Mostrar mensagens com a etiqueta Impérios. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Impérios. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 26 de maio de 2022

E U R O P A

- To understand Europe you have to be a genius or French - (Madeleine Albright, US secretary of State)

Este desabafo está datado. Creio que na altura fazia sentido.

Penso que para tentar compreender a Europa não será necessário ser nem génio nem Francês. Parece-me importante ter alguma noção da história. Parece-me ainda mais importante não analisar os assuntos no plano das emoções e comoções e ter presente que, SEMPRE ao longo da história, os dirigentes das nações mais poderosas se guiaram apenas e tão só pelos INTERESSES. Olhe-se a uns mapas.

Estes mapas (evolução que em síntese se mostra, começa em 1140 e corre até ao presente) são uma representação breve da história mundial e concretamente na Europa. A mudança de fronteiras ao longo de séculos.
Sabe-se o que ocorreu a partir de 1983, quando Reagan anunciou a guerra das estrelas. Sabe-se o que se seguiu à queda do mundo de Berlim. Sabe-se a implosão da URSS.
No presente, nada justifica agressões militares. 
Mas com guerra estamos confrontados. 
E com o que virá a seguir, que se pode imaginar, mas a incerteza é muita.
A grande maioria fica-se pelas emoções e comoções.
Estamos na Europa. 
E há quem ganhe com esta guerra. Não certamente Portugal.
AC

segunda-feira, 7 de março de 2022

OS INTERESSES
Sempre os interesses.

A Europa de 1848 era muito diferente da Europa contemporânea. Nessa altura, eram mais ou menos como hoje a França e o Reino Unido. 
A Rússia incluía partes do que hoje é Finlândia, Polónia, Roménia, Turquia, por exemplo. 
A Áustria era bastante maior, incluía partes do que hoje é Itália, Hungria, ex-Jugoslávia e ex-Checoslováquia. 
Aquilo que se designava por Alemanha era um conjunto vasto de Estados (38) em que alguns eram pequeninos, e a constituição da Confederação Germânica impunha, por exemplo, unanimidade em matérias importantes ou seja, a maioria das vezes os assuntos ficavam bloqueados. Havia pensamentos e posturas de, Bávaros, Saxões, Prussianos, etc., e não Alemães. 

Otto von Bismarck é nomeado Chanceler em 1862. Bismarck reconhecia e reconheceu realidades e mostrou-se genial para os seus interesses e particularmente, creio, fortalecer o poder da Prússia. 
E viu a Áustria como um formidável obstáculo à unificação Alemã.
O desenvolvimento tecnológico e industrial da Confederação Alemã entre 1846 e 1861 foi colossal. Um exemplo: 1416 máquinas a vapor em 1846 e 10113 em 1861! Bismarck tinha bem presente Clausewitz.

Bismarck encetou uma guerra muito rápida com a Dinamarca em 1864, à conta dos Ducados de Schleswig e Holstein. Porque lá viviam muitos Alemães! Nacionalismo Alemão! 
Fê-lo aproveitando questões sucessórias na Dinamarca. E conseguiu-o com uma aliança Austro-Prussiana! Depois, a Prússia ficou administrativamente com Schleswig e a Áustria com Holstein! Algum tempo passado, no hábil plano diplomático, Bismarck foi isolando a Áustria aos olhos internacionais.

Depois, 1866, em sete semanas Bismarck cilindrou a Áustria. E fê-lo por brilhante calculismo, táctica, e enorme superioridade tecnológica e industrial que construíra até então. Vasta rede ferroviária, mais moderno armamento, e boa e eficaz rede de telégrafo. 
Áustria perdeu, e deixou de ter influência nos Estados pequeninos da Confederação Alemã. 
A Alemanha ficou unificada em1871, tendo antes havido ainda pancadaria Franco-Prussiana. 
E houve a questão da Alsácia e da Lorena. Na Alsácia muitos falavam Alemão. 
Na Lorena o que então havia era …..uma forte indústria metalúrgica!
Os interesses, sempre sobretudo os interesses.
AC

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

MEMÓRIAS + tragédias
A propósito das tragédias lá para os lados da Síria, a propósito dos sucessivos atentados na Europa, encontrei um resumo, um pouco antigo, que vem a propósito e partilho. 

Nesse mundo de outra fé, teremos uns residuais "Kharijites", uns "poucos" "Shi'ites", e a maioria "Sunnis".
Este "papel", é um simples e muito sintético apanhado sobre as principais divisões do Islão. Mas, para quem não esteja a par do assunto, e se interrogue cada vez mais onde poderemos ir parar, pode dar uma ideia. SUPERFICIAL.
No caso da Síria, teremos gente de vária proveniência, "Ismalites", "Contemporary Ismalites", "Alaouites", "Druze", "Imanites", e certamente uns quantos "Sunites".
Para o "Shi'ism" ao contrário do "Sunism", é atribuída uma importância enorme aos clérigos que têm a missão de interpretar a doutrina e treinar as comunidades.
Mas para se tentar perceber o que se passa na Síria, deve ver-se a história, ir até pelo menos 500/ 600 anos atrás.
A Síria é uma das criações dos famosos Sykes e Picot, (um inglês o outro francês, que delinearam os vários Países Árabes de que hoje ouvimos falar, com fronteiras inacreditáveis. Tudo à conta designadamente do petróleo. A Síria era Francesa.
Esse território governa-se autonomamente há pouco mais de umas 5 a 7 décadas. Tem poucas reservas de petróleo, mas tem acesso ao mar ou seja, pode controlar.
Não por acaso a Rússia tem lá uma base naval.
O pai do actual Assad era Shiita, Ba'ath, e laico, faleceu há anos. Com a ascensão do filho, verificaram-se algumas alterações no país, mas rapidamente o granel se instalou. Irmandade Muçulmana, ISIS, ALNUSRA, Curdos, etc.
Guerra civil iniciada algures no ano de 2011. O caos actual.
Enfim, lembrar que os Árabes são um povo, mas muitas religiões.

Ah, já agora, lembrar que o cocktail explosivo formado por, apoios do mundo Ocidental a uma enormidade de palhaços e loucos radicais que ressuscitaram para as Primaveras Árabes + apoios de monarquias Árabes + a clarividência dos países ocidentais + guerras shiitas/sunitas + sede de se tornarem potências regionais + a mania de exportar democracia + geopolítica + Putin + chacina de laicos e minorias católicas = TRAGÉDIA + Irresponsabilidade + assobiar para o lado.
António Cabral

sexta-feira, 29 de julho de 2016

I GG - 1914-18
Fez ontem, 28 de Julho, 102 anos. Começou a pancadaria na Europa. 
Acabou a 11 de Novembro de 1918.
Entre as muitas consequências:
- desmantelamento dos impérios Otomano e Austro-Húngaro,
- desarmamento da Alemanha,
- a Polónia ganhou uma parte da Ucrânia,
- a Rússia reconheceu a independência da Finlândia, Lituânia, Letónia e Estónia,
- fundação da Sociedade das Nações (SDN),
- distribuição de mandatos da SDN,
- criação do Líbano e Síria, ficando sob mandato Francês,
- Reino Unido recebeu mandatos sobre a Palestina e o Iraque.

Vale a pena olhar bem à história e meditar sobre certas coisas que acontecem no presente.
António Cabral