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sábado, 15 de junho de 2024

LIVROS
Voltei a ler este livro.
Como esta transcrição logo no início do livro mantém actualidade.
As guerras, nesta paz pós 1945, particularmente as que lavram nos tempos mais recentes, nada têm a ver com hipocrisia, com apelos patéticos a cessar fogo, com resignação, com políticas contraditórias.
Certo?
AC

sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

HISTÓRIA,  INTERESSES,  GUERRAS
A história não se repete, é frase conhecida.
Mas há uma coisa permanente ao longo da historia, a que muitos não ligam muito: os interesses. 

Dei esta manhã com os olhos a descrições sobre o famoso Bismarck.
Aparentemente conhecido como o Chanceler de Ferro.

O "rapazote", entre muitas outras coisas, unificou muitos territórios nomeadamente adjacentes à Prússia e, gradualmente, criou um formidável Exército.

Ao longo do tempo, e detentor do Exército reorganizado modernizado e muito forte "entreteve-se" por exemplo, a andar à lambada com a Dinamarca a quem comeu territórios, com a Áustria e com a França.
No que respeita à pancadaria com a França, resolveu anexar a Alsácia e a Lorena.

Detalhes. Depois disto e entre muitas histórias, IGG e II GG. Alsácia e Lorena anos mais tarde regressadas a França.
AC

sábado, 6 de agosto de 2022

A    PROPÓSITO    de    INTERESSES

No passado, nas grutas, descobriram representações do que terá sido esse passado, como o homem das cavernas, coberto com pele de animais, um grosso cajado ao ombro, caça, etc.
E temos as gravuras do Côa.
Os séculos foram passando, e sabe-se hoje com algum rigor o que foi a evolução dos tempos. 

Uma pré-história entre algures 7 000 000 a 3500 a.c., depois uma alta antiguidade, impérios e cidades, idade média (476-800), idade média tardia (1452-1492), Renascença / Reforma (1492-1594), Iluminismo (1715-1780), época das revoluções (1789-1851), acordar das nacionalidades (1851-1871), impérios (1871-1914).

Tivemos ao longo dos tempos, diferentes e diversas evoluções tecnológicas. 
De 1914 ao presente, conhecem-se bem, as guerras, a "doce paz" após 1945, sempre a "paz" aos nossos dias, como sempre se observa!

O que motivou o homem ao longo dos séculos?
Subsistência. Poder. Fé. Religião. 
Poder, armas, território, domínio.
Sempre, os problemas colocados ao "homem", no domínio económico, no domínio da subsistência de povos. 
Ao tempo dos deuses foi sucedendo o tempo dos homens. 
Ao longo dos séculos, regimes político-sociais diversos. 
Importa não esquecer de olhar às estruturas sociais através do tempo.

Ao longo do tempo podemos ver que houve, SEMPRE, o homem que trabalha, o homem que empunha a espada e o escudo, o homem que governa. 
Círculos sociais, diversos, uma cadeia ascendente até aos círculos sociais de privilegiados. Sempre. SEMPRE.

E, sempre, países altamente desenvolvidos, países desenvolvidos, países em vias de desenvolvimento, países subdesenvolvidos e ou estagnados e, ainda, dentro de muitos países e se calhar em todos, assimetrias entre as suas diferentes regiões. 
E desigualdades, SEMPRE, dentro de países, entre países, DESIGUALDADES GRITANTES.

Ao longo da história houve, SEMPRE, assimetrias, disparidades, desníveis, contrastes, desequilíbrios, desigualdades, carências, riqueza, pobreza, genocídios, mortandades, guerras.

Ao longo do tempo, e por diferentes prismas, muitos olharam as sociedades: Péricles, Heródoto, Platão, Políbio, Seneca, Helânico, Galileu, Tucídides, Aristoteles, Sócrates, Sto Agostinho, Dante, Aquino, Maquiavel, Descartes, Erasmo, Thomas Morus, Lutero, Bergson, Thomas Hobbes, Mirabeau, Rousseau, Napoleão, Bismarck, Jean Boudin, Richelieu, Colbert, Voltaire, Montesquieu, Francis Bacon, Adam Smith, Ricardo, Sieyes, Malthus, Kant, Tocqueville, John Locke, John Mill, Friedrich List, Max Weber, Proudhon, Marx, Hengels, Bertrand Russell, Heidegger, Proust, Cunningham, Keynes, Marcuse, Leopold von Ranke, Schumpeter, Alfred Sauvy, James Monroe, Churchill, Charles de Gaulle, Willy Brandt, Henry Kissinger, Zbigniew Brzezinski, Hans-Dietrich Genscher, Helmut Kohl, Angela Merkel, Margaret Albright, Gorbatchov, etc. 
Todos, examinando a vida, o seu país, os outros países, o mundo.

Política externa, que assim se fala hoje, sempre existiu no relacionamento entre povos, países. 
Política externa, hoje, basicamente, e apesar das grandes loas aos valores e ideais, SEMPRE baseada em objectivos concretos. 
A execrável Alemanha nazi, a Alemanha de hoje TÃO (!?) solidária!
Por muito que afaguem a diplomacia, o consenso, o que tem lugar à mesa dos maiores, são avaliações de poder e o que em cada sítio definem como interesse nacional.

O mundo não é o que se deseja que fosse, INFELIZMENTE, nunca foi, as coisas são o que são, e o que aconteceu aconteceu, por mais que certa gentalha queira reverter /reescrever acontecimentos passados. 
Há gentalha que persiste em querer impor uma espécie de unicidade do pensamento, pensamento único e, consoante modas e momentos, passam o tempo a definir uns quantos Maus e uns quantos Bons. 
Mas escolhem não olhar para trás!
E eu continuo SEMPRE sem ter a certeza quanto a certos "bons".
António Cabral

segunda-feira, 7 de março de 2022

OS INTERESSES
Sempre os interesses.

A Europa de 1848 era muito diferente da Europa contemporânea. Nessa altura, eram mais ou menos como hoje a França e o Reino Unido. 
A Rússia incluía partes do que hoje é Finlândia, Polónia, Roménia, Turquia, por exemplo. 
A Áustria era bastante maior, incluía partes do que hoje é Itália, Hungria, ex-Jugoslávia e ex-Checoslováquia. 
Aquilo que se designava por Alemanha era um conjunto vasto de Estados (38) em que alguns eram pequeninos, e a constituição da Confederação Germânica impunha, por exemplo, unanimidade em matérias importantes ou seja, a maioria das vezes os assuntos ficavam bloqueados. Havia pensamentos e posturas de, Bávaros, Saxões, Prussianos, etc., e não Alemães. 

Otto von Bismarck é nomeado Chanceler em 1862. Bismarck reconhecia e reconheceu realidades e mostrou-se genial para os seus interesses e particularmente, creio, fortalecer o poder da Prússia. 
E viu a Áustria como um formidável obstáculo à unificação Alemã.
O desenvolvimento tecnológico e industrial da Confederação Alemã entre 1846 e 1861 foi colossal. Um exemplo: 1416 máquinas a vapor em 1846 e 10113 em 1861! Bismarck tinha bem presente Clausewitz.

Bismarck encetou uma guerra muito rápida com a Dinamarca em 1864, à conta dos Ducados de Schleswig e Holstein. Porque lá viviam muitos Alemães! Nacionalismo Alemão! 
Fê-lo aproveitando questões sucessórias na Dinamarca. E conseguiu-o com uma aliança Austro-Prussiana! Depois, a Prússia ficou administrativamente com Schleswig e a Áustria com Holstein! Algum tempo passado, no hábil plano diplomático, Bismarck foi isolando a Áustria aos olhos internacionais.

Depois, 1866, em sete semanas Bismarck cilindrou a Áustria. E fê-lo por brilhante calculismo, táctica, e enorme superioridade tecnológica e industrial que construíra até então. Vasta rede ferroviária, mais moderno armamento, e boa e eficaz rede de telégrafo. 
Áustria perdeu, e deixou de ter influência nos Estados pequeninos da Confederação Alemã. 
A Alemanha ficou unificada em1871, tendo antes havido ainda pancadaria Franco-Prussiana. 
E houve a questão da Alsácia e da Lorena. Na Alsácia muitos falavam Alemão. 
Na Lorena o que então havia era …..uma forte indústria metalúrgica!
Os interesses, sempre sobretudo os interesses.
AC