de exportar democracia + geopolítica + Putin + chacina de laicos e minorias católicas = TRAGÉDIA + Irresponsabilidade + assobiar para o lado.
António Cabral