T E K E V E R
TE. . . . . . . QUÊ ?
É o nome de uma florescente empresa portuguesa com créditos progressivamente firmados no âmbito internacional.
Estou a falar nela não apenas porque um bom amigo partilhou um muito interessante video (que agradeço, embora já conhecesse) sobre esta empresa mas, sobretudo, porque há vários dias que voltei a andar a olhar para mapas discursos e livros no respeitante à massa oceânica descomunal sobre a qual o país tem jurisdição.
Estou a referir-me ao MAR, ao OCEANO, às ZEE, ao eventual alargamento da nossa plataforma continental.
Ha décadas que andamos nisto que abaixo recordo.Conversa fiada, conversa da treta.
Concretamente, da parte da maioria que há décadas se roça pelas cadeiras em S.Bento, pelas cadeiras nos ministérios, pela cadeira em Belém.
Vejam alguns exemplos quando começam com grandiloquência e baboseiras sobre o tema:
- Âncora do conhecimento e desenvolvimento.
- Os desafios do presente.
- Fronteira externa do espaço comunitário.
- Recursos naturais debaixo do mar profundo.
- O mar na política portuguesa e nomeadamente na política externa.
- O mar promotor do futuro.
- Os oceanos nas políticas públicas.
- O futuro sustentável dos oceanos.
- Mar, sonho e realidade.
- O mar, recurso potencial.
- O mar numa perspectiva de futuro e com ambição.
Estas frases são apenas umas escassas e exemplares das muitas tiradas de vários concidadãos proferidas ao longo do tempo. Fóruns, encontros, simpósios, conferências, reuniões, seminários, workshops, almocinhos e jantarinhos, etc., de tudo tem havido um pouco.
Por cá e lá por fora.
Cá, muitas vezes com aquele patético carimbo - alto patrocínio de . . .
Sim, historicamente, o mar, para Portugal é intemporal.
Sim, desenhou o passado.
Irá ajudar a construir o nosso futuro?
Sim, deveria ser assim.
Mas por cá temos infelizmente o desavergonhado a engrossar.
Temos os outros a dizer - já tinha proposto, não não, fui eu primeiro.
Temos depois o ocioso folclore garrido de sempre à mesa do OE.
Resultado? À vista, bem à vista.
Voltando à TEKEVER, pelo que se sabe, tem firmadas capacidades para poder ajudar com eficácia a controlar/ vigiar as nossas ZEE, os locais de amarração de cabos submarinos, as zonas de pesca, a controlar os navios de investigação estrangeiros que se atrevem a cá vir (uns com autorização e certamente muitos à socapa), a controlar e seguir frotas estranhas, etc.
Grande ignorante que sou destas coisas ainda assim ocorre-me periodicamente perguntar a mim mesmo: António, porque será que desde há anos não se fabricam nos estaleiros de Viana do Castelo mais navios de patrulha oceânica e dotados de material como o da TEKEVER
Porque será que se prefere negócios nebulosos?
Porque será que com esta massa oceânica descomunal continuamos como estamos, e continuamos desde há 50 anos sem definir de uma vez por todas que Forças Armadas Portugal deve ter e, creio eu por razões óbvias de geografia, com grande ênfase na Marinha e na Força Aérea?
Voltarei ao assunto.
Bom dia.
Tenham uma boa 3ª Feira.
Saúde, o Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades.
António Cabral (AC)
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