CRITÉRIOS EDITORIAIS
Quem sou eu para os discutir. Não tenho competências nem autoridade para isso.
Cabe aos órgãos institucionais de cada órgão de comunicação social (OCS) decidir o que faz grandes títulos, o que fica escondido em páginas interiores, o que silenciam premeditadamente e porventura não deviam silenciar (fica em carteira), se fazem ou não escrutínio sério (não apenas chicana) da actividade dos titulares dos órgãos de soberania, da actividade dos autarcas, da actividade das empresas públicas, se denunciam poucas vergonhas que aconteçam na esfera da máquina do Estado como na justiça, saúde, ordens profissionais, autarquias, ensino, forças armadas, forças de segurança, ETC, e se denunciassem poucas vergonhas na esfera privada.
Há coisas que eu decido.
Se compro algum jornal, se olho a espaços para os canais informativos de TV, se compro alguma revista, se assino digitalmente algum OCS.
Há mais coisas que decido.
Só tenho uma assinatura digital.
Há anos que como regra não compro jornais dado o nível a que chegaram (opinião pessoal, naturalmente, discutível, mas a respeitar como respeito as opiniões de outrem).
Quebro esta regra nas férias de Verão, compro de vez em quando um jornal em Agosto e em Setembro como agora que ando pela Beira-Baixa.
Diariamente olho para a assinatura digital e percorro as gordas de muitos outros, que não posso depois ler pois não sou assinante. Nacionais e internacionais.
Amigos enviam-me de vez em quando textos de certos jornalistas (??) ou sugerem-se para, usando a tecnologia, ir atrás e ver determinadas "pérolas" nas TV ou jornais e revistas.
Isto dito, o que vejo e que nada me espanta?
Os sucessivos e insuportáveis dislates sobre o desprezível Trump. Os pouco aprofundados dislates e tramóias de Farage. Os "esquecimentos" sobre as políticas internas de Erdogan que imagino fazem muito felizes as mulheres turcas. As insuportáveis Putinices e as tiradas de Zelensky. As inarráveis tiradas de Bibi e as ainda piores de certos ortodoxos que por lá andam. As tiradas de Sanchez, as inarráveis tiradas de vários tipos no Médio Oriente, os jogos silenciosos da Rússia, China, EUA, Turquia, etc.
Talvez se pudessem dedicar escalpelizar melhor as poucas vergonhas de vários habilidosos, ou as várias e sucessivas escolhas para cargos, ou os que são menos intelectualmente alarves e mansamente se atrevem a falar por Belém.
Talvez se pudessem dedicar a escalpelizar melhor o que ganham certas consultoras de comunicação (mas era chatear amigos né), ou espiolhar bem a legislação dos solos urbanos e rústicos, e olhar para Porto, Cascais, Gaia, Grândola, Matosinhos, Sines, Algarve, etc.
E se investigassem a sério o que neste assunto (solos) se fez e não fez desde 2000 por exemplo em Lisboa?
E se investigassem a sério o passado de proto candidatos a Presidente da República, e espiolhassem bem as consultorias, os chorudos negócios incluindo a advocacia de negócios?
E se investigassem a sério as coisas que lentamente vão sendo urdidas no âmbito das fotovoltaicas a instalar por todo o lado?
E se investigassem a sério como estava o assunto PRR desde que Costa pateticamente saltitou à frente da Ursula - já posso ir ao banco? - até Março de 2024 e, depois, até agora em que um pantomineiro diz que está 100% feito? Eu creio que terão feito muito mas cheira-me que há maroscas. Vermos.
Ah e lembram-se que em tempos Marcelo afirmou com aquele seu ar inarrável - de que ia estar com o olho nisso do PRR ? Pois!
E se investigassem a sério o parque automóvel nacional? Ministérios, forças de segurança, por exemplo.
E veriam a pouca vergonha de que há carrinho nos gabinetes para tudo o que é gato pardo.
E se investigassem a sério os donos dos diferentes OCS, e fossem olhar a CRP sobre o que lá se diz? (Art. 38º e 39º)?
E se investigassem a sério as leis sobre a REN e RAN?
E se investigassem o que se passa no concelho de Almada sobre solos, arribas, bairros degradados, obras?
E se . . . . . . .
Fico por aqui.
Saúde, o Euromilhões da vida
Boa sorte, felicidades.
António Cabral (AC)
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